As Mentiras por trás das Demissões

In this live YouTube session, former HR executive Marlon Silva Domingues examines the hidden truths and common myths surrounding employee dismissals in Brazil’s corporate environment. He opens by introducing himself, his background in HR and entrepreneurship, and invites viewers to share the broadcast. He presents recent macro‑data on resignations (7.3 million voluntary exits in 2023, ~500 k per month) and notes a cultural shift where employees are increasingly quitting toxic workplaces. Drawing on interviews with 18 people who were let go in the last three months, Marlon reveals that 16 of them did not receive a clear reason for their termination. He catalogs the typical corporate excuses – unsatisfactory performance, lack of cultural fit, cost‑reduction/re‑structuring, behavioral issues, and failure to adapt to new technologies – and critiques their vagueness. The core “lie” he identifies is the absence of transparent feedback that tells the employee what value they failed to deliver. He argues that both leaders and employees share responsibility: leaders must provide continuous, specific feedback and avoid surprise dismissals; employees must take ownership of their career, continuously assess the value they generate, develop soft skills (communication, emotional intelligence), stay adaptable to strategic shifts, and proactively ask how to add more value. Marlon offers concrete practices for employees to avoid being dismissed (regular self‑check‑ins, visibility of contributions, skill upgrades) and for leaders to conduct humane terminations (early warnings, clear reasons, personal accountability). The session ends with a call to action for weekly live talks, encouraging audience interaction and community growth.
Chapters
Fala, galerinha! Bom dia! Estamos aqui ao vivo, diretamente do meu cafofo. Sejam todos bem-vindos, sejam todas bem-vindas. Eu tô aqui transmitindo mais uma vez para 3 canais diferentes, então eu vou estar alguns momentos olhando para as telas aqui para poder ver quem tá chegando, se tem algumas perguntas ou não. Então vamos chegando aí. Vou pedir para vocês a gentileza de quem tá chegando nesse momento, para quem tá se conectando aqui no meu Instagram, aqui no LinkedIn e aqui no meu YouTube, envia, envia nesse momento. Você tá chegando agora, convida as pessoas para poder participar junto, para poder bater esse papo sobre as mentiras por trás das demissões Eu acho que esse é um assunto que pode, pode te ajudar, pode te libertar. Então, bem-vindo aí, bem-vindo! Pega seu cafezinho, pega sua água, já já a gente vai começar esse papo, trocar essa ideia com vocês. Então, nesse momento, se você puder, encaminha, encaminha para 3 pessoas, 3 amigos, 3 colegas, encaminha para pessoa que vai se demitir, você conhece, brincadeiras aí, mas encaminha para o teu, o teu cowork aí para que ele também possa saber, para ela também possa entender um pouco mais sobre as demissões. Bacana, é muito bom voltar a fazer live. Tirei um período aí com a family e agora retornando de vez, 100%, com as estratégias, com as entregas, com com as mentorias, com os produtos. E agora vai ter live, tá? Então agora toda sexta-feira às 18:45 eu vou vir para cá para produzir uma live de qualidade, cada vez tentar cada vez mais buscar por conhecimentos e assuntos que possam conectar para conectar vocês, que possa ajudar vocês de uma forma ou outra. Então também espero que vocês me passem feedback, né, para que eu possa ir melhorando e dessa forma conseguir contribuir mais com a jornada profissional de vocês, que é um ponto que eu tenho um prazer imenso em trabalhar e me conectar. E já aproveitando essa deixa, deixa eu me apresentar para quem não me conhece, para quem tá chegando novo aqui no LinkedIn. Tem uma galera nova que se conectou comigo ontem. Eu sou Marlon Silva Domingues, eu sou ex-executivo de RH de uma grande multinacional brasileira, né, do ramo tecnologia. Trabalhei por mais de 15 anos nessa empresa, tive várias oportunidades, consegui realizar grandes objetivos lá dentro. Eu pude construir uma área, eu fui desenvolvedor de software, eu trabalhei dentro do RH como Head de RH, eu tive oportunidades internacionais. Então eu pude viver dentro desse mundo corporativo várias perspectivas, e hoje eu acredito que eu consigo contribuir para outras pessoas que queiram passar pela jornada corporativa, talvez de um jeito mais leve. Não que você não vai ter desafios, não que você não precise de alguns desafios, mas existem certos pontos que a gente não precisa dar algumas cabeçadas. Então conte com a minha ajuda para isso, tá? Então, mais uma vez, bem-vindo. Hoje eu tenho a minha empresa, fundei a EDH Training. Eu tô já 3 meses fora do contexto corporativo. Eu já vinha planejando essa minha, esse meu movimento profissional desde 2019, me preparando para esse momento. E hoje então eu estou empreendendo principalmente no mundo digital, com meus produtos, com os meus treinamentos, com as minhas mentorias, com as minhas, com os meus programas de coaching, tá? Então depois eu deixo aqui o link do meu site também para quem quiser se conectar mais. É isso. Então vamos lá, vamos explorar esse tema que tem chamado muito a minha atenção. E a razão desse tema ter chamado muita atenção é devido ao fato de que nos últimos meses, né, desde que eu comecei a me dedicar 100% ao trabalho de formações, de mentorias, de treinamentos, de coaching, Muitas pessoas têm vindo até mim e a fala delas tem o mesmo padrão: fui demitido, fui demitida, e agora? E isso começou a me chamar atenção. E eu, por ter uma curiosidade nesse assunto, eu bati um papo com 18 pessoas. Eu bati um papo com 18 pessoas que foram demitidas nos últimos 3 meses. E essas 18 pessoas, elas me contaram um pouquinho da jornada delas, e algo me chamou atenção. Dessas 18 pessoas, 16 delas não sabem o porquê elas foram demitidas. De novo, dessas 18 pessoas, 16 delas não sabem o porquê elas foram demitidas. E ao falar com essas pessoas que não sabem ou porque elas foram demitidas, elas trazem o mesmo padrão de falas que veio dos seus líderes relacionado à demissão delas. Então tudo isso começou a me chamar atenção pelo fato de que existe de um lado um despreparo sobre o assunto na perspectiva das lideranças, inclusive dentro, enquanto estava no contexto corporativo, esse tema, esse assunto da demissão, ele é um tema oculto, Existe um medo, existe uma trava em relação a falar sobre esse tema. E de uma outra perspectiva, eu comecei a perceber a falta de consciência da sua própria responsabilização, da sua própria responsabilidade diante de uma demissão. Você que foi demitido, você que foi demitida. Então é por isso que eu comecei a perceber que existem as mentiras por trás das demissões, porque em ambos os lados, tanto de quem é demitido, de quem está demitindo, não existe uma clareza, não existe uma transparência sobre de fato o que é que vem sendo, o que é que está acontecendo. E eu comecei, através dessas abordagens, perguntas, entender um pouquinho mais, compreender um pouquinho mais de alguns padrões. E conversando inclusive com alguns diretores, eu entendi que existe sim algumas formas da gente ter boas práticas na hora de exercer a demissão. E para você que é um colaborador, que não tá liderando, né, você que, né, que vai executar uma demissão, o que que você tem que fazer para se ligar, para evitar que uma demissão aconteça com você? Sabe que eu puxei muito, né, pesquisei artigos e que falavam sobre demissões, e existe um artigo que eu achei, que fala que ao longo da jornada, né, corporativa, ao longo da carreira, na média aí de 35 anos como um colaborador de uma empresa, trabalhando em uma ou mais empresas, você tem aí mais de 45% de chance de ser demitido. Demissão pode acontecer para qualquer pessoa, tá, das mais diversas razões. Então, ponto aqui é, eu quero desmistificar as falas que chegam para as pessoas relacionadas às demissões. Eu quero trazer a verdade aqui, e de novo, eu não sou o rei da verdade não, mas eu quero trazer a verdade que eu busquei, que eu fui atrás, que eu pesquisei. E eu quero trazer, obviamente, nessa verdade também o meu ponto de vista, aquilo que eu vivenciei. E também quero trazer para você, colaborador, colaboradora, que pode estar sujeito a uma demissão em algum momento, O que é que você precisa fazer? O que que você precisa acordar? Que você precisa ter consciência nesse momento para que você não caia nisso? Porque ser demitido é algo extremamente chato, é algo que mexe profundamente com o emocional das pessoas. Isso desestabiliza relações, isso desestabiliza famílias. Então é um assunto que a gente precisa falar mais. A gente fala o tempo todo, né, de como que a IA pode ajudar no processo seletivo, contratações, mas a gente não tá falando demissão. Então vamos tirar o elefante, né, do tapete, debaixo do tapete na sala. Vamos falar sobre isso, vamos conversar sobre demissões. Beleza, então bora lá. Aí, ó, tô aqui também, deixo aberto. Quem quiser mandar perguntas pode mandar aí, manda perguntas aqui no Instagram, manda perguntas aqui no YouTube, no LinkedIn, quem quiser manda aí. E eu respondo assim que vocês forem mandando, eu respondo, pode interagir, fiquem à vontade. Então vamos lá, eu quero começar esse papo aqui trazendo alguns dados que eu levantei, né? Eu falei para vocês, eu tenho os dados do Marlon Silva Domingues, eu pesquisei, eu falei com 18 pessoas, né, relacionado a demissões. Mas quero trazer alguns dados, né, que eu levantei aqui durante esses últimos meses, que mostra algumas estatísticas bem interessantes, né, relacionado ao Brasil, né. A gente tem um recorde de demissões, demissões aí nesse caso pessoas que estão pedindo demissões. Mas é interessante a gente fala sobre isso, né. Anotei aqui, a gente tem um recorde aí, né, de registrado em 2023, 7,3 milhões de demissões voluntárias. Olha que doido, 7,3 demissões voluntárias. Então não só as pessoas são demitidas, mas as pessoas estão demitindo as empresas também. Então esse é um dado que eu achei bem interessante pela consciência que as pessoas vêm tendo. E uma das explicações relacionadas a isso, porque que tem sido tão grande número de pessoas pedindo demissões, é devido a ambientes tóxicos. Essa é a razão número 1 das pessoas estarem demitindo as empresas. Olha que doido isso aí, né? Uma outra visão do jogo, né? A gente pode ser demitido por uma empresa, mas você pode também demitir a empresa. Não sei se vocês lembram, né, quando começou lá o programa O Aprendiz, né, do Roberto Justus, fez maior sucesso. Acho que na segunda ou terceira edição teve um cara que, durante ali aquele momento em que o Roberto Justus escolhe a pessoa que ele vai demitir, essa pessoa levantou e disse: 'Hey, Roberto Justus, eu demito você.' E ele ficou super bravo na hora ali pela essa ousadia da pessoa. Esse cara ganhou maior notoriedade, né? Na época não tinha redes sociais. Se fosse hoje, ele ia bombar de views e likes. Mas eu lembro que repercutiu para caramba, né, pela essa ousadia dele. Ele ficou putado assim, com o jeito agressivo que o Roberto Justus tinha naquele programa, né? E ele foi lá e falou: eu não, eu demito, eu demito você. E hoje a ousadia das pessoas, olhando agora aqui para o Instagram, a ousadia das pessoas ela está muito maior, né? As pessoas, a gente vive gerações, né, totalmente diferentes, em que essa ousadia ela ganha uma repercussão maior. Então esse número de pessoas que estão pedindo desligamento da empresa, ele cresce de uma forma bem, bem absurda assim, né, das pessoas buscarem ter um ambiente que seja mais propício aquilo que elas buscam. E um outro, um outro dado aqui em estatística interessante é que todo mês, todo mês, tá, que cerca de 500 mil brasileiros pedem demissão, tá. Essa, esse é um dado da, de um artigo escrito por uma revista britânica que é E esse, e essa, essa revista trouxe essa, esse artigo, né, que mostra essa questão aí da, dos 500 mil trabalhadores, né, que mensalmente eles pedem demissões. Pessoal, deixa só conectar meu cabo aqui do computador que eu esqueci, a bateria tá pitando. Dá um segundinho. Não tinha percebido isso. Mas aí, você que tá me vendo aí, tem uma pergunta: já foi demitido? Já foi demitida? Isso já aconteceu com você? Se você já vivenciou isso, conta aqui para mim, manda mensagem aqui dizendo que se você já passou por isso ou não. Eu já fui demitido, eu já fui demitido do meu primeiro emprego. Eu, história bem interessante, eu tava na faculdade ainda, acho que faltava uns 6 meses para concluir a faculdade, e eu consegui, eu consegui esse trabalho, estágio, né, mas algo muito bacana de você ter antes de concluir a faculdade numa baita de uma empresa de software. Sou formado na área de sistemas, então uma empresa de software, de um professor da faculdade. E eu tinha batido papo com o professor, inclusive, e ele tinha perguntado sobre as minhas notas. Eu mostrei as minhas notas para ele e ele falou: conversa com fulano, manda email com fulano. E eu acabei não tendo que fazer nenhuma entrevista. Eu fui contratado, fui contratado, né? Uma semana depois eu já tava na empresa e eu não passei por processo seletivo, não passei por treinamento. E aí, depois de um mês, eu tava fazendo treinamento com os recém-chegados estagiários e me chamaram, me chamaram na sala e me disseram, né, a gente tá desligando você por uma baixíssima performance. E aquilo veio como uma porrada na minha cara, né, meu primeiro emprego, e eu dei um furo desse, né. E eu fiquei mal para caramba, lembro que, poxa, chorei para caramba, fiquei super mal. A sensação, né, o ego A sensação de falha, a sensação de, cara, como é que eu me permiti cair nessa? Então eu sei do sabor, do tempero de uma demissão, eu sei o quanto que isso fere, né, fere o nosso emocional, fere o nosso brilho, né, e a gente se desestabiliza em relação a isso. E a partir disso, obviamente, vieram grandes aprendizados. Grandes aprendizados e como é que você pode ter uma postura diferente relacionado às demissões. Mas vamos lá, então aqui eu trouxe já algumas estatísticas para vocês, também falei para vocês que eu falei com 18 pessoas, essas 18 pessoas, 16 pessoas não sabem porque elas foram demitidas. E isso é um dado que me assusta, porque diante da perspectiva que eu Eu mentoro pessoas, eu trabalho no desenvolvimento delas. Algumas pessoas, elas buscam um trabalho individualizado ou de mentoria em grupo porque elas querem melhorar uma competência, uma habilidade, elas querem expandir a forma com que elas enxergam o desenvolvimento humano ou desenvolvimento pessoal delas. E eu geralmente provoco as pessoas na clareza: o que você tá buscando? O que você precisa melhorar? E algumas dessas pessoas disseram: cara, não sei, porque quando eu fui demitido não me deram feedback sobre o que eu precisava melhorar. Então, para mim, esse é um ponto assim que mais me chamou atenção, né? A falta dessa compreensão sobre a dinâmica das demissões faz com que o próximo passo que a pessoa que foi demitida ela tenha que dar seja no escuro. Então eu acredito que essas mentiras, entre aspas, aqui agora falando jogo mais, mais aberto com vocês, né? As mentiras por trás das demissões tem a ver com a falta de transparência. Em dizer para as pessoas de verdade o que que elas precisam fazer, o que que elas, o que é, o qual foi o ponto, qual foi o detalhe, qual foi a pisada fora do trilho, para que ela possa corrigir isso numa próxima oportunidade. Talvez esse seja o principal presente, a principal dica, o principal boa prática que você pode fazer é diante de uma situação de demissão. Deixar claro para pessoa a razão pela qual ela tá saindo, para que ela possa ter essa oportunidade de melhora. E aí, diante dessa, desse cenário, essas 16 pessoas, elas me relataram as principais frases que elas ouviram diante de demissões. E é muito interessante, né, a construção que as empresas trazem para as pessoas, né. E eu anotei para mostrar para vocês aqui algumas dessas frases e talvez vocês se identifiquem com algumas delas, né? Quais são os principais falas que as empresas trazem relacionado à demissão? Então, a primeira que as pessoas trouxeram para mim foi a de um desempenho insatisfatório. Então, pô, Marlon, fui demitido ou fui demitido porque a mensagem que chegou para mim ali foi que eu tive um desempenho insatisfatório. Mas a pergunta é: em relação a quê? Aonde, né? Exatamente o que é que eu não fiz? O que é que eu tinha que entregar? O que é que eu tinha que gerar de valor que não foi realizado? E aí também não tem mais explicação relacionada a isso. Mas o primeiro item que veio, né, as pessoas me relataram, foi o desempenho insatisfatório. O segundo item que as pessoas falaram, né, que aparece com frequência na fala das emissões, é Falta de alinhamento cultural. Quem aqui já ouviu isso? Quem aqui já usou esse argumento para poder, de repente, demitir uma pessoa? Ah, você não tem fit cultural com a empresa, então por isso a gente tá fazendo o seu desligamento hoje. Estaremos iniciando hoje o seu desligamento por falta de fit cultural. A pessoa escreveu para mim aqui: tive uma experiência na vida de ser demitida, e claramente porque não tive a coragem de demitir a empresa há mais tempo. É isso. Muito bacana, obrigado por compartilhar. E muitas vezes a gente, inclusive, essa fala me faz lembrar algo bem bacana. Eu recebi no fim de semana, um amigo compartilhou comigo um artigo no qual o nome do artigo é The Midnight Hour of Your Career, The Midnight Hour of Your Career. E qual que é a ideia? Eu achei sensacional esse artigo. Depois quem quiser me pinga aí que eu mando o link para vocês. No qual fala que a gente muitas vezes permite que a nossa carreira vire abóbora, né? Sabe o lance da Cinderela? Deu meia-noite, né? Você vai voltar a ser aí a gata borralheira. E a gente permite isso com a carreira, a gente perde o nosso timing, né? O time, a empresa tem um timing, você tem um timing, você não tá olhando para o seu próprio time. E o que que acontece? Aí vem essa surpresa. A surpresa de demissão, porque você não cuidou da sua carreira. Tem uma coisa, gente, que é muito importante. Vou falar isso aqui, eu falo para todo mundo, sem medo de ser feliz, falava dentro da empresa: você, a tua carreira tem que estar acima da empresa. Mas como assim, Marlon? É acima na perspectiva de responsabilidade. Você se responsabiliza pela tua carreira, não a empresa. E esse é um erro muito comum que gera demissão. Essa é uma verdade, tá? Em relação às mentiras contadas nas demissões. Você vai ser ou será demitido um dia, uma das razões reais é pela sua falta de responsabilidade da tua carreira, porque você delega a tua carreira para as pessoas, você deixa tua carreira na mão de outros, de terceiros, e essas pessoas têm total autonomia para tomar decisão que elas quiserem em relação à carreira de vocês. Fala, André! Bom dia, meu caro, bom ver você aqui. Então essa responsabilização, ela é muito importante, e ela tem a ver também com a gestão do estresse. Pô, a empresa tá me deixando estressado. Essa delegação, essa ousadia que a gente tem de colocar na empresa essa autonomia de deixar a gente doente. Isso é insano, isso tem que acabar. A empresa não tem que ter esse poder de deixar você doente. Esse é um ponto muito importante, muito importante, tá? Então, voltando aqui às razões comuns das demissões que as pessoas me contaram: a primeira, então, é sobre desempenho insatisfatório. A segunda é sobre falta de alinhamento cultural. A terceira é sobre redução de custos e reestruturação. Acho que esse é um dos mais falados, né? E talvez essa seja a desculpa, a justificativa, que ela tem um poder de calar. Então, pô, Marlon, a gente tá chamando você aqui, que a gente vai fazer seu desligamento porque nesse momento a gente tá passando por uma redução de custos e infelizmente a gente vai precisar desligar você, né? Assim que funciona o negócio. E como é que você vai questionar? Como é que você, colaborador, está sendo demitido, demitido, vai questionar a questão financeira da empresa? Nossa empresa está passando por maus lençóis. Ela, você vai falar o quê? Mas de novo, né, é uma justificativa, é uma justificativa. É mais ou menos assim, né? Você que vai na academia, ou você que tenta ir na academia, eu tenho certeza que provavelmente você já usou uma desculpa universal que cala qualquer pessoa. Você tá lá, se matriculou na academia, aí você fica um mês sem ir, aí você vai passar na catraca da academia, aí vem a pessoa ali que tá na recepção e fala: pô, faz tempo que você não aparece, o que tá acontecendo, né? Se você falar qualquer outra coisa Aí vai dar espaço para trocar, para falar, e a pessoa fala assim: pô, mas vamos lá, né? E se você quiser calar a pessoa, você simplesmente fala: o trabalho tá me pegando. E a pessoa não vai questionar o trabalho, porque existe uma série de crenças relacionadas ao trabalho. Trabalho é nobreza, trabalhar é necessário. Então existem justificativas que são universais que calam, e a gente usa isso aí muitas vezes de forma até inconsciente. Mas a gente sabe que elas funcionam, como por exemplo esse lance de falar que a pessoa está sendo demitida devido ao quê? A redução de custos. Faz sentido, gente? O André escreveu aqui: até um pé na bunda te joga para frente. Se vai aproveitar o impulso ou não, a decisão é sua. Esse é o lado de a gente poder Olhar para uma demissão de uma forma positiva, claro, né? Não existe demissão doce, ela é amarga, mas com sabedoria a gente consegue compreender muitas vezes que esse foi um movimento necessário, importante para a gente, inclusive. E quando não existe o feedback corporativo, você precisa aprender a construir seu próprio feedback. Isso é o tal do autoconhecimento que as pessoas tanto colocam descanteio no mundo corporativo. Esse é o item, esse é o tema que ele é colocado descanteio. Ele é: ah, depois eu vejo isso, ah, vou estudar agora dados porque a empresa tá pedindo para mim. Tudo bem você estudar dados, mas não deixa de lado você aperfeiçoar o seu autoconhecimento, não deixa de lado você aperfeiçoar a sua capacidade de compreender quem você é, os seus pontos de melhoria, o que é que te enfraquece. Faz isso continuamente, pô. Não se permita cair nesse limbo, né, do quite queer. Que mais tem aqui que as pessoas me falaram? Aí vem os dois últimos aqui, que então foram 5, né, que as pessoas me trouxeram aqui com com bastante propriedade. E os dois últimos é o tal do comportamento. É, Marlon, você tem um problema de comportamento, né? O teu comportamento não é adequado, e então nós decidimos pelo seu desligamento. Tá bom, mas então qual é o comportamento? Aonde que você tem esse comportamento? Eu fico perplexo de ver às vezes que as empresas, elas também, elas pegam as pessoas na surpresa, principalmente com esse lance de comportamento. Porque, de novo, somos seres humanos, vivemos hoje um mundo onde julgar o comportamento se tornou algo extremamente complicado devido às várias formas das pessoas olharem os comportamentos. Aquilo que era aceito antes não é aceito mais, Aquilo que era brincadeira antes agora é agressão. E eu não tô aqui defendendo nada não, tá? Só tô dizendo a realidade. Isso é realidade. As brincadeiras que antes eram aceitas ou não, mas não havia punições relacionadas a elas, agora são. Essa é a realidade, essa é uma verdade. E a gente tem que estar atento para isso, a gente já conhecer isso. Então acho que esse também é um problema, né? As pessoas não estão hoje atentas, awaken. Relacionada a situações atuais, atualizar o seu software. Esse é o ponto. E por último, aqui o que apareceu na fala dessas pessoas relacionado às demissões é que nós estamos inovando, mudando nossas tecnologias, a gente tá trazendo coisas novas, e a gente percebe que você não está se adaptando, não se adaptou a essa realidade. Então, 5 principais falas que as pessoas me trouxeram relacionadas às demissões são: desempenho satisfatório, falta de alimento cultural, redução de custos, problemas de comportamento e mudanças tecnológicas. E aí, vocês concordam? Vocês aceitariam numa boa serem demitidos e receber esse tipo de justificativa? Sabe que se eu pudesse, eu acho que obviamente eu ter sido demitido lá atrás, no começo da minha carreira, me ajudou a construir uma série de competências que talvez eu não tivesse tido, né? Mas se você, se eu pensasse assim, pô, se eu pudesse voltar lá enquanto estagiário, né, e evitar essa demissão, o que que eu teria feito? Eu teria estudado fortemente sobre as minhas características de caráter, as minhas forças de caráter. Eu teria entendido muito mais os meus talentos, as minhas habilidades. Eu poderia abrir essa live aqui com vocês sobre as mentiras por trás das demissões e resumir simplesmente num ponto, num ponto. Primeiro que assim, existe essa incompetência corporativa por parte das lideranças de saberem fazer uma demissão clara, transparente, objetiva, dando para as pessoas de verdade aquilo que elas precisam para que elas possam melhorar. É fato, existe essa incompetência, existe líderes incompetentes no tema de demissão por uma série de razões. Isso é um fato, tá? Agora eu preciso também deixar claro para vocês Existe uma imensa multidão de pessoas que são incompetentes de compreenderem que elas vão ser demitidas daqui a pouco por razões de falta de autoconhecimento. Agora vou dizer para vocês assim, qual que é a mentira por trás das demissões? Eu vou resumir numa palavra: por que que você é demitido? Por que que você é demitido? Simples. A gente pode simplesmente dar uma palavra: você não está gerando valor para empresa. Simples assim. Você será ou você foi demitido, demitida, porque você deixou de gerar valor para empresa. A fala agora, fala adulta aqui para todo mundo, é isso. O resumo é esse. Nossa, Marlon, mas que fala mais superficial. Entenda, entenda uma coisa: a empresa não tem que se adaptar a você, é você que precisa se adaptar à empresa. Se você é um colaborador de uma empresa, Cristo, entenda, você é que precisa se adaptar à empresa. A empresa é um organismo vivo, ela vai vivenciar mudanças, ela vai se transformar. Ela vai comprar outras empresas, ela vai buscar novas ofertas, ela vai mudar o serviço que ela presta. Se você não concorda, cabe a você ter escolhas relacionadas a estar ou não, a continuar ou não. E o que que acontece? Aonde que as pessoas se perdem? Porque as pessoas têm uma forma de funcionar E elas não conhecem essa necessidade de controle profunda que elas têm com as coisas. A empresa muda a sua forma de navegar e ela sente que ela perde o controle. E aí ela começa a performar de um jeito diferente, ela começa a ser uma detratora, ela começa a criar as panelinhas, ela começa a falar mal, e daqui a pouco vai demissão. E aí de novo, né, senta num bolo que aí a incompetência da liderança não conseguir dar feedback contínuo, essa é uma outra coisa que Oh my gosh, nós estamos no ano 2024 e as lideranças ainda não sabem estabelecer uma prática de feedback contínuo para as pessoas e permite que as pessoas cheguem na beira do abismo. E aí você vai lá falar: vou dar para você aqui é um aviso, você tá próximo de ser demitido. E por que que você como liderança não veio trabalhando com essa pessoa de forma consistente para ajudar ela ou para avisar ela? Esse é um ponto que, sabe, assim, tá ultrapassado. As lideranças não conseguem se conectar com isso. É insano, é insano esse ponto. E de um outro lado, é insano também ver o quanto tem pessoas adormecidas acreditando que as empresas é um playground, acreditando que somos uma família. Que lindo, no final do dia todo mundo aqui se abraça. Galera, mundo corporativo é um jogo de negócio. Mundo corporativo tem a ver com money, bufunfa, verdinho. Não é uma ONG, não é um lugar de abraço, não é um lugar de, né, free hugs, vem aqui. É claro que as empresas precisam, e é importante, ter um ambiente, uma cultura de segurança psicológica, de vulnerabilidade, de acolhimento, de transformação, de desenvolvimento de carreira. É óbvio que é importante, mas você precisa tirar da tua mente essa fantasia do mundo encantado da Disney que você trabalha, porque no final do dia as pessoas vão verificar o quanto que você tá gerando de valor, o quanto que você agrega nas reuniões com teu cliente. Porque, na boa, se você vive uma carreira mediana, você vai entrar na lista das pessoas a serem demitidas quando vier o pedido de redução de custo, porque você é mediano, porque você é mediano. Porque você não tá atento à questão essencial de uma empresa: eu estou ou não gerando valor. Quando eu ainda estava no mundo corporativo, e houve em 2023 ali, né, um boom de missões nas empresas de tecnologia, e nada de errado com isso, aconteceu, né, uma conta da pandemia. Pandemia, as empresas cresceram absurdamente, inflou a bolha. E depois teve esse ponto aí de redução e aconteceu. E aí muitas pessoas me perguntaram: Marlon, o que que eu faço para evitar de ser demitido ou demitida? O que que você faz para evitar uma demissão? Você precisa estar à frente, você precisa estar à frente do jogo, você precisa jogar nos sinais de fumaça, no incêndio. As pessoas só acordam quando incêndio aconteceu, e isso é claramente uma falta imensa de recursos pessoais, de recursos pessoais, de consciência. As pessoas não param para perguntar para sua liderança: e aí, como é que eu posso gerar mais valor? Quantas vezes você, colaborador, parou esse mês para perguntar para o teu líder: e aí, como é que eu faço para poder gerar mais valor? E é diferente de você perguntar: e aí, eu estou gerando valor? Percebe a diferença da perspectiva da proatividade? Se você vai e você pergunta para tua liderança: eu estou gerando valor? Você já se coloca numa postura reativa de: pô, eu quero reconhecimento. Agora, se você vai até a tua liderança e você diz: como é que eu posso gerar mais valor? Primeira mensagem que você passa para ele é que você tá sentindo que você gera valor, mas que você quer gerar mais valor ainda. Num cenário onde a empresa se encontra em crise, deixa eu contar uma coisa para vocês: chega para tua liderança e fala: além disso que eu tô fazendo, o que que eu posso fazer para contribuir mais? Essas são as falas verdadeiras que vai impedir de você cair nesse fundo de demissão. Se um colaborador, por mais caro que ele seja, a Marlon Silva Domingues, aí veio redução de custo, eu sou uma pessoa cara, por isso que me falaram que eu vou embora, eu sou caro. Se é caro e não tá gerando valor, porque se você é uma pessoa cara e você gera valor, desculpa, você não vai ser excluído, você não vai ser demitido. Ou demitida. Se você gera valor, meu querido, as pessoas pagam para isso. As pessoas pagam para quem gera valor. Cara, você tá gerando valor, show me the money aqui, tá funcionando, bora. Agora, se você tá, você é uma pessoa cara e você entrou para uma lista, né, de pessoas possíveis demissões, desculpa, você não tá gerando valor. Esse é o feedback.. E uma outra coisa, as pessoas falam assim: pô, fui demitido, mas não tinha o que fazer, né? Redução. Então pensa na seguinte coisa: se você foi escolhido ou escolhida e não tem nenhum problema comportamental, não é sobre fit cultural, mas você foi escolhido e escolhida, e essa é uma mentira, é porque você não tá performando de forma adequada ou você não está acima daquilo que é importante esperado. Você é mediano, você é mediano. E o que eu mais vejo hoje são pessoas medianas. Ah, Marlon, mas eu gosto disso, qual que é o problema? Tudo bem, não tem problema nenhum, só tô te alertando que pessoas medianas, elas estão já de cara assinando um contrato de que eu posso, eu posso ser demitido, posso ser demitido. Você tá deixando claro para a empresa isso aí. Se você, se a tua atuação é mediana em algum momento que acontecer alguma crise corporativa, o teu nome vai ser eleito. Faz sentido, gente? Deixa eu ver se tem alguma pergunta aqui. Ah, chegou aqui, acho que no Instagram. E também estar atento às oportunidades. Necessidades e ruídos que existem dentro da empresa, criar sugestões e projetos para soluções, sem necessariamente ficar esperando que o líder aponte. Exatamente, ó, acho que é Lia, né? É que eu estava explicando agora mesmo. Nós, na perspectiva de colaborador de uma empresa, se você tá no mundo corporativo, a primeira coisa que você precisa entender é qual é a dança que a empresa está dançando nesse momento. Esse é o principal ponto. E essa pergunta você precisa fazer com frequência, porque é muito comum, é muito comum a gente querer impor para empresa o nosso jeito de funcionar, o nosso gosto. Ah, eu vivi, eu vivi a era de ouro de coaching dentro do mundo corporativo, tá? Eu vivi isso aí. Chegou uma hora que isso aí acabou. Isso aí acabou. E eu poderia ser aquele cara que ficasse mais: não, vocês têm que fazer coaching. Cara, qual é a próxima página? Qual é a próxima página? Vira a página. Você quer continuar na empresa? Acompanha a dança, acompanha a dança. Chega nas altas lideranças e pergunta sobre as próximas estratégias. Chega nas outras lideranças e pergunta qual é o tipo de serviço que vocês vão ofertar agora. E aí você faz a sua própria revisão de como é que aquela habilidade, aquela competência que você vinha exercitando ou desempenhando, se encaixa nesse novo momento. Só que aí tem uma— eu vou usar essa palavra, talvez ela não seja a melhor, que me perdoem se ela não é boa, mas existe a cegueira corporativa na seguinte questão: eu vou olhar para aquilo que é mutável. Eu vou olhar para aquilo que é uma variável. Ou seja, eu tô querendo dizer o seguinte: se eu trabalhava antes como um coach, e a empresa fala, a gente vai agora focar só inteligência artificial, aí eu olho e falo, pô, mas como é que um coach vai trabalhar com isso? Eu era um coach que sentava com as pessoas, fazia perguntas, tinha sessões. E agora, como é que eu vou fazer isso aí? Aí que tá o ponto, a tua renovação A tua atualização enquanto colaborador, enquanto colaboradora, não é sobre o label, sobre o rótulo, não é sobre as competências da roupa que você tá vestindo atualmente na empresa. A atualização, a dança corporativa, você vai conseguir dar match o tempo todo se você tiver consciência de quem você é por trás disso aqui, por baixo disso aqui. A tua essência, porque a tua essência ela é modelável, modelável, não sei se é a palavra, para que você possa se adaptar nas mais diversas situações. O que que tem por trás do Marlon Silva? Pegando eu como exemplo, pessoal, história real, pô, tinha um cara que se comunicava muito bem, tinha um cara que tinha ousadia, Tinha um cara que tinha a coragem de inovar, de conversar, de conectar estratégias. Então pega isso aqui e faz a ponte para aquilo que é novo na empresa agora. É aí que tá o pulo do gato. Pegou, gente? Faz sentido? Esse é o ponto. E não arrastar o rótulo da vestimenta que você tá usando nesse momento. É por isso que você chega um momento que a tua carreira vira boba, que você não entendeu o timing de mudar, você não entendeu o timing de agir, você perdeu o timing de fazer perguntas e pedir feedback para as pessoas sobre a sua atuação. Então sim, existem mentiras ocultas por trás das demissões, porque existe uma incompetência gigantesca hoje por parte de líderes que não conseguem se expressar, que têm medo da conexão emocional com as pessoas, de dizer a verdade, de acolher. E também existe uma incompetência gigantesca hoje por parte das pessoas em se posicionar, de estar à frente em relação às demandas corporativas, de se atualizar. Eu vejo muita gente, isso acho insano, as pessoas vêm à empresa aí navegando para um lugar. Vamos pegar o exemplo atual, né? As empresas saíram de um movimento, vou dar um exemplo que eu vivi, de um movimento de transformação digital para o movimento da inteligência artificial. Aí a galera entra em doideira e eles querem aprender inteligência artificial igual os doidos, só que eles esquecem do quê? Das competências humanas. Você pode até aprender inteligência artificial, mas se você aprender e estacionar a tua carruagem Não vai adiantar nada se você não tá desenvolvendo o teu protagonismo, se você não tá desenvolvendo a tua capacidade de ser um problem solver, se você não tá desempenhando uma boa comunicação. Não adianta você ir atrás de cursos e ciência de dados, não adianta. Porque o que vai fazer você ser demitido— eu vou voltar agora àquela frase maravilhosa que todo mundo fala nas palestras, as pessoas adoram subir no palco e dizer isso aí: As pessoas são contratadas pelos hard skills e demitidas pelos soft skills. Fato, fato. Então pensa nisso: você coloca energia, dinheiro, tempo em capacitações técnicas, mas esquece, deixa de escanteio aquilo que é mais essencial. Eu vou citar dois itens para vocês aqui que é furada nas empresas hoje em dia: comunicação e inteligência emocional. Comunicação e inteligência emocional, dois itens que são extremamente, extremamente disfuncionais com líderes e colaboradores. Faz sentido? Excelente, Marlon Silva Domingues. Quando você não toma as rédeas da sua carreira, a empresa tenta te moldar. Você aceita os novos desafios e perde as rédeas do que você quer fazer, da direção que você quer para sua carreira. Perfeito, perfeito. Se tem uma coisa que vai fazer com que você cave sua própria cova É você permitir, é você se distanciar daquilo que é essência para você. Nós, seres humanos, temos uma versão nossa que é a natural e uma versão nossa que é adaptada. É natural, é comum você precisar se adaptar, só que o problema é quando você permanece por muito tempo adaptado, adaptada. Você vai permitindo cada vez mais com que a empresa adapte, você adapte você, e chega uma hora que você não se reconhece mais. Se aceitou tanto esses modelos de identidade impostos pela empresa que você não tem nem energia mais. E a partir daí é só ladeira abaixo. A tua performance vai pro ralo, a tua saúde vai pro ralo, você não consegue entregar mais, você não tem mais paciência. E aí você é a pessoa insubordinada. Então deixa eu falar uma coisa para vocês aqui. A maior mentira que conto para vocês em relação a demissões é não falar para vocês que vocês não estão gerando valor. É isso. Você vai, se você foi escolhido e não foi Zezinho, Luizinha, Maria, Juanita, porque porque essas pessoas geram nem que seja 0,001 valor a mais que vocês. Fato, fato. E se não vem um outro feedback te contando por que você foi demitido, pegue esse feedback: o porquê que eu fui escolhido. E não é para você falar assim: por que que eu fui escolhido? Eu sou a pior pessoa desse universo. Sai dessa, sai dessa. Assume também a responsabilidade da tua carreira. Se por alguma razão você foi demitido, demitida, meu querido, minha querida, simplesmente porque você também não tava com as rédeas da tua carreira. E se você não sabe qual aprendizado levar adiante, leva pelo menos esse: daqui para frente, quem cuida da minha carreira sou eu. A tua carreira tem que estar acima da empresa e a tua vida tem que estar acima da tua carreira. Com uma vida organizada, saúde, bem-estar, família, se cuidando, você tem uma carreira muito mais poderosa. E essa carreira então consegue se adaptar e enxergar a empresa certa para você. Que todos nós temos talentos, todos nós fazemos algo muito bem. Num contexto. Você precisa encontrar esse contexto, algo que você pode desempenhar, onde você vai ter maior brilho, onde você vai realizar com maior amor, com maior fluidez. Eu fico muito triste quando eu ouço as pessoas dizerem o seguinte: eu estou aqui porque eu tenho boleto para pagar. Cara, isso me dói, sabe? Eu tô vendo a pessoa assinar ali o termo de adoecimento. 'Eu estou aqui porque tenho boleto a pagar.' Sério mesmo? Sério que no ano de 2024 você acredita que não existam outras oportunidades? Que não exista nenhum outro lugar que demete, que defite com você? Não cai nessa, não. Não faz isso com você. Não faz isso com você, porque depois, na hora que você adoecer, quem vai pagar o preço é você. Literalmente, quem vai pagar o preço é você. Tá fazendo sentido para vocês, gente? Manda um sim aí, manda um sinal de fumaça para eu saber se tá conectando, se tá valendo a pena. Alguém tem alguma pergunta também? Pode mandar aí. Então, o que que vai fazer com que você se previna de ser mandado embora? Está um passo à frente, antenado, antenado, e se cuidando, trabalhando as suas competências. Marlon, o que que eu devo focar? Na boa, eu vou falar uma coisa muito poderosa para vocês: você não sabe o que você deve fazer no momento novo da empresa qual habilidade, a empresa não traz essa clareza. Trabalha inteligência emocional, trabalha sua comunicação. Se você focar nesses dois pontos, você mergulhar nesses dois pontos, eu tenho certeza que você aumenta mais 90% a sua chance de ficar, ser visto, ser reconhecido, ser reconhecido. Porque as pessoas são demitidas por causa desses dois itens, gente, a falta de Inteligência emocional, a falta de uma comunicação adequada. Pode falar o que quiser, é por causa desses dois itens. Ah, fit cultural, cara, não, você se comunicou como um ogro, uma ogra em algum momento, você quebrou o pau ali, você perdeu a estribeira. Toda demissão tem a ver com essas questões, todo problema corporativo tá concentrado em tretas relacionadas à comunicação. Marlon, mas a treta é tecnologia. Desculpa, guarda uma frase aí, meus alunos sabem isso aí de coração. O problema não é o problema, o problema tá por trás do problema. A tecnologia não é problema não, queridão. E a forma com que você está se comunicando, você tá olhando, tá significando isso aí. Ah, meu cliente tá atrasou e é um cliente estúpido. Tá bom, cadê a tua inteligência emocional olhar para isso e fazer uma proposta diferente? Esse é o ponto. Esse é o grande ponto. E aí, como é que a gente pode fazer uma demissão mais adequada para quem é líder, para quem lidera? O que eu poderia fazer? Primeira coisa, se pergunte hoje: você é líder? Se você tem estabelecido aí um processo de feedback contínuo com suas pessoas. Para mim, a pior coisa é o líder que ele pega as pessoas de surpresa. Ser pego de surpresa uma demissão, para mim, é o maior lixo do mundo. É você tratar as pessoas de um jeito muito, sabe, muito desumano, né? As pessoas têm o direito de saber que elas estão indo mal. E se a pessoa não sabe lidar com feedback, aí não é problema seu, é problema dela. Agora, tua falta, né, de clareza, de transparência, de constância no feedback, é um problema teu. E vou dizer uma, para a gente encerrar a live aqui: se você é líder, demitiu alguém e você não dormiu de noite, você tem culpa no cartório. Você tem culpa no cartório, sabe por quê? Acho que todo líder precisa entender isso. Muita profundidade. Se você tá demitindo uma pessoa, você tá demitindo um pedaço teu. E é isso que muito líder não compreende, muita líder não compreende. Se você está demitindo alguém, essa pessoa vai sair da empresa, ela vai passar por— você também precisa passar para o teu luto, porque você tá mandando embora uma parte sua que não funcionou. Que falhou, que pecou. Esse feedback também tem que ser seu. Se a pessoa foi demitida: ah, Marlon, essa pessoa, ela era uma pessoa insubordinada. Tudo bem, quem contratou? Ah, essa pessoa é uma pessoa desequilibrada. Tudo bem, O que que você fez para poder cuidar disso? Mas, Márcia, não é minha responsabilidade, é um colaborador teu. Existem formas e formas de você poder cuidar das pessoas. Não tô dizendo que você tem que ser um psicólogo da pessoa no mundo corporativo, não, tá? Não cai nessa, não. Mas o mundo corporativo é um jogo, é um jogo de adulto, e a conversa tem que ser conversa de adulto. Se você não consegue conversar, você tem um colaborador compreende essa conversa de um jeito infantil, desculpa, tá errado, tá errado. Então, líder que não dorme de noite após uma demissão, desculpa, você tem culpa no cartório. As pessoas que não entendem que a convivência, que o conjunto da obra de um grupo, de um time, é uma relação sistêmica, ou seja, todo mundo tem responsabilidade por aquilo que aconteceu, Tá ultrapassado, você não entendeu o jogo ainda. A culpa não é do teu funcionário, não, é tua também. Se a gente for falar de culpa aqui, é tua também. Em outras palavras, no português, claro, você cagou no pau também, você falhou como líder, você tá falhando como liderança. Isso deveria ser um aviso. A cada demissão que você faz, deveria ter um potinho e falar: eu preciso melhorar minha competência de líder. Eu preciso melhorar minha competência de feedback, eu preciso melhorar minha competência de comunicação, eu preciso melhorar minha competência de como construir equipes. Esse é o ponto, gente, esse é o ponto. Então vamos lá, qual seria uma ótima prática para você ter na perspectiva da liderança para que a gente pudesse fazer demissões de um jeito mais adequado? Não pegue as pessoas de surpresa, guarda isso. Segundo ponto: faça feedbacks constantes. Dê pelo menos dois recados antes da emissão acontecer para que a pessoa saiba. E na hora de fazer emissão, traga para pessoa de forma clara, objetiva, aonde foi o problema e que vocês avisaram, que você falou, que você demonstrou, e com você como líder agiu. E você, pessoa, para você não cair na tentação de se demitir, do demitido, começa a se perguntar: tô gerando valor aqui dentro? Quantas pessoas sabem o que eu faço? Eu me perguntava várias vezes: será que o presidente da empresa sabe o que eu tô fazendo hoje? Uma provocação para te puxar. Aquilo que não é visual não é real, tá? Mundo corporativo é um jogo de números. Aquilo que não é visual não é real. É mais fácil mandar embora os fantasmas. Guarda isso aí. Beleza, deu nosso horário aqui. Pessoas, espero que vocês tenham gostado, que eu tenha agregado um pouquinho de conhecimento. Me perdoem se alguma fala ofendeu alguém, mas eu só trago verdades. E daqui para frente, então, toda sexta-feira eu vou estar aqui nesse horário, nesse canal. Se conecta comigo que vou trazer assuntos como esses para a gente debater, para a gente conversar. Avisa as pessoas, avisa seus amigos, os seus grupos, as suas conexões próximas para estarem presentes aqui. A gente aumentar essa rede, ter cada vez mais papos como esses que são ocultos, a gente possa conversar com mais tranquilidade. Beleza? Um beijo, um abraço, uma ótima sexta-feira, um ótimo dia para vocês, ótimo fim de semana aí. Tamo junto, valeu, tchau tchau!









