Fundador Sobrecarregado a CEO Estratégico: O Sistema que Falta na Sua Empresa com Gabriel Hoffman

Portuguese-language interview (YouTube podcast) with Gabriel Hoffman and host Thiago discussing practical frameworks to move founders from reactive firefighting to strategic management. Hoffman — ex-ClickUp Professional Services, founder of an implementation academy and implementer across 20+ countries with 500+ implementations — shares how he discovered ClickUp, cross-cultural buyer differences, adoption strategies for teams, the personal/professional impact of scaling clients, hiring and operational security, recommended books, and advice for starting ClickUp implementations (start small, prove value, focus on adherence).
Questions this video answers
2026-01-09
500+ companies/implementations
Professional Services (PS) — global services/consulting
Chapters
Toda empresa nasceu para dar lucro, e se isso não acontece, o dono não enriquece e as coisas não funcionam. Parece que quando a gente olha outras empresas de fora com crescimento explosivo, elas nasceram com tudo certo. Parece que a nossa empresa, muitas das vezes, nasceu para o contrário. Ela nasceu para travar, dar problema e só dor de cabeça e dinheiro no bolso que é bom. Nesse episódio, eu convidei o Gabriel Hoffman, que tem mais de 20 países na sua carteira, com mais de 500 empresas implementadas, além de ter sido funcionário do próprio ClickUp no mundo, ele também é um dos maiores implementadores do Brasil. Ele já viu o bastidor de centenas de empresas e ele vai me ajudar a dividir com vocês aqui frameworks, passo a passo, conceitos e ferramentas, para que você entenda o que realmente impede uma empresa de escalar. E como um sistema simples, podem fazer com que a tua operação tenha uma margem muito melhor. Então, se você é fundador, gestor e está nesse desafio, literalmente nesse momento, fica comigo até o final, porque você vai sair daqui além de motivado com ferramenta para parar com o modo incêndio e que todo dia tem um novo para pagar, para virar o modo gestor, aquele que literalmente consegue eleger as prioridades e trabalhar melhor atuando em cima delas. Bora? Se for o podcast de hoje, estou com o Gabriel Hoffman, parceiraço de mercado já de longa data. Inclusive, eu não sei se o Gabriel sabia disso, mas o Gabriel foi o primeiro cara que me ensinou a usar o ClickUp, porque o primeiro canal do YouTube que tinha, que eu achei na época lá, é o da Academia ClickUp, que é onde ele é founder. Então, Gabriel, seja bem-vindo. Obrigado. Obrigado de longa data aí. Eu acho que para a galera que vai assistir a gente, é um episódio muito marcante no sentido de que todos os meus alunos te conhecem. E eles também mandaram perguntas, eu não te contei isso, depois eu vou fazer perguntas da galera aqui que já te conhece também. Então, bem-vindo, obrigado.
Cara, fico muito feliz pelo convite aí, tá? E ao mesmo tempo também, a gente vê a jornada ali, igual você comentou, um do outro, uma jornada assim, já tem bastante tempo, né? A gente acaba realmente vendo e tendo alguns ecos aí das coisas que a gente coloca. Então, fico muito feliz pelo convite.
Boa. Gabriel, vou começar com uma pergunta que é uma curiosidade minha, que é o seguinte. Por que o Gabriel Hoffman decidiu trabalhar com o ClickUp?
Cara, é engraçado porque para mim não foi uma decisão, foi mais um resultado. Eu formei em Engenharia Mecânica. Minha vida inteira eu fui construindo para Engenharia Mecânica. Fiz CFH aqui em Minas Gerais, estudo ambiente ali na parte de mecatrônica, toda essa jornada acadêmica, por assim dizer. E quando eu me encontrei na engenharia, trabalhando em um ambiente que eu tinha de um lado vários papéis e post-its e coisas ali, eu falei, cara, isso aqui não é possível, isso aqui é engenharia moderna que a gente tá colocando. Então, ali eu tava entrando, querendo ou não, não tinha muito poder de decisão, muito peso ali ainda, mas quando eu entrei, aquela a pulga já estava aqui. Cara, isso aqui tem que ser modificado, tem que ser modificado. E eu fui na minha jornada ali como analista, por assim dizer, mesmo formado, mas a gente sabe na realidade do Brasil que a gente não chega em engenheiro ganhando teto ali, não é assim. Até o primeiro ponto para a galera realmente ter uma expectativa ali, mesmo formando direitinho, ter o pé no chão, isso é muito importante. Então fui vendo as oportunidades que a gente tinha e pensando, cara, como que eu consigo fazer isso melhor? Como que eu consigo mostrar o meu trabalho mais fácil? E a partir disso eu fui testando várias ferramentas. O ClickUp pra mim não foi a ferramenta que eu escolhi ir para o mercado ClickUp, que na prática nem existia. A gente estava falando de 2017, 2018 ali. Era mais uma startup numa uma emoção.
Ali de... Toda cheia de função que não funcionava. Whiteboard, na época, era uma piada, assim...
Assim, cara, era... Para quem é mais antigo aí, mais dinossauro, a gente sabe. Tanto que a construção não foi simples, não foi tão linear assim. Se eu mesmo, assim, para quem está falando antes do series A, eu comemorei o series A com a ClickUp, né, antes de sair os outros ali. Então, assim, é um cenário que, para mim, foi resultado de... Eu queria a melhor ferramenta para poder fazer as minhas operações naquele momento, operações de engenharia. Engenharia de campo mesmo, manutenção, facilities, instalações e afins. E o Cloud Cap, para mim, naquela época, já era a ferramenta que mais me entregava, igual você está comentando, mesmo sendo o mais simples delas. Mas, para mim, o que fez a maior mudança para escolher a ferramenta, no caso, foi a visão, tanto do Zeb, do Chris, do Wesley, o pessoal que realmente fundou a ferramenta, cara, a gente não é o melhor hoje, mas vamos ser no futuro.
Uma ferramenta para substituir todas as outras ali, né? É uma proposta difícil.
Então, assim, e pesado aí o mercado que já estava assim, para quem olha, saturado. Já tinha várias ferramentas enormes, ferramentas muito antigas, ferramentas de entrada, médio e high ticket também. Então, assim, a gente ficava naquele cenário, beleza, por que eu vou apostar nessa e talvez não numa outra concorrente ali, por exemplo? Então, para mim, essa visão unida com a necessidade que eu tinha, e um detalhe importante, o fato de ele ser gratuito no começo, fez o meu chefe bancar, falando, olha, pode usar isso aí, porque não vai me ter custo inicial.
Cara, isso é irado.
Se outras ferramentas tivessem curto inicial, um custo assim, tivesse esse freemium, talvez a gente não estava falando aqui hoje e eu não estava com a camisa aqui da Academia Equilibrado. Então, são pequenas coisas que me levaram para esse resultado que, na prática, foi escolha do Equilibrado.
E hoje você, assim, eu vou colocar melhor definido como empreendedor, porque eu acho que o título maior da sua profissão hoje é esse, né? Porque apesar de você ter se formado em engenharia, você ser um cara muito bom de implementação, você no fim do dia tá resolvendo o seu contabilidade. A gente já falou um pouquinho sobre isso, né? Seu contador, seu time comercial, seu time de marketing. Então você, como founder, me diz o seguinte, o que mais mudou na tua vida pessoal e depois profissional quando você passou a atender de 5 para 50 clientes?
Cara, eu vou te falar um cenário. Primeiro que essa curva, ela demora muito para iniciar, depois ela explode. Então, se a gente não afiar o machado aqui antes, a gente vai chegar uma hora que você fala, você não está pronto para poder seguir. Então, é uma coisa importante. Para mim, o que começou a mudar muito foi... Porque antes, na prática, eu comecei a mexer com implementações, muita parte estratégica de recapitulação também, enquanto ainda era engenheiro. Então, para mim, eu fazia isso, sei lá, final de semana, uns horários assim, porque quem quer correr atrás, né, Thiago? Não tem como.
Quantas horas você trabalhava nessa época aí por dia? Eu até tinha essa pergunta de outro lugar, mas vou adiantar aqui.
Cara, pra você ter uma ideia, eu cheguei a trabalhar em ambiente de mina, eu tinha que estar lá 7 horas da manhã e era mais ou menos uma distância de uma hora e meia da minha casa em ambiente de mineração. Então, eu já cheguei a atender clientes de 3 a 5 da manhã e de banho e tomada já ia direto para a mina. Entendeu? Por causa do fuso horário, eu comecei no global, não comecei no Brasil.
Muito bom. Eu vou perguntar sobre isso, mas quais países você já implementou também? Aproveitaram o mesmo contexto da pergunta.
Na portfólio hoje, Europa Ocidental, praticamente todos esses principais, França, Inglaterra, Itália, República Tcheca, países nórdicos, até conversamos antes também, Estados Unidos, Canadá e México, padrão, Brasil, Argentina, Colômbia, pelo Chile com certeza, na Ásia ele também, países do Golfo, acho que praticamente todos, talvez só o Iêmen que não, por causa que aí tem bem sanção e outras questões ali. Cara, na prática todos ali, e da Ásia também, O mercado chinês era um pouco mais aberto alguns anos atrás, hoje é menos.
Sério?
É, hoje é menos. E o mercado sudeste asiático também já teve alguns trabalhos assim, que na prática é um dos meus exemplos de quão abrangente a ferramenta pode ser. Dessa vez tu passa uma conversa um pouco mais pra frente.
Boa. A gente vai chegar nisso aí, tem umas curiosidades, inclusive. Mas só voltando, o que mais mudou para você dos 5 para 50 clientes?
Cara, para mim, mudou primeiro no caráter pessoal. Eu precisei de me estruturar, a minha mentalidade melhor. Porque antes, para mim, se eu tinha 1, 2 clientes, eu falava, eu consigo fazer isso em um horário que der. Entendeu? A gente fazia isso, fazia de noite, fazia de madrugada, fazia um horário ali. E quando eu comecei a crescer, eu pensei, cara, não dá para meio que tocar isso. Eu tenho que estruturar isso de maneira adequada, porque senão eu meio que vou ficar tendo o pior trabalho do mundo. Porque eu vou trabalhar todas as horas, não vou entregar bem para ninguém e, ao mesmo tempo, eu não vou conseguir criar uma cooperação que traga peso que um próximo cliente queira comprar de mim. porque a gente tem que ter qualidade. E construiu uma coisa ali também que a gente chama de track record. Eu preciso ter isso bem positivo. Então, nesse conceito, eu fui estruturar um pouco mais. A partir disso, eu consegui cadenciar as minhas entregas, fazer entregas em blocos, por exemplo, algumas questões assim, para realmente conseguir alcançar isso um pouco mais. Aí, claro, dependendo do que você vem, você consegue fazer um packaging diferente disso. Mas o principal ponto para mim foi, cara, olha, Foi talvez até o ponto da minha transformação. Falei, cara, isso aqui não é um side project, isso aqui é um full-time job. Isso aqui é um trabalho de verdade. E como era um contexto na prática, muita gente acha que não, mas ainda é um cenário muito verde, querendo ou não. para mim foi a virada. Cara, eu não sou mais engenheiro mecânico apenas, hoje eu sou estrategista.
Maravilhoso, cara. Estou notando aqui outras coisas, inclusive estou no desafio de revisão de produto aqui, depois tiro umas dúvidas com você, mas teve uma coisa que você me falou que chamou muita atenção, que é O fato de você ter atendido muitos países te fez se preparar e preparar uma mentalidade, produto, essa coisa toda. Mas na internet a gente é muito orientado a pensar no produto, na venda, na landing page, no funil. Naturalmente, acho que hoje é o que mais se bota dinheiro em tráfego, é para ensinar a vender mais. E a proposta dessa nossa temporada é falar muito, como eu comentei contigo, sobre o que a gente precisa fazer para que isso dê certo. Então o que mais o Gabriel aprendeu atendendo países mega desenvolvidos e países subdesenvolvidos. Eu acho que o Brasil nesse cenário está um pouco no meio. A gente tem países aqui que estão muito atrás da gente em vários cenários além do econômico e você tem países nórdicos dificilmente vai ter um quebrado não tem. Os caras dinheiro em geral não é o problema. Então o que você mais aprendeu atendendo esse tipo de cliente.
Cara, a primeira coisa que eu falo é a gente entender que a cultura do país influencia. Então, por exemplo, eu atender um país nórdico que tem uma política um pouco mais aberta hoje e atender, por exemplo, Emirados ali, que seja Abu Dhabi, Dubai ou até Oman, por exemplo, são culturas diferentes. Então, a abordagem que você tem que ter tem que ser um pouco diferente. Se você chegar, por exemplo, que eu quero pegar um cliente no Golfo, chegar com a sua LP tudo bonitinho ali, o cara nem vai abrir, sendo bem transparente. O que ele vai olhar de fato? Cara, o seu cartão. Então, se você pegar um pouco dessa parte mais física, claro que nem todo mundo tem um acesso, mas o que eu estou dizendo é que se você tentar, o seu marketing não necessariamente vai funcionar para todos os lugares do mundo. Esse é o fato. Isso seja por cultura, seja por desenvolvimento, seja por países que cresceram em 30 anos e não tiveram aquele cenário ali. São cenários um pouco diferentes. A primeira parte, cultura, para mim, é um dos pontos mais importantes. Segundo, a questão do que tem valor para essas pessoas. Muitas vezes, por exemplo, o valor para eles é a gente conseguir utilizar o Clicap para poder atingir um balanceamento de vida pessoal e trabalho. Por exemplo, a pessoa quer ter um ambiente com workload direcionado, quer ter todas aquelas métricas ali, aquelas estimativas para poder fazer um forecast adequado, sendo que em outros cenários, por exemplo, eco. Eu falo que quanto mais pra leste você vai, né? Menos isso se impacta tanto. Quando cê vai ali, tá? Oriente Médio, até faz e Índia, principalmente, são cenários que assim, cara, a gente quer impacto, a gente quer que consiga direcionar uma velocidade maior, independente.
Seria eficiência, se a gente fosse escolher uma palavra, seria eficiência.
Não necessariamente eficiência, mas ele quer ter, eu vou chamar volume. Ele precisa de ter volume. Então, a ferramenta consiga comportar o volume, porque, por exemplo, Na Índia, o pessoal pega lá três, quatro pessoas, ele consegue ter um sistema rodando 24 horas por dia, por uma função necessária, operando 24 horas por sétimo. É um tipo de mercado de trabalho diferente, o que na prática é muito inviável para um funcionário, por exemplo, ou da Europa Oriental, ou até dos países nórdicos. Então, a gente tem que entender o que esse cara busca é diferente. Então, ele compra de maneira diferente. E o resultado, o sucesso de uma implementação para ele, ou de uma ferramenta, por assim dizer, também é diferente. A gente tem que já ter, por exemplo, uma ferramenta que já pensa no global. A ClickUp nasceu como empresa com o pensamento global. Então, isso facilita muito para a gente conseguir colocar esse 24x7 rodando, porque sempre vai ser de manhã, de tarde, de noite, em algum lugar do mundo. Então, aquela coisa, agora a gente está descansando, isso não existe. No cenário Brasil, talvez, mas quando a gente já pensa maior, mais abrangente, isso sempre acontece. Então são dois cenários que me ensinaram bastante que a gente tem que entender o impacto de fato, como que essa pessoa compra e qual que é a definição de sucesso dela.
Incrível você sabe que quando estava falando me lembrou de uma história tem um livro que para quem é profissional de marketing até quem não é mas gosta muito dele do Seth Godin que é o Isso é marketing. Esse livro tem uma história que ele conta que eles foram vender óculos de grau para pessoas em países assim não vou nem dizer subdesenvolvido mas países em calamidade pública porque visão é um problema que você pode criança já ter e tudo mais. Então eles envolveram um óculos que um óculos de grau e tal que custava um dólar um dólar até para lá era muito barato assim ainda para a proposta e eles fizeram três cores chegaram lá e as pessoas passavam experimentavam óculos encantadas que enxergavam melhor e devolviam o óculos e iam embora não compravam. Isso aconteceu por um dia, dois dias, três dias e nenhum óculos foi vendido. E filas e filas, a gente experimentando e perguntava, você estava enxergando melhor? Aí pensando na parte de pesquisa ali, né? Ele, cara, as pessoas disseram, não, enxerguei mais. Por que você não está comprando? As pessoas davam alguma resposta, sempre muito vaga e iam embora. E aí, até que o momento que ele pegou todas as opções de óculos e tirou como opção, ou seja, ele escondeu os óculos, pegava um produto, chegava ali, entregava, a pessoa, ah, gostou? Gostou, um dólar, tá? E todo mundo comprou, que melhorou a visão. E aí o que ele descobriu algum tempo depois? Que o processo de compra de alguém de um país que está abaixo da linha da pobreza é que ele foi ensinado a nunca poder ter opções. Então ele não foi ensinado a escolher a cor das coisas. Você quer verde ou amarelo? Não sei, eu nunca tive a opção de escolher. Era o que tem. Então, esse foi o processo de compra do mesmo produto, não mudou preço, não mudou nada, e é uma situação extrema, óbvio, mas quando você foi falando essa questão de, cara, o que motiva uma pessoa a comprar, o que ela enxerga como valor, e às vezes é para o mesmo produto ou ferramenta. Um amigo meu trabalhou em um projeto da Castor Colchões e, bicho, colchão é colchão. e eles têm cerca de 50 landing pages para o mesmo produto. Porque o jovem quer uma cama king size e o idoso também quer uma cama king size, mas o processo de compra deles é diferente do mesmo produto. Então, acho que essas coisas trazem para a gente uma visão muito legal de como a gente precisa se adaptar e estar aberto a aprender sobre essas coisas, porque senão o nosso negócio literalmente não vai para frente com um produto que é incrível em um lugar e no outro. Agora, para eu abrir uma pergunta ainda sobre isso, Gabriel, o que... uma pessoa de uma empresa de um país subdesenvolvido para um país desenvolvido, observa na hora de usar o ClickUp?
Cara, eu vou te falar em alguns pontos aqui. Primeiro, em um cenário, por exemplo, desenvolvido, por assim dizer, o cenário de não ter uma localização na sua língua, uma tradução da ferramenta, por assim dizer, não é um problema. Então, foi um problema para uma divulgação mais abrangente, até no mercado brasileiro, pessoal. E no mercado aqui hispanohablante, aqui na América do Sul, a tradução, a localização da ferramenta, porque traduzir e localizar são coisas diferentes, foi um impacto muito grande. Então, isso é uma diferença principal que eu vejo. Então, assim, o cara, por exemplo, está na República Tcheca, Holanda, algum país aí, está em inglês, não faz diferença nenhuma, entendeu? Diferença nenhuma. Tanto que o capitalismo tem em holandês até hoje. Não é um problema. Mas, para quem está aqui no Brasil, por exemplo, quando começou... Porque, assim, hoje a gente já vê termos flicap, mas com naturalidade. Termos que foram cunhados, eles não existiam, sempre existiam, eram de conhecimento comum, eles foram cunhados. Vários desses termos, particularmente, eu consegui até apoiar na época. Então, assim, como ele não existia, Essa barreira linguística foi a primeira camada que eu vi de diferença. O segundo ponto é, quando começou aqui na ferramenta, muitas vezes as pessoas sentiam o peso da ferramenta. Tenho que fazer o meu trabalho e aprender uma coisa nova. Então, meu Deus, tenho que aprender uma coisa diferente. Isso, na realidade, direcionou a estratégia de implementação a designs que facilitavam para o usuário final. Cara, só tem que apertar esse botão, clicar aqui e fazer essa tarefa. Ponto. Então, o design, assim, eu vou colocar, a sofisticação é diferente de complexidade. Então, eles são mais sofisticados com um direcionamento mais específico. Num contexto fora, onde as pessoas falam, cara, eu já trabalhei com diversas ferramentas, que não era a primeira cenário, que é uma ferramenta nova para se dizer, e ao mesmo tempo, eu falo, o que eu posso expandir além disso? E não necessariamente expandir no sentido empreendedor, é pensar, se eu tenho uma ferramenta que eu sei utilizar no meu trabalho, que a minha liderança pagou por treinamentos e afins, como eu consigo potencializar isso na minha vida? Aí o pessoal começou a utilizar o ClickUp pra poder cuidar de jardim, pra poder cuidar de médio e de gato, sabe? Então assim, começou a ter uma abordagem...
Da casa, tarefas de casa. Exato, tarefas de casa.
Aí começou um cenário, esse movimento foi um movimento que na prática, pelo menos a minha visão, ele começou muito em países um pouco mais desenvolvidos de fato. A pessoa talvez, ao fato que ela tivesse mais tempo, Tiago, para poder pensar em coisas assim, não tão imediatas, entendeu? Acho que pode ter uma questão cultural que levou a uma utilização de uma ferramenta diferente. Talvez a pessoa queria chegar, trabalhar e ir embora para casa. Isso eu estou falando pré-pandemia, para quem está ouvindo a gente ali. Então, um dos principais pontos meu foi isso. E claro, a partir desse momento, tiveram pessoas que talvez, tanto o meu caso quanto o seu caso e também outros aqui no Brasil, cara, isso aqui é mais do que apenas uma ferramenta, uma mentalidade que pode ser direcionada para apoiar terceiros. E aí é uma porquinha de negócio. Então, talvez foi essa diferença ali.
Cara, isso abre uma pauta muito legal para a gente, tanto para quem é implementador, aluno operador, aluno que empreende com essa parte de implementação. Tem várias pessoas aí que a gente ajudou a formar no Brasil, e acho que é um mérito nosso como canal de YouTube, como profissional, de a gente incentivar as pessoas a observarem o ClickUp, não como uma ferramenta de trabalho só. mas como uma ferramenta de ganhar tempo de vida. Eu acho que essa foi uma das coisas que sempre me ajudou quando eu comecei minha carreira a pensar em produtividade. E aí depois, virando gestor, eu entendi que na real gestão é produtividade em escala, porque produtividade você faz pra você, suas cores, suas tags, o seu jeito. Mas agora quando você leva essa solução que é sua pra um grupo, não é mais sobre você, é sobre o grupo, porque o grupo domina a implementação toda. E uma das maiores dores dos fundadores, também dos donos, dos gerentes, que, assim, acompanham a gente e daqueles que vivem de ClickUp é sobre estratégias de adoção na hora de implementar com o time, porque o dono vem todo feliz, todo alegre, todo contente, assina o cheque para a gente. Eu sempre falo no processo comercial, olha, o dono assina o cheque, mas ele é quem menos usa, porque eu nem quero muitas das vezes ele, se ele não é o sócio gestor que está no dia a dia, ele nem precisa estar na implementação, porque eu preciso que esteja na implementação quem usa no dia a dia, quem vai direcionar o time. Então hoje, Quais estratégias de adoção de time você usa na hora de implementar o ClickUp?
Eu vou te falar assim, primeiro a gente entender que o ClickUp é um compromisso gerencial da operação. Se eu penso só no gerencial, a operação vai... vai ter ruídos, né? E se eu penso só na operação, sem ter um macro, qual que é o resultado tangível, seja financeiro ou cultural, que seja da ferramenta, eu vou ter uma fricção aqui também. Então, o compromisso dos dois lados. Eu não falo isso para poder criar barreiras ou separações. É um cenário que é um trabalho em conjunto, né? Então, assim, a moto da ClickUp é para construir um mundo mais produtivo juntos. Então, essa união, ela nasce desde a concepção de quem vai trabalhar ali dentro. Então, essa é a primeira camada. Num contexto que a gente tem que entender o que é o valor para cada um deles. Porque, por exemplo, muitas vezes a gente faz uma implementação com a perspectiva que o dono acha que é o que deveria ser. E aí, se a gente fizer isso cegamente, eu vou montar um sistema, aí depende do método de validação, ele vai chegar lá, vamos testar a ferramenta agora, um teste de Go Live. O pessoal fala, o que vocês fizeram aqui?
Cara essa é pior. O Gabriel foi meio polido. Eu vou falar para vocês. Vocês querem perder tempo de vida. A implementação é tenha uma concepção de sistema. Faça exclua o time e aí depois faça um gol. Para mim vou te falar para quem eu sei que encontro as maiores e mais complexas que a especialidade do Gabriel inclusive não é a minha. Bicho, pra PMS, se você fatura até 2, 8, 15 milhões, esqueça que você entende do sistema de gestão e que você vai montar segundo a sua cabeça e vai fazer o time usar. Você vai morrer na praia. Porque se isso tivesse dado certo, você já tinha feito. Já tinha dado certo antes e você não precisava contratar a gente pra fazer. Então, bicho, o Gabriel foi muito refinado. Eu vou falar pra você, perca dinheiro e tempo de vida se você fizer essa estratégia. É terrível.
Porque a palavra-chave aqui é aderência. E a pessoa, quando ela compra de você, ela compra um retorno sobre o investimento. Então, sua passagem de vendas é conseguir comunicar isso. Se o time dela não usa a ferramenta, não adianta a estratégia mais interessante. Nenhuma automação era gatilhada a ser um gatilho, por assim dizer. Então, mesmo se for automático, o que for mais simples de processo, Tem algumas etapas aí que se o time não tiver aderência, eu fiz aqui e te mandei no e-mail, mas não é para mandar no e-mail, é para mandar no chat. E o chat tem um agente que interpreta alguma coisa. Então, essa palavra aderência, se você não teve aderência, a percepção de valor que quem comprou de você vai ter muito, muito menor.
Perfeito. E eu vou fazer uma... Se eu fosse desenhar um passo a passo de como a gente faz aqui justamente sobre esse ponto de aderência, tem três coisas que todo dono que vai contratar a gente, a gente educa o dono ou o contratante a fazer, que é, primeiro, toda implementação, ela deve soar para o time como um investimento pessoal. E eu falo isso no nível de, cara, quando o Gabriel Hoffman estiver na sala fazendo a implementação com a gente, poste no seu LinkedIn. Porque é pra você. Isso falando pro funcionário mais júnior da empresa do cara, porque literalmente é. Quando eu e o Gabriel, a gente entra numa sala, vou ser bem sincero, cara, e aí eu vou ver se o Gabriel concorda comigo ou não. Não importa quem é o dono, na sala, assim, a gente com uma postura de professor, de instrutor, Não importa se o cara é dono, não importa se ele é júnior, no geral as dúvidas são as mesmas, todo mundo está no mesmo patamar de modo geral e o que atrapalha nesse momento é o ego, porque aí tem gente que se sente mais inteligente, não pergunta e sai e vai ter todas as dúvidas lá fora sozinho depois e ele tem um aprendizado muito prejudicado. Então, nesse momento, como todo mundo tá num cenário parecido, pra gente não importa quem é dono, não importa quem tem mais dinheiro, o que importa é quem vai usar melhor. E pra isso, bicho, se eu fosse desenhar o passo a passo, é, primeiro, dono, leve pra empresa como um benefício pro time, porque literalmente é. Segundo, explique, pelo amor de Deus, cara, esse fode nosso trabalho quando é feito errado, que é, não deixa parecer que é mais um trabalho. Porque não tem como implementador fazer milagre se você chegou e falou, gente, agora a gente vai formar firma de gestão e antes o que era no WhatsApp que está a um passo de distância, agora tem que entrar na tarefa, ver a tarefa e tal. Explica o porquê que isso vai melhorar para o time. Porque se melhora só para o dono, é quase como se fosse, vira uma ditadura na empresa, no pior aspecto da coisa, tem muitos ruins, mas no pior aspecto é o quê? Eu mando, vocês obedecem. E quando o funcionário entende que vai ser desse jeito, ele vai fazer de tudo para não usar. Ele entra na nossa implementação de câmera fechada, microfone fechado, não abre a boca e nunca tem dúvida. Eu acho isso incrível. E aí você vai descobrir o porquê depois. É porque o dono conduziu mal a nossa entrada na empresa.
E tem um detalhe em particular, Tiago, que eu já vi muita gente, as pessoas não veem a oportunidade que um novo software entrando é. Por exemplo, você já deve ter vários exemplos também disso. Tem uma pessoa ali, tem várias pessoas, uma dessas pessoas vê que, cara, eu quero aprender essa ferramenta, porque essa ferramenta vai ser a minha escada para cima. E o que acontece? Tem uma pessoa super júnior, vários gerentes e tal, essa pessoa está envolvida, essa pessoa apoia o dono, essa pessoa faz as perguntas corretas, ela vai moldando um cenário ali de um caráter positivo, esse não é um caráter negativo, não. trazendo insights, enriquecendo a conversa. E essa pessoa fica a pessoa que muitas vezes vira o champion, vira o símbolo daquela implementação. E essa pessoa, que talvez poderia ser mais uma na empresa, ela se torna uma pessoa extremamente valorizada. E as pessoas não estão vendo que implementar o WordCamp na empresa é uma oportunidade pessoal de crescimento. Então, eu tenho que me tornar um especialista não necessariamente mas é o conhecer o suficiente para você poder ter um impacto na empresa que te posicione muito melhor do que quando essa ferramenta não estava na ferramenta. É uma oportunidade de ganho que muita gente deixa passar, acha que há um trabalho a mais e perde a oportunidade. E quem pega essa oportunidade realmente consegue ter um conhecimento diferenciado.
Eu vou marrar duas coisas que a gente falou aqui. Teve um coordenador que trabalhou comigo, que ele entrou como operador de uma função específica e ele virou coordenador porque ele foi o operador que melhor organizou o time e ele pegou isso para ele porque ele tinha algum interesse e detalhe. Ele era de uma área criativa na pior área da empresa que era a mais organizada e ele fez isso em um ano. Ele subiu de operador de uma função específica para gerente de uma função média para virar coordenador da área em um ano. Cara, eu vi poucas vezes isso acontecer, porque é muito difícil você se desenvolver nesse tanto. Claro, ele tinha um talento pessoal que era, ele era bom ouvinte com pessoas. Só que essa mesma habilidade foi o que fez ele ser um bom ouvinte para aprender a ferramenta, para subir e ganhar mais. Até o dia que ele chegou e falou, olha, eu quero ganhar tanto para eu ficar aqui. E a empresa pagou. Porque se ele sai, ninguém mais opera o software do jeito que ele estruturou ali naquela área. Então, a empresa cria uma dependência do profissional também. E cara, O sonho de todo empreendedor é ter uma empresa independente por si só, mas existem algumas áreas de engajamento, principalmente em áreas que são não tão digitais, que putz, o cara precisa fazer a função, ir lá no computador, sentar e exercer o papel de gestão, que você sempre vai depender de uma pessoa pra fazer. Então... Essa área nunca vai deixar de existir. Esse cara que é uma cola entre gestão, tecnologia, pessoas e funções, ele sempre vai ter muito espaço e ele vai escolher o quanto quer ganhar. Então é um baita insight. Muito bom ter entrado nesse ponto, inclusive.
E o pessoal acaba não vendo que, muitas vezes, isso não vai ser imediato. E você vai ter que fazer alguns sacrifícios também. Porque o caso, Thiago, esse foi o meu caso. Eu entrei, eu era analista, recém-formado, verdinho. Falei, cara, eu vou abrir mão de alguns finais de semana, vou abrir mão de várias coisas ali, porque isso é uma grande oportunidade. Eu era mais um engenheiro que formava, sei lá, dezenas de milhares no Brasil a cada semestre. E agora a gente está aqui num nível diferente porque eu fiz essa escolha.
Quais portas do ClickUp te abriu portas na tua carreira?
Cara, nossa, assim, todas.
Eu vou te fazer um desafio. Você tem 10 segundos para responder a seguinte pergunta. Quais foram as três experiências mais legais que você teve graças a ClickUp?
Beleza, primeira experiência, ser convidado pelo Google para ir em Mountain View, para mim foi absurdo. Não foi assim, vou fazer uma imersão com alguém. Não, fui convidado pelo Google. Dois, participar de Think Tanks, que eu participo, até estava recentemente em algum deles ali. Só pra falar de ferramenta, pega as maiores pessoas do mundo, coloca num ambiente X, geralmente em ambientes legais, bem bonitos, pra poder fazer isso. Terceiro, estar no mesmo ambiente a 4, 5 metros do príncipe herdeiro de Dubai. Foi algo que aconteceu mês passado. Caramba.
Entendeu?
E aí eu posso te mandar a foto disso depois. Cara, é literalmente estar num ambiente com um trilionário. Então, assim, é um ambiente de acesso completamente distante.
Agora, vou te fazer uma pergunta. Eu adoro fazer isso, Gabriel. Desculpa te interromper, mas, bicho, dá para ser estratégico trabalhando com ferramenta?
Cara, dá. Porque muitas vezes, na prática, o que a gente mais faz hoje é a estratégia. Muitas vezes a gente vende a estratégia para um time fazer uma implementação própria. Então, por causa de valores e afins, tem um pouco de tempo, mas dá para ser bastante, porque hoje a minha cabeça está muito... Já a mentalidade ClickUp, que não é apenas tecnológica. A mesma mentalidade que criou o produto, e quando eu trabalhei na ClickUp também o mesmo pensamento, foi uma coisa que dita hoje um pouco desse lado. Então, na prática é isso que agrega mais valor. Se o cara vai implementar, por exemplo, com você, ótimo, porque você consegue dar uma aderência maior do que você tinha planejado com o executado. Mas isso, na prática, hoje é o que mais vende. O cara compra a sua estratégia, não compra necessariamente o seu produto ou necessariamente a sua implementação. Porque se a sua estratégia estiver errada, você pode implementar da melhor maneira possível, com todos os detalhezinhos, e vai continuar não dando role para ele.
Perfeito. Agora, uma das coisas que eu acho mais legais na tua carreira, Gabriel, é que você é um cara que fala por já ter estado dentro da própria ferramenta, da parte de time e tudo mais. Mas uma curiosidade que me vem ao longo disso é o que te motivou no pessoal para querer sair do ClickUp, ser funcionário ClickUp para empreender?
Cara, teve duas motivações, uma minha e uma não minha. Minha foi. Teve uma lei nos Estados Unidos, que não foi só comigo, que eles removeram todas as pessoas que não eram cidadãos americanos ou que morassem nos Estados Unidos diretamente, de trabalharem em projetos de nível 3 que eles falavam lá. São projetos de impacto estratégico para os Estados Unidos. Como o time de PS da Clicata atuava nisso tudo, eles cortaram os bracinhos internacionais.
Eu explico o que é PS para a galera, por favor, Gabriel.
É o time de serviços profissionais, Professional Services. É o time de consultoria global da ClickUp, que ela não atua. em todos os projetos, é só atuar em projetos extremamente estratégicos, geralmente com um RR acima de 100 mil dólares. Só de licençamento, que hoje é mais tranquilo, porque o que a gente tem, e há muitos SKUs, outros produtos, que eu gostei naquele caso, que podem ser adquiridos, mas na época eram contas maiores. Então, hoje essa métrica é um pouco mais assim, mas só para mostrar para vocês como que era na época. Estou falando mais ou menos em 2020, por ali, já tem alguns aninhos. E nesse formato, é o time de serviços profissionais da ClickUp.
Legal. Mas para concluir, você estava falando que um motivo era teu e outro não teu.
Exato. O motivo não meu era esse, né? Porque realmente teve esse corte. E eu entendo por causa da estratégia nacional deles ali, tudo bem. E o motivo meu é que eu falei, cara, isso aqui é o meu impacto, ele vai ficar muito restrito a corporações, a empresas maiores ali, eu queria ter um impacto um pouco mais, talvez, propagar a transformação que eu tive. Então, a minha vida foi transformada através do ClickUp e acho que tem mais pessoas que poderiam ser também. Eu ficando aqui no ambiente nos Estados Unidos, apenas, eu vou limitar a crescer uma coisa que já é grande. Eu tinha uma motivação, um propósito pessoal que era realmente fazer a minha região crescer e outras pessoas crescerem também.
Muito bom, bicho. Que legal. E baseado na tua experiência trabalhando no time da ClickUp, trabalhando como empreendedor, implementador, você já fez mais de 500 implementações. Queria saber de você qual é o maior mito sobre escalar um negócio que as pessoas descobrem tarde demais?
Cara, eu vou te falar assim, o primeiro mito é achar que vai ser simples e e glamouroso, sabe? Vou pegar 500 implementações, faço um preço médio ali, nossa, vou ficar rico e tal. Ninguém tem a ideia, primeiro, do custo individual que isso tem. Falo de conhecimento, cara, eu paguei muita grana para aprender, entendeu? Em um momento que, assim, Hoje, eu tenho pessoas muito restritas, que eu falo aqui no Brasil especificamente, que falei, cara, esse cara que valeria realmente ter um impacto, esse cara já viveu. Gosto geralmente de comprar de quem já viveu. Esse é o primeiro ponto. E ao mesmo tempo, também, a gente entender Porque tem um preço pessoal, por que você vai abrir mão disso? Sem entrar em detalhes demais, eu perdi muita coisa para estar complicado, perdi de relacionamento, a coisa de amigo, de festa, de família. Eu escolhi a minha luta e é uma luta que hoje, 8 anos e pouquinho depois, Eu vejo que pra mim valeu muito a pena. Me ajudou até a selecionar diversas coisas e realmente ter um ambiente familiar e pessoal bem mais tranquilo na minha visão. Então pra mim foi muito bom. Mas doeu, doeu bastante.
Sabemos como é. Tem uma coisa que nos cobra em silêncio, que é o tempo que a gente precisa tirar, além de fazer, além de estar com a nossa família, além de estar no nosso social, ou seja, compromissos na igreja, pessoas que ajudam em ONGs, aquilo que a gente escolhe, para também não só ganhar dinheiro, mas ter outra experiência. E uma coisa que a gente precisa ter nessa função que a gente está, E não é um luxo, é o mínimo, na verdade. É tempo pra pensar. Bicho, você precisa de uma caminhada, você precisa de um esporte. E aí o esporte, pra muito... Eu vou te falar. Eu tenho visto muitas pessoas, alunos, clientes, fazendo esporte porque ele chegou no teto de cognição, sentado na frente do computador o dia inteiro. E emburrece. Você só pensar no trabalho e emburrece. Então, esse tempo que parece um luxo, que você começa a precisar tirar estratégias. E aí eu volto para você uma pergunta. O que você faz na sua vida pessoal para te ajudar a nutrir esse não trabalho que também ajuda a impulsionar o trabalho no médio e longo prazo?
Cara, eu vou te falar que eu faço algumas coisas. Algumas digitais e outras não. Primeiro, aqui eu tenho três telas, um metro e quarenta, um metro e cinquenta aqui de telas.
Que inveja, cara. Viajando agora, eu não tenho mais outra tela, eu tô numa falta.
Cara, para mim, o segundo e terceiro monitor foram os melhores ganhos de produtividade para mim. Então tem esse aqui. Então assim, hoje para mim, que tem várias telas aqui, é mais fácil. Só que essa tela acaba saturando um pouco. Então eu faço coisas em tela e coisas sem tela. As coisas sem tela que eu faço, porque assim, a gente com o Recap, na realidade, para quem já pensou bem ali, o Recap é um grande Lego. Você compra, tem uma caixinha, tem um monte de peça, E você pode montar, né? Eu dei uma palestra na Hotmart menos de um mês atrás, aqui na auditória deles aqui em BH. Eu falei desse exemplo lá, falei que esse é um aléoplo cap, igual uma peça de Lego. Com seis peças de Lego, você faz milhões e milhões de combinações diferentes. Então, a diferença entre você saber dez combinações e saber cem mil, um milhão, é muito grande. Quanto mais peças você tem, mais você pode mexer. No meu contexto, Hoje, eu falo um hobby que eu tenho também, eu gosto muito de ler, porque ele me desdigitaliza, mas pelo menos para mim ele continua deixando a minha cabeça trabalhar. Então eu gosto bastante e tenho algumas unidades maiores aqui, eu gosto bastante de Não, ler.
E que assim, quem acha que o Lego é uma coisa simples, quando você vai brincar sério com o negócio, cara, ó, eu passei aqui, foi em Bangkok, eu passei numa loja, cara, pessoalmente foi a maior loja da Lego que eu já vi. Tinha brinquedo de 200 mil peças, irmão. Assim, dá pra você escalar a brincadeira do Lego também a outros níveis, assim, e é caro pra caramba.
É um hobby que hoje o mercado chinês apoia um pouco, mas é uma coisa que eu gosto bastante, então me ajuda a dar uma clareza. Eu peguei um match de mousepad, aqueles maiores, Tem um lá só para o Lego, tudo direitinho. Gosto bastante de fazer isso. E uma coisa que eu aprendi muito trabalhando no cenário um pouco mais americano, europeu, e uma coisa que no Brasil não tem muito, que é muito raro, é Warhammer. Não sei se você conhece. É um jogo de miniaturas ali. Aí tem a parte da montagem e tal. Não vende no Brasil, infelizmente. A gente acaba tendo que fazer sourcing diferente. porque eu acabo colocando bastante. A versão que eu jogo, Senhor dos Anéis, especificamente, que chama Middle-earth, History of Battle Game, mas eu peguei isso muito com os times de fora. Pessoal, eu posso simular 20, 40 mil soldados ali num computador, por que eu vou pegar 10 aqui? É uma cultura diferente, um cenário diferente. Então, para mim também tem me relaxado bastante. sabe, tem um pouco mais dessa parceria ali, aí eu consigo conversar com pessoas, brincar um pouco com amigos ali, que em outros cenários não seriam tão viável.
Então, para mim, eu coloco os dois.
Não digitais, e na parte digital também, que até o meu próprio time coloca, tem alguns jogos que a gente joga também assim, geralmente jogos de estratégia, que eu falo, olha, eu quero atenção para a gente brincar, e a gente faz vários treinamentos com esses jogos também. Eu já selecionei, por exemplo, pessoas como estagiários com Age of Empires, por exemplo.
Por causa dos jogos. Age of Empires, vou te falar, é um jogo que você vai mexer até com o coração de quem é um pouco mais velho de jogo aí, cara, porque Age of Empires é sinistro. Até hoje, lançaram online, recente, o amigo meu tava jogando, é absurdo, velho.
E esse é o detalhe. O World of Empires, como você entende, ele nada mais é que um jogo de gerenciamento de projetos, recursos, e tempo. Tem essa viés muito legal, que pra mim, hoje já é diversão também. Quando a gente gosta tanto da coisa, né, Tiago? As suas diversões são construir informações, construir outras coisas e também gerenciar recursos.
Não, mas isso aí que você está falando, eu acho que todos os empreendedores com quem eu converso, eles têm um quesinho assim, desde muito jovem, através da sua personalidade, se entender hoje na sua profissão, empreendendo cada um do seu jeito, seja, por exemplo, empreendedores que foram para agências criativas, e o cara sempre foi, pô, um dia foi tatuador, um dia foi, e aí desenhava negócio quando era criança, então, conectando os pontos lá na metáfora do Jobs também, de, putz, depois consegue conectar passando um tempo, Você eu hoje meu time todo e é uma ferramenta que eu acho maravilhosa que o discord é o reflexo inclusive através do livro trabalho quatro horas por semana que eu fui trabalhar com a internet porque eu fazia site com 14 e 15 anos em lan house e depois eu fiz o site da minha guild. de tíbia jogando o Perfect World jogando o CS 1.6. Então eu sempre fui um cara que trabalhou como suporte eu sempre joguei de suporte doida no tíbia sempre clérigo em jogos de sempre um cara de suporte e eu sempre fui o cara que estava tentando organizar os horários para fazer um PVP os horários para fazer uma danja os horários para fazer farm de alguma coisa. Então hoje olhando isso Eu faço a mesma coisa. O meu time continua no Discord, antes era no Teamspeak, um pouco antes foi o Skype. Aí a gente combina o horário para fazer uma coisa, a gente tem entregáveis fazendo missões. Então a internet, para mim, através do Team Ferris foi muito... Eu entendi que, inclusive, o Trabalho com a Autodestruição foi o primeiro livro que eu li na vida, porque eu sempre fui um péssimo aluno de escola, sempre fui muito diferente de você. Se fez uma faculdade... Cara, eu não terminei ensino médio. Quando eu falo isso para as pessoas, as pessoas acham... Por várias razões, tive problemas familiares ali, precisei mudar de cidade. Visitei cinco colégios, não consegui terminar, aquela coisa toda. E aí, quando eu fui me entender como profissional, eu falei, cara, putz, dá para vender site. E eu não sabia, mas eu já sabia fazer o site. Aí, enfim, eu entrei no marketing por conta disso. Foi engraçado, eu fui muito bom assistado também, porque muitas das pessoas que a gente conversa, você percebe que não é por acaso. A pessoa já viveu aquilo de outras formas e hoje ela transformou na profissão.
Ela monetiza uma coisa que já era dela. Ninguém encontrou isso. Aquele cenário, se faz o que gosta, você nunca mais vai trabalhar ali. Você está fazendo uma coisa muito próxima. Então, para mim, o trabalho técnico, a parte boring, no Lego, no jogo de estratégia, no Warhammer, no ClickUp, e para mim é a mesma coisa. Só que para mim o meu grau, eu vou colocar assim, não vou falar de responsabilidade, mas o meu peso muda. Então eu gosto de fazer tudo, mas um me relaxa mais e o outro precisa realmente estar em um nível um pouco diferente. Mas para mim tudo acaba sendo um cenário de bastante aprendizado, mas também de entretenimento também.
Muito massa isso. Tem uma coisa que você falou de pano de fundo a tudo isso, que é você se tornar tolerante a coisas que todo mundo acha chato e te destaca muito. Uma das coisas que eu sempre vi nas empresas é que a galera tinha medo de ser gerente de área de CS. CS toma muita porrada. CS, para explicar para a galera que talvez pode não saber, é Customer Success, que é basicamente o que no Brasil popularizou como suporte, atendimento. Seria basicamente essas áreas. E por que a galera, velho, dificilmente uma área de CS tá sendo muito elogiada, porque todo dia tá tomando uma porrada diferente, quando é uma empresa grande mais ainda, porque aí tem porrada de todos os lados possíveis, além do canal de contato, aí tem reclame aqui, aí tem o social, enfim, foi expandindo e transbordando o papel de uma área de atendimento nas empresas. E quando surgiu a oportunidade foi minha primeira oportunidade para ser gerente de fato assim como carreira de uma área que foi suporte. Me dá que eu quero fazer. Fiz muito bem e fiquei bom por tolerar coisas as quais as pessoas no geral não gostam tanto e eu fui estudar e foi por causa disso que inclusive fui parar no recap. Mas antes disso a gente falou de um ponto que você citou ali o trabalho quatro horas de semana. Quais são os três livros que você mais recomenda porque mudou sua vida.
Cara, eu vou te falar assim, do meu lado, eu gosto de ler de caráter um pouco mais abrangente. Então assim, há muito negócio ali. Eu acho que um livro, pegamos a gente historicamente falando, para mim um livro que me abriu muito o olho foi aquele Atomic Habits, não por fazer os Atomic Habits, mas por perceber comportamentos e uma mentalidade que eu falo, cara, se eu seguir isso aqui, eu vou falhar. Entendeu? Então, assim, ele me falou, olha, o que é a expectativa macro e eu fazer uma leitura reflexiva em torno daquele livro. Vou pegar o livro e vou fazer exatamente o que está no livro porque o cara teve sucesso e eu vou ter sucesso também. Para mim, me levou a uma questão muito mais reflexiva nesse primeiro ponto. Teve um segundo cenário que para mim me ajudou bastante, foi negociando com o mundo árabe. que me ensina um pouco da cultura.
Esse é o livro?
É o livro.
É o segundo livro, tá? Negociando com o horário.
E ali ele mostra as especificidades culturais e que me abriu o olho num contexto de ter uma venda cultural, não ter uma venda apenas de massa. Claro, tem níveis diferentes, tem funilhos diferentes e afim. Mas abriu um olho que nem todo mundo tem a lente que a gente tem. Então, a gente tem uma visão um pouco diferente, me apoiou bastante. E aí eu vou falar o terceiro livro que, pelo menos para mim, me apoiou bastante, foi o livro do Alex Hormoza, que hoje já está com um sucesso.
O 100 Milhões em Vendas?
É, aquele cenário dele. Então, aquele livro, 100 Million Offers, que ela fala da par de ofertas, que novamente depende de ofertas. Ele fala de uma camada bem grande, de um range bem elevado. E ali, para mim, também me clareou muita coisa. Eu falo, cara, esse tipo de negócio eu não sou bom. Se eu for entrar, vou precisar de um parceiro, vou precisar de algum outro cenário. Mas esse aqui eu sou bom. Então, novamente, também uma leitura reflexiva. Se você pegar e fazer tudo que está no livro de novo, vai dar problema, porque você vai querer fazer 200 coisas ao mesmo tempo. Uma coisa que ele fala lá, Você conhece uma pessoa que ficou rica com várias coisas ao mesmo tempo? Não. Porque essas pessoas não vão ficar ricas. Então, a gente tem que ter um pouco dessa diferenciação. Então, para mim, três livros que eu pego que me ajudaram, já focando no aspecto ClickUp, a direcionar esses conhecimentos, por assim dizer.
Muito bom. Olha esse segundo eu anotei aqui para eu buscar depois que é o negociando com o árabe. Primeiro livro que você tem um papel muito especial na minha vida também porque logo quando ele foi lançado eu que é bom. Todos que já tentaram ler o Poder do Hábito e falharam, falharam porque o Poder do Hábito para mim é um dos livros mais chatos do planeta. Ele é um livro técnico, ele é um livro baseado em pesquisa e ele não é um livro que é curto, ele é um livro de 500 páginas bem lidas. E aí quando lançaram, eu li ele e aí o Tim Ferriss falou dele porque o James Clear, que é o autor do livro, é muito amigo do pessoal do Tim Ferriss e enfim, foi no podcast, fez aquele trabalho de divulgação e tudo mais. E o Hábitos Atômicos tem uma parte dele que eu nunca esqueci que é sobre a influência do ambiente nos comportamentos e te ajuda a refletir. Acho que também essa é uma das partes que você deve ter refletido muito aí porque para mim foi muito boa também que é não basta a força de vontade para você mudar. Você vai precisar mudar seu ambiente. E aí quando a gente fala de clicar e fala de empresa fala de funcionário colaborador bicho você não cresce o quanto você acha que merece você cresce o quanto você está disposto a tirar pessoas e a mudar de ambientes porque a conta não fecha e o ambiente é maior do que a gente. E ainda conectando esse ensinamento com o 100 a oferta de 100 milhões ali do do Hermosa falando em português para a galera procurar o livro depois ficar mais fácil também de encontrar. Ele foi o único livro que me incentivou a não ler ele todo, porque ele fala logo no começo, leia um capítulo até terminar, mas não passe para o próximo se você não implementar. Eu achei isso genial. E ele mudou uma coisa na CIFORGE recente, inclusive, que eu li ele tem acho que uns dois meses. E eu parei no capítulo 1, estou super satisfeito por não ter avançado para o segundo ainda, porque eu não terminei de implementar tudo que eu queria do primeiro capítulo. E está sendo muito bom, porque agora estou implementando com calma, ansioso, e é uma cobrança positiva para implementar, para passar para o próximo. Enfim, fica uma dica, uma recomendação para quem está lendo um livro técnico. Se você não implementou, bicho, não adianta fazer uma cabeça cheia de teoria, senão você não vai conseguir lembrar depois.
É porque vira ruído, né, Tiago? Vira ruído, você vai ter um monte de coisa ali dentro. Eu até expandi um pouco mais, exatamente esse ponto, só que eu expandi, tipo assim, realmente, se a pessoa tentar fazer tudo, não vai conseguir, mas é muito difícil. Então, a gente vai falar, pega uma parte primeiro. Isso faz coisa de ClickUp também. Tem uma conexão muito importante, porque assim, a pessoa chega, ela quer aprender tudo. Eu estou nessa ferramenta há oito anos, aprendo todo dia, e a ferramenta atualiza duas vezes por semana, toda semana, nos últimos seis anos. Então, assim, é uma missãozinha Não se coloque esse peso. E muitas vezes, dependendo da velocidade que você precisa, por isso que geralmente tem as pessoas que procuram ajuda que não vão conseguir ser especialista nisso, mas eu quero trazer isso para a empresa. Então realmente tem esse mercado envolvido ali por causa disso também.
E se você fosse hoje dar uma dica para quem quer começar a implementar o ClickUp, quais são os três primeiros passos que você recomendaria?
Você falou na persona do empresário?
Pode ser o fundador, mas o que está levando para a empresa. Porque muitas das vezes o ClickUp vem em times menores, isso é comum. O gerente começa meio sem o ok do dono, sabe? Então, colocar para quem está começando no ClickUp... É, exato. Quem está começando, quais são os três passos fundamentais.
Carol, a primeira coisa que eu vou colocar é agregue valor para conversão gratuita.
Baita.
Então assim, se você precisa do enter, porque assim, aqui no Brasil tem até o enterprise, né? Fora tem outros níveis assim. Não vamos entrar nisso aqui agora, mas ah, eu preciso do enterprise tal para poder fazer, porque é só lá que tem a funcionalidade. Muitas vezes, eu tenho várias camadas que você vai conseguir absorver só com o gratuito. Estou dizendo que o gratuito é a saída de tudo? Não é isso. Mas para você ter um buy-in de quem for o seu sponsor, o patrocinador daquele projeto, você precisa agregar o valor do início. Eu vou falar assim, eu só vou começar a gravar vídeo no YouTube quando eu tiver uma câmera maravilhosa e tal. O primeiro vídeo no YouTube, um canal que eu vendi há vários anos atrás, eu estava gravando com ou a gravação do meu notebook na época. Isso na faculdade, eu ensinava parte mais técnica de outro assunto. Então, assim, são cenários que você não precisa de muito para começar. Esse seria o meu primeiro ponto. Meu segundo ponto é, não tente fazer algo muito mirabolante do começo. Então assim, porque essa parte de aderência, se for muito complexo, e muitas vezes, ah, é sofisticado. Não, para quem não conhece, sofisticação e complexidade é uma linha muito tênue entre as duas. Então assim, se você falar, ah, mas eu preciso de tal, eu só vou conseguir colocar o plicape, quando eu pegar uma ferramenta X e fazer isso, colocar um agente, não necessariamente. Os maiores impactos que eu tive foi hoje com o ClickUp nativo. E, a partir dele, outras operações vão nascendo. Eu falo por quê? O ClickUp gratuito, a gente trabalha com ele aqui na CEU, na Academia ClickUp, porque eu não consigo entregar para quem está comprando o que a ferramenta pode entregar. Então, eu prefiro muitas vezes pegar esse tipo de... de deal ali que não é o nosso ICP. Mas esse seria o meu segundo ponto. Meu terceiro ponto é, comece a pensar no que você está colocando, o que você quer de volta. Muitas vezes a pessoa fala, entra ali e faz tal coisa. Mas quem está recebendo, muitas vezes não recebe isso com muita clareza. Então fala, qual que é o output, qual que é a saída de um processo, de uma etapa que você espera? Muitas vezes, aquele tabelão que você montou no aplicato ali, Para quem está vendo, é um Excel colorido. Então, para ela, mudou.
Já ouvi essa frase, inclusive. Ah, isso aí é um Excel bonito.
Entendeu? Então, assim, é um cenário que muitas vezes, a terceiro ponto aqui, seria uma mudança de concepção, porque isso separa o ClickUp de outras ferramentas para mim, é uma visão completamente diferente. Então, assim, se o ClickUp hoje é uma ferramenta de quarta geração, bem estável, por assim dizer, A gente tem, então, um cenário que a sua mentalidade deve ser um pouco diferente também, mas não exija essa mentalidade de todo mundo. O melhor sucesso que a gente teve foi alguém que começou, viu o ClickUp, colocou gratuito, começou a aprender por conta própria, muitas vezes pegou um sponsor, um patrocínio da empresa. Olha, tem esse tratamento X aqui, faça o que pode agregar, porque o risco para quem está contratando é baixo. Uma implementação macro ou uma compra de licença ela geralmente é mais cara do que você fazer um teste inicial e ter um resultado. Então, primeiro, o ambiente mais positivo que tem que ter, ambiente fácil de acesso, fácil de consumo, que o time consiga crescer. Então, se você quer criar uma jornada de sucesso nesse início, colocando um risco menor para quem, geralmente, por fundador ali, por exemplo, isso como uma pessoa, um gerente ali, intermediário, até para o usuário também. Não ter nenhum controle, criar uma conta na ferramenta, Começa a se organizar lá dentro. Você vai se tornar a pessoa mais organizada do time rapidamente. E o que é bom, propaga. Então, as pessoas estão em volta de você e falam, o que é isso, cara? Eu vou te convidar pra cá também. E isso cresce organicamente na empresa. Então, quem for começar, eu colocarei esses três pontos.
Muito bom. Eu vou... Cara, tem muitas coisas que eu gostaria, assim, eu deixei isso terminado porque dá vontade de interromper e complementar. É muito bom, porque as tuas respostas são muito realistas. muito realistas. E uma das coisas que eu fico triste muitas das vezes é porque em algumas profissões a gente é muito ensinado a não falar a realidade das coisas. Eu acho que a operação tem muito disso porque a gente não pode expor cliente. Inclusive até falei para o Gabriel antes de começar, olha, não vou citar nome de nenhuma empresa, nenhum case. O Gabriel já fez implementação para mais de 2 mil usuários. A única informação do maior case foi esse que eu tinha. Se tiver outra você pode falar. Mas, cara, não importa a empresa. Não importa. O que importa são os problemas que a gente lida com isso. E o Gabriel, inclusive, implementou contas muito maiores que as que eu implementei. E eu acho uma habilidade por si só incrível e dentro de uma das coisas que você falou, que é sobre começar no ClickUp no gratuito, se você não gerar valor no gratuito, dificilmente você vai gerar no pago. Só que aí você vai ter uma boa desculpa para te julgarem porque agora você está custando dinheiro e uma outra boa desculpa que é para você fazer o setup das coisas do plano pago vai te consumir mais tempo. Então você vai prometer, prometer, prometer, vai fazer aquele plano de governo de que o mundo será incrível, um futuro brilhante, organizado, aí chega lá e ninguém consegue usar. Cuidado, isso pode virar uma bomba para você mesmo explodir no teu colo, que depois te desvende dentro da empresa. Isso vale para donos e também vale para a galera de operação, porque é o mesmo problema para duas pessoas. Então, se a gente pudesse analisar essa parte de implementação, Gabriel, com um insight, o que você gostaria de dizer para todo mundo que está começando no ClickUp?
Eu falo que assim, primeiro, comece com o pé no chão. O que significa isso? Muitas vezes você vai condicionar o sucesso da sua operação a ter um alcance muito grande, a ter um plano, a ter uma camada de automação complexa. Você foca no núcleo, no core, e aí você começa as camadas periféricas sendo adicionadas. Ninguém começa a montar um bolo bonito pelo glacê e a cerejinha. Começa pela massa, batendo os itens. Então, se você não tiver essa consistência, essa consistência dessa operação por um tempo para reduzir o risco, você fala, cara, é natural, porque os clientes que a gente pega hoje, é natural que eles cresçam na ferramenta, é natural que eles façam upgrade para planos mais elevados, porque o valor já foi agregado e o delta de valor agregado compensa muito mais você fazer esse upgrade. Então, não é um custo ao investimento. Até esse custo tiver investimento, com retorno já previsível, tem que passar um pouquinho. Então, não tenha medo desse início, de você dizer, cara, eu sei que dá para fazer, mas eu não quero necessariamente estar muito ali à frente. O maior ganho que você ter, por exemplo, vai ser você tirar algumas ferramentas, alguns quadros, algumas planilhas, que são super simples do time, e criar um fluxo organizado ali dentro. Então, assim, não condicione ambientes externos de dois. Abraça o processo. Então, você vai aprender, você vai fazer coisa errada, você vai falhar, você vai colocar um item público que não era para ficar público, você vai publicar uma view que era só para uma pessoa, esse link vai dar algum problema. Então, assim, não tenha medo disso e, ao mesmo tempo, continue aprendendo. Porque senão, tudo o que você sabe agora, se você não continuar evoluindo, você vai ficar ultrapassado por outra empresa, por outro cenário, por um concorrente, por alguma coisa que vai te ultrapassar. Então, esses três pontos aí.
Legal. E teve algum mercado, agora falando um pouco mais da tua jornada empreendedora, de clientes e de contratações também, tem algum mercado que você, entre aspas, perdeu porque você não quis trabalhar com ele?
Cara, teve. Eu vou te falar assim, eu vou dar só um exemplo. Como eu trabalho multi nicho em escalas bem variadas, eu já consegui, assim, é um range bem grande de implementações. Então eu já trabalhei, por exemplo, com cenários de design de roupas católicas no Vaticano, isso na Itália. Então eles montavam todo um processo interno lá de validação de roupas e peças e tecidos e afins. E no outro lado de um cenário extremamente cristão, por assim dizer, trabalhava com agências de OnlyFans na Ásia especificamente. Porque aí tem um mercado bem robusto disso aí.
Extremamente rentável. Eu diria que esse é um mercado que está ficando tão rentável quanto o mercado de aposta.
Exato. E aí o que eu fiz? Eu trabalhei com algum desses cenários, a gente monitorava as operações ali. É um mercado que eu particularmente preferi abrir mão. Realmente, extremamente rentável. Os projetos ali, Balásia, Tailândia, Índia, Indonésia, é uma região bem prolífica de oportunidades nesse sentido. São agentes, a parte do business é um pouco diferente. Geralmente não são pessoas individuais, não são PFs que fazem isso, realmente são agências que montam esse cenário. E eu já construí muita agência de OF na época, que na prática não era OF, era um outro nome diferente que eles usavam, mas era uma agência para poder fazer isso antes do cenário mais self-made, que era mais agenciado. E eu abri mão desse mercado. Porque aí realmente eu falei, cara, esse é um tipo de coisa que não quero colocar muito a mão especificamente, mas é uma coisa, uma visão pessoal minha nesse sentido.
Eu acho que esse mesmo racional, muitas pessoas que vão nos assistir, elas vão, se não esbarraram ainda, elas vão esbarrar, que é reflexo de crescimento e de popularização, porque esse tipo de mercado não pode abrir vaga no LinkedIn. Os caras não estão no LinkedIn. Eu recebi uma vez uma proposta, bicho, para trabalhar, eu vou falar, também não estão dando nenhum problema nisso, trabalhar, sair da empresa que eu estava para ficar gerente de uma unidade nova, justamente na parte de CS e aquisição, e era uma vaga específica porque eu ia gerenciar pessoas e precisava ficar monitorando números de marketing, que era para trabalhar numa batch. A maior batch do Brasil na época, inclusive hoje ela ainda é certificada e tal, mas deixou de ser a maior, era 35 mil CLT, para trabalhar cinco dias por semana. Se ganhar meio milhão no ano garantido contrato de um ano luva de bônus antecipado e tal você fala não velho não quero continuar trabalhando com o evento aqui que na época assim estava fazendo 50 eventos por ano uma loucura bizarra assim tentador. Mas ao mesmo tempo você fica muito liberto e dizer não para essas coisas te dá uma autoestima muito boa depois você fala pô velho decidi fazer do meu jeito e deu certo não precisei abrir mão do meu caráter das coisas que acredito de valores que cada um com sua decisão aí mas particularmente não compactou com a ideia e uma coisa tem um. uma agência que quem trabalha com marketing e não acompanha mercados diferentes fica muito burro. Eu vou falar isso como eu sei que a gente não vai gostar. Mas cara eu acompanho mercados que eu não gosto que eu não tenho nenhum apreço para entender como funciona. E todo ano sai, vou falar aqui, tomara que o YouTube não me tire a minha monetização, mas o maior site pornográfico do planeta, ele sai todo ano um relatório, relatório de consumo, que ele não sai no site principal, ele sai no site que eles precisam prestar contas para outros grupos de investidores, que não é IPO, mas tem um monte de investidor envolvido, porque a maior empresa de dados do mundo é dona desse site, inclusive de vários outros. E todo ano sai o report de consumo disso, e que é consumo de marketing puro. É search, é navegação, são nomes, influenciadores, e isso é o relatório. E o que mais cresceu no ano passado, nessa parte de agências e criadoras, foi agências criadoras de OnlyFans e de canais que são literalmente de não humanos, Porque aí faz do jeito que quer, quando quiser, numa escala absurda, não tem custo de produção de agenda e tal. Então, o que mais cresceu no ano passado foi isso. E esse ano ainda não saiu relatório, mas no primeiro bimestre bateu o ano passado, em dois meses. Então, imagina que é um negócio que superou em 20 anos de mercado, em um ano atropelou todos, esse ano atropelou em dois meses. Assim, são cifras absurdas.
E assim, da oportunidade de trabalho, assim, novamente, é um tipo de coisa que não chega do LinkedIn, estamos procurando, é o que você falou, você comentou, não chegou a vir um canal tradicional esse trabalho, esses trabalhos na época. Eu fiz bastante, já tenho mais tempo, eu já acabo não fazendo mais, mas assim, realmente foi uma coisa financeiramente muito atrativa. Mas é um tipo de coisa que não sei o cenário, a gente tem uma ideia meio romantizada de algumas coisas, a gente sabe que o mercado asiático é um pouco mais...
Não, é violento, é difícil, psicologicamente se você se envolver com esse trabalho é uma decisão que vai influenciar todo o resto, você já não pode mais trabalhar com tela aberta muitas das vezes, em qualquer lugar, num café, porque vai virar ser o normal ver coisas absurdas de todo jeito e olha que você nem é o cara que faz a edição, não, mas é porque o ambiente é daquele jeito, bicho, é terrível, é mexe com a cabeça do cara.
E uma coisa que eu falo é que eu não consigo dormir, pôr minha cabeça no travesseiro e dormir pensando que eu passei alguém para trás ou fiz alguma coisa que causou mal a alguém. Então muitas vezes eu falo assim, ah, vamos lançar tal coisa. Cara, não está pronto, não vou colocar, vamos com calma. E muitas vezes com detrimento financeiro por causa disso. Então esse é um tipo de cenário que eu falo, cara, aí realmente só para responder essa pergunta ali, esse foi o meu caso que eu acabei não trabalhando diretamente.
Irado, muito bom. Bom, e para a gente falar de sistema, que é uma coisa que a gente gosta muito, você formado, veio de berço, de carreira e de todo o resto na parte de sistematização das coisas. Qual que é o sistema que você acha que é o mais negligenciado na empresa e que é um que mexe muito o ponteiro financeiro?
Cara, eu vou te falar assim, eu vou quebrar isso em duas vertentes. Eu vou quebrar uma vertente prática, mas sim mais tangível, e uma um pouco mais conceitual. Quando a gente fala de sistematização, sendo um pouco mais abrangente, acho que muitas vezes a gente, hoje muitas empresas, elas têm uma amálgama de pequenas operações que tentam criar um fluxo a partir delas. Então, acho que hoje tem uma parte muito negligenciada, que é uma sociedade mais macro. Porque, por exemplo, se você precisa para poder montar a sua empresa mais de 10 caixinhas, no fluxo de caixas ali, é uma coisa errada. Entendeu? Ah, a gente faz um monte de coisa ao mesmo tempo e tá, beleza, pega uma dessas itens e monta. Se você não tem clareza disso, supostamente, quem está trabalhando para você ou sendo liderado por você também não vai ter. Então, você vai ter várias pessoas que fazem ações específicas, mas não conseguem ver o todo. Tem cenários que você vai precisar de compartimentabilizar isso. O trabalho mais difícil ali. Mas tem cenários que essa pessoa não vai estar talvez tão engajada sem ter uma visão do que o trabalho dela significa na prática. Então é o primeiro ponto ali. Então a gente tem um pouco dessa camada mais macro ali. E na parte mais tangível, talvez eu ache que a parte de comunicação, ela fica extremamente negligenciada. Por quê? Pelo excesso. não pela falta. Então as pessoas acabam se comunicando em uma camada diversa de mais, você pulveriza tudo isso e muitas vezes você pode entender o que de fato está acontecendo, você tem que abrir um WhatsApp, tem que abrir um Telegram, tem que abrir um e-mail, tem que abrir um ClickUp, tem que abrir um Discord, você poder ver o que de fato está acontecendo. Então muitas vezes a negligência não é só pela falta. Lembrando, tanto a desnutrição quanto a obesidade são duas faces do mesmo problema relacionado com o ambiente específico. Então a gente tem que ter cuidado que os dois fazem mal e os dois matam. A gente tem que ter esse problema, ter uma visão um pouco mais abrangente, que talvez pode estar com muita coisa, isso gerar ruído. E aquela eficiência, porque está tudo conectado, pode não ser tão eficiente assim, porque muitas vezes a gente foca, aí foi um caráter até mais visual meu, que a gente foca muito em integração, muito em possibilidades, o que eu posso fazer porque é mais flash, porque é mais legal, e muitas vezes estou resolvendo o problema errado. Eu não preciso necessariamente de integrar tudo o que eu tenho, eu preciso talvez analisar o que tenho, o que precisa ter, e aí sim trabalhar com uma abordagem diferente. Então, eu colocarei esses dois lados ali para mim.
Cara, a tua resposta foi maravilhosa. Eu acho que, facilitando o entendimento e tentando resumir o que você falou, o sistema de gestão da sua empresa precisa existir, precisa estar claro. E o sistema de gestão é um aglomerado de muitas coisas, de gente, de financeiro, de possibilidade de contratar um enterprise ou não. Enfim, tem muita coisa no sistema de gestão que é um fator decisório que, dessas pequenas e centenas de decisões que você tem que tomar no dia, na semana, na quinzena, no ano, Vou influenciar na qualidade final ali do que você tem como resultado da empresa, que vai ajudar a ficar mais caro, mais barato, vai ficar mais eficiente, mais demorado, enfim. Mas sistema de gestão é diferente de processo. E essa é uma coisa que eu sempre passo para os clientes, que é tome cuidado com a tara. o fetiche, a loucura que existe de que você vai mapear todos os processos. A coisa mais contraprodutiva que eu vejo a galera começar no ClickUp a tentar fazer, muitas vezes existir, é, não, eu vou mapear tudo, e aí vai ficar lindo, e aí depois disso a empresa vai mudar. Uma mentira que tem, uma mentira. E fazendo um processo de cada vez envolve o time, que é uma das coisas que a gente falou muito no episódio para engajar a pessoa, evita de ter um só entendedor do sistema de processo na empresa. Então se essa pessoa é o sonho do empreendedor da internet qual que era na minha época quando eu comecei a trabalhar com o notebook na praia e descobrir que a arena no notebook faz mal e depois virou trabalhar no café e no mundo todo. Aí depois descobriram que. trabalhar o mundo todo e ser desorganizado também vai te fazer ficar no escritório dentro de casa de home office no mundo todo e não vai importar se está na Ásia ou está no Brasil. Então a falsa liberdade que a internet dá se você não vira um sistema de gestão ele mata a empresa quando aquele cara que entende do sistema falta. Então por isso também é importante incluir os colaboradores e a operação junto para que ele consiga fazer o reajuste e tal. E para fechar a última coisa que eu acho que está dentro disso que você trouxe que é super importante. Não há software no mundo que substitua uma conversa de qualidade. E quando eu falo isso não é para matar o sistema mas é para complementar. ClickUp não acaba com reuniões, ele torna elas melhores. O ClickUp não afasta as pessoas, ele traz veracidade. E tem uma coisa que você falou, Gabriel, no story teu que eu nunca esqueci, tá? Que eu aprendi com você a trazer isso para os clientes e eu pego emprestado a mesma fala sempre, que é o ClickUp não vai fazer parar de chover. mas ele te ajuda a enxergar melhor. Ele é um para-brisa. Você falou isso no story uma vez e eu falei, caramba, isso é a coisa mais lúcida que eu posso falar para um cliente. Queria te trazer essa pergunta ainda dentro desse mesmo assunto e desse mesmo contexto. Hoje, o que você acha que os empreendedores mais se negam a enxergar dentro das empresas?
Cara, dois pontos. Primeiro, eu acho que são Sim, eu vou expandir não só para o digital, porque é um pouco mais macro, mas primeiro, tem muito vício, muito viéses envolvidos. Então, principalmente pessoas que já ou têm mais idade ou têm um sucesso muito rápido, acham que aquele formato, porque deu certo há muito tempo ou está dando certo ali, uma escala ali, ou deu certo muito rápido, que aquilo aquela gestão possibilitou tudo isso. Muito interessante até isso, mas isso, na realidade, é um ganho que eu acho que a gente tem que ter uma visão reversa aqui. Você não teve esse resultado necessariamente por causa da sua gestão. Você pode ter tido resultado apesar da sua gestão. Então, assim, se você já tem resultado interessante, estrutura agora para você realmente ter solidez. A gente cresce muito ali, mas a raiz tem que ser forte. Muita gente, por exemplo, ganha uma grana muito rápido no cenário de mercados diferentes e isso acaba dando uma volatilidade muito grande para a operação. Então, seria essa primeira camada. Se você está com um capital melhor, invista nas coisas que realmente consigam solidificar, porque pode chegar um momento que não é tão interessante e te causar um ruído. Muitas vezes o ruído é uma pessoa, sei lá, tinha um cara que era muito, muito bom e esse cara saiu. Ou tinha um sistema muito bom, por exemplo, e vai ter um phase-out. Por exemplo, o Project está em phase-out pela Microsoft. Não sei do time de quem está vendo esse vídeo aqui, mas o Project está em phase-out. Vai ter uma ajustada considerável que vai abalar um pouco o mercado. Quem já está por dentro sabe disso aí. Então, assim, a gente tem alguns cenários que a gente tem que se preparar para. E pra mim hoje, quando eu falo de ClickUp, é realmente, ele consegue me fazer enxergar essas coisas. Eu consigo ver através disso e ter um ambiente cada vez mais saudável e claro pra mim e pro meu time também. Colocaria esses dois pontos ali dentro.
Muito bom. Eu vou dar uma dica pra quem tá assistindo a gente, que é uma reflexão que eu sempre proponho pros meus clientes. Quando a gente tem um ponto físico, eu e minha família toda veio do comércio, empreende e tal. E tem uma conversa de quem tem um negócio físico que é, eu preciso investir em segurança. É uma câmera, é uma porta mais forte, é uma fechadura mais robusta. No digital, as pessoas têm a falsa sensação que segurança é só dados. E é uma parte super importante, mas eu vou fechar os dados sem autenticação dos fatores e botar no contrato do meu funcionário e tal. Beleza, é uma parte importante, mas é uma parte. Ninguém gosta de pensar em segurança operacional porque aí você vai ter que falar sobre pessoas, vai ter que falar sobre senioridade. E muitas das vezes as pessoas que te trouxeram até aqui são as que mais vão contra você para o próximo nível da tua empresa. Vou pegar um exemplo que o Gabriel trouxe aqui. Vício. Às vezes o melhor cara que você tem de design é o mais viciado para não mudar as coisas que são necessárias da empresa. Às vezes o teu gerente é o cara mais viciado do mundo Com aquele pequeno time, parece que todo mundo que você contrata, ninguém funciona, porque ele não gosta e já tem uma panelinha feita ali a qual ele tá protegendo, e que é um crime que um gerente faz contra a empresa, que é proteger gente ruim na empresa. É ruim pra ele, pra carreira dele e pra empresa também. E põe em risco um monte de coisa. Então se eu pudesse dar uma dica sobre esse lance e a reflexão, sobre segurança operacional é, as pessoas que você tem hoje, os vícios que ela tem e a senioridade que ela tem ajuda a bater a meta ou atrapalha? Porque só de pensar nessas três pontas, que são algumas, né? E quando a gente fala de segurança operacional, parece um negócio para empresas grandes, gigantes. Cara, para pequeno e médio empreendedor, que fatura de 500 mil a 10 milhões, eu vou colocar em pequeno e médio empreendedor esse cara, bicho, a maior alavanca que você vai ter é a senioridade, no geral, a maior de todas você contrata um cara sênior para resolver um problema de trazer uma novidade e ajudar a operar e conduzir o time e o clicar a azeita tudo isso transforma tudo isso num jeito mais viável e você olhar pessoas que estão atrapalhando. Só demitir já é uma alavanca só demitindo. Só demitir às vezes é melhor do que ter alguém jogando contra você ali. Eu falo existem gente no time dando gol contra isso e o pessoal ainda acha essa pessoa legal e acontece muito. Então enfim como é que a sua experiência com essas coisas.
Cara, eu vou te dar um exemplo prático de engenharia. Um exemplo real aqui. Muitas vezes o pessoal fala... A inércia tem um custo. E muitas vezes essa inércia, o risco dela é maior que o próprio custo. Por exemplo, digamos que você paga X para uma pessoa. Pagou dia 5, por exemplo, dá dia 15, você percebe que não dá mais. Você prepara 2, 3, 1 semana, dia 20, Você fala, cara, aqui já deveria estar fora. Mas como eu paguei até o outro mês, eu já deixo ali. Aí, se você está com CLP, você vai fazer um aviso e começa aquele cenário. O risco que você tem é muito grande. Então, vou dar um exemplo prático meu aqui. Quando eu trabalhava na antiga FIAS ali, que hoje é Stellantis, Isso a gente pode falar porque é público. O que acontece? O ambiente lá dentro não existe essa coisa. Se teve alguma coisa, essa pessoa recebe ficando em casa, porque o risco da operação dela é muito maior estando na empresa do que fora. Então, o risco não é só financeiro, pode ser de reputação, pode ser em uma máquina, pode ser em uma linha. Então, muitas vezes, esse risco que a gente coloca, a gente fala, mas eu já paguei, está ali, não pensem apenas no hard cash envolvido, no dinheiro que está nessa parte imediata. Nesse caso, por exemplo, uma empresa super consolidada, com toda a estrutura bem montada e afins, E, ao mesmo tempo, toda uma camada de segurança, tanto psicológica quanto prática. Tem vistoria, mas tem revista aleatória, tem algumas questões psicológicas ali também que acontecem. Então, sim, só precisa a gente ter cuidado com isso, senão a gente foca muito num lado só e não coloca o risco. Finança é uma parte. Mas financeiro, sem risco, você acaba entrando em uma opção que talvez não seja mais interessante. Eu daria essa dica para o pessoal para ter esse cuidado. Se tiver que fazer alguma coisa, se prepare, não faça no impulso, porque nessa impulsividade também é um problema. Aconteceu alguma coisa, falou uma coisa que eu não gostei e está fora. tem que ter um pouco mais de tato também, mas ao mesmo tempo também viu que tem um momento que poderia abrir mão e pensar num cenário que está freando, o faça também, porque muitas vezes isso pode contaminar as pessoas e frear esse crescimento.
Qual é o tipo de pessoa que você odeia trabalhar?
Cara, eu vou te falar assim, primeiro uma pessoa que acha que tudo é pessoal. Assim, novamente, minha avó fala que eu sou muito importante para ela, mas eu não coloco que o mundo está me olhando e fala, estão fazendo coisas para o Gabriel, para o Hoffman, para isso. Aquela pessoa que tem um pensamento, que tudo é um complô contra ela, eu tenho uma coisa muito simples que eu falo, o mundo não se importa, I don't care. Ah, eu fiz tal coisa legal, fiz coisa errada, o mundo não se importa. Porque se você acha que alguém está gastando o tempo dela ativamente para poder te fazer o mal, ou muitas vezes isso se reflete no feedback, está de marcação comigo. É uma coisa, diz mais sobre a pessoa do que sobre a empresa ou o feedback. Claro, estou colocando um nível de respeito padrão aqui. Mas assim, aquela pessoa que tudo é um compluto, um de marcação. E no ClickUp isso é muito visível porque gera um ciclo de responsabilidade. Então aquela pessoa geralmente que tá com esse pensamento, a pessoa tá gerando o stand-up com o meu nome. Tá, isso é um clique na ferramenta. A pessoa cria um fio das minhas tarefas, isso é um clique na ferramenta. Não é o que ela tá fazendo de marcação. porque o Capitão jibilizou tanto isso, que eu consigo só fazer um check. E muitas vezes, em um desses checks, eu acho uma coisa. Não é porque eu estou de marcação ou alguém está de marcação. Então, um pouco dessa questão, acho que é para o pessoal refletir, que tem um outro lado disso também, que é quem fala se importa. Então, só flipando a pergunta. Se eu estou te passando um feedback, mesmo que seja doído, é porque eu me importo o suficiente com você e vejo chances de mudança e melhora. Em um contexto que você já não recebe esse feedback bem, e eu já não falo mais nada, essa relação profissional tem que estar falada fracasso. Porque se eu não me importo, eu não vou falar nada, porque eu não me importo. Se alguém está te dando um feedback, mesmo juduído, cara, você fez isso errado, vai causar prejuízo e tal coisa. Sim, eu tentei me ouvir com humildade. Quem está falando comigo, se importa comigo. Se não, simplesmente não ia falar nada, falado errado, beleza. E na primeira oportunidade, corte o telefone. Então, eu flipei um pouco a pergunta, inverti um pouco aqui, mas só para te passar as minhas duas perspectivas do topo.
Não, muito bom. Me faz lembrar de uma frase que é o que mata o amor é a indiferença, não o ódio. Tem gente que ama odiar os outros, né? E aí essa pessoa tá ativamente maquinando o mal pro outro, mas até isso pode ser uma ama tanto que odeia. E agora você quer ver o desafeto? Tá na indiferença. A pessoa nem fala com você, a pessoa não se importa, a pessoa não tá nem aí. E é muito triste quando isso acontece, porque eu acredito que uma das coisas que mais cause essa Essa depressão moderna que a gente tem é quando as pessoas começam a fazer projetos e coisas legais e começam a excluir o fulano porque... Cara, aí é N motivos, assim. Mas, velho, demite e não exclui. Porque você vai adoecer essa pessoa e isso é muito injusto. Se você não gosta dessa pessoa no pessoal, não vai convidar pra uma cerveja, tá tudo bem, é opção tua. Agora, fazer isso no ambiente de trabalho, sem que o outro faça, é muito cruel, cara. E eu vou te falar que tem muita gente jovem... No mercado digital, em especial, uma coisa que eu observo muito é o dono ter aquele apreço especial por quem esteve no começo aí começam a abrir os processos seletivos contratar e tal. Cara toma cuidado para tratar todo mundo profissionalmente igual. Isso é muito possível. Eu posso ter total afeto ou desafeto por alguém numa empresa e trabalhar com ele por muito tempo. Eu posso não gostar do design, mas o cara é um bom designer. Agora, eu não convido ele para uma cerveja, não convido ele para a minha casa, para um churrasco. Ok, tá direito de todos. Agora, tratar mal e tratar com indiferença esse profissional dentro da empresa é muito cruel. E é muito normal a gente ver essa galera jovem nas salas de reunião, ou quando ele está no... Eu falo do pequeno palco. Sabe aqueles teatros que tem um pequeno palco, que é um andarzinho assim, curtinho, mas é um palco? E o CEO jovem, com seus 22, 23, com um case de faturamento nas costas, fazendo 100 mil reais, que no mundo do empreendedorismo não é porra nenhuma, se achando um cara com todo o direito de falar palavras de baixo calão e constranger pessoas na frente de todo mundo numa reunião. E aí vai ter o grupinho que acha legal. aquele grupinho gosta de puxar o saco e é tão humilhante, é tão horrível ver umas coisas dessas, cara, que também faz com que essa pessoa pare de crescer no médio prazo, porque ninguém aguenta esse tipo de coisa por muito tempo, pode até ser legal no curto prazo, pode até, ah, o cara viu num filme, viu um gestor falando que tem que ser incisivo e tal, beleza, faz isso pra você ver o que acontece, faz isso, então, muito legal essa tua fala, porque ela traz um aspecto muito humano do gerenciamento que é a gente saber separar o pessoal do profissional. Eu tenho um monte de gente que eu trabalho que eu entro eu sorri porque eu achei um bom profissional mas eu jamais convidaria esse cara para minha casa assim como eu fiz muito no último ano penúltimo e antes desses todos direito meu como pessoa direito seu como pessoa. Agora dever nosso é equalizar o profissional para que os números saiam cada vez melhores e a empresa cresça e naturalmente, quem quer ficar, fica, quem quer sair, sai, porque o mercado é assim. E hoje, Gabriel, você é um cara que contrata, é um cara que demite, é um cara que gerencia. Qual é o profissional mais escasso do mercado hoje, na tua opinião?
Cara, eu vou te falar assim, eu vou falar na minha realidade. Hoje, no meu contexto, hoje eu estou tendo mais dificuldade interna aqui, tanto na academia ClickUp, quanto no meu custo terminal. ClickUp como um todo, eu vou falar isso aqui a nível global, tá? São pessoas, eu vou colocar aí, que seriam nossos famosos designers de solução para mim. Entendeu? É uma pessoa que consegue entender de empresa, entender de cultura, entender de nicho e ter a capacidade de pesquisar, mas ao mesmo tempo conseguir transmutar essas necessidades com a realidade dentro do ClickUp. Isso, eu vou te falar aqui, o ClickUp disso aqui é 25%. Não é nem sua maioria. Entendeu? Então esse é um cenário que hoje o pessoal não está vendo muito isso. Muitas pessoas, por exemplo, começam a ver a ferramenta, gostam da ferramenta e falam, fechei um, dois clientes, alcanço um platô ali e elas não conseguem necessariamente, porque isso é um tipo de coisa meio difícil de ter. porque é realmente um pouco mais escasso. Eu falo que o cenário brasileiro é uma coisa, o cenário europeu é completamente diferente, o cenário de Minas e do Oriente Médio é completamente diferente também. E Minas, para quem não sabe, é Middle East, North Africa, que é o Oriente Médio e o Norte da África ali. Cada região também é diferente. Então hoje é um cenário que está difícil de encontrar, porque muita gente sabe o suficiente para achar que sabe, mas não o suficiente para realmente saber. E aí ela acha que tudo está se subvalorizando, está tudo acontecendo isso, sendo que a gente que está um pouco mais tempo, um pouco mais de experiência, sabe, isso aí não vai te levar tão longe. E aí tem as pessoas que veem essa oportunidade e falam, olha, como tem pouca gente, eu quero aprender mais para estar num ambiente que ainda, igual a gente mencionou no início, é um pouco verde ainda. E a gente fala, não, eu quero, por exemplo, já vou empreender, fazer alguma coisa ali, sendo que talvez não tenha visão sistêmica para ver o... Como é que fala em português? Quando cai o precipício ali que está na frente. Então, muitas vezes, a pessoa vem e alcança um plateau ali dentro. Então, assim, o meu maior caso que me possibilitou sair de um dinheiro padrão para um ambiente ali um pouco diferente foi eu ter essa humildade de aprender e ter a capacidade de verificar, cara, isso aqui eu preciso investir tempo e dinheiro junto para poder aprender. Então, no meu cenário, acho que hoje, para mim, o que está mais faltando seria essa pessoa. Então, a gente, com mais pessoas assim, acho que o mercado seria bem mais...
Você tá com vaga aberta, tá procurando alguém aí, já aproveita e faz um pitch aí.
A gente tá aqui na Academia ClickUp, a gente tá com vaga aberta sim, a gente opera num cenário um pouco diferente ali. A gente tá com vaga aberta pra design de solução, né, pessoas que realmente trabalham com a ferramenta, isso tanto no pré-vendas quanto na parte de demo, né, que a gente vende licenças aqui na Academia ClickUp, na licença de ClickUp. também na parte de implementação também. Então, se a pessoa consegue transitar nessa jornada, é claro, o nosso formato hoje, a gente tem que seguir o compliance global da QCAP. Então, é um pouco diferente, assim, eu sei a ferramenta, eu sei a automação, tá? Isso não é, por si só, suficiente. Então, tem muitos outros aspectos, elexões necessárias também. Claro que a gente tem uma camada aqui de treinamento também pra isso. A gente tem vaga aberta nesse sentido pra apoiar.
Como é que acha hoje, Gabriel? É, só pra não esquecer de perguntar.
O melhor o melhor caminho de imediato seria o nosso Instagram. E já, a gente acaba tendo um cenário um pouco mais low profile ali, querendo ou não. A gente não está tão abrangente ali, mas acho que o Instagram é o nosso principal caminho. Pode procurar pelo meu Instagram e com isso, que é arroba.jbr.roffman. E ali dentro manda mensagem para a gente, que a gente tem vaga aberta. E claro, tem vaga aberta e muitas vezes também tem uma pessoa que tem um cenário mais diferenciado, que realmente tem um track record bem positivo e queira associar a gente ali na Academia ClickUp, para poder ou fornecer licenças com preços diferenciados para esses clientes, ou mesmo o Hoffman. Eu já tenho o meu próprio ambiente aqui, mas eu quero estar junto com a Academia ClickUp, por exemplo, a partir de licenciamento, benefício, ou até mesmo aprender um pouco mais sobre esse cenário mais global de construir a ClickUp. Então, são os dois cenários que a gente tem também, E o melhor caminho, de fato, é o nosso Instagram.
Perfeito. Eu vou deixar o link depois, tanto do Instagram do Hoffman, quanto os demais que ele mandar aí. Se tiver algum formulário de aplicação e tal, para a gente lembrar mentalmente de colocar. Vou deixar na descrição do episódio também e no nosso artigo que sai no Substack. Mas, Hoffman, a gente vai para um encerramento aí. Eu queria te agradecer de antemão para... por ter compartilhado com a gente, acho que teve muita coisa que, como eu falei lá no começo, são dúvidas minhas mesmo, que eu gosto de trazer, porque isso também colabora com o que a gente tem compartilhado no YouTube, compartilhado no Substack, e-mail, nos treinamentos. E hoje, uma das frentes que a gente mais gosta de trabalhar nas Forges, que vem do DNA de fundação, de todos os projetos que eu participei sempre foi dar evidência para a gente boa e você é um dos caras que eu tenho assim eu elogio de graça falei para você em outras conversas que a gente teve e é muito legal eu ver as pessoas que se mantém no mercado pelos bons motivos que é uma coisa difícil digital também do cara não cair numa oferta de curto prazo num cheque gordo e que vão aparecer no caminho e não sacrificar Muitas das vezes aquilo tudo que ele veio construindo de legal por uma coisa temporária. Então admiro você muito por isso por ser um cara consistente um cara que sempre está trazendo coisas boas e compartilhando com a galera de graça também. E tem porta aberta com a gente das Forges sempre que tiver uma novidade compartilha com a gente para a gente trazer para a audiência que você é um cara que vale muito a pena estar perto. Tudo que compartilha tem uma qualidade muito boa. Então queria eu agradecer e também agradecer pelo tempo aí com a gente na gravação.
Eu lhe agradeço. Você também já está bastante longa essa jornada. Realmente, tem oportunidades, tem vários cenários. Por mais que as pessoas, muitas vezes quem talvez não conhece tanto, veja a gente num contexto de concorrência ou alguma coisa ali, na prática a gente se complementa muito. que a gente acaba trabalhando com cenas complementares, e isso é muito bom para o próprio mercado. Por quê? As pessoas veem uma perspectiva diferente, em vez de ter aquela repetição do mesmo assunto. Quando as pessoas falam, o mercado é saturado. Na verdade, o que está acontecendo é, está saturado em uma perspectiva, Igual eu comentei, tem vaga, tem oportunidade, tem um cenário verde, que talvez nem todo mundo está vendo esse cenário hoje. Eu acho que você é uma pessoa que abraçou muito isso, eu também abracei muito isso, a gente conseguiu montar cenários em torno disso, mas também ter oportunidade de quem está vendo agora esse podcast e chegou até o final aqui com a gente, ver que tem caminhos bem verdes, que a expertise da vida da pessoa podem levá-la para muito longe, não necessariamente. Eu não empreendi de imediato, eu continuei aprendendo, eu fui trabalhar na ClickUp para ir depois de quatro, quatro anos e meio de experiência diretamente na ferramenta. Falar que agora estou pronto para um voo só. Então, essa consistência que você comentou, agradeço bastante. Volto esse elogio também para você. Foi um prazer estar aqui com vocês hoje. Tanto com você quanto com a sua audiência. E claro, sempre à disposição, portas abertas da Academia ClickUp. Para vocês que estão ouvindo a gente.
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