0. Vídeo Intro – Cinquenta Pensamentos Sobre Futuros

Tiago Mattos wrote a book in 2015 that sold well but felt stale to him, so he asked his publisher to stop selling it. Instead he created a living book with QR codes that link to his current thinking, so readers get his latest ideas without buying again.
Chapters
Ah, não tá bom. Ah, ele tá pegando. Tá bom.
Em 2015, eu escrevi meu primeiro livro. Ele tinha a pretensão não só de trazer novas ideias sobre inovação, negócios e futuros, como também a pretensão de falar com um público bastante abrangente. De um lado, eu queria ajudar as pessoas que tinham vontade de empreender, mas não sabiam como dar o primeiro passo. Mas eu também tinha vontade de surpreender um público sênior, um público que domina essas temáticas, mas talvez nunca tivesse tido contato com as minhas ideias. Eu queria conseguir mostrar para esse pessoal que tinha algo de novo a ser pensado. Ideias como transformar uma estrutura hierarquizada numa rede distribuída e autogerida. Talvez por isso, talvez por conversar com muitos públicos, o livro tenha sido um sucesso comercial. Ele ganhou o título de best-seller, ele ganhou versão em inglês e foi recomendado por um monte de gente que eu nunca teria imaginado. Mas a verdade, a verdade mesmo, é que apesar de tudo isso, eu me senti em conflito, eu me senti ambivalente, porque eu sempre gostei de ser reconhecido pelas minhas últimas ideias, pelas minhas ideias mais novas. E o livro escrito em 2015 me soava datado. Aquelas ideias que eu tinha escrito lá em 2015 pertenciam a um Thiago que não era mais eu. Eu tinha me transformado completamente. e a obra tinha ficado parada no tempo. Isso me gerava uma angústia, uma asfixia que fez com que eu tomasse duas atitudes. A primeira delas, bastante corajosa, diga-se de passagem, foi desativar o livro. Eu conversei com a editora, expliquei os meus motivos e eles entenderam. Assim a gente tirou do ar tanto a versão impressa, quanto online, e nessa troca eu me lembro de falar com o editor e ele dizer que foi a primeira vez que ele tinha vivido uma experiência similar. A segunda atitude que eu decidi ter foi, ok, Se eu quero continuar produzindo conteúdo editorial, como é que eu faço para criar um livro que seja vivo e que não precise de uma nova compra do leitor para que ele tenha a versão mais atualizada? Foi aí que surgiu a ideia de um livro com QR Codes, mas diferente de outras obras que também se utilizam desse recurso para indicar artigos ou videocases, nesse livro aqui o QR Code ia permitir que você, leitor, me acessasse, acessasse o Tiago o mais atualizado possível. Eu consigo, através dessa plataforma interativa, fazer com que você acesse os meus pensamentos mais recentes. Eu não sei se isso já foi feito, eu pelo menos não conheço, e tô disposto a arriscar. Depois vocês me digam se esse formato deu certo ou não. Mas isso fala muito sobre a minha personalidade. Eu sou um cara que não olho muito para o passado, eu sou um cara que não tenho muito apego, eu sou um cara que gosto de aprender com o que aconteceu, mas a nossa relação Termina aí. Eu gosto de ir pra frente. Eu gosto de propor o novo, propor o diferente e experimentar. E essa aqui é mais uma oportunidade pra fazer isso. Tanto em forma, quanto em conteúdo. Esse novo Tiago, que vocês estão tendo contato aqui, vai acompanhar vocês por várias e várias páginas ao longo dessa leitura. E esse novo Tiago tá muito curioso pra conhecer todos e todas vocês. Até lá.
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