
Ancient Egyptian gods lived in temple statues after ritual activation and never appeared in public. Thoth, god of writing, took the form of a baboon or ibis, while Osiris carried the white crown and Isis nursed Horus with a cobra on his forehead. Hathor appeared as a cow, linking cattle to female fertility across Egypt and Greece.
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Aula 17 do nosso curso Apreciando a História da Arte. As imagens dos deuses não eram expostas em público. Então, para nós não existe nenhum problema se na religião cristã ou até em outras grandes religiões como o budismo, os indianos, né, o brahmanismo, de haver imagens dos deuses fora do templo, expostas em praça pública, que seja, né. De forma externa. Para os egípcios, não. Esses deuses tinham que estar dentro dos templos porque eles acreditavam, eles acreditavam que se o deus se agradasse naquele templo, dos sacrifícios que lhe eram feitos, dos rituais que lhe eram feitos, eles habitavam, passavam a habitar as imagens. Então, o deus Anúbis no santuário de Anúbis, que foi encontrado na tumba de Tutancâmon, se feitos os rituais corretos, eles acreditavam que o deus habitava essa imagem. É uma ideia religiosa bastante recorrente. Não importa quantas imagens de Anúbis existissem, se o deus se agradasse, ele estaria habitando todas elas. Ou naquelas que no lugar eles tinham adorado. Como falei, as procissões não tinham acesso para o público em geral e a imagem de Deus não era vista pelas pessoas, então essas imagens eram transportadas cobertas. Aqui nós vemos, eu queria chamar atenção nessa estátua de Anúbis. Anúbis é o deus chacal, chacal é um animal que se assemelha ao cachorro, ao cão, Mas essa imagem aqui mostra muito bem o senso de observação dos egípcios, a forma como eles observavam muito bem a natureza e aquilo que lhes interessava, de uma forma que eles colocavam dentro das regras de representação que eles já tinham fixado, mas em termos realistas, não 100%, né, porque o olho de um chacal não é assim, principalmente maquiado, mas existe uma observação muito atenta, né, você vê a musculatura do chacal, a representação dos dedos da pata, né, a representação até dessa pele aqui na anca, né, na perna traseira do chacal. O próprio Fuxinha, as orelhas, né, que mostra tanto, é uma mescla de realismo naturalista, de você tá observando a realidade que você vê, né, a realidade visível, e junto com uma representação convencional, uma representação que junta, né, juntando esses dois aspectos acaba produzindo uma imagem muito bela, muito bonita. Aqui mostra a vocês duas representações do deus, que é o deus Thoth, que é patrono da escrita. Ele era patrono da escrita. Esse deus era considerado que esse deus tinha ensinado os homens, e no caso daquele etnocentrismo, como o mundo dos homens, né? A todos os grupos humanos antigos, que ensinava os egípcios, né, quem é ser humano eram os egípcios, que ensinava os egípcios a escrever, então ele era o patrono da escrita, patrono dos escribas. O fato dele estar representado como um babuíno, o babuíno era considerado um animal de grande sabedoria, um babuíno até que, como não existia na região própria do Egito, mas era trazido de outros locais da África. Ele era importado de locais bem distantes do local geográfico do Egito. E à direita nós vemos a outra representação, a outra encarnação, vamos dizer assim, do deus Thoth, que é na forma de íbis. Íbis é um pássaro muito comum Pelo menos era muito comum na época do Egito antigo, nos milênios do Egito antigo, presente no Rio Nilo. E também aqui ele está representado como um cálamo. O que é um cálamo? Cálamo é uma pena de escrever dos antigos, tanto dos egípcios quanto dos gregos, quanto dos povos ali do Mediterrâneo. Está representado como Atena com um cálamo, porque ele é o patrono da escrita. Aqui é uma estátua com volume de todos os lados, aqui é um baixo-relívio, ou seja, é uma representação visual cavada na pedra para que fique afundada, aprofundada dentro da pedra. Aqui nós temos uma outra representação da tríade de Habilus, Que é então Osíris, como falei, Osíris foi um rei do Egito, né, na história egípcia, e ele está com as insígnias reais do Egito, do faraó. Então ele tem aqui o chapéu do reino, o chapéu branco do reino do Alto Egito, as plumas que representam verdade e justiça, a barba que é a característica do faraó, os dois cetros principais, que é o heka e o mangual. O heka é o símbolo do pastor, aquele que pastoreia o povo, e o mangual é um chicote que pode ser tanto um chicote que se usava para amassar grãos, cereais, ou também uma arma de guerra, um chicote para castigar as pessoas. Castigar, para ferir as pessoas. Aqui Ísis, como eu falei, o símbolo do sol, o espírito Ká, mas dando de mamar, amamentando o deus Horus, que aqui não está com a sua cabeça de falcão, mas está com uma forma humana. Ele também tem aqui na testa o Uraeus, que é um símbolo de É uma insígnia real do faraó, do rei do Egito. Provavelmente essa questão da representação da maternidade tem a ver lá, de forma distante, mas tem alguma ligação com as deusas mães da pré-história. Nós temos uma deusa egípcia que se chama Hathor, Hathor, Hathor, com H, que É uma deusa mãe, uma deusa feminina, representa a fertilidade feminina e que ela é representada ora como uma mulher, ora como uma vaca. A deusa Hera grega, Hera com H, também era representada na antiguidade mais remota como vaca. Então, tendo essa relação da fertilidade da vaca Pode chocar a gente hoje, mas é assim que era, né? Eles faziam essa relação da fertilidade, da fêmea, né? Com a mulher. ¡Gracias!
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