Consciência Vertical - Papo com Suélen Petry

In this live Portuguese‑language conversation, host Marlon Silva Domingues invites Master Trainer Suélen Petry (coach, NLP trainer) to discuss how to navigate the COVID‑19 pandemic with a mindset Marlon calls “consciência vertical”. The dialogue weaves personal anecdotes, systemic thinking, and practical tools from coaching, positive psychology, and neuro‑linguistics. They explore vulnerability, emotional regulation, the power of language, and the interdependence of actions (butterfly effect). Metaphors such as bungee‑jumping and free‑fall illustrate the need to trust preparation and act despite fear. They critique fake news, media overload, and the habit of spreading panic, recommending focused information consumption. The conversation also touches on home‑office challenges, the importance of community support circles, and daily practices (breathing, critical questioning, active listening, writing, hydration). References to Bhutan’s happiness index and the PERMA model illustrate positive‑psychology approaches. The session ends with a call for future lives on spirituality and an invitation for listeners to reach out for support, positioning the live as a recurring platform for shared growth during the crisis.
Chapters
Opa, opa, opa, opa! Será que voltei aqui agora? Tem alguém na área? Acho que eu tive um probleminha com a minha internet, não sei se foi a minha internet, mas travou tudo aqui e eu acho que caí, né? Vamos tentar novamente, vamos recomeçar, vamos trabalhar nossa vulnerabilidade. Então eu vou chamar a Suelen e aí eu introduzo novamente o que eu havia dito. Não sei se todo mundo conseguiu conectar. Bora lá, vou tentar novamente. Vamos ver se vai funcionar agora. Tentativa número 2. Agora sim!
There we go!
E aí? E aí?
Faz parte.
Maravilha, está me ouvindo?
Tô te ouvindo, tô te ouvindo. Tá com um certo delay, mas eu tô te ouvindo.
Deixa eu ver se eu consigo melhorar aqui. As coisas são assim, né? A gente tenta fazer um negócio, a vida desafia. Se a gente quer de verdade que que isso aconteça. Mas show de bola, bora lá!
Um monte de gente aqui legal, ó, que eu já vi uma galera aqui entrando.
Que massa!
Então, então, na área, produzir agora. Pois é, né?
Su, minha querida, obrigado! Primeiro lugar, obrigado pela sua disponibilidade, foi muito massa. E uma das coisas mais da hora foi quando eu falei: Suelen, top fazer? Você falou: que hora? Bora hoje, agora! Então gratidão imensa aí pela sua possibilidade, pela oportunidade de estar fazendo esse movimento. Deixa eu falar algumas coisinhas antes, que eu falei na outra e aí caiu e não deu certo, mas essa iniciativa aqui, né, começando hoje, a ideia é realizar algumas lives com algumas pessoas que eu confio muito, pessoas que têm um conhecimento que eu admiro demais, e eu tenho certeza que são pessoas que podem contribuir para esse momento malucão que a gente tá vivendo. Relacionado aí o coronavírus, o COVID-19, porque isso não é brincadeira, isso é realidade. Por um outro lado, o medo, né, quando o medo é instalado, a tendência ao caos ela é inevitável. E se a gente tender para o caos e o medo dominar, aí tudo tá perdido de verdade. Então eu acredito fortemente que esse momento que a gente tá vivenciando, tudo está acontecendo Tá acontecendo, tem uma grande razão, tem uma grande razão. E eu acho que a gente vai sair dessa dependendo de como a gente entrou nessa. Então, pra gente poder nesse momento ter mais condição, ampliar nossa forma de pensar, de encarar esse momento, eu pensei nessa iniciativa de trazer esses super soldados, super heróis, pra compartilhar conhecimentos espetaculares. Para que qualquer pessoa que esteja nessa live tenha a possibilidade de se sentir acolhido, acolhida, abraçado, abraçada, e possa compartilhar isso também com seus familiares, com as pessoas que vocês acham que é necessário ouvir um pouquinho de informação boa, tá? Informação repleta de— com base em conhecimento, com experiência, quem sabe que pode de verdade colaborar para vocês nesse momento tão delicado. Então seja bem-vinda.
Obrigada.
Se você se apresentasse, contasse um pouquinho quem é você, o que você faz, e a gente começa o nosso bate-papo.
Então, para quem não me conhece, eu sou Suelen Petri, eu sou Master Trainer tanto em coaching quanto em PNL, sou Coach Master Trainer pelo ICI, que é o International Association of Coaching Institute, e sou Master Trainer também em PNL pelo International Association of NLP Institute. Tenho um trabalho bastante significativo em desenvolvimento tanto de pessoas quanto de negócios, né? Fiz uma transição de carreira, eu venho de uma outra área, fui advogada e depois hoje me dedico exclusivamente ao desenvolvimento de pessoas e negócios. Então, nos últimos anos aí mergulhei em estudar um pouco de como o ser humano funciona e como a gente pode melhorar o funcionamento do ser humano em relação a essa vida um tanto quanto caótica que nós estávamos enfrentando antes desse momento. Então é basicamente o que eu faço, trabalho bastante com coaching, PNL e mentoria nessas áreas. Eu e o Marlon, a gente passou aí, eu falo que a gente passou uns bons momentos juntos, né Marlon? A gente vem de uma caminhada de uma construção das nossas carreiras muito próximas, sempre muito próximos, um apoiando o outro. E hoje, quando você mandou a mensagem, foi bastante interessante, né? Eu não acredito em coincidência, quem me acompanha sabe disso. E nos últimos dias eu venho perguntando muito: como é que eu posso ser contribuição, né? Como é que eu posso ser contribuição para esse momento? E quando você mandou mensagem, você falou: acho que a gente já caminhou tanto em termos de desenvolvimento, da gente se desenvolver, da gente ajudar as pessoas a se se desenvolverem, que como diz, junto dos bons que a gente fica melhor, não é? Então bora juntar o que a gente sabe e compartilhar, porque é um momento onde realmente a gente tem que vigiar, né? A gente tem que estar muito cauteloso, muito cuidadoso e muito vigilante no que a gente pensa, né? Como que a gente faz a gestão das nossas emoções. Então para mim é um prazer estar aqui compartilhando, né, algo que a gente sabe que é quase que o nosso ar. A gente realmente faz isso com muito amor, E estamos aqui, então estou às suas ordens.
Show de bola, muito legal, muito legal. É muito bacana isso que você trouxe, né, essa questão de como poder contribuir.
Olha, tem umas feras entrando. A Gabi acabou de entrar, nossa super amiga Gabi Barroso do Rio. Gabi, beijo enorme para você.
Legal, legal, tá muito bacana. Tem bastante gente entrando aqui, show de bola. Gratidão imensa. Por vocês estarem aqui prestigiando a gente, que a gente possa contribuir com cada um aí da forma que precisar. Eu acho que esse momento traz muito disso. Cada um vai receber, acho que, de presente nesse momento louco no mundo, algo poderoso de presente, se quiser receber. Acho que esse "se quiser" é muito importante. Isso, uma coisa muito legal, você falou dessa contribuição que você estava pensando, foi o mesmo clique que eu tive. Domingo para segunda eu tava extremamente incomodado com essa questão. Não com medo, mas incomodado no sentido de como contribuir, porque já tava para sentir que esse negócio ia ficar cada vez pior. Tá ficando pior, é o tanto de fake news que rola, o tanto que as pessoas não leem uma informação, elas passam por WhatsApp para outras e o caos é instalado, né? É um momento muito doido. Então eu fiquei com esse negócio na cabeça também, né? Contribuição, como a gente poderia se doar mais em relação a isso. Eu acho que o autoconhecimento, né, talvez o privilégio desse autoconhecimento que a gente conseguiu beber de fontes muito poderosas, né, fontes muito confiáveis, eu acho que talvez seja um grande momento do doar, grande parte disso também.
Sim.
Então até eu falei para você que eu batizei essas lives como consciência vertical, e para mim ficou muito, muito interessante isso E veio de uma meditação, né? Eu comecei a trazer a prática da meditação também para o meu dia a dia. Acho que esse é o momento que é um ingrediente tão poderoso, que sabe melhor que álcool em gel.
Concordo com você.
E aí veio muito forte para mim essa questão dessa consciência vertical, né? Por quê? Porque acho que a vida ela nos proporcionou várias oportunidades de a gente se resolver na forma horizontal. Mas por N razões nós não estávamos abertos, não estávamos atentos, presentes para poder olhar para isso. E talvez a gente nem quisesse também, né? Que é famoso, né, nossas sombras, né, nosso dark side.
É uma postura bastante relutante do mundo de uma forma geral, né? E a gente, como você costuma dizer, a gente que ficou durante um bom tempo andando com a Bíblia embaixo do braço, né, tentando convencer as pessoas, A gente já vinha falando sobre consciência sistêmica, né? Essa questão da gente saber que o que a gente faz e o que a gente não faz impacta a pessoa que tá do outro lado do mundo. Mas sempre parecia um tanto quanto romântico ou conversa de gente maluca, né? Conversa de gente viajada. E eu acho que agora, como você mesmo disse, vem a lição de cima pra baixo do universo mesmo dizendo: "Vocês estão sim conectados." Vocês estão sim conectados. A sua ação aqui, ou a sua omissão aqui, é o que vai talvez impactar na vida de uma outra pessoa que tá do outro lado do mundo. Então eu acho que a gente sai da teoria nesse momento, né, e a gente tá vivenciando, experienciando na pele o que é consciência sistêmica, sabe? O quanto exatamente, Gabi, você que é interdependente, enquanto Todos nós estamos conectados, né? Isso traz muita responsabilidade. A gente sabe, você como líder e como formador de líderes, né, o quanto o líder, ele, a postura dele impacta o liderado, que impacta a família, que impacta as pessoas que estão ao redor. Somos seres sistêmicos, estamos todos conectados. Então eu acho que essa é uma importante lição que a gente está tendo agora.
Total, total. A teoria do efeito borboleta, né? O simples bater de asa e uma borboleta lá na China tá causando um tufão aqui do outro lado do mundo. Nunca foi tão verdade essa teoria. E muito louco, Su, muito interessante que novamente nessa questão do vertical, né, agora a gente tem que aprender a fazer isso em queda livre, né? A gente foi empurrado de um avião de uma altura assim drasticamente gigante, né? No topo do Everest, estamos caindo em queda livre e a gente precisa aprender a ativar nossos recursos, porque não tem outra opção. O paraquedas não vai abrir, você precisa olhar para dentro e fazer esse meio-bulo. E essa é a proposta dessas lives.
Então, eu tenho uma metáfora em relação a isso que eu tenho usado bastante com as pessoas que estão ao meu lado, já usei em curso, e eu acho que ela é perfeitamente cabível nesse momento. Eu acho que É muito parecido a saltar de bungee jumping. Quem já saltou de bungee jumping vai saber o que eu tô falando, e quem não vai conseguir entender também. A gente de alguma forma já vinha recebendo esses chamados do universo pra gente fazer essa autorreflexão, né, da gente começar esse trabalho, intensificar o trabalho de autoconhecimento, de autodesenvolvimento. E aí eu falo que é saltar de bungee jumping porque a gente faz curso, a gente se prepara É como a gente tá lá na hora antes de saltar, a gente coloca todo equipamento, faz um mini curso e chega o momento que a gente vai pra plataforma. E quando a gente tá na plataforma, a gente tem a certeza que a gente vai morrer. Tipo, cara, agora eu vou morrer. E naquele momento você tem basicamente 3 alternativas, né? A primeira alternativa que você tem é você confiar em tudo aquilo que você estudou, confiar em tudo aquilo que você aprendeu, fechar o olho e saltar. E ainda assim, nos primeiros 10, 15 segundos, você tem a certeza que morreu. E depois vem toda adrenalina, né, tem todo aquele sentimento de conquista. A segunda opção que a gente tem é a gente recuar, falar: "Cara, não quero, vou recuar, vou voltar para trás." E a terceira opção, e eu falo que é mais ou menos a opção que a gente está vivendo agora, sempre aparece alguém e nos empurra, né? Vai, cara, vai, não tem jeito, vai. E eu sempre digo que a primeira e a terceira opção não trazem arrependimento, porque mesmo que alguém te empurre, tem um aprendizado muito grande. Agora, quando a gente recua para trás, a gente se recusa, né? A gente entra naquela postura da criança birrenta, de a gente só— gente, por exemplo, agora que tá tentando achar culpado, quem começou, quem começou. Cara, não acrescenta, não acrescenta. Como você falou, né, gente passando informações falsas, né, ou desmerecendo esse movimento, cara, não acrescenta, não acrescenta. Então é um movimento da gente realmente aproveitar o salto de bungee jumping e tentar tirar proveito de tudo isso. E proveito no sentido da gente se autodesenvolver, se autoconhecer.
Perfeito, sensacional, ótimo, ótimo ponto. Isso para você, que é uma profissional da área de autoconhecimento, uma pessoa que lida com ser humano, né, que já formou uma pancada de coaching por aí, como é que você recebeu essa notícia? Como é que é para um profissional, né, do autoconhecimento receber isso?
Uma pessoa que também é esposa, uma pessoa também que tem filha, né, como é que você encarou Primeiro, eu comecei a acompanhar e sofrer um pouco dos efeitos um pouquinho antes da galera, porque nesse momento eu tenho família na Europa, eu tenho clientes na Europa, né, eu tenho coaches lá, mentorados lá, tenho amigos que estão lá, a gente tem amigos que tá lá nesse momento. Então antes da gente começar a pensar em vir para o Brasil, a gente tava meio que acompanhando os efeitos disso na Europa. E aí eu comecei a pensar, cara, o bagulho é sério mesmo, não é brincadeira. A gente precisa levar a sério. Eu estava em São Paulo, inclusive, quando o primeiro caso foi confirmado, eu estava dando treinamento. Então tem aquele primeiro impacto de dizer: "Nossa, o que vai acontecer com tudo isso?" Que exatamente tem aquela, tem um certo nervosismo natural, e eu acho que isso é natural. Tem uma certa incerteza, a gente não sabe. Eu estava num momento muito de olhar para agenda do ano, né? Com treinamento marcado e tal. E aí você tem que realmente recuar, primeiro se permitir sentir. Então me permitir sentir aquilo, acho que isso faz parte da nossa vulnerabilidade como um ser humano, né, tirar essa capa de super-herói, dizer: vou me permitir sentir. E aí eu comecei a me informar, comecei, aí eu realmente entendi que, cara, não tem jeito, a gente precisa parar. E eu converso, eu não tava conversando muito com as mídias sociais de uma forma geral, mas conversando muito com os amigos e os grupos os amigos mais próximos. E aí eu tava dizendo assim que, sei lá, acho que de 10 pessoas que eu atendi nos últimos meses, 11 me respondiam que estavam muito cansadas. "Ah, como é que você tá?" "Nossa, tô cansado." "Ah, nossa, tô cansado." E aí me veio isso assim numa meditação na semana passada, dizer como se o mundo tivesse dito para todo mundo assim: "Então, já que estão tão cansados, eu também tô cansada, então para aí um pouquinho, sabe? Para, para e olha, para e pensa, para e reflita." para que vocês possam realmente— eu acho que é um momento de muita ruptura, ruptura de crenças, ruptura de paradigmas, né? E como é que a gente vai sair? Como é que a gente quer sair depois dessa ruptura? O que que a gente quer construir? A gente quer construir em que base? Então acho que eu tô muito nesse momento.
Que massa! Vou fazer dois paralelos com o que você acabou de trazer e dois aprendizados que eu peguei do que você Disse em poucas palavras aí. Acho que aprendizado tem duas palavrinhas legais que você trouxe. Primeiro é: você tava ciente de alguma coisa já um pouquinho antes. Então tem a preparação, né? Preparação com antecipação. Esse é um dos itens que eu acho que é fundamental. Eu sempre trabalho com esses itens no mundo corporativo, né? As pessoas têm que estar preparadas e tem essa questão de como é que eu me antecipo em relação ao problema. Alguns problemas são sabidos. Né, já tem um cheiro. Você já repetiu isso em alguns outros cenários e a gente ainda cai no mesmo problema, a gente cai na mesma armadilha. E agora, cara, a China deu o maior alerta para a gente em relação à antecipação. A gente poderia ter antecipado também, mas aquela coisa, né, do será, mas será, não, aqui não, né, que não vai chegar esse negócio. E aí um simples italiano, né, né, o cara veio e pronto, né, é Foi uma pessoa, né, que desembarcou aqui. E se é que foi ele, não sei também, julgamento, mas é o que a gente sabe. Enfim, esse item muito interessante você trouxe sobre essa preparação e estar antecipado. E o segundo item em relação a receber notícia, que eu acho que isso é espetacular, é você permitir ser vulnerável, você permitir que 'Pô, eu tô com medo. Pô, esse negócio eu não sei o que que é. Esse negócio é estranho. Esse negócio eu não sei, né? Como é que vai ser? Como é que vai ser a minha família?' Se permitir ser vulnerável não significa viver no medo, não significa você ser fraco com o que tá acontecendo, mas é você se permitir ser humano, né? De sentir as coisas.
Acho que a vulnerabilidade assim: 'Estou sentindo isso, estou sentindo medo.' É, e eu realmente, por exemplo, Faz parte do nosso sistema natural e neural aí da gente se empatizar. Cara, eu tenho família morando em Portugal, entendeu? Eu tenho clientes lá que estão em quarentena há um bom tempo, que estão assistindo toda a situação, toda a gravidade da situação. Tenho amigos na Itália. Então, ok que eu tenha medo, inclusive que eu tenha medo, mas é um medo muito mais de cautela do que O medo que aciona todo aquele nosso sistema reptiliano de pensar na mentalidade da escassez, sabe? De ir para o mercado e estocar comida e, vou falar palavrão aqui, foda-se quem não comprou, entendeu? Então é um medo muito mais de, ok, tô insegura no que vai acontecer, então eu prefiro me resguardar, prefiro fazer minha quarentena e tomar as minhas ações né, para tentar mitigar a situação. Não aquele medo que faz com que a gente tenha ações impensadas e infundadas. E o mais interessante nisso, Marlon, é que há 2 anos a gente passou por isso no Brasil com a guerra dos caminhoneiros e a gente não aprendeu, né? A gente não aprendeu. E aí, cara, e aí assim, a gestalt, enquanto não fecha esse ciclo de aprendizado, vai— até quando a gente vai se permitir a entrar nesse efeito manada, né? Ah, vai faltar alimento, corre todo mundo para o mercado desesperado, estoque 6 meses de comida. Quando você faz isso, vai ter, vai faltar alimento ou preço vai subir. E quem não tem condições de comprar, e aí? Então assim, a gente precisa de fato entender qual o nosso papel, nossa contribuição nesse caos todo, né? E como que a gente quer sair desse caos todo. Que mundo é esse que a gente quer construir?
Perfeito, sensacional! É isso mesmo. Eu lembrei hoje, antes de vir esse nome à cabeça, né, da consciência vertical. Eu falei, caraca, a gente teve a chance com os caminhoneiros, né, aquela greve maluca. Entramos num desespero ali, foi curto, né, mas foi desesperador. Eu lembro que a Bela tinha acho que 2 ou 3 meses e, pô, você tem que ter pediatra para sair, você não podia sair porque Os caras podiam macetar seu carro na rua e não tinha gasolina. Uma loucura, né? E agora o negócio tá bem pior, tá bem pior. Então, de novo, né, não aprendemos. Agora tem uma chance gigantesca de aprender para quem quiser aprender.
E é isso. E a questão é essa: a gente não aprender, daqui a pouco vai vir outra coisa e vai repetir exatamente a mesma situação. Então vamos antecipar, né? Exato, vamos antecipar o aprendizado, gente. Vamos agir serenidade. Acho que serenidade é uma palavra que cabe tanto nesse momento, né? A gente filtrar as informações que a gente recebe, né? Da gente filtrar as informações que a gente passa também, porque a gente também passa muita informação de baixa qualidade, né? A gente assumir a responsabilidade por essa construção, por essa mudança de postura.
Massa, massa, legal! Vou fazer um paralelo, depois eu quero voltar num ponto que você deu uma brecha legal que eu quero falar sobre a nossa linguagem. Mas antes, olha que interessante, desde segunda-feira estou home office aqui e montei um laboratório no meu escritório. Eu falo laboratório porque eu estou realmente assim nessa linha de contribuição, o que tem por aí, como é que eu posso ajudar com aquilo que eu conheço já. E para mim tem um item assim que eu acho que é de extrema valia e pode contribuir muito, que é o tema da psicologia positiva, né? Olhar para a positividade. Tem um modelo forte na psicologia positiva que é o PERMA, né, que estuda o bem-estar, né, o aumento da felicidade. Tem a ver com você reconhecer as suas forças. E eu tô pesquisando isso fortemente. Aí ontem, pesquisando um pouco dos países que estão infectados, né, como é que tá essa onda, eu fui parar no Butão. Que o Butão, por quê? Porque o Butão é um país conhecido como que tem o maior índice, né, o FIB, né, eles criaram lá um indicador de felicidade, né, a felicidade interna bruta do país, e eles são altíssimos nisso aí. E eu procurando matérias, tal, fontes verdadeiras, e entrei no site do governo do Butão, e ele está na página dele, está dizendo assim, né, Butão 99% livre de coronavírus. Olha que interessante, cara. Um país que estuda a felicidade há muito tempo, nesse momento eles estão com 99% livres de coronavírus. Não é sensacional isso aí? Ah, tá bom, Marlon, não deve ser. Tudo bem, pode ter uma série de coisas, mas eles destacam aqui que a precaução que eles tomaram foi a chave de eles terem 1% das pessoas hoje que estão sendo investigadas se estão com vírus ou não. E não que são infectadas. Olha que sensacional!
E muito, eu acredito, né, não estudei, mas muito eu acredito desse estado interno de felicidade, de ter boas práticas, né, de ter a meditação que você já falou, de cuidar da alimentação. Cara, tem uma coisa que é tão simples assim, que é barata, que na verdade não é barata, né, que é de graça, que é a respiração. As pessoas nesses momentos Prendem a respiração, fica com dor no corpo, né? Entra nessas crises de ansiedade, porque a gente sabe que é natural, tá tudo certo sentir. A questão é como você faz a gestão disso. Então é um país que muito provavelmente vai sair com uma certa leveza disso, por todo cuidado, por todas as boas práticas que eles tinham antes. Isso a gente talvez não pode evitar para esse momento, mas como é que a gente pode evitar para um futuro momento? Porque isso é cíclico da natureza, daqui a pouco passa esse, talvez venha alguma outra coisa com graus de intensidades diferentes, mas a gente realmente está se preparando para ter uma vida feliz? Para a gente ter um índice de felicidade interna? Eu acho que é um momento também que a gente está tendo a oportunidade, Marlon, da gente realmente ver o que importa, né? O que importa, o que é importante, o que é valoroso. As pessoas estão tendo que voltar pra casa, estão tendo que se alimentar melhor, estão tendo que comer comida de casa.
Aliás, eu quero fazer... Quer gostar de ficar sem celular?
Ficar com as crianças. Ficar com as crianças. Aliás, quero aqui aproveitar, ela mandou um joinha aqui e é uma pessoa que fez um projeto super legal, que é a Karina França, que você conhece. Karina tem um projeto chamado Comida Que Abraça, que fala de comida afetiva. Então, pra galera que tá, sei lá... Olha que massa!
Parabéns, Karina! Show de bola!
"O cara que tá sem cozinhar, tá distanciado, pô, entra lá, sabe?" E assim, é cada um contribuindo como pode e a gente realmente resgatando aquilo que é importante.
Que massa, que massa! Sensacional, sensacional, né? Eu hoje, minha realidade é a área de tecnologia, vivo nesse mundo há muito tempo, a gente corre atrás das tendências do mercado, a velocidade é nosso sobrenome. E a gente se depara com uma situação onde a gente está agora dentro da nossa casa, tendo que ter o máximo de flexibilidade possível, ou seja, a velocidade já não é tão importante mais. Agora a questão de como é que eu equilibro o tempo com a minha filha, com a esposa, como é que eu equilibro o tempo para mim, né, a atividade física. E olha que interessante, Suelen, ontem foi um dia extremamente produtivo na minha vida. Eu sou um cara que Eu sempre neguei home office. Home office inclusive era um benefício, né, da empresa. Eu poderia fazer home office uma, duas vezes por semana, tá tudo certo, mas eu não conseguia. Essa questão de estar na empresa, o ambiente lá é muito massa. Você foi lá, se conheceu lá?
Adoro, adoro.
Super descontraído, né? Muito show. Eu nunca fazia home office. E, cara, ontem— e eu tinha essa crença, né, que eu era aqui, estando em casa, ia ficar totalmente desconectado e tal, um monte de informação. E ontem foi tão interessante que assim, trabalhei, brinquei com a Bela, eu fiz atividade física no quintal de casa, coisa que eu nunca fiz. Com simplesmente um equipamento você consegue fazer mil atividades físicas. Tomei uma taça de vinho, assisti um episódio de um seriado, coisa que há muito tempo não fazia. Então assim, dá, é maluco. Então assim, ontem eu fiquei realmente perplexo, no sentido que, cara, como a gente esqueceu da nossa humanidade, como a gente perdeu os detalhes. E agora eu gostei muito que eu postei inclusive uma imagem no meu Instagram, que é: tem um vírus lá fora convidando a gente para entrar para dentro. Olha que foda isso aí! E é realmente isso, estamos todos confinados, vivendo nossos próprios Big Brothers, E agora a gente precisa aprender a arte de se relacionar, porque por muito tempo a gente deixou de ter relações. As nossas relações eram com os nossos celulares. Fato, fato, sem hipocrisia alguma. Então olha que convite foda a gente tá vivendo nesse momento. E aí você olha uma notícia dessa do Butão, inclusive tem uma outra notícia que vem em seguida, que uma menina ela agradece o governo por todo acolhimento que eles fizeram com o avô dela que estava com o vírus se recuperou e ele tem 76 anos. Ou seja, também mora aí uma outra questão de esperança: é possível se recuperar sim. E para mim, assim, o que fica muito forte é: você pode cair, você pode, você pode ser constatado como com o vírus, depende do que tá aqui, para você sair.
Onde, onde tá o foco, né? Onde tá o foco?
Exatamente. E, ó, você puxou uma linha poderosíssima, né? Acho que o core de tudo é o estado emocional, né? A gente recebe hoje assim de manhã, e desde sexta passada eu venho eliminando alguns grupos do WhatsApp porque maravilhoso.
Eu falo, cara, se o seu grupo de WhatsApp da família, aqueles grupos de amigo que, meu, só posta besteira, cara, vaza, entendeu?
Fala, sai em cima do que tá acontecendo. E para mim o pior são as mensagens encaminhadas sem meandros, né? Que tudo bem se você tem um senso crítico, eu vou olhar, mas tem um monte de gente que não faz isso. E as pessoas pegam essa mesma mensagem que vai parar lá no celular da vózinha deles, que vai ler e vai ver lá que 98% de senhoras de idade morreram. Cara, para quê? Então assim, tô deixando de lado algumas coisas que não fazem sentido para mim. Eu selecionei 1, 2, 3 sites que eu quero ver e me atualizar e ver notícia massa, né? E tá tudo certo. Então assim, tudo isso aí tá relacionado com o nosso estado emocional. Isso foi uma palavrinha, né? E foco é um dos ingredientes que ajuda a gente mudar nosso estado emocional. Tudo que a gente foca aumenta. É interessante demais isso. E um outro item que tem muita relação com emocional, eu queria que você explorasse um pouquinho, pelo seu conhecimento inclusive na PNL, é a bendita da linguagem. A gente tá hoje sendo orientados a não colocar a mãozinha na boca, no olho, no nariz, mas a gente não tá tomando cuidado com aquilo que sai da boca. E a linguagem nada mais é, né, que o resultado do que tá sendo processado aqui dentro.
Inclusive onde está o nosso foco, né?
O nosso foco, porque nada mais é que o espelho das nossas emoções. Então, Su, na sua experiência, indo para a linha até um pouco mais técnica agora, como é que a gente pode utilizar da linguagem de uma forma mais poderosa e como é que a nossa linguagem pode contribuir para esse momento caótico?
Eu sempre falo sobre linguagem que é importante que a gente esteja atento àquilo que a gente fala, mas mais importante é o quanto a gente emprega energia em cada uma dessas palavras. Qual é a força da energia que as nossas palavras têm? Porque isso é física quântica, tudo que a gente faz, o que a gente fala, tudo é energia, né? Então não vou entrar nessa seara, mas para mim a questão em relação à linguagem, Marlon, é: tem gente que fica tão focada no problema e aí usa palavras, por exemplo, como culpa. Quem é o culpado? Culpado, culpa, medo. A palavra medo tem aparecido muito nos últimos dias pra gente, né? E tem aquele teste famoso do fotógrafo, não lembro do nome dele, que fez o teste no Japão da água e aí colocava as palavras e aí fotografava e tinha uma diferença significativa das imagens, né? Então tem muita coisa relacionada a isso. As pessoas falando sobre medo, "culpa", "culpado", né, falando sobre crise. A própria palavra "pandemia", eu acho que ela tem um peso significativo. As pessoas usam a palavra pandemia com um peso significativo. Então é a gente realmente evitar, né, fazer esse filtro do que a gente fala, do que a gente lê, do que a gente ouve, e olhar para isso. Por exemplo, eu tenho usado muito nos últimos dias A palavra contribuição, né? Como é que eu posso ser contribuição? Tem ficado muito nas minhas meditações. Como é que eu posso ser contribuição? Aprendizado. Qual que é o aprendizado nisso aqui? O que é realmente importante? O que é realmente importante? Então eu acho que muito mais do que só as palavras em si é o peso e a quantidade de energia que a gente coloca em cada uma dessas palavras quando a gente coloca isso para fora. Né, porque quando a gente fala de medo, a gente está num ambiente tão denso, tão carregado, quando a gente fala de medo tem muita energia empregada naquilo ali. Se tem muita energia naquilo ali, vai faltar energia para alguma outra coisa.
Total, total.
Então é realmente estar atento, né, a qualidade do que a gente vem pensando, a qualidade do que a gente vem falando, a qualidade que a gente vem lendo. Sexo de bons livros, pô, não sei, se não tem aí, tem coisa na internet boa, tem coisa na internet ruim, mas tem coisa na internet boa também. Então que a gente possa fazer esse movimento.
Espetacular, espetacular. Acho que você trouxe pontos importantes, né? A nossa capacidade de conseguir chavear nossa linguagem para um viés muito mais positivo. E aqui a gente não tá falando não nesse negócio que, ah, você tem que ser positivo, ah, vamos lá, fecha o olho. Não, é realmente estar ciente do que tá saindo da sua boca, porque o que tá saindo da sua boca tem a ver com aquilo que você tá colocando para dentro também.
Então as forças que você tá absorvendo, e aquilo que você põe para fora, e aquilo que você põe para fora você impacta também quem tá do seu lado.
Total, total. A gente falou sobre interdependência, né? Então é É muito interessante, né, como a gente tá recebendo diversos convites mesmo, né, de sentido de que olha para você, olha aquilo que você verbaliza, olha aquilo que você atrai. Por muito tempo em que eu vi isso aí, né, a gente pede, o universo dá um jeito de conceber. E ó, quando eu falo universo aqui, galera, eu tô falando da sua fé, aquilo que você tem por fé. Eu vi um cara dizendo que ele usa universo porque universo é o termo mais amplo que tem, né, mais genérico tem para falar da fé das pessoas. Então, assim, o que que você pede? O que que você tem mais afirmado? Quais são as suas relações com seu universo, né? E isso tem a ver com— e a linguagem sua, negócio muito interessante, que não só aquilo que sai para fora, mas aquilo que você mantém dentro. A sua comunicação interna é poderosa. É aquilo que eu fico batendo aqui dentro, dizendo para mim mesmo: eu não posso, não consigo, não mereço, não, tô ferrado mesmo. 'Ah, agora esse é o momento que a casa vai cair para mim, porque eu nunca consegui e não vai ser agora que eu vou conseguir.' Então essa comunicação interna, ela é foda, cara, porque ela condiciona o seu foco. E aí o que é muito massa, né, eu gosto muito daquele desenho, daquela ideia da tríade, né, que o Tony Robbins fala bastante, que é fisiologia, foco, linguagem. É os 3 itens que condicionam nosso estado emocional. Então se você, aquilo que eu condiciono, né, como linguagem interna, eu tenho um foco maior, o meu corpo, a minha fisiologia acaba se adaptando a isso. E é por isso que a gente acaba ficando o quê? Doente, imunidade baixa, e aí já era, e aí ferrou, e aí qualquer mosquitinho vai deixar você doidão.
Aquela boa e velha dica da PNL: quando a gente estiver falando de estados emocionais que não são tão positivos assim, usar verbos transitórios, né? Por exemplo, evitar "eu tenho medo", né? Troca o "eu tenho" por "eu sinto", "eu estou com medo", porque são verbos transitórios. E é que nem a gente falou, isso aqui não é uma receita de felicidade, né? A gente não é para a gente estar 100% feliz nesse momento. Se a gente tiver 100% feliz, tem alguma coisa errada com a gente. É para a gente olhar para esse momento com um olhar amoroso de o que eu posso tirar de aprendizado disso, né? E em relação à linguagem, uma coisa importante que é, além dessa dica que eu dei, é ter pessoas que são pontos de confiança. Se você tá se sentindo muito angustiado, se você realmente tá preso aí nessa energia do medo, é, tenha pessoas de confiança onde você possa desabafar sem julgamento. Perfeito, né? Porque às vezes a gente não desabafa com uma pessoa de confiança e a gente sai vomitando, né, todas as nossas inseguranças, todos os nossos medos, todas as nossas angústias em todo mundo. Então escolhe uma pessoa de confiança, uma pessoa que você sabe que vai te ouvir sem qualquer tipo de julgamento. E tá tudo bem você sentir isso. O que você não— o que não dá é a gente ficar preso nesse sentimento, reverberando, colocando foco nesse sentimento. Porque tudo vai passar, tudo vai passar. A gente passou pela guerra dos caminhoneiros, a gente vai passar por isso também. Daqui a pouco vai vir uma outra coisa, então tudo vai passar. Eu tô aqui vendo que tem uma super amiga minha que é do mercado financeiro, Tati, um beijo. Sei que você tá em Brasília e tem tido dias difíceis lidando com o mercado financeiro. E é uma pessoa que dá uma aula disso, né, de o quanto vai passar. Vai passar e vai vir outra coisa e vai passar. Então eu acho que é isso, a gente ter essas pessoas, esse grupo de confiança, que a gente tá falando aqui, onde a gente possa aí desabafar e dizer: "Cara, hoje eu tô angustiado, não queria estar sentindo isso", sabe? Onde a gente possa ter, e que a gente também possa ser esse ponto de confiança para as pessoas, né? Me coloco aqui, qualquer um que estiver aqui escutando, quiser desabafar, me chama lá, a gente se coloca à disposição porque é como a gente pode contribuir nesse momento.
Perfeito. E acho que a ideia dessas lives também é um pouco disso, a gente proporcionar para as pessoas um momento, um ambiente que elas possam ouvir, elas possam, como a Karina tá dizendo aqui, escrevendo coisas que elas estão sentindo, e elas serão, todo mundo será acolhido. Então o grupo de apoio é muito importante ter essa sua rede de apoio, de segurança. E olha que interessante, né, rede de apoio é um negócio muito massa. Muito interessante e muito marcante para mim. A minha experiência como pai, a paternidade com a Bela, eu acho que a gente não se preparou com uma rede de apoio. Isso fez com que a gente enfrentasse tsunamis em relação ao desenvolvimento dela e ao nosso emocional. Até esse negócio tão louco, né, do que está acontecendo agora no mundo, Que há muito tempo eu venho dizendo para mim mesmo, né, minhas reflexões. E pô, a gente recebe como pai ou mãe preparos de cursos de paternidade, lavar bunda de nenê, curso de amamentação. Eu fui em curso de amamentação, né, mas ninguém é treinado emocionalmente, ninguém é treinado, né, na hora para ver que o parto não foi tão legal ou que seu filho, sua filha não mama direito. A gente não é treinado emocionalmente, a gente não é preparado para isso, da mesma forma que a gente não é preparado para viver o que a gente tá vivendo nesse momento. Então assim, eu sinto de verdade, do fundo da minha alma, uma necessidade de contribuir com aquilo que eu sei sobre isso, para que as pessoas possam, independente do momento que elas estão nessa jornada vertical, do tamanho do desafio que é para elas, mas que elas possam se preparar de alguma forma ou outra, porque isso faz toda a diferença. É como disse, a forma com que você vai encarar essa jornada vai ser a forma com que você vai dizer como é que você vai sair dela, com cicatrizes ou mais fortalecido. É uma escolha, é uma escolha o que que você vai alimentar em relação a isso tudo. Então isso é muito poderoso, muito poderoso.
Olha para crise como uma oportunidade de crescimento, realmente desenvolvimento. Para mim fica muito assim, se eu pudesse resumir esse momento em 3 perguntas que eu acho que a gente tem que se fazer é: a primeira é: como eu de fato quero ser contribuição para esse momento e para a construção depois que toda essa letargia passar? A segunda é: qual o aprendizado que tem para mim nessa situação como um todo? E o terceiro, o que de fato é importante.
Mas bem legal, show de bola, show de bola. Você falou uma coisa, né, que você falou a palavra crise, oportunidade. 2013 eu tava na China, em 2013 houve uma outra crise como essa lá, que era do frango, né, foi a gripe do frango. Não tomou, não entrou nesse tamanho que tava, que tá essa aqui agora, mas começou lá também. E eu lembro que nessa época eu tava lá na empresa lá na CIT lá na China, e os chineses me ensinaram que a mesma forma com que eles escrevem a palavra crise, eles escrevem a palavra oportunidade. É o mesmo desenhinho. Então assim, olha que louco, né? Você pode olhar um problema das duas formas que você quer, você lê do jeito que você quer.
E oportunidade, só fazendo um paralelo, oportunidade é muito diferente de gente oportunista, porque isso é uma outra coisa que a gente tem que tomar cuidado também. O que a gente está falando aqui é oportunidade de crescimento, de desenvolvimento, não é oportunidade das pessoas se aproveitarem de outras pessoas, de vulnerabilidades e fragilidades. Que é o que está acontecendo também, né? É, eu acho que muito do pensamento crítico que a gente tem que ter nesse momento, inclusive pra gente manter um nível de sanidade, é porque as pessoas no pânico, movidas por um medo, entram nesse movimento de "cara, de se enfiar numa ciladas aí. Então é importantíssimo que a gente saiba diferenciar oportunidade de oportunismo.
E sabe uma coisa interessante, né? Essa diferença que você citou, eu vi essa semana notícia de um, de dois irmãos dos Estados Unidos que eles fizeram a rapa e compraram todos os possíveis produtos higiênicos nas farmácias lá da cidade que eles, não lembro qual cidade que é, Kentucky, estado de Kentucky, não lembro qual que era, E eles queriam vender depois só na Amazon, né, com preço acima, para poder ganhar dinheiro. E a Amazon cortou eles e dançaram. Ao mesmo tempo, voltando esse ponto do que a gente não é ensinado, cara, olha o nível que a gente chega. A gente não foi ensinado a lidar com ser humano, a gente não foi ensinado a saber lidar com as emoções, nós não fomos ensinados a ter empatia como empatia tem que ser. Né, não pensando só no nosso umbigo, mas pensando no outro também. Porque assim, a matemática é simples. Se faltar, se faltar, ao chegar no ponto de faltar, o que acontece? Qual que é o próximo passo? Vai começar a haver uma série de furtos, vai começar a existir uma série de rebeliões.
Porque tudo é sistêmico.
Exatamente, exatamente. Então assim, a gente age de uma forma tão irracional às vezes Porque a gente deixa o emocional falar mais alto, e quando o nosso emocional ele vai lá em cima, a inteligência cai, a gente torna-se incapaz, incompetentes de fazer qualquer coisa diferente. Então eu fiquei também, me chamou muita atenção essa notícia desses irmãos, no sentido assim, olha o modelo de mundo desses caras, olha quais são as fontes que eles de verdade beberam para poder tomar essa atitude que eles estão tomando agora nesse momento. Então, de novo, vai para o autoconhecimento, vai para oportunidade. E eles também, se eles quiserem, ainda eles conseguem aprender com isso tudo, uma base de uma lição. Pode mudar essa dívida deles.
Tem um comentário que é super legal da minha querida amiga Ellen. Ela diz: nós não fomos ensinados a pensar no coletivo, a gente não Talvez a gente não tenha sido treinado para isso, mas a vida real está nos ensinando isso agora, né? Agora, nesse momento, é aqui agora, não é para depois, é aqui agora. Você faz parte de tudo, você faz parte do todo.
Perfeito. Eu acho que eu virei minha câmera sem querer, né? Aí voltou, voltou. Perfeito. A gente tá sendo ensinado agora muita na coisa, né, na obrigação, que é o momento de realmente de reconexão da gente com o nosso universo interno. Para mim, para mim, essa é a grande mensagem: propósito, né? Que que é propósito para cada uma das pessoas nesse momento? Cada um vai receber a mensagem do universo do que é essa crise de uma forma, cada um vai ser de uma forma, e são escolhas, né, são escolhas que tem que fazer. Su, muito massa, muito massa. Ó, para a gente poder fechar, você falou, a gente falou um pouco da linguagem, né, desse grande aprendizado e um pouco do que a PNL traz, né. Acho que é uma coisa que é legal para mim assim, a gente tá falando bastante que a gente não aprendeu, mas a PNL ensina isso, a PNL ensina isso. E olha que interessante, olha que interessante, a PNL ensina isso e a PNL ainda sofre uma série preconceitos em relação ao mistério que é a PNL. Essa é uma coisa que não entra na minha cabeça, por que que esse negócio ainda existem pessoas que olham para isso e fala, cara, esse negócio aí. Mas também deve ter as razões, deve ter as diferenças, mas a PNL é um baita manual do ser humano. A PNL traz um framework, né, para você aprender a se entender e entender melhor o outro. Que é espetacular. E ainda existe bastante preconceito. Então, pessoal, estudem PNL, estudem PNL nesse momento. Assim, vai lá, pega um livro na Amazon agora. Vamos fazer a Amazon, empresa tá mais crescendo essa crise porque tá contratando funcionários, porque não consegue parar de entregar. Então compra um livro na Kindle, baixa no seu Kindle aí e lê sobre PNL. Tem tanta coisa bacana, cara. A Eileen Davis, uma grande referência mundial, uma mentora nossa queridíssima, dona de uma das cadeiras na Europa, acho que na Inglaterra, né, das mais prestigiadas celebridades na PNL. Cara, tá, mora no Brasil, né, você pode seguir ela, aprender. Suelen também vive dando curso de PNL, conhece bastante do assunto. Cara, o material espetacular que ajuda a gente se manter mais centrado nas coisas, a conhecer um pouquinho mais A nossa ignorância sobre a— Inclusive, a Eline vai participar sábado de uma conversa comigo aqui. Ela tava me perguntando sobre as intenções dessa live. E eu falei: "A Eline, o que eu percebo é que as pessoas estão vivendo com um mapa. Esse mapa chama-se coronavírus. E dentro desse mapa tem medo, tem medo, incerteza, insegurança." O medo paralisante, né? Exatamente. E viver em função de um mapa Cara, é a pior coisa que a gente pode fazer como ser humano. A gente pode usar tantos mapas, né? E galera, quando eu falo mapa, tô falando do modelo de mundo, as suas estratégias de vida, aqueles caminhos que você, quando você pensa em atingir uma meta, você fala: cara, eu vou para esse caminho aqui. Existem zilhões, então a gente precisa ampliar. É a mesma ideia que nós não estamos sozinhos no universo, existem zilhões de galáxias por aí, existem muitos modelos para poder se fazer a mesma mesma coisa. E a mesma coisa é, existem diversos modelos para poder sair dessa crise. Então aqui é um pouco dessa contribuição nossa, Suelen trazendo o modelo de mundo dela, o Marlon colocando o modelo de mundo dele, e outras pessoas que virão nas lives na sequência, para que você possa compilar isso e falar: saquei, eu posso até construir o meu caminho, o meu modelo. Então esse é um pouco do que a gente quer proporcionar. E é isso, nessa linha de entrando na PNL um pouco, o que que você falaria assim de uma ferramenta prática que as pessoas pudessem fazer na casa, alguma coisa pudesse fazer hoje já para poder melhorar a forma com que elas encaram o que tá acontecendo, trabalho emocional? O que que você deixa como dica?
Primeiro, respirar. A primeira coisa, respirar. É, cara, sentiu medo, tá sentindo ansioso, respira, respira, para e respira. Corpo e mente forma um só sistema, né? A nossa fisiologia interfere no todo, naquilo que a gente emana. Então respira, primeira coisa, primeiro exercício. Segundo exercício, eu acho que é desenvolver o pensamento crítico e fazer as perguntas, né? Se manter na pergunta, questionando, investigando, filtrando. Então eu acho que esse é um exercício importante para gente agora. Terceira coisa: praticar a escuta ativa e a gente também se colocar no ponto de vulnerabilidade, no sentido de ir ao encontro de alguém para você também passar se expressar e colocar para fora aquilo que você quer. Se você em algum momento não se sente confortável, eu tenho como prática escrever. Eu amo escrever, amo, amo, amo. É uma das minhas válvulas de escape, como eu me sinto confortável e conectada no mundo. Então mantenha um caderno ou nas suas notas no seu celular mesmo, mas expressa, não fica guardando, sabe? Porque quando a gente Respira. Quando a gente se expressa, quando a gente se sente conectado, né? E aí conexão vale falar sobre meditação, sobre oração, né? Se conectar com a nossa fé, se conectar com aquilo que realmente é importante para você. Tomar água, importante tomar água também. Tava escutando de tomar água. Toma água, é importante a gente se hidratar também nessa loucura loucura toda. Então é isso, sabe? É se manter serena. Eu acho que não tem muito como fugir dessas receitas, que muito provavelmente vai estar nas receitas da galera do Butão, né, Marlon, de índice de felicidade. Então é basicamente isso.
Eu vou ter que dar um jeito de visitar esse país a hora que essa crise passar, aprender mais sobre Vamos fazer uma excursão. É espetacular. É, vamos fazer excursão e vamos fazer uma trajetória de autoconhecimento.
Fazer um curso de PNL no Butão, hein?
Ó, ó, tá feita a provocação aí. Quem quiser, deixa o nome. Muito bom. Já coloca a Arline aí como mentora e ela vai guiar o processo todo.
É isso aí.
Ô, Su, Uma outra coisa pra gente fechar, que eu acho muito massa, que tem chamado bastante minha atenção em relação ao que está acontecendo, né, o desespero, por exemplo, por tal do álcool em gel. Não existe mais álcool em gel nas farmácias, é impossível de se achar um álcool em gel em farmácia. Só que ao mesmo tempo, se você for na farmácia, existe uma prateleira de soro fisiológico, ela está cheia. E as pessoas simplesmente, de novo, né, é um modelo, é um mapa, eu fico focado em pegar o álcool em gel, limpar as minhas mãos, mas eu não esqueço que eu posso usar do soro para poder limpar o meu nariz, para fazer uma higienização ou outra. Então, a gente tá olhando de novo, né, só para um pedaço. Acho que precisa ampliar um pouco mais nosso mindset, ampliar um pouco mais as nossas percepções para que a gente possa de fato fazer um caminho diferenciado, um caminho novo. Um caminho poderoso. Legal, acho que travou um pouquinho aí. Voltou? Voltou? Tá sem som. Você tá sem som? Não sei se sou eu ou é você. Fala alguma coisa aí, Su. Tá sem som. Você me ouve? É, eu não tô te ouvindo agora. É, tá sem som. É, faz parte, faz parte, tá tudo certo. A gente lida com essas, são as nossas vulnerabilidades. Acho que a conexão da Su deve estar dando uma travada nesse momento aí. É o limite de internet que o governo estipulou para a gente poder usar. Tá dando tempo, eles vão cortar a gente, vai derrubar, o negócio vai cair. Mas Su, fica suça, você trouxe tudo aquilo que era necessário nesse momento. Se o som voltar também tá tudo bem. E pô, pessoal, Queria agradecer demais, Suelen, principalmente você, porque aceita de bate-pronto esse bate-bola aqui. E fiquei muito feliz, né, pelo número de pessoas que a gente foram entrando aqui na live, estando presente com a gente. Espero de coração que o que a gente trouxe aqui possa agregar para vocês, para as pessoas queridas que vocês têm na vida. Então essa live pega essa live aqui, clica naquela, naquele aviãozinho ali e manda para as pessoas que você acha que vale a pena ouvir um pouco do que a gente trouxe hoje. E eu vou me comprometer, dentro do possível, dentro daquilo que eu consigo na questão logística familiar, é fazer lives diárias para trazer alguém aqui que possa contribuir para o seu autoconhecimento, para o seu autodesenvolvimento, para sua performance. Dicas de professores, de personal trainers, de nutricionistas, dicas de pessoas centradas no autoconhecimento, neurociência. E amanhã, amanhã, nesse mesmo horário, às 9 horas da noite, eu tenho um encontro mega especial com um grande amigo meu, que a gente vai falar sobre a espiritualidade, a importância da espiritualidade nos dias de hoje. Nós não iremos falar de religião, tá? A gente vai falar sobre espiritualidade. Então, se esse assunto ele faz sentido para você, amanhã vejo você aqui no Instagram às 9 horas. E muito obrigado! Segue a Suelen, Suelen Petri, o Instagram dela. Tô aqui também disponível no meu Instagram, manda mensagem, manda direct, o que você precisar, conta comigo, conta com meu apoio, com acolhimento. E aí, tô aqui no que for possível. Aquele abraço, beijo no coração, vamos!









