Como Desenvolver Pessoas em Tempos Difícieis

Nesta live, Marlon Silva Domingues – estrategista em desenvolvimento humano e ex‑Head de RH com quase 15 anos de experiência em multinacionais – explora como desenvolver pessoas em contextos de crise. Ele contextualiza o tema a partir da pandemia, da guerra, da crise econômica e da ascensão da inteligência artificial, apontando que esses fatores geram um "empilhamento emocional" e medo, que dificultam o desenvolvimento humano. Marlon argumenta que a solução não está em recursos externos (dinheiro, promoções) que têm validade limitada, mas em recursos internos, especialmente o sentimento de pertencimento. Ele descreve um modelo de desenvolvimento baseado em quatro pilares: ambiente seguro, confiança, clareza de metas e propósito. Cada pilar permite ativar a criatividade, a inovação e a motivação dos colaboradores. O discurso inclui exemplos pessoais (transição de programador a executivo, experiência na China) e apresenta a sua Formação em Estratégia de Desenvolvimento Humano (EDH), que trabalha as esferas de controle, influência e aceitação. Ao final, Marlon convida a audiência a praticar pertencimento, a ressignificar a relação com a empresa e a focar no autoconhecimento como elemento central para liderar em tempos difíceis.
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Salve, salve, galerinha! Bom dia, bom dia, bom dia, bom dia! Sejam todos bem-vindos, sejam todas bem-vindas. Bora começar essa live! Deixa eu iniciar essa live aqui nos todos os canais. Vai chegando aí, galera! Bora, bora, bora! Se você tá ao vivo do YouTube, se você tá ao vivo do LinkedIn, se você tá vivo do Instagram, seja bem-vindo, seja bem-vinda! Espero que transmissão esteja acontecendo de forma correta. É a primeira vez que eu consigo transmitir, tô tentando transmitir para mais canais de uma vez. Espero que funcione. E a minha gratidão aqui por você fazer parte hoje dessa live. Se você tá assistindo agora ao vivo aqui comigo, é um prazer imenso poder contar com a tua presença ao vivo online aqui para a gente poder bater um papo sobre um tema tão importante, tão urgente, tão polêmico que é esse sobre como desenvolver pessoas em tempos difíceis. E quando a galerinha vai chegando aí, vou pedir para você que já tá online aqui ao vivo comigo, para você pegar o link do canal que você está nesse momento e você encaminhar, encaminhar para as pessoas que faça sentido elas estarem nessa live hoje, tá bom? Galerinha do Instagram, bom dia, bom dia, todos bem-vindos! Então pega aí no Instagram, tem um aviãozinho, já encaminha para as pessoas que faz sentido. Quem tá no Instagram tá vendo que a coisa tá fervendo aqui atrás, e é sobre atenção, né, é para poder homenagear o tema, um tema quente: como desenvolver pessoas em tempos difíceis. Beleza, bora lá então, pessoal tá chegando. Todo mundo tá me ouvindo bem? Dá um ok para mim se vocês me ouvem bem no Instagram, no LinkedIn, no YouTube, só para eu saber se a transmissão tá funcionando. Pessoal do Instagram, vocês me ouvem bem aí? Dá um ok para mim. Te ouço, por favor, coloca aí no chat para eu saber se tá tudo ok. Beleza, obrigado, Lili. Thanks, valeu, Rodolfão. Valeu, obrigado, show, show de bola. Bora lá, pessoas, bora lá, bora lá. Então, antes de mais nada, mais uma vez, obrigado Eu não sei se todo mundo dos canais que eu tô transmitindo aqui me conhecem. Eu sou Marlon Silva Domingues, eu sou estrategista em desenvolvimento humano, também sou Head de RH, e tô há mais de 14 anos, há quase 15 anos, dentro de uma multinacional, mundo corporativo, onde eu pude vivenciar alguns papéis, como ser um cara de frontline, ser um cara da operação, entrei na empresa como programador de software e nessa jornada toda eu pude também vivenciar algumas fases importantes. Eu experimentei transição de carreira, eu experimentei viver a liderança e contribuir inclusive para o crescimento da liderança. Eu experimentei o que que é você imergir numa cultura totalmente oposta à sua e conseguir trabalhar, desenvolver pessoas Independente de idioma, do local aonde é que você esteja, eu pude vivenciar na pele também o que é ser um empreendedor ou intraempreendedor dentro de uma empresa, algo extremamente bacana. E recentemente, o que é se tornar um executivo, ocupar uma cadeira de C-level. Então toda essa jornada, ela trouxe para mim uma gama de conhecimentos onde eu pude compreender que dentro de todos esses escopos, o tema de pessoas, ele permanece único, ele não se modifica. Se você compreender a verdade, a real, sobre o que é essa sabedoria em desenvolver pessoas, você vai entender comigo que hoje, que não importa o contexto em que você se encontre, não importa o papel que você esteja executando hoje, saber sobre pessoas é parte fundamental do do jogo corporativo. Faz sentido para vocês isso, gente? Estão comigo até aqui? Então, olá! Eu coloquei esse tema na mesa, né, que é como desenvolver pessoas em tempos difíceis. E para a gente começar a explorar esse tema aqui, a gente precisa compreender o seguinte: acho que a gente precisa dividir, né, essa, esse tema em duas partes. Como desenvolver pessoas em tempos difíceis. Por que isso? Porque se a gente não compreender o que que eu tô querendo dizer por trás desse tema, a mente é subjetiva, né? A nossa comunicação ela não é específica e a gente vai compreender coisas de formas totalmente diferentes. Então vamos começar pelo seguinte, né? O que que você, Marlon, quer dizer com a Palavra tempos difíceis. O que você quer dizer com tempos difíceis? Esse é o ponto bem crucial para o nosso papo aqui. Se a gente parar para pensar, né, tem muita gente que pode estar dizendo: cara, tempo difícil para você, para mim tá massa, para mim tá legal, né, para mim tá bacana. Então é importante entender o que que tá pegando nesse momento. E aí eu preciso convidar vocês a refletir sobre o seguinte episódio: antes do ano, até o ano, até o final do ano 2019, obviamente a gente tinha tempos difíceis. Claro, sempre tem tempos difíceis, tempos, né, as famosas tempos de vacas gordas, vacas magras. Isso sempre vai existir, mas como todo mundo sabe, houve um evento que foi um evento global que trouxe um ressignificado para a forma como que o business funciona, a forma como que o business está se mostrando hoje em dia. E esse evento, como todo mundo sabe, é a pandemia. A pandemia, ela trouxe inúmeras ramificações nos mais diversos setores e não foi diferente dentro do contexto corporativo. Com o final, com a chegada da pandemia, a coisa que mais se modificou foi a forma da gente trabalhar, a forma da gente se relacionar. Veio então a mesa, o trabalho remoto, o home office, e com o passar do tempo isso foi diminuindo e começamos a se falar então de trabalho mais híbrido e mais uma vez a necessidade de ressignificar. Mas não para por aí. Pandemia passou, a gente vive hoje quase 3 anos pós a pandemia, e esse tema de home office ainda é uma coisa, é algo em pauta. Mas uma coisa ganhou novamente manchetes, que é a inteligência artificial. Então a gente sai de um cenário onde o ser humano, ele ganhou por um certo período de tempo. Olha que interessante, o ser humano ganhou por um certo período de tempo prioridade. Já parou para pensar isso aí? Por que eu tô falando isso para você? Agora eu convido vocês a refletir sobre uma coisa, e dentro do contexto de vocês, como é que é o assunto people dentro do contexto que vocês vivem hoje? Falando do mundo corporativo, então falando profissional aqui, como é que é o assunto people, pessoas, desenvolver pessoas dentro do contexto que vocês vivem hoje? E o que que você tá perguntando, Marlon Silva? Perguntando exatamente se esse tema ele é prioritário. E aí eu volto nessa questão da pandemia. Durante a pandemia, o tema pessoas ele se tornou algo prioritário. Então a gente vinha de um movimento corporativo onde esse tema oscilava, prioridades mais baixas, mais altas. Aí vem pandemia e isso torna esse tema extremamente prioritário. E aí a gente vai agora para uma nova jornada. Obviamente, dentro desse hiato de tempo teve o quê? Teve guerra, tá tendo guerra, tem economia lascada, tem política, tem uma série de coisas. É questões globais, climáticas, tudo isso influencia assim dentro do mundo corporativo. Fecha parênteses. A gente vem, a gente encerra o ano de 2022 com uma notícia de que a inteligência artificial estava chegando com peso dentro dos negócios. Em dezembro de 2020, de 2022, a OpenAI anuncia o prompt mais inteligente do mundo. Então soma, soma esses eventos, soma esses eventos, e a gente está de frente, a gente se dá, né, a gente está na verdade no momento onde nada daquilo que ficou para trás se resolveu 100%. A pandemia, o COVID, ele não deixou de existir. Ele ainda é uma questão muito mais controlada agora. Agora tem outras questões, né, tem outras coisas acontecendo na perspectiva de saúde, mas a economia ainda tá lascada, as crises globais ainda estão acontecendo, a política ainda está vivenciando uma série de conflitos. Só que agora tem uma outra variante no meio do caminho que chama-se Inteligência artificial. Faz sentido, gente? Estão comigo daqui? Então é por causa disso que o tema desse papo aqui é como desenvolver pessoas em tempos difíceis. Então, tempos difíceis, como Marlon Silva está trazendo aqui, é esse conjunto de coisas que vem acontecendo Onde a gente em algum momento priorizou mais o ser humano, depois desprezou, e agora tem uma outra coisa que está em evidência: a inteligência artificial. Pegaram meu ponto? Então esse é um trecho, pedaço do que a gente vai falar aqui, Tempos Difíceis. Outro pedaço é como desenvolver pessoas. Aí é importante também trazer para vocês aqui: o que que vocês entendem sobre o desenvolvimento de pessoas? O que é desenvolver pessoas para vocês? Quem tá no chat aí, escreve para mim rapidão, interage comigo um pouco aqui para eu poder ir tomando o restinho do meu café aqui. O que que é desenvolver pessoas para vocês? Vocês estão aqui no Instagram, escreve para mim aí rapidão o que é desenvolver pessoas para vocês, rapidão. Põe a tua ideia aí para eu saber como é que tá o mindset de vocês. Deixa eu ver se tem alguém aqui nos outros chats também. Quem tá chegando agora, seja bem-vindo, seja bem-vinda. Nós estamos aqui num papo para poder discutir o futuro da humanidade. Brincadeira, sobre como desenvolver pessoas em tempos difíceis. Escreve para mim no chat aí, para de ter preguiça, pega, mexe esse dedo aí, escreve aí o que é desenvolver pessoas para vocês, pô. Ai, Marlon, eu tô aqui no Instagram, tô no carro ouvindo, então tá bom, então não vai, não vai, não Não vai fazer burrada aí, né? Não vai parar o carro nem nada disso. Tá tendo são foco aí. Ó, Camila me escreveu aqui: ser agente para florescer o melhor de cada pessoa. Que massa! Show de bola, Camila! Muito bem, muito bom, bacana, faz sentido, faz sentido. Tá na academia aí, ó, tá ativando as forças de caráter dela. É isso. Então, desenvolver pessoas é sobre, é sobre uma capacidade É sobre, primeiro, né, volta um pouquinho. Desenvolver pessoas é um processo, tá? Desenvolver pessoas é um processo, dá para ser realizado de diversas formas, com diversas estratégias, metodologias, ferramentas. É um processo, é um processo sobre o quê? Sobre crescimento pessoal e profissional. Então, desenvolver pessoas, palavrinha que é utilizada o tempo todo dentro do contexto corporativo. Ah, precisamos desenvolver pessoas. Ah, esse líder não desenvolve as pessoas. Olha, esse líder desenvolve as pessoas, ele com prioridade Desenvolver pessoas é um processo que dá para ser feito das mais diversas formas, onde você está ali disposto, disposta a fazer o quê? A focar no crescimento pessoal ou profissional de outros indivíduos, de grupos. Ok, então o que que a gente tá tentando trazer? Que que eu tô dizendo para vocês aqui nessa, com esse título? Que hoje Devido ao cenário global que nós vivemos, devido à situação econômica, devido à maior prioridade do planeta hoje, que está sendo a inteligência artificial, está sendo extremamente complicado de dar foco no ser humano. E por quê? Por que que está acontecendo? Por que que vocês acham que isso está acontecendo? Queridos e queridas, então assim, uma coisa tem a ver com a outra. Porque o fato, vamos pegar simplesmente o ponto da inteligência artificial, porque esse ponto está travando o desenvolvimento das pessoas. Se é que vocês concordam comigo, você pode escrever aqui. Marlon, você tá viajando, manézzi? Eu tô vivenciando o melhor momento do meu próprio desenvolvimento, os meus líderes, meus pares, sei lá, 'As pessoas com quem eu interajo estão me apoiando demais' ou 'Eu, no papel de liderança, estou desenvolvendo pessoas, ó, de um jeito maravilhoso.' Legal, top. O que eu estou trazendo aqui é sim uma fala generalizada, mas com base em evidências, com base em trocas com altos executivos, com grandes players do mercado. Que de uma forma geral esse movimento de tratar, cuidar, desenvolver pessoas, ele vem sendo cada vez mais travado, cada vez menos priorizado, tá bom, gente? Então vamos lá, o que é que acontece hoje? Qual é a causa? O porquê que tá sendo difícil desenvolver pessoas? Para a gente poder então entrar no Como desenvolver pessoas em tempos difíceis? O que é que está impedindo as organizações de colocarem o foco no desenvolvimento humano? Escreve para mim, vamos lá, interage um pouco aí. O que que você acha? Esteban tinha me dito aqui, ó, que sobre desenvolver pessoas e levar pessoas de um ponto X para um ponto Y, como mais conhecimento. É isso. É isso também, com certeza, com certeza. Mas aí, qual é a razão de estar sendo complicado desenvolver pessoas nesses tempos atuais, né? Vocês acham? O vulcão tá pegando fogo ali atrás, para quem tá no Instagram. Então, ah, sei que vocês estão com preguiça de escrever aí. É o seguinte, como eu narrei aqui para vocês, a gente vem vivenciando uma série de acontecimentos. Traduzindo isso na perspectiva do ser humano, a gente pode chamar de que o ser humano, ele nunca viveu tanto empilhamento emocional como ele está vivendo vivendo hoje. O ser humano nunca viveu tanto empilhamento emocional como ele está vivendo hoje. E quando esses empilhamentos emocionais vão acontecendo e você não dá vazão para eles, a tendência é que a gente entre em colapso. Então, de novo, nós estamos vivendo a maior era do empilhamento emocional, onde as pessoas não estão conseguindo dar vazão a isso. E quando a gente não consegue dar vazão a isso, o que que acontece? Colapso. Tá bom? Então nós vivemos, podemos dizer que a gente vive a era do medo. Nunca o ser humano precisou de tanta certeza como ele está precisando hoje. A necessidade de saber do dia de amanhã. Eu não sei se todo mundo aqui tem a clareza de que nós temos necessidades. Todo mundo tem necessidades. A gente chama de necessidades humanas, e por padrão universal nós temos 6. E uma delas chama-se certeza, e uma outra chama-se variedade. A variedade é a necessidade de experimentar coisas novas. Desafios. A certeza é a necessidade de se manter aonde está, de entender e provar que você vai ter um trabalho, você vai ter que comer, você tem um plano de saúde. Então, esse momento, essas duas necessidades estão em conflito, porque Porque para que o ser humano possa avançar no seu crescimento, ele necessita de uma boa dose de variedade, mas ele também precisa de ter certeza. Estão comigo até aqui? Então, a gente vive a era do medo. O medo faz parte desse movimento, desse momento que a gente tá vivendo. Então, Por que que está sendo difícil? Porque existe medo de todos os lados. E ao mesmo tempo, dentro de uma perspectiva corporativa, existe o quê? A necessidade de lucrar, certo? Não vamos ser hipócritas aqui. O mundo corporativo, ele precisa de lucro, ele precisa de vender. As empresas existem com uma função: estarem resolvendo problemas da sociedade, de outras empresas, tá? É para isso que elas existem. Então, se a empresa não está lucrando, a gente tem outros problemas em evidência. Então, a gente vive a era do medo, empilhamento emocional. As empresas estão hoje lutando para retomar a economia. Porque tem um negócio muito interessante também de se colocar aqui: durante o período da pandemia, a gente viveu a grande bolha da tecnologia. O trabalho remoto, ele permitiu que a gente pudesse escalar com muito mais velocidade as contratações, o crescimento de equipes e times. No mundo todo. E isso chegou uma hora que a conta veio, inflou, inflou, inflou, mora história. Então é mais uma variável dentro desse contexto maluco aí. Então a gente vive a era do medo, né, do empilhamento emocional, e as empresas pagam um preço por fazerem movimentos muitas vezes ousados que deram certo para caramba, Mas é um ponto muito interessante, né? Uma menção antiga que você já devem ter visto em vários, diversos livros, que é: aquilo que te fez chegar até aqui não vai te levar no próximo lugar. E nós, seres humanos, nós temos o quê? A mania, o hábito, ou a falta de capacidade de pensar que a gente precisa estar em constante renovação. Isso se aplica totalmente ao mundo corporativo também. O jogo muda, o jogo muda, e é preciso renovar isso. E nesse momento é mais do que perceptível que existem dois grandes movimentos no mercado: as empresas que são fornecedoras de inteligência artificial e as empresas que são consumidoras desses produtos. Porém, a indústria como um todo precisa desse movimento hoje devido ao quê? Devido à corrida, aceleração. Quem é que vai chegar primeiro? Quem é que vai inovar mais rápido? Quem é que vai estar no topo sendo precursor de modas, de movimentos novos, assim como a OpenAI foi? Então essa corrida, essa necessidade de estar no topo do pódio dentro do mundo corporativo, ela é quase que um padrão. E nesse momento a inteligência artificial é o grande ingrediente da jogada. E aí a gente volta para o contexto corporativo. Que ainda precisa de pessoas e vai precisar por muito tempo, de ser humano. E a gente faz o quê? A gente faz os convites para que as pessoas possam se adaptar a esse contexto novo. Adaptar a esse contexto novo. Então, veja, todo esse histórico que a gente debateu até aqui, o medo, A trava, empilhamento emocional. E agora tem mais um convite, e o convite é: precisamos inovar, precisamos inovar, precisamos entregar mais rápido, precisamos chegar primeiro, precisamos crescer time, precisamos de novas estratégias. E aí, que que acontece? É mais uma informação dentro desse empilhamento. Emocional. Vocês sabiam, né, que a gente vive a maior era da saúde mental, ou do problema da saúde mental, nesse momento? E é interessante que esse não é um assunto tão debatido ainda nas empresas. Tem uma série de coisas, tem tabu, tem medo de exposição, mas esse é um assunto extremamente urgente dentro das empresas, a saúde mental das pessoas. Então pensa comigo aqui, dentro desse caldeirão de informações, como é que eu consigo fazer com que as minhas pessoas entreguem mais, performem mais, estejam mais energizadas, motivadas, engajadas a fazer algo novo acontecer? Qual foi a última vez que você fez algo novo acontecer? E você teve resultado? Quando foi? Quando foi a última vez que você fez algo novo acontecer e você teve muito resultado? Como é que você estava se sentindo lá atrás? Provavelmente, provavelmente você tava com muita energia, tá? Se você atingiu o resultado que você tava se propondo a fazer, se deu certo aquilo que você tava, tinha como objetivo, uma coisa é fato: você tinha energia. Sem isso não ia funcionar, tá? E a energia é o quê? É simplesmente um espelho, né? É a parte externa relacionada ao nosso empilhamento emocional. Então às vezes exigências corporativas, elas estão incoerentes na perspectiva da saúde mental das pessoas. De novo, tá, eu tô fazendo um pitch genérico aqui, eu quero, não tô dizendo que o teu caso, mas Marlon, eu tô bem, massa, que bom, que bom, espero que você esteja se cuidando para estar bem. Para ser um exemplo de que dá para reverter isso também. Então esse é um ponto muito importante, tá? As pessoas estão sendo cobradas a fazerem movimentos novos com toda essa bagagem emocional para trás. E aí a gente chega num ponto, vamos agora chegar no ponto, aquele ponto que eu não tenho a menor ideia do que que é ser humano, eu chego e eu preciso desenvolver pessoas. 'É, e aí vocês aqui não funcionam, não vai, não consigo desenvolver, vocês se queixam para caramba, vocês vitimizam demais, só trazem problema para mim.' E aí eu vou para casa e tem duas coisas que aparecem para mim. Primeiro, eu falo: 'Cara, que desgraça de líder que eu sou, não sei como desenvolver pessoas.' O segundo ponto, vou usar uma outra roupa e eu vou me tornar o vilão e falar: 'Cara, que desgraça de time que eu tenho.' "Se tem pessoas ruins ali, precisa mandar embora." É geralmente isso que acontece. E tem terceiro, terceiro, a terceira roupa, que eu ponho uma capa vermelha e falo: "Já que eles não fazem, eu vou resolver." E aí você assinou o maior atestado. Bom, vou, deixa eu medir minhas palavras aqui. Você assinou o maior atestado de incompetência, como ele, que é assumir o papel dos outros simplesmente porque você não teve capacidade de ensinar, de dar feedback, de desenvolver. Estão comigo aqui, gente? Sim ou não? Deixa eu ver se tem mensagens aqui. Estevam falou para mim aqui, vou falar da minha realidade. Vemos o mundo acelerar com diversas tecnologias, pensamentos, difícil saber onde mirar para crescer. Daí eu procuro simplificar e ir para o básico e fazer bem feito. Rodolfo falou que empilhamento emocional, primeira vez que ouço esse termo e faz muito sentido colocar nessa forma. É, bicho, o acúmulo o acúmulo daquilo. Pensa, ó, uma coisa importante. Uma frase muito tempo atrás que dizia o seguinte: ninguém tropeça em pedra. Ah, perdão, perdão, falta. Ninguém tropeça em montanha, nós tropeçamos em pedras. Olha o tamanho do vulcão ali, você não vai tropeçar naquilo, você vai tropeçar em pequenas pedrinhas no caminho. Só que essas pedrinhas, quando a gente simplesmente falar: é só uma pedrinha, eu não cuido disso, Ela vai acumulando, uma hora vira montanha. Eu tenho que fazer esse empilhamento emocional. O empilhamento emocional, ele é simplesmente o resultado da falta de vulnerabilidade. O empilhamento emocional é simplesmente o resultado de um ambiente tóxico com pessoas tóxicas, tá? Não adianta também você pegar e falar: ah, tá explicado, a empresa que eu tô tá uma desgraça. Lembra do seguinte: não adianta você querer mudar o ambiente tóxico tendo comportamentos tóxicos também. Guarda isso no teu coração, tá? Todo mundo tem responsabilidade. Isso é um ponto muito importante, muito importante. Mas vamos lá, vocês vieram aqui com propósito, que é entender como desenvolver pessoas em tempos difíceis, sim ou não? Eu pude viver na pele isso aí. E esse negócio legal, porque eu tô fazendo essa live aqui para vocês, porque eu me sinto, eu me sinto honrado de ter vivido isso na pele. Famoso skin in the game. Aliás, eu tenho aversão a simplesmente pegar um conhecimento, ah, li um livro, vou trazer para vocês algo que eu não vivi. Quem me conhece há muito tempo sabe que isso para mim é valor, ter vivido na pele. Famoso skin in the game. O ano passado foi um ano de muitas reflexões para mim, Marlon, principalmente relacionado ao ambiente profissional, a minha carreira. E como muitas pessoas e muitas empresas, o meu contexto vinha vivenciando momentos de muita trava, trava. E querendo ou não, querendo ou não, O cifrãozinho, a questão monetária, é um ponto que pega muito o ser humano. E de novo, livre de julgamento nesse momento aqui sobre essa questão, se é certo ou não. Isso é um fator importante, é para mim também fator importante. Dinheiro é um fator importante. Quando você se vê numa situação onde você tem poucos recursos externos para engajar seu time, a tendência é que as pessoas simplesmente abram mão do movimento. E essa é a principal razão de eu colocar para vocês esse tema aqui: como desenvolver pessoas em tempos difíceis. O mundo corporativo é um jogo, esse jogo é um jogo de troca. Onde as pessoas estão aqui cedendo tempo, habilidades, conhecimentos em troca de uma remuneração. De novo, vamos deixar, não vamos ser hipócritas aqui, é isso, é um jogo. E para quem quer estar nesse jogo, precisa aprender a jogar o jogo, senão você vai se frustrar ainda mais e vai ter 3 vezes mais empilhamento emocional. Business is a game. "Business again." Então, nesse contexto onde o dinheiro, sim, ele é algo necessário, ele é algo que alimenta, inclusive, a necessidade de certeza a Cristo. É por isso que ele é importante. Ele traz certeza para o ser humano. Mas tem um ponto agora que é estratégico. Para quem me conhece já há algum tempo sabe que eu tenho um mantra, E eu falo o seguinte: o problema não é o problema, o problema é o que tá por trás do problema. Então, o principal erro, o principal erro das pessoas querem desenvolver pessoas em tempos difíceis é querer desenvolver as pessoas em cima daquilo que é superficial, é focar simplesmente no, naquilo que é visível. No topo do iceberg. O problema não é o problema, o problema que tá por trás do problema. E o ano passado, quando eu me vi, quando eu me vi nessa situação onde o jogo financeiro, onde o jogo financeiro é uma questão, o que que você precisa fazer? Tipo, você inovar. Essa é a fala da Caixa. Mas mais do que isso, você precisa compreender uma coisa: que nós temos recursos internos que jogam a nosso favor também. Ó, veja, vamos lá, nós estamos aqui falando sobre como desenvolver pessoas em tempos difíceis. Como desenvolver pessoas em tempos difíceis. É engraçado que para muita gente, para muito líder, o desenvolver pessoas, ele tá atrelado a fazer com que o meu time, com o meu, os meus liderados, eles sejam promovidos. É um vício isso aí. E desenvolver pessoas é uma coisa totalmente isolada disso. Você pode desenvolver pessoas desatrelada a isso. Isso vem como uma consequência de um reconhecimento. Mas desenvolver pessoas não tá ligado a dinheiro. E esse foi o primeiro pulo do gato na minha cabeça quando eu comecei a me ver numa situação de trava. O que fazer com as pessoas? Então anota aí, primeira coisa: dissocia. Dissociar financeiro do desenvolvimento humano, crescimento, habilitar pessoas, atingirem mais. Faz sentido, gente? Ah, Mário, para mim não faz. Money talks. Bom, beleza, vai continuar sendo difícil desenvolver pessoas dessa forma. Tudo aquilo que é externo Tudo aquilo que é recurso externo tem tempo, tem prazo de validade. Anota isso aí: todo recurso externo tem prazo de validade. Se você coloca uma dependência enorme em cima de um recurso externo, você já perdeu o jogo. Uma hora isso vai acabar, isso vai acabar. Agora, se você aprende— ó, saca essa parada aqui agora— se você aprende a identificar o que que o recurso externo gerou em você, talvez eu consiga criar alternativas relacionadas a isso. Pegou o ponto? O dinheiro, ele vai te habilitar a fazer coisas diferentes, mas isso te gera alguma coisa, Cristo? O que que isso gera para você? O que que isso gera em você? Ah, me gera uma sensação de liberdade, me gera uma sensação de autoridade. É isso? Então quais são os outros caminhos, formas, mecanismos que podem trazer essa mesma sensação. Pera aí, Marlon Silva Domingues, pera aí que agora tô perdidaço aqui. O que que isso tem a ver com desenvolver pessoas em tempo difícil? Então vamos lá, vamos traduzir. Vocês são parte da minha equipe. A primeira coisa eu tô dizendo para vocês, cara, não é sobre dinheiro. Desenvolvimento humano não é sobre dinheiro. Eu não estou dizendo aqui que não é algo importante, necessário, sem hipocrisia. Eu gosto para caramba disso, pô. Agora, o ponto é: para desenvolver pessoas, a gente precisa compreender que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Coloque o dinheiro no lugar correto, coloque as pessoas no lugar correto. As pessoas As pessoas podem ser desenvolvidas, desatreladas dessa sedução de que vou te promover, vou te colocar num patamar maior. Isso é externo. Tudo aquilo que é externo— ao Virgílio na área, Paulinha, beijo para vocês— tudo aquilo que é externo possui prazo de validade. Pegaram? Tudo aquilo que é externo possui prazo de validade. E aí, voltando na minha história, que é que eu percebi? Que que eu compreendi? Que para fazer esse jogo funcionar, eu precisava o quê? Resgatar recursos internos. Ixi, Marlon Silva Domingues, que doideira! Vai começar agora abraçação de árvore. Vai, vai começar abraçação de árvore que vai, quiçá, te levar num outro patamar corporativo. Volta para o pedido corporativo, volta para o pedido das organizações. Isso é uma coisa que tem que ter claro também, tá? Você tá jogando um jogo corporativo, você tem que ter claro o jogo que você tá jogando. Você tem que saber o que que as empresas estão querendo, qual é o pedido do ambiente corporativo que você tá hoje. Qual é o pedido da empresa? A empresa tivesse boca, ela falasse, qual o pedido dela? Eu vou te ajudar aqui. De uma forma geral, as empresas hoje pedem por inovação, tá? É isso, as empresas pedem por inovação. De uma forma geral, elas querem isso. Hoje em dia, as empresas que estão vendendo inovação através de inteligência artificial e as empresas que estão consumindo Inovação através da inteligência artificial. That's it! E aí você tá bem no meio desse jogo, sendo o quê? Sendo provocado, provocada, sendo cobrado, cobrada a performar mais, a entregar mais, a participar da inovação. E olha que coisa doida, A inovação, ela tem uma ligação extremamente poderosa com a criatividade humana. A inovação, ela está atrelada à criatividade humana. E sabe de uma coisa? A nossa criatividade, isso é biológico, universal, a nossa Criatividade, ela é facilmente cessada diante de um empilhamento emocional. Nossa vida, acabou, deu, era isso, obrigado. Pegaram o ponto, galera? Inovação é o pedido corporativo. Se você guardar isso para você, você já começar a jogar um jogo diferente nas empresas, você vai olhar de uma forma diferente. A gente precisa trazer a maturidade adequada para o mundo corporativo. Uma frase que o pessoal fala: não existe almoço grátis, não é isso? Não existe almoço grátis, pô. Esse dia eu vi uma frase no LinkedIn que eu achei sensacional: não existe amor incondicional no mundo corporativo. Para com isso. Esse é o grande ponto: não misture as identidades. Você é você, empresa é empresa. Você está dentro de um jogo corporativo. E eu não estou dizendo aqui, que fique claro, na era que as pessoas recortam as coisas e põe na internet sem contexto nenhum, eu não estou dizendo que está errado. Aliás, acho que tá certo. Se coloca você no papel de dono de empresa, dona de empresa, o que que você faria? É um jogo de Lucratividade. E para isso você precisa ter pessoas te apoiando, resolvendo os problemas. E aí que a coisa pega. Como desenvolver pessoas diante de cenários extremamente difíceis? Ó, lembrei de um negócio muito bacana aqui. Não sei se todo mundo sabe, mas eu tive a oportunidade de morar na China pela empresa. Eu passei uma temporada na China muito bacana. E um dos grandes ensinamentos que eu tive lá, isso foi muito bacana, e hoje para mim faz muito sentido, hoje faz muito mais sentido, que é como é que você encara uma crise. Como é que você encara uma crise? Sabe por quê? Porque a palavra crise, a palavra crise no mandarim Crisis, ela é formada por dois ideogramas. Um ideograma, ele tem um significado puramente separado, né? A palavra crise, então ela tem dois ideogramas. Se você separar os ideogramas, um ideograma significa derrota, o outro ideograma significa oportunidade. E quando você coloca esses dois ideogramas juntos, ele se torna a palavra crise. E aí, qual que é a mágica desse entendimento? Que você pode olhar para crise como algo ruim ou algo poderoso. Tum! Ensinamentos da China by Marlon Silva. Não é massa isso? De novo, chavinha de mindset. Mas tá encarando isso? E aí volta aqui então: como desenvolver pessoas em tempos difíceis? Se você pegar o problema, se você pegar a situação como ela é, nua e crua, como ela chega até você, dificilmente você vai conseguir guiar, né? A Camila falou aqui sobre, né, você habilitar o ser humano. Estevam falou de de um ponto X para o Y, dificilmente você vai fazer esse movimento, porque existe uma série de ervas daninhas pelo caminho que vai impedir isso de acontecer. Onde a dependência é nos recursos externos, vai ser ruim de fazer isso acontecer. Precisa ressignificar a forma com que você desenvolve pessoas. E desenvolvimento humano precisa de acessar recursos internos. E aí foi pensando nisso: o que é que pode ser mais poderoso, mais engajador do que prometer para uma pessoa que ela vai ter um salário maior daqui 2, 3 meses? Vocês conseguem pensar nisso? Que poderia ser mais power de você ofertar para alguém que não seja dinheiro? Dentro do contexto cooperativo? Ó, pergunta de 1 trilhão de dólares. Quem sabe? Quem arrisca? Valendo um chokito, eu mando para você aonde você tiver, menos para Paulinha que tá na Suécia, vai demorar para chegar o chokito lá. E aí, o que que vocês acham? Escreve aí, gente, interage comigo. Estou me sentindo só aqui nesse momento. Estamos falando de recursos internos. O que é que pode ser mais poderoso, igual a força desse vulcão aqui atrás no Instagram, que pode ajudar o engajamento? Habilitar, a pavimentar. Olha que legal o que eu vou dizer para vocês aqui agora. É a pavimentação da jornada do desenvolvimento humano, que habilita as pessoas a caminharem por estradas turbulentas, sinuciosas. É isso que fala quando é muito assim, sinuoso, não lembro, uma coisa assim. Deixa eu ver, escreveram coisas para mim aqui. Ajudar a pessoa a sentir atingindo o seu potencial, quase, quase. Forças e valores também, mas tá antes disso. E esse eu vou dizer para vocês, esse é o recurso mais essencial da nossa jornada profissional, não só profissional, tá? Mas vamos focar no profissional aqui. Mais essencial da nossa jornada profissional, escreve essa parada aí, chama-se pertencimento. Pertencimento. O dinheiro, o salário, a promoção, o cargo, ele traz pertencimento. Só que ele traz pertencimento com data de validade. Porque vai passar 2, 3 meses, você vai querer de novo esse treco. Que se joga numa, isso te habilita a estar em fóruns, a entrar. Isso faz o quê? Mudar o teu status quo. Essa é a injeção poderosa, essa é a dopamina do dinheiro. Mas quando você compreende a pureza, beleza, e que pertencimento é algo que tá aqui dentro Você ganha o jogo, você ganha o jogo. O pertencimento é sobre você sentir-se parte de algo. O pertencer é quando você tem espaço o suficiente para colocar os seus valores, in place. Olha que bonito! O que faz uma pessoa pertencer, o que faz uma pessoa querer ficar, é o fato de ela perceber que os valores dela são vistos, são respeitados, são honrados. Isso não quer dizer que eu tenho que jogar— ah, mas tá dizendo que eu tenho que fazer tudo que a pessoa quer. Para com isso. Longe disso. Eu aprender a visualizar os valores, eu aprender a respeitar, honrar, não quer dizer que eu tenho que aceitar tudo, não, galera. Longe disso. Uma coisa é eu ter esse olhar, eu ter presença, eu entender o que aquele ser humano precisa como nutrição. E pertencimento é a chave disso. O pertencimento te coloca como um— o pertencimento, ele gera, na verdade, a maior sensação. Ó, volta só para contextualizar, isso é muito legal. Hoje A maior dificuldade do ser humano em fazer uma dieta, em perder peso, fazer uma analogia para vocês aqui, é devido à nossa má alimentação. Porque a gente tenta, a gente simplesmente pensa em comer e não em se nutrir, tá? Não sou nutricionista, mas esse negócio é legal. A gente não pensa em se nutrir, porque quando você se nutre, você consegue passar mais tempo, né, satisfeito. Quando tem nutrição. Quando tem simplesmente come-lança, coisas que não trazem nutrição, você vai querer daqui a pouco tá beliscando alguma coisinha de novo. É exatamente isso que acontece com a nossa biologia, com as nossas necessidades humanas. Se eu não tenho essa nutrição correta, daqui a pouquinho eu quero mais, daqui a pouquinho eu quero mais, daqui a pouquinho eu quero mais. Uma dependência excessiva do externo. Quando eu entendo como abastecer as minhas necessidades com nutrientes de verdade, e eles têm nome, aí entram que muitas pessoas falaram aí: forças, valores, talentos, propósito. Ah, pessoal, aí o jogo é outro, aí o jogo é outro. Mas essa ainda não é a resposta de como desenvolver pessoas em tempos difíceis. Mas vocês percebem o caminho? De novo, o problema não é o problema, o problema que tá por trás do problema. Não é sobre não poder desenvolver pessoas nesses momentos onde a economia tá travada, onde eu não tenho recurso, onde tem escassez. Não é sobre isso, é sobre compreender o que é que tem que ser feito de verdade, ou como é que você faz para engajar de verdade, como é que você faz para tocar de verdade no coração das pessoas. Estão comigo aqui? Então é o seguinte, para que a gente possa pavimentar essa jornada, essa estrada de desenvolver pessoas em tempos difíceis, a gente precisa entender, compreender seu pertencimento. Se você pertence Se você se sente dono daquele lugar, a tua motivação para acordar de manhã e trabalhar é outra. A tua motivação para debater, negociar, para você evidenciar, para você entregar algo é outra, porque eu me sinto pertencente. Pertencimento. O ser humano, o ser humano, ele precisa de pertencer. Se eu não sinto pertencimento, vem uma outra coisa tonda que chama-se exclusão. Sentir-se excluído de algo é a pior coisa para uma pessoa. Isso drena todas as nossas necessidades e nos coloca no patamar do quê? De vitimização. Então, eu preciso compreender. Se eu estou na postura de líder, de liderança, principalmente, eu preciso compreender como é que eu crio pertencimento com as pessoas, ou como é que eu resgato pertencimento com as pessoas. E ó, vou dar uma dica importante para vocês aqui, tá? Pertencimento é sobre as pessoas, tá? Fala até pertinho para vocês, não é sobre vocês não, tá? Não é o seu pertencimento. Não adianta você querer trazer a pessoa para um patamar, para um caminho de pertencimento, falando que, pô, para mim isso é massa. E para você isso é massa, mas não para pessoa, pô. Então precisa entender que é sobre a jornada do indivíduo, não a tua jornada, a jornada do indivíduo. E aí, dentro dessas descobertas, dessas análises, Eu fui compreendendo algumas coisas, que para que o pertencimento— então, de novo, tá, ó, o ingrediente é o pertencimento. Fala assim, Marlon, o que é que eu tenho que fazer para desenvolver pessoas em tempos difíceis? Vou dizer para vocês: pertencimento. Porque com pertencimento você é capaz de resgatar um negócio chamado criatividade. Criatividade habilita inovação. Eu falo para vocês que desenvolver pessoas é um negócio matemático. É massa, é lindo. Então, de novo, para eu desenvolver pessoas em tempos difíceis, eu preciso de ativar pertencimento. Pertencimento habilita criatividade, criatividade ativa inovação. O que que as empresas estão pedindo para vocês hoje? Inove, inove, inove, certo? É isso. Só que, como eu disse para vocês, nessa jornada haverão "évas daninhas". E aí? Como é que você lida com isso? O que é que você faz com isso? E aí, eu entendi que existem alguns padrões que se você habilitar, faz com que o pertencimento passe por essa jornada de um jeito muito seguro. E o primeiro item para que o pertencimento ele possa ganhar força, ele possa ganhar lugar, chama-se ambiente seguro. Ah, lá veio o Marlon Silva de novo. Vocês não têm noção do poder, do tão importante, profundo que é falar sobre ambiente seguro. De verdade, isso é de longe a maior fundação para você desenvolver pessoas, é o maior guard rail para você desenvolver pessoas. Não existe desenvolvimento humano sem ambiente seguro, pessoas, entenda isso. Se você não pensa em construir um ambiente em que ele permita com que as pessoas sejam vulneráveis, você não vai ter sucesso nessa jornada, eu garanto para vocês. Se você tá aqui, se você é um mentor, uma mentora, se você é um coach, se você não cria um ambiente propício, as pessoas não vão se abrir de verdade, vai ser aquela troca superficial. E é por isso tem um monte de cagada de coach no mercado. Porque não compreende isso, porque coloca o teu ego na frente das pessoas, porque o mais importante ali é você conseguir postar e falar: "Oh, fiz isso aqui com a pessoa." Pô, ambiente seguro. É preciso dedicar um tempo a construir um ambiente antes de você querer ir lá e modificar alguma coisa. Então, parte dessa pavimentação para desenvolver pessoas em tempos difíceis É mais do que nunca necessário ter um ambiente seguro, porque através do ambiente seguro— então anota aí, ó, ambiente seguro. Próximo item: uma vez que eu estabeleço o ambiente seguro, sabe o que eu consigo fazer? Eu consigo ter confiança. Eu consigo ter confiança. As pessoas não vão te ouvir, elas não vão dar um voto de confiança para você Se elas não se sentem seguras onde elas estão, se elas não podem exercer vulnerabilidade sem que sejam julgadas, criticadas. Esse é o grande ponto, esse é o grande ponto. Aí sim, uma vez que eu tenho um ambiente seguro, eu tenho confiança, eu consigo trazer um outro elemento, eu consigo estruturar metas. Eu consigo dar clareza para as pessoas. Por quê? Porque mais de 90% dos problemas corporativos tem a ver com a falta de clareza. Ou, entre as palavras, comunicação é uma desgraça. Se eu não sei aonde eu quero chegar, o que eu tenho que fazer, o que eu preciso entregar, vai dar ruim. Clareza, precisa de clareza. Então, voltando, o ingrediente principal para desenvolver pessoas em tempos difíceis é você ter a capacidade de ativar o pertencimento nelas. Como é que eu faço isso? Eu preciso de uma rodovia pavimentada de forma adequada. Essa rodovia precisa ter o quê? Ambiente seguro. Ambiente seguro. 2, eu preciso ter o quê? Eu preciso ter confiança. Confiança. 3, eu preciso de sim estruturar metas, objetivos com clareza. Com clareza, comunicação específica, transparente. Porque se o ambiente é seguro, posso ter a comunicação transparente. Percebe? Percebe onde tá o erro desgranhento da comunicação no mundo corporativo? Não adianta você querer arrumar comunicação se o ambiente tá uma desgraça, se não existe confiança, se não existe vulnerabilidade. De novo, galera, o problema não é o problema, o problema que tá por trás do problema. A gente vive colocando energia, tempo, dinheiro, recursos, esforço naquilo que é superficial. E aí o trem não funciona. Aí, como meus amigos mineiros dizem, fica tudo "garrado", não vai. De novo, pertencimento é ingrediente. Estou repetindo isso aqui porque eu acredito numa Eu acredito no método de aprender: conhecimento, prática, repetição. Conhecimento, prática, repetição. Vocês estão vendo esses 3 itens aqui. Então me perdoem, as pessoas estão se irritando com a minha repetição, tá? Não é nada por acaso, tá bom? Então, de novo, como desenvolver pessoas em tempos difíceis? Marlon Silva, pertencimento. E aí, ó, tem uma série de estratégias para você fazer fazer isso acontecer, uma série de estratégias para fazer isso acontecer. Você precisa de uma rodovia pavimentada. Com o quê? Ambiente seguro, confiança, estrutura de metas, clareza. Aí mais um ingrediente, que é o quê? Significado, propósito. Significado, propósito. Por que que eu faço o que eu faço? Por que que eu vou me manter motivado aqui se eu não sei o porquê que eu tô fazendo essa desgraça desse código aqui? Pegaram meu ponto? Não adianta, é preciso colocar uma boa dose de propósito. O propósito vai trazer o significado para as pessoas. Então eu venho de um ambiente seguro, eu posso falar, eu posso me sentir vulnerável, eu tenho espaço para errar. Aí eu consigo ter confiança. A confiança permite fazer o quê? Jogar um jogo de transparência, estabelecer metas mais assertivas. E a partir disso consigo trazer uma outra coisa. Propósito, propósito. E para fechar, para fechar, já estourou nosso tempo. Aí sim eu consigo falar do quê? De inovação, de impacto. Olha que bonito, de verdade é bonito, não é? Ser humano tem uma lógica. Aliás, o ser humano tem padrão. Se nós começarmos a desenvolver mais presença, escuta ativa, estar presente, a gente começa a observar os padrões. E quando a gente consegue observar os padrões, a gente tem capacidade de alterar eles. Faz sentido, gente? Então, entregando para vocês aqui, o ingrediente principal é o pertencimento. Uma outra coisa: se você coloca a dependência do pertencimento nas mãos da empresa que você tá, I'm so sorry, está jogando o jogo muito errado. Se você coloca a tua carreira 100% nas mãos da tua empresa que você tá, essa empresa não é tua, você tá jogando um jogo errado. I'm so sorry, vai dar ruim. Vai dar ruim. Existe uma lógica para as coisas acontecerem. Não inverta essa lógica. A sequência não inverte essa sequência. A sequência é: existe a empresa, a tua carreira tem que ser maior que empresa, Cristo. A tua carreira tem que ser maior. Se você coloca dependência da minha carreira, a minha carreira só vai funcionar se a empresa me promover. Pô, pelo amor de Deus! A tua carreira é maior que a empresa. Você é maior que a tua carreira. Não inverta essa ordem. Você. E aí você, ó, vida, saúde, desejos, família. Você, você é maior que a tua carreira. A tua carreira é maior que a empresa. A empresa que você está hoje nada mais é que um veículo te colocando em direção ao seu objetivo. Se esse veículo tá capenga, se esse veículo não está na velocidade que você deseja, você precisa tomar decisão. Por isso você não toma decisão, você fica: ah, empresa, ah, meus líderes, ah, o fulano faz isso. Pô, não vai rolar. Para de jogar para o externo. Aquilo que é seu. Sabe de uma coisa legal para encerrar? Agora de verdade, prometo que vou encerrar. Eu não sei se todo mundo sabe, mas eu tenho uma formação, Formação EDH. A Formação EDH é um curso, é um programa que eu tenho que eu ensino as pessoas a ter essa mentalidade, a olhar o problema de uma outra perspectiva, a você construir soluções a partir daquilo que está aqui disponível o tempo todo para gente, né? Estrategista em Desenvolvimento Humano. Você atuar em cima de problemas através de estratégias, estratégias de pessoas, alinhando pessoas com business, tá? Essa é a formação de DH. Tô te contando isso porque parte da formação eu trabalho 3 grandes esferas com as pessoas, que é a esfera do controle, a esfera da influência e a esfera da aceitação. É isso. Se você não sacar isso, aquilo que tá fora do teu controle vai ficar o tempo inteiro cobrando. E na boa, aquilo que a empresa decidiu tá fora do teu controle, brother ou sister. Tem que entender isso, o jogo é maior. Que tá dentro do teu controle, e eu vou agora vou te dar a resposta aqui, o que tá dentro do teu controle é simplesmente uma coisa, é você. Você tem que aprender isso, o que tá no teu controle é você, as suas emoções, teu autoconhecimento. Você pode influenciar o mundo corporativo que você tá, mas você vai ter que aceitar muito mais do que influenciar, do que tentar controlar. Beleza, era isso. Espero que vocês tenham curtido, foi muito massa estar com vocês aqui. Obrigado por esse espaço, obrigado por quem ficou na live comigo aqui até agora, de verdade, de coração. Espero poder contribuir mais. Se vocês tiverem qualquer dúvida, me chame, WhatsApp, LinkedIn, YouTube, Sinal de Fumaça, tô aqui à disposição. Beleza? Um excelente dia para vocês, uma excelente semana para vocês. Que vocês possam pertencer cada vez mais, beleza? Um beijo, tamo junto, valeu, fui!









