
In this fourth installment of a virtual tour series, art historian Fábio San Juan provides an in‑depth analysis of Michelangelo’s massive fresco The Last Judgment in the Sistine Chapel. He explains how three earlier frescoes (two lunette cycles and Perugino’s Assumption) were destroyed to make room for the work, and outlines the contractual history from Pope Clement VII to Pope Paul III, including Michelangelo’s reluctant acceptance, his age (60), the five‑year solo execution, and the accident that left him bedridden for a month. The lecture then walks through the complex iconography: Christ the Judge flanked by the Virgin, saints (both identified and ambiguous), wingless angels with trumpets, the resurrected dead, the condemned, and the inclusion of mythological figures such as Charon and Minos. San Juan discusses the controversy over the numerous nude figures, the later covering of genitals by Daniele da Volterra (the “Braghettone”), and the political‑religious backdrop of the Protestant Reformation, the 1527 Sack of Rome, and the waning papal authority, arguing that the fresco anticipates Baroque drama. Finally, he situates the chapel’s decoration as a catechetical visual Bible, designed to teach the illiterate, and reflects on Michelangelo’s stylistic innovations—twisting bodies, apter angels, and dynamic composition—that heralded a shift from High Renaissance harmony to Baroque expressiveness.
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Olá, aqui Fábio San Juan, professor de história da arte da Apreciando Arte. Nós estamos aqui numa sequência de 4 vídeos fazendo uma visita virtual à Capela Sistina, explicando a decoração toda, né? Se você chegou aqui direto sem ver os 3 primeiros vídeos, você vai até a descrição desse vídeo, clica nos links, tá bom? Aí você aproveita lá e se inscreve no nosso canal, se gostar você dá um like, certo? Bom, vamos então falar nesse vídeo sobre a cereja do bolo, né, a última parte da decoração da Capela Sistina, que é esse afresco enorme do Juízo Final feito por Michelangelo Buonarroti. Então, para fazer esse afresco enorme, 3 grandes afrescos foram destruídos. Fora as duas lunetas de lá de cima, a primeira cena do ciclo de Moisés e a primeira cena do ciclo de Cristo, além de um grande painel que se tinha aqui no meio, que era obra do Perugino, que era a Assunção de Nossa Senhora ao céu. Eles tiveram que destruir Michelangelo pediu que fosse destruído, embora com dor no coração, né? Você tem até os primeiros esboços em que ele tentou preservar o painel do Perugino, mas não teve jeito e foi crescendo, crescendo a forma de tratar o tema, até essas duas lunetas que faziam parte da série de lunetas dos ancestrais de Cristo, que o próprio Michelangelo pintou lá em 1508, entre 1508 e 1512, teve que também ser suprimido para que se tomasse todo esse espaço para o Juízo Final. Você tinha duas janelas aqui que faziam parte do conjunto de janelas, também foram tampadas. Então tudo isso ficou só para esse grande afresco, para essa grande cena do Juízo Final. Certo, então nós temos aqui uma parede que ocupa, que a parede do altar ocupa 13,70m de altura por 12,20m de largura, tá. O Clemente VII, que o Papa Clemente VII que contratou convidou Michelangelo para fazer essa adição, né? Na primeira conversa, na conversa que você tem entre os dois, que foi registrada em 1533, o Papa disse ao Michelangelo: "Olha, eu queria que você pintasse duas cenas, uma aqui na parede do altar, que seria o Juízo Final, e na parede da entrada, Aqui, né, seria a— talvez fosse feito o mesmo serviço de cobrir tudo para fazer um painel só, que seria a entrada, na entrada, a queda de Lúcifer e dos anjos rebeldes. Logo depois, contato foi fechado. Quando Michelangelo vem para— o Michelangelo em Roma vai começar, começa os trabalhos, o Papa morre. E aí o pontífice seguinte, Paulo III, acabou mantendo o contrato e no meio dessa, das negociações, enfim, chega à conclusão que o Michelangelo ia pintar somente o Juízo Final e deixou a queda de Lúcifer de lado. Enfim, para variar, Michelangelo reticente não quer fazer esse painel, acaba hesitando porque ele ainda está envolvido com o trabalho escultórico do Mausoléu de Júlio II, né? A família ainda paga ele para que ele continue esse trabalho, porque são muitas esculturas, é um programa imenso, é um trabalho da vida do Michelangelo que ele acaba não terminando, aliás. Enfim, Paulo III acaba estava começando, ele publica um decreto dotando Michelangelo de um salário vitalício para compensar o salário que ele ia receber da família de Júlio II. Então ele abandona o trabalho do Mausoléu de Júlio II e vai pintar o Juízo Final na Capela Sistina. Acaba levando 5 anos para fazer o Juízo Final, porque novamente ele insiste em pintar sozinho, Vamos lembrar que nesse momento ele tem 60 anos de idade, já não é mais jovenzinho, mas enfim, ele ainda tem vigor para subir nos andames e fazer todo o trabalho sozinho, né? Acaba que durante o trabalho ele cai do andame e fica um mês de molho, né? Enfim, mas a recuperação dele acaba sendo rápida e em um mês ele acaba voltando para o trabalho. Enfim, entre outras interrupções, enfim, de ordem técnica que nem vou tratar aqui para não estender tanto. Então, a cena, o juízo final, né, é o julgamento final da humanidade por Cristo no fim dos tempos, né. A inspiração é o capítulo 25 do Evangelho segundo Mateus, em que Jesus separa separa os bons dos maus, e os bons vão para o paraíso e os maus vão para o inferno. Isso vai acontecer, segundo a teologia cristã, no fim dos tempos. Jesus é o juiz, é aquele que separa os bons dos maus. Enfim, ao contrário do teto da capela, em que existem divisão entre as cenas ou entre os personagens, no Juízo Final não existe uma separação ilusionista arquitetônica e nem arquitetônica de fato, né? Todos os personagens estão numa mesma cena, é como se fosse uma abertura na parede e estivesse olhando para fora o Juízo Final acontecer, né? Então é uma forma de ilusionismo diferente É um campo totalmente aberto, né? E como se a gente visse esse drama dos fins do tempo, do fim dos tempos, entrando pela capela. A composição, embora tenha como ponto de partida o relato do Evangelho de São Mateus, ela não mostra claramente a divisão entre os bons e os maus. Nós vemos aqui os bons, nós temos uma parte Então no evangelho você tem à direita os bons, então à direita de Cristo seria aqui, à esquerda os maus. Só que nós vemos santos aqui dos dois lados, né? Nós vemos também que aqui embaixo você tem a ressurreição dos mortos. Você tem aqui, vou dar um close aqui para vocês verem melhor, vocês veem aqui os esqueletos as almas saindo, voando, né? Tem uma alma aqui voando, toda alegre, né? Parece mais ou menos. Enfim, se misturando aqui, chegando perto do Santo. Então, talvez a ideia seja que vários desses ressuscitados vão se juntar aos bons, né? E nós temos também aqui os condenados, né? Aqui nós temos o condenado e nós temos aqui também um grupo de anjos, né? Vamos notar que os anjos, nenhum anjo da, do afresco inteiro tem asas, né? São todos anjos ápteros, ou seja, anjos sem asas, né? Então esse aqui são os anjos anunciadores. Você vê com as trombetas, né, anunciando segundo Apocalipse. Eles vão usar trombetas para anunciar o fim dos tempos. Nós temos aqui à esquerda do Cristo o anjo com o livro dos condenados, e aqui à direita do Cristo o anjo com o livro dos salvos, né, dos eleitos, tá. Mas voltando aqui para cima, nós Nós temos o centro da composição Jesus, né, Jesus Cristo com Nossa Senhora, sua mãe, ao seu lado direito, claro que a posição de honra. Mas Jesus diferente da representação que nós estamos acostumados, né, a representação tradicional coloca Jesus com a barba, uma barba até comprido, um cabelo comprido. Aqui Jesus está se assemelhando mais a um deus Apolo, né, um deus Hélio, Apolo Helios, né, que era o deus do sol da mitologia greco-romana. Essa, essa luz que vem de trás dele parece uma associação do sol com Jesus mesmo. E um Jesusinho berbe, musculoso, quase nu, como os deuses gregos, né? Enfim, e acompanhado de um monte de gente também, os santos todos nus ou quase nus, né? Vou falar daqui a pouco porque eles estão quase nus e não estão nus. O Michelangelo pintou nus e depois foi acrescentado essas esses panos ou folhas de figueira ou folhas de parreira nos genitais para cobrir os genitais. Nós vemos os santos também com essa musculatura, essa força, como se fosse também figuras gregas, figuras romanas. Nós vemos vários santos aqui pelos seus atributos. Por exemplo, aqui nós temos pode ser tanto Adão quanto São João Batista, por conta dessa pele aqui. Nós temos aqui São Bartolomeu, que foi esfolado vivo, martirizado com esfolamento, ou seja, foi tirado sua pele. Então aqui você tem a pele, ele segurando a pele. Tradicionalmente, na tradição da interpretação da obra do Michelangelo, essa feição, essa fisionomia é dita que é a feição, a fisionomia do próprio Michelangelo. Nós temos outros santos aqui, ó, São Pedro com as chaves, com as chaves para ligar e desligar, não sei, a chave do papado, ele estendendo para Jesus como que devolvendo as chaves, né. No juízo final ele já não vai mais precisar dessas chaves, Então ele está devolvendo para Jesus. Nós temos outros santos aqui, como Santa Catarina, Santa Catarina de Alexandria, com a roda de tortura quebrada. Nós temos aqui, provavelmente seja São Dimas, com a cruz, o bom ladrão. Aqui também poderia ser São Dimas, mas normalmente é interpretado como Simão Cirineu, que levou a cruz de Cristo durante a Paixão. Enfim, outros tantos, outros tantos santos, né, alguns identificados, outros não. Aqui em cima, instrumentos da Paixão de Cristo, a própria cruz, a coroa de espinhos e o pilar da flagelação. Aqui mais embaixo nós temos, como falei, a ressurreição desse lado, Desse lado, os condenados. E aqui, de forma bastante interessante, o Caronte, que é uma figura da mitologia pagã, no barco levando os condenados ao inferno. Está aqui a entrada do inferno. Aqui, essa fusão de novo com a mitologia greco-romana, com a teologia cristã já tinha sido feito pelo Dante Alighieri na Divina Comédia, né, em que ele mostra o Caronte levando os condenados do Rio Estige até o inferno, mas é o inferno cristão, né, não vai encontrar Hades lá, vai encontrar Satanás, né. E aqui na entrada do inferno nós temos o Rei Minos, que é considerado o juiz do submundo, né, do reino do inferno, mas que é, segundo a tradição também, segundo estudiosos, é feito, desenhado com as feições de um, vamos dizer, do inimigo do Michelangelo, Biagio da Cesena, que era mestre de cerimônia do Papa. E que criticou o trabalho do Michelangelo enquanto estava sendo feito, dizendo que tinha muitos nus para uma cena sagrada. Então é uma cena sagrada, uma cena numa capela, numa igreja, que tem muita gente nua, e ele é um dos primeiros críticos que vai apontar isso, dizendo que isso é imoral, né? Ele vai dizer que É muito vergonhoso que um lugar sagrado tenha figuras nuas, que isso seria mais apropriado para um banho público, uma taverna, ou seja, um lugar mundano, profano, e não um lugar sagrado. Quando ele foi reclamar para o Papa, foi reclamar para o Papa que Michelangelo tinha feito ele como o guardião da porta do inferno. Ainda o rei Minos, com uma orelha de burro, né, e com uma cobra, uma serpente enrolada em volta dele, né. O Papa responde, responde que falou: eu como Papa não tenho jurisdição sobre o inferno, então pode deixar do jeito que tá. E assim ficou. E assim acabou ficando essa crítica do Michelangelo ao seu crítico. Enfim, de qualquer forma, esse programa, essa forma de representação, continuou escandalizando as pessoas ao longo dos anos. A pintura foi revelada ao público em 1541 e até 1564 se tentou até inclusive destruir a pintura, né. Paulo IV, ainda não como Papa, mas como cardeal, promoveu uma campanha para destruir as pinturas. No fim não conseguiu. Mesmo como Papa, ele tentou, ele pediu por Michelangelo para que ele consertasse as figuras, que vestisse as figuras para que não fosse tão indecorosa. Michelangelo, de forma bastante sarcástica, falou para dizer: "Digam ao Papa, digam à Sua Santidade que isso aí é uma ninharia, uma mesquinharia, isso aí pode ser feito. Eu quero ver ele consertar o mundo. Consertar uma pintura é muito fácil." Isso foi o que ele falou, mandou dizer para o Papa. Enfim, só conseguiu que se cobrisse a nudez das figuras quando Michelangelo morreu, né? E nesse momento, coincidentemente ou não, o Concílio de Trento estava sendo realizado, e o concílio, então a congregação do concílio acaba decidindo pela cobertura dos genitais personagens. Então aí é designado um discípulo do Michelangelo, Daniele da Volterra, pintou então as braghe, que é um nome genérico no italiano da época para designar as calças, os panos, as folhas de parreira ou folhas de figueira que foram pintadas em cima dos genitais das figuras. Então por conta desse trabalho, Volterra ainda acabou ganhando o apelido de Braghettone, Aquele que pinta as calças, pinta as spanks, acabou ficando com uma má fama de ter censurado o trabalho de um gênio como Michelangelo. Bom, vou falar um pouco sobre o significado, talvez um possível significado, que a questão da confusão das figuras uma certa confusão que a gente, à primeira vista, vê nessas figuras, né? A torção dos corpos, os corpos torcidos, recurso da elipse, essas voltas todas que o nosso olhar faz na composição, ela essa flexão dos indivíduos torcidos, a dificuldade que a gente tem de distinguir facilmente quem são os salvos, quem são os condenados, né? E a expressão dos personagens também, né? Você vê que os condenados têm uma razão muito forte para estarem com essa fisionomia carregada, né? Desesperado, né? Mas os salvos não Eles não têm uma fisionomia muito feliz, muito alegre, né? Você vê que eles estão apreensivos, eles estão preocupados, parece que tem alguma coisa ainda por acontecer, né? Então você vê que é, não é atitude que você esperaria de alguém que vai estar sendo salvo por toda a eternidade, né? Então assim, normalmente é atribuído essa A forma da composição, a expressão das pessoas, das figuras, por conta do quê? Porque existe uma confusão nessa época. É uma época diferente da época que foi pintado o teto, em que existia uma confiança, existia um esplendor em Roma, na sede da Igreja. Aqui nesse momento, 1535 a 1541, Nós estamos em plena Reforma Protestante e a Igreja ainda não tinha começado a Contra-Reforma, então ainda estava esboçando a forma de reagir. Outra coisa que fragilizou bastante o poder da Igreja foi o Saco de Roma, que aconteceu em 1527. Foi tão importante esse evento que para os estudiosos estudiosos da arte, isso marca o fim do Renascimento, o Renascimento artístico. Então, as tropas do rei Carlos V, que era rei da Espanha e era rei do Sacro— e era imperador, né, do Sacro Império Romano Germânico— saquear a cidade de Roma, ou seja, a capital da cristandade, isso era impensável anos antes. Então, isso marca muito, de forma muito forte, o fim da hegemonia do Papa, da Igreja Católica sobre a Europa, que vai— você tem um movimento de tentativa de retomada, de reação com a Contra-Reforma, mas nunca mais o poder da Igreja vai ser como era antes, principalmente até essa data. Enfim, então por isso que o país O painel do Michelangelo é um indicativo muito forte dessa confusão desses tempos, né? Desespero da parte dos condenados, uma preocupação, uma apreensão da parte dos salvos, né? Então você não tem certeza, não existe mais como na Idade Média uma Igreja soberana, né? Que não só sobre o reino do espírito, mas também sobre o terreno, né? Sobre o mundo terreno. Então o Papa era um governante espiritual e um governante temporal, ou seja, terreno. E isso começa a cair, começa até que chega num ponto, lá mais pra frente, séculos depois, que o Papa não é nem mais tão considerado um líder espiritual e muito menos um líder terreno. Então esse mural do Michelangelo é um sinal dos tempos, né? Então essa ambiguidade, né, ele aponta para essa ambiguidade, para essa incerteza, essa marcação clara entre o bem e o mal, que não é muito clara na verdade, mas ela se confunde aqui, né? Mas essa coisa desses extremos, da luz e as trevas, essa incerteza, essa ambiguidade, eles vão marcar o quê? Vou marcar o Barroco, né? Tudo isso vai apontar para o Barroco. Então, na verdade, Michelangelo inventa o Barroco, né? Se não inventa o Barroco tal e qual a gente conhece, ele fornece as principais ferramentas, né? Tanto quanto a questão do ilusionismo, né? Da questão da dramaticidade que ele coloca nas figuras, tanto do teto quanto do Juízo Final. E essas composições baseadas na espiral, na torção, que não é mais a linha reta, a simetria do Renascimento, desse classicismo, mas é algo retorcido, tudo isso vai apontar para o Barroco. E ao mesmo tempo que ele aponta para o futuro, aponta para o Barroco, ele ajuda a criar esse futuro, O Michelangelo segue a tradição da representação católica. Quando ele chama para si, por conta dessa eloquência visual, a maior parte da nossa atenção. Então, quando a gente olha para a Capela Sistina, chama muita atenção. Ela é um resumo quase ideal da Bíblia, um resumo da revelação divina para o homem do ponto de vista católico. Da criação do mundo até o fim, né, até o fim do mundo, passando pela queda, passando pela história dos patriarcas, a salvação que Cristo traz, até o fim do tempo, até o fim dos tempos, até o Apocalipse, até os eventos da parousia, né, da segunda vinda de Cristo. Então nós estamos totalmente dentro da tradição cristã da catequese com imagens. O Papa Gregório Magno, lá no século VI, na Idade Média, no começo da Idade Média, ele recomendou que as igrejas fossem decoradas com imagens para que os analfabetos, aqueles que não sabiam ler, pudessem aprender sobre a história sagrada vendo as imagens. E isso foi aplicado em todas as igrejas católicas. Principalmente, claro, as que usam o recurso das imagens como decoração. Essa decoração tem uma utilidade, que é essa evangelização, essa catequese por imagens. E a Capela Sistina provavelmente seja o exemplo máximo do uso desse recurso, dessa catequese por imagens. Então a Bíblia nunca foi tão bem resumida, nunca foi tão bem ilustrada, a ponto da gente se maravilhar até hoje, séculos afora, 500 anos depois, 500 e tantos anos depois que foi decorada, por essa força da narrativa, de contar as histórias, pelas expressões de humanidade, de divindade, Pela representação dessa humanidade, dessa divindade, pela beleza, tanto das cores quanto das formas, e pela articulação desses elementos todos, que formam um todo muito harmonioso, harmonioso, monumental, impressionante, de uma eloquência, de uma vivacidade muito grande. Uma forma de narrativa visual que é um modelo até hoje, é um modelo e é uma inspiração de várias maneiras para os artistas que vieram depois desses artistas geniais que decoraram a Capela Sistina. Então tá aí, esse é o nosso percurso pela Capela Sistina. Espero que vocês tenham gostado. Gostado, né? 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