In this informal interview, Brazilian basketball player Gui Santos discusses the current state and future prospects of the Brazil national team. He notes that the previous generation of Brazilian NBA players—Leandrinho, Nenê, Varejão, Splinter, Huertas—has largely passed, and a new, more modern generation is emerging. Santos outlines his personal ambitions: winning an Olympic medal with Brazil, becoming an NBA champion, and playing alongside his brother on the national team. He evaluates Brazil’s competitiveness, citing close games against France and a heavy loss to the United States, and argues that the gap is more psychological than technical. The conversation turns humorous as Santos imagines defensive schemes to stop NBA super‑stars like Steph Curry, LeBron James, and Kevin Durant, highlighting the difficulty of such a task. He also comments on the broader internationalization of basketball, noting that recent NBA MVPs are all foreign players and that the traditional U.S. Dream Team is aging. Overall, Santos is cautiously optimistic about Brazil’s future, believing that with the new talent and growing global competition the team can soon challenge top nations.
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Seleções, mano, como é que o Brasil hoje tá? O que tu acha que tem que evoluir assim pra...
Cara, o Brasil hoje tá mais numa... Não sei se tá... Eu não diria passando, mas já passou por uma renovação. Tá tendo uma galera nova que tá vindo aí.
Acabou a geração...
Pô, teve uma puta geração de muitos caras no NBA. Leandrinho, Nenê, Varejão, Splinter, Huertas... Então tá acabando. Inclusive eu tava no último jogo do Huertas pela seleção, que foi nas Olimpíadas.
Pô, eu era muito fã, mano.
Ele ainda tá deitando na Europa, velho. 40 anos e tá MVP, esses caralho lá, tá muito bem. Ele é muito bom jogador, cara. Muito bom. E, cara, hoje tá vindo uma nova geração de jogadores que tá jogando bem, tá mais adaptada a esse novo jogo do basquete, né, que mudou muito o jogo. E, cara, eu quero, igual eu sempre falo, eu quero, são dois objetivos que eu tenho: uma medalha olímpica com a seleção.
Jogar com teu irmão na seleção.
Jogar, é, isso daí, com certeza, isso tá próximo, né? Tá próximo. Jogar com meu irmão na seleção, mas ganhar uma medalha olímpica e ser campeão da NBA. São as duas coisas que eu mais almejo assim hoje.
Tu acha possível a seleção brasileira chegar no—
Acho, mano, o basquete hoje tá muito igual. Ah, vai jogar contra Europa, qualquer time da Europa, ah, os cara tem isso e aquilo, mas cara, o jogo é jogado hoje, mano. E você viu os Estados Unidos com os jogadores que eles tinham, ganharam da França no sufoco. E a gente, pô, empatou o jogo quase todo com a França, perdeu no final. E a gente jogou com os Estados Unidos, lógico, a gente perdeu de acho que 20 e poucos pontos, quase 30 pontos, mas acho que foi mais pelo caraca, os cara, do que realmente pelo basquete em si, tá ligado? O potencial para jogar mais, a gente podia ter jogado melhor aquele jogo, mas lógico, não tira, né, os cara, os cara realmente. Só que a gente, o pessoal perguntava, ah, vamos jogar com a seleção americana, a gente fala não, todo mundo é no vestiário não, nas entrevistas, você é louco, os cara tem dois braços, duas pernas, todo mundo é igual, a gente não tem medo dos cara, não sei o quê. Acabava entrevista, os cara, caraca, vamos ter que marcar o LeBron, o Steph, o Durão, fudeu!
E os três ao mesmo tempo, fudeu, velho! E o plano de jogo, o plano de jogo que era era engraçado, pô.
Tipo, que aí, cara, não, a gente vai tirar os 3 pontos do Steph, aí para isso a gente vai dobrar, aí beleza. Aí a gente vai tirar o ISO do Duran, a gente vai dobrar também, aí a gente, beleza, já foram 4 caras já da nossa time. E os outros 3 correndo? Caraca, mano, é, mas foi uma experiência da hora, velho. Porra, é, não, mas é bugado demais, cara. E a gente zoava no ônibus indo para o jogo, a gente, pô, então a gente vai dobrar no Steph, vai dobrar no Duran, Aí tem o KD, o Devin Booker e o Anthony Davis na quadra ainda. Ah, o resto a gente deixa chutar.
Cara, isso é foda, mano. É muito, ele é bugado.
É absurdo, absurdo, velho.
Pega os cara assim, o Steph é pica, não olha.
É o foda no Lakers, esse daqui é o foda não sei aonde.
Toma aí, o Dream Team.
Aí pega o Zezinho, não sei o quê, não sei o quê, pra jogar com os cara, não dá, velho.
Mas mesmo assim, tipo assim, igual o pessoal falando, mas tá internacionalizando no sentido de que daqui a pouco vai ter seleção batendo com os caras.
Vai, já tem, já, já tem. A Alemanha ganhou o Mundial deles quando eles não estavam com os Dream Team deles. Com Dream Team é foda, mas o Dream Team também tá mais velho, tem esse ponto. LeBron tá se aposentando daqui a pouco, o Steph se aposenta daqui a pouco, Durant se aposenta daqui a pouco. Então tem uma nova geração, tem muito jogador, exato. E hoje, se você for olhar na NBA, quem tá tomando conta da NBA são jogadores Estrangeiros, os últimos MVP são todos estrangeiros.
É, mas falta juntar assim, não? Antes aparece o cara, o Dončić, Eslovênia, aí não tem mais. Aí você vai para Grécia, não tem outro.
Então falta ainda, mas tá acontecendo, velho, tá acontecendo. E isso é bom para o basquete mundial porque fica de igual para igual. Exatamente, não fica aquele monstrão lá que todo mundo brigando pela medalha de prata, né?