In this Portuguese‑language video, the presenter examines the multiple reasons behind the Mona Lisa’s enduring fame. He begins by describing the painting’s famous smile, noting its ambiguous, possibly ironic quality and its recurrence in Leonardo’s other female portraits such as the Lady with an Ermine and the Belle Ferronière. He then explores the mystery surrounding the sitter’s identity, questioning the traditional attribution to Lisa Gherardini (La Gioconda) and presenting alternative hypotheses: a self‑portrait of Leonardo, a portrait of Isabella of Aragon, or even a pregnant woman. The speaker mentions the painting’s prolonged creation, continual retouching, and the possibility that it was a gift after the sitter gave birth. He moves on to the work’s cultural afterlife, citing Salai’s “Mona Vanna” (a nude version) and Marcel Duchamp’s Dadaist intervention, illustrating how the image has been both parodied and critiqued. Finally, he highlights a recent scientific study by the Louvre that digitally reconstructs the original tonalities of the Mona Lisa, revealing colors markedly different from the familiar varnished surface seen today, and inviting viewers to see the masterpiece anew.
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Mona Lisa de Leonardo da Vinci. O quinto motivo é o famoso sorriso da Mona Lisa. O sorriso da Mona Lisa, desde o século 16, é descrito como um sorriso misterioso, um sorriso que está entre a expressão de repouso e um sorriso mais aberto. Estaria numa posição intermediária. Por isso daria à Mona Lisa um ar misterioso, um sorriso até às vezes descrito como irônico. Olhando os outros retratos, as outras figuras femininas do Leonardo da Vinci, nós vemos, no entanto, que esse sorriso está presente nessas outras obras, como a Dama com Arminho e a Bella Ferreira. Até mesmo nos quadros em que ele representa Santana, a mãe de Nossa Senhora, a própria Virgem Maria, a Virgem dos Rochedos e outros. E o sexto motivo é o mistério de toda a obra. Então, muitas são as histórias em que se fala, em que se interpreta o que seria o significado, um possível significado, além do objetivo de retratar uma pessoa. Começando daí, será que a Mona Lisa é mesmo um retrato da esposa de um comerciante florentino chamado Francesco del Giocondo? O retrato de Lisa Gherardini? Será que era o próprio autorretrato de Leonardo? Ou seria o retrato de outra pessoa, de outra mulher, como por exemplo já foi aventada a hipótese de Isabella de Aragão, duquesa de Milão? Até mesmo o outro nome pelo qual a Mona Lisa é conhecida, La Gioconda, em relação ao esposo com sobrenome Giocondo, é colocado em dúvida porque Gioconda em italiano quer dizer mulher alegre. Então pode ser outra mulher que não Lisa Gherardini. Será que a Mona Lisa estaria grávida quando foi retratada? A pintura teria sido um presente Pelo fato de Lisa ter acabado de ter tido um filho e o fato do pintor não ter entregue a encomenda e ter retocado, ter repintado a Mona Lisa ao longo dos anos até o fim da sua vida. E o que a gente poderia dizer que é um sétimo motivo é o fato que a fama que a Mona Lisa adquiriu ao longo dos séculos, tornando um verdadeiro ícone cultural a ponto de ser parodiada, a ponto de ser criticada, amada ou odiada, e citada muitas vezes na própria arte. Por exemplo, o discípulo do Leonardo, Salai, faz uma versão que seria a versão da Mona Lisa nua, que é a Mona Vanna. Outras pessoas criticando essa onipresença da Mona Lisa, a Mona Lisa como um exemplo de boa pintura, pintura acadêmica, atrai muitas vezes as críticas contundentes das vanguardas, por exemplo, o dadaísta Marcel Duchamp, que faz uma intervenção sobre a Mona Lisa. Por último, mas não menos importante, um estudo recente realizado no Museu do Louvre gerou uma imagem que reconstitui as tonalidades originais da Mona Lisa, como se tivesse acabado de ter sido pintada. Percebemos que as tonalidades são muito diferentes das tonalidades que nós vemos hoje no Museu do Louvre. É uma oportunidade de vermos a Mona Lisa com outros olhos, de uma outra maneira, diferente da que nós estamos acostumados a ver no Museu do Louvre ou nas muitíssimas reproduções em que a contemplamos.