Visitei empresas que faturavam R$2M e quase fecharam. O problema não era vendas.

Neste vídeo, Thiago Rodrigues compartilha insights obtidos após mais de 750 projetos em 450+ empresas e mais de 100 reuniões de diagnóstico. Ele identifica três falhas críticas que impedem o crescimento de negócios que faturam cerca de R$2 milhões: (1) a incapacidade de reconhecer pontos cegos e buscar perspectivas externas; (2) a resistência do dono à mudança, marcada por falta de autoconsciência, humildade e responsabilidade; (3) a falta de desapego, onde líderes afirmam querer mudar, mas não alteram práticas nem escutam equipe, clientes ou dados. Thiago ilustra a primeira falha com uma anedota de quase cair em um buraco ao dirigir, mostrando como um olhar externo pode salvar. Ele critica proprietários que culpam o time e destaca que o próprio dono costuma ser o “imbecil” ao não construir um time complementar. Também aponta que clientes que não mudam não se tornam cases e podem prejudicar a reputação da consultoria. Por fim, convida o espectador a assistir a um vídeo checklist de diagnóstico que cobre finanças, marketing e comercial, para identificar pontos cegos e impulsionar inovação.
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O lucro numa empresa pode ser definido entre um bom alinhamento entre arte, ação e sentimento. E quando eu tô falando de sentimento, não é só da parte filosófica da coisa. É a intuição, é a consciência de quem sou eu como profissional, do que eu tô querendo pra minha carreira e o mais importante de tudo, como eu ajo e reajo aos meus clientes e ao meu time. Quando a gente vai falar de gestão pras empresas, e esse último semestre a gente fez mais de 100 reuniões com clientes de diagnóstico, de operação, ou seja, a gente visitou mais de 100 empresas online entendendo exatamente o que elas precisam fazer para crescer, o que significa crescimento para elas, a gente identificou 3 problemas cruciais que fazem com que eles não consigam nem enxergar o seu ponto cego. E eu vou dividir com você nesse vídeo uma coisa muito legal, que é aprender com o erro dos outros. Então seja bem-vindo, eu sou o Thiago Rodrigues. Depois de implementar mais de 750 projetos em mais de 450 empresas, a gente descobriu algumas coisas muito importantes na hora de você alinhar as expectativas com o teu time, com os teus departamentos e principalmente com os teus clientes, para que o teu sucesso no mercado ele seja valioso. Se ele não for, você vai ganhar mal. Então o primeiro erro que a gente vê essas empresas que não estão conseguindo suceder no mercado é um erro que é só através de ter alguém para te ajudar a ver o ponto cego que você vai conseguir identificar. Por quê? Porque a gente tem a visão das coisas e a gente tem a visão limitada. Todos nós, por isso que é importante ter um time bom, temos uma visão limitada. Eu tenho uma visão limitada sobre arte, branding, toda a parte estética do meu site, da plataforma e tudo mais. E aí eu tenho parceiros, colaboradores que me ajudam com isso, assim como outros têm a mesma coisa com dados, com planilhas, com clientes, com atendimento, com vendas. Então quando eu entendo as minhas limitações, eu entendo quais são os meus pontos cegos, eu consigo entender que o meu time precisa ser formado por pessoas complementares. E o que é uma pessoa complementar? Primeiro, parte de eu entender a minha autoconsciência, principalmente se você tem uma pequena, média empresa. Quais são os teus pontos fracos? E a grande maioria dos donos de negócio que a gente enxergou que estão escorregando e não estão conseguindo recuperar o seu lucro, eles estão tentando corrigir o lucro sem corrigir os seus próprios pontos cegos. E é por isso que programas de consultoria, mentoria, implementação, eles são tão valiosos, porque muitas das vezes você não precisa nem de alguém extremamente mais instruído que você, mas o fato de ter uma visão diferente pode te ajudar. Eu lembro uma vez que eu tava no carro com um amigo que, cara, ele é multimilionário com mais de 100 milhões, e o filho dele deve ter ali por volta dos 8, 9 anos. A gente tava indo para um churrasco, determinado momento o menino dele E falou assim: "Ah, eu não ligo pro fulano porque ele é pobre." Gente, óbvio, né? Menino, uma criança, criança, então tem o total direito de errar. Mas o pai dele, na hora, ficou furioso exatamente por esse motivo. Falou, virou pra trás assim, ele tava no banco de trás, e disse: "Nunca mais repita isso." E aí ele contou uma história, como uma vez ele tava descarregando uma mercadoria numa obra que ele e a família dele tavam fazendo, e tinha um açude sendo cavado, ou seja, um buraco, tinha uma vala. E ele mais... 3, 4 metros para frente andando de ré para poder descarregar o material, ele não tinha visto que tinha cedido uma parte desse buraco. Então tava antes do que ele imaginou. Basicamente, um senhor de uns 80 e poucos anos, que era praticamente um mendigo da cidade, uma figura meio histórica lá para eles, avisou: olha, para aí, porque se você for mais um pouco para trás, você vai morrer. Ele falou literalmente essa frase. Ele parou, desceu do carro, e ele tava quase caindo no buraco. Carro ia cair em cima dele. Então Óbvio que esse é um exemplo lúdico, mas muito realista, de como quando a gente não entende os nossos pontos cegos e também não valoriza, mesmo que as pessoas não sejam mais instruídas que a gente ou que não sejam as pessoas mais ideais do nosso ponto de vista, só o fato de trazer uma crítica, o fato de trazer um novo olhar, já pode ser extremamente importante e valioso. Só que tem um segundo ponto que é um erro comum de personalidade/comportamento dessas pessoas que não se permitem enxergar os pontos cegos. E essa é a palavra-chave. Além dele não ter consciência, ele não que não permite a mudança. Não existe como uma empresa mudar se o dono não muda. Não tem como uma empresa conseguir suceder e fazer melhor, ser melhor, se o dono não quer ser melhor. E muitas das vezes ele acha que quer, e aí ele quer delegar responsabilidade porque o time é formado por imbecis. Ouvi exatamente isso em várias reuniões, infelizmente. O time é formado por pessoas não instruídas. Só que o mais interessante de tudo isso é que quem contratou, está pagando esses, entre aspas, imbecis, é você. Então, o imbecil é você, porque a gente não tem o time que a gente acha que merece, a gente tem o time que a gente consegue dar conta de construir. Então a segunda falha é essa falta de consciência, falta de humildade, falta de caráter em reagir a um time que ele mesmo escolheu estar dentro da empresa, como se aquilo fosse o grande culpado, e na verdade o culpado é ele. E mais uma vez, quando a gente trata desse tipo de implementação, que é a nossa especialidade aqui, eu não quero ter o tipo de cliente que não quer mudar. E uma das coisas que mais fazem com que meu negócio tenha uma dificuldade até de escala, eu divido com vocês isso aqui porque é uma particularidade do meu negócio, eu empreendo e eu tenho as minhas dificuldades no meu negócio também. O ponto mais importante para entender é: tem muito cliente que tem um dinheiro caro, tem um cheque gordo que a gente não quer pegar. Por quê? Porque o cliente, quando ele não quer mudar, ele não vai virar case na minha empresa, ele vai falar de mim para outra pessoa no mercado. Por quê? Porque se o dono não quer ser um motor de crescimento e de mudança, porque o exemplo arrasta, a gente não vai conseguir mover aquilo que é o mais importante, que é o terceiro ponto falho desses comportamentos das pessoas que não querem fazer a mudança na gestão, que é o desapego. E o desapego é muito importante porque as pessoas acham, no geral, que são muito desapegadas, assim como as pessoas acham que não são invejosas. E tem muitos líderes que estão sentados na sua cadeira achando que são super desapegados, que querem mudar, que querem fazer diferente, que tem aquele pensamento startupero de fazer a parada de um jeito é criativo e inovador, mas quando mexe no jeito dele de fazer as coisas, ele não quer mudar, ele não quer aprender, ele não quer nem se dar ao trabalho de entender o próprio cliente. Não é ouvir só o time, porque muitas vezes eu concordo que o dono tem que atropelar, tem que botar a visão dele e falar: "Cara, é por aqui que a gente vai." Só que quando você ficar cego, que você não quer ouvir o teu time, você não quer ouvir os teus sócios, que você não quer ouvir o teu cliente, você não quer ouvir o mercado, nem o que os dados financeiros estão dizendo, eu não sei o que mais uma pessoa dessa pode esperar a nível de resultado. Então é muito comum que a gente encontre nas reuniões de diagnóstico do nosso time comercial pessoas que não querem enxergar seu ponto cego porque elas acham que tem tudo resolvido, elas que têm uma baixíssima autoconsciência do que precisa ser feito para mudar o comportamento da empresa, e por último elas acham que estão sendo sabotadas pelo time ou por outras pessoas, quando na realidade o maior impeditivo da mudança é ela mesma. E se você quer descobrir como fazer um bom diagnóstico da tua empresa, você quer entender como você consegue fazer exatamente isso com maestria, tem um vídeo aqui no canal que a gente ensina você a passar por um checklist de perguntas, um conjunto que pega desde a parte financeira, marketing, comercial, para que você consiga entender no detalhe do seu ponto de vista, mas com ajuda, para você identificar seu ponto cego, para que você seja uma grande alavanca de mudança, de inovação, verdadeira inovação aí na sua empresa nesse ano. Vai lá, o vídeo tá aqui do lado.
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