Curso Apreciando a História da Arte | Aula 22 LIVE | Mitologia grega e Arte | 03 08 2021

Nesta aula ao vivo, o professor Fábio San Juan apresenta uma visão panorâmica da mitologia grega e sua relação com a arte, como parte da série “Apreciando a História da Arte”. Ele introduz o curso, explica a logística (aulas semanais, material de apoio, acesso ao canal YouTube) e contextualiza a escolha da mitologia grega. Em seguida, descreve as principais fontes primárias (Homero, Hesíodo, Píndaro, Ovídio, Pausânias, Apolônio de Rodes) e recursos digitais (greciantiga.org, Perseus, Theoi). O professor traça a genealogia dos deuses a partir do Caos, passando por Gaia, Urano, os Titãs, e culminando nos doze deuses olímpicos, destacando atributos iconográficos (raio de Zeus, coruja de Atena, tridente de Poseidon, etc.) e representações artísticas (esculturas de Fídias, gravuras de Goya, Piranesi). Ele discute a evolução da religião grega, o papel dos mitos como narrativa cultural, a influência romana e o sincretismo posterior, bem como a importância dos mitos na filosofia, literatura e nas artes (teatro, poesia, arquitetura). Por fim, menciona a estrutura do curso (pré‑história, arte chinesa, indiana, mesopotâmica, egípcia, grega, helenismo, Roma, Idade Média) e convida os participantes a se matricularem, oferecendo slides, gravações e links de apoio. A aula encerra com perguntas rápidas sobre personagens (Medusa, Prometeu, Atlas) e reforça a amplitude do tema para futuras sessões.
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Muito bem, estamos no ar, um pouquinho de atraso, mas estamos aqui. Estão todos me ouvindo? Quem tá aí no chat, boa noite, pessoal aí. Márcia, Maria do Carmo, aqui no Google Meet também estamos. A Doutora Lúcia Paterniani, Paulo, Maria Helena, Francine, sejam todos bem-vindos, bem-vindas a essa aula aberta sobre mitologia grega e arte, certo? Muito bem, vocês, Márcia, Maria do Carmo já faz o nosso curso, que é o curso Apreciando a História da Arte, e a Márcia Andrade, de onde você tá falando, Márcia? Onde você tá? A Francine também tá aí, nova convidada. Quiser falar com a gente também, pode abrir seu microfone, falar um pouquinho rapidinho, e aí a gente já começa. Oi, boa noite! Olá! A convite da Doutora Ana Lúcia Paterniani, apaixonada por mitologia grega, aqui com meu livro da mitologia, vou adorar participar dessa aula. Certo, opa, muito obrigado, eu que agradeço. Como a mitologia é um assunto muito vasto, né, pode ser que, pode ser não, com certeza você vai ter muitas outras histórias que eu nem conheço, porque é tão, é tanto o assunto O assunto é tão grande, tão vasto, que a gente nunca deixa de aprender, né? Nós temos tantas fontes, tantos escritos antigos e também mais recentes, mas principalmente das fontes primárias que a gente vai colher histórias, várias vezes histórias conflitantes entre si, né? Mas que são fascinantes, né? As histórias da mitologia grega, greco-romana, elas são fascinantes, como de outras mitologias pelo mundo, mas hoje nós escolhemos a mitologia grega para falar. Numa outra ocasião nós escolhemos outras mitologias tão fascinantes quanto essa. Certo? O pessoal do YouTube está me ouvindo bem? Leonildo, Eliana, Sandra Bandeira, boa noite a todos. Desculpa se eu pular alguém, que eu tô aqui com um olho no peixe, um olho no anzol, outro na sardinha, né? Não sei se é exatamente esse o ditado, mas... Júlia Frias. Estão todos me ouvindo bem? Estão me ouvindo? Conseguem me ouvir? Sim, certo. Então vamos lá, né? Vamos lá ao nosso assunto. Aqui uma paisagem, né? Na verdade é o Monte Parnaso com as musas. Nós temos aqui, vamos contar quantas musas nós temos, nós temos 7 musas e mais Apolo, Apolo, né, o deus da beleza masculina, mas também o deus da, um dos patronos das artes, da cultura e da música, da poesia, por isso, por isso acompanhando as musas, né? Em várias configurações nós temos, de acordo com a fonte, nós temos 3, nós temos 5, nós temos 7 e temos a configuração que se tornou a mais consagrada, vamos dizer, a mais final, que é a configuração com 9 musas, né? Nós vamos falar Muito rapidamente, muito brevemente, que é uma pena, mas nós temos tanta coisa para falar hoje, nós não temos como nos aprofundar falando desse assunto de uma forma que abarque o assunto em uma hora e meia, que é a proposta de hoje. Certo, eu só vou colocar aqui já rapidamente comercial, só para quem já tiver interessado, tiver essa referência, que essa aula aberta ela é na verdade ela aula 22 do nosso curso. Nós já fizemos 21, 21 aulas desde fevereiro quando a gente fez também uma aula aberta. Sobre os princípios da história da arte, né, o que rege a história da arte. Em seguida, pré-história, a gente foi caminhando pela pré-história, arte pré-histórica, é arte chinesa, arte indiana, arte da Mesopotâmia, arte do Egito, até chegar às origens da Grécia. Estamos aqui em mitologia grega e arte. Nós fazemos esse curso todas as terça-feiras todas as terças-feiras, das 20h às 21h. Então são das 21h, então são, é uma hora de aula, realizado pela Associação Paulista de Medicina de Piracicaba, Casa do Médico, a Doutora Ana Paterniani, que está aqui com a gente, né, que eu volto a agradecer pelo convite. E se Deus quiser, quando acabar a pandemia, nós vamos ter essa versão do curso presencialmente lá na Casa do Médico em Piracicaba, Estado de São Paulo. Quem não é de Piracicaba pode acompanhar, continuar acompanhando as aulas online. Se você quiser acompanhar com a gente, se achar interessante a aula de hoje, no canal Apreciando Arte também, que é o meu canal que eu posto meu conteúdo sobre história da arte, lá tem também alguns cortes das aulas que nós estamos fazendo. Então as aulas tem 1 hora, 1 hora e 10, dependendo do assunto. E lá tem uns cortes que tem aí de 5 a 10 minutos, né, pegando um pedaço, um trecho da aula para mostrar como que é, para dar um gostinho para quem gosta do assunto, né. Quem se matricular agora, né, para continuar, continuar nesse caminho que a gente já começou lá em fevereiro Mas continuando nesse percurso, seguindo aí pela Grécia, Roma, vamos falar de helenismo até chegar à Idade Média até o final do ano. Começa o curso agora, mas vai ter acesso às aulas que já estão gravadas, né, desde a primeira lá de fevereiro até a aula 21, a aula 22 que é a de hoje. Vai ficar gravada, vai estar aberta inteiramente no YouTube como uma amostra, no canal Apreciando Arte, youtube.com/apreciandoarte. Quem quiser mais informações, para quem quer acompanhar o curso como um aluno, quiser acompanhar com a gente, fazer parte da nossa troupe, Quem tá com o microfone aberto, por favor, pode fechar. Obrigado. Seja bem-vinda quem chegou agora. Quem chegou agora foi a Ângela. Seja bem-vinda, Ângela. Estamos aqui explicando mais ou menos como que é que funciona o curso, né, que esse curso é, essa aula é uma aula do curso, é uma aula aberta, é como se fosse uma demonstração. Lógico que é um conteúdo que considero válido e completo para quem, mesmo quem não vai fazer o curso, mas também é uma amostra desse curso, como a gente trabalha e como que a gente coloca os assuntos, como que é a metodologia nossa, né. Então quem se matricular agora recebe acesso às aulas integrais, né? Não é todo mundo que tem acesso, elas estão fechadas só para quem é aluno do curso, quem paga mensalidade, né? Quem quiser informações aí, você tem aí na tela. Também coloco à disposição de vocês, quem quiser deixar o e-mail, mandar o e-mail para mim aqui, pode mandar no no chat do YouTube, pode mandar também no chat aqui do Google Meet. Quem tá no Google Meet, quiser mandar o seu e-mail para receber o slide em PDF dessa aula, eu mando, não tem problema nenhum. Vai ter muito material hoje que nós vamos, que vai estar aí nesse slide, não vai dar tempo da gente falar dele, né, porque é muita coisa. E eu eu, quem já é aluno sabe, né, que eu gosto de disponibilizar vários materiais que não tem como a gente abordar no tempo da aula por conta de ser tempo restrito, mas que eu disponibilizo para vocês sem problema nenhum. Tá certo? Na descrição desse vídeo também tem esse contato no YouTube, tem esse contato aí para quem quiser ter mais informações ou já pedir para fazer a matrícula, tá bom? Vamos lá. Desculpa pelo pigarro, né? Bom, Primeiramente, eu queria colocar já, colocar, normalmente eu faço isso no final, às vezes eu não faço, mas hoje eu queria colocar já no começo para que todo mundo já fique ciente. Porque primeiro, porque é muito bacana quem se aventura a mergulhar nos clássicos, e a gente tem uma certa, a gente tem uma certa um certo medo, né? Quem nunca teve contato com os clássicos? Por ser uma— o clássico não é, não precisa ser sinônimo de uma coisa classuda, de uma coisa que ninguém entende. Pelo contrário, né? A Ilíada, a Odisseia, essas fontes, é que eu colocando aqui como fontes primárias para vocês, são os relatos, são as histórias dos gregos contadas, fixadas num texto por um poeta que a gente não sabe se existiu de verdade, que é o Homero, o poeta cego que cantava esses versos contando essas histórias muito antigas, anteriores a ele, mas que andava pela Grécia contando essas histórias, né? Um aedo. Um aedo era um poeta diferente dos poetas que nós temos hoje. O poeta na Grécia Antiga, ele compunha os seus versos e ele apresentava para o público de forma cantada, normalmente empunhando um instrumento musical, uma cítara, uma lira, e mais ou menos como se fosse um cantor de música popular de hoje que é compositor e músico e ainda apresenta suas composições para o público. Só que imagine, imagina um longo poema épico, é como se fosse, como se as pessoas sentassem em volta do, vamos dizer hoje, se fosse num show em que a apresentação fosse uma história romanceada de uma hora e meia, duas horas, em forma cantada, contando uma história toda em versos musicados, né, e feitas por um único homem, né, ou por uma única pessoa. Isso era uma apresentação de um poema como a Ilíada, Odisseia e outros tantos que não sobreviveram, né. Então isso era sempre feito de uma forma é claro, ornamentada nos termos de linguagem, mas que o povo entendesse. Então todos entendiam o que estava sendo falado ali. Então existe essa questão. Claro que o tempo, né, o verniz do tempo, a quantidade de tempo que se passou desde então é muito longa e as coisas mudaram, né. E a Grécia, a cultura grega se tornou a base da nossa cultura, se tornou a base de uma cultura acadêmica, universitária também, mas também a base de tudo, é fundamento mesmo, alicerce, né? Não só da nossa forma de escrever poesia ou música, música muito menos, né? Mas da literatura, da forma de narração, que deu origem, por exemplo, ao romance, né? Os poemas épicos de Homero deram ensejo, né? Foram exemplo para vários outros poemas épicos ao longo dos anos. Em Roma, né? Com a Eneida. Depois, pela Idade Média, né? Jerusalém Libertada, Rolando Furioso. Depois, os Lusíadas de Luís de Camões, né? O Paraíso Perdido de John Milton e tantos outros, né? O Fausto de Goethe. Tudo isso, o modelo é Ilíada e Odisseia de Homero. E a Ilíada e Odisseia de Homero são grandes fontes, fontes para a mitologia grega, né? Você tem muitas histórias que você tem como única fonte a Ilíada e a Odisseia, ou a Ilíada, ou a Odisseia, ou as duas, né? Então são fundamentais. Os gregos já consideravam como a sua cartilha, já consideravam como o seu livro escolar. Ao lado de quem? Ao lado desse senhor aqui. Esse senhor não está aqui, mas ele tá no, ele está na autoria desses dois trabalhos, que principalmente a Teogonia, né? Teogonia em grego quer dizer origem dos deuses, assim como cosmogonia é a origem do cosmos, origem do universo. E Os Trabalhos e os Dias também é um outro poema que também tem várias indicações mitológicas, várias pistas mitológicas sobre os mitos antigos. Mas principalmente a Teogonia fala da origem dos deuses. Hesíodo era contraposto a Homero de uma forma que a gente vai chamar hoje de uma certa angústia da influência, como o crítico americano Harold Bloom colocava, né? Ele tinha uma certa angústia de influência, ou seja, todos os autores que vêm depois de Homero querem fazer algo tão grandioso e por isso diferente, mas sempre tem aquela sombra, né? Quem trabalha com psicanálise vai saber o que eu estou dizendo, né? A certa angústia, como se fosse uma espécie de um complexo, né? O próprio Harold Bloom vai falar disso, né? De um complexo de— não é um complexo de Édipo, mas é uma angústia em relação ao autor que o influenciou, né? Enfim, então nós temos essas duas grandes fontes Fontes principais da mitologia grega: Homero e Hesíodo. Depois nós temos, depois não, ao lado, né, eu coloquei aqui no meio, na verdade era para ter colocado à esquerda, né, numa ordem de leitura cronológica. Píndaro era um poeta grego também. Um pouco antes da época clássica. A época clássica é o século V a.C., entre século V e século IV, ele vem um pouco antes disso, começo, vai terminar a sua trajetória no começo da era clássica. E você tem várias indicações também mitológicas na obra desse poeta. Depois, Ovídio, que é romano, né, ele na sua obra Metamorfoses Nós temos como uma fonte de várias histórias, de várias histórias que são só encontradas aqui, né? E coloquei também no final um texto, a capa em inglês, porque não existe tradução para o português dessa obra, que é a Descrição da Grécia de Pausânias. Pausânias era uma espécie de turista, na verdade ele era um turista, não era uma espécie de, ele era um turista que viajou pelo mundo helenístico, ou seja, aquele mundo que tinha a influência da cultura grega, ou seja, o Império Romano na sua época, né? No século II d.C. e a descrição da Grécia, descrição da Grécia é uma espécie de guia turístico. Então, aí eu vou dizer espécie de porque não existia guia turístico nessa época, mas ele escreve uma obra que é preservada até hoje, foi preservada, chegou até nós e graças a essa obra nós temos várias indicações não só sobre mitologia, mas também sobre autoria de templos, de arquitetos, de escultores, de obras, como num guia turístico, só que pra nós acabou chegando como informação histórica. Nem sempre as informações são confiáveis, é porque confrontadas, quando é possível confrontar com outras fontes, aí existem algumas contradições, mas ele é muito interessante e existe na internet inclusive para baixar de graça. Porque é um texto em domínio público, né? Então você tem versões em inglês, francês, na maioria das línguas ocidentais, e menos em português. Você tem espanhol, você tem italiano, inclusive tem grego e tem latim também. Muito bem, aqui eu coloco uma lista para vocês. Dessas principais fontes primárias, eu poderia ter citado aqui também Apolônio de Rhodes, que escreveu o Asno de Ouro, que é a fonte principal da história de Cupido e Psiquê, de Eros e Psiquê, que não tem em outros lugares, vai ter só no Asno de Ouro. Metade do livro é sobre essa história, né? Eu vou falar rapidamente também, que é a imagem símbolo, né? A imagem que tá aí no nosso, como símbolo da nossa aula de hoje. Aqui eu coloco, fora as fontes primárias, claro, né? Mas também nós temos esses três Esses 3 sites são sites que eu uso muito nas minhas aulas, na minha pesquisa, e para esta aula tem vários textos que estão transcritos desses sites ou adaptados desses sites, né? Estou avisando porque eu gosto de dar as fontes, né? Então a para não parecer que fui eu que fiz, sendo que foi adaptado. Enfim, mas são sites muito bons. O portal greciantiga.org, em português, é um site excelente de um médico paulistano, que ele é médico, mas ele é helenista também, traduz textos em grego, fez várias traduções de textos que nunca tinham sido traduzidos para o português. E o Teoi e o Perseus são sites em inglês, mas também são referenciais, são muito bons, são excelentes, tanto para achar histórias, imagens. No Perseus vocês conseguem achar essas obras em inglês, conseguem achar essas obras em grego, em latim, e também, se eu não me engano, em italiano. A maior parte você acha em inglês. Se consegue ler em inglês, você baixa e dá uma traduzida no Google Translate, também tá valendo, né? Pra gente conhecer, saber o que é que essas obras nos dizem, vale muito a pena. Muito bem, a proposta dessa aula Proposta dessa aula. Proposta dessa aula é falar de uma forma introdutória sobre os deuses e as figuras sagradas da mitologia grega greco-romana. Por que greco-romana? Porque vários dos, da, quando a gente fala em mitologia grega e também sobre arte, as muitas das as fontes são romanas. Até o século XVIII, mais ou menos, quando a gente falava em mitologia e arte da antiguidade pagã, nós falávamos basicamente sobre Roma e não sobre Grécia. Foi só depois do século XIX que houve um estudo direto da Grécia, que daí foi resgatar na origem mesmo essas histórias, mas antes tinha esse filtro romano, né, tinha esse filtro da cultura romana. Então é por isso que você vai encontrar muito esses textos clássicos todos traduzidos para o latim, porque chegaram para nós via latim. Foi só depois que, aos poucos, né, depois do Renascimento, mas explodiu mesmo século 19, houve a Houve o resgate do grego, né, e do estudo direto do grego, arqueologia na Grécia, né, que não havia, né. Então nós temos isso. Então a gente tá sempre falando de Grécia, a origem a gente sabe que é grega, mas depois existe uma mistura, existe um sincretismo com deuses que eram originários romanos, mas hoje nós vamos não vamos ter nem tempo de falar sobre esse sincretismo, sobre essas misturas dos deuses gregos com os romanos. O máximo que a gente vai falar aqui é sobre alguns nomes que os deuses gregos assumiram em Roma, né? Não temos tempo de falar disso. Nós podemos, nós vamos falar disso aí na aula, nas aulas, quando a gente for falar das, da, de Roma, da arte romana, né? As várias aulas que nós pretendemos ter sobre a arte romana especificamente. E aí algumas das histórias, algumas origens, desenvolvimentos, relação com religião, costume, cultura, tudo está relacionado. Esses mitos eram parte da vida dos gregos e não eram somente historinhas, como a gente vai ver. Hoje se tem a literatura e principalmente os filmes que vão pegar na fonte da mitologia grega como uma forma de entretenimento, né? Lógico que também para os gregos era entretenimento, mas era muito mais do que isso, né? Fazia parte mesmo da mentalidade, da forma deles sentirem o mundo, né? E até aquela concepção trágica que é mostrada no teatro grego, por exemplo, ela vem muito dessas histórias, que foram, claro, concebidas aí de forma magistral pelos tragediógrafos, pelos trágicos, autores trágicos das peças teatrais, principalmente do século V. E a segunda intenção é mostrar algumas representações visuais da mitologia a partir da arte da antiguidade, e quando não é possível, a representações de outras épocas. E mostrando os atributos, né? A gente chama de atributos aquilo que é característico de cada personagem, de cada deus ou cada figura sagrada. Isso a gente vai chamar de iconografia dos deuses, iconografia dessas figuras sagradas mitológicas, certo? Os mitos dos gregos antigos. Essa frase interessante, né? Da Myrcélia Eliade. O mito conta uma história sagrada, relata um acontecimento que teve lugar no tempo primordial, no tempo fabuloso das origens. Então o mito sempre conta uma história daquilo que veio antes, daquilo que estava no começo, de um tempo em que as coisas eram diferentes. Sempre está recuado no tempo. Mito não se propunha Embora tivesse essa função também, não se separava história de literatura, de uma história religiosa, era tudo junto. Então, apesar dos gregos terem criado a ciência, vou dizer, desenvolvido a ciência, não vou falar que criou a ciência, porque você teve os egípcios, os mesopotâmicos, os chineses antes, mas desenvolvido muito a ciência e principalmente a filosofia, ou seja, eles começaram uma história da racionalidade, né, o primeiro livro de história história no Ocidente, que a gente considera como fundador da história, o Heródoto, né, mas ainda está misturado aos mitos, né. Então essas lendas, essas histórias das origens que se perdem no tempo é uma outra forma de visualizar o passado, certo? Não é, não é como a gente entende história hoje com aquela linha cronológica, muitas vezes linear, que tem até uma preocupação muito forte com uma verdade histórica, embora a gente saiba hoje em história que existem versões e não propriamente uma verdade somente, né, dependendo dos pontos de vista. Mas enfim, essa objetividade que nós temos hoje Não era uma preocupação dos mais antigos, e os gregos não eram diferentes. Claro que você tinha peculiaridades na cultura grega que os diferenciam de outros povos, mas também você tem elementos que confluenciam, você tem uma confluência com outros povos também, são coisas muito similares aos outros povos. Então nós temos aqui 3 tipos de história histórias que a gente pode agrupar quando a gente fala de deuses, heróis e outros personagens, né? Os mitos, os contos ou sagas com elemento histórico. Então você tem histórias de reis que necessariamente às vezes não tem, não, você não tem, embora seja muito difícil, você não tem um deus, um herói envolvido. Sim, é uma história da genealogia de um povo, por exemplo, a história dos reis de Atenas, nos quais Teseu se coloca, histórias de aventuras. Como eu disse, esses mitos estavam presentes na vida dos gregos, em tudo, né? Então você tem desde uma discussão filosófica, que a gente associa com algo mais racional, mas você tem os mitos lá presentes. O Platão e o Aristóteles, eles estão coalhados de mitos. Muitas vezes para criticá-los, mas também para tirar um exemplo de uma imagem, de uma metáfora, de algo que precisa ser explicado. Então você vai buscar uma imagem naquilo que todos conhecem, que é um mito, que é uma história mitológica, certo? Religião grega. Aqui são alguns aspectos da religião grega em relação a As narrativas, né, lógico que tem muitos outros aspectos. A religião grega era mais uma, não era uma religião como nós entendemos hoje, né. A religião sempre é, não importa aí que religião, tanto a grega quanto as nossas de hoje, as grandes religiões monoteístas ou não, mas a religião ela é sempre uma O relacionamento do homem com o deus ou com os deuses. A religião grega tem suas peculiaridades que se originam lá dos povos indo-europeus, dos quais eles fizeram parte. Depois se fizeram, se diferenciaram de outros povos até chegar a essa etnia grega, né, essa cultura grega, nós entendemos como grego, como eles entendiam como gregos. Então esses deuses se originaram das forças da natureza, nós vamos ver daqui a pouco vários desses deuses que são, que se originam de forças como o raio e que depois se antropoformizam e se transformam num Zeus, por exemplo, no rei dos deuses. Ou uma deusa da fertilidade que tem origem lá nas deusas-mães da pré-história, como deusas que têm relação com touro, deusa tem relação com vaca, né? Então Hera, que era esposa, se tornou depois, né, na narrativa mitológica, esposa de Zeus, ela tem origem, na verdade ela começa como uma deusa vaca, né, ela representando a fertilidade. Ou Deméter, que é uma deusa da fertilidade agrícola, deusa da terra, né, que se transforma depois numa mulher, né, eles se humanizam, eles se antropoformizam. Eles se tornam homens e mulheres, e com o tempo se tornam homens e mulheres até demais, a ponto de chegar no momento que os próprios gregos perdem a crença nos seus deuses e não levam muito a sério. A partir da época clássica existe uma desconfiança em relação aos deuses tradicionais, e por isso começam a existir outros outras crenças dentro daquele sistema mitológico, mas que são variações, né? Por exemplo, os mistérios, né? Embora os mistérios, os mistérios sejam, sejam rituais, sejam seitas, até a gente chamaria de seita hoje, que são às vezes muito antigos, como os mistérios órficos, mistérios de feu, eles se tornam bastante, eles se tornam bastante populares a partir de um certo momento, porque tentam resolver angústias e preocupações que Alexandre o Grande, com a sua bagunça que fez no mundo conhecido, trouxe uma insegurança grande. E aí vários desses cultos acabaram substituindo, ou é um aspecto particular da religião grega que acaba se fundindo com religiões até do Oriente Médio, do Egito, e acaba tendo um grande sincretismo que substitui a religião, vamos dizer, oficial com os 12 deuses olímpicos, certo? Aqui, para referência de vocês, Não vou entrar em detalhes aqui, é só para mostrar para vocês. Quem quiser receber esse slide vai receber essa árvore genealógica, mas também podem consultar, que eu acho muito legal, esse endereço aqui da Wikipédia, que cada um desses nomes ele é clicável. Então você pode clicar e ir para o verbeti, onde explica em inglês, né, explica aí cada um desses deuses, cada um deles e as suas inter-relações, né. É uma árvore de família. Muitas das relações aqui, elas são incertas por conta das várias versões que nós temos dos mitos. Então isso é uma coisa eu não falei ainda, né. A narrativa mitológica, ela não é necessariamente coerente. Nós não temos uma versão acabada, oficial, dos mitos gregos. Por que isso? Porque os mitos gregos, eles vêm de várias regiões da Grécia. Hoje, se a gente pegar o mapa da Grécia, parece que é um lugar pequeno, comparado com o Brasil, então Ele é muito pequeno, mas imagina na antiguidade mais remota em que houve várias levas de invasões de povos que aos poucos foram formando os povos gregos, né, as populações de fala de idioma grego, e que cada região tinha seus heróis, cada região tinha seus deuses. Quando os os invasores chamados Aqueus, né, vem para, vem para Grécia e acabam invadindo a Grécia por volta lá do século 11 antes de Cristo, que é o começo da Idade das Trevas. Desculpa, século 13 ou 12, começo da Idade das Trevas. Grega. Eles acabam destruindo ou causando algo que já estava em processo, a destruição da civilização micênica, que era uma civilização bastante avançada, mas que estava em decadência, e que no fim essa invasão acaba com eles. E eles já tinham seus deuses, né? Então há uma fusão dos deuses que chegam com os deuses que já haviam. Vários deuses do panteão olímpico que já estavam em Micenas e começam a se fundir com esses deuses que vêm de fora, né, desses povos que vêm de fora. E esse processo ele continua, né, essa fusão das histórias, da mitologia, ele é um processo vivo. Então até o século V ainda se tem histórias em formação, se tem outras histórias que vão se formando, ligações que se fazem de deuses que não tinham ligação com o Panteão Olímpico, acaba fazendo a ligação. Então muitas dessas ligações são feitas em lugares diferentes, então você tem versões diferentes de origens de deuses diferentes dependendo do lugar, dependendo do escritor que fixa essa versão numa narrativa escrita, fixada num livro escrito, e não somente oral. Mas enfim, começo aqui, antes tarde do que nunca, a contar então o que seria uma dessas versões Uma dessas versões que é a versão, vamos dizer, mais coerente, que é a versão de Hesíodo, que é a versão que está na Teogonia, que é a versão que conta como surgiu o cosmos, como surgiram os deuses. Assim como na Bíblia você tem lá "no princípio", né, o Gênesis. Em que se mostra Deus e a criação do mundo por Deus em 7 dias, nós temos aqui uma narração, uma narração que mostra o começo dos deuses, o primeiro dos deuses, mas só uma observação: esse texto do exílio não é um texto sagrado como a Bíblia se tornou para os judeus, né? Então a Torá, o Gênesis, que conta a narração do começo do mundo, da criação do mundo por Deus, se tornou uma narrativa sagrada. Teogonia, Deus viu, não é uma narrativa sagrada. Não é uma narrativa— os gregos não tinham textos sagrados como as grandes religiões monoteístas vão ter, né? O judaísmo com a Torá, com a Bíblia, né? Nós chamamos, cristãos chamamos de Velho Testamento, mas a Torá, a Lei e os Profetas, né? O cristianismo com a Bíblia, Velho e Novo Testamento, os muçulmanos com o Alcorão, né? Até os zoroastristas, né, que tinha o Zend Avesta, mas os gregos não tinham texto sagrado. Então esse é um texto mesmo de fixação de histórias, mitológico, né? Você tinha até uma função literária mesmo, né? Então, foi todo escrito em versos, né? E a gente sabe que a composição em versos, ela ajuda a pessoa decorar o texto, né? Porque é algo associado com a música. Sabe que a gente consegue decorar bem muitas músicas e não consegue decorar um romance, né? Até é possível, claro, né? Mas é mais difícil. Bom, então os deuses da primeira geração. Todos os deuses vêm do caos. O caos é um deus, é o deus primordial, seria o vazio, o escuro que vem antes de tudo. Ele é um deus que não tem uma função religiosa, ele tem uma função, vamos dizer, não é nem teológica, é uma função narrativa mesmo, de dizer de onde veio tudo. Não, no princípio veio o caos, no princípio tudo era caos. Isso tem muito a ver com a mentalidade grega. Toda a história da civilização grega tem como base esse ordenamento do caos. Parece que é muito forte para eles. A gente vai ver isso na filosofia, entre os pré-socráticos, Platão, Aristóteles, todos os outros que que vem depois, é tentar explicar como é que você organiza o caos, como você coloca a ordem no caos. E eles entendem o universo como uma ordenação do caos. O caos veio antes de tudo, do caos surgiu. Ele não, ele, o Hesíodo não vai explicar como é que se dá essa procedência, né, de todos os outros deuses a partir do caos, vai dizer simplesmente que vieram, né? Primeiro nasceu o caos, depois a terra. Então ele já começa, nem fala do caos, né? Fala muito, fala primeiro que veio, né? Então aqui é uma representação que não é grega, é uma representação já da era cristã. Esqueci de colocar aqui a data, depois eu coloco para vocês, mas É uma representação de uma catedral, né? Magnum Chaos, ou seja, o grande caos. Não existia culto do deus caos, não existia reverência ao deus caos, era simplesmente de função genealógica, como diz o texto aí, né? Ou seja, veio dele, né? Depois do caos vem Gaia, que é a Terra, que é a mãe de todos, porque na verdade Gaia é que acaba gerando todos os outros deuses, né? Você tem o caos antes, depois Gaia, depois vem o Tártaro ou Érebo, Eros, e depois Érebo, Érebo se confunde com Tártaro, e Nix. Em que quiser à noite. Então nós vamos ver aqui, Gaia, né? A Gaia representa o quê? Representa tudo que vem da Terra, a força criadora, a criatividade, aquilo que cria, aquilo que faz nascer, aquilo que gera, né? Uma força inesgotável Evidentemente que nós não temos como não associar isso com a questão agrícola, né? O desenvolvimento das culturas agrícolas aliado à observação da fertilidade animal, né? Mas é uma deusa tão primordial, primordial quer dizer aquilo que vem primeiro, né? Uma deusa que vem tão antes que os outros deuses que vêm depois acabam sobrepujando-a, certo? Você tem santuários no início da Grécia, mas depois você tem menções somente e não existe um papel super, super, como dizia É super interessante. E aí, depois, né, porque existe até aquelas suposições que dizem que as culturas mais antigas tinham mais a ver, ou eram mais organizadas segundo o matriarcado, por isso as deusas femininas eram mais importantes. E depois existe uma substituição dessa organização Quando chega a agricultura, e aí começa uma, uma ser sobrepojado pelo patriarcado. Esse é um ponto bastante polêmico, não resolvido, porque existem deusas também que continuam com um papel muito forte. Nós vamos ver daqui a pouco várias dessas deusas, um papel muito, muito forte, né? Então é bastante complicado a gente dizer que, é claro, existe, existe o rei dos deuses, é um homem, não é uma mulher, mas não existe um apagamento total, existe um equilíbrio de forças, inclusive entre os deuses, entre as deusas. Mas enfim, Gaia acaba gerando Urano, né? Acaba gerando os outros deuses, né? O céu, que é— ela é a terra, ela gera o céu, gera as montanhas, né? Oreya. E o Ponto. Ponto é o deus primordial das águas, né? Principalmente do mar, né? Enfim, e aí depois ela acaba gerando também, gerando vários outros deuses, figuras controversas, como por exemplo o Typhon, que também pode ser traduzido como tufão, que dá origem ao nosso tufão, que dá o nome a esse fenômeno atmosférico, climático, meteorológico do tufão. O Eros, eu vou falar aqui um pouco do Eros, aqui é o Eros primordial, Não é o Eros. Na verdade, ele se confunde com o Eros, que depois vai ser atribuído a filiação a Afrodite e Áries, que é o deus da guerra. Esse Eros, o Eros primordial, o protogenos Eros, ele é o amor, ele é o Ele é um impulso amoroso, é ele que faz as divindades se unirem. Olha só que interessante, né? As primeiras divindades aparecem e existe uma força cósmica que as une, que é o amor, que é o Eros, que é o Eros primordial. É interessante, essa representação é muito tardia, O culto do Eros primordial, não o Eros de asinha, o Cupido, o filho da Afrodite, mas o Eros primordial, ele era cultuado como uma pedra, que é bastante interessante. Você tinha várias dessas representações antigas na arte grega, muito antiga, antes da arte arcaica, que você tinha colunas, colunas de pedra. Por exemplo, existia a deusa, filha de Tritão, que era a Pallas, que ela foi morta por Atena, foi morta por engano, foi morta por acidente, e ela começou a ser cultuada entre os gregos na forma de uma de uma coluna de pedra, que era o Paládio. E o Paládio não tinha forma humana, ele era uma coluna de pedra. Então, provavelmente, essa representação da pedra tem a ver com esses deuses, essas representações de deuses muito antigas, que tinham formas muito básicas, que dali foi derivando, foi saindo uma perna, foi saindo o braço. Foi saindo cabeça. Quem tá acompanhando o curso viu, eu não fiz essa relação, mas na arte— quem tá falando, pode falar. Ah, sim, para quem tá no Google Meet, então eu vou passar o link Só um minuto, pessoal do YouTube. Vou passar um link novo aqui para o pessoal do Google Meet, por favor, só um minutinho. Quem estava acompanhando, quem está acompanhando a aula vai se lembrar quando a gente falou de arte micênica, que você tem lá a última arte minóica, você tem umas deusas que tem as Você tinha as deusas serpentes, né, que seguravam serpentes. Depois, com a decadência da civilização minoica, elas acabaram assumindo a forma de umas formas bastante básicas, que eram bastante básicas. Não vou ter como mostrar nem explicar agora, mas que tem a ver com isso, né? Você tem a ver com essa, com essa forma basilar de que você tem como se fosse pedra mostrando um pouco de braço e perna saindo de cima. Vou lá para o— só um minuto então. Então vou passar aqui para quem está no, para quem está no Google Meet, por favor acesse esse link que eu acabei de passar no chat. Quem tá, tem acesso ao WhatsApp também, tô passando aqui. Então vocês podem fazer a gentileza de sair dessa ligação e entrar nessa outra. Tudo bem, eu vou desligar aqui então. Vamos sair. Só um minuto, pessoal do YouTube, a gente já tá chegando de volta. Aqui, Paulo, Francine. Tudo bem? Tá muito rápido, pessoal do YouTube, pessoal aí do Google Meet, tá muito rápido, tá muito acelerado. Como é que tá para vocês? Vocês estão me ouvindo bem? A Valquíria já falou, né? Val, nem falei boa noite para você, tudo bem? Falou que o som tá muito bom no YouTube. Legal, que bom saber. Bom, as pessoas estão chegando então, né? Pessoas chegando, então à medida que as pessoas forem chegando eu vou permitindo aqui. Então a gente vai continuando. Então, o Eros primordial— Alô, quem pode fechar o microfone, por favor? Ana, tudo bem? Então vamos lá. Muito bem, daqui a pouco a gente vai falar do Eros, né, do Cupido. Vamos falar do, da figura que a gente conhece. Vocês veem que aqui nessa representação romana ele está, é uma mistura, né, do Cupido, do Eros do amor com esse Eros primordial, tá? Aqui outro deus que não tem representação nem culto. Esse aqui é um desenho, é um desenho até bastante aí para o lado dos super-heróis, né, tipo Marvel, DC, que eu encontrei na internet mostrando o Tártaro. O Tártaro é como se fosse a personificação de um lugar. Na verdade, o céu, o que é Urano, também é personificação de um lugar, que é o céu atmosférico. A noite é representação, personificação da noite. Então o Tártaro para os gregos era um abismo, né? À volta do mundo existia o Tártaro, existia essa região das sombras, região da morte. Com o tempo essa região acabou sendo associada ao Hades. A região de trevas profundas. Era tão distante, tão escuro, tão tenebroso, que os deuses acabavam aprisionando seus inimigos nesse lugar, como uma prisão. Desculpa. Era tão lugar, tão ruim, tão horrível, que o próprio Platão afirmou que as almas dos mortos, né, elas eram julgadas após a morte, e as que mereciam punição eram enviadas ao Tártaro. Existia, começou a haver uma, a partir dessa época dele mesmo, uma noção que daí você precisava de um lugar para recompensar os bons, né. Na verdade, até essa época, tanto os bons quanto os maus iam para o Hades, né. Então Orfeu vai buscar Eurídice no Hades, não é porque ela era ruim que ela tava lá, é porque todo mundo que morria ia para esse lugar, né. Com o tempo vai se associando então a punição com esse lugar, e depois os bons vão para os Campos Elísios, que é o tipo paraíso. Tanto o Tártaro ou Hades quanto os Campos Elísios acabam influenciando o lugar de punição ou recompensa após a morte de acordo com o seu, com a sua forma de se comportar, ou seja, com o seu comportamento ético de acordo com os preceitos dos deuses, né, acaba influenciando o cristianismo, né, com o céu e com o inferno. Até essa época, os próprios estudiosos, teólogos, dizem que— dizem, porque você vai encontrar isso na Bíblia, né— os judeus, eles acreditavam que quando você morria você ia para a terra, você ia para o reino dos mortos, que é o Sheol, né? Uma noção parecida, mas assim, que você não ia para um reino exatamente como os gregos imaginavam que a sua parte imortal ia, né? Porque os judeus também não tinham noção de alma como tem hoje, né? Tudo isso foi— a noção de alma foi colocada nessas religiões, foi colocada influenciou essas religiões como o judaísmo, o judaísmo e o cristianismo, a partir da noção platônica de alma, né? Enfim, mas isso a gente pode conversar num outro dia, né? Enfim, então esse era o Tártaro, que se confundia, confunde nas histórias com Érebo, né? Que é, tem a ver com essa com esse vazio, com esse abismo, com esse lugar de abismo. Nix é a noite. A noite é a escuridão que se situa logo acima de Gaia. Então, quando Nix se une a Érebu, nasce Éter e Hemera. Então, Éter é a luminosidade da região superior da atmosfera, ou seja, o brilho das estrelas, e a Hemera é a luz do dia. Nix era contraposta, isso aqui não vai estar no texto, mas Nix era contraposta a Gaia como um princípio oposto, Contraposta como sentido oposto, claro. É com Gaia como a força criadora, aquela que gera, aquela que cria. Nyx é a escuridão. Então você tem muitos monstros, muitos seres que Nyx gera, às vezes sozinha, às vezes com outras ou outros deuses. Que representa dor e sofrimento, né? Enquanto Gaia representa muitas coisas ligadas à alegria, a construção, a criatividade mesmo, né? Então vocês veem que Nyx gera as três moiras, né, que são as três, as três figuras que regem o destino dos homens: o sono, a morte, conflito, dor. Olha só, quanta coisa ruim, né? Mas apesar de ter gerado a luz do dia, né, a luz das estrelas, a luz da atmosfera, mas também tem essa questão toda da parte do sofrimento, né? As filhas da Nyx, que são as filhas, as Moiras, né, e regem o destino, mostram com uma imagem muito poética a questão da representação da vida como um fio, cada pessoa tendo um fio que ele é tecido quando nasce, né? Então, Clotho fazia o tecer desse fio que representa o nascimento e o desenvolvimento. Láquesis enrolava o fio, ou seja, ela, ela é como se estivesse sendo o desenvolvimento da vida da pessoa, e Atropos cortava o fio, ou seja, interrompia o fio da vida e dava fim então à vida da pessoa, certo? Aqui os deuses do mar eu vou detalhar um pouco menos, senão a gente não vai ter tempo de falar de tudo, que eu pretendo pelo menos chegar nos deuses olímpicos. Esses deuses Ponto, Nereu, Tritão, Proteu são deuses antigos, deuses do mar. Então, existe a hipótese que existem indícios bastante fortes de vestígios mostrando que esses deuses são na verdade deuses do mar de vários lugares diferentes da Grécia e que acabam meio que representando a mesma pessoa ou mesma figura mitológica. Então basicamente é um velho do mar, chamado de velho do mar, um velho sábio, uma divindade marinha que sabe tudo, que dá conselhos, que nunca mente, conhece os segredos da alma, como Nereu, por exemplo. Nereu aqui representado, você tem um rabo de peixe enorme. Essa representação dele com um peixe na mão é bastante comum. Hércules vai pedir conselhos a Nereu. Quando ele vai fazer, quando ele vai, desculpa, não é Hércules, é Perseu, quando vai buscar matar a Medusa, ele vai buscar os conselhos de Nereu e ele vai dizer que as ninfas têm os segredos das górgonas, que são as três filhas horrorosas, as três mulheres horrorosas, da qual Medusa é a única mortal. Então ele acaba dando esse conselho e com dificuldade encontra Nereu e acaba achando. Urano, o céu, né, por que que ele é importante? Ele é muito importante. Vamos dizer que ele é o primeiro, o primeiro rei dos deuses, né. Embora o Caos tenha criado tudo, ele, o Urano, é o que começa a dar forma ao mundo, né. Então Urano é a personificação desse céu, do céu estrelado, né. É, eu acabei falando uma correção agora há pouco, não é o éter, céu estrelado, né? O éter é essa luminosidade da noite, né? O Urano sim é o céu estrelado, né? Então você olha só que interessante, né? Eles emergem, se desprendem de Gaia de uma forma sexuada Mas como ele é o céu, o céu recobre a terra, né? E quando recobre, você tem essa analogia quatrosexual, né? Então você tem a união do céu e da terra que começa então a gerar divindades, gerar deuses, gerar os elementos do mundo, né? Então vocês veem que o mundo não é criado de um golpe só, num período só como o deus cristão, deus judeu, judaico-hebraico faz em 7 dias. Os deuses gregos vão criando o mundo aos poucos, até chegar a criação do homem, que para eles é muito desimportante. Dentro da mitologia grega, os homens são bem desimportantes, que reflete também a mentalidade grega quanto à posição do homem no mundo. Como dizia Shakespeare, os deuses nos utilizam como joguetes, como jogos que os divertem, simplesmente para diverti-los e não como algo que vai ser muito diferente no cristianismo, como a criação do homem como um ato de amor. Longe disso. Na Grécia, criação do homem não é um ato de amor, é um ato de diversão. Então Urano se torna o primeiro rei dos deuses. Então os primeiros seres que eles geram são os Cíclopes, depois os Hecatônquiros, depois os Titãs. Então são São deuses que de certa forma são monstros, são monstruosos comparados a um ser humano de formas perfeitas. Aqui nós vemos a representação já romana de Urano. Urano já é bastante mais representado em Roma. Ele é associado ao zodíaco, aos 12 signos do zodíaco. Normalmente ele é representado com essa roda do zodíaco, com os 12 signos. Aqui nós temos Gaia, que em latim é chamada, na cultura latina chama de Telus, com 4 filhos que provavelmente são as estações do ano. Nós não temos certeza, mas existem, não dá para ter completa segurança, mas é Urano com a Terra, quatro filhos que podem ser as estações do ano. Duas árvores estão lá de Andurano, né, verão e inverno, e talvez aí os quatro filhos das outras estações. Eu não vou entrar em detalhes aqui nessa história, mas o que aqui tem mais importante é o que É o seguinte, os titãs são os, vamos dizer, os filhos que são menos selvagens, são da segunda geração de deuses, que vão, entre eles vai aparecer Crono, que vai ser o rei dos deuses seguinte, né? Apesar de ter tantos filhos, filhos, né? Urano não gostava deles e acho que tinha, acho não, eles tinham medo deles. Então ele, ele, eles nasciam, eles mantinha esses filhos sobre a terra, né, embaixo da terra. Então Gaia começa a ficar, começa a ficar revoltada com isso e começa, apesar de ter tanta potência fértil, né, para gerar filhos, ele não deixa que eles que eles saiam à luz do dia, que eles saiam de dentro da Terra. Então a própria Gaia começa a conspirar para que ele seja destituído da sua posição. Dentro dela, ela começa a forjar uma foice para matar, para poder libertar os filhos, né? E Crono, somente Crono, acaba concordando. E Crono acaba decepando os genitais de Urano, né? Essa decepação, né, que em seguida faz com que os irmãos também possam possam ser libertados, essa decepação, decepação, não sei se existe essa palavra, mas enfim, com o lançar dos genitais sobre o mar acaba gerando a deusa Afrodite, segundo uma das histórias. Urano é tão fértil que os genitais caindo no mar e o sêmen, os Esperma de Urano, quando cai no mar, faz uma espuma de onde emerge a deusa Afrodite, né? Segundo essa mesma história, o deus Eros também é gerado nesse mesmo ato, né? E o sangue, né, o esperma gera a espuma de onde sai Afrodite e Eros. O sangue gera as ninfas, as melíades, as Erinhas e depois os gigantes. Olha só quanta gente, né? Enfim, e aí nós vamos para os deuses da segunda geração. Aqui é uma obra famosa do Goya, Francisco de Goya e Lucientes. Saturno é o nome romano de Cronos. Cronos Eu não vou entrar nesse detalhe agora, mas vou só citar que existem dois Cronos também. Assim como tem dois Eros, tem dois Cronos. Existe o Cronos, que é o deus do tempo, o deus da passagem do tempo, e existe o Cronos, que é filho de Urano e Gaia. Que é um dos Titãs. Mas os próprios antigos, os próprios gregos e romanos acabaram assimilando as duas figuras porque elas tinham o mesmo nome com a diferença de uma letra, a primeira letra, que era a letra— um era escrito com a letra K, outro com a letra X. Enfim, acabou se tornando a mesma figura. Então aqui nós temos uma lista, né, que nós temos histórias para quase todos eles e outros ainda que vão se ramificando. Os 12 Titãs, assim como os 12 deuses olímpicos, temos 12 Titãs antes deles, e entre eles o Cronos. A Urano, apesar de ter sido decepado, tendo sido castrado, né, pelo filho, ele não, ele não é morto. Então, porque o céu não pode morrer, né, o céu estrelado não morre, ele ainda existe, né. Então, como que você pode ter matado um deus? Que então não matou, né, ele é meio que aposentado, né. E Cronos acaba, acaba se tornando o rei dos deuses. E acaba sendo uma espécie de idade de ouro. Ele se casa com uma das irmãs, uma Titânide. As mulheres se chamam Titânides, os homens se chamam Titãs. E acaba gerando alguns dos primeiros deuses olímpicos, que vão tomar o lugar deles depois. Hestia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon, né, o Poseidon. Hades e Zeus. Aqui nós temos uma representação da deusa Rhea e o Cronos. Por quê? Porque acontece algo bastante— a história se repete, né? Se repete quanto à questão da algeriza do pai pelos filhos. O que acontece? Acontece que Cronos acaba tendo também essa origem, essa origem que Urano tinha pelos filhos, e acaba fazendo algo tanto quanto drástico, vamos dizer assim, que ao invés de não deixar eles nascer, ele os devora. Na verdade, os devorando, ele acaba guardando os filhos dentro. Mas a Rhea, que é a esposa dele, quando gera Zeus, ela acaba decidindo que não vai entregar ele para o pai, vai entregar uma pedra no lugar. E essa pedra é a pedra que os gregos chamavam de ômphalo. Ômphalo é umbigo. Ónfalo na verdade é o umbigo do mundo. Você tinha vários umbigos do mundo na Grécia Antiga. Em que lugares? Nos oráculos. Os oráculos eram aqueles lugares onde as pessoas iam consultar os deuses para várias coisas da sua vida cotidiana, para tomar decisões. E você tinha o ónfalo. O ónfalo mais famoso é o do Oráculo de Delfos. Oráculo de Apolo, mas o Ónfalo de Zeus, ou seja, o Ónfalo que nessa figura que nós estamos vendo enrolado num pano, num coeiro, sendo entregue para Cronos por Réia, sua mãe, a mãe do Ónfalo não, a mãe de Zeus. Esse ónfalo, essa pedra da qual saía vapores que eram absorvidos pelas sacerdotisas para proferir seus oráculos, esse ónfalo de Zeus estava no santuário de Dodona, na Grécia, na região do Épiro. E esse era um dos mais famosos, talvez o mais famoso seja o de Delfos mesmo, de Apolo. Mas esse também era muito reconhecido, muito considerado, muito respeitado, e era considerado pelos próprios gregos naquela época como o mais antigo deles, o Ânfalo do Santuário de Dodona, no Épero. A Réia, a mãe dos deuses, também era uma deusa-mãe. Na sua origem, e acabou sendo fundida, sincretizada com Cybele, que era uma deusa frígia. A Frígia era uma região ao norte da Grécia que era considerada bárbara pelos gregos, mas que teve vários de seus deuses assimilados pelos gregos posteriormente. Enfim, eu falei da questão questão do devorar, né? Então a réia acabou escondendo o Zeus numa gruta, né? Enfim, tem toda uma história de como ele foi criado, enfim. E aí você tem a revolta que Zeus conduz contra o pai, acaba reunindo vários aliados para combater o pai, que é a história da Titanomaquia, o combate dos Titãs. Você tem várias maquias na mitologia grega, né? Tem a Telemáquia na Odisseia, que é a história do combate de Telemaco, filho de Odisseu. Você tem a Gigantomaquia, que é a derrubar dos gigantes e a Titanomaquia, que dá origem então ao início da realeza de Zeus. Aqui você tem uma imagem um tanto chocante, né? Eu considero essa imagem mais chocante do que a do Goya, do Cronos devorando um dos seus filhos. Aqui nós temos os deuses da terceira geração, que são os 12 deuses olímpicos. Olímpicos. Nessa gravura do século XVII, se eu não me engano é do Piranesi, mas aqui estão os 12 deuses e aqui também você tem uma lista de outras figuras que não fazem parte do panteão olímpico, mas são parte dessa geração de deuses que vieram depois dos titãs. Certo, há muitas, muitas figuras. A gente não tem tempo de falar aqui, nós vamos falar basicamente de alguns deuses olímpicos. Aqui eu trouxe para vocês uma tabela do nome grego, quem são seus pais, e o nome romano de cada um deles, tá. Vocês veem aqui que existem, existem variações, né, desde Atena, né, teria nascido só de Zeus ou de Zeus e Métis, a própria Afrodite, né, Afrodite, desculpa, dependendo da versão do mito. Aqui é uma foto, uma foto do Monte Olimpo real, real digo, o Monte Olimpo físico que existe de fato, e ele é composto de vários cubos, né? Não sabia disso também. Você tem o Mythicas, mas o Monte Olimpo começou a ser cultuado como a partir do monte físico, mas com o tempo se tornou um espaço etéreo, né? Na verdade, os próprios gregos já não acreditavam que o Monte Olimpo físico era o lugar dos deuses. Eles não acreditavam que se escalassem o Monte Olimpo eles encontrassem os deuses lá em cima. E pelo contrário, existia um espaço físico equivalente, vamos dizer assim, que eles chamavam de Olimpo, mas que não era um Olimpo físico, era um Olimpo, vamos dizer, inacessível aos humanos, mas que ainda se chamava Monte Olimpo e onde habitavam os deuses olímpicos. Zeus então se torna o mais importante dos deuses gregos por conta dessa batalha. Ele é o pai dos deuses. É interessante ver que mesmo em grego, mesmo em grego, o nome Zeus, o nome Deus, Theos, que se fala com aquela TH do inglês, mas você tem isso no grego também, Theos, acaba sendo um sinônimo de O Deus, o grande Deus, o Pai de todos os deuses, aquele que rege o mundo. E ele se torna esse Deus, ele não é aquele Deus, não é como no cristianismo, a equivalência entre o Deus que criou o mundo e o Deus que governa o mundo. São pessoas, personagens, figuras diferentes. Zeus então domina os fenômenos atmosféricos. Então o principal atributo de Zeus é o raio. O raio, aquele deus do raio, que você tem a provável origem no culto dessas forças da natureza. Então, primeiramente, o raio cultuado, que também no início estava associado a pedras, o que é muito curioso, Tanto Eros quanto outros, como Pallas, como outros deuses que eram associados a pedras e que depois vão se antropoformizando e trazendo seus atributos da natureza para sua forma humana. Como Zeus é o pai dos deuses, ele acaba mesmo e dos seres humanos Fábio San Juan também, você tem muitas histórias dele se unindo carnalmente, né, com muitas humanas ou deusas ou figuras sagradas, filhos de deuses, né, como para frisar, para enfatizar o seu papel gerador, né, ou seja, de pai, né. O pai precisa ter filhos, então ele tem muitos filhos, né? E por conta disso ele é muito infiel, né? Apesar do seu casamento com Hera, né, sua esposa e irmã, ser uma representação do casamento na cultura grega e depois na cultura romana, mas existe essa implicação da infidelidade no papel de Zeus. E até está aqui colocado no texto, de Hera ser muito ciumenta, com razão, porque ele era bastante galinha mesmo. E não só ele, também outros deuses, filhos ou irmãos dele também eram bastante infiéis. Os atributos, né? Um homem maduro, então, se não é um homem jovem, é um homem mais velho, né? Vamos dizer de meia-idade, quase de meia-idade, um adulto, né? Sempre de barba, com raio. Dependendo da forma de representar, dependendo do atributo que você quer enfatizar, Ele está em pé segurando um raio, em postura de lançamento, como nessa imagem aqui desse bronze encontrado em 1928 no Cabo Artemísio, na Grécia, na costa da Grécia, num naufrágio de um barco antigo. Mas também na postura de rei, na postura de sentado a um trono, que aí seria o Zeus representado mesmo como rei. Aqui é uma reconstituição moderna daquela estátua de Zeus Olímpico, feita por Fídeas, que é considerado pelos próprios gregos até uma certa época como o maior escultor de todos os tempos, considerado na cultura ocidental a seguir assim também até mais ou menos século 19, entre os escultores antigos, claro, né. E essa estátua era a estátua que estava no Templo de Zeus em Olímpia. Olímpia é aquela cidade que a gente sabe surgiram os Jogos Olímpicos, né. Estamos em época de Olimpíadas. Na verdade, Olimpíada não é o termo correto, né. Olimpíada é o intervalo entre entre cada jogo, cada jogo, né? Então, os 4 anos de intervalo entre cada jogo olímpico é chamado de Olimpíada. Jogos Olímpicos são os jogos em si, né? Esse cetro que ele leva, né, a égide, ele é bastante característico também de Zeus como representado como rei. Vocês veem também que você tem um orbe na mão direita dele. O orbe é o mundo, né? É a representação que ele é governante do mundo. Então você vê que a representação do deus cristão, de Jesus, né, com o orbe na mão, tem a ver com essas representações antigas também que mostram o soberano do mundo, né, o deus, como o deus que rege, que governa o mundo, com o mundo nas mãos. E vocês veem também que, ao contrário do que se pensa, os gregos já sabiam que o mundo é redondo, ou melhor, que o mundo é esférico, né, ao contrário de muita gente hoje, né, que retrocedeu para o tempo anterior aos Mas tudo bem, não vamos falar disso agora. Hera. Hera é a esposa de Zeus, é uma das deusas do casamento, é uma das deusas que teve origem naquelas deusas da fertilidade que eu falei para vocês, tem relação com Gaia, tem relação com Deméter, tem relação, ela tem relação com essas deusas. Porque é uma deusa da fertilidade. Nos primeiros tempos, era representada como uma vaca, né? Longe da ofensa que nós temos hoje na nossa cultura com esse animal relacionado à mulher, para eles era uma representação de fertilidade. Vamos lembrar que na cultura neolítica da Anatólia, na Turquia, onde a gente tem muitos exemplos de deuses, deusas-mãe, né, você também tem a figura do touro e tem a figura da vaca, né. E também entre os cretenses, minóicos, os micênicos, né, que também faziam essa relação. Eu vou passar um pouquinho mais rápido aqui. Ah, lembrar também que era Tinha uma grande beleza, né? Parece às vezes, quando a gente lê umas adaptações de relatos mitológicos, que Hera era uma... Hera, Hera, Hera, Hera é estranho, né? Mas Hera, a Juno dos romanos, ela era uma megera. Na verdade, e quando a gente fala de megera, a gente meio que associa com bruxa. E quando a gente fala de bruxa, a gente associa com uma mulher feia, o que não é verdade. Ela era de grande beleza, tanto que ela, Atena, Pallas Athena, e a própria Afrodite, deusa do amor, fizeram parte daquele julgamento famoso que deu origem à Guerra de Troia, para vocês terem uma ideia. Que foi o julgamento de Paris, que elas disputaram para ver quem era a deusa mais bela de todas. Então ela era muito bonita a ponto de rivalizar com a própria deusa do amor e com Atena, que também era considerada de enorme beleza. Aqui eu trouxe para vocês uma imagem de um conjunto escultórico do Parque é uma escultura recente, recente comparado com as da antiguidade pagã, mas ela mostra aqui, entre alguns dos seus detalhes, entre outras figuras, o próprio Zeus com Hera, de uma forma até bastante jovem, de uma forma que não era muito representada, ou quase nunca representada na antiguidade, vamos dizer, com menos roupa. Normalmente ela era mostrada mais vestida mesmo, como uma deusa do casamento, com uma contenção, com uma modéstia que às vezes a gente não relaciona aos antigos, né? Mas eles tinham também seus índices de modéstia e de decoro, né, com alguns deuses e deusas. Alguns dos atributos, né? Cetro, diadema. Diadema é uma espécie de coroa, como se fosse uma tiara, né? Mas é uma coroa, é um símbolo real, né? Símbolo principesco. Pavão, né? Pavão, que também tem relação com essa diadema. Uma coroa alta, típica das deusas-mãe, né? Ou seja, uma coroa alta que remete aos chifres. Ah, outra coisa bastante interessante é que também a estátua dela, você tinha muitos heraions na Grécia Antiga, ou seja, templos dedicados a Hera. Heraion, o ion quer dizer templo, casa de. Então, Heraion, casa de Hera. E existiam esses festivais, dedicados aos deuses e a estátua dela era adornada como uma noiva, levada em procissão e lavada. Eu me lembrei de alguns lugares que existia lavagem do santo, em determinadas épocas do ano, você leva o santo até um riacho e lava a imagem. É um costume similar que existia. Que tem relação com lavar a noiva antes do casamento, né, mas é a mesma coisa, né, lavar a imagem. Muito bem, enfim, nós estamos, nós estamos, acho que já chegando no nosso tempo, né, teria muito mais coisa para falar para vocês, Eu não quero me alongar muito porque realmente isso aqui é um assunto que dá muito pano para manga. Infelizmente nós não vamos ter tempo de desenvolver melhor ou desenvolver mais esse assunto por conta do nosso tempo. Então eu vou falar bastante rapidamente aqui para a gente dar um fechamento para a gente encerrar. Se estiverem perguntas aí, vocês podem fazer. E quem puder ficar um pouquinho mais, né, fica aqui. Vamos ficar mais ou menos então até as 22 horas, tá bom? Quem puder ficar. Quem não puder e quiser sair, depois assistir. Depois vou disponibilizar aqui no canal, no YouTube, no D'Operciano Art. Vou Vai estar disponível a íntegra, a gravação dessa aula aberta. Nós temos Poseidon, que tem a ver com os deuses do mar que eu citei antes, o Ponto, Tritão, Nereu, Proteu, esses velhos do mar. Nós temos a— e aqui eu já vou ligar com Atena, né? Nós temos a lenda da fundação, da disputa pelo patronato da cidade de Atenas. O rei Erecteu, o Erectônio, desculpa, Erecteu, ele colocou que Deus que pode ser o patrono, padroeiro da cidade de Atenas, né? Você tem essa já na antiguidade, cada cidade também tinha o seu padroeiro e seu patrono, deus protetor da cidade. E Poseidon e Atena se candidataram para serem os protetores de Atenas, né? Adivinha quem ganhou, né? Qual o nome que a cidade tem? Acho que não foi Poseidon, né? Mas como foi a história? Poseidon, de forma bem resumida, Poseidon, eles tinham, o rei decidiu então falar: já que tem dois deuses disputando patronato, eu vou ter que escolher. Então eu vou fazer o seguinte, eu vou pedir para que cada um ofereça para a cidade algo que seja útil. Útil, né, algo que nos ajude, né. Poseidon bateu com o seu tridente, né, que é característico, bateu hoje na Anacrópole, né, ou seja, no ponto mais alto da cidade onde tem aqueles tesouros artísticos que foram feitos no século V, mas muito antes disso, né, correu a história. Ele bate com o tridente no chão e brota uma fonte de água, algo bastante, bastante útil para a cidade, né. E mais, Atena oferece uma oliveira. A oliveira é muito útil, os gregos faziam muitas coisas com a oliveira, com fruto da oliveira, né, que é a azeitona, né. Óleo, fazia, bom, eles usavam para tudo, para lubrificar as coisas, enfim, para montaria, para alimentação, e acaba que Erecteu decide o patronato da cidade para Atena, mas para não deixar o deus bravo, né, de qualquer forma, né, fazer aquele jogo de cintura político, né? Na Acrópole existia também, lógico que existiam vários templos dedicados a Atena, mas Poseidon tinha um templo também na Acrópole, ou seja, ele não deixava de ser, falar: "Olha, você quis proteger a gente, protege aí um pouco, né? Você não é o principal, mas você está aí presente com a gente." Enfim, Atena é aquela deusa muito interessante. Me toca particularmente porque ela é a deusa da cultura, patrona das artes. Ao mesmo tempo que ela era uma divindade guerreira, mas ela era a deusa da guerra racional, da guerra controlada. Ao contrário de Áries, que é o deus Mártir dos romanos. Áries era o deus da guerra selvagem, descontrolada, irracional. Atena era a deusa da guerra controlada e ao mesmo tempo ela era símbolo da sabedoria, protetora das artes, da cultura. Então, a cidade de Atenas, ela tem uma predileção, um amor pela deusa Atena muito grande. Você tinha o festival da Paneteneia, que era um festival anual em que existia uma procissão, uma parada pela cidade, em que todas as classes sociais eram representadas. Cada classe social da cidade dava uma parte, uma contribuição para para decorar a estátua da deusa que estava no Párthenon. Ela era a deusa do bordado, da tecelagem, dos tecidos, do uso do tecido. Ela era considerada a inventora da quadriga, ou seja, da carruagem com 4 cavalos, do freio para os cavalos, que é algo muito útil. E do aulos, o aulos é a flauta, né, a flauta grega. Você tem, a gente chamaria de duas flautas, né, sendo tocadas ao mesmo tempo, é chamado de aulos. E era uma deusa virgem. Então assim, o que é bem interessante é que a Parthenos quer dizer virgem, né. Então o Parthenon é o partenos e ion, ou seja, é a casa da deusa virgem. É interessante que existem comparações eruditas na Idade Média e depois à frente no Renascimento da deusa Atena, partenos, com a Virgem Maria, né, em termos de pureza. A deusa Atena, ela prezava sua pureza, ela não teve filhos, não se relacionou com nenhum dos deuses. Hefesto, que era o deus ferreiro, né, extremamente grosseiro, tentou se aproximar dela, mas ela repeliu. Enfim, e é a deusa que nasce da cabeça de Zeus, né. Ele tem uma dor de cabeça gigante, né, a que era a Oceânide, filha do Oceano, que é um outro deus primordial, fica grávida dela e Zeus engole, e daí ela acaba forçando a saída de Zeus pela cabeça. Hefesto, ele pede, a dor de cabeça é tão terrível que ele pede para Hefesto dar uma martelada. Dá uma martelada, um golpe de machado, né, para abrir a cabeça dele, para tirar o que estava causando aquela dor de cabeça. A dor de cabeça de Zeus era Atena, que estava tentando nascer, né. Nasceu, e diz a história que ela nasce já completamente adulta, armada, vestida para guerra e soltando um terrível grito, né, um grito de guerra. Bastante forte. Aqui essa representação de Atena, representação de Atena como uma cópia, uma tentativa de cópia da estátua que estava no Partenon, que foi feita por Fídias, que também é uma estátua chryselephantina, ou seja, uma estátua feita com marfim, ouro e mármore. Então ela não era branca, ela era toda colorida, né, com apliques de joias preciosas, pintura, né, e mostrando alguns dos atributos dela, né. Então você tinha a deusa Niké, né, que é a própria Atena, só que na sua representação de vitória, aqui numa das suas mãos. Você tem o escudo, o escudo que tem a Medusa, né? Quando o Teseu mata Medusa, ele dá de presente a cabeça, depois que ele a usa, né? Ele dá de presente para Atena porque Atena ajudou-o a matar a Medusa. Então a Medusa até aquele momento continuava mesmo depois de morta, petrificando as pessoas com seu olhar mesmo depois de morta. E ela coloca isso no seu escudo. Aqui nessa representação, a Medusa está aqui no peito, né? Existem essas variações. E aqui tem uma serpente também, o que é bastante interessante porque numa das histórias Atena mata uma das serpentes, uma serpente que tenta atacar uma das filhas de Erecteu. É interessante porque a Virgem Maria também tem a representação da serpente. Lógico que a serpente representa o demônio, né, que ela esmaga com seus pés. Mas ambas as representações, né, tanto da Virgem Maria, que é virgem, e Atena, que também é virgem, tem serpente aos seus pés, né, o que é muito interessante. É também interessante saber que o Parthenon, durante uma época, durante a Idade Média, ele foi convertido numa igreja cristã, e por isso foi conservado, e era uma igreja dedicada ao nosso É, lembrando, entre as muitíssimas histórias em que Atena faz parte, né, já falei do julgamento de Páris, que ela fazia, fez parte. Ela é uma das personagens principais da Odisseia, né. Ela é a deusa que se apresenta na epifania para Odisseu, né, Ulisses. Que o protege durante a sua viagem de retorno ao seu lar, Ítaca. Ela é chamada, passar aqui, ela é chamada por Homero de "a deusa de olhos brilhantes", ou indo para uma tradução mais literal, "a deusa dos olhos de coruja". A deusa dos olhos de coruja porque originalmente Athena era uma deusa coruja e não uma mulher. Você vê aqui a representação de uma mistura dos atributos da deusa enquanto mulher, né, guerreira, e a deusa coruja com seus olhos brilhantes. Enfim, muito bem, poderíamos falar mais dos outros deuses, mas nós não temos mais tempo, né? Falar do deus Áries, a Deméter, Apolo, que é o deus gêmeo de Ártemis, né, que é relacionado ao carro de Apolo, que tem a ver lá com com os deuses do Egito, que também tinham o carro do sol. Você tem a atribuição de Apolo à invenção de certos gêneros de poesia. A beleza masculina é associada a Apolo. A gente tem esse Apolo de Leucáris, é o máximo, o modelo da beleza masculina. Ártemis também é uma deusa virgem, deusa da caça, quase sempre representada com uma corça. Hefesto, que é deus dos, também um dos deuses do subterrâneo, Normalmente era difícil de haver, quase não existia templos a Hefesto, né? Afrodite, a deusa do amor carnal, do prazer sensual, né? Eros, né? Você tem aqui a nossa imagem, a nossa imagem símbolo da psique, Psique, aqui já Cupido, o Eros. Psique tinha duas irmãs e Psique era tão bela que na sua região ela era cultuada como uma deusa no lugar de Afrodite. Afrodite fica com ciúmes e ela manda Eros acabar com aquilo e dar um jeito na só que ela dá para Eros as setas, as flechas embebidas. Se a pessoa fosse atingida por aquela flecha, ela iria se apaixonar pela primeira pessoa que visse na frente. Por isso que você tem a representação de Eros com as flechas, por causa dessa história. História. Não são em todas as histórias que ele tem essa flecha. E aí ele vai atrás da Psiquê, só que acaba tendo mil e uma peripécias, e ela acaba, ela acaba se apaixonando, ele acaba se apaixonando por ela por acidente, e ela acaba se apaixonando por ele por acidente, e ela acaba morrendo porque ela tem, ela tem que cumprir vários trabalhos como se trabalho de Hércules, né, para poder se redimir, e ela acaba morrendo, mas o beijo do Cupido— Acabei de resumir muito, muito grosseiramente a história toda, né, que pega quase metade do Asno de Ouro de Apuleio, mas enfim, essa é a representação da história. Desse momento em que o amor, o Cupido, beija Psiquê e a ressuscita, faz revivê-la, reanimada pelo amor. Psiquê e o Cupido são uma representação bastante cara, acho que até o pessoal que está ouvindo, psicanalista, psicólogo, tem a coisa do Psiquê é a representação da alma, De forma metafórica, de forma alegórica, nós vamos dizer que a psique é a representação da alma. Então seria a alma em direção ao amor, a união da alma e do amor. Qual é o fruto do amor? Quem? Oi? A psicologia. Tá. Então, qual é o fruto do amor dos dois? É a Edânia, que é a deusa do prazer, que vai gerar a expressão do hedonismo, ou seja, o culto ao prazer. Muito bem, pessoal, poderíamos falar de Hermes, temos Dioniso, deus da embriaguez, Hestia ou Vesta, que é a deusa da modéstia, do decoro. Atlas. Pessoal do Google Meet, eu vou passar o novo link. Desculpa, pessoal do YouTube, mas é que vai cair a ligação, nós precisamos voltar, precisamos fazer essa mudança. Nós vamos voltar para o outro link que nós estávamos, certo? Passando aí para vocês, passando aí para vocês no WhatsApp também, certo? E vamos desligar essa ligação. Fábio San Juan, para a gente poder encerrar a aula aqui, tá bom? Vamos lá. Então vamos. É o que hoje a aula tá mais curta, mais longa, né? Então, pessoal que tá aí chegando, muito bem. E aí, para a gente terminar, para a gente terminar, poderíamos falar de milhões de outras coisas, né. Queria só falar que para os gregos, né, quem criou, quem criou o homem foi Prometeu, né. Você tinha Epimeteu e Prometeu, eram irmãos. Ele acaba roubando, roubando o fogo dos deuses para presentear aos homens, né, e por isso é punido, por isso é punido. Atlas é punido, né, que lutou contra Zeus na Titanomaquia. Alô? Tudo bem, Paulo voltou. David, quem cortou a cabeça da Medusa foi Teseu, certo? Teseu foi um rei de Atenas, rei mítico, Claro, né, a gente não sabe se existiu de verdade, mas você tem as histórias que se conta sobre ele. Ele cortou a cabeça da Medusa. Muito bem, tô achando aqui a tela, aguardando as pessoas voltarem. Muito bem, Atlas foi condenado a sustentar o mundo sobre os ombros, né. Prometeu foi condenado a ter o seu fígado picado eternamente por uma águia que se reconstituía. Então, todo dia a águia ia lá, comia o fígado dele, depois o fígado se recriava, se reconstituía. E interessante, né, você tem até uma peça, né, do período clássico, chama Prometeu Acorrentado, né, que conta essa história. Tá chamando aqui, chamando aqui, cadê o Meet, Google Meet? Pronto, é que eu tava falando, tava falando do Prometeu acorrentado, né? Então, enfim, é isso. Nós poderíamos falar do Hércules, né, mas o Hércules daria sozinho uma aula, uma aula só dele, né. Assim, você tem as musas também, todo esse material vocês vão ter, né, para quem pediu. As 9 musas, né: Calíope, Clío, Erato, Euterpe, Melpômeni, Polímnia, Talia, Terpsícore e Urânia, todas elas não têm relação com as 7 belas artes, com as belas artes. Isso foi uma associação que foi feita depois do Renascimento. As principais artes protegidas por elas eram artes ligadas à poesia, mas enfim, A astronomia também. E você tem os, temos os heróis, né, que são figuras semidivinas, são semideuses, né. Normalmente são filhos de um deus ou de uma deusa e de um mortal ou de uma mortal. E o mais popular de todos disparado é o Hércules, né, que em grego era Heracles, que depois passou para os etruscos como Hércles e virou Hércules em latim, que é o nome que nós conhecemos hoje, né. Temos tantos heróis, né, Aquiles na Ilíada, no ciclo troiano, não só na Ilíada, nas outras histórias, Perseu, Teseu, enfim, Jasão, os Argonautas, né, enfim, muitos outros, os mais conhecidos trabalhos de Hércules, né? Enfim, essas são as— o que conseguimos falar hoje sobre mitologia e arte. Vocês têm perguntas para fazer? Eu estou à disposição de vocês. Oi. Essa é uma aula ou haverá outras aulas? Na sequência do nosso curso, eu acho que eu vou finalizar essa aula, vamos dizer assim, o que eu não consegui falar hoje por conta do tempo, eu vou finalizar na próxima aula para vocês. E aí quem quiser se juntar a nós, a gente faz essa Porque é um assunto muito vasto, vocês vão concordar que realmente é muito grande para a gente abordar numa aula só. Foi mesmo para dar uma panorâmica para vocês e mostrar, dar um gostinho do que é o assunto, a relação com a arte também, que eu falei mais de mitologia do que de arte, na verdade. As imagens da arte foram bastante para ilustrar. Falei um pouco em alguns momentos, mas a gente poderia falar muito mais a respeito, né? Tudo bem, pessoal do YouTube, tem perguntas? Respondi para o David, né, já sobre quem cortou a cabeça da Medusa. Muito bem, pessoal, agradeço muito a presença de vocês, paciência. Espero que vocês tenham gostado, apesar de alguns momentos a gente ter truncado um pouco por conta do tempo, né? Eu espero que quem não conhecia possa ter conhecido, ter tido uma visão geral. Quem conhecia possa ter acrescentado algo mais de algumas histórias que não conhecia. E se quiserem indicações mais além dessas indicações clássicas das fontes, eu estou à disposição de vocês. Eu queria falar uma coisa para o pessoal que está assistindo, que vale a pena o curso, que é muito bom. A gente gosta muito, estamos adorando o curso. Vale a pena o pessoal entrar e participar também. Muito bom, obrigado, Paulo. Pessoal do YouTube, ouve, tá ouvindo o pessoal do Google Meet? Eu passei aqui, ó, eu vou passar aqui, é que tá logado com o e-mail do meu filho, o Miguel Ângelo Landim San Juan, mas eu tô passando o meu e-mail. Caso vocês, para vocês pedirem o slide. Eu vou coletar os e-mails que vocês mandaram para mandar para quem pediu esse slide. Se quiser mais informação também, além do contato da APM, da Associação Paulista de Medicina, tá bom? Certo, pessoal, muito obrigado, obrigado pela presença de a todos. Obrigado aos alunos do curso que estão aí firmes e fortes com a gente desde fevereiro até agosto, certo? Muito obrigado, obrigado por tudo. Espero vocês na próxima semana, tá bom? Obrigada, obrigado, obrigado, grande abraço.
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