Consciência Vertical - Papo com André Sampaio

Nesta live, Marlon Silva Domingues recebe o coach e Master Trainer em Programação Neurolinguística (PNL) André Sampaio para discutir como usar recursos internos e técnicas de PNL para enfrentar a crise provocada pela pandemia de COVID‑19. O programa, parte da série “Consciência Vertical”, tem como objetivo elevar a inteligência emocional das pessoas em tempos de fragilidade. André apresenta a PNL como um "manual de instruções do cérebro", descreve o modelo de adaptação à mudança (negação, resistência violenta e aceitação) e introduz os conceitos de "estado de crash" versus "estado de coach" (estado de excelência). Ele enfatiza que passado e futuro são "ladrões de vida" que geram ansiedade, enquanto o foco no presente, através de micro‑meditações e atenção à respiração, permite acessar recursos internos. A conversa também explora a diferença entre força (resistência) e poder (fluxo), a importância de práticas diárias como meditação, atividade física e gratidão, e como a linguagem pode reprogramar estados emocionais. Ao final, André disponibiliza seus canais (Instagram @andressampaioPNL, site andressampaio.com.br, YouTube "Superando Seus Limites") para que o público acesse materiais, áudios de meditação e aulas sobre o estado de coach. O conteúdo combina teoria da PNL, exemplos práticos e orientações concretas para que os espectadores transformem a crise em oportunidade de crescimento.
Chapters
Boa tarde, boa tarde, amigos e amigas. Bem-vindos a mais uma live, a quarta live da série que eu estou realizando com pessoas formidáveis, pessoas fantásticas, para que a gente possa ter um pouco mais de recursos para poder lidar com esse momento de tanta fragilidade, momento tão desafiador para muitas pessoas. E hoje eu tenho um convidado muito especial aqui que é o André Sampaio. Eu vou esperar o André Sampaio se conectar e logo mais a gente vai estar batendo um papo bacana com ele. André, que é um especialista em Programação Neurolinguística, e eu vou conversar com ele sobre quais formas, o que a gente pode acessar de recursos para poder lidar com esse momento tão disruptivo na vida das pessoas. Legal? E para quem está chegando agora, essa minha iniciativa de fazer essas lives com pessoas especiais, pessoas que eu admiro bastante, É uma forma de contribuir para que as pessoas possam ter mais recursos, saber lidar de uma forma mais poderosa com as emoções que estão à flor da pele nesse momento de tanta inquietação, de tanta angústia. Então, eu já venho realizando alguma desde quarta-feira, se não me engano, quinta-feira, lives com algumas pessoas. A primeira foi com a Suelen, depois eu fiz com Esteban, ontem com a Eline Davis, e hoje eu vou fazer com a Dessa Sampaio. E eu batizei essa minha live recentemente de esse movimento de consciência vertical. E a ideia da consciência vertical é porque por muito tempo nós fomos, nós tivemos a oportunidade de realizar movimentos, de buscar recursos, de se aprimorar em momentos em que a vida estava mais tranquila. Mas nesse momento nós estamos em queda livre. Essa é a sensação que muitas pessoas têm. Não quero dizer que todo mundo acha que estamos em queda livre, mas às vezes eu me pego pensando sim, que nós estamos em queda livre, e nós estamos sendo obrigados a trabalhar e desenvolver a nossa inteligência emocional de uma forma muito mais poderosa nesse momento. Então, com a contribuição e a colaboração dessas pessoas, eu quero poder elevar a consciência de quem participa dessas lives, de quem consegue assistir isso depois, para que tenham mais recursos, para que tenha mais generosidade consigo mesmo nesse momento tão difícil e a gente possa sair dessa um tanto melhor que entrou. Recentemente eu ouvi uma frase do Primo Rico, podcast que eu gosto bastante de ouvir, e ele falava o seguinte, que ele estava entrevistando algumas pessoas e ele disse o seguinte, que a forma com que a gente vai sair dessa crise vai depender muito da forma com que a gente entrou nela. E eu acredito plenamente nisso. Então, se eu puder de uma forma ou outra colaborar para as pessoas estarem nessa crise de uma forma um pouco mais empoderada, de uma forma mais leve, de uma forma mais consciente, sabendo que nós temos grandes recursos dentro de nós mesmos e que nós podemos utilizá-los para sair melhor disso aqui. Legal? Então deixa eu ver se o André Sampaio já tá aqui conectado, eu vou chamar ele. Ainda não? No aguardo então do André Sampaio. Eu não sei se todo mundo me conhece, meu nome é Marlon e eu venho trabalhando já há algum tempo com o desenvolvimento humano. Eu tenho focado os últimos anos em liderança, desenvolvendo, trabalhando com líderes. Sou especialista em em desenvolvimento de liderança, trabalho dentro da CIT, uma empresa multinacional de tecnologia, já há algum tempo. E sempre pensei que independente da forma com que você lidera, qual o tipo de negócio você tem, o importante é a forma com que você trata as pessoas, a forma com que você faz isso com você mesmo. E saber lidar, gerenciar as suas próprias emoções é um caminho poderosíssimo para que a gente possa enfrentar qualquer tipo de desafio, qualquer tipo de situação. E é por isso que esse momento é tão importante ter mais consciência de como a gente pode estar mais centrado, mais presente no momento como esse, tão, tão desafiador. Ontem eu tive a oportunidade de conversar com Arlene Davis. Eu vou falando aqui, tá, gente, enquanto o André não chega. Ah, o André chegou aí. Só deixa eu finalizar aqui. Eu tava conversando ontem com a Arlene Davis e ela trouxe fortemente a nossa necessidade de estar presentes nesse momento. E é muito bacana porque eu ouvi também esses dias uma, uma, um stories aí que dizia assim: tem um vírus lá fora convidando a gente para voltar para dentro. E para mim é esse o momento e essa contribuição que eu quero dar para vocês. Legal, vou convidar o André Sampaio que Chegou agora aqui e vamos bater um papo massa.
Eita, a gente vai trocar uma ideia legal. Esperando, 1, 2, 3. E tivemos algum problema com a internet. Tenta novamente. André, mandei para você, vê se você consegue acessar.
Vamos ver se foi. Finalmente, rapaz, eu tô aqui há um tempão, só que eu tive que trocar o celular porque o outro não tava deixando, tava dando algum erro, não sei.
Esqueci, cara. A gente tá no momento em que o mundo está usando a internet, então, pois é, o negócio tá tenso, a gente pode cair a qualquer momento. As lives que eu vinha fazendo, o pessoal perdia som. Então é isso, é o que a gente tem nesse momento. Mas aí, cara, obrigado, é bem-vindo, meu amigo. Tá de terno, passou até o gelzinho no cabelo. A cara tá chique. Fiquei feliz.
Você viu aquele post do Papa? O Papa no filme e o Papa no Game of Thrones lá do filme. Exatamente isso, né? A gente fica em casa, foi até tomar um banho para poder te ver aqui, para poder falar com a sua audiência. Muito legal, obrigado pelo convite. Eu fico super honrado, feliz de poder contribuir de alguma forma com as pessoas. Eu sei que é como você estava falando, a gente está passando por um momento que é uma provação, um momento difícil. E eu gostei do que você falou, é o jeito que as pessoas vão sair vai ser determinado pelo jeito que elas entraram. Então quem se preparou antes, muito bem, tá na frente. Quem não se preparou agora vai ter que correr atrás, mas ainda é tempo, ainda é tempo de mudar o jogo, né? Dá para a gente. E a nossa parte é essa, é a gente se preparou antes de alguma forma, né?
O massa disso que você tá dizendo, da gente se preparou antes, é o que me dá força nesse momento. Nesse momento Hoje, hoje eu me sinto fortalecido em ajudar. Eu não sei amanhã, André, eu não sei se amanhã eu vou estar forte. Se eu não tiver forte, eu quero que tenha outras pessoas fortes para que eu possa me apoiar também. Então essa é minha contribuição, cara. Eu sei que pessoas como você, como Marlon Davis, outras pessoas que eu conheço, que eu quero ter o poder de trazer aqui para falar também, são pessoas que estão fortalecidas nesse momento. Se a gente puder passar essa força para mais pessoas, eu acho que a gente cria uma corrente, uma união poderosíssima. E eu sei que você é um cara que contribui muito, um cara que tem um conhecimento formidável, admiro para caramba. Então esse é meu convite, por isso que você tá aqui, meu cara. E cara, ó, você tá devendo uns 5 cafés para mim já.
Ainda bem que a gente tá se devendo café, almoço, a gente só fala, né, mas não vai, não consegue. Mas agora a gente, pelos próximos meses, a gente vai ficar só no virtual mesmo, mas tá tudo bem. Engraçado que o distanciamento uniu muita gente, né? Isso é o O lado bom da coisa, sempre tem um lado bom. Ah, o café aí, eu não peguei meu café.
André, começa contando para as pessoas quem é você, o que você faz, dá um briefing aí, rasga a seda sobre a sua pessoa nesse momento, tá liberado todo mundo rasgando sobre quem é cada um.
Maravilha, eu sou André Sampaio, eu sou coach de intervenção estratégica do Anthony Robbins e Master Trainer em Programação Neurolinguística. Eu há 6 ou 7 anos já eu venho trabalhando, eu trabalho com PNL, eu estudo PNL há mais de 20 anos, mas há 7 anos eu faço isso profissionalmente, eu treino as pessoas, eu ensino. E mais do que ensinar PNL, eu não me considero um professor de PNL, mas eu me considero, vamos falar da minha missão, minha missão é ajudar a criar um movimento de conscientização. E é muito louco que recentemente até te mandei o negócio da Academia Superando Seus Limites, que foi assim: eu já sabia minha missão, mas ainda não tinha tido coragem de assumir, né? E essa coisa de conscientizar as pessoas, não é conscientizar as pessoas porque eu não tenho a verdade, ó, eu vou pregar aqui a minha verdade. Não, não é isso, mas é ajudar as pessoas a encontrarem A verdadeira essência, ajudar as pessoas a expandirem a consciência. É nesse sentido. Então, minha missão aqui é, através da PNL, através do autoconhecimento, desse trabalho de autodesenvolvimento, ajudar as pessoas a expandirem a consciência através do alinhamento mente, corpo e espírito. Expandindo, né? Já falando de PNL de quarta geração, integrando tudo isso com o campo, com o espírito, com um propósito maior, com algo muito maior. E é muito legal ver, assim, muito legal, é até sacanagem falar que é muito legal o cenário todo, mas é mania de penelista, né? A atitude da PNL é aquela atitude pragmática de encontrar o lado bom, de ver o lado bom e focar no resultado, focar no que eu posso fazer, né? Não adianta falar aqui, a gente ficar, passar dias e dias falando do que tudo ruim, da catástrofe, não sei o quê. Mas tá bom, existe todo, tem um lado bom, né? Alguma coisa positiva vai sair disso. Então, se existe alguma coisa positiva, é as pessoas estão mais unidas. Eu acho que as pessoas, a humanidade como um todo, imaginando a humanidade como um organismo único, que eu acredito que somos todos, em essência somos todos um, né, em consciência, a gente vai sair com um ganho muito grande. De consciência. Então, total, esse é o lado bom. E é isso que eu faço. E o bacana disso, né? Mas pelo menos o lado bom da crise é que está existindo. Eu já vejo como as pessoas começam a voltar para dentro, olhar para dentro, re-hierarquizar os valores, perceber que aquilo que muitas vezes a gente fica se estressando, fica se preocupando, fica buscando, não vale nada. E aí a gente começa a ver o que realmente vale na vida, o que realmente vai fazer a gente feliz, o que realmente importa, né? São as coisas simples, que são: eu tenho que estar saudável, eu tenho que estar bem, eu tenho que estar emocionalmente equilibrado e eu tenho que estar bem com as pessoas que estão à minha volta, porque acabou, é isso. Agora a gente está confinado em casa e tem um monte de gente agora se separando, né? Na China o pessoal está se separando já, acabou o confinamento, todo mundo correu para o cartório para se separar. Não aguenta, né? Não aguenta. Então as pessoas estão percebendo que não adianta fugir, né? A gente tem que criar, desenvolver essa habilidade de se relacionar com a gente mesmo, porque as pessoas estão confinadas. Tem muita gente que não consegue ficar consigo mesmo, né? Eu não me aguento, eu comigo mesmo não tenho bom relacionamento e nem com as outras pessoas. Então, de alguma forma, vai unir as pessoas e elas com elas mesmas. Então esse é um aspecto positivo.
Muito massa, André, muito massa, legal. Bela apresentação. Eu diria que a minha definição do quem é o André, pelo que você contou aí, então você é um master, né? Você é um master training, mas é um eterno practitioner, certo?
Sem dúvida nenhuma, sem dúvida nenhuma. Não adianta ter o conhecimento aqui só, a gente tem que praticar no dia a dia, né? Senão não vale nada.
Perfeito, André, show de bola, cara. É inevitável a gente não falar sobre o tema que todo mundo tá vivendo. E eu gosto muito daquilo que você fornece, daquilo que você oferece, porque a gente tá falando sobre recursos, né? A PNL, ela fala muito sobre os nossos recursos, né? Como é que a gente acessa os recursos e utiliza isso? Como é que a gente entende o nosso próprio funcionamento e a gente é capaz inclusive de reprogramar isso, né? E assim, já deixando claro para audiência aí, entendo que a gente tá falando aqui de reprogramação, estamos falando de coisas baseadas em dados científicos, não estamos falando nada de balela de livro, ah, reprogramar, o cara apaga a memória. Não, a gente tá falando de coisa séria, a gente tá falando de uma arte, né, a PNL, um grande estudo onde dois grandes pesquisadores trouxeram à tona o manual de funcionamento do ser humano. É isso que eu quero que as pessoas tenham clareza. E ó, que interessante, algo que foi muito tempo muito criticado, mas muita gente conhece e sabe o poder que a PNL traz para o ser humano enquanto recurso. E eu diria, André, eu queria que você falasse um pouquinho disso, é que em momentos como esse de crise, todo mundo deveria ter esse manual na mão. Nesse momento é mais do que obrigatório a gente ter esse manual de funcionamento do ser humano, porque temos que nos relacionar agora em confinamento, temos que estar bem, como você falou, físico, mente, corpo e espírito. E a PNL traz isso com uma certa beleza. Fala um pouquinho pra gente como é que você vê a PNL nesse contexto da crise, cara. Se quiser até dar uma brifada, o que é a PNL rapidamente pra quem não sabe, não sei qual o nível de conhecimento das pessoas também, tá livre.
Show! Você já definiu a PNL, uma das definições que eu gosto é o manual de instruções do cérebro. Ponto. Você já colocou essa definição. E eu acho que já tá valendo pro nosso assunto de hoje, já tá valendo. É saber usar o cérebro de uma maneira positiva, proativa e pragmática. Pragmática no sentido: eu quero saber o que dá resultado. Eu não quero ficar mimimizinho, de buscar o culpado. Eu tô vendo que tem muita gente buscando culpado. E essa é uma atitude que não funciona, que não resolve. A gente tem que ver, bom, "Qual situação é essa? Que solução? O que eu posso fazer?" É muito louco porque nessas horas a gente percebe o quanto a gente é insignificante, o quanto nós somos insignificantes como pessoas, né? E o nosso ego fica desse tamanhinho, o que é lindo do ponto de vista espiritual, que coloca o ego no seu devido lugar, né? Mas ainda assim a gente começa a perceber que existe uma zona de controle, Alguma coisa eu tenho controle. "Oh, estou preso em casa." "Tá bom, mas o que eu posso fazer?" "Ora, eu não posso mais para academia. Eu até tenho uma esteira em casa, uma esteira bacana, life fitness, não sei o quê, só que eu vou ficar me debilitando correndo na esteira? Já não vou." Hoje, um ano atrás eu comprei um curso online de tai chi, Master Wong, um chinês, e hoje eu comecei a fazer o curso. Olha que bacana. Tai chi, estou fazendo tai chi aqui, tem sol, tem jardim, então estou fazendo tai chi. Então isso está no meu controle. Como é que eu posso me energizar? Como é que eu posso me alimentar bem? Em vez de comprar um monte de salgadinho, um monte de porcaria. Ai, meu Deus, fodeu, e agora? Aí dá ansiedade, aí come tudo, compra, estoca para um mês e come tudo em uma semana, porque tá ansioso. Fodeu, vai debilitar o sistema imunológico. Então, o que que tá no meu controle? Me manter emocionalmente saudável, emocionalmente equilibrado e me alimentar bem, alimentar minha mente. Com informações positivas, com informações com esperança, com coisa, e assim enxergar. E não tô falando de negar, né? É engraçado, olha só, falando de PNL, tá? O Robert Dilts, no livro dele Modeling with NLP, né, Modelando com PNL, ele fala que a gente tem, né, o ser humano ele tem uma resistência muito grande à mudança, a se adaptar à mudança. E ele fala em 3 passos, 3 passos para a gente se adaptar. O primeiro passo é a negação. Primeiro a gente nega, a gente está vendo isso, quantas pessoas negam e até hoje, é surreal. Eu até quis fazer com o cenário aqui atrás para mostrar, olha que dia lindo e a gente está confinado dentro de casa. Então baita de um dia lindo aqui em Campinas, você mora em Campinas também, e a gente está dentro de casa, né? Por quê? Porque tem gente passeando no parque, jogando pelada, Indo no shopping, uma coisa louca. Então estão negando. Não, até o nosso Supremo tem, tá falando que é uma gripezinha. Então tá negando. Não, nega, negação primeiro. Depois vem segundo passo, segunda fase, é a resistência violenta. A gente resiste. Se alguém falar alguma coisa, não, não é. E aí começa a brigar. Por quê? Porque a nossa Nossa posição, a nossa crença está sendo ameaçada. Então eu começo a brigar, eu começo a usar força para me opor. "Não vem me falar isso porque eu não posso abrir mão da minha verdade." Até que, por fim, a gente acaba acreditando, tomando aquilo como uma verdade, aceitando. E aí a gente passa a viver como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. "E como assim? Que idiota que o cara não percebeu isso ainda?" Eu reconheço que eu passei por isso, só que eu acho que eu aceitei há uns 10 dias atrás. Eu já aceitei, já comecei a me preparar para esse cenário, e para exatamente esse cenário. E aí até ia no supermercado e falou assim: meu Deus, será que eu tô muito louco? Porque tá todo mundo vivendo como se nada fosse. Será que eu sou louco? Aí a gente questiona, né? Mas acontece isso.
Você tem razão. E uma coisa que eu acho sensacional, André, que esse modelo, cara, ele é perfeito. Eu trabalho hoje dentro de uma organização que o grande foco é transformar os clientes, transformar a cultura dos clientes. E quando a gente fala de transformação, levar a transformação para as pessoas, é quase que inevitável as pessoas não entrarem em negação. E esse é um processo global, é um processo sistêmico, ele é um processo que acontece dentro de casa, em qualquer empresa, e esse é um processo que está acontecendo nesse momento. O fato da gente negar a realidade desse momento faz com que a gente demore mais tempo para poder entrar na aceitação. Ou eu gosto de chamar o passo anterior a confusão, que é confusão, sai da negação e entra no será, será. Eu acho que a confusão, como o próprio Tony Robbins fala, comemore confusão, né? Porque a confusão já demonstra que você não tá na negação mais, você já tá abrindo a mente. Perfeito.
Abre a mente para possibilidade de algo diferente.
Exato, cara. E como você falou, que eu vejo bem forte nesse momento, é que as pessoas que estão em negação, elas não conseguiram acessar os recursos que elas precisam para poder de fato enxergar o que está acontecendo. E assim, a minha motivação com essa live é porque eu acho que existe um cenário que a gente não pode negar ele é real, né, a coisa é séria. Mas se a gente não souber gerenciar nossas emoções, colocar o pé no chão, estar presente, a gente tende à loucura e ao caos, que a gente vai para um outro extremo também, que não vai. E aí você falou um ponto muito, muito poderoso da PNL: não vai gerar resultado, não vai trazer. Então assim, tem duas coisas já que você já me ensinou aqui. Primeira, não vamos ter resultado se a gente ficar procurando culpado, e não vamos ter resultado se a gente ficar negando a situação atual. Faz sentido?
Exato, sim, perfeito, perfeito, perfeito. E você colocou, você colocou um ponto crucial aí, que é onde tá a solução, né? Nós temos dois ladrões na vida, ou não temos dois ladrões na vida, nós temos dois ladrões de vida que andam com a gente a todo momento. Ladrões de vida e que andam 24 horas por dia com a gente, que é o passado e o futuro. Se a gente fica no passado, tá sempre lá, né? A gente lembra do passado. Travou, voltou, voltou, voltou. Então, se a gente lembra do passado, se a gente ficar remoendo o passado, falando: "Ó meu Deus, e agora?" Sentindo culpado ou sentindo remorso do que fez, ou sentindo saudosismo, ai, como era bom no passado, eu estou no passado, eu não estou no presente. E no passado a gente não pode mudar nada, a gente não tem poder nenhum no passado, né? Não pode, não tem nada para fazer. Tudo bem, na PNL é óbvio que a gente traz memórias do passado, trabalha elas, só que quando a gente traz as memórias do passado, quando que a gente tá vivendo elas? No presente, no agora. Então a gente pode até trazer uma memória, mas a gente vai reprogramar essa memória, vai dar um significado novo para essa memória, a gente vai trazer recurso mas tudo está acontecendo no presente, não no passado. Então, estar no passado, ficar pensando: "Eu devia ter feito", procurando o culpado, ou se sentindo culpado, se sentindo mal, não sei o quê, vai causar depressão. E a gente não tem poder, não tem o que fazer. A gente não pode mudar o passado. Sim, a gente pode aprender com ele, mas não pode mudar. E o outro ladrão é o futuro. Ficar pensando no futuro, o que vai ser do futuro, "Meu Deus, e agora?" E agora é o momento que a gente pode pirar, é prato cheio para a gente pirar. Ver as estatísticas, ver os números e começar a alucinar os piores cenários e falar: "Meu Deus do céu, vou perder o emprego, não vai ter o que comer, vai todo mundo morrer, é o apocalipse." Tudo bem, pode acontecer, pode. Existe uma probabilidade? Existe. Existe probabilidade de todo mundo morrer, existe a probabilidade de ninguém morrer. Existe. Mas não adianta a gente ficar fantasiando. O que a gente pode fazer, e aí sim, é usar o passado e o futuro. Usar o futuro para falar assim: "Bom, quais são os cenários possíveis?" Então estou no presente, olhando para o futuro, imaginando cenários e planejando e proativamente me preparando para o futuro, mas eu não estou vivendo o futuro. Faz sentido? Então viver o futuro aí gera ansiedade, porque: "Ai meu Deus, e se todo mundo morrer? E se eu perder o emprego? E se a economia entrar numa recessão ou numa depressão profunda pelos próximos 5 anos? E agora? Fudeu!" O que que isso vai resolver? Nada, nada, né? Até porque se você ficar muito ansioso, pode te dar um problema do coração, você não tem hospital para ir, você morre antes, aí você não tem mais problema, acabou o problema, né? Então o negócio é o que que a gente vai fazer agora, no hoje, no aqui e agora. É aqui que tá todo o poder, aqui que a gente acessa todos os nossos recursos, no aqui e agora, no presente.
Total, cara, muito, muito top isso aí. Isso se aplica perfeitamente também ao consumo de notícias e a qualidade do conhecimento de informação que tá recebendo nesse momento. Isso para mim é muito sério. E eu realmente, assim, eu estou de verdade ignorando muitas fontes, cara. E assim, quando eu tenho vontade de verdade saber qual é real do que tá acontecendo, eu vou em sites como da OMS, que eu sei que são fontes seguras, porque é tanta informação E por mais que algumas sejam muita realidade, tem muitas pessoas fazendo lives para contar sobre o contexto do coronavírus, que eles estão trazendo realidade, mas o grande ponto é: o que eu quero alimentar nesse momento? O que vai de verdade me apoiar, me movimentar? Por mais real que seja saber que existem 9 mil pessoas já que morreram com coronavírus no mundo, isso me ajuda em quê? Aí que eu acho que entra o grande poder do autoconhecimento. Eu me conheço, eu conheço a minha ansiedade, eu conheço o meu contexto, Se eu consumir isso, isso me leva aonde? Me leva a ficar com medo? Me leva a me movimentar? Eu acho que é particular de cada um. No meu caso, eu escolho não ver isso aí, porque isso não me ajuda a tomar as atitudes que eu tenho que tomar aqui. Isso me trava. Eu não quero me travar, eu quero estar me movimentando. Então, trazendo nesse contexto a PNL, também nos ajuda a tomar melhores decisões.
Sem dúvida nenhuma. Sem dúvida nenhuma.
Estou consumindo escolher, né?
Você decide onde você coloca a tua atenção, e conforme onde você coloca teu foco, muda tudo. Muda teu estado emocional, muda a decisão, a qualidade das decisões que você toma, sem dúvida nenhuma.
Perfeito, cara. Ó, fazendo uma ponte com as lives anteriores, na primeira live que eu fiz com a minha amiga Suelen, a gente falou bastante sobre a— a gente acabou falando sobre a tríade, né? Tony Robbins, é isso, estado, fisiologia, foco, linguagem. E a gente trouxe à tona, para mim ficou muito forte esse ponto, conversei com ela, que é: estamos sendo orientados a não colocar as mãos no rosto, na boca, no nariz, nos olhos, mas não estamos tomando cuidado para tudo que sai da boca também, ou seja, a linguagem como um grande veículo para mudança de estado emocional. Esse foi um grande ponto. A segunda live eu fiz com um grande amigo meu, Esteban, falando sobre a espiritualidade, e a gente comentou dos níveis neurológicos da PNL sobre a espiritualidade ser o grande, né, item reorganizador de tudo. Ou seja, momento como esse de crise, você pode até querer mudar um comportamento, né, e esse momento, acho que a mudança de comportamento ela é limitada pelo ambiente, inclusive. Agora, se você tem a capacidade de enxergar uma mudança mais espiritual, né, o nível máximo dos níveis neurológicos, eu acho que todos nós temos uma reorganização mais poderosa. E a Eileen Davis, onde ela falou bastante sobre estar presente. A Eileen tá ministrando sessões de mindfulness, né, pelo Facebook dela. Ela tá muito bacana nessa vibe da estar presente, né. E ela foi para diversos multiversos, falou da 4ª GESAPN. Acho que a Eileen foi para, sei lá, 98, alguma coisa assim. Mas ela falou muito sobre estar presente. E cara, eu queria cutucar, cutucar você num ponto que eu acho que a PNL pode contribuir mais muito para as pessoas nesse momento, que é o famoso estado de excelência, as ferramentas do círculo da excelência. Mas como é que eu crio estados de excelência nesse momento? Se, por exemplo, eu acordo, eu tô achando que o mundo vai acabar, existe alguma forma de eu trazer algum tipo de recurso, alguma forma de eu criar um momento mais poderoso para poder Excelente.
Tem um modelo, até dei uma aula sobre isso, uma aula aberta, acho que de 2 horas no YouTube, sobre estado de crash e estado de coach. Inclusive eu quero deixar aberto aqui, oferecer para quem tiver assistindo isso, me pedir que eu mando o link aberto. Inclusive eu dou um áudio de meditação, acho que tem uns 17 minutos, para você entrar nesse estado de excelência. Que é o estado de plenos recursos, que é basicamente o estar presente. Então, o que está acontecendo agora, tudo leva a gente a entrar no estado de crash, crash de contraído, resistente, paralisado pela análise, "eu esqueci", com raiva, "ah, estou com raiva desses caras, que eles fizeram isso, que eles fizeram aquilo, não sei o quê". Isso tudo deixa separado, né, esse separado, separação, mas a separação aqui não é uma separação, assim, é uma separação de desconectado, né, desconectado de você mesmo, seus sentimentos, das pessoas, da comunidade. E o estado de coach é o estado de excelência, é exatamente o oposto, é o estado centrado, o estado de aberto, de estar aberto, De awareness, de estar consciente, né? Awareness é esse de... E acolhedor, o S agora eu esqueci, o coach, coach é C, o outro C é de conectado, centrado, conectado.
O último é conectado, isso.
O outro é conectado. E aí conectado você tem consciência.
O H do coach é de acolhedor, né?
Holding. O H de holding, né? De acolhedor. Exatamente. Então acolher as suas próprias emoções. Pô, tô com medo. Ai, não devia estar com medo. Não, tá com medo, tá tudo bem, tá com medo, acolhe o medo. Ai, homem não chora. Aí agora todo mundo tem opinião, né? Todo mundo julga. Ai, porque o fulano chorou, que absurdo, é um homem feito, vai chorar assim? Pô, é tenso, cada um sabe onde aperta o calo, né? Se ele chorou, Então a gente tem essa coisa de não expressar as emoções. Nós somos muito, culturalmente, generalizando, incompetentes emocionais. A gente não foi ensinado desde criança a aceitar e lidar bem com as nossas emoções. E essa coisa do acolhimento começa com a gente. Começa em acolher os nossos próprios sentimentos, nossos pensamentos, o que vier, acolhe. Bom ou ruim, isso é um julgamento. O acolhimento vem antes do julgamento. O que vier, vem. Da mesma forma que a gente acolhe um bebê, né? O bebê faz um negócio e a gente releva. Releva, porque não faz julgamento. "Ah, ele fez isso de sacanagem, só pra me sacanear." "Acabei de trocar a fralda desse bebê, ele foi lá e fez cocô de novo." "Fez de sacanagem, ele queria me sacanear." Não, a gente vai lá e troca de novo, não é? E aí a gente é muito duro com a gente mesmo. Só que a gente não tem controle sobre essas emoções, simplesmente não tem. Então simplesmente aceita, acolhe e lida bem com elas. Então essa é a ideia do estado de coaching. Quando você está nesse estado centrado, aberto, consciente, conectado e acolhendo os próprios sentimentos e acolhendo as pessoas e acolhendo todo mundo, a gente acessa todos os recursos, a gente tem capacidade de acessar os melhores recursos. Então essa é a ideia, essa ideia. E quando a gente tá nesse estado, a gente tem poder, né? E eu gosto de falar de poder porque é poder, não é força. Força é aquilo que a gente faz para impor a nossa vontade. Poder é quando você tem acesso aos recursos e faz a coisa fluir, faz a coisa em flow, né? É diferente força e poder. O David Hawkins tem um livro chamado Força versus Poder. Force vs. Power, eu acho que não tem em português. E é exatamente isso. Então é nítido ver que as pessoas, quando tem um nível de consciência mais de frequência mais baixa, eles tentam usar força para impor a vontade. E aí, quando você expande a tua consciência, você entra em flow, você entra em aceitação, você tá vibrando amor, compreensão, são vibrações E aí você aceita, e aí você tem poder, né? Que aquela ideia do— onde é que eu vi o filme? Que filme que era? Ela fala assim: ah, não tem, não tem, você não pode ir contra o fluxo do rio, mas você pode usar a força do rio a teu favor. Isso é o poder, né? Se eu quiser usar minha força, eu não vou controlar o rio, mas se eu usar meu poder, eu entro em consonância com o rio, fluxo do rio, e aí eu Uso a força a meu favor, então eu entro, eu aceito o que vier, eu aceito as circunstâncias e navego a onda da melhor forma possível. E é essa a atitude da PNL, é enxergar o que eu posso fazer, qual é o resultado que eu quero, aceita o que tem e faz o melhor que pode. E tá tudo bem. Ah, não deu certo, beleza, o que eu posso fazer diferente? Flexibilidade. Tots, né? Não existe fracasso, só existe feedback. Então a gente vai tentando até acertar, até ter o resultado, que até conseguir chegar no resultado positivo ou aceitável.
Massa, cara! Deixa eu fazer um paralelo muito legal. Gostei demais desse lance da força e poder, do lance do rio que você falou, cara. É só traduzir essa mesma metáfora que você utilizou para o momento atual. Se você tentar usar força nesse momento do COVID-19 Provavelmente você vai ter um grande, uma grande frustração. Se você pensar usar seu poder pessoal, né, usar de poder de verdade, você pode navegar e sair melhor do que você entrou. Faz sentido?
Exatamente, exatamente. Então usar força seria assim: eu quero que se dane isso, eu vou continuar fazendo aquilo que eu sempre fiz. E assim, resistência, né? A força tá ligada muito à resistência. É do meu jeito, tem que ser do meu jeito, eu vou usar minha força para manter do meu jeito e fazer o mundo se curvar a mim, a minha vontade. E o poder é entrar, entrar em flow com o universo, entrar em flow com o que tá acontecendo e tirar proveito. Pode parecer, pode ser mal interpretado, mas é usar, usar o que tá acontecendo e se adaptar. Seria isso. Se adaptar para ter uma resposta positiva no ambiente adversativo, né, ou no ambiente hostil. É possível, né? De que forma eu posso usar esse novo movimento? Mas a gente precisa se adaptar. Então é isso, mas para isso a gente tem que estar aberto, tem que aceitar, tem que quebrar resistência, tem que estar conectado.
Muito show! Olha que interessante, eu sou um cara que tenho como valor a liberdade. Para mim é muito forte isso, liberdade. E aí olha o momento que a gente tá hoje, né? É tão forte para mim hoje que assim, não é a liberdade realmente que, cara, eu preciso estar em alguns momentos só eu sozinho, é necessário para mim isso aí, tá comigo mesmo. Ao contrário de muitas pessoas não gostam de estar com elas, eu gosto de estar comigo.
Para mim é bom.
E a gente tá no momento agora que está sendo obrigados de verdade, não tem como escapar, obrigados de verdade a conviver o tempo inteiro com as pessoas. E olha que interessante, nesse mesmo lance da liberdade também tem uma outra vertente. Apesar de gostar da liberdade, o trabalho para mim ele nunca foi algo prazeroso fazer home office, apesar da empresa sempre ter dado esse benefício para mim, apesar de trabalhar numa empresa de tecnologia onde eu posso usufruir muito disso, eu sempre gostei do contato físico, tá, com as pessoas, tem um outro valor para mim que é a tal da inteligência social. Para mim é É muito poderoso também. E nesse momento, quando o primeiro momento, na segunda-feira passada, que eu vi que veio o anúncio do presidente dizendo assim: quem puder ficar de casa, já fique. Eu fiquei com aquela leve consciência de falar: cara, é quem quiser ficar, fique. Talvez eu deva ir, né? E aí entra exatamente o que você falou, né? Se eu tivesse ido, eu estaria usando a minha força contra, querendo usar minha força contra esse momento do do coronavírus, mas eu resolvi usar o poder e é ficar. E o fato de ficar faz o quê? Faz com que você acesse outras redes neurais, por exemplo, da criatividade, e você começa a trazer mais coisas à tona e conseguir de verdade operacionalizar aquilo que você precisa de forma diferente. Eu tava atualmente um projeto de desenvolvimento de líderes em grupo na empresa presencial ali, fofocado, energia da galera é muito massa, fazendo cadenciado. E falei, pô, e agora vai quebrar a galera? A galera tava vindo fazer com esse commitment de estar presencial. Remoto vai ficar tudo disperso, cara. E eu tive uma das melhores, e as melhores reuniões, sessões com eles essa semana. Todo mundo ali, cara, conectado de verdade, usufruindo desse momento de autoconhecimento que a gente tem. Para poder lidar melhor com essa diversidade. Então, meu ponto aqui, né, abrindo a minha vida nesse sentido, é que por mais que você tenha recursos, você tem que estar presente para poder ligá-los, porque senão você passa despercebido também. Não adianta ter uma mochila. Eu fui, andei pelo mundo, né, coletei um monte de recurso, mas você não souber utilizar, você não souber parar e abrir essa mochila e falar: agora é a hora de utilizar esse recurso A, o recurso B, aí não vai fazer sentido nenhum também. E é por isso que eu acho que um dos recursos mais poderosos para esse momento é o estado de presença. Ele é muito, muito poderoso. Como é que a PNL pode nos ajudar em estar presentes, André? Você tem zilhões de formas de poder abordar.
Vamos lá, vamos lá, deixa eu Vamos lá, um exercício aqui para quem está assistindo agora, fazer agora, estar presente agora, experimentar o estado de presença agora. Simplesmente nota se você está vivo, simplesmente respira, dá uma boa respirada notando a tua respiração, tentando ouvir e até ouvir o batimento do seu coração. Se você calar a mente, simplesmente foca na respiração, em um determinado momento você vai começar a ouvir teu coração bater e percebe também a sensação nas mãos. Simplesmente nota, se pergunta: "Será que eu tô vivo? Como é que eu sei se eu tô vivo?" E respira: "Bom, eu tô respirando." Percebe se o coração tá batendo: "Bom, coração tá batendo." Percebe a sensação nas mãos, nos pés, na perna. Percebe a sensação no corpo. Simplesmente faz isso por 10 segundos. Vamos fazer isso por 10 segundos.
Que massa!
Pronto, e o Marlon já entrou em zen agora. É incrível, né? Às vezes é uma coisa de meditação. Às vezes eu não gosto de meditar, meditação parado, sentado, ficar horas lá. Mas também não, a gente pode fazer micro meditações. Isso é uma meditação, né? Simplesmente parar por alguns segundos. E uma meditação dura o tempo de uma boa respiração, né? Então, e é impossível. Os budistas falam: respire, né? O Buda falava "respira", ele não falava assim "esvazie sua mente", ele falava assim "respire", porque quando você respira, quando você nota a tua respiração, é impossível pensar. Ou você está pensando ou você está respirando, conscientemente. Então, só fazer isso e começar a notar, trazer a nossa consciência para a respiração, para o coração, para as sensações no corpo, você está esvaziando a mente e você está experimentando o estado de presença. E o bacana é Quando a gente está presente, a gente não tem problema nenhum. Se eu te perguntar agora: "E aí, Marlon, qual é o teu problema agora?" Você pode me falar: "Não, sabe o que que é? Tem um problema lá no trabalho." Não, agora não, não, agora não. "Não, mas é que tem aquele negócio lá que não sei o quê, aquele projeto tal." Mas é agora isso? Tá vivendo isso? Não, não é. Aí você vai começar a descartar todos os problemas que a gente tem na vida, a gente fala assim: Eu tenho comida, eu tô bem nutrido, tô bem alimentado, eu tenho um teto, eu tenho segurança, eu tenho minhas necessidades básicas, eu tenho— é, agora eu tenho tudo que eu preciso, tudo, exatamente tudo. E todo mundo que tá assistindo a gente aqui com certeza não tem problema nenhum no agora, porque senão tava lidando com problema. Ah, tô fugindo de um tigre dente de sabre. Ah, sim, aí você tem um problema no agora, mas fora isso Ah, estou sendo ameaçado com arma na cabeça. Tudo bem, você tem um problema no agora. Mas quem tá assistindo a gente, a gente aqui, a gente tem problema nenhum, absolutamente nenhum, né? Então, quando a gente se conecta com o momento presente, com agora, a gente percebe que os problemas— a gente não tem problema, na verdade, né? Esses problemas que a gente cria são uma criação, né? Uma criação. E aí a gente decide, né? A gente consegue ter o poder no agora a gente consegue ter o poder de acessar os recursos para lidar de uma forma positiva com eles. E aquilo que a gente não pode lidar, aquilo que tá além do nosso poder, além de nós, a gente entrega, a gente aceita e fala paciência, né? Paciência, não tem solução, que eu posso fazer? O que tem eu vou fazer, o que não tem, paciência, vou aceitar.
Que massa, animal, cara! Pô, fico grato presente que você deu para gente, né? Depois, esse momento de respirar. E olha que legal, cara, muitas vezes a gente, como eu falei, a gente sabe que a meditação, a respiração, é um negócio poderoso, mas a gente não faz. E só essas oportunidades hoje, muita gente tá fazendo live. Então, se você tá ouvindo a gente aqui, não precisa ser minha live do André não, tem muita gente fazendo coisa muito boa. Entra, porque o fato de você consumir conteúdo bom te faz estar presente, faz focado e tirar o foco de todas as outras coisas. Essa enxurrada de notícias falando sobre coronavírus, você já sabe tudo que você precisa saber sobre coronavírus, é fato. Você sabe o que tem que fazer, você sabe o que que é o resultado que ele causa. Então agora tira um pouquinho esse foco e procure conteúdos que alimentem você a se tornar mais poderoso e não de força, porque hoje, se você quiser usar força, é o que você tem, já faz isso. Agora deixar você poderoso para surfar essa onda e sair melhor do que você entrou, aproveite. Aproveite que a internet tem muita gente generosa, né, compartilhando conhecimento, dando informação, conteúdo de graça, meditações online. Aproveite, galera, nutram-se de conhecimentos poderosos como esse que a gente tá trocando ideia aqui agora, né. O André inclusive trouxe essa ideia da meditação. Tem 3 coisas, André, que eu acho que durante essa crise, eu não deixo faltar no meu dia. E assim, eu não tenho horário certo para fazer, mas eu me policio para que isso aconteça. É meditar de uma forma ou outra, seja nas pequenas respirações ou no momento mais tranquilo mesmo, eu consegui sentar e dar uma boa relaxada, né, no momento de fé, de conexão, de prece, né. A meditação é isso, oração, a meditação, né. As pessoas acharem que, nossa, essas coisas muito A oração é uma meditação. Então isso é uma coisa muito importante, cara. O segundo ponto é eu me permitir realmente exercitar, fazer algum tipo de atividade física, seja dançar uma música do Patinho com a minha filha de 2 anos, mas movimentar o corpo, cara. Trabalhando corpo, mente, isso dificulta a chegada do vírus até mim, né? A minha imunidade, né?
Sim, manter o corpo saudável.
Perfeito. E o terceiro ponto, cara, que é isso, isso para mim é uma coisa que há muito tempo eu ouço, há muito tempo eu propago essa informação, mas sendo vulnerável aqui dizendo que de verdade tá acontecendo agora, é realmente entender o que é ser grato diariamente por estar vivo, cara. Eu acho que esses três itens estão sendo assim o meu meu alimento, a minha bateria para poder sobreviver, né? E gosto de falar sobreviver, né? Não é a sobrevivência de que eu tô morrendo, é sobreviver mesmo, é sobre a vida nova que esse momento tá proporcionando para a gente poder agarrar. Então, meu caro, assim, é fantástico isso que você trouxe. Assim, fico muito feliz, muito feliz mesmo. Vamos caminhando para o final, que daqui a pouco o Instagram, ele acaba vai derrubar a gente, dá um kick na gente aqui, cara. Mensagem final, cara, o que que você gostaria de deixar para as pessoas em relação a esse momento, sobre, sobre o que que elas podem fazer? E também deixa seus contatos, como elas podem te achar.
Maravilha. Tem uma frase que a gente tem que trazer isso a todo momento, todo momento, todo momento, não só nessa fase difícil, mas quando passar isso também, quando ficar tudo bem. A gente tem que lembrar: isso também passará. Isso também passará. Então, vai passar. É uma fase, é uma fase difícil, vai passar. E aí depois a gente tem que lembrar, quando vai estar tudo bem, vai passar também. Aí vai entrar numa fase ruim, vai passar também. Isso passa. O importante é a gente passar de uma maneira que a gente cresça, né? Tudo. E a grande oportunidade nos momentos difíceis No sofrimento é onde a gente mais cresce, onde a gente mais evolui. É aquela história: o diamante é o quê? Carvão com pressão e tempo. A gente está passando por uma pressão absurda, a gente está sendo exigido ao máximo. E vai durar, essa pressão vai durar por um tempo. Mas a ideia é: você vai se permitir sair um diamante ou você vai se permitir sair um carvãozinho todo estrupiado? Ou quanto tempo vai demorar? Para virar um diamante. Então é isso, isso vai passar, é fato. A questão é a gente tem que sair melhor do que entrou.
Total, muito massa, perfeito. Temos que sair melhor do que entramos, cara. Regra, regra, regra. Sai melhor do que você entrou, fato.
De alguma forma a gente tem alguma coisa a aprender, ou muita coisa aprender, né? Então vamos aproveitar isso em vez de ficar de mimimi, né? Quanto mais rápido a gente aprender, mais rápido vira a página, né? Passa de ano.
E o ponto é, acho que para fechar, você me deu um insight muito massa: a crise pode continuar, mas você pode sair antes dela. Você pode sair antes dela. Você, ser humano, pode sair antes dela. A crise pode continuar, como a crise já existia no mundo, né? A gente só não tava olhando. De repente algumas pessoas não estavam se atentando a isso. Outras realmente estavam tão bem que isso não tava afetando, e agora existe uma crise maior. Então assim, se você se cuidar, você pode sair antes dela. Isso acho que é muito poderoso. Show de bola, meu amigo, cara. Como é que as pessoas te acham, cara? Onde que as pessoas podem te encontrar? Quem tiver dúvida, pergunta, quer te mandar, vamos lá.
Aqui pelo Instagram, show de bola, me manda um direct no @andressampaioPNL. Aqui tá no @andressampaioPNL, mas o oficial é @andressampaioPNL, tudo junto. Me manda um direct, fala comigo. Se quiser assistir a aula e ter o áudio da meditação do estado de excelência, o estado de coach, me manda um direct que eu mando o link tranquilo, tá? Eu tenho o site andressampaio.com.br, também tem muito material lá, muito conteúdo, mas principalmente pelo Instagram e pelo canal do YouTube também. O YouTube é Superando Seus Limites, ou põe lá André Sampaio que você vai me achar no YouTube também. Tem YouTube, Facebook, Instagram, são as principais coisas, e o site andressapaio.com.br.
Legal, show de bola! E galera, mais uma fonte aí para vocês beberem nesse momento de crise, para vocês fortalecerem. Super recomendo, vão atrás dos conteúdos do André Sampaio, que eu tenho certeza que no mínimo vocês vão sair pensando diferente e um pouco mais fortalecidos.
Legal, show de bola, Marlon!
Obrigado! Ótimo domingo para você. Se quiser cafezinho virtual, a gente continua nas próximas semanas. Aquele abraço, meu amigo.
Fechado. Valeu, Marlon. Obrigado, pessoal. Até mais.
Abraço, galera. Valeu.









