Tiago Mattos delivers a reflective monologue arguing that change should be approached like a dance—fluid, adaptive, and habitual—rather than a rigid, enforced march. He critiques the corporate tendency to equate long tenure with true experience ("20 years" as 1 year repeated 20 times) and links genuine experience to openness to change and future possibilities. Mattos recounts multiple career "encarnações" (advertising, founding a company, educator, entrepreneur experimenting with co-working, accelerators, data lab and platforms) and says these evolutions culminated in forming Aerolito around 2012–2014.
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Página 7, vamos lá.
Mudança carrega dentro de si a palavra dança, que encara inovação como uma marcha rígida, reta, dura, a tem como obrigação. que encara como uma dança leve, divertida e fluida, a incorpora como rotina. Quando a música toca, você segue o pelotão ou vai pra pista?" Um dos pensamentos que mais me influenciou nos últimos tempos é uma frase que não tem exatamente um autor ou uma autora.
Com a qual a gente possa fazer uma conexão direta. Esse pensamento está meio solto na internet e parece que o autor ainda é desconhecido. Mas o pensamento é bem poderoso e diz mais ou menos o seguinte. Muitas pessoas dizem ter 20 anos de experiência quando na verdade tem um ano de experiência apenas repetido 20 vezes. Eu acho isso muito recorrente no mundo corporativo. Pessoas que estão lá há 10, 20, 30, 40, às vezes 50 anos e usam essa métrica quantitativa para definir algo que é qualitativo. Porque, de fato, eu posso estar 50 anos fazendo alguma coisa, mas num processo tão cíclico e repetitivo que eu não estou aprendendo nada, não estou me desenvolvendo, eu não estou indo para um lugar novo. E, muitas vezes, aquela figura que recém chegou na organização, com um olhar diferente, sem vícios, pode estar, com muito menos tempo, extraindo muito mais aprendizado.
Então, quando eu li esse pensamento aqui, a primeira coisa que me veio à cabeça foi essa ideia de o quanto a mudança é importante para a nossa experiência. O que me faz.
Conjecturar que experiência, diferente do que a maioria das pessoas pensam, não é algo quantitativo. E, paradoxalmente, parece que a experiência não é só ligada ao passado, ela também é ligada aos futuros. Porque se eu não estiver aberto a mudar, a minha experiência automaticamente acaba. Ela tem um fim em si mesmo.
Ao longo da minha vida, eu experimentei mudar várias vezes, experimentei trocar de carreira várias vezes. Eu chamo isso de encarnações profissionais e brinco com a encarnação porque ela vem da alma. Mas tive uma jornada como publicitário, onde eu aprendi não só questões técnicas, mas os fundamentos da postura profissional.
Fundei a minha primeira empresa ao lado de outras pessoas e me tornei educador, professor.
Me envolvi com esse lugar da educação e da aprendizagem que me fez muito feliz e me desenvolveu para que eu pudesse me tornar um empreendedor.
A partir desse momento eu comecei a gostar de testar novas hipóteses sobre negócios em diferentes áreas. Então me envolvi com co-working, aceleradora, laboratório de dados, plataforma digital.
Mas chegou um momento em que tudo isso fez um pouco menos de sentido pra mim e começou a fazer mais sentido pensar em montar um organismo que refletisse sobre futuros. A partir de 2012, 2013 e em 2014 se transformou no Aerolito. Então, pra mim, essa mudança é um fluxo natural. E talvez seja por isso que eu tenha colocado essa frase dessa forma. Pra mim, é tipo uma dança. A gente sabe o ritmo, a gente sabe acompanhar, a gente sabe o andamento, a gente sabe como tem que se comportar quando a gente ouve uma música mais rápida ou mais lenta, mais leve ou mais pesada. E pra mim, é muito louco quando eu vejo.
Determinadas figuras, especialmente no mundo corporativo.
Que tem que dançar a força, tem que se movimentar a força, tem que seguir o compasso à força, como se fosse uma obrigação. Então, eu acho que, ao longo da minha vida, eu sempre vou estar nessa perspectiva de mudança como uma dança. fluida e não rígida, e não como uma obrigação. E se o mundo dos negócios precisa dessa coreografia pasteurizada para que todo mundo faça inovação do mesmo jeito, já fica uma pergunta. Será que isso é inovação?