História da Arte em 28 dias Aula 07 | Arte Grega Clássica

This content was created by Fábio San Juan. This content was uploaded by Fábio San Juan. This is a Portuguese-language YouTube lecture titled "História da Arte em 28 dias Aula 07 | Arte Grega Clássica" (published 2021-04-08). It is a narrated class on Classical Greek art (5th–4th centuries BC) covering the historical context (Persian Wars, Athenian Golden Age, Pericles), artistic ideals (mimesis, verossimilhança, idealized realism, sophrosyne), major sculptors and works (Fídias, Políclito, Dóriforo, Atena Partenos, Atena Promachos), architectural orders (Doric, Ionic, Corinthian) and key monuments of the Acropolis (Parthenon, Erechtheion, Temple of Athena Nike), plus Greek vase-painting techniques (Orientalizing, black-figure, red-figure, lekythos) and the decline of the classical period after the Peloponnesian War and Macedonian conquest. Metadata: YouTube content, created 2021-04-08, lecture-style educational video on Greek classical art.
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O século V a.C. para os gregos foi uma era de grandes tragédias. A principal delas foi a guerra contra os persas, que invadiram Atenas e destruíram os templos da Acrópole. Mas também foi a época em que os gregos realizaram grandes feitos, como a vitória sobre os persas nessas guerras, a democracia ateniense, e o auge das artes e da filosofia. Em 447 a.C., Atenas iniciou a reconstrução da Acrópole. Os melhores artistas, arquitetos e artesãos da Grécia foram contratados para projetar, construir e embelezar o local mais sagrado da cidade, onde os principais templos sempre estiveram situados. O resultado? O conjunto monumental ateniense foi considerado a mais bela acrópole grega e tornou-se modelo de todas que viriam a ser construídas. Todas as conquistas da arte grega até o século V a.C. estão ali aplicadas de forma exemplar. E não só isso, os edifícios e esculturas que ali foram criados superaram os anteriores e levaram a arte grega ao seu ponto mais alto até então. Estas conquistas estabeleceram um novo padrão artístico e definiram o conceito de arte clássica grega. O século em que foram realizadas foi chamado de século de ouro e a arte realizada nesse século, tão admirada e imitada séculos afora, tornou-se a base da arte ocidental. Bem-vindo à aula 7 do curso Historia da Arte em 28 Dias. Arte Clássica Grega. Mais antes do início da reforma da Acrópole em 447 a.C., Atenas já era considerada a capital da cultura e das artes na Grécia. Foi em Atenas que o desejo dos gregos de fazer obras de arte de forma mais realista possível foi alcançado plenamente pela primeira vez. O que os gregos alcançaram no século de ouro que os outros povos ainda não tinham feito em termos de arte? Visualmente falando, uma dessas coisas é o que chamamos de verossimilhança. É uma palavra complicada, mas quebrando-a nas suas partes, temos: vero, para verdadeiro, verdadeira, e similhança, semelhança. É a semelhança verdadeira, ou seja, uma imagem com verossimilhança, verossímil dizemos, é aquela que nos convence que representa a verdade, é aquela que nos ajuda a lembrar do aspecto real de um ser ou de uma coisa. A verdade no caso particular grego se refere à aparência dos seres humanos, de como eles são visualmente, externamente. Os próprios gregos chamavam isso de mimesis, que quer dizer imitação. Eles diziam que os artistas imitavam a natureza. Para um povo cuja mentalidade procurava uma correspondência mais próxima possível entre um corpo humano e uma estátua de pedra, a verossimilhança, a mimesis exata, Era um valor e uma qualidade. Arte com A maiúsculo para os gregos era isso, mas não para outros povos. Por isso usamos as expressões arte realista clássica ou arte mimética. Até agora eu tenho falado muito nesse realismo na arte grega. Nós temos que ter cuidado, no entanto, com essa expressão arte realista. Esse termo pode causar confusão, pois nós hoje temos nossa ideia do que é uma arte realista, que é diferente de como os gregos a viam. Seria melhor falar em arte realista idealizada no caso dos gregos. Quando há idealização, o artista melhora o que há de bom e ignora os defeitos. Os gregos queriam representar modelos, ideais, exemplos, não queriam ser jornalísticos, não queriam ser fiéis à verdade das ruas. Suas representações queriam evocar a lembrança de algo que estaria em todos, gravado no interior, que fosse o modelo de perfeição. Uma forma de ver o mundo que foi apresentada de forma sistemática por Platão quando falou do mundo das ideias. Um lugar onde tudo seria ideal e que o nosso mundo seria somente uma cópia mal feita. Deuses ou heróis mereciam ser representados assim. As pessoas comuns, quando eram representadas, principalmente em lápides, que são as esculturas que eram colocadas nos túmulos, também eram idealizadas. Sabe a expressão "morreu, virou santo"? Essa expressão mostra bem a nossa tendência de desculparmos as falhas dos falecidos e lembrarmos somente das suas qualidades. Visualmente é o que faziam os escultores, com plena aprovação das famílias, o que é compreensível. Não havia, portanto, retratos como nós entendemos hoje, uma reprodução fotográfica da pessoa, que mostra a diferença entre uma pessoa e outra. O máximo que havia era o que chamamos hoje de tipos. A deusa Afrodite não tinha uma personalidade, por exemplo, algo que a distinguisse de outros deuses como uma pessoa, a não ser como uma figura, um tipo, que encarnava as qualidades de uma deusa do amor, uma figura feminina que mostrava o aspecto das mulheres relacionado ao amor erótico, ao sexo e à fertilidade. O aspecto das mulheres relacionado à maternidade era encarnado por outra deusa, Hera, mãe dos deuses e esposa de Zeus, o deus que encarnava, por sua vez, o princípio masculino. E assim por diante. O Doríforo, uma estátua de Políclito, é uma apresentação desse corpo ideal de um homem. As proporções do Doríforo São aquelas que todo homem grego queria possuir: o controle do corpo, conquistado através dos exercícios atléticos regulares, com o objetivo de preparar-se para a guerra, e o controle da vontade, controlando a alimentação e o consumo de bebida, as paixões e os impulsos, garantem ao homem uma fisionomia serena e tranquila, não demonstrando emoções descontroladas positivas ou negativas. Isto é a sophrosyne, que em português significa equilíbrio ou temperança, controle máximo do corpo e da alma. Quando a arte grega chega ao ponto em que podemos dizer: isso já é arte clássica, ou seja, representações realistas idealizadas que são convincentes para quem busca uma correspondência muito próxima da realidade visível, é no chamado estilo severo que chegamos. Severo quer dizer sério, solene, austero. O estilo severo reflete bem a sofrosina, o equilíbrio buscado pelos gregos. As figuras são contidas, não há demonstração de emoções nem movimentos bruscos das figuras. A placidez, a serenidade, a tranquilidade nas fisionomias que muita gente hoje diz que são sem expressão, são os rostos ideais, que refletem externamente o que vai na alma, que é igualmente segura, firme e tranquila. Mesmo os gestos, que em si seriam enérgicos por definição, o lançar de um raio ou tridente nessa estátua de Zeus ou Poseidon, são gestos precisos, calculados, sem emoções que atrapalhem a concentração. Fidias, o escultor responsável pela decoração escultórica da Nova Acrópole, é considerado o principal artista desse estilo. Contemple a Atena de Léminos, ou Atena leminiana. É a figura ideal da mulher, com uma beleza impossível para uma mulher real, mas também é a encarnação visível da própria sabedoria que a deusa Atena representava. Uma sabedoria que é bela, mas não é leviana. Encontramos esse estilo em muitas lápides do cemitério de Pylônia, Atenas, o mesmo local onde encontramos as cerâmicas com figuras geometrizadas arcaicas. São figuras que ainda nos emocionam, ilustram a gravidade do momento delicado da morte e do luto familiar. Falemos um pouco sobre pintura na Grécia Antiga. A Grécia Antiga teve grandes pintores. Os seus nomes, Zeuxis, Apélis, Parrásio, foram lembrados e suas obras admiradas até a época romana, e no Renascimento ainda se falava deles como grandes mestres. Por que então hoje nós não ouvimos falar tanto neles, como ouvimos, por exemplo, falar de Leonardo da Vinci ou Van Gogh? Porque algo lamentável aconteceu. Simplesmente todas, eu disse todas, as obras-primas destes e de muitos outros mestres da pintura grega foram destruídas. Sim, destruídas. Imagine se todos os museus do mundo de hoje fossem destruídos e só sobrassem fotos em livros ou chaveirinhos de turista com reproduções da Mona Lisa para sabermos como foram as pinturas do Renascimento italiano. Só possuímos dos quadros gregos clássicos descrições literárias ou cópias em mosaico ou pinturas murais da época romana, muito imperfeitas e consideradas inferiores ao que podem ter sido os originais, e pouquíssimos exemplos encontrados em tumbas, como estes. Então, para sabermos como era o desenho grego clássico, contemplamos as cerâmicas. Felizmente sobreviveram muitíssimas cerâmicas, principalmente porque a imensa maioria esteve enterrada ou guardada em cavernas ou locais subterrâneos. Como já vimos, os vasos de uso cotidiano, usados para armazenar azeite de oliva, vinho, água, grãos, além de serem usados para quase tudo, copos, pratos, bacias e muitas outras aplicações, eram decorados desde a época dos cretenses minóicos. Os primeiros vasos de estilo Dipylon tinham uso funerário, mas o estilo seguinte chamado de orientalizante já decorava vasos com uso mais amplo. O estilo orientalizante que acontece no século VI a.C., tem esse nome pois mostra uma influência muito grande da arte persa. Começam aqui a ser usados os temas mitológicos, sendo que nessa época a figura mais presente nas cerâmicas é a Medusa, a terrível górgona com dentes de javali e cabelos de serpente com um sorriso medonho, e a esfinge, adaptada para a cultura grega como uma figura de leão com a cabeça de uma mulher bela. A cidade de Corinto é a principal produtora e exportadora de cerâmica nessa época. Em seguida, os artesãos atenienses superam os coríntios na preferência do mercado devido à técnica das figuras negras. O desenho aqui é muito mais elaborado, o que reflete possivelmente o que era feito nas pinturas de quadros. As cenas mitológicas muito descritivas, com muitos detalhes, provavelmente devem ter atraído mais a atenção. Eram verdadeiras narrativas que ilustravam as histórias que todos conheciam. O artista Heséquias é um dos grandes exemplos de artesãos atenienses desse estilo. Por fim, a técnica de figuras vermelhas apareceu bem no início do século V a.C. O século de ouro e rapidamente substituiu a técnica das figuras negras. A vantagem dessa técnica era a maior liberdade no desenho. Os artistas podiam aplicar a tinta sobre a argila de forma mais livre, sem se preocupar com a aplicação de tinta preta nas figuras. Era possível também aplicar novos recursos de representação, como o escorso, as partes do corpo que são desenhadas de forma não intuitiva, como um pé visto de frente e não de lado, por exemplo, ou um braço passando na frente de outro, ou a omissão de partes do corpo. Conquistas que o público aplaudiu. A última manifestação das cerâmicas decoradas na época clássica são as do estilo dos lecythus. Lecythus eram vasos que armazenavam óleos para a higiene do corpo, mas o vaso também era usado em túmulos. Os "Lacitus" já eram usados há séculos, mas a pintura cerâmica que é conhecida por esse nome é chamada de "Lacitus de Campo Branco", porque o fundo é geralmente branco. No início, as figuras negras também estavam aqui, mas com o tempo foram substituídas por figuras pintadas delicadamente a pincel, como nas figuras vermelhas. Depois da conquista de Atenas por Alexandre o Grande, A produção de cerâmica parou bruscamente, mas nas outras cidades, principalmente na Magna Grécia, na Itália, continuaram a produção. Veremos algumas dessas cerâmicas na aula sobre arte do helenismo. Os gregos nesse século de ouro definem 3 maneiras de construir e embelezar seus templos. As regras para eles eram muito importantes. Pois eram modelos nos quais eles depositavam confiança que teriam um resultado harmônico e segurança para a partir deles fazer variações. Essas 3 maneiras foram depois chamadas de ordens da arquitetura grega. A mais antiga é a Ordem Dórica. Lembram-se dos pequenos templos, os heraion, da Idade das Trevas grega? Pois essa disposição, colunas sustentando um puxadinho na frente, o telhado como o de uma casa. É um desenvolvimento desse modelo básico. Não sobreviveram templos anteriores ao século VI a.C. para sabermos como foi o desenvolvimento exato do estilo dórico, pois eles eram provavelmente feitos com madeira e tijolos de argila, que não eram queimados. Assim como os tijolos mesopotâmicos, esses tijolos não resistem à ação do tempo, e desmoronam. Quando os gregos começam a fazer templos em pedra, por disporem de mais recursos econômicos, podemos enfim constatar algumas mudanças nesses prédios mais duradouros. A primeira ordem desenvolvida na Grécia Antiga foi a dórica, como dito. Ela é muito austera. A sua forma básica não dispõe de ornamentos. Veja a coluna, por exemplo. A coluna entra no chão, por assim dizer. Não há nada apoiando a coluna embaixo. O capitel, a parte de cima que se apoia no telhado, é muito simples e tem no máximo uma almofada e essa laje quadrada, o ábaco. Mas o requinte da coluna dórica são essas estrias ao longo da altura, as caneluras, que acentuam a aparência vertical da coluna, deixam-as com aparência mais resistente e ao mesmo tempo mais elástica. Vejamos esses dois templos feitos na Magna Grécia, hoje a Itália, na cidade de Posidônia, hoje a cidade de Pesto. Os dois templos são da ordem dórica e foram construídos no intervalo de apenas 100 anos. Vemos que o esquema básico é o mesmo. Você consegue notar as diferenças entre os dois templos? As colunas da basílica são mais pesadas. Parece que o arquiteto quis dar a ideia de peso, como se as colunas estivessem se vergando ao peso do telhado. No Templo de Poseidon as colunas são mais elegantes, mais finas. Nos dois edifícios há uma curvatura nas colunas, em nenhum dos dois as colunas são totalmente retas. Mas comparando o Templo de Poseidon com esses templos que estão na tela, Vemos que os arquitetos foram refinando a ordem dórica para deixá-la cada vez menos pesada e mais elegante. Os templos de Afaia e o de Ártemis têm as colunas mais finas e o frontão mais baixo, menor. O ápice da ordem dórica, no entanto, foi atingido com o Párthenon, que veremos daqui a pouco. A ordem jônica veio da Jônia, que era a região da Grécia situada na Ásia. Mais ornamentada que a dórica, já é mais delgada e feminina. A ornamentação do capitel é inspirada em folhas enroladas de plantas e lembra as espirais da arte minóica. Um dos templos mais famosos da ordem jônica e uma das 7 maravilhas da antiguidade é o Templo de Ártemis, em Éfeso. Outro exemplo máximo da sua aplicação é o Erechteion, outro templo da Acrópole ateniense, que veremos daqui a pouco também. A terceira ordem é a coríntia, que é uma derivação da ordem jônica. Ela foi criada no século IV a.C. e foi pouco usada na época grega clássica. O templo mais famoso dessa ordem é o Templo de Zeus Olímpico, em Atenas, cuja construção começou no século IV a.C. E só foi terminado na época do Império Romano, no século II d.C. Vamos falar mais dessa ordem, a Coríntia, na aula sobre arte romana, ok? A Acrópole. Acrópole significa a parte mais alta de uma cidade, em grego. O local da Acrópole em Atenas era sagrado, considerado o local da sua fundação mítica. A altura da Acrópole é de 150 metros acima do nível do mar. Debaixo via-se a estátua da deusa protetora da cidade, Atena, em sua figura de Promachos, a que vai à frente, em grego. A entrada para a Acrópole, o propileu, era monumental, com uma ampla escadaria e uma fachada em estilo dórico. Do lado direito havia o pequeno templo da Atena Niké. Niké significa vitória. Era em estilo jônico e decorado com esculturas no chamado estilo dos panos molhados, como essa figura atando a sandália. O Erechtheion era o templo em estilo jônico no centro da Acrópole. Diziam os mitos que bem ali tinha acontecido a disputa entre os deuses pela proteção da cidade. De um lado, a deusa Atena, deusa da sabedoria, da guerra, das artes e da cultura. E do outro lado, o deus Poseidon, deus do mar. O primeiro rei de Atenas, Erechtheu, foi o juiz da disputa. Ganhava o deus que desse o presente mais útil à cidade. Poseidon fez brotar uma fonte de água. Atena fez brotar uma oliveira, uma planta utilíssima para os gregos, que dela tiravam a azeitona, o óleo de oliva, que tinha usos medicinais, alimentícios para alimentar lanternas, azeitar mecanismos e muito mais. O rei escolheu Atena como a padroeira de Atenas, mas o Erechtheion foi consagrado aos dois deuses, Atena e Poseidon. Era melhor a cidade não guardar mágoas e não ter rixas com o deus Poseidon, certo? Parthenon. É o templo modelo da Ordem Dórica para todos os povos que vieram depois. A sua arquitetura é tão refinada que todas as linhas retas na verdade têm leves curvaturas para corrigir óticamente o efeito da perspectiva. Em volta do templo, na parte de cima, rodeando todo o templo, havia o friso, com a representação em esculturas da Procissão da Panateneia, na qual representantes de em que todas as classes sociais de Atenas levavam num cortejo até o Partenon um manto novo para a estátua da deusa. Esses frisos em alto relevo e todo o trabalho em escultura da Acrópole, como os frisos dos outros templos, as cariátides do Erechtheion, as esculturas do Templo de Atena Niké, a escultura da Atena Promachos, e outras estiveram a cargo da oficina de Fídeas. Por todos esses trabalhos realizados na Acrópole Ateniense, Fídeas foi considerado o maior escultor da Antiguidade Clássica. Ele e seus ajudantes também fizeram a estátua da Atena Parthenos, que quer dizer virgem, a estátua de 12 metros de altura que estava no interior do Parthenon. Ela tinha uma base de madeira mas era recoberta com ouro e marfim, além de pedras preciosas. Há muito mais coisas a serem ditas sobre o Parthenon, a Acrópole e a arte grega clássica, como por exemplo, dizer porque os templos e estátuas da antiguidade eram todos pintados. Sim, isso mesmo, pintados, e não da cor do mármore ou bronze que eram feitos, como nós estamos acostumados a ver, Mas vamos deixar pra falar mais desse assunto em outra ocasião, por falta de espaço e de tempo. O período clássico da arte grega começa a declinar com a Guerra do Peloponeso, no fim do século V a.C., o século de ouro, e termina de vez com a conquista da Grécia inteira pelo rei Filipe II e seu filho Alexandre o Grande em 338 a.C. Esse ano marca o fim da produção de arte na Grécia como uma expressão da alma grega, independente, orgulhosa, competitiva, ciente da sua capacidade, desejosa de levar seu nome e seus feitos séculos à frente, mas também plena de beleza e capacidade de observação do ser humano. O espírito grego dessa época pode ser resumido na frase de Pericles, o governante que liderou a reconstrução da Acrópole de Atenas e que ajudou a torná-la o modelo para a arte no Ocidente por mais de 2000 anos à frente: "Seremos objetos da admiração da época atual e das épocas vindouras." Na próxima aula conheceremos as obras de arte do Helenismo, a época iniciada por Alexandre o Grande, que mudou o mundo com a difusão da cultura grega do Egito até a Índia. Muito obrigado e até lá!
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