99% dos ótimos gestores DOMINAM essa habilidade

Thiago Rodrigues argues that the single most transformative management skill is "escutatória" (active, strategic listening). He explains why listening amplifies engagement, decision quality and problem detection, and describes concrete routines he uses: twice-weekly coordination meetings where each coordinator completes a short "relatório de operações" covering three areas (clients, projects, calendar) and has a 15-minute speaking slot to surface risks and learnings. He gives four practical behaviors for leaders: (1) step back before deciding, (2) ask what the person needs, (3) value not acting immediately, and (4) orient but don’t solve others’ problems. He references implementing management systems in 600+ small/medium companies and invites viewers to a diagnostic management lesson linked in the video.
Questions this video answers
Mais de 600 empresas de pequenos e médios negócios.
Duas vezes por semana.
15 minutos por coordenador.
Situação dos clientes; situação dos projetos; estado do calendário.
Chapters
Você já percebeu como aprender gestão parece ser um quebra-cabeça infinito? Você precisa liderar, delegar, organizar, motivar, entender de gente, tudo ao mesmo tempo. Mas eu comecei a me perguntar, será que existe uma única habilidade que quando você domina, ela melhora todas as outras? E a verdade é que ela existe, mas você provavelmente não vai encontrar essa habilidade nas listas convencionais de cursos de liderança e gestão. porque essas listas estão cheias de conselhos repetidos e que, no geral, você mesmo já sabe. Essa habilidade é tão simples que muita gente acaba ignorando ela, mas ela está num nível tão estratégico que os melhores gestores levam para a vida pessoal. E no fim desse vídeo, você vai entender qual é essa habilidade e, o mais importante, como usar isso de maneira imediata com as suas equipes e com as pessoas que você mais admira. Sou o Tiago Rodrigues e eu já participei da implementação de sistemas de gestão em mais de 600 empresas de pequenos e médios negócios. Então, vamos começar. Por que essa habilidade é tão diferente? Porque a maioria das outras habilidades dependem de contexto. Ou seja, tecnicamente, dependendo do seu mercado, você vai precisar aprender coisas diferentes. Mas essa aqui é universal, porque ela conecta tudo. E é o mesmo conceito de meta habilidades que o Tim Ferriss, autor do livro Trabalho 4 Horas por Semana, se refere. Essa habilidade te ajuda a ligar os pontos, entender quando agir, com quem falar e qual é o verdadeiro custo das decisões. Ou seja, ela aumenta o teu poder de gerar resultado. Uma habilidade que melhora o poder é interessante para todo mundo. E quando você não tem o domínio dessa habilidade, você já deve ter trabalhado com muita gente assim, parece que o time nunca te escuta, que eles nunca entendem e parece que nada é simples no seu dia a dia. Tudo é uma questão. Você abre o computador e muitas vezes se pergunta, por que nada é fácil, nada é simples? Tudo sempre parece que tem uma traminha no meio, tem uma coisa que eu preciso resolver, eu devia clicar aqui para lá e não vai... Enfim, nada é simples. Indo muito direto ao ponto, a habilidade que transforma líderes comuns em líderes memoráveis e bons gestores é a escutatória. Sim, escutatória. Escutar parece simples, talvez, mas você provavelmente já se sentiu perdido ao lidar com um colaborador porque você não tinha resposta, você já teve dificuldade de entender de onde vinha um problema, como construir uma melhor solução, ou talvez até já tenha sentido que ninguém te escuta. Fala, fala, fala e parece que as pessoas não te entendem. É porque essa habilidade, se você sentir algum desses sintomas aí, ela ainda não está 100% desenvolvida em você e 100% não vai estar em ninguém. A gente pode sempre melhorar e algumas pessoas são muito melhores do que outras em fazer uso estratégico para gerenciar e melhorar a vida usando essa habilidade. A escutatória, eu diria que foi uma das habilidades que mais me fez crescer na carreira, porque ao invés de chegar num projeto, numa empresa, falando e muitas vezes propondo coisas que não estão conectadas, eu consigo me conectar com o time, eu consigo o respeito das pessoas mais rápido, eu consigo até mesmo a aprovação daqueles difíceis que nem sempre colaboram. Mas mais do que isso é o que me ajuda até hoje, não só resolver problemas, mas também evitar os problemas antes que eles surjam e muitas vezes explodam bem na nossa frente porque alguém já tinha informação, mas a gente não ouviu o suficiente. Então, agora eu quero te mostrar exatamente como aplicar isso na prática. E, além disso, também quero deixar registrado que exatamente isso que me possibilita encontrar soluções, que os donos de empresas me contratam e que eles nem imaginavam que era possível o negócio deles com o colaborador deles mesmo, ou seja... Vou te mostrar na prática como essa habilidade melhora a tua capacidade de lucrar dentro da tua própria empresa, sem que você precise necessariamente chamar alguém. Obviamente que a ajuda é boa, é importante, a gente trabalha com isso, mas com essa habilidade implementada, você pode até reduzir até mesmo esse custo aí na tua empresa. E quais são os benefícios de desenvolver isso? Escutar gera dados, dados viram decisões, mas acima de tudo, escutar gera pertencimento e pode parecer muito simples. Mas ser ouvido é uma das maiores necessidades humanas. E até os mais introspectivos querem ser reconhecidos, querem ser ouvidos e querem sentir que a sua voz tem peso num projeto ou numa decisão. E dentro de um time, isso tem um nome. Engajamento. Nome técnico, bonito, que inclusive a galera costuma usar muito para falar sobre reter talentos e tudo mais. Mas a verdade é que as pessoas permanecem muito mais tempo em lugares onde elas se sentem ouvidas, ou seja, que aquilo que ela está dizendo e falando importa. Muitas das vezes, o que segura alguém, além do salário dentro de uma empresa, não é o bônus, não é a remuneração fixa, enfim, é um gestor que ouve, que valida, que está presente e quando não valida, a gente vai falar sobre isso ainda, você consegue dar um direcional de como ele pode melhorar. Agora, quando você cria momentos reais de escuta dentro do teu time, algumas coisas começam a acontecer naturalmente. As pessoas participam mais, o teu time se entende melhor e os problemas aparecem mais cedo, e isso para mim é uma das maiores riquezas, o que é ótimo, porque você pode agir antes que ele, como eu já falei aqui, antes que os problemas literalmente explodam na sua frente. E aqui entra uma virada muito importante. Quando o time se sente ouvido e que a opinião dele tem valor, até as tarefas que antes eram consideradas chatas, como preencher relatórios, atualizar alguns dashboards, elas ganham muito mais sentido, porque esse é o fio condutor de ser ouvido. A escuta muda o comportamento sem precisar de tanta cobrança, tanto microgerenciamento, enfim... Eu mesmo fiz vários testes aqui de rotina com o time, e quando eu falo vários, é vários meses, a galera sabe que volta e meia eu estou mudando algumas rotinas aqui com o time, E o que eu percebi foi indo muito direto ao ponto de que o sucesso de qualquer reunião depende de como você escuta e como você divide esse palco dentro do momento da reunião. Eu vou citar um exemplo aqui para vocês de como vocês podem fazer isso, mas basicamente, se o ambiente é seguro e tem espaço para falar, as pessoas se abrem, elas compartilham e colaboram. Pode parecer um negócio muito motivacional, dar espaço para as pessoas, mas ele é muito técnico e muito gerador de poder para tomar a decisão. Mas se o modelo é aquele clássico onde o gestor fala, o time finge que escuta e os problemas são empurrados para a próxima semana, para o próximo mês, o resultado é inevitável. Você tem uma sobrecarga nas pessoas competentes e a punição dos proativos, que fez até me lembrar de um meme que é aquele que toda proatividade será punida, porque quem gosta de trabalhar, quem está skin in the game, está no dia a dia da empresa, ele vai ser punido pelos incompetentes que acabam não escutando, não ouvindo e não colaborando e vai sobrecarregar alguém. Agora, deixa eu te mostrar um exemplo bem prático de como essa escuta pode virar uma cultura dentro da tua empresa. Duas vezes por semana, eu e o meu time de coordenação, a gente se reúne para falar sobre um objetivo muito claro. E aqui já tem um insight importante. Objetivo claro para cada reunião. Alinhar clientes, projetos e cronogramas. Esse é o objetivo. Então, antes de cada reunião, cada coordenador preenche um relatório, que é uma apresentação, que é um relatório de operações. Se vocês quiserem que eu publique em algum lugar um modelo de relatório de operações, vocês podem comentar aqui embaixo, as duas de vocês, faz um comentário caprichado que a gente pode ajudar a elaborar um relatório e disponibilizar para vocês. Mas voltando aqui para o vídeo, Mas voltando aqui para o vídeo, caso você queira implementar, esse relatório tem três pontos fundamentais, que é a situação dos clientes, situação dos projetos e o estado do calendário. O que é isso na prática? Como são os clientes, satisfação, indicadores e tal, os projetos, que momento que eles estão e desafios e gargalos e o calendário, que a gente sempre está revisando os pontos, marcos e os milestones de cada projeto. Então, durante 15 minutos, cada coordenador tem uma voz ativa, onde ele aponta riscos, desafios, vitórias, aprendizados. A gente escuta e, com isso, a gente pergunta e age. Mas o mais importante não está só no conteúdo dessas reuniões, está na forma como eles são conduzidos. Porque não é sobre ter mais controle, é sobre ter informação distribuída entre as pessoas. É sobre ter clareza, alinhamento e confiança mútua. E criar momentos de escuta como esse faz com que os aspectos anos do trabalho, até no trabalho remoto, ele complementa o trabalho técnico, que é o trabalho que muitas vezes não é legal, não é chato, não tem sabor, é cinza, mas ele precisa ser feito. Porque uma empresa não é só movida a dashboards e KPIs, ela é feita de gente. Então, quando você não escuta, é como se você encostasse os dois fios desencapados, mas não tem luz, não tem direção, só tem faísca. Agora, quando você escuta, você dá a oportunidade para que as pessoas façam parte daquela cultura, porque isso gera energia, ela ilumina, ela move o time inteiro na mesma direção. E como eu falei, não é um aspecto ilusório, muito, sei lá, motivacional da coisa. É realmente um aspecto humano de comportamento e de gestão, de uma boa gestão. Então, como você pode aplicar isso no dia a dia também sem se sobrecarregar? Porque tem um lance muito desafiador de ser um bom ouvinte, que é escutar transforma, mas quem escuta tudo o tempo todo acaba sem energia para agir. E essa é uma linha muito tênue que separa os gestores produtivos e que geram resultados dos gestores exaustos, porque sim, Ser um bom ouvinte vai exigir atenção, empatia, presença, mas também ele exige estratégia da tua parte, porque você vai coletar muitas informações e aqui vão quatro dicas, comportamentos muito aplicáveis para você, além de se tornar um bom ouvinte, criar momentos de escuta dentro da tua empresa, você sabe o que fazer com isso, porque você gera muito insumo. Mas como você vai aplicar sem se afogar nessa carga emocional e técnica de novidades, de novos problemas, novas demandas que você vai adquirindo ao longo dessas escutas? Primeira coisa é, toda vez que você ouvir alguma coisa, qualquer que seja boa ou ruim, dê um passo atrás mental e emocionalmente. Nunca toma decisão de cara, ainda mais quando são decisões que parecem grandes ou com puta comprometimento. Em situações delicadas, o maior erro é se envolver emocionalmente demais. Então, não é você ser frio, é você investir em clareza, porque quando você dá um passo atrás, Você pode investir um pouco mais de tempo para pensar, até porque toda história tem no mínimo dois lados. Então, você escuta uma pessoa, procure ter mais informações e ouvir a outra parte relacionada, seja um cliente, outro colaborador, outro time e tudo mais. Você não está se afastando da pessoa, você está se afastando basicamente do problema para poder enxergar melhor. E esse é o papel de um líder, é ter a capacidade de dar o zoom in e o zoom out no seu time. Porque a gente acaba não ajudando tanto quando a gente se afunda junto num problema. Quando a gente mantém o equilíbrio, as coisas se resolvem muito melhor, que já conecta com o nosso segundo ponto. Pergunte para o teu colaborador, para a pessoa que trouxe um problema ou para um colega de time, o que você precisa para resolver esse problema ou melhorar essa situação? Essa pergunta simples tem um poder gigante. Ela quebra um ciclo da reclamação e abre espaço para a reflexão. Ela mostra que você está presente, mas que qualquer forma de ajuda real você pode colaborar, mas que depende dela. Então, é uma forma de você ouvir, mas devolver a responsabilidade para a pessoa, que muitas das vezes a pessoa vem, reclama e praticamente ela empurra para você dar uma resolvida, dar uma entendida e ela até mesmo pode usar isso como uma fuga do problema dela mesma. Então, terceiro ponto é aprenda o valor de não agir também, que está completamente conectado com esse segundo ponto. Nem toda escuta precisa virar uma solução imediata. Muitas vezes a pessoa só quer ser ouvida mesmo, porque a tua presença, a tua atenção e o silêncio já é o suficiente para a pessoa dar uma desabafada, dar uma desopilada e acabar. refletindo melhor sobre aquilo que precisa ser ouvido. Não é um papel de psicólogo, que é bem diferente, mas liderar é também saber esperar o tempo certo para aquela pessoa, para que a situação possa ser resolvida, e dentro da tua fila organizacional, da tua agenda, do teu dia a dia, não adianta você querer resolver tudo. Ninguém é um grande herói o tempo todo. Então, você vai ter que investir em rotina, vai ter que investir na espera das soluções, muitas das vezes, e isso significa não agir em boa parte das vezes. E esse quarto ponto eu vou falar com bastante ênfase. Porque talvez, de todos os pontos que eu falei aqui, se você for um bom ouvinte, mas não tiver esse aqui, você vai cair sempre no microgerenciamento e sempre vai estar atolado de coisa. Oriente, mas não resolva o problema da pessoa. Esse talvez seja o mais importante, como eu acabei de falar, porque um bom líder não tira a oportunidade de crescimento do outro. Ele dá a clareza, a orientação, mas ele ajuda a retomar o prumo. Então você guia, treina, encoraja, dá recurso, aprova o recurso, se for o caso, mas não mova a responsabilidade para você. Escute, mas deixe que a responsabilidade continue. onde ela deveria estar e deve estar, que é com a pessoa que está ali. A não ser que, claro, a pessoa não consiga resolver, não tem como estar colocando o projeto em risco e de maneira pontual você vai resolver. Mas isso vai ajudar a desenvolver a maturidade da pessoa, a autonomia, e um time que realmente cresce com você, porque você orienta, treina, e aí você torna um time mais independente. No fim das contas, escutar é uma habilidade extremamente estratégica, mas aplicar ela com equilíbrio é o que te faz um gestor realmente sustentável por conta desses pontos que a gente falou até aqui. O primeiro passo para você aprender a escutar a tua equipe é aprender a escutar você mesmo, então gerenciar o teu trabalho, os teus projetos e ter um sistema de gestão extremamente importante. E, num resumo, é entender o que você faz bem, o que você faz mal e o que você precisa melhorar. E ouvir o teu time te ajuda muito nesse processo. Falo isso por muita experiência, não só a minha, mas pelos demais alunos e pessoas que estão aqui com a gente e dão feedback. Para facilitar esse processo para vocês, você não precisa inventar nada. Eu montei um vídeo mostrando o meu framework que a gente usa aqui para avaliar a nossa própria gestão, o nosso próprio desenvolvimento. Então, para isso, clica no link que vai estar aqui do lado para você assistir uma aula de diagnóstico de gestão que a gente preparou para vocês. Até mais.
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