Pânico - Tiago Mattos e Atila Iamarino (Nerdologia) - 22/05/19

Transcript of a live segment from the Brazilian radio/TV program Pânico (22 May 2019) featuring hosts and guests Átila Iamarino and Tiago Mattos. The conversation covers artificial intelligence (Watson, machine learning examples), impacts of automation on jobs (medical, manufacturing, call centers, creative work), privacy and social media data, language/translation technologies, education and adaptive learning, and brief cultural asides. The tone mixes popular radio banter with explanatory science/futurism commentary.
Chapters
E sanoar Vai começar Só não esquece.
De limpar.
E aí.
Estamos ao vivo para todo o Brasil. Hoje é quarta-feira, dia 22 de maio, e aqui recebo um simpático enfermeiro. O nome dele é Gianpaolo Ortiz da Silva. Ele tem 29 anos e é da simpática cidade de Itatoba, Itatiba. Beleza, meu?
Belezinha, Daniel. E você, como vai?
Que bela voz. Obrigado. Fala jovem pã.
Jovem pã. Ó, quem sabe hoje já deixa o currículo aqui, né?
Bom, você sabe que enfermeiro é uma profissão que eu admiro muito, cara. Tem que levar, você tem que dar banho nas pessoas, né?
Também, também.
Por que os homens enfermeiros, eu não sei se é o seu caso, eles costumam ser levemente afrescalhados?
Ah, eu acho que vem da questão cultural também, né, um pouco. Essa questão cultural de sempre ser dominado pelas mulheres a enfermagem, né? Então, acredito que a grande maioria... Veja isso, mas realmente, a grande maioria é afrescalhado mesmo.
É igual aeromoço e aeromoça.
Olha, a gente vai criar um problema aqui. Qual o problema?
Primeiro que é comissária.
Você sabe que...
Comissária, não tem mais aeromoça.
Calma aí, Paulinha. Precisa ter sensibilidade pra essa profissão, né. Tem um toque gostoso.
Coisa que o vinheteiro não tem.
Você já se apaixonou por alguma paciente? Pode falar pra mim.
Não, ainda não.
Ainda ninguém.
Porque acho que a gente tem que saber separar bem uma coisa da outra, né. Senão a gente se apaixona por todo mundo que passa lá. Porque passa muita gente bonita também, e feia, né.
É uma profissão belíssima.
Os acebolados, como vocês falam, né. E esse mês, esse ano agora, 2019, é o Nursing Now, né. Que é o ano da valorização da enfermagem.
Mundial.
E esse mês de maio a gente comemorou a semana da enfermagem, de 12 a 20 de maio. Estamos comemorando.
Parabéns a todos os enfermeiros.
Muito obrigado.
Valeu, obrigado. Vamos lá. Palavras de otimismo com o bebê gigante.
Palavras de otimismo com o bebê gigante.
Nós temos um sábio, um mestre, um mito, vinheteiro, amado por uns e odiado por alguns. Uma bela frase pra tocar o coração da população.
Sensacional.
Poucos jogam o jogo.
Quem você convidou? Convido!
Convido!
Convido! Convido!
Convido!
Convido! Convido! Convido!
Convido!
Vamos lá. Átila Iamarino e Thiago Matos. Um explica Convido! o mundo, o outro o futuro. E você, caro ouvinte, vai saber hoje se deve ou não ter medo desse futuro. Hoje, Dani, a gente vai falar... parece que os robôs estão invadindo e exterminando a humanidade. Então a gente vai falar de futuro, a gente vai falar de educação, a gente vai falar sobre ciência. O Átila, posso explicar?
Não, não, calma, falou demais. Deixa eu só dar uma parêntese. Eu estava ontem numa belíssima palestra onde eu toquei lá com os CEOs da Microsoft, da IBM, foi um momento muito importante na minha carreira, viu, Vinheteiro? E lá eu conheci também o Thiago Matos, o Ítalo, todo mundo conhece que ele tem um canal no YouTube, que é a Nerdolândia. isso e o Thiago é uma...
Desculpa, desculpa, nerdologia que tem mais de...
Nerdologia, ele fala, ele faz vários vídeos muito bem feito, tipo Castanhari assim, ele dá uma destrinchada, só que o Thiago é um cara que vê o futuro, então você que pira empresas de startup, tudo que tá acontecendo pra daqui 20, 30 anos, esse cara já tem a visão porque ele dá aula em Israel, nos Estados Unidos, estudou em Harvard e na NASA, então fique com a gente que hoje vai ser um papo que pode mudar a sua cachola.
Muito bem, amigos, estamos de volta no programa Pânico, onde você pode acompanhar esse belo programa na internet e no YouTube, barra Programa Pânico, e convido você a sintonizar a rádio Jovem Pan com esta bela bancada. Faço agora para você... Você deve ficar muito atento, porque é um assunto que vai quebrar a sua cachola. Um explica o mundo, o outro o futuro. E você, caro ouvinte, vai saber hoje se deve ou não ter medo do futuro. Atila Yamarino e Tiago Márcio. Uma salva de palmas para eles.
Eu tô empolgadaço! Você... Ontem eu tava com o Tiago Matos num evento da Inagram, né? Que tava o pessoal da Microsoft, da IBM, foi muito legal. Você quebrou minha cabeça. E assisti todos os seus vídeos no YouTube. Você tem um canal. Pra ficar mais didático pro nosso ouvinte, pra convidar eles, eu queria primeiro, Atila, que você passasse o seu currículo. Quem é você?
Passar a capivara.
Passar a capivara, a gente vai puxar aí.
Eu sou um biólogo, sempre quis fazer biologia desde criança. E quando fazia graduação de biologia, comecei a dar aula em cursinho e fiquei mimado. Descobri que a galera gostava de aprender, mas quando fui fazer a pós-graduação, eu não podia mais dar aula. Quando você vai fazer doutorado, você entrega a alma para as agentes de fomento, é delas, e não pode fazer mais nada. E aí o jeito de eu extravasar isso foi começar a escrever um blog de ciência, que chama Rainha Vermelha, fui participar de podcast, que é o Nerdcast. e falar de ciência lá e a galera curtiu. Aí quando eu terminei a pós-graduação, eu já tava no pós-doc, o pessoal do Jovem Nerd, o Alexandre e o David, falaram, cara, o podcast dá certo, a galera gosta de ciência aqui, você não quer falar disso no YouTube não? Você não quer fazer um canal de ciência com a gente no YouTube? Eu falei, ah, beleza, uma vez por seis meses eu mando um vídeo aí, né? Não, não, toda semana. Toda semana a gente explica alguma coisa. Beleza, a gente criou o Nerdologia que tá.
6 anos já, explicando ciência toda semana, usando uma desculpa de cultura pop. Eu faço spam científico, eu finjo que eu vou explicar Vingadores e no fim eu quero falar de biologia.
Que é incrível, e eu vou falar, tem praticamente 12 pessoas na sua equipe, né, que você falou no canal do YouTube, que tem mais de 4 milhões de pessoas, né, que já estão te assistindo. E, cara, a edição é uma coisa, assim, genial. Temas incríveis, desde os Vingadores até quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Você vai... O que que aconteceria se os nazistas tivessem ganhado a guerra? Você dá uma pirada muito legal e a gente vai falar sobre isso. Mas agora temos o Tiago, um homem que transitou entre Israel, NASA... Você que passa seu currículo, porque vale a pena. Esse cara é um dos maiores palestrantes. O Brasil começou a se interessar por esse homem depois que você começou a lecionar lá fora. A hora que você foi lá pra Israel, né, pros Estados Unidos.
Shalom, shalom.
Shalom, né, um goi meio judeu. Passa aí, cara. Passa seu currículo, como se fosse uma entrevista de emprego. E eu sou o Steve Jobs ressuscitando na sua frente. Legal.
Daniel, prazer estar aqui com vocês. Prazer, todo mundo. É um privilégio estar aqui do lado do Atila, né, alguém que eu acompanho, trabalho há tanto tempo. Então, bacana estar com essa dobradinha aqui. Hoje em dia tenho dividido muito do meu tempo com palestras. Tenho dado palestras aqui no Brasil, fora do Brasil. Sou parte do corpo docente da Singularity University, que é um organismo que junta dois gigantes, NASA e Google. Fica lá no Vale do Silício. Represento o Brasil, sou brasileiro representando a figura no corpo docente da Singularity. Dou aula na Universidade Hebraica de Jerusalém. Sou professor convidado também na Universidade de Lisboa, em alguns cursos mais curtos. E aqui no Brasil tenho o meu próprio trabalho, como empreendedor, escolas, cursos online, já tive laboratório de Big Data, coworking, enfim. Gosto de empreender e eu brinco até que eu sou um cientista, que eu empreendo porque eu tenho ideia sobre o futuro da aprendizagem ou o futuro dos negócios, e aí eu preciso de um rato de laboratório. E aí a empresa é um rato de laboratório, não as pessoas da empresa, a empresa.
Você presta consultoria muitas vezes?
Muita, muita consultoria. Hoje em dia eu tenho dado mais palestra até que consultoria, porque os trabalhos de longo prazo acabam me demandando uma energia que eu não consigo dar. A palestra é aquele tiro mais curto e eu acho que também tem uma energia que você dedica, que você dá todo o gás na palestra e depois...
Ótimo, só para o Andrzej Vinheteiro fazer a pergunta, só para a gente organizar, porque a gente vai ficar muito empolgado, a gente vai decorrer por vários temas. Então vamos começar primeiro sobre inteligência artificial. Todo mundo aqui tem medo se a gente vai ser substituído ou não por robôs. Tem um documentário muito bonito que a IBM também fez, tem o Watson. que não sei se vocês acompanharam, na época eles colocaram o Watson que é praticamente um robô e eles fizeram uma.
Experiência como se fosse um show do.
Milhão lá nos Estados Unidos e o Watson apavorou todo mundo. A partir daí começa uma revolução na inteligência artificial e já jogo esse tema pra vocês.
O Watson, eu acho que ele deu muita notoriedade a esse assunto. Ele disputou aquele programa, o Jopard, que é um programa de engenharia reversa. Eles dão a resposta e você tem que dar a pergunta. Só aí já é meio complicado. E é um programa popular, um programa que tem bastante audiência. As pessoas que tinham tido melhor performance até então disputaram com o Watson e o Watson realmente teve um massacrou os seres humanos. E aquilo ali gerou um certo medo, um temor. Será que a gente está cruzando aquela linha onde... Terminador do futuro. Point of no return.
Vários filmes falam sobre isso.
Vários pensadores, como o próprio Stephen Hawking ou Bill Gates, eles temem que a inteligência artificial vá extinguir o que a gente considera humanidade. E vários outros pensadores, como Ray Kurzweil, acreditam que vai aumentar a humanidade, que a gente vai se fundir com isso e talvez até se transformar numa... nova espécie. Então é um tema super polêmico, que a gente pode aqui discorrer um programa, dez programas, cem programas.
É, a gente tem muita coisa pra falar. Atila, rapidinho pra deixar, você que é o cara que consegue explicar muito bem o que é inteligência artificial.
Vou pegar o exemplo do Watson com o Jelperd. Qual que é a ideia? O Kasparov antes, o grande marco da computação até então tinha sido o Blue Gene ganhar do Kasparov no xadrez. E só que ali foi um exercício de computação. O que a galera fez foi montar um servidor de um tamanho que não tinha até então, programar todas as jogadas dos maiores campeões de xadrez ali dentro, botar uma lógica rápida pra ele entender qual a próxima jogada e ele ganhou do... do Kasparov na força bruta, no cansaço mesmo, de simplesmente conseguir avançar 20 jogadas no tabuleiro enquanto o Kasparov, como o melhor jogador do mundo, avançava 7, 12, 15 no máximo. Mas foi com computação, foi porque tinha mais processamento. O Watson é diferente, o que eles fizeram com o Watson foi, eu não tenho como prever quais vão ser as perguntas. Então eu vou ter que fazer um programa que tem que aprender sozinho. Aí que tá a inteligência artificial. Então como é que programaram o Watson? Jogaram todos os artigos da Wikipédia, uma série de livros e uma série de outras coisas e falaram pro programa. Palavras que acontecem juntas, tem uma relação entre elas. Vai lá, lê isso aí e descobre quais são essas relações. Então, eles deram a logística de como pensar se um artigo é sobre alguém na Wikipédia, o que tiver lá dentro se refere a essa pessoa, né? Então, se tem um artigo sobre o Átila e aparece lá embaixo biólogo, é porque eu tô falando que o Átila é biólogo.
Sensacional.
E o programa que tem que fazer essa relação.
E essa é a apiração, né? Porque agora, no ensino, que é uma coisa que também vocês fazem, que tem... Eu imagino que tem curso online, ensino a distância, também devem estar nessa pega. Eles descobriram também nos Estados Unidos, fizeram um programa também de ensino que o professor ia ensinando a máquina com as dúvidas dos alunos também. E aí você vai para um espaço que você nem consegue imaginar, né? Esse recurso também.
O legal, acho que o mais mágico aí é porque a máquina não tem a nossa limitação do como o cérebro funciona. A gente é muito bom em reconhecer certos padrões, mas tem coisas que a gente nunca vai adivinhar. A máquina, por ter mais processamento, mais memória e uma programação mais solta, ela pode chegar em relações que não fazem sentido pra gente. Então, pra dar um exemplo legal, tem uma inteligência artificial que o pessoal treinou dando pra ela imagens de fundo de retina, que é aquela imagem que a gente faz quando vai no oftalmologista, pra ver se tá tudo bem. Você tira uma foto dos vasos sanguíneos no fundo do olho. É tipo uma raiz de planta. E eles davam as imagens pra máquina e o estado de saúde daquele paciente. Idade, tamanho, peso e tudo. E deixaram a máquina falar. Se você achar alguma relação aqui, você me fala. A máquina saiu treinada com isso, conseguindo adivinhar com 98% de chance idade, sexo, peso e se a pessoa fuma ou não fuma. E chance de infarto com 90% de chance de predição. Nenhum oftalmologista vai olhar pra imagem daquela e saber fazer uma relação dessa. O computador tem processamento pra aprender isso. A gente não sabia que isso era possível.
Isso é incrível, que é uma pega que a gente acha que às vezes é só um robô, não, é um sistema. Então a gente pode fazer uma melhoria na saúde, porque se o cara detectar algum sintoma em São Paulo ou no Afeganistão e vai repetindo isso, através desse padrão a gente consegue curar doenças que a gente jamais imaginou.
E por outro lado, Eu não sei do que que eu tô abrindo mão da minha privacidade se eu compartilho uma foto de fundo de retiro.
Aí a gente vai entrar num outro assunto que é mapear. Você que fica malandramente fazendo seu filtrinho de bebê lá no Snapchat, você não sabe o quanto você está sendo hackeado e pode vazar os seus nudes, vinheteiro.
Nossa, isso é um problema. Isso é um problema. Mas eu tenho uma dúvida. Eu não gosto muito da inteligência artificial, né? Algoritmos e etc. Eu acho que ela é meio falha. Ela é meio burra, né?
Burra?
É, eu não sei.
É limitada.
Você acha que a inteligência artificial, ela é muito feminina? Não precisava ter um pouco mais de masculinidade pra ela não errar tanto?
A Siri, né?
Espera aí, você tá chamando a mulher de burra?
A Siri é uma mulher. A Siri, ela... Tem muita mulher que.
É mais inteligente, tá? A Siri não tem resposta pra tudo.
É óbvio que não tem resposta pra tudo.
Siri, como salvar um casamento de 30 anos desgastado? Vamos ver se ela sabe.
Encontrei isso na internet.
Mandou ligar pra um advogado. Tá escrito aqui, endereço de advogado.
Ela errou. Você não acha que deveriam colocar um pouco de moléculas masculinas nos algoritmos?
Coincidentemente, o problema pode ser o contrário.
A mulher tem mais sensibilidade.
Não, não, mas todos assistentes têm nome de mulher.
Verdade.
É Siri, é Cortana, é Alexa... Bia do Brothers. Bia, é... Eu não lembro qual que é o nome da do... Bixby, que é a do Samsung, mas também é uma voz de mulher, porque são homens programando. E na cabeça dos caras tem que ser uma assistente mulher.
É sempre mais agradável ouvir uma chamada falando.
A voz da mulher do Google.
Mas a informação que elas têm a dar, normalmente falham. É porque eu não gosto assim.
Mas é o homem que vai lá e que coloca.
Acho que foi o homem que programa.
É o homem que programa, então o homem é o burro.
Não, se o homem programa. Desculpa, quem é que tá programando é que tem a inteligência.
O primeiro problema que o pessoal teve quando programou isso foi colocar a voz feminina no GPS. Para as montadoras alemãs que começaram a colocar nos carros, né? Mercedes, BMW, Audi. Botaram o GPS lá e punham o nome, e punham voz feminina. E a galera devolviu o carro falando que era mulher mandando pra onde eu vou. Eu quero uma voz masculina aqui me conduzindo.
Tem pesquisas que indicam que a voz feminina é mais bem recebida pelos dois sexos. Ou por... Sejam quais sexos a gente quiser considerar, né? Por todos os gêneros que a gente quiser considerar. E talvez esse seja um dos motivos. Quanto à provocação do vinheteiro, eu acho que esse é um assunto que, né, eu entendo a brincadeira, entendo o personagem dele, mas...
Não é personagem não.
Você não entende.
Você não entende, amigão.
Não é personagem não.
E você pode estudar o futuro, mas a cabeça do vinheteiro é algo que.
A gente tá... Nem na NASA.
A gente tem que tomar muito cuidado.
Até pra não endossar isso e não levar à frente, assim. Até porque existem várias inteligências, né? Não existe uma inteligência, essa inteligência. Aquela inteligência, o Gartner diz que tem várias inteligências. Às vezes a gente acha a pessoa que é boa em matemática, mas não é boa de relacionamento. Ou não é boa de música. Música é a contrária de uma inteligência, né? Então a gente tem que saber comportar.
O que a máquina não tem... Um.
Teste de QI, ele avalia um tipo de inteligência, né? Mais a matemática.
Mais lógico, matemático.
Geométrico, matemático.
Inclusive, eu tive que vir aqui, porque o Veneteiro tá falando tanta besteira.
Ele só falou uma.
A gente sabe se a Paulinha é um robô, na verdade.
A gente queria reprogramar. Esse aqui é um profeta, ele vai.
Ser entendido daqui 20 anos.
Mas tem um negócio legal voltando ao tema, que os engenheiros realmente, por exemplo, eles faziam o airbag baseados na sua altura e peso.
Sim.
E aí matavam mulheres e crianças, porque eles faziam pro corpo matarem. Tinha um sistema de reconhecimento de voz, que os engenheiros eram homens, usavam as vozes masculinas, e aí a mulher falava e não reconhecia. E quando integrava com imagem, a mulher não era vista.
É.
Então tem muita coisa muito delicada nesse universo.
E a diferença da inteligência artificial para a inteligência humana é a sensibilidade e intuição. Porém, na Ásia, os caras estão pirando bem mais na frente que nós e os robôs estão ficando com cara de humano. E tem uma coisa bem legal que estão fazendo robôs para cuidar de idosos, onde ele reconhece, né, na parte facial, o sentimento, né, para cuidar mesmo. Então, assim, esta é pega que eu vou deixar para o próximo bloco. a Será que esses robôs vão substituir os humanos e vão acabar com a nossa raça? Vamos de música, daqui a pouco a gente está de volta com essa simpatia com o Átila e com o Tiago.
Estamos de volta no programa Pânico, e aqui você escuta a gente ao vivo, mas os bastidores são os bastidores. Não é fácil conviver com os bastidores, vocês sabem. É uma luta que nós temos aqui para tocar esse barco. A gente que diga. Né, Paula? Gente, você vai ficar nesse bloco que eu sei que você quer fazer pergunta. Só pra falar, estamos aqui com o Atila, ele que tem um belíssimo canal no YouTube, que é o Nerdologia, e também temos o Thiago Matos, que é um futurista, é o cara que tá pensando com coisas assim. Garotinho startup, você que anda de patinete na Faria Lima, sonha em ter uma empresa e vender ela por um valuation de 40 bi, Esse é o cara que pode dar consultoria. E eu vou partir agora, porque os dois caras vocês lecionam, são professores, né? Estavam muito nessa pega de ensino. A Paulinha queria colocar porque ela tem muito medo. Querendo ou não, Paula é uma senhora ultrapassada, com todo respeito.
O cara ultrapassado é sua mãe, né?
A minha mãe também. Minha mãe é uma senhora ultrapassada igual você.
Quem tá bem ultrapassada?
Ela tá com a mesma cara que você e tem um corpo bem melhor que o seu. A nádega da minha mãe é mais dura que a sua, Paulinha, com todo respeito. Paula sofre um drama. É perder o emprego para o computador, para a máquina. É isso que você quer falar, Paulinha?
Na verdade, assim, eu tava vendo o TED do Atila, que aliás eu achei maravilhoso. Parabéns, Atila. E lá eu fiquei um pouco assustada, porque você tava falando que as pessoas, e eu me identifiquei hoje, a gente perde muito tempo pensando no que vai acontecer, sei lá, no emprego. Sendo que talvez, daqui a 10 anos, o seu emprego nem exista. Aí eu falei, gente, será que o meu vai existir? O que eu faço? E o quanto as coisas vão ficando obsoletas rápido demais. E eu queria saber, no meio profissional, o que vai acontecer? Os robôs vão pegar o meu lugar?
Vocês repararam que eu fiz a introdução da própria pergunta dela. Ela deu a volta no quarteirão inteiro e voltou para a mesma pergunta.
E não fica rindo não.
Acabou. É a mesma coisa. Paulinha, corta o microfone, Rogérinho.
Ele está querendo pegar o lugar desse programa.
Por isso que vai ser substituído pela máquina. A máquina não dá essa volta. Corta o microfone.
Você não vai mandar aqui sozinho não, tá? Eu pego da Marina qualquer coisa. Pode ir.
Bom, é o seguinte. É a mesma pergunta. Vocês querem responder?
Eu posso dar riscos e riscos, assim. Tem alguns empregos que continuam sendo humanos, mas uma pessoa fica muito mais produtiva e acaba com vários trabalhos. Então, por exemplo, hoje, o Nerdologia tem eu que apresento às quintas, o Felipe, que é historiador, apresenta às terças. Somos nós dois, tem um estúdio que edita os vídeos, que é o Estúdio 42, e tem o pessoal do Jovem Nerd que põe aquilo no ar. A gente... eu contei umas 12 pessoas, deve flutuar aí, vai de 6 a 15 pessoas, dependendo do episódio, de quanto a gente precisa pôr a mão naquilo pra trabalhar. Mas o que a gente consegue fazer ali era uma equipe de TV inteira antes. Um estúdio inteiro de TV tá na sala de casa e toda semana eu monto aquilo e faço. Então assim... Quem tem emprego nisso? Eu e minha esposa, que é a produtora comigo no canal. Eu precisaria de 5 ou 6 pessoas no equipamento antigo, que tem que ter um operador de câmera, operador de som, mesa de som, tudo, 500 coisas. Esse emprego desapareceu? Não. Mas agora são duas pessoas que fazem o que outras 12 ou 15 fariam por um custo muito maior. E eu consigo fazer isso na sala de casa toda semana. Tem empregos que máquinas tomam de verdade, e nessa o Brasil rodou bonito, porque boa parte da Ásia ficou rica, Teve uma classe média que ficou rica porque foi trabalhar nas fábricas. Então o cara saía do campo, ia para a fábrica fazer um trabalho manual. Hoje quem faz esse trabalho são robôs. E essas fábricas estão voltando para a Europa, então nem estão mais na Ásia. Por exemplo, a Adidas voltou para a Alemanha. Falou, vamos fazer uma fábrica na Alemanha, o produto vai ser made in Germany, com robô. Então não vai ter nem o asiático mais, o chinês que vai pra classe média fazendo isso, nem o brasileiro que vai pra fábrica fazer isso e foi direto pra lá. Essa fase da revolução industrial, o Brasil perdeu.
Que é, a gente toca muito nesse assunto. Eu acho que você também pensa de outra forma, Thiago.
É, tem um estudo, Paulinha, que chama How Susceptible Are Jobs to Computerization? Então, quão suscetíveis são os empregos à automação, computadorização, nos próximos 20 anos? Oxford que fez, então é um pessoal bem sério. Tem atividades lá como telemarketing, que diz 99% de chance de automação. Porque de fato, a gente tá vendo os robôs, a inteligência artificial ocupando esse espaço. Acho que muita gente já ligou pra um call center ou falou num chat.
Dá uma raiva, mas dá uma raiva. Porque não tem aquela opção de falar com uma pessoa de verdade.
E se não encaixa no trilho… E.
Muitas vezes, você quer falar com a pessoa de verdade.
E quando você liga, tipo, no banco, você fica assim… Sempre cai numa pessoa.
No final das contas.
Eu sempre vou pra pessoa.
É engraçado, porque às vezes… Tem um serviço que o pessoal diz assim… Não, espere aí que eu vou procurar aí. Dá uma digitadinha, assim, sacotado. Você se sente ridículo. Essa é uma que tá automatizada. Outra é Valet Parker, a pessoa que estaciona o carro. Por quê? Porque os carros estão começando a ficar autônomos, autodirigíveis. E aí, nos próximos 20 anos, é muito possível que essas atividades, né… Aí.
O Uber, taxista, vai acabar?
No estudo, eles pegavam essas duas como algumas das mais críticas. Nas profissões como engenheiro, arquiteto, jornalista, professor, essas tinham uma chance muito baixa. Não significa que elas vão continuar sendo iguais. A gente vai transformar a atividade que a gente faz. A gente não vai mais fazer...
Não precisa ficar desesperada, deixa eu te falar.
Porque, por exemplo, o Átila também tava falando que hoje...
A Paulinha tá com muito canhaço.
Ela tá muito...
O emprego dela corre risco aqui.
Eu tô pensando de verdade, né? O quanto a gente tem que ter essa visão.
Deixa o Vinheteiro, deixa o Vinheteiro. Respira um pouquinho, pega um pouco do Dramim. Ela vai dar uma dormida. Fala, Vinheteiro.
Deixa ele fazer uma pergunta.
Falando de empregos, eu queria falar do emprego dos médicos, né? O médico, como é que ele trabalha? Ele tem uma paleta de sintomas na memória, de sintomas e doenças, e quando ele faz a anamnese, ele vai tentar descobrir a doença do cara. Ou seja... Se isso fosse usado na inteligência artificial, se escreve lá os sintomas, eu acredito que seria muito mais espetacular. E é muito espetacular o computador dizer qual é a tua doença, porque ele tem uma paleta muito maior de sintomas. Então eu vos pergunto, vocês acham que os médicos vão deixar que essas consultas caríssimas de 500 reais, que você vai lá e o cara fala assim, tá estressado? Você acha que eles vão deixar?
A virose é maravilhosa.
Eles vão deixar o algoritmo tomar conta.
O preço da consulta te mostra a dinâmica da coisa. Funciona assim. Por que que cabeleireiro tá ficando caro? Por que que médico tá ficando caro, enquanto outras coisas continuam baratas? Porque a produtividade mundial tá crescendo. Então o cara que antes fazia um sapato, hoje ele faz 15, operando uma máquina que faz sapato, ou 200, ou 5 mil. O médico continua atendendo uma pessoa a cada 15, 20, 30 minutos. Então, se todo o resto é mais produtivo, o que o médico vai ter que fazer é cobrar mais caro pela única pessoa que ele pode atender. É a mesma coisa do cabeleireiro.
Porque só ele tem habilidade. Quanto mais o cara se especializar, mais valor ele vai ter.
Porque senão ele podia estar em outro emprego, fazendo outra coisa e ganhando mais. Então, eu vou ter que pagar mais por um atendimento, porque ele não pode fazer 15 ao mesmo tempo. E isso vai ficar mais caro. O que você consegue automatizar aí? Todo mundo com quem o médico contava. Então, agora ele vai lá, coloca os sintomas no sistema, o computador vem e fala... Olha, tem essa e essa e essa doença que está relacionada com isso. Que exames que você vai pedir? Ah, eu quero esse. O pedido de exame já vai direto para o laboratório, quem pegava esse pedido, descia, mandava pelo tubo de ar e não sei o quê, morreu. manda direto pra lá, o exame vai, e o resultado já sai da máquina automático, dizendo ó, tem ou não tem tal condição. Então essas pessoas... Muito legal.
Vem ateroada.
Vai poder atender mais gente.
Tem o AIDA.
AIDA, que é um aplicativo ADA, que você põe os sintomas, ele cruza num puta banco de dados, e ele diz, você tem provavelmente isso, isso, isso. Só que como eu não sou médico, como eu não sou médico, eu não posso garantir.
E diagnosticar E aí procure um médico. Mas ele já te passa um diagnóstico. E outra coisa, não se esqueça, pensa aqui no iPhone ou no seu celular, no seu smart, o cara tem um negócio de saúde, onde conta seus passos. Isso aí são seus dados, onde lá na frente... Olha o rolê! O que vai acontecer com os dados que a gente tá fornecendo?
Mas dizem que isso daí vai ser usado pra aumentar a assistência médica.
Então, barateia por um lado, fica mais caro por outro.
Mas não vai ser igual o Uber, os médicos vão falar não, não...
Ele fica chamando o médico no aplicativo, ele fica rodando no quarteirão pra te atender. Médico compartilhado. Não, e também... Compartilhado é bom. Médico X e médico Black.
Ginecologista.
Médico chupando médicos.
Ginecologista compartilhado, uma consulta.
A gente só vai em médico que a gente confia. O fim é ter o quê?
Ele falou um aplicativo. Lembra o aplicativo que você queria criar? O UberTutia, que você ficava mapeando. É o EasyTutia que ele quer.
Mas dá momento, porque quando você coloca lá no Google os sintomas, sempre aparece alguma coisa que tipo, é morte fatal. Então isso é bom, né, gente?
Mas você confiar no Google aí, ferrou.
Procure um médico.
Pensa na lâmpada.
Pelo menos por enquanto.
Como que era pra gente iluminar a casa antes? Você tinha que ter uma lamparina, uma vela. O que você queria da vela? Você queria a luz, mas ela fazia toda aquela fumaça, né? Esquentava o ambiente, ficava tudo defumado, a casa inteira. Você vai em casa antiga de barro, coisa assim, que o pessoal tinha candelária, é tudo escuro em cima, por causa da fumaça. Eu quero só a luz, mas eu preciso desse pacote todo pra ter essa luz. Aí fizeram a lâmpada incandescente. Ela não solta mais fumaça, mas ela ainda produz calor pra caramba. Então quem ainda tem lâmpada incandescente em casa, ela esquenta o ambiente mesmo, né? Você liga umas lâmpadas de estúdio na cara, se não são mais modernas, vem calor e vem luz. O que eu quero é a luz, mas o pacote todo tem que vir junto. Agora a gente tem a lâmpada de LED que é só luz. Esquenta muito pouco, não faz fumaça nenhuma. A tecnologia foi avançando e a gente foi indo cada vez mais pro que que é que eu queria daquela coisa que é a lâmpada, daquela tecnologia. Com o médico, com o professor, com todos os profissionais hoje, a gente vai acabar fazendo a mesma coisa. Antes vinha o pacote todo. Não necessariamente você precisava do pacote. Agora você vai descobrindo o que você quer dentro. Por exemplo, o atendimento pessoal.
E tem uma coisa que, assim, automação não é um fenômeno novo. Antigamente, tinham pessoas para acender as lamparinas das ruas. Antigamente, tinha... Eu gosto muito dessa, que eram empilhadores de pinos de boliche. Enxugava a boliche de uma pessoa lá...
Era uma automação humana.
O pior era o despertador humano. Uma pessoa, quem era mais dorminhoco, ia lá e batia com uma varinha. A gente não tinha celular pra despertar. Então, a gente também tem que observar o quão esse fenômeno é novo e o quão esse fenômeno tá aí transformando a nossa vida e melhorando a nossa vida. O que tá acontecendo agora é que a inteligência artificial tá afetando as atividades intelectuais criativas também. E aí o bicho pega, porque boa parte dos pensadores e das pensadoras não se sentia ameaçado até...
É bizarro, tem inteligência artificial que já tá debatendo, né? Tem debate político que ele cria argumentos, cara.
Substituiu o Caio.
Vai ter uma inteligência Caio Coppola.
Deixa o Caio lá.
Tem pré-educação também, né?
Pra crianças, né? Tem inteligência que compõe melodias.
Compõe melodias.
Mas compõe melodias bem enfadonhas.
Tem melhor do que a sua.
Eu já usei. Eles sempre fazem umas besteiras.
É o começo do processo, né? O início é bem melhor do que.
Aquelas coisinhas tontas que você põe no seu canal lá.
Eu acho que o vinheteiro não compõe nada, cara. Ele nem toca nada. É só uma inteligência.
Ele tem o rumo.
É um piano que toca sozinho. Chama-se pianola e existe desde os anos 1700, 1800, já tinha pianolas.
Tiago, já que a gente tá nessa piração, deixa eu te falar uma coisa. Ontem que a gente estava na Inagran.
A gente já sabe.
Ingran, lá no Unique, lá beleza. Cara, você começou a mostrar as empresas do futuro. E aí, agora vamos para o outro lado. As empresas você colocou que agora são verticais, né? Se você não for de tecnologia, em algum momento você vai sumir do mapa. Não adianta você só ter um e-commerce. Vamos falar para frente. Aspirações que tem. A gente tem o Barba Linda, ele separou um vídeo. de uma apiração que você colocou como referência, que existe, né? Tá sendo testada. Um japa se apaixonou, né? É maravilhosa a história. O cara se apaixonou por uma americana e aí ele criou...
É isso aí. É um cara que falava inglês e não falava francês. Conheci uma menina que falava francês e não falava inglês. E rolou um clima ali. E ele tinha duas opções pra sair com ela, conhecer ela. Uma era aprender francês. A outra era criar uma tecnologia pra traduzir.
Ah, o caminho mais fácil.
O cara criou uma tecnologia. Deixa eu mudar a história da humanidade, então.
Aprender francês é muito difícil.
Ah, é legal aprender francês.
É, super.
Eu sei.
E aí, ele criou o Waverly Pilot.
Que eu acho que o pessoal até.
Tem um vídeo aí, se o pessoal quiser.
Vai lá, Barba. Ele pode ir falando e você vai ilustrando que tá em inglês.
É, aí vai ter a legenda pra quem estiver vendo aí, ó.
É, mas a maioria das pessoas estão...
Pode abaixar, a gente só vai ilustrando aqui, abaixa um pouquinho.
Ele vai contando a história, ele tá com a menina, e aí eles colocam o fone, um fala numa língua, a pessoa ouve na sua língua mãe, a pessoa fala na sua língua mãe, entende?
Vai ficar assim pra sempre?
E essa tecnologia é uma tecnologia que eu tenho, por exemplo, ela não funciona perfeitamente, mas funciona.
Ah, você tá falando em inglês comigo, tipo...
Eu poderia falar, eu falo em russo, você coloca o fone, você vai ouvir em português no fone, você fala português.
É melhor que a pessoa faça uma aula e comece a aprender.
Xavecar uma mina na Rússia. Difícil. Eu fui pra Copa. Aí você vai ter um relacionamento com essa pessoa.
Não, mas eu acho que é possível.
Vai fazer uma reunião.
Marina, aprender uma língua demora muitos anos. A não ser que você more... Gente.
Já tem uma aplicativa aqui.
Quantas línguas você fala pela aplicativa, querida?
Quer uma perspectiva legal?
Qualquer língua pela aplicativa. Assim, uma reunião. Eu vou fazer uma reunião com um investidor. não fala a língua dele, ele não fala a minha. A gente pode usar essa tecnologia. Agora, até o Átila tem um vídeo muito legal sobre como aprender língua.
É que tem muita gente que é nervosa.
Como é que é o vídeo em relação a isso?
Só uma coisa antes desse aqui. Só pra juntar tudo, né? Por exemplo, profissional de letras, ninguém mais devia estar se formando em letras porque as pessoas estão usando o tradutor automático, as pessoas estão fazendo isso, não tem mais sentido porque fazer humanidades e se formar em letras. Por exemplo, eu vou fazer uma reunião de negócios com um russo. Eu não vou usar o tradutor automático. Eu vou procurar no meu aplicativo, que já tem 15 mil versões de tradução, porque eu quero o russo oficial, falado pelos nobres da Rússia, que vai usar todas as inflexões certas para transmitir a minha intenção direitinho. Porque eu quero negociar se a minha margem de lucro é 0,5% e não 2%, se é quando sobe ou desce a ação. Quer dizer, um tradutor automático não vai saber passar a nuance que eu quero passar para o Onigara Kamusa, ele vai simplificar a conversa. Eu quero um tradutor particular, treinado pelo melhor cara formado na Academia Russa de Letras, que vai saber passar a mensagem que eu quero. Eu vou passar um chamado...
Lógico.
Pra uma espanhola, eu quero alguém que fez o espanhol de conquista, que vai saber usar o elogio certo, porque aquela mina veio daquela vila da Bolívia, que vai fazer não sei o quê, e aquilo vai soar pra ela que eu tô falando que eu quero hoje e não amanhã. Essa nuance, quem vai dar é alguém que é formado, que tem uma baita competência e que vai, no mínimo, ajudar a treinar essa inteligência artificial bem, pra fazer uma coisa dessa.
Mas não é bom a gente aprender também?
O problema é que a gente não.
Tem vontade de como bengala, e aí.
A pessoa ficar só pagando uma fortuna.
Não, é óbvio que aprender uma língua.
Faz a gente pensar de outras formas. Você não pode falar pra uma criança isso, você tem que fazer os seus filhos, eles estudarem inglês.
A língua franca de hoje, pelo menos o inglês, Inglês hoje, pra mim, em termos de oportunidades perdidas, é a mesma coisa que você ser alfabetizado. Você precisa ter o inglês, no mínimo, é a mesma coisa que você saber ler e escrever hoje em dia. Porque antes da coisa chegar em português, ela tá há 15 anos valendo no inglês, beleza? Mas eu preciso saber o inglês que me informa, ou eu preciso saber... O poder da negociação em inglês.
Ou inglês científico.
É tanto tema legal que aqui a gente fica pirando, a gente vai tocar uma música no próximo bloco, falaremos sobre IoT, a internet das coisas, que já estamos numa outra piração. Clean Energy. Será que é possível criar um outro boi e vamos salvar a população?
Clean Energy, gente.
Clean Energy. Daqui a pouquinho, aula aqui com esses profissionais aqui no Programa Pânico.
Muito bem, estamos de volta no programa Pânico. Hoje uma palestra, uma aula, eu diria, com dois especialistas, homens que pensam no futuro. E não é uma palestra barata, mas o que a gente está tendo aqui é grátis. E você também, querido ouvinte. Temos aqui o Átila e temos aqui o Tiago. Um que é do Nerdologia, que é um cara que faz um canal no YouTube maravilhoso, que desbancou o Castanhari com todo e maior respeito, essa que é a verdade. E o Tiago Matos, que é um futurista, um cara que dá consultoria para empresas. Ele tem umas seis empresas, ele é bem humilde, ele não gosta muito de falar. Nesse assunto, a gente vai tocar pra você, ouvinte. Você que passa horas no Instagram curtindo stories. Temos a presença aqui, um destaque. Eu sou um headhunter, procuro talentos. Achei um, que é a Brown.
Mano Brown, isso aí.
Você nunca teve espaço nesse programa. Na minha gestão, você tem.
Eu enfatizo, ela nunca teve espaço.
Não é?
E aí, Brown, firmeza?
O clima tá maravilhoso.
Aproveita que a Paulinha saiu.
Tá arrasando, hein?
Obrigado, você é parça. Tá muito bom. Você tá gostando?
Tô adorando.
Você usa rede social? Você é uma pessoa que usa um Tinder pra dar uma chavecada?
Não, Tinder não.
Eu ainda não estou nesse nível, né? A maquiagem tem dado uma ajudada, então não precisei ainda usar Tinder. Mas eu tenho umas amigas com umas histórias pesadas aí, viu?
É mesmo?
Tinder?
Por exemplo, Instagram. Como é que você faz pra dar uma chavecada no Instagram? Você curte uma foto? Like, ataque?
Curte três diretas?
Geralmente eu mando muito, muito direct, tipo o Neymar, né?
Que é o meu sonho de consumidor.
É que um dia ele responda.
Não, vamos fazer um apelo. Mas é o quê? Um mamilo de leve ou só um coraçãozinho?
Um mamilo com flecha, porque você tá ligado, né?
Aquele explodindo foguete.
É o mamilo carvão, quase não dá pra ver.
Eu gosto muito e aprecio.
O latino tá aqui hoje?
Quem latino? O latino ali, ó.
Vou pegar ela, Lulu.
Calma, deixa eu te falar uma coisa. Vamos falar de rede social, privacidade. Cada estudo pra ser chamado de lápis. É o auge da minha carreira. Ainda bem que não é Guilherme Bolos, né? Bom, a gente viu agora uma notícia do Mark Zuckerberg, que ele se pronunciou. Ele teve até uma conferência junto com o Arari, o cara que escreveu lá, Sapiens, e aí ficou uma discussão. O Zuckerberg falou, vou tirar as curtidas do Facebook, do Instagram. Na verdade, do Instagram, não vou ter mais. Porque agora eu vou cuidar da privacidade. Queria que vocês falassem sobre esse tema, porque será que Mark Zuckerberg é um robô? Aonde ele quer chegar? Vamos lá!
Eu tenho uma opinião bem concisa em relação à privacidade. Funciona assim... No Facebook, no Instagram, é um pouquinho diferente, as pessoas não compartilham bem isso, mas já tá tudo integrado. Com duas a cinco curtidas, dez no máximo, o Facebook já consegue adivinhar o seu gosto melhor do que quem trabalha com você.
A partir da parte... é, conhecimento facial, né?
Não, digo, com assuntos que você compartilhou...
Ah, tá, padrão, tá, tá.
Pelo seu comportamento.
Ele já sabe várias coisas que os seus colegas de trabalho agora estão sabendo.
Ele já sabia.
E o Neymar sabe também.
Aliás, esconda o instintor, mas continua.
E com 100 curtidas ou algo assim, ele já sabe predizer melhor o seu gosto do que os seus amigos. Com até 300 curtidas, o que para algumas pessoas são alguns dias, o Facebook consegue adivinhar o seu gosto melhor do que o seu cônjuge.
Nossa, nossa.
Namorada, namorado, amigo, amiga, íntimo, talvez até mais do que o Neymar. Com 300 curtidas, então... Perca a concentração com o Neymar. E já foi, assim.
E aí tem uma outra pega. A câmera que está no seu computador, no seu celular, dizem que através do seu reconhecimento facial, você expressa o seu sentimento com as curtidas. Quando você gosta de uma coisa, um prato, uma viagem, você curte lá e o Facebook já tá reconhecendo isso também?
Ele não precisa disso.
Só com as curtidas.
De repente, quando você tá mais ativo no Facebook ou no Instagram, ou tá postando mais fotos, fotos com um tom azulado ou avermelhado, que são fotos de pessoas felizes. Pessoas deprimidas postam mais fotos cinzas.
Pô, que interessante. É mesmo?
Pelo seu comportamento. Ele já sabe várias coisas que seus colegas de trabalho agora estão sabendo.
Ela trabalha aqui no Prank.
E o Neymar sabe também.
Aliás, escondo o instintor, mas continua.
E com 100 curtidas ou algo assim, ele já sabe predizer melhor o seu gosto do que os seus amigos. Com até 300 curtidas, o que pra algumas pessoas são alguns dias, o Facebook consegue adivinhar o seu gosto melhor do que o seu cônjuge.
Nossa!
Namorada, namorado, amigo, amiga, íntimo, talvez até mais do que o Neymar. Com 300 curtidas, então... Tem que ter.
Concentração com o Neymar.
E já foi, assim.
E aí tem uma outra pega. A câmera que está no seu computador, no seu celular, dizem que através do seu reconhecimento facial, você expressa o seu sentimento com as curtidas. Quando você gosta de uma coisa, um prato, uma viagem, você curte lá. E o Facebook já tá reconhecendo isso também?
Ele não precisa disso.
Só com as curtidas.
De repente, quando você tá mais ativo no Facebook ou no Instagram, ou tá postando mais fotos, fotos com um tom azulado ou avermelhado, que são fotos de pessoas felizes, pessoas deprimidas postam mais fotos cinzas.
Pô, que interessante. É mesmo?
É.
É porque o cinza, ele esconde os nossos defeitos faciais. A nossa feiúra.
É verdade.
A pessoa que não usa foto de rosto nas mídias sociais, normalmente é uma pessoa horrível. E a feiúra, a feiúra leva a depressão. Eu só tô traduzindo o que você disse.
Só digo as verdades, né?
Só a verdade.
Mas é verdade. Quando as pessoas estão mais deprimidas, elas fazem mais fotos com filtro preto e branco, com filtro cinza e por aí vai. Tô falando de dado público aqui. Perfeito. Assim, no Instagram como um todo, cada um faz de um jeito. Mas isso é público, né? Eu posso olhar pra sua timeline e ver um período dela lá no Instagram, em que tava tudo mais cinza e falar... Esse período é que a pessoa tava mal, ou que não postou, ou que aconteceu alguma coisa. E com base no lugar de onde você tuita, se você assina no Twitter lá em tal lugar em São Paulo, ou tal lugar aqui ou ali, eu posso ver, por exemplo, que de repente, na fase mais feliz sua, você vai mais na padaria, vai mais na academia, você vai mais no shopping. Na sua fase mais triste, você vai fazer uma andada no parque, tuita menos, tuita de casa. Só compartilha link dos X vídeos. Então, assim, só com dado público, eu já sei quando você tá feliz ou triste, e os lugares que você frequenta.
Atila, desculpa eu te interromper, eu fiquei… Eu não tenho os dados aqui exatamente. Mas se eu não me engano, o Facebook sabe pela conversa de duas pessoas quando que elas vão começar a namorar.
Aí é Black Mirror. Vocês estão no Black Mirror, né?
Porque eles começam a pegar as palavras-chave, eles começam a ver curtida aqui, curtida ali. Então tem um padrão, essas pessoas vão começar a namorar entre essa data e essa data.
Porque sempre é o mesmo xaveco no final. Você sempre fala a mesma porcaria.
E é a frequência. As mensagens vão ficando cada vez mais frequentes, até as pessoas se pegarem, e aí elas entram num outro ritmo.
E sabem que eu não vou ser parada daqui a pouco. Tô chocada.
Também, também.
Também.
Também.
Por exemplo, pessoas que têm... Dado o público, eu posso ir lá, usar a API do Facebook que é aberta, puxar quais são os seus contatos. Quanto mais contatos em comum você tem com a sua esposa, ou com o seu marido, ou com quem for, com o seu cônjuge, menor a chance de vocês se divorciarem. Quanto mais separados são esses grupos no Facebook, menos tende a durar esse casamento. Não é que… Ah, eu não tenho… Varia por pessoa em pessoa. Mas se eu olhar pra um milhão de pessoas, eu sei que as 10 mil que têm menos pessoas em comum vão se separar logo mais. E as 10 mil que têm mais.
Pessoas em comum vão se separar logo mais. E as 10 mil que têm menos pessoas em comum vão se separar logo mais.
E as 10 mil que têm menos.
Menos pessoas em comum vão se separar logo mais. E as 10 mil que têm menos pessoas em comum vão E as 10 mil que têm menos pessoas em comum vão se separar logo mais.
E A as 10 mil que têm.
Menos pessoas em comum vão se separar sequência logo mais. de Um Lugar Legal, da tua mulher. De repente, E quando você começa a postar o teu cachorro e prato de comida, significa que aquilo tá indo pro lugar.
Tem as 10 mil que têm menos.
Pessoas em comum vão se separar logo mais.
E duas as 10 mil que têm menos pessoas em coisas que eu queria adicionar aqui. A primeira, que quando eu vi o Mark Zuckerberg no Senado americano, a câmera dele tava tapada.
Isso viralizou, inclusive.
A câmera e o microfone.
Se o Zuckerberg não confia, eu vou confiar?
Isso é uma coisa muito interessante. Viralizou uma foto onde o computador do Zuckerberg tem uma fita lá. Então ele não quer mostrar. Então imagina. Você, vinheteiro, no seu momento de solidão na sua casa, acessando o Xvideos, dando aquela descascada, você pode... Você pode estar com seus dados na nuvem e alguém pode invadir daqui a pouco. Essa é a próxima pega, né?
E a segunda coisa é que tem uma frase que eu vi que eu acho bem interessante, que é... Quando a gente usa um serviço gratuito, por exemplo, Facebook ou Instagram, é um serviço gratuito. Você não tá, obviamente, por ser gratuito, você não tá pagando, então o produto é você. E eu sou o produto do Instagram. As marcas que estão lá estão querendo me acessar. Então, o Instagram me usa como produto. para me prover um serviço grátis. Então, eu acho que essa troca, em muitos casos, ela é justa. Eu tô usando um serviço, tô aceitando não pagar, porque se o Instagram custasse 100 dólares por mês, talvez eu não usasse. E aí, eu sou o produto. Então, esse é um ponto de vista interessante de considerar. Será que a gente não faz essa troca até inconscientemente? Vou usar o Facebook de graça? Vou usar o Instagram de graça? Vou usar o WhatsApp de graça? E eu me permito ser um produto, né? Me permito...
Óbvio! Não, eu vou dar um exemplo.
A gente precisa saber a extensão, né?
De quanto ela... Se eu for em histórico de compras do Google, por causa do meu Gmail... O Google sabe tudo o que eu comprei pela internet nos últimos 12 anos. Sim. Ou 15 anos, tudo. Qualquer compra. Você pode ir no histórico de compras, ele te dá uma lista lá. E não tem como você apagar esse histórico de lá. Você pode apagar os e-mails, mas... Por.
Isso que o Facebook vale tanto, ele é um mailing de dados e de pessoas, né?
Mas sem ele é um trabalho.
Acho que o Facebook é um banco de dados.
Todas essas redes são putas, mano.
E quando você coloca um cascalinho ali, pra impulsionar alguma coisa, É um caminho sem volta. Ele apenas tá te dando aquele banco de dados sem te dar o e-mail do cara. Se você pegasse o e-mail do cara, você ainda conseguiria por outros métodos ficar mandando.
Mas é justamente por isso que eles tiraram a curtida.
Exatamente.
Não é pra deixar ninguém são, não. É pra você não saber pra quem que você vai dar o cascalinho e depender do Instagram fazer isso.
Você fica mais na mão dos caras, velho.
Sim, o tempo inteiro, o dinheiro que manda. Para a manteiga.
Quando eu tô... Vou dar um exemplo idiota. Eu tô no Google e eu quero procurar sobre um lugar específico. Eu quero ir pra Sicília, por exemplo. Aí eu coloquei lá no Google. Sicília, Itália. Aí, de repente, eu tô no meu... Instagram. Ou no meu Instagram, ou no meu Facebook. De repente, começa a me aparecer um monte de coisa sobre Sicília, sobre viagens, sobre hotel. Como que eles pegam isso? Porque eu não tava no Facebook olhando.
Batura do cartão que você não pagou.
Não, eu tava no Google procurando, tipo, procurando um hotel na Itália.
Tem dados e dados. Tem, por exemplo, correlação. Tem cinco amigas suas que viajaram pra Sicília. E toda vez que o Instagram percebe que alguém viaja os amigos também começam a se interessar por aquele lugar. Então, simplesmente o fato de uma amiga sua ter compartilhado uma foto da Cecília já pode dizer pro Instagram que é legal eles fazerem propaganda pra você também. Porque você viu, vai ficar com vontade de ir também, vai querer fazer o mesmo. E não tem dado nenhum sendo vazado aí, é só uma relação. Pode ser também porque tem os cookies, que são indexadores que o navegador salva quando a gente acessa os sites, pra saber que é você pra vários lugares. Então, sei lá, eu entrei numa loja online hoje pra fazer uma compra, coloquei tudo no carrinho, não fiz a compra. Eu volto amanhã, logo no site, tá tudo no carrinho de novo. Eu continuo a compra. Eu fui tomar banho, voltei. E a coisa, pra internet funcionar desse jeito contínuo pra mim, pra eu não ter que refazer todos os passos, ela tem que guardar uma informação ali de que fui eu que fiz aqueles passos. Isso serve pra mim e isso serve pro anunciante. E tem o padrão de acesso. Então, mesmo se você não salva cookie, se você não salva nada no seu computador, toda vez você começa com uma janela anônima, ninguém tem informação nenhuma sobre quem tá acessando a internet. Eles sabem que você, quando entra na internet... Eles sabem. Os computadores já têm registrado que esse usuário, que usa esse IP de internet, que usa esse celular, quando entra na internet, entra nesse site primeiro, depois entra no Pânico, depois entra aqui, depois entra ali, depois passa 20 minutos no Instagram. Essa assinatura é única sua. Então, no dia seguinte, você pegou outro celular de outra pessoa, um tablet, um computador, mas você entrou nos mesmos sites em ordem, ele sabe que é você. E que você, dois dias atrás, curtiu uma foto na Sicília. Então, pra você que vai propagando.
A pega, meus queridos, é o seguinte. O ser humano, como o próprio Dr. House já falou tantas vezes, mente o tempo inteiro. A gente mente pra gente mesmo, né? A gente tem que criar uma verdade que às vezes não existe até pra levantar da cama. E para pra pensar, pra máquina a gente não vai conseguir mentir. Por quá? Porque já tem máquina fazendo entrevista de emprego. Então né, Tiagão, se você quiser dar um Isso a máquina lê. E a piração maior, primeiro, máquina entrevistando, né, no RH. migué... E em outros países, como a China, os caras estão lendo você o tempo inteiro a reconhecimento facial na rua, com uma proporção de milhares de pessoas no lugar. Como que mente pra máquina?
Essa privacidade é que me dá medo. Essa que a gente não... Até hoje.
A gente consegue passar, né?
Aqui eu aceitei, aqui eu dei o check, aqui eu teoricamente li os termos.
É, tem uns termos que ninguém li. Isso, a gente colocou o aguila.
Mas uma coisa, eu tava caminhando ali na rua e tá todo mundo monitorando e definindo. Essa aqui, pra quem tá vendo aí pela internet, essa aqui é uma empresa coreana que supostamente pode no futuro substituir os recrutadores. A pessoa faz uma entrevista com uma inteligência artificial e aí ela identifica se a pessoa tá nervosa ou não, tá mentindo ou não.
Sabe usar os termos certos.
Tem a máquina da verdade.
Tem meio a máquina da verdade.
Se tem um inglês fluente, tudo mais.
É da Coreia do Sul, é bom falar, né? Você erra na do Norte, o cara passa, é executado.
É um tiro de um gás, cara.
Traidor, né?
Mas é muito interessante.
E tem um negócio que assim, dá pra criar jogos pra ver padrões técnicos. Ah, a pessoa tem que saber, sei lá, uma questão de segurança, um engenheiro de segurança. Ele faz um jogo pra ver se a pessoa sabe, de fato, responder a isso. Então, Pode ser que muitos recrutadores e.
Recrutadoras... Se a pessoa não passa, vem um relatório, você é viciado em x-vídeo, você...
Não sei o que vem, não sei, não sei.
Eu vejo um lado muito legal nisso, que é o seguinte, a educação tradicional, ela é mais uma validação. Um diploma, ele serve mais pra dizer pra empresa que você se comportou por cinco anos dentro de uma graduação, soube fazer as provas, entregar trabalho e coisa assim, do que você tem aquela habilidade de verdade. Se fosse o caso, alguém com três anos de curso, que não tem diploma, teria 90% do valor de salário do que alguém com a formação. Mas o diploma vale muito mais do que isso. Agora, se o computador tá checando a minha habilidade, ele não tem mais... eu não tenho mais que... preencher um diploma, ou de repente eu tenho uma habilidade que eu nem sei que eu tenho, e que a minha faculdade não me certifica, e ele vai verificar e vai falar, não, esse cara aqui, por exemplo, tem liderança, que é uma coisa que a graduação não dá.
Agora, falando sobre educação, vocês preferem educação à distância ou escola?
Eu posso te dar o objetivo, assim, o numérico. Eu faço muita educação à distância. Há 10 anos que quase todo curso, ou quase toda ideia nova que eu tenho, veio à distância, porque eu não tenho como ir pros lugares que estão ensinando o que eu quero aprender.
Mas testado... Uma criança não é bom estar na escola?
Então, testado e comprovado, com mais de 80 mil estudos reunidos e organizados, a coisa que mais faz diferença na vida de uma criança aprendendo é uma boa tutoria de um professor ou uma professora.
Legal falar isso.
De longe, eu posso falar que a iPad na sala de aula e... até o ensino médio.
É que a criança até os 9 anos é a época que você mais aprende, Nathália.
Se eu colocar tecnologia numa escola, se.
Eu for lá e colocar iPad em todas as salas de aula pra todo mundo, o ganho de aprendizado que essas crianças vão ter é o mesmo que elas teriam simplesmente por envelhecer. Se eu planejar o uso desse iPad muito bem e colocar ele em sala de aula, as crianças vão aprender melhor. Mas se eu simplesmente planejar melhor a aula, sem o iPad, elas também vão aprender melhor. No fim, a diferença tá no quanto aquela aula foi planejada, o tempo que a professora e o professor teve pra reconhecer cada aluno, ver a dificuldade de cada um fazer.
É um auxílio também, porque é bom colocar também que até no Watson, lá teve uma história com crianças com pouco poder aquisitivo e dependendo do ambiente onde elas estavam, elas não absorviam o vocabulário. Com esse sistema, elas melhoraram assim 10, 15 vezes mais.
E grade curricular? O que vai mudar no futuro? O que já seria importante, já está sendo ensinado e que a escola está ultrapassada?
Tem um negócio chamado aprendizagem adaptativa, né? É um algoritmo, uma inteligência artificial, que vai identificando o que você aprende, o que você aprende mais rápido e como você aprende cada uma das coisas. Então, numa escola de ensino fundamental, por exemplo, eu posso ser muito bom em matemática e muito ruim em inglês. Ou posso ser muito bom em trigonometria e muito ruim em, sei lá... Frações, alguma coisa. Alguma coisa mais específica. Então eu vou fazendo testes. Eu vou fazendo testes. Eu tenho uma aula, faço um teste, o algoritmo vê. Tiago aprendeu com um tutor. Aí ele diz, então tá, a próxima aula o Tiago tem que ter com um tutor. Eu tenho uma segunda aula com um tutor. Tiago tá aprendendo bem com um tutor. Terceira aula com um tutor. esse conteúdo ele não aprendeu bem com um tutor. Vamos ir com jogos e assim por diante. Então a grade curricular não é mais uma grade estandartizada. Ela vai ser curada pra cada pessoa. Isso a gente já tá vendo no ensino fundamental em algumas escolas públicas dos Estados Unidos. Tem uma escola chamada School of One, que muito me inspira. em aprendizagem para adultos, isso está acontecendo cada vez mais, porque a gente vai estar muito menos focado no diploma e mais nas habilidades que a gente vai desenvolver. E com isso, a gente vai ter uma espécie de nanodegrees. Em vez da gente ter o diplomão de cinco anos, que aprende isso, isso, isso, isso, eu vou ter vários microdiplomas. E a soma dos microdiplomas vai dar um diploma exclusivo para mim, é como se fossem leggings.
A empresa pode vir e falar, ó, quem cumpriu esses cinco cursos, eu quero. Eu vou dar um exemplo muito bonito. A Stanford abriu o curso de engenharia elétrica deles pra internet, à distância. Botaram o curso inteiro lá, um semestre, engenharia elétrica dois ou três, e a melhor nota da turma pela internet, que foi melhor que qualquer nota da universidade, foi de um garoto da Mongólia de 14 anos. Mas o cara falou, já entrou na faculdade, em Stanford, na MIT. Já é aluno da MIT. O cara tem 14 anos, no ensino médio, já fez um curso desse, vem pra cá.
Você consegue destacar o melhor de cada pessoa, é basicamente isso. Cara, eu vou falar, meu, foi uma aula que vocês deram aqui, os ouvintes adoraram, eu fiquei impressionado, uma audiência incrível.
Eu acho que ele tá meio com sentimentos divididos.
Eu queria falar sobre muito. A gente criou, assim, uma parte, né… O Átila falou mais sobre mundo, o Tiago foi pro futuro. Tem muita coisa legal. Se você pesquisar desses dois caras, vale muito a pena. Vou passar aqui o serviço. O Instagram é o Atila, é isso, né. O YouTube dele é o Nerdologia. E o Instagram do Tiago, o Tiagão, é o Tiago Matos.
Tiago, sem H, Matos, com dois T's. Daniel, posso só mandar um abraço? dois abraços pra galera da Aerolito aí que eu sei que tá todo mundo ouvindo espero que tenham gostado aqui do que a gente dividiu e para os meus amigos do MT os amigos do.
Colégio os caras são puta fã do.
Programa acompanham pra caralho que bom que eu lembrei aqui de falar e espero que vocês tenham curtido aí galera.
Mas obrigado quem quiser acompanhar mais o trabalho dos caras pesquisa na internet que lá eles estão muito obrigado para quem quiser.
Fazer aula distância a gente vai ter um curso com o youtube de evolução de julho até agosto toda segunda terça e quarta no nerdologia todo preparo para o enem de evolução Entra lá no.
Youtube.Com.Br e você volta no programa Pânico, aqui na Rádio Jovem Pan. E é legal a gente... Gostaram da entrevista?
Maravilhosa, maravilhosa.
Muito boa. Deixei os caras meio nerd. É legal falar mal dos caras.
Se estudou comigo, eu era nerd.
Tomava cuecão. Tomava cuecão.
Tomava cuecão.
Os caras vão ver que é um potencial milionário, né?
Exatamente, todo mundo quer ser um Zuckerberg.
Não vou dar cunhecão no cara, vai que esse cara fica milionário.
Então preste atenção, você que faz bullying, esse cara pode salvar e pode ser o seu futuro dono de uma empresa, um patrão.
E a palavra hoje não é nerd, é geek.
É verdade.
Se fala geek.
É o nerd com cultura pop é o geek.
Os caras que ficam fantasiados lá na Comic Con.
É.
Mas é legal esse papo, né? Você gostou, Marina?
Gostei bastante.
Aprendeu muito.
Aprendi bastante.
Qual que é a definição de inteligência artificial, Marina?
Vai lá.
Depois da aula de hoje, o que é inteligência artificial pra você?
É um computador.
Pense bem.
Resumindo, é um computador que tá no lugar da minha cabeça.
Mas sabe o que eu tô preocupado? Eu recebi esses dias, existe uma casa de massagens no Japão, é de meninas, de meninas robô.
É só meninos como você.
E essas casas provavelmente vão tirar o emprego mais antigo do mundo das donzelas. Imagine se todo mundo os arroubou.
Eu acho que vale para a mesma coisa. As boas vão continuar, entendeu?
Acho que quem se comporta como robô vão ser substituídas. Bom, mas o Japão especificamente é muito enorme esse mercado, né? De óculos 3D, né? Também você pode controlar.
A robótica é fortíssima no Japão, por.
Isso que lá... Deixa um polo artificial, hein?
Tem, existe, né?
Tem graça, né?
É a D de bola?
Ah, tem.
Depende. Tem. Olha o tarado. Ah, tem. Tem muita, tem muita.
A gente aprendeu que tudo que você disser em redes sociais vai ser usado contra você. Cuidado, gente.
Ô, Brown, você é uma pessoa que usa esse recurso do... Tem alguma coisa, sei lá, um computador pra dar uma animada na sua vida? Ou você gosta do olho no olho? Como é que é você? Você mais vida real, né?
Eu sou vida real. Gosto de olho no olho, né? Pele na pele. Mas a gente usa sempre as redes sociais.
Pele na pele?
É, primeiro a gente olha no celular, a gente pesquisa e depois a gente chega na pessoa. A gente vai ver a capivara, né? Pra olhar a barba.
Ah, isso é bom.
Tem carqueiro assim, nada. Tem carro. Aí depois a gente vai lá e chega chegando, né?
Você dá uma pesquisada no maluco?
Tá, é casada, é casada.
Você vê?
Com certeza.
Gol 2002.
É, Neymar, por favor, responda os meus directs.
Aí a gente faz um apelo pro Neymar, Menino Ney, eu que sou amigo dos parças, Gil Cebola, vamos fazer uma campanha, porque aqui temos um destaque, a Brawn é do povo, a Brawn é do rolê, e ela quer conhecer o Menino Ney, né?
Acho que ele vai gostar.
Cai de boca, Ney.
Opaim, você vai ter show ou vai ter um...
É, hoje vou ter, no laboratório do stand-up, lá no Pico Comet, que é ali perto da Estação Moema.
Então vão, vocês devem prestigiar esse talento aqui, ele tem um canal no YouTube. Isso, cara. Aqui o Emílio não dava, não sei se eu posso dar. Melhor não dar, né?
Melhor não, espera o canal crescer.
Espera pegar, né?
Agora, estou desenvolvendo conteúdo para o canal, vou fazer o curso do cara aí.
Esse curso é bom, cara.
De evolução de tudo.
O Vinheteiro tem o seu canal, né, Vinheteiro?
Tem o meu canal.
Você tem dois canais agora, o Lordão. O Lordão é demais, Lorde Vinheteiro.
Por que você tem dois?
Eu tenho muitos canais.
Porra, esse eu achei animal.
Mas eu estou alimentando agora o Lorde Music Academy, que eu falo umas groselhas sobre música, quem quiser ouvir coisas interessantes.
MPB, não?
Calma aí, repete aí qual que é.
Canal Lorde Music Academy. Lorde Música Academy. Só escrever, Vinheteiro, que vocês encontram qualquer coisa, qualquer clique, pra mim tá bom.
Pô, é sensacional. E ele fica dando vários pitacos, falou sobre funk, né, eu vi.
Funk, adoro falar mal do funk.
Ô, musiquinha ruim!
A mulher pega uma pilha com você, né, Vinhetox?
Os mais ignorantes defendem, falam que o funk é uma música bonita e o funk é uma música horrorosa, com letras medíocres, grosseiras.
São defesas cheias de erros de português.
Exatamente.
Os caras descrevem mais com hino.
Mas o funk, ele é muito importante, porque pra mim ele é... são letras de humor, né? Eu acho engraçado. Então ele tem o seu lugar.
Ah sim, mas você ir numa balada, chavecar alguém é muito bom. Paulinha, já temos convidados pra amanhã? Você já sabe quem vem amanhã?
Não tô querendo muito falar com você.
Por quê?
Tô ligando aqui na rádio, que eu tô sendo maltratada. Obrigada, gente, pela audiência.
Agradecer é só usar o celular. E depois a gente vai conversar que.
Você não vai mandar nesse programa sozinha não, tá, bebê?
Ah sim, já falei com o Tutas, tá fora, querida. Bom, eu quero agradecer, então, a todos vocês. Mântega, a Mântega é o seguinte, toda vez ela me pede. Pô, passa meu Instagram, é que eu posso. Claro, eu preciso vender viagem. Você segue a Arroba Marina, vai lá, curte as fotos. Que é uma pessoa que rende muito no Instagram, ela encolhe a barriga.
Tem uma barriga perfeita.
E a Brown, qual que é a tua Instagram, Brown?
O meu é Ellen Juju, vou mudar pra Ellen Brown, sigam. Ontem já… Ó, ontem já… Você não tá bombando? Eu saí daqui, já tinha 58 lá, viado.
O negócio tá doendo. É, boa. Eu sou o Daniel Zuckerman, pode me seguir lá também. Agradeço a presença de todos vocês, que ajudaram muito. Namastê, até amanhã, que a gente vai continuar tocando o barco.
Tá muito bom.
Terminou! Terminou! Mas já terminou?
Terminou!
E eles não desistem!
Acabou.
Mesmo!
Acabou!
Acabou mesmo!
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