Os JOGADORES mais DIFÍCEIS de marcar da NBA

Nesta entrevista em português, o pivô brasileiro Gui Santos conversa com três apresentadores sobre sua trajetória na NBA, destacando o papel do esforço e da ética de trabalho que o levaram a ser contratado apesar de não ser o melhor da G‑League. Ele explica a origem dos apelidos "Gui Trabalhador", "Gui CLT" e "Gui Energy", e comenta como a mídia americana o recebeu bem, embora ainda mantenha estereótipos sobre o Brasil. Santos descreve as diferenças entre o Brasil e os EUA em termos de profissionalismo, infraestrutura esportiva e apoio ao atleta, citando exemplos como a necessidade de limpar a própria quadra no início da carreira. Ele fala sobre a importância histórica de Oscar Schmidt para o basquete brasileiro e menciona a admiração de Steve Kerr por ele. O jogador também discute seus adversários mais difíceis (Luka Dončić, Shea, Nikola Jokić) e a experiência de marcar lendas como LeBron James e Stephen Curry, além de comentar a personalidade de Buddy Hield no vestiário. Gui reflete sobre ser o único brasileiro na NBA, a responsabilidade de servir de exemplo para a nova geração e o apoio que dá ao irmão. Ele compartilha conselhos recebidos sobre a dificuldade de se manter na liga, a competição intensa e a necessidade de trabalho constante. A conversa inclui momentos leves sobre sua vida pessoal – namoro, sobremesas favoritas, trocas de mensagens com Neymar – e perguntas rápidas sobre trocas de jogadores e preferências. O tom geral é descontraído, entusiástico e orgulhoso, revelando a perspectiva de um atleta que combina dedicação, identidade cultural e ambição internacional.
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Eu sempre tive esse lado meu pessoal, esse lado de querer conquistar minhas coisas muito, muito forte em mim, mano. E foi quando, né, tipo assim, eu vi e falei, cara, se eu trabalhar— quando eu assinei, eu não era o melhor da G-League, mano, eu não era o melhor do meu time da G-League, mas quando eu assinei eu falei, cara, os cara tão vendo que eu tô trabalhando, mano, tá ligado? Os cara tão vendo que eu tô trabalhando, os cara vê que eu quero ser o melhor, que eu quero melhorar.
Eles vão ver que eu sou esforçado no mínimo.
Eles vão ver. "Os caras vão me dar oportunidade só porque eu sou esforçado." Pum, os caras me assinaram porque eu fui, não era o melhor, não era o mais rápido, mais alto, mais... Mas eu era o mais esforçado, mano, isso eu garanto.
Quem te deu o apelido? Porque ali meio que todos os jogadores vão sendo conhecidos pelos apelidos até. E eu imagino que fica tipo: "Tá, qualquer hora que os cara vai pôr um apelido em mim, qualquer hora que eu vou ter um toque do Curry." Quem que dá o apelido? Quem é que nomeia? Como é que foi isso aí?
Cara, aqui no Brasil... Aqui no Brasil quem começou isso foi o Romulo.
Tinha que ser a lenda.
Porque nos jogos eu entrava, mano, era volúpia, pulava pra lá e pra cá e dava cabeçada, se tivesse que bater em alguém batia e vai pra lá e pra cá, correria. E ele falou: "Mano, esse menino trabalha." Aí botou o apelido de trabalhador e pegou, velho. Aí de Gui Trabalhador virou Gui CLT. Esse é bom também, velho. Aí agora tá vindo meu irmão aí, né, meu irmão tá jogando bem, tá mandando bem também. Aí agora o Dudu virou Edu Jovem Aprendiz. É a família trabalhadora, pô!
Família trabalhadora.
E é isso, né, velho? E foi daí que surgiu o apelido, pô, Dudu Romulo.
Mas lá fora já pegou esse apelido?
Cara, lá ainda não tanto como no Brasil, mas tem um ou outro que sabe, né, que fala disso lá. Mas o pessoal fala bastante Gui Energy lá, que é tipo como se fosse energia, só que eu trago muita energia pro jogo e me chamavam de Gui Energy.
E o que que a mídia, o que que a galera de lá fala sobre você, no caso? Brasileiro e o que que eles falam e o que que eles imaginam do Brasil também, que você sabe que a galera lá tem umas ideias, meu, não entende muito bem como que é o Brasil.
Cara, a mídia de lá hoje, graças a Deus, eu fui muito bem acolhido pela mídia de lá, tá ligado? Todo mundo me trata bem, todo mundo fala muito bem de mim lá, os americanos todos assim de comentaristas e tudo mais gostam bastante do meu estilo de jogo e isso daí é bom assim, né, para mim, porque fui muito bem abraçado pelo todo o público americano. Só que eles têm uma ideia tipo assim de Brasil. É engraçado quando eu vejo até algumas coisas que o pessoal posta assim, de tipo assim, é quando o Stefan tava fora, o Jimmy tava fora, os caras botaram tipo assim, ah, o Gui Santos quando o Stefan e o Jimmy não tá jogando. Aí eles botaram um highlight do Neymar driblando todo mundo na época do Barcelona, tá ligado? Tipo assim, igual o cara. E mano, foi, foi, eu fui muito bem acolhido lá, velho, ainda bem.
E qual que são as, mano, curiosidade mesmo, quais são as perguntas dos amigos gringos lá que eles querem saber sobre o Brasil? Às vezes nem se interessa, mas alguma Alguma coisa engraçada já deve ter rolado.
Ah, mano, de tudo, velho, de tudo. Teve uma história assim que para mim foi a mais engraçada assim, que eu tava falando Brasil-Argentina, né, da rivalidade. A gente, Brasil-Argentina, a gente tem uma rivalidade, não sei o quê, começou com futebol. Aí o cara virou para mim assim, mas por que vocês têm rivalidade? Argentina é mó longe do Brasil. Aí eu fiquei olhando para ele, eu falei, como assim, mó longe? Aí falou, não, pô, Argentina é na Europa. Você acredita?
Eu falei, não, mano, geografia, né, mano?
Foi, calma aí, mano, você é louco, Argentina na Europa?
Não, abriu o mapa e mostrei para ele aqui do lado do Brasil, velho, imagina aqui, tá louco!
É do lado daqui. Mas lógico, os caras falam de bastante coisa aqui, das belezas naturais que a gente tem, né, praia, pô, tudo assim. Samba, carnaval, caipirinha. Exatamente, aí vai, vai, você vai falar de tudo que tem de bonito aqui, os caras conhecem, velho, os caras conhecem.
E o que que de lá você mais gosta também, pô? Compartilhar coisas boas que você curte de lá também?
Cara, o profissionalismo de lá é uma coisa que mudou muito o meu jeito de ser assim, tá ligado? Os caras são extremamente profissionais dentro da quadra, fora da quadra. Isso é uma coisa que me encantou muito lá dos caras. E não só isso, mas também o quanto os caras dão valor pro esporte, mano. Não importa o esporte, velho. Você vai ter, sei lá, qualquer liga de qualquer esporte, eles têm uma liga lá pra eles, velho. Eles dão valor no esporte, velho. Muito, né, molecada, velho, jogando faculdade. Os cara tão ganhando milhões e milhões jogando faculdade. Vai jogar futebol americano, os cara tem tudo. Vai jogar futebol, os cara tem tudo. Você vai numa escola de ensino médio, mano, nos Estados Unidos, é uma estrutura que time profissional no Brasil não tem, velho.
Muito louco isso.
E tipo assim, você chega para jogar contra— a gente jogou com Estados Unidos, a gente tava nas Olimpíadas, jogou contra Estados Unidos, mano. Como que a gente vai bater de frente com os caras que desde criança tá nessa caminhada, tá ligado? Os cara desde criança tem tudo do bom e do melhor, velho. Tipo, lógico, né, tem as dificuldades deles lá, eles passam pouco mais em relação ao esporte. O cara tem quadra boa, tem bola boa. E mano, eu no meu começo aqui, eu ia, chegava mais cedo, muito mais cedo. Na época eu jogava em Brasília, morava em Brasília, chegava mais cedo, pegava um baldezinho, pano, rodo, eu ia limpar a própria quadra que eu ia treinar, velho. Senão não vai treinar, vai treinar escorregando, vai se machucar. Então a gente tem que treinar lá. Não, velho, lá você chega, já tá tudo pronto, cara, roupa lavada, estendida, pronta para você pegar, botar e treinar, só se preocupar com basquete, velho.
Que loucura!
Aqui não, mano. Aqui você tem que pegar, levar sua própria roupa para lavar em casa e pô, mal corre, fazer as coisas. Não que seja muito trabalho, mas tipo assim, não tem como você competir com os caras que não tem isso lá.
Às vezes a pessoa não tem nem como ir em casa, que aí já fica pior também.
Exatamente, exatamente.
Você me falou do que o Sportline é muito valorizado, a gente sabe disso, mas eu queria saber se a galera tem a dimensão do tamanho do Oscar Schmidt lá.
Tem, mano.
Tem?
Tem. Eu fiquei de cara assim, tipo assim, eu não sou de uma geração que acompanhou ele, né, porque quando ele tava parando de jogar em 2003, eu tinha 1 ano de idade, tinha acabado de nascer.
Beleza, Guilherme, quer ficar jogando a sua idade na nossa cara aqui. Você, acho que no penta aí o cara tinha 8 dias de vida.
8 dias, tinha mesmo. Era muito novo, moleque. É, mano, e tipo assim, eu não acompanhei ele muito de perto assim, mas lógico, eu tenho Total dimensão do que o Oscar foi para toda representatividade do basquete brasileiro, assim, o que o cara que, né, você fala de Brasil, fica aqui, mano. Exato, você fala de Brasil, basquete, para os gringos, o primeiro nome que vem na cabeça é o dele, velho. Até para a gente também, para mim. Então acho que essa dimensão que ele tem lá é real, velho. O Steve Kerr, quando aconteceu tudo aqui, o Steve Kerr foi, falou numa coletiva de imprensa o quanto o Oscar é importante para a história do basquetebol. Ele, você tem noção, acho que ele é o segundo o maior pontuador atrás do LeBron, mano.
Sim, que loucura, velho.
É muita coisa, mano.
E ele parou de jogar, já tem uma cota.
É, e o LeBron tá roubando no jogo, mano.
Tá roubando no jogo, mano, o LeBron James, porque ele até hoje, mano, ele atravessa a quadra inteira ainda até hoje. Aquela bandeja dele lá ainda parece que ele tá em 2016, mano.
Parece que ele não vai parar não, né, mano? Parece que não vai parar, mano. Eu fui jogar contra ele Tipo assim, ele sabe falar, ele te deu uma trombada, mano. Eu caí, eu falei, tá, pô, bateu com o caminhão, foi um metrô me atropelando, velho.
E ele, ele, antes de começar a jogar, ele, mano, é engraçado, a quadra inteira acompanha ele, a cabeça de todo mundo assim, ele vai para lá, ele faz isso, pá. E eu vindo de pertinho, eu falei, mano, que isso? Ginásio inteiro olhando pro cara, mano.
Foi maluco, a gente foi ver isso. O cara sabe farmar aula. Lembra, Mitch, que a gente foi ver o Lakers e Clippers? A galera já tava toda batendo bola ali, faltava só ele. Mano, na hora que a galera chegou, é isso que o Mitch falou, parecia a câmera do BBB, todo mundo: "Fummm, só acompanhando o cara, mano." E ele sabe que tava todo mundo olhando pra ele.
Ele tava com a carinha de tipo: "Olhem, olhem, paguem pau, paguem pau, paguem pau." Cara, e isso não é só ele, tipo assim, eu falo, porque no meu time tem, pra mim, o mais influente de todos, que é o Stephen, mano. O cara mudou o jogo, mudou a forma de jogar. Cara, eu tava em Minnesota, a gente chegou em Minnesota, tava sei lá, mano, -27, -28 graus, uma parada absurda assim, cara. 2 horas da manhã, quase 3 horas da manhã, tinha assim, velho, papo de 60, 70 pessoas na frente do hotel nesse frio esperando o cara só para poder ver ele, velho.
Nem que ia pegar uma assinatura, só vou ver ele passar.
Tentam pegar assinatura e tudo mais, mas mano, só para ver o cara, velho.
Mano, o cara é uma lenda, né?
Você tá entendendo o tamanho que ele se torna assim, velho?
Mas um exemplo é igual quem deve lugar no Lakers, irmão, é o LeBron com 40 e tantos, ou deve estar 40, 41. Como é que um novato olha pro LeBron e fala assim: mano, é a 23ª temporada do cara e tá aqui treinando, como que eu não vou treinar? Então você deve olhar pro Stephen Curry e falar assim: mesma coisa, vou trabalhar, mano, tem que trabalhar, tem que ir.
É desse jeito, velho, você vê o cara treinando, você fala: cara, o cara tem, sei lá, 36, 37 anos e tá treinando mais que eu, não pode, não fecha a conta, tá ligado? Você tem isso e te empurra, e por isso que os caras são tão bons, velho.
Mas pra você, mano, fica o peso Fica uma responsabilidade a mais, porque tipo assim, você é o único brasileiro que tá ali representando. Como é que fica sua mente nesse momento também, mano?
O fato de eu ser o único brasileiro lá, tipo assim, igual tava falando, do Steph ser exemplo para molecada lá e tudo mais. E quando eu venho para cá é quando eu tenho a dimensão do que eu tô, o que eu tô me tornando, que eu posso me tornar, tá ligado? De poder ser um ídolo para nova geração, de poder ser um cara que os molequinho olham, assistem na TV, fala: caraca, eu quero chegar na NBA igual o Gui Santos chegou. Ele é do Brasil, passou por dificuldade igual eu tenho as dificuldades aqui. Mas eu quero chegar lá, pô, tá ligado? Eu quero chegar na NBA porque é meu sonho também e tudo mais. Então hoje, para mim, é ser esse exemplo para molecada e poder, né, tipo assim, mostrar para ele o caminho de fazer isso, que é, cara, trabalho. Eu não era o melhor, não era o mais rápido, pá pá pá, igual o cara falou, mas eu fui o que mais trabalhei e alcancei. E poder mostrar isso para molecada hoje, mano, é o principal para mim, assim, principalmente meu irmão, mano. Meu irmão é um cara que me escuta muito Ele tá o tempo todo assim me perguntando dicas disso e daquilo, o que que ele tem que fazer. Trabalha bastante, trabalha, trabalha, gosta de trabalhar. E ele viu, mano, de perto assim que a luta é complicada, mano. A luta é, pô, é nossa, mano, é pancada, é difícil. Mas quando chega, mano, o prêmio vale tudo, velho, vale tudo que você passou. Você fala, caraca, mano, faria tudo de novo, faria, né, tudo de novo assim, desde o começo, desde o momento do draft que eu tava lá chorando com meu pai, com minha mãe, até o que eu tô hoje vivendo hoje, cara. Faria tudo de novo para poder ter essa experiência. Parabéns, Gui.
Isso é Tudo mérito seu, da sua família, com certeza, mas é muito seu, mano. Não tem que, não pode tirar seu mérito não. Tem perguntas para você responder de bate-pronto, pode ser?
Vamos embora.
Guilherme Santos: qual jogador você tiraria de outro time para levar para o Golden State Warriors?
Cara, eu tiraria o LeBron do Lakers para levar para lá, porque eu queria muito ver o Steph e o LeBron jogando juntos. Nas Olimpíadas, quando eu joguei contra eles dois juntos assim, mano, você viu os caras, você falava: tá, porra, velho, os cara é alienígena, os cara botaram chamava o nome de Os Vingadores dessa seleção, porque eles tinham um mundial lá, eles perderam o mundial para Alemanha, os Estados Unidos perderam o mundial para Alemanha, que acontecia muito tempo que não acontecia. Aí os cara falou: é, vamos juntar todo mundo, os melhores, vamos todo mundo para ganhar as Olimpíadas. Aí os cara entrava em quadra, você falava, tá, você escutava: tá chegando os cara, não dá.
E teve, nossa, essa última Olimpíadas, os dois juntos ali, tem uma foto que tá um com testa, é da hora. Foi foda. 3 adversários mais difíceis de enfrentar?
Luka Dončić, Shea e Jokic. São, mano, o Luka e o Shea é muito difícil de marcar. Você não sabe o que esses caras vão fazer, velho. Parece que eles estão jogando streetball assim, mano. Ele bate pra um lado, você cortou, quando você já viu, o cara já tá no outro lado fazendo cesta.
Você fala: "Ué, mas eu tava aqui agora e já foi." Dos que você falou pra mim, o que impressiona é o Jokic, porque ele faz assim, ó. A bola cai.
É impressionante, né, velho? É impressionante. Você joga contra ele assim, você tromba nele, Aí, mano, primeiro que ele corre assim, parece que ele não quer jogar. Ele tá correndo assim, aí quando você vê, do nada ele faz assim, ó, pum, passe pro cara, ele nem tá olhando, o cara embaixo da cesta livre. Teve uma bola assim que eu tava marcando ele no poste baixo, aí ele, tipo assim, eu tava apoiando assim, né, o antebraço nele, e ele de costas pra mim tentando me empurrar pra debaixo do aro, e eu aqui. Mano, ele tinha passado a bola, o cara feito a cesta, e eu tava aqui ainda.
Você não viu que ele tinha passado?
Eu não vi que ele tinha passado a bola. Quando eu vi a gente pegando a bola, eu falei, uai, o que que aconteceu?
Vamos pro ataque.
Ele é monstro. Quem é o mais resenha do vestiário?
Cara, eu acho que o cara mais resenha que eu já vi do vestiário é o Buddy Hilde. Sério, mano? Vocês conhecem ele, mas mano, meu amigo, não, mano, nível tipo assim, os coaches não aguentavam ele de tanto que ele era engraçado. Ele abria a boca, os coaches iam, tá ligado? Na hora, momento sério, pá, todo mundo conversando sério, ele falava alguma coisa, todo mundo parava o clima sério, começava a rir.
Da hora, é bom ter essas pessoas. Ganhar Olimpíadas pelo Brasil ou título da NBA?
Puta, aí é você, velho. Nossa, mano, eu vou colocar os dois porque não tem como decidir entre um ou outro aí não. Tá certo, monstro.
Com quantos anos perdeu o bebê? Sabia que você ia falar isso.
Cara, quantos anos? Ah, foi com a Ju agora, minha noiva. Agora, 2020.
Sério, eu sabia.
Liso, liso.
A gente sabia. Contato mais famoso do WhatsApp?
Acho que é o Neymar, velho. Neymar, Steffi também conta, né? Não, Dudu não. Dudu tem que comer muito arroz e feijão ainda.
Dudu, você é o futuro mais famoso, entendeu? Vai passar os cara tudo, monstro. Pior sobremesa da história?
Eu gosto de quindim, eu gosto de quindim. Cara, pior sobremesa da história. Como é aquele de boi? É sagu? Para mim acho que é sagu. Sagu é sobremesa?
Sagu acho que é uma fruta.
Não, é aqueles de bolinha.
É sobremesa?
É sobremesa, não é? Eu não gosto, velho. Para mim é— E a favorita então? A favorita, o sorvete de 3 camadas da minha mãe.
Sua mãe sabe fazer sorvete?
O quê?
De 3 camadas?
É geracional, mano, é da família, vem de vó, vem de sogra.
Qual que é a primeira camada?
Cara, a primeira camada Mãe, leite condensado, como é que é? É tipo um leite condensado, mano, é tipo como se fosse um cremezinho, tá ligado? Cremezinho. A do meio é chocolate e a última é uma camada mais light assim, que ela faz com clara de ovo. Mas é até nojento que você fala assim, né? Não, não, não, estou adorando, mano, fica muito bom. Eu amo sorvete, absurdo.
Sorvete é muito bom.
Então é o sorvete 3 camadas da mamãe. Isso, tá certo. Melhor sobremesa mítico da história? Pior?
Kim Jin. Só para rimar.
Qual a sua favorita, pô, já que você—
A minha favorita é petit gâteau. Eu gosto muito.
Muito bom.
Com sorvete, né?
E a pior?
A pior de todos os tempos é—
É difícil pensar na pior, né? Porque geralmente você não come.
Nossa, minha vó fazia um bagulho lá na—
Pé de moleque, você gosta?
Gemada, minha vó fazia. Pegava ovo, ficava batendo assim, depois comia. Maior dupla da NBA?
Stephen Curry e Klay Thompson. Enquanto os dois estavam, ele gostou. Você gostou dessa? Shaq e Kobe?
Eu tô com o seu irmão. Seu irmão falou Shaq e Kobe, eu falei assim, acho que eu tô com ele.
Mas eu também, é, eu não vou tirar o mérito. Calma. Tá bom.
Maior conselho que recebeu na NBA?
Cara, quando eu cheguei lá, o varejão conversou comigo assim, tipo, sério, e falou assim: Gui, te dar um conselho agora, que é fácil você chegar na NBA, entre aspas, né, porque é muito difícil. O mais difícil é você se manter na NBA. Isso aí abriu meu olho, mano, 100%, de o que eu tinha que fazer para me manter na NBA. Acho que foi uma coisa que mudou assim, realmente. Tem muito, mas você imagina, você senta moleque, velho, todo ano chegando querendo tomar seu lugar. Todo ano, e são 450 jogadores. E lá é tipo, nossa, NBA toda são 450 e chega 60 novo todo ano para você se manter, tá ligado? 80 jogos, 82 jogos, tá ligado? E mais playoff.
É muito trabalho, é puxado. Deus me livre. Marcar o Curry no treino ou marcar o LeBron no jogo?
Marcar o LeBron no jogo, mano. Não tem como marcar o Não tem como, não tem como. Tipo assim, o LeBron, ele é forte, às vezes você toma uma trombada lá, torce o pé dele errado, beleza. Agora o Steph, se você pressiona, bandeja. Ele corta, bandeja. Se você fica um pouquinho distante, bola de 3. Tem até uns lance assim no training camp que, velho, ele bateu pra lá, bateu pra cá, eu defendi ele pra caramba, tá, tá, ele deu um step back, foi chutar por cima de mim, eu quase deitou com ele, a bola caiu, mano, ele olhou pra mim assim, apontou com o mordedor de fora assim, apontou, "I got you!"
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