In this Portuguese‑language art‑education video, the presenter explains why Edvard Munch’s painting The Scream has become a ubiquitous pop‑culture icon, linking it to the horror‑movie mask from Scream, Macaulay Culkin’s expression in Home Alone, and even the modern emoji. The narrator situates Munch as an early precursor of Expressionism, a 20th‑century avant‑garde movement that seeks to convey raw emotion through visual art. He outlines the personal tragedies that surrounded Munch when he first painted the work – the recent death of his father and his sister’s confinement in a mental asylum – and notes that Munch produced at least four versions of the image, the most famous being the 1893 oil‑and‑tempera on cardboard. The video presents Munch’s own 1895 diary entry describing a walk at sunset, a blood‑red sky, and an “infinite scream” that seemed to emanate from nature itself, which he later translated onto canvas. The presenter analyses visual elements: the androgynous, hair‑less figure, the fiery red sky, the bridge, the swirling pastel scribbles, and the undulating lines that evoke delirium. He also mentions a scholarly hypothesis that the red sky may have been inspired by the 1883 Krakatoa eruption, whose atmospheric effects were felt worldwide. Finally, the narrator argues that The Scream captures modern human anxiety, making it a timeless symbol that resonates with contemporary audiences who feel lost or hopeless, which explains its enduring presence in popular media.
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O Grito de Edvard Munch. O que a máscara do filme Pânico, a expressão de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim e o emoji têm em comum? Claro que é a obra O Grito de Munch. Uma das imagens mais conhecidas da atualidade é um ícone pop. O pintor Edvard Munch tem sido apontado como um dos precursores do expressionismo, que é um dos primeiros movimentos de vanguarda do século 20. Quando ele pintou a primeira versão de "O Grito", ele estava na França, tinha há pouco tempo recebido a notícia da morte do seu pai e sua irmã estava internada no manicômio. Sabemos que o expressionismo é uma vanguarda artística que procura expressar as emoções através da pintura ou da escultura. Nós temos pelo menos 4 versões da obra. O Munch tinha essa característica de voltar ao mesmo tema. Então, aí vocês veem as 4 versões, mas a versão que nós mais reconhecemos, a mais conhecida, a mais reproduzida, é essa versão de 1893, pintada a óleo e têmpera sobre sobre cartão. Então, nós vemos uma imagem que é reconhecida normalmente como uma imagem do desespero, da agonia, de uma explosão de ansiedade humana. Originalmente, o título da obra era "O Grito da Natureza". Temos aqui um depoimento do Munch em que ele fala da circunstância em que ele teve a, vamos dizer, a ideia para o quadro: "Eu estava andando pela estrada com dois amigos, O sol estava se pondo. De repente o céu ficou vermelho de sangue. Fiz uma pausa, sentindo-me exausto e encostado na cerca. Havia sangue e línguas de fogo acima do fjord preto azulado e da cidade. Meus amigos continuaram e eu fiquei ali tremendo de ansiedade. E senti um grito infinito passando pela natureza. Senti um grito alto. E realmente ouvi um grito alto. "as vibrações do ar não só fizeram vibrar meu olho, mas também meu ouvido, porque realmente ouvi um grito. Depois, pintei o quadro, O Grito." Então, um grito da natureza, como se a natureza estivesse gritando. Talvez seja por isso que a figura que nós vemos no quadro não tem sexo definido, é uma figura assexuada, não tem cabelo, como se fosse a face nua da crueza do desespero. Vocês veem acima um céu vermelho-sangue, como ele citou. Alguns críticos supõem que pode ter sido inspirado pela lembrança da erupção do vulcão Krakatoa, que apesar de estar longe da Europa, teve efeitos no mundo inteiro pela violência da erupção em 1883, e que na Noruega causava esses crepúsculos muito intensos avermelhados. Vocês veem a perspectiva da ponte onde a figura está, outras pessoas passando, esses dois amigos que ele cita, essa curva desse rio se fundindo com a montanha no fundo, esse rabiscado de giz pastel por cima que dá uma impressão maior de uma agitação, e essas linhas ondulantes por toda a composição nos dão a ideia de um delírio. Uma das versões de O Grito Ele anota a lápis num canto da composição a seguinte frase: "Só pode ter sido pintado por um homem louco." É um quadro que representa muito bem a ansiedade do homem moderno, que nós associamos com uma normalidade da condição do ser humano na modernidade. Não é à toa que o grito de Edvard Munch se tornou um ícone pop. Olhamos para essa imagem e acabamos nos identificando muito quando não temos uma âncora, quando não temos uma esperança. É uma boa ou a representação de um estado perfeitamente compreensível do mundo e das pessoas hoje.