#EP8 - BeeCast com Marlon Silva | Executivo de RH e Empreendedor

Marlon Silva, an HR executive and coach, shares how he moved from systems analysis into people-focused work after discovering his talent for leadership at CIT. He spent years introducing executive coaching in China, emphasizes psychological safety and authentic leadership over process-driven management, and now runs EDH, a six-month coaching program focused on vulnerability and human development.
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Olá, sejam bem-vindos ao Bcast, o podcast da Biconte Contabilidade Digital. E hoje vamos começar aqui mais um episódio muito legal. Para quem não sabe, né, o Bcast é um podcast de negócios A gente fala sobre tudo aqui, né? Dicas práticas, sobre gestão, sobre liderança, empreendedorismo. E nessa mesa aqui a gente chama os personagens aqui que fazem a diferença, principalmente aqui em Campinas e região, né, Anderson?
São nomes conhecidos aqui, né?
É isso aí. Eu sou o Elton Orvatti, sou fundador da Biconte, o contador responsável aqui pela Biconte.
E eu sou o Anderson, responsável pelo marketing e mídia aqui da Biconte.
E por Vamos já falar um pouquinho o que é a Biconte, né, que é a empresa que está por detrás dessa criação desse podcast. O podcast é um projeto nosso aqui. A Biconte é uma contabilidade 100% digital. Atendemos hoje o Brasil inteiro de forma 100% digital e online para todos os segmentos. Então você que é prestador de serviço, um comércio, uma indústria, quer digitalizar o seu negócio, quer perder, parar de perder aquele tempo com papelada, com documentos, e-mails, vem para a Biconte. Você que tem uma startup também, você que é, você que tem uma ideia, uma startup, estamos aqui para poder te auxiliar. E a Biconte é uma empresa então 100% situada aqui em Campinas. Somos uma das primeiras que entrou no mercado como uma contabilidade digital aqui em Campinas, somos pioneiros, e hoje atendemos ao Brasil inteiro. Exato, é isso aí.
E o convidado de hoje A gente conheceu de uma forma bem legal, né, cara? Foi muito bacana, hein? Acho que dá para dizer que foi amor à primeira vista, né?
Cara, e aquele negócio, né? O cara é muito fera, né?
Ele é. A gente viu uma palestra dele.
A hora que a gente começou a ver a palestra dele, olhamos um para o outro falando assim: cara, a gente precisa chamar ele. Precisa. Precisa chamar ele.
Bom, eu trouxe até uma colinha aqui só para vocês terem uma noção de como o cara é brabo.
Não, e tem que ler 2, 3 páginas aí.
Não, tá caderninho inteiro aqui. É bom, ele é formado em análise de sistema, executivo de RH numa multinacional, já atua mais de 15 anos nessa empresa, né? Já morou na China, Estados Unidos, é empreendedor, tem lançamento de alguns produtos digitais voltado a desenvolvimento humano. Além de pai, marido, parecido, cara, adora viagem, natureza. Acho que vai ser um papo muito da hora aqui, cara. Senhoras e senhores, com vocês, Marlon Silva Domingues.
Fala, galera! Boa tarde, obrigado, obrigado pelo convite. Pô, apresentação dessa aí, depois vou fazer questão de mostrar para minha esposa como é que foi feito aí, hein? Ó, muito legal, cara, prazer imenso. Eu tô encantado com o espaço de vocês aqui, prazer imenso, imenso mesmo. Adoro essa, essa, esse ambiente de podcast, sou fã de podcasts. Vim falando para vocês que eu tinha ouvido do Duca, né, o último episódio aí, eu achei sensacional. Então tamo junto, bora lá, contem comigo aqui que tô aberto às nossas trocas.
Cara, sensacional! E eu achei muito legal, né, porque o Marlon, ele, você é executivo, né, de uma grande multinacional aqui na região de Campinas, hoje já tá em vários países do mundo, né? E você trabalha na área exclusivamente ali de recursos humanos, mas você disse que a sua formação é de analista de sistemas, né?
Loucura isso aí, né, cara?
Como é que foi essa trajetória aí? Como é que você, primeiro, né, vamos falar um pouquinho da sua origem, né? Você falou que não é daqui de Campinas. Não sou, não sou.
Legal, eu sou original de uma cidade chamada São Miguel Arcanjo, ela fica no interior aqui de São Paulo, na região de Sorocaba, e eu morei lá até meus 17 anos, aí eu vim fazer faculdade aqui em Campinas e acabei ficando por aqui. Então sou mais campineiro hoje do que são-miguelense. Hoje eu resido em Paulínia, não tô mais, eu tô na divisa com Barão Geraldo, então eu dificilmente cito Paulínia porque para mim ainda é Campinas, e eu trabalho hoje na CIT, né, a há quase 15 anos e tem toda uma jornada com a carreira de TI mesmo, né? Eu me formei na área de sistemas, eu fui programador de algumas empresas nacionais e multinacionais que estão aqui, mas eu pude nascer e ter me desenvolver e realmente me conectar com os meus talentos e me reconhecer como ser humano, né? E lá consegui então galgar um caminho, uma jornada que, pô, me dá prazer para caramba. Eu costumo dizer que como análise de sistemas Mas eu era aquele cara que temia a música do Fantástico. Isso é real, né? A gente fala, a gente ouve isso pra caramba, mas isso é real, cara. Eu tinha essa questão, me perturbava de verdade, cara. Era um problema pra mim isso aí. E hoje segunda-feira é massa, segunda-feira é massa, cara, porque eu faço aquilo que eu curto, eu faço aquilo que eu amo de verdade fazer. Então não tenho problema com isso. Então, durante a minha jornada, né, quando eu cheguei na CIT, eu tinha feito intercâmbio, tava indo buscar inglês. Essa história é legal, né? Quando vim fazer a faculdade de análise de sistemas, fazer uma formação em TI, o foco era IBM. IBM era a empresa dos sonhos, né? Quase que eu não pensava na Microsoft, que eu acho que era um degrau acima, mas a IBM era a empresa dos sonhos. E eu fui fazer entrevista 6 vezes na IBM e todas eu fui reprovado pelo inglês, cara. E aí eu preciso resolver essa parada. Então, em 2007 eu embarquei no primeiro intercâmbio para o Canadá. Achei aquilo animal, falei: cara, não quero mais ser analista de sistema, quero viver de intercâmbio, que esse negócio aqui é da hora para caramba. E me planejei, 2008 eu fui fazer um outro intercâmbio na Nova Zelândia, e lá eu fiquei 6 meses estudando. E aí quando eu voltei, né, eu falei: pô, agora consigo acho que fazer aquela entrevista, né, e passar. Ela nunca aconteceu, ela nunca aconteceu, mas aconteceu aceiter, aconteceu aceiter, e aceitei. Eu pude ali, esse foi o chamado, né, trabalhar num projeto internacional como desenvolvedor de software. Entrei como um desenvolvedor júnior na empresa, e eu tive essa oportunidade de, no meu caminho, experimentar, ao mesmo tempo que eu tava programando, ter uma relação direta com o cliente. E ali eu comecei a perceber que eu fazia muito melhor essa parte de relacionamento do que a parte de programação. E aí começa a nascer esse interesse pela liderança, né? Mas ali eu nem imaginava que eu ia mudar o caminho. Para mim, eu estava me preparando para ser arquiteto de sistemas, né, ser um arquiteto de software na minha jornada profissional. Mesmo sabendo que esse treco não ia me deixar feliz, parece que tinha um script pronto, né, em ter que cumprir realmente essa etapa. Mas durante toda a jornada muitas coisas foram acontecendo e eu fui parar dentro de RH da empresa.
Cara, que legal! E a questão do desenvolvimento profissional tem muito a ver com o perfil comportamental, né?
Muito, cara!
Normalmente quando você imagina uma pessoa que é da área de TI é uma pessoa, posso estar errado, mas é uma pessoa mais introspectiva, pessoa nerd, cara. E pelo seu perfil você não tinha nada disso, né?
Isso era as coisas que as pessoas me falavam na faculdade, cara. Mas esse negócio é legal, eu sou um cara geek, mas eu não sou como os caras eram. Isso me assustava, que eu lembro que assim, acho que no primeiro semestre da faculdade Eu voltei de férias pra Campinas e a galera do meu curso falava: "Cara, eu criei um jogo nas férias!" Aquela época era a época que eu entrei na faculdade e o jogo do milhão, né, o programa do milhão tava famoso. "Eu fiz meu jogo de milhão!" Cara, a gente tinha feito uma matéria de computação e não tinha nada de interface gráfica e a galera produzindo jogo. Eu falava: "Cara, acho que eu bebi as férias inteiras, eu saí, tem alguma coisa errada comigo nisso aí." Começava a ter, sabe, tipo: "Pô, será que eu..." tenho esse perfil mesmo? Será que eu vou ser um cara que eu vou conseguir ser um bom programador? E tem um fator aqui, um parênteses, depois a gente pode explorar isso, né? Eu sou um cara que tem TDAH, eu tenho esse diagnóstico TDAH. Então lá atrás eu não tinha essa percepção porque eu não conseguia parar na frente do computador, cara.
Não era muito normal, né?
E era uma coisa que assim, eu tinha um feeling, já tinha ouvido falar, já tinha alguns feedbacks, mas eu também não aceitava porque, pô, isso aí é mimimi, isso aí é coisa que eu vou Vão achar que eu tô utilizando como desculpa, mas eu não conseguia parar na frente do computador por mais de 10 minutos ficar programando, cara. Então assim, pra mim era terrível isso, era terrível, né, eu ficar parado um tempo ali programando. E eu gostava de relacionar, então na faculdade eu sentava no computador, fazia 5 minutos de algum tipo de código, levantava e ia cutucar as pessoas. Eu queria conversar, eu queria me relacionar com o ser humano, conhecer história das pessoas. Então isso me dava uma barata. Eu lembro que um professor No terceiro ano falou assim: você tá no curso errado, cara. E aquilo me doeu, porque eu achei agressão. Terceiro ano de facul, terceiro ano. E aí você fala assim, cara, como é que— e dentro você falava: cara, esse cara tem razão, velho, mas não posso aceitar isso aí. Terceiro ano, como é que eu vou chegar em casa e falar: cara, eu descobri que eu não quero ser isso. Todo mundo é uma carga de preconceito, e é muito doido porque Esse preconceito que eu tinha comigo mesmo, ele vem daquilo que a gente, a nossa geração cresceu, né? Faculdade lá atrás particular era uma faculdade, era para quem tinha dinheiro, para playboy, toda aquela coisa. Faculdade boa era estadual, você tem que ter entrado numa Unicamp. E eu entrei na PUC aqui em Campinas, e eu entrei na PUC porque eu entendi que o curso que eu queria era o melhor do Brasil na época, na área de sistemas era o melhor do Brasil, permaneceu por 5, 6 anos como melhor do Brasil. Né, aqui em Campinas. Uma baita faculdade. Eu entrei no ano 2002, então por 5, 6 anos a faculdade, né, nesses temas, ela ganhava prêmio. Eu vi primeira vez na revista Infoexame.
Cara, será que a gente se cruzou lá?
Eu entrei em 2001. Mas você fez também, né, nesses temas?
Fiz Ciências Contábeis. Pô, lá embaixo, lá embaixo, era os mesmos, era bem perto ali.
Que massa, cara! Eu ficava na parte de cima ali e tinha as práticas de formação, né?
Tanto que a gente chamou o André Natalia aqui, que eu conheci ele, foi Porta da IPTV. Eu conheci ele em 2001 lá.
Que massa! Melhor pós-graduação da PUC era Cavernas de Fotografia, era o mais disputado. Eu fiz também, consegui fazer. Mas, cara, é uma época maravilhosa, né? E então assim, já tinha esse preconceito de que, cara, eu tô numa faculdade paga, eu preciso fazer esse negócio acontecer, né? Então, desde o segundo ano, já comecei a fazer bico na faculdade para poder quitar, né, e abater na mensalidade, porque eu achava terrível "Tem que pagar faculdade", sendo que eu vivia numa sociedade onde as pessoas falavam: "Cara, você entrou na USP? Você entrou na Unicamp? É Federal de São Carlos?" E hoje em dia esse negócio é muito diferente, né? Porque, cara, as pessoas ainda estão: "Eu faço um curso na internet, eu sou um bom programador", né? Mudou muito. Então tinha essa carga desse preconceito comigo mesmo, então pensar em mudar atividade profissional ou fazer um outro curso, isso aí jamais era aceitável para mim. Mas aí dentro da CIT essa realidade mudou totalmente, né? Eu acho que o fato de ter ido morar fora, isso abre muito a mente. Você começa a ter outras perspectivas e entender que existem outras possibilidades, que o mundo não é só isso aqui que você vive. Eu falo para as pessoas: "Cara, você tem oportunidade de fazer um MBA e fazer um intercâmbio?
Faz intercâmbio, cara." Você foi morar fora pela empresa, né?
Eu fui duas vezes por conta própria, então primeira vez Canadá, segunda vez Nova Zelândia. Aí depois eu voltei, né, entrei na empresa, aí eu tive a oportunidade de ir para China. Que foi por erro, depois eu posso contar melhor essa história, foi uma falta de comunicação que me fez parar na China e depois eu fui para os Estados Unidos pela empresa, né, então tive essa oportunidade, mas na China eu morei por 6 meses, nos Estados Unidos eu fiquei 1 mês, mas tive essa oportunidade de vivenciar, né, o que que é trabalhar fora do país, né, tá dentro de um escritório, numa cultura totalmente aversa à tua, né.
A cultura da China é bem diferente, né, de trabalho, eles são Aquelas coisas de trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, total.
Eles realmente tem um script de vida, e isso foi muito doido. Entrando rapidamente nesse assunto, então assim, eu fui para China antes de fazer minha transição de carreira, deixar operação técnica e ir para RH. Eu fui na China, mas eu fui lá e eu fui experimentar pela primeira vez o que era fazer coaching dentro de uma organização, e eu fui fazer a primeira vez isso na China, cara. Em inglês para chineses. Olha que doideira! Então, só para contextualizar, eu em 2012 eu comecei a buscar muito, muita capacitação em ser humano. Eu não estudava liderança, estudava tudo aquilo que ajudava a pessoa a ser melhor, né? Até conto que meu primeiro curso de liderança foi fazer terapia para poder me entender. Então isso começa a mudar minha jornada profissional, porque eu comecei a entender que primeiro era sobre mim, para depois sobre os outros. E esse treco é um negócio que ele é, ele quebra paradigma, ele perturba as pessoas numa organização. Como assim, né? Terapia, esse negócio é um negócio obscuro ainda. As pessoas tendem a não mexer com isso, isso aí não é local para se lidar. E tem, cara, é você. Então fui buscar terapia. É visto como algo meio místico, é místico, é abraçar árvore, é um negócio que, cara, e se as pessoas choram? O que que a gente faz? Tem esse medo ainda, né?
Isso tá ligado, o pessoal tá ligado 100% ao profissional, porque às vezes aquela galera fala, não, entrou aqui na empresa é profissional, mas "Como que você vai esquecer um problema?" Essa é a frase grande de uma empresa que preserva o comando e controle ainda, né?
Que, pô, vamos separar as coisas, aqui eu trato você... Cara, ser humano é uma coisa sistêmica, cara, não tem como você separar as emoções do ser humano. Então só para concluir esse pedaço, fui me aperfeiçoando, fazendo uma série de cursos, e lá em 2012, 2013, foi o momento que o coaching deu um baita de um up no Brasil aqui, né? E essa é uma habilidade que eu defendo com unhas e dentes, porque eu acho que essa é uma habilidade que faz toda a diferença dentro do contexto corporativo. Existe toda uma deturbação do que é coaching, mas dentro da empresa ela é uma habilidade de liderança essencial. E eu comecei a estudar muito, praticar muito isso, fazer isso com os meus times e comecei a ter resultado. A equipe começava a performar mais, eu comecei a acelerar minha carreira aplicando em mim. E quando eu fui para China, por um erro de comunicação, porque eu queria ir para os Estados Unidos, mas eu falei para o meu líder na época que eu queria uma oportunidade fora do Brasil, mas na minha cabeça estava: cara, eu pedi Estados Unidos porque todos os meus amigos estavam indo para lá. Quando ele voltou, falou: cara, conseguiu! Falei: mas já tava, pô, já pensando no sonho americano, né? Vamos viver um negócio louco lá. Eu quero pôr a China. E o cara, China, velho, nem nos meus maiores sonhos ou pesadelos eu pensava em um dia ir para China. Tinha outros lugares no mundo que eu queria conhecer, China. Mas a China foi o lugar e o movimento essencial para minha carreira. Essencial, cara, porque você ir para um contexto e lá— e eu falei, então eu vou, mas eu vou fazer coaching com a galera. Eu falei isso para ele, ele falou, cara, eu não sei o que que é isso. Mas resolve a parada lá que tá todo mundo de problema. Então eu fui para liderar líderes lá, eu fui para ajudar pessoas a destravar o potencial delas, cara. Então foi um baita de um desafio muito doido, porque você chega para um chinês que ele tem um script de vida, você vai falar de mentalidade, cara, você vai falar sobre ser humano, sobre emoções. Muita gente fala, você tá doido, velho, você vai provocar uma revolução na rua aqui. "Eu quero ver depois o que vai virar." Mas esse foi a diferença que fez toda a diferença na minha jornada, encarar esse desafio. E durante o processo lá foi maravilhoso, a gente promoveu 5, 6 líderes que estavam no processo ali se engajando. O negócio foi assim, a China foi um momento da minha vida divisor de águas, de verdade. Aí eu volto da China e lá na China eu conheci o presidente da CIT, de carne e osso, tive a oportunidade de sair e jantar com ele várias vezes. O vice-presidente de RH tava lá também. E aí eu lembro de, na época a gente tava começando a vivenciar muito a filosofia Lean, e no Lean tem a palavrinha Gemba, né, que Gemba é ir aonde as coisas acontecem. Então ele, o César, né, o presidente, com o VP, foram nas operações ali ver como é que tava sendo e fazendo pergunta para as pessoas. E uma das perguntas foi: cara, que que tá massa aqui? Conta para gente. Pô, tá isso, tá isso, é isso. E cara, o Marlon, cara, o que ele tá fazendo, o coaching, "Por que que é isso?" Os caras não sabiam, então comecei também a contar para eles e o VP falou: "Cara, quando é que você volta?" Falei: "Cara, daqui 5 meses, né?" "Quando você voltar, vamos ver de a gente colocar isso aqui como parte da corporação, fazer parte do processo da empresa, instalar mesmo, desenvolver esse tema na organização." E aí, cara, voltei, não aconteceu de cara como imaginei, falei: "Pô, agora consegui aquilo que eu queria, né? Vou ser coach executivo da empresa, que massa, meu sonho era isso." Aí eu cheguei, ainda tive que gerenciar mais um projeto na época, baita de um projeto, 2014, Copa do Mundo acontecendo, baita projeto. Brasil, Brasil, pô, a gente, né, a empresa que tava, com a gente tava desenvolvendo serviço, não vou falar de marcas aqui, mas uma grande empresa de bebidas vermelhas que tinha ali, pô, criar a maior bandeira no campo, e a gente fez esse negócio. Mas ali eu entendi meu propósito, cara. Porque aí, né, o sonho de ir para os Estados Unidos aconteceu. Eu fui lá ficar dentro da empresa, só que eu não conhecia a cidade, velho. Eu fui para Atlanta, em um mês eu não vi Atlanta, cara. Que eu entrava trabalhar às 8, saía meia-noite, cara.
E sabe uma coisa que é normal no americano, cara? Isso aí eu aprendi também, trabalhei em multinacional. O americano não faz pausas de almoço, cara.
Isso me irritava, cara.
Ele vai, faz um lanchinho, ele pega as coisas e vai comendo.
Tem um conceito de brown brown bag, né, que é o saquinho do lanche ali na mesa.
Ele vai direto.
Eu acho que até por isso do café da manhã reforçado.
E aí você imagina para mim, com o perfil de que, cara, eu gosto, né, um dos meus talentos é inteligência social, gosto de estar com as pessoas, cara, não tem pausa, velho. Aí eu comecei a ver todo aquele cenário, né, de um futuro de um cara que já não era mais o futuro arquiteto de software, mas eu já pensava ali que eu seria um gerente de projetos. E eu falava: cara, é isso aqui, é isso aqui. Inclusive morar fora, né, você sair da empresa 10, meia-noite, e continuar no hotel respondendo e-mail até às 3 da manhã. Tudo bem, o contexto ali era um projeto com data escrita em pedra, né, mega, exato. Mas eu acho que não mudaria tanto a vida não. E eu lembro que eu voltei para o Brasil ali julho já, né, próximo da Copa começar. Eu fui sair com meu carro de madrugada da empresa, o carro não funcionou, deu uma bica no pneu, cara. E nesse momento eu estava ali: "Cara, o que eu quero fazer da vida? O que eu quero de verdade?" E aí tem aquelas pessoas que sempre provocavam: "Ah, cara, se você morrer um dia, o que você gostaria de ver na tua lápide?" E esse momento, aquilo que parecia frase de para-choque de caminhão, fez total sentido. Eu falei: "Cara, eu quero trabalhar com coaching, eu quero ajudar as pessoas a destravar o potencial delas." E aí eu voltei pra empresa, aí tem um negócio muito legal sobre protagonismo e responsabilidade. Seria muito mais fácil chegar e falar assim: pô, vocês não me dão oportunidade lá, a China se prometeu isso para mim. Eu cheguei e falei: cara, é isso que eu quero fazer, voltei para o VP, é isso que eu quero fazer. E eu sei que para vocês é uma outra pegada, e tá tudo certo, eu vou procurar no mercado, que eu vou montar minha empresa. E aí eu lembro da frase dele: quando é que você começa no RH? Quando é que você vai montar isso no RH? Cara, aquilo foi a maior surpresa, cara. E aí aconteceu. 2014, entregamos o projeto no dia ali da abertura da Copa. Lembro que tava eu mais 3 analistas na sala, a gente apertou o botão do início da Copa e passando acho que 2 ou 3 jogos ali, eu comecei a me movimentar para o RH da empresa.
Cara, que jornada, hein?
Uma jornada muito louca, cara. E lá eu começo então esse movimento de viver uma vida nova, conseguindo de verdade exercer aquilo que eu era bom, cara. Isso, ó, eu não sei se vocês, acho que pelo olhar de vocês, vocês fazem isso, né? Mas tem muita gente que eu conheço e sei que não sabe o que que é isso e que acha que isso não existe, inclusive, e viver a essência.
E sabe uma coisa que me conectou muito a você naquela sua palestra, né, no evento, Marlon? Porque, cara, eu me vi, eu me vi a minha história.
Ó, que massa!
Porque você comentando também um pouco da sua trajetória, eu conectei com a minha, sabe? Também passei quase 20 anos como executivo financeiro multinacional. E aí eu sofro um acidente, né? Sofro um acidente jogando bola, brincando, rompo ligamento, vou para o hospital. E o cara, minha cabeça era assim: não vejo a hora de voltar para o meu trabalho porque eu tenho fechamento. Trabalhava numa grande indústria aqui e o diretor, o presidente da empresa me ligando, né? Eu: não, não, eu vou operar. Mas mesmo com as muletas, eu vou e volto para o trabalho. Cara, naquele dia no hospital, a menina me deu um monte de papel para assinar. Eu tô lá assinando os papéis, aí eu falei: pô, mas já assinei um monte de coisa lá no plano de saúde, que que é isso aqui? Isso aqui é um termo de responsabilidade, é que você tá ciente que é uma cirurgia, você vai ficar acho que 10, 12 horas de cirurgia, vai reconstruir o joelho e tal. É um termo que o senhor sabe que pode ocorrer qualquer imprevisto na cirurgia, e o senhor pode vir a óbito. E se o senhor aceita ou não doação de órgãos? Cara, aquilo me deixou—
notícia maravilhosa, cara.
Mas ali foi, ali foi a virada de página da minha vida. Eu falei, caramba, hoje posso acabar? Não falei tchau para o meu pai, não falei tchau para minha mãe, não falei tchau para o meu filho, né, do meu primeiro casamento. E, cara, o que que eu tô fazendo aqui? O que que eu tô construindo? E naquele período ali de, ali que foi muito bacana, a hora que você tava dando a sua palestra, eu, cara, passou um filme na minha cabeça. E aí comecei, porque, porque não, e foi, cara, foi. E eu acho que você faz isso com muita maestria. Quando eu saí dali, eu falei, cara, eu preciso aprender alguma coisa para me conhecer, porque se eu não souber quem eu sou, como é que eu vou executar alguma coisa aqui? Parece que eu tô trabalhando no automático, parece um robô, sabe? Ainda mais a minha área, cara, fechamento não sei o quê, trabalha repórter, não sei, fechamento, cara. E era aquele looping sem fim, né, que ficava triste no domingo. E aí eu falei, poxa, eu vou procurar alguma coisa para me autoconhecer, cara. O primeiro termo que chegou no Google para mim foi coaching. E dali começou a minha jornada para entender o que é o coaching. Fui fazer curso de coaching, fiz master, não sei o quê, PNL, fiz de tudo isso daí, cara. O ano de 2016 e 2017 foi inteiro de formação. E, cara, foi uma virada de chave na minha vida. Por quê? Porque eu achava que eu ia ser o diretor financeiro, executivo, ia trabalhar sempre nessa área. E naquele momento eu desliguei, cara, falei: não, eu preciso me conhecer primeiro.
Que massa, né?
Então eu utilizei do coaching para aplicar em mim, né? Apliquei, busquei o meu propósito, e ali foi a virada de chave. Aí foi que eu me desliguei da multinacional, abrimos a Bicont e começamos a empreender trazendo toda aquela tecnologia, propósito, né? Então hoje eu consigo saber, eu sou prova que o coaching fez diferença na minha vida, me ajudou a sair de uma depressão, de um processo bem doloroso. E cara, eu acho que você conseguiu fazer isso lá dentro de uma multinacional que é algo praticamente impossível, né?
Engessado. E de TI, né?
E TI.
Esse acho que é um negócio, eu acho que assim, eu consegui fazer o melhor casamento da minha jornada profissional por ter um background de TI, isso me ajudou muito, né? E transformar a indústria de TI é um negócio legal, porque você consegue conectar esse mundo mais subjetivo com o mundo da racionalidade, né? Do pragmatismo, das equações, né? Eu falo que para ensinar as pessoas em TI, você tem que trazer uma fórmula. Tem fórmula, tem 3 coisas: fórmula, tem que ter um artigo da McKinsey, que ela fala: cara, apareceu na McKinsey, lá em Harvard, cara. E você tem que ter uma porcentagem muito grande, 45% das pessoas. Aí os cara fala: ô, deixa eu te ouvir mais, cara. Isso aí é padrão, você começa a observar, é isso. Eu falei até para os VPs, cara, você tá revelando nosso segredo? Mas é isso, cara. Empresa de TI, a forma de pensar, querendo ou não, o grande as grandes cabeças, ainda a maioria das pessoas, veem tecnologia e são pessoas que têm uma tendência mais introspectiva, a mais racionalização. Então você precisa aprender o quê? A conversar com a mente dessas pessoas. E é esse tipo de liderança que eu gosto de ensinar, essa liderança que aprende sobre padrões do ser humano e como é que eu faço esse movimento de conexão. Cara, as pessoas ainda tendem a buscar, né, liderança E eu ouço muito isso: "Cara, estamos com problema de liderança aqui, pode dar um curso de feedback?" É isso, cara. E liderança não é isso.
Remediar.
Remediar. É 2, 3 semanas, 1 mês, o problema volta. Sabe por quê? Porque a gente não ensina as nossas pessoas a pensarem em problemas. Tem uma teoria, teoria não, uma tese, um mantra, sei lá. Se você criou o problema, você resolve o problema, cara. Eu tenho que ser aqui o teu guia, o teu facilitador, o cara que te ajuda a orquestrar. A minha conexão contigo vai ser na tua mente. Você tem o quê? Você tem estratégias aí dentro, você tem crenças e tem valores. Você tem emoções. Eu vou te ajudar a olhar pra isso e juntar ou a ressignificar algumas coisas. Esse é o papel do líder. Agora, as pessoas pensam que liderança é gestão. Essa mistura maluca que existe no mundo corporativo ainda. Liderança é gestão. Então você abre uma agenda para falar de liderança, cara, em 10 segundos tá falando de processo. Não, porque o líder tem que saber fazer um forecast. Cara, isso é gestão! Liderança é sobre pessoas, liderança sobre ser humano. Eu tenho uma mentora que ela fala para mim o seguinte: Marlon, abrir agenda de liderança é para falar sobre talentos. Legal. É isso, cara. Forecast, budget, férias, cara. Ah, tem alocação, isso aí é processo. E por que que dá errado a gestão? Porque as pessoas não seguem o processo, velho. Elas querem fazer o jeitinho. Essa é a nossa cultura, né? Tem sempre um jeitinho, mas eu não sigo aquilo. E é muito interessante, porque como eu falei pra você, tava falando aqui em off pra vocês, por mais que você dê um passo a passo, as pessoas querem mais script, mais script ainda, porque elas querem encurtar a jornada. Elas não querem pagar o preço do desenvolvimento. Do pensar fora da caixa, de poder realmente me conectar com a emoção do ser humano. Então eu fico procurando por atalho. Então muitas vezes a gente fala lá, né, que as pessoas que não conseguem realizar alguma coisa, tá faltando vitamina B. Que que é vitamina B? É o básico do básico do básico, cara.
Mas na verdade tem aquela questão também de olhar muito para fora, né? E toda vez queria achar um culpado. Cara, é o drama, o drama, né?
O drama corporativo. E tem 3 pilares, né? É a vítima, a vítima, o vilão e o herói.
Isso faz parte da cada hora muda de máscara, né?
Cada hora. E o problema das lideranças hoje em dia, ou dos gestores, é que eles querem ser heróis, cara.
Por quê?
Porque quando eu me torno herói, eu tenho o quê? Feedback pra mim. Cara, cê é foda, cara. É massa trampar com você. Cê me ajudou. Só que, cara, liderança é igual paternidade e maternidade. Não é sobre você mais. E isso é trocar de pele. Isso é trocar de pele. Eu posso dizer pra vocês que em liderança eu tô num estágio bem avançado disso aí. Mas como pai eu tô aprendendo ainda, cara. Porque você tem todo o seu ego, todas as suas questões, aquilo que você quer fazer e realizar, só que você tem uma outra pessoa que você precisa agora ser responsável. Liderança é a mesma coisa. Eu falo para as pessoas que o maior desafio do líder, primeiro, você tem que estar apto e entender que seu papel ali como líder é desenvolver próximos líderes. Segundo ponto, não é sobre você preencher a sua necessidade de certeza ou significância. É você trabalhar contribuição, cara.
A contribuição.
E esse é um negócio que pega para caramba. E é por isso que as pessoas precisam de mentoria, porque não é natural. Isso não tá no nosso— não, a gente não vem com essa app hoje. Você tem que baixar ela, e para baixar não basta só baixar, você tem que ter alguém que te ajude a manusear ela, porque ela não é intuitiva. Esse é um treco legal também, as pessoas confundem. A liderança não é algo intuitivo, não é algo intuitivo. Olha que interessante, né? A minha irmã é dentista, ela e o marido dela. Eu tava tendo um papo sobre fio dental esse fim de semana com ele. Ele falou: "Cara, eu vou te ensinar a usar fio dental." Eu falei: "Ah, para, que besteira, né?" Passar fio dental... E minha irmã falava pra mim, né? "Cara, não adianta você escovar o dente e não passar fio dental." E eu até falo que liderança sem segurança psicológica é escovar o dente sem passar fio dental. Só que agora eu fui no nível mais master ainda, né? Sobre fio dental. Tem tamanho certo da fita. É mais de 70cm, é por isso que o bagulho vem grande no rolo. E o que eu tô querendo contar com isso? Que passar o fio dental, a gente acha que é intuitivo, mas não é. Você precisa de ter um método de conhecimento. Liderança é a mesma coisa. Se vai no intuitivo, você pega o quê? Você pega a fita lá e mete na gengiva, vai até machucar. Com o tempo, isso pode causar problemas. Liderança intuitiva vai para o comando e controle. Você vai machucar, você vai causar problemas a longo prazo. Liderança precisa de metodologia. De estratégia. Precisa ter, cara, uma estrutura para seguir. A nossa mente precisa disso. Até que você fique no nível mais ninja, você consegue já ter isso aí na face, mas antes você precisa dessa guiança, cara. É igual, agora a gente, as pessoas falam, né, psicólogo tem que ter psicólogo, o líder tem que ter mentor, cara. Se você tá no papel de liderança numa empresa, cadê o teu mentor? Dentro ou fora, você tem que ter um mentor, alguém que te guie de verdade. Eu diria mais, devia ter uma terapia aí, porque é necessário, o ser humano é necessário. Então isso é muito massa, isso é um negócio importante.
Você falou que o papel do líder é desenvolver novos líderes, né? Mas eu acho que nem todo mundo às vezes nasceu para aquilo, né? Como que você consegue distinguir? Ah, esse daqui, se eu trabalhar, então vai dar certo. Esse daqui, pô, já não, vamos tentar outra coisa para ele.
Massa, cara, esse ponto é sensacional. Primeiro de tudo, liderança é uma habilidade, ela é treinável. Qualquer pessoa pode desenvolver ela. Existem pessoas que têm predisposição para liderança. Você vê desde novinho, novinha, ou, né, em faculdade liderando projetos já. E na empresa é uma pessoa que tem uma habilidade com o ser humano diferenciada. Então tem pessoas que têm a predisposição, mas precisa de treino, precisa de treino. E tem pessoas assim como eu, que não tinha essa predisposição. Eu fui trabalhando isso. Eu fui aprendendo isso e fui tomando gosto por esse caminho. Então assim, primeiro de tudo, é treinável. Não é aquela— muitas pessoas falam que nasceu com o dom da liderança. Não, tem uma predisposição. Inclusive hoje existem diagnósticos, avaliações que conseguem medir isso. Você tem uma predisposição. E outro ponto é dois tipos de movimentos que os líderes têm que fazer quando a gente fala que líderes têm que criar novos líderes. Primeiro, se aquela pessoa tem uma predisposição para ser líder, que massa, você vai investir nela para que ela possa treinar equipes, que ela possa ser líderes de outras pessoas, aprender a lidar com o ser humano. Mas tem aquelas que não, cara, que não curtem, que o negócio da pessoa é lidar com o computador mesmo, eu me dou bem aqui, apesar de que a gente tá em comunicação com pessoas todo tempo, mas tem as pessoas que não curte essa parada. O ponto é: a tua carreira. Liderança, quando eu não tenho um time, tem a ver com protagonismo. Se não existe protagonismo, existe uma outra coisa: o vitimismo. E aí ferrou. Esse é um dos maus das organizações hoje. O excesso de vitimismo das pessoas.
Por quê?
Porque elas não estão ali nem olhando para a própria carreira, cara. Ah, mas meu líder não falou comigo hoje. Ah, mas não dei feedback. Tá, e quando que você foi atrás? Mas eu tenho que ir, cara. O mundo de RH ouve muito isso aí ainda, ainda acontece. Então quando eu falo, né, que papel do líder é desenvolver outros líderes, ou é na habilidade para que eu possa tomar conta da minha própria carreira ou eu posso tomar conta de equipes, de times também. Então não tem como escapar dessa habilidade, faz toda a diferença.
Porque a carreira é você empreender dentro de um CNPJ que não é seu.
Exato, cara. E esse é um mindset diferencial também. Eu comecei fazendo o quê? Sendo intraempreendedor na empresa, criando uma área do zero que não existia lá dentro.
Sensacional.
E como é que eu fiz isso? Aplicando esse conceito em mim. É minha responsabilidade. Cara, eu lembro até hoje, eu bati na porta do VP e disse assim, porque Eu fiz o primeiro curso online da empresa, eu criei. E eu criei um curso para ensinar líderes a utilizarem ferramentas de coaching na empresa, porque a gente era carente de ferramental de liderança. Eu falei, cara, essas ferramentas vão ajudar aproximação das pessoas. Então eu trouxe, criei lá 10 aulas online, gravei eu, meu celular. Depois das 6 eu gravava até meia-noite. Eu não sabia nada sobre recortar e editar, então se eu fazer errado eu gravava tudo de novo. Então tem vídeo que eu gravei 6, 7 vezes, cara. Mas montei um curso e comecei a ver, legal, front line da empresa fazia, né, até gestores chegava, depois não tinha mais ninguém. Aí eu cheguei no VP lá e falei: cara, os VPs não fazem, os diretores não fazem, né. E cara, é uma coisa que você tem que aprender, nunca cutuque um VP, um diretor, sem você trazer um argumento bom, né. E aí eu cheguei lá e esse cara é sensacional, ele me disse assim: legal, bacana, "Por que que eles não estão fazendo? Você já se perguntou? Será que o curso atrai a mentalidade deles ou não?" Cara, aquele momento eu falei: "Cara, que idiota que eu sou!" Eu tô indo jogar uma responsa, talvez de um conteúdo que não foi atrativo, que eu não criei uma conexão com essa camada, pro cara: "Você tem que fazer algo!" Cara, qual que é a tua responsa nisso? E aí, pra mim, caiu a ficha. Porque naquela época eu não liderava ninguém, eu tava montando o curso, Pensando em criar uma área, eu fui eu time por muito tempo. Então não liderava ninguém, mas eu tive que aprender a liderar as minhas coisas. E sabe uma coisa que é essencial? Liderar tua comunicação, velho. Para não fazer movimentos como esse, para não fazer movimentos de pedir para ir para um lugar e parar na China. Se você não tem liderança no teu mindset, ferrou, ferrou. A empresa vai te colocar em diversas posições, você aceita, às vezes até por questões financeiras, Mas você vai estar infeliz, você vai estar puto dizendo: "É, mas ninguém nunca me ouve quando eu peço." Cadê o teu protagonismo? E protagonismo tem a ver com eu desenvolver essa habilidade de liderança em mim, cara.
Sensacional.
Muito bom, hein?
Sensacional. E aí entra, acho que casa um pouquinho até com o papo que a gente teve aqui com Eduardo Bambrilla, né?
Tava pensando nisso agora.
Ele é apresentador aqui da IPTV e ele diz, né, do poder da comunicação certeira, né? Se você não souber se comunicar corretamente, Pode ser que a sua informação chegue de forma distorcida, né? É uma habilidade. O Marlon, como que foi para você? Pode ser algo muito, até muito pessoal, né? De você trazer, você descobriu uma metodologia, cara, para mim é um divisor de águas. Quando fala das técnicas lá, o SMART, né, cara? Tudo isso aí é os livros desse tamanho. Eu fiz Sociedade Latino-Americana de Coaching. Slava, Sullivan França, cara. Os livros do Sullivan era tudo assim, cara. E aquelas práticas, meu, era loucura. E era ferramenta, ferramenta, ferramenta. Depois eu fui fazer um outro que chamava IBC, José Roberto Marques, cara. Aí era tudo místico, deitava no triângulo, era, cara, uns negócio muito louco.
Você sabe do que eu tô falando.
Então, é, cara, é um divisor de águas. São várias técnicas e ferramentas milenares até, se eu me engano, né? Você lê a Bíblia, você vê Jesus aplicando coaching com os discípulos. É sério, é sensacional. Você lê a Bíblia, você vê Jesus aplicando o que eles querem, que eles falam, quem eu sou, sabe? Tipo, ele tira a resposta dos discípulos e é uma ferramenta incrível. Eu acho que é apaixonante até, né? Só que você vem de uma construção de uma carreira Como que foi abrir mão de, poxa, não estou mais como um analista de sistemas e agora eu sei que essa metodologia é que talvez muito, muito desenvolvida, talvez em outros cursos até, psicologia, né? Eu vou tornar ela como a minha matriz principal da minha carreira. Como que foi fazer essa migração para você?
Te ouvindo falar, eu consigo me ver no dia, cara.
Lembrado disso aí, porque, Marlon Silva Domingues, assim, cara, eu sou um contador, eu sou um cara analítico, sou um cara estrategista, sou um cara que vou para ação, mas eu sei, eu retorno e analiso estratégico. Em algum momento eu falei, pô, vou virar coaching, vou fazer coaching, e a gente até treinado a fazer isso, né, os pró-bônus. Mas eu vi que não era minha praia, cara. Tentei, não consegui. Falei, não é minha praia, eu tenho que usar essa metodologia para o meu dia a dia, com os meus clientes, com os meus, né, meus colaboradores. Então eu vi que aquilo era uma abordagem interna para mim, para eu desenvolver. Já o seu caso foi diferente, né? Como que foi isso?
Como que é legal? Porque assim, dentro do contexto que eu vivi de formação de coaching, a maioria saía para empreender, ter seu próprio, sua própria empresa de coaching, tudo mais. E eu sempre tive na cabeça, eu queria fazer isso dentro do mundo corporativo. E todo mundo falava, cara, você é doente, você é louco, porque Não existia referência, né? Os coaches executivos era coisa de história de livro, tipo, pô, o Michael Dell tem coach, né? O cara do Google, Bill Gates, tem um coach, né? Esses caras contratam um coach executivo ali, pô, é difícil demais chegar lá. E, cara, eu criei uma área interna só de coaching. Antes de virar uma área de liderança que é hoje, era uma área 100% de coaching, cara. Eu hoje até penso em falar, né, porque as pessoas, pô, lá vai mais Mas foi diferente a história. Eu, cara, eu quando fiz a formação, primeira formação de coaching aqui em Campinas, eu pilhei demais, mas aquela coisa da euforia, né, das formações e tal. Saí muito pilhado, mas ali eu senti algo diferente no domingo, porque acaba no domingo. Falei: "Cara, eu quero usar isso aqui na empresa, velho. Quero arrebentar isso aqui na empresa." Show! E pra mim, qual que foi a conexão? E aí talvez muitas pessoas não saibam. O coaching, ele é uma herança da Programação Neurolinguística. A Programação Neurolinguística foi desenvolvida por um dos alunos que criou, né, a estrutura. Ele era de computação, então foi esse pensamento dele racional em aprender, né. A história é a seguinte, né, uma das minhas mentoras, ela foi aluna do Bandler e do Grinder, né, os criadores da PNL, e ela Diz que ele conta inclusive que ele tava sentado, o Bundler sentado, ele era um cara que ele trabalhava ali, fazia bico gravando sessões de treinamento de psiquiatras, psicólogos. Fritz Perls era um deles lá. Milton Erikson também. Eles sentavam lá e ele ficava o quê? Ele tinha uma capacidade do quê? De fazer coisas e ouvir. Então ele conseguia essa habilidade aí. Ele começou a ouvir as questões emocionais que eram tratadas ali e falou: cara, que massa! E principalmente o feedback das pessoas: ah, porque eu consegui isso na minha vida, aí eu mudei, aí eu parei de fumar, não sei o quê. Ele falou: pô, mas pera aí, qual que é o padrão? O que que esses caras fazem que ajuda as pessoas a se desenvolver? E ele começou a o quê? Observar padrões. E dos padrões ele trouxe o quê, cara? Uma estratégia, uma estrutura totalmente racional.
É um sistema.
Então a mente humana é um sistema. Então pra mim esse foi o clique lá no curso. Cara, eu não tô fugindo daquilo que eu aprendi, eu tô agregando de um lado do ser humano que ele é muito mais pragmático do que simplesmente, né, eu fazer um curso de neurociência que é muito mais filosófico, né, ou fazer um curso de gestão de RH. Não, é um negócio ali prático. Então eu falei: esse negócio vai dar barato na empresa. Praticidade, ferramental. Então eu fui, eu fui nessa energia. Acho que o assunto que eu mais estudei na minha vida chama-se coaching, porque eu não me contentei com uma formação, não me contentei com as abordagens do Brasil. Eu queria saber como que era fora, eu queria saber como que era na China. Então eu visitei universidades que tinham lá o coaching lá dentro. Então assim, cara, eu posso falar para vocês que eu conheço desse assunto e conheço as barbaridades do assunto também. E isso nunca me afetou.
E nos anos 80, né, o Anthony Robbins, quando começou também, ele foi fazer curso com ele, cara.
Ele é o cara que conseguiu transformar isso num evento, né, terapêutico, inclusive, trazendo ferramentas para ajudar as pessoas. Então ele é a maior referência. Mas o coaching, na verdade, nasce de um treinador de tênis, jogo interno do tênis. Ele nasce disso aí, né. Quando o cara ele observa seus jogadores e fala: cara, esses cara tem todas as técnicas, velho, por que que esses caras não ganham? Emoção, emocional. Ele começa a entender então que ele tinha que trabalhar a mentalidade das pessoas. E aí que nasce toda abordagem. E é muito mais que hoje, né, eu falo isso todos os cantos da empresa, falo na minha formação, que tem um mantra: o problema não é o problema, o problema que tá por trás dos problemas. O que está por trás de um problema é as emoções do ser humano. É isso que os líderes deveriam aprender e pouquíssimas pessoas fazem. E é isso que eu me dedico a fazer nos meus produtos digitais, a ensinar isso. Existem 4 grandes problemas que aparecem nas empresas relacionados a seres humanos. Isso aí foi aprendendo a observar padrões. Então em 14 anos de empresa e 9 anos de RH, cara, toda vez que tem uma queixa, um problema, uma dificuldade, uma barreira, elas estão dentro de 4 grandes temas. O primeiro, a comunicação. Comunicação, cara, eu vou arriscar dizer aqui, ó, executivos, agora vocês vão gostar, 85% das pessoas trazem problemas de comunicação, cara. É isso, é comunicação, é o jeito que eu falo, você compreende de outro jeito, aí você fala, cara, que desgraçado, velho, eu sou cliente dele, como assim? Exato, exato, cara. Esse inclusive é um tema, um ponto que me despertou para esse caminho. Quando eu tava trabalhando como programador ainda, o primeiro reconhecimento que eu tive na empresa, da cliente que era dada como uma cliente grosseira, né, hostil, foi comunicação. Ela pediu para empresa me reconhecer porque eu tinha uma boa comunicação. Caraca, como assim? Em outro idioma ainda? Pô, consigo fazer essa conexão? Isso se chama rapport. Foi descobrir muito tempo depois. Não é sobre a minha língua falada, é sobre como é que eu crio essa conexão com as pessoas. Então comunicação é o ponto número 1.
Por quê?
Porque as pessoas não criam conexão. Cara, para poder vir aqui eu fui assistir um podcast de vocês, eu tô preocupado, eu tô interessado, eu tô curioso para saber como é que vocês funcionam. Eu já sabia como que era a sala de vocês, minimamente essa conexão, o rapport. Eu cheguei aqui, eu sentei no sofá, comecei a falar, falei para o Duca: pô, Duca, sei lá, falou da John John, você falou, né, cara? Por quê? Eu tô buscando conexão. Em 3 minutos a gente já tava fazendo podcast no sofá ali, tanta coisa, trocando ideia. Cara, é isso. Então o problema número 1 é comunicação. Problema número 2: não tem como escovar o dente sem fio dental. Segurança psicológica não existe sem— a liderança não existe sem segurança psicológica. Esse é o tema número 2. As pessoas não se sentem pertencentes, incluídas. No ambiente que elas estão. Isso se chama— existe um nome novo para algo antigo: segurança psicológica. Então esse é um segundo tema que aparece com muita frequência. Eu não tenho espaço para errar, eu não tenho espaço para experimentar, eu sou hostilizado quando eu abro meu coração e sou vulnerável, eu não tenho permissão para me sentir pertencente aqui e, quiçá, desafiar status quo. E assim, mesmo assim, as empresas querem que as pessoas inovem. Não existe inovação sem inclusão.
É incongruente até, né?
Não tem como. Então esse é o segundo grande tema que aparece. Terceiro grande tema que aparece, ficou aflorado pós-pandemia: felicidade, saúde e bem-estar. Cara, as empresas precisam olhar para isso. Como é que eu elevo o nível de engajamento com a saúde e bem-estar das minhas pessoas? Altas jornadas já não funcionam mais. Eu preciso possibilitar esse movimento mais híbrido. Né, esse movimento das pessoas estarem em lugares diferentes, de se conectarem mais e terem essa possibilidade de ter mais atividades físicas, emocionais e mentais no ambiente corporativo. É o terceiro grande tema. E o quarto tema é a liderança. O quarto tema é liderança. Então a liderança, a gente chegou nela depois que você conseguiu construir todas essas etapas. Aí sim, precisamos entender sobre modelo de liderança, Modelos sustentáveis de liderança, mudar o mindset das pessoas que líder tá olhando para os talentos, para as pessoas. As pessoas têm que resolver os problemas, não o líder. Ele precisa ensinar as pessoas a fazerem isso. Então, para mim, qualquer ser humano deveria compreender esses 4 temas. E essa é a minha dedicação, é isso que me dá um grande propósito. Cara, se você consegue aprender minimamente a olhar para esses 4 temas, a tua jornada vai ser muito melhor, muito melhor. Porque foi isso que aconteceu comigo, de um cara que tinha dor de barriga e assistia a música do Fantástico, para um cara que curte Segunda-Feira. Porque eu sei o quê, cara? Eu sei que o ser humano tem outras questões aí, não é pessoal, é emocional o jogo. O Tony Robbins fala, né, business is emotional and spiritual game. É isso, cara. Se você compreende isso, você começa a fazer movimentos contextos diferentes. Só que de novo, batendo essa tecla, não é intuitivo. Não adianta só ouvir o podcast ou ler um livro, você tem que praticar isso aí. Você precisa de guiança, cara, por um tempo.
Talvez acho que fosse interessante se a gente tivesse desde a época do fundamental, né, cara, um, alguma, algo relacionado à mentalidade, autoconhecimento, para já quando se tornar um profissional você já tá com aquilo mais aflorado em você, né.
E uma coisa que a gente conversou até ali nos bastidores, Marlon, mas é ser humano, cara. Eu digo isso por causa da— também vivenciei muito disso, né? Trabalhei em multinacional alemã, que era japonesa, americana, e cara, eu percebo que a gente tá— a gente entrava numa reunião já estruturando mentalmente o que ia responder, se caso alguém falasse alguma coisa, a gente não tava ouvindo. Entendendo, né? Então, a escuta atenta é algo que a gente também não aprendeu, né, cara? A gente não aprendeu a ouvir, né? A ouvir, entender, internalizar, se colocar no lugar do outro, né? E eu acho que dentro das corporações ainda existem muitos conflitos por causa disso, né? Eu já tô querendo me reagir a algo que você vai tentar colocar como uma ideia ou trazer uma situação do passado para tentar justificar uma ação agora, né? Eu vejo muito esse movimento. Como tratar isso, cara, dentro de um ambiente onde existem— pensa, eu tô me colocando agora talvez no seu lugar, de tentar entender como você aplica isso. Existem áreas dentro da empresa que tem perfis de atuação e de responsabilidades diferentes. Um exemplo, a galera da comercial, cara, altamente ousados ao extremo para poder desenvolver novos projetos, fazer novas vendas. Quando você olha lá para o pessoal de TI, totalmente mais analítico e conservador e com mudanças sistêmicas. Contabilidade, então, nem se fale, né? Tudo dentro da lei certinho, não pode ter uma vírgula fora, um centavo é diferença. Como lidar com perfis de pessoas e líderes com perfis comportamentais tão diferentes e fazer tudo isso dar certo no final? Cara, eu posso estar falando besteira aqui, mas eu tô tentando achar uma forma, porque não existe uma única fórmula, né?
Exato. E eu não sei se eu tenho uma forma, mas eu tenho uma, eu tenho um modelo de pensar. E meu modelo pensar é o seguinte: Quando a gente olha para essas características ou olha para os departamentos, né, segmentados, ali é o pessoal da contabilidade, ali é o pessoal do financeiro, você já fala: cara, difícil, porque tem esse perfil, esse estereótipo. Só quando você remove isso e fala: cara, ali tem ser humano e pessoas, e pessoas, é diferente. Todo mundo tem emoções, todo mundo tem algumas emoções universais.. E é desse pressuposto que eu parto. Quando eu fui para China, a primeira atividade que eu tive que fazer foi mediar ou resolver o conflito entre China e Japão, porque nosso delivery era na China, nosso escritório de gestão era no Japão. Duas culturas com históricos de conflito. E aí, o que você vai falar? Cara, o que tá acontecendo? E aí foi aí que eu entendi, porque se eu fosse para a linha de: cara, mas o delivery precisa disso aqui, disso aqui. Não, mas a gestão tá cobrando isso. E eu tinha gestor ali que era indiano, eu tinha analista que era da Rússia. Então não era só um conflito de duas culturas, mas uma Torre de Babel. Então o que que você tem que fazer? Você tem que encontrar algo em comum nas pessoas. E nesse caso, o que que é? Valores. Vocês podem— porque o que que faz as pessoas entrarem em conflito? A diferença entre valores. É isso. Em qualquer situação, você pegar uma guerra, você pegar uma questão de amiguinhos na escola dos seus filhos, é porque aquilo que eu tô falando, o outro tá falando outra coisa, e tem valores por trás.
E pode ser que os valores são até os mesmos, mas em graus diferentes, com critérios diferentes.
Exato, tá numa sequência diferente, exato, em hierarquia diferente. Ele tá lá embaixo, o meu tá aqui em cima. E aí, o que que eu encontrei em comum? Os valores da empresa. Então tudo bem, eu não vou entrar aqui num ponto de discutir se a China é melhor que o Japão ou vice-versa. O ponto aqui é: nós estamos respeitando e estamos seguindo os valores da empresa, porque todos estamos abaixo desses valores. Aí a gente começou a mudar a conversa, porque senão, cara, eu vou entrar numa questão de a China falar: cara, não vou obedecer mais Japão porque esses caras mandaram na gente a vida inteira. Não, esses caras têm que se respeitar porque nós E aí, cara, você percebe que é uma dor pessoal e aí não vai lugar nenhum. Então esse exemplo que você deu dos departamentos, tem que entender que todo mundo é ser humano. Tudo bem, tem ali características, tem ali questões que são individuais, tem, mas a gente parte do pressuposto que o quê? Ser humano, é emoção que tá pegando. O problema não é o problema, tá por trás do problema. Então a minha crítica do meu coleguinha do lado, do meu cliente que tá mudando a data o tempo inteiro, É uma emoção que eu tô sentindo porque está despertando alguma experiência em mim. Talvez uma experiência de que, cara, a última vez que eu atrasei, eu fui mandado embora, ou tomei um baita feedback na frente de todo mundo e foi ruim. Não quero passar por isso de novo. O que que eu faço? Eu trago a minha armadura à tona e começo a conflitar. Mas se eu entendo que eu tô sentindo uma emoção, e estados emocionais são mutáveis, eu consigo transformar isso. Eu consigo ter inteligência emocional de dizer: agora não é o momento, então deixa eu respirar, né? O pessoal, a gente fala de como é que a gente muda o estado emocional. Primeira coisa é mudar a fisiologia. Então aquela coisa de: levanta, toma água, vai andar, isso funciona de verdade. Só que a gente tá tão dentro do problema, e às vezes com uma intenção positiva de querer resolver, você não quer soltar aquilo ali. Então eu olho para ser humano E aí, com o ser humano, eu consigo lidar através dos padrões que eu conheço deles. E para mim vai estar sempre dentro dessas 4 caixinhas que tá alguma questão que tem que ser resolvida.
E, cara, você falou uma coisa bem bacana agora. Durante muitos, muitos anos, né, acho que toda a nossa história, a gente foi muito avaliado pela inteligência cognitiva, né? Você era cobrado e repetir aquilo que a professora assinava, colocava na lousa. Você era A gente foi muito testado nisso, né? Em nenhum momento a gente teve essa habilidade ou esse treinamento do que é ter inteligência emocional. O que que é inteligência emocional, Marlon Silva Domingues?
Cara, olha que massa! Deixa eu só voltar um ponto importante até para fazer uma ponte com isso aí. Você falou, né, você citou pessoas com comportamentos diferentes, com características comportamentais diferentes. Eu nunca usei, por exemplo, na empresa, para trabalho meu, o famoso DISC, um assessment comportamental. Porque para mim existem outras coisas que são talentos que vêm primeiro que isso. Porque por mais que eu saiba o teu comportamento, o teu comportamento, isso vai fazer com que eu fique o quê? Drivado, orientado a isso. Então quer dizer que ele tem um perfil mais, né, de ação, ou dominador, ou aí "Opa, tá beleza, é dominador, tem que ficar quieto, porque se não ficar quieto vai..." Não, eu quero saber os teus talentos, cara. Se você é dominador ou não, tá tudo bem, mas tem talentos por trás disso. E quais são os seus talentos, cara? Isso para mim é muito massa. E aí, ora, fazendo uma ponte com outra pergunta, para mim a inteligência emocional ela se resume numa palavra: autoconhecimento. Começa por aí, porque para ser inteligente emocionalmente, ou seja, eu Conseguir identificar um evento que vem até mim, porque todo evento, toda fala, todo comportamento do externo que chega até mim é um evento, cara. Isso é neutro por natureza, só que eu, com a minha biologia, com a minha química, com a minha experiência de vida, eu começo a colocar o quê? Todo tempero nisso aí, né? Então eu vejo você e falo: cara, esse cara tá de barba, camisa, esse cara tá parecendo um boss, vai dar merda. Eu começo a criar E aí a falta de inteligência emocional faz com que eu faça o quê? Eu jogo esse jogo. Então eu vou entrar na defensividade ou na fuga ou na luta com você. A inteligência emocional é quando eu conheço e sei que isso não é meu, é do outro. Cabe a eu interpretar de uma nova forma, porque eu não estou vendo uma cena do passado, eu estou vendo uma cena agora do presente. Essa pessoa não tá falando comigo em 1997, tá falando hoje.
Perfeito.
Então deixa eu entender o que que tá falando hoje. Então, inteligência emocional, cara, primeiro de tudo eu preciso me conhecer, e a partir desse meu conhecimento, meu autoconhecimento, eu passo a lidar com as minhas emoções de um jeito inteligente, né? Eu tive um treinador que chama Blair Singer, ele fala: quando a inteligência, quando o seu emocional sobe demais, a inteligência desce. E aí eu fico sujeito ao quê? A simplesmente agir de um jeito automático. E o automático leva ao quê? A utilização da nossa mente reptiliana, que é o quê? Sobrevivência. E para sobreviver eu preciso fazer o quê? Atacar e defender. É por isso que a gente— pena— a gente peca demais com inteligência emocional, porque a gente desconhece esse movimento, cara. Então existe estratégias, existe, vou falar aqui, as fórmulas para você poder ter mais consciência disso, tá mais presente com isso e lidar com essas pessoas de outro jeito, com os clientes, né? O cliente, famoso vilão dentro do mundo corporativo.
Acho que na maioria dos casos é como a gente reage aos problemas, né? E não realmente o que o problema é real.
Exato.
Tem um livro que eu gosto muito, eu acho que vários vídeos eu já dei esse exemplo, Cara, aquilo lá, ali matou o livro para mim, né? Acho que eu terminei o livro ali naquela analogia. Construíram um edifício, esqueci o nome do livro, cara, Qual é o Seu Problema, alguma coisa assim. Construíram um edifício e não proporcionaram a quantidade correta ali de pessoas para o elevador. Então o elevador era pequeno e a torre era muito alta, então demorava muito tempo para subir e descer. E as pessoas ficavam muito tempo aguardando, né? E aí começou um burburinho ali, todo mundo reclamar: não, porque esse elevador tem que trocar, ele é ruim, ele é ruim. E aí não tinha como mais mudar o projeto, porque toda a estrutura do elevador já não tinha, cara, ia ter que refazer quase praticamente todo o prédio. E aí, né, uma das formas de você até citou é a questão da ressignificação e a inteligência emocional de entender o que está acontecendo, né? Aí um dos, não sei se foi o síndico, alguém lá falou: 'Pera, vamos tentar mudar a experiência dessas pessoas, em vez delas ficarem reclamando.' Aí ele foi lá e colocou um bebedouro, instalou uma maquininha de café e colocou um espelho. Cara, nunca mais ninguém reclamou do elevador lento, porque enquanto você esperava o elevador, você se olhava no espelho, colocou um som ambiente, ocupava a cabeça. Então ele ressignificou aquilo, né? Eu acho que a inteligência emocional é isso, né? É você navegar nas suas emoções ali, entender o que tá acontecendo e tentar trazer para a realidade ações práticas que você consegue fazer agora, né?
Agora eu aprendi recentemente, eu nunca, eu nunca tive, tinha tido contato antes com o conceito do estoicismo. E aí, né, basicamente tem 3 grandes pilares dentro dessa filosofia, que é o que que você controla O que é que você influencia, o que que você tem que aceitar. Eu achei animal isso aí, cara, porque é exatamente isso que a gente tem que perceber. O que que você— qual é, quais são as coisas que hoje estão no teu controle? É você, cara, é as tuas emoções, é as tuas crenças, teus valores. E a gente pensa que a gente pode controlar ser humano, a gente pensa que a gente pode controlar seus filhos, a gente pensa que pode controlar nossa equipe. Não pode, cara, não pode. Pandemia mostrou isso. Quem não aprendeu ainda, não tem controle. Influência, você pode influenciar pessoas, você deve influenciar pessoas. E aceitação, quando as duas coisas não acontecem, nem controle nem influência, tem que aceitar. E aí é que a famosa frase, né, aceita que dói menos, parece que faz sentido, parece que faz sentido. Aceita que dói menos, porque, cara, se você não conseguiu influenciar, aceita, cara. Tem coisas que não vão mudar. Tem, as pessoas passam muitas vezes uma vida querendo mudar as outras. Não vai mudar, cara, não vai mudar. Você não tem controle disso. Você tem controle do quê? Das suas emoções e como você interpreta aquilo que tá vindo para você e como você reage aquilo que está acontecendo, né? E assim, age ou reage. Se você reage, você entra no triângulo drama, você vai vivenciar vítima, herói e vilão. Se você agir Você tem a condição de fazer o quê? Protagonizar.
Quando Jesus fala daquele, da outra face, ele tá querendo dizer isso, né, cara? É você não ser uma pessoa reativa, né, naquele momento.
Sabe uma coisa legal? Você já citou aqui, né, a Bíblia duas vezes. Esses tempos atrás eu ouvi um cara falar assim: por que que a gente tem que criar conteúdo de desenvolvimento humano? Porque as pessoas não lêem a Bíblia. Tá tudo lá, tá tudo lá, tá tudo lá. E cara, isso foi um negócio muito louco. Existem certos assuntos que quando eu não me considero apto o suficiente de falar, eu fico quieto. Então sobre espiritualidade, religião, eu falo muito pouco, mas não quer dizer que eu não estude, que eu não veja, que eu não tenho práticas. Mas esse negócio é muito louco, cara, e tá lá mesmo. Quando você começa a ler e a interpretar, e a pessoa fala: cara, tá aí, velho, é o que você falou, o coaching tá lá, cara. Mas vai falar que Jesus fazia coaching para você ver, você vai ser cancelado. Então, mas tá lá, no corte não faça isso. Coloca um pi aí.
Jesus, o primeiro coach.
É, cara, mas o próprio Daniel Cury, o maior líder do mundo, Jesus.
Sim, porque você falou do estoicismo, é, o estoicismo é anterior ainda a Jesus, cara. E Marco Aurélio, que é um dos pioneiros do estoicismo, ele, isso é uma metodologia de coaching.
Exato. É isso, cara. E sabe que é legal, né? As pessoas têm essa barreira com o coaching, mas o coaching é a habilidade de eu conseguir destravar o potencial das pessoas sem me meter na vida delas. É isso, tradução, é a minha habilidade de eu conseguir destravar o potencial das pessoas sem me meter na vida delas. Porque nós somos treinados a sermos conselheiros, ou melhor, em outras palavras, a sermos fofoqueiros. Meteu o bedelho na chamada, é isso. Então a pessoa traz um problema, você quer investigar do porquê que aconteceu isso. Mas então tem que, no assunto pessoal, tem que largar, vai divorciar. Não, você tem que mudar de emprego. Não, imagina se ficar numa empresa dessa ganhando pouco. É, cara, é conselho o tempo inteiro, velho. Ninguém faz boas perguntas para você refletir. Eu tava hoje pedalando e eu tava pensando o seguinte, cara, eu sou uma desgraça como conselheiro. Eu sou muito ruim, velho, porque se alguém pede um conselho para mim, como eu tenho algumas visões muito particulares das coisas, eu vou te dar algo e muitas vezes vai sair, vai ser meio rude, eu vou ser meio grosseiro com isso, que tipo eu vou dar, falar muito: é óbvio, é isso! E acho que é por isso que eu tive que aprender tanto sobre coaching, porque eu sou uma outra pessoa. É fazer as perguntas corretas e às vezes é uma pergunta só. Que às vezes você não pode ir direto no ponto, você nem deve, nem é meu. Então é para mim essa filosofia: se você me traz um problema, amigão, problema é teu, porque se eu tocar nisso aí vai ser meu também, e eu não quero mais problema na minha vida não. Então deixa eu te ensinar a construir um pensamento, porque nós temos pontos cegos, cara. Eu não consigo olhar para coisas que você tá vendo daí, eu não consigo olhar meu rosto daqui, você tá conseguindo ver. É isso que é um bom coach faz, ele vai te provocar A falar: "Caramba, peraí, né? O que que falta para você se ver? Falta um espelho. Eu não tinha pensado nisso." E eu tenho ouvido cada vez mais, né, o óbvio precisa ser dito. Cada vez mais o óbvio precisa ser dito. Esse negócio é tão interessante, fazendo uma ponte com o mundo executivo, com a liderança. As empresas tendem a esquecer que quanto mais alto o nível que você tá numa organização, mais cuidados tem que ter. E as empresas pensam que é o oposto. Quanto mais maturidade, maior o teu nível corporativo, mais tranquilo, deixa esse cara mais solto. Não, cara, você precisa de apoio. Eu lembro que há uns 4 anos atrás, 5 anos atrás, uma grande psicóloga aqui de Campinas me falou que a clientela dela quase 100% eram diretores executivos, estavam procurando apoio. Isso há 4, 5 anos atrás. Você imagina depois da pandemia aqui, que não aconteceu, que que não virou? Cara, as pessoas precisam de apoio porque elas não conseguem enxergar o óbvio. O óbvio precisa ser dito, e existem formas de dizer isso, de provocar isso nas pessoas. O que para mim diferencia uma boa abordagem de coaching, ter um bom coach, e uma terapia, é que a terapia vai ajudar você a ir a fundo em questões que estão adormecidas, muitas vezes coisas que você não quer ver. O coach já é mais prático. É você conseguir provocar a pessoa a entrar em ação. Então por isso que as duas coisas casadas são muito boas, porque uma você consegue ter um autoconhecimento muito profundo, ver aonde as coisas muitas vezes nasceram, como começaram a acontecer. E a outra abordagem é sobre ação. Coaching é sobre ação. Então o lance de ter coaching numa organização é sobre ter conversas poderosas. E não ficar simplesmente aqui na nuvem. Ah, trocamos uma ideia, pô, legal, tá bom, fechou. Aquela coisa do brasileiro: vou fazer churrasco, ó, vou marcar aí, e nunca sai, nunca sai. E o coaching de uma organização ajuda a não acontecer isso. Então, o que que você vai fazer amanhã? O que que você pode fazer hoje?
Quando? Que horas? Com quem?
O que que você precisa? E a fundo nisso aí para poder ter uma accountability, a responsabilização. Provocar o protagonismo.
Então o coach numa organização não vai tratar tanto o seu lado pessoal, os traumas que você teve, ou nem deveria, né?
Não sei que a pessoa toca, mas o ponto é, se isso é uma questão para você, né, se isso é um ponto para você, a minha provocação como coach é o que que você tá fazendo em relação a isso, entendi? E não simplesmente ficar porque eu, cara, eu contratei uma vez Eu tô sempre com mentor, sempre com mentor ou coach na minha jornada. Eu nunca tô sem, tá? E uma vez eu contratei uma coach do time do Tony Robbins. Queria ver como é que era essa parada, né? Aquela coisa, pô, o cara é tão bom, tá bom, eu sei que eu não vou conseguir contratar ele, mas ele tem uma equipe, você pode contratar. Contratei, era 30 minutos de sessão por semana durante 6 meses via ligação, telefone mesmo. Ah, cara, esse negócio não vai funcionar. Por voz só, cara, espetacular. E uma das coisas que essa coach me fazia, eu começava a me vitimizar, ela falava: Marlon, me desculpa, mas o que que é fato no que está contando? Nossa, aí eu falava, eu pensava comigo assim, por várias vezes eu reclamei para amigos, falou assim: cara, tô pagando caro para caceta, velho, e ela vai me cortar? Cara, é isso, isso é a diferença. Ela estava me provocando a fazer o quê? Então protagoniza essa parada. Uma vez é você ficar contando esse chororô, o que que você vai fazer com isso, cara? Qual é a ação? Qual é a tomada de decisão agora? Pô, isso é animal.
Uma vez eu fiz com, acho que foi, eu ganhei uma sessão assim, sabe, naquela época ainda, né, com Marquinho, o Marcos Rossi. Ele é também do time do Tony Robbins, e ele, cara, nasceu com problema, né, ele não tem os braços nem as problemas, né? Ele anda numa cadeira de rodas, ele é músico, ele fez curso de coaching, tudo, né? E ele se tornou um dos trainers do Anthony Robbins. E aí, a hora que ele falou para mim assim: qual é o seu problema? Cara, ele na câmera, sem braço, você olhou, é, sem braço, sem perna, e falou: qual é o seu problema? Cara do céu, ali, aquilo ali, eu lembro dessa cena todas as vezes quando eu tenho que sair da minha zona de conflito, né? Então é avaliar mesmo, né, se o problema é um problema, né? Na verdade ele não é, né? O antídoto tá sempre ali, né? Aonde, se você souber olhar bem o problema, você vai tirar o antídoto para resolver ali naquele—
Tem uma outra frase que eu acho massa, que é assim: o problema é a solução.
É a solução.
O problema é a solução, cara. Na faculdade eu tinha medo de apresentação, eu tinha medo de subir no palco, eu tinha medo de apresentar um PPT. O problema virou a solução. Hoje eu trabalho com isso, hoje eu tô o tempo inteiro fazendo esse tipo de movimento. E que que apareceu no meio? O autoconhecimento, cara. O autoconhecimento, esse treco de verdade assim, galera que tá assistindo, não é frase de para-choque de caminhão, cara. Esse treco realmente resolve muita coisa porque traz a responsabilização. Isso é animal.
O Marlon, é que a gente tá falando aqui, mas eu até me gera um rapport legal, cara, porque eu vivi numa multinacional grande e você tá vivendo também há mais de 15 anos, mas a gente sabe que a nossa economia, principalmente a do Brasil, ela é, vai, o que faz a base sustentar são os micro e pequenos negócios. E hoje, como um contador, eu falo contador, mas eu sou empresário contábil, tem nossa equipe, tudo que mais eu tenho alguns clientes ainda que eu participo muito ativamente, visitando, conversando. Eu percebo que existe essa questão da dificuldade de saber liderar o cara que ele é um microempreendedor, um empreendedor, né? Ele abriu um negócio, tem lá 5, 10, 15, 20, 30 funcionários, mas, cara, ele, ele tenta manter o controle de tudo sobre o domínio dele, né? No caso de um empreendedor assim, um micro, um pequeno empreendedor, às vezes trazer essa consciência que ele é o líder, não só do time dele, mas o líder que defende a marca, que defende a história da empresa e tal. Cara, como trazer a consciência desse cara que ele precisa ser um bom líder, não dono da empresa que manda e todo mundo tem que você merecer. Eu sinto um pouco essa dificuldade. É quando você tá falando de uma hierarquia onde o dono tá muito longe, é o acionista, é o, né, a FIDIC, é, talvez é fácil. Mas quando tá o dono ali dentro e ele ainda é muito participativo em todas as atividades financeiro, comercial, logística, ele quer dar pitaco em tudo, e no final ele se impõe como eu sou o dono, é do meu jeito. Como trazer essa consciência para o dono desses micro e pequenos negócios? Eu falo isso por experiência própria. Temos muitos clientes que ele, que o problema, cara, vou ser bem real aqui agora, o problema da empresa é ele, é ele. Porque se ele sair da empresa e ficar de férias lá no Haiti, bem longe, sabe, ficar de férias surfando lá no Havaí, Cara, resolveu todos os problemas da empresa. Então é difícil eu falar isso para ele, né? Eu não quero, né?
Começar contando assim: sabe quando você leva teu filho na escola, ele não come em casa, mas na escola ele come? É porque a parada é com os pais, cara. E sabe o que que tem interessante nisso? O que eu percebo cada vez mais é que essa liderança, ela vem, né, de escolas, né, da sociedade, onde a gente aprende que para ser empresário, para liderar, você precisa de muita certeza, tá buscando por certeza. A certeza ela ativa a tua mente de sobrevivência, cara. Então os empresários, eles não estão pensando muitas vezes na escalabilidade. Tudo bem, isso faz parte, mas internamente a minha identidade é uma identidade de escassez, de perder, de quebrar, de falir. E meu, isso aí pode ter acontecido por diversas questões. Por questões de eu ter vivido isso na pele, inclusive, né, de ter perdido emprego, de ter sido mandado embora, enfim. O que que precisa? Precisa de uma nova identidade. Eu falo para as pessoas que transição de carreira é uma nova identidade. Para fazer isso acontecer, tem que estar vivenciando essa identidade já. O cara que quer ser empresário, ele quer empreender, ele precisa entender qual que é a identidade que eu tenho que vestir, ou seja, qual que é a roupa Eu tive um amigo meu que ele trabalhava com coaching, ele montou a empresa dele de coaching, e aí ele tava na confusão geral ali, cara, empresa, funcionário, e ele chamou um outro coach. É a história de coach, né? Chamou um outro coach e o coach falou para ele o seguinte: qual é a tua identidade? Que roupa você tá vestindo? A de coach. Você quer ser empresário? Troca a roupa. Troca a mentalidade, cara. Você precisa fazer essa transição. Nós temos diversas identidades. Se eu, Marlon, vou trabalhar na empresa diariamente vestindo a roupa de pai, cara, vai dar merda, velho. Se eu chego em casa e continuo vestindo a roupa de executivo, que eu faço para caramba sem querer, vai dar ruim, cara.
E de coaching, né?
O coaching é o tempo todo, não tem jeito. Não vai rolar, sacou? Então acho que assim, esse é um ponto importante, porque como eu tô com a minha mentalidade focado na sobrevivência, eu preciso fazer dinheiro entrar, né? Empresa é sobre a gente ter, né, ali o caixa, tá entrando dinheiro no caixa. Se eu não compreender que eu preciso muitas vezes ter outras pessoas inclusive fazendo aquilo que eu não quero fazer ou que eu não consigo fazer, vai dar ruim também. Então, você entender que dentro desse contexto que eu tô corporativo, que identidade que eu quero bancar? Eu quero ter identidade de empresário. Eu, Marlon, por exemplo, por muito tempo, eu mesmo como executivo na empresa, eu não vestia roupa de executivo, eu queria ser o executor. E aí você começa a entrar em conflito, porque você impede a outras pessoas de crescerem, porque você tá no lugar ali ainda, cara. Então, se você é executivo, você precisa começar a se transformar em executivo. E não é simples. Demorei, cara, demorei um ano e meio para sacar isso aí. Para deixar meu time realmente começar a assumir as coisas e eu ir para outro lugar realizar outras coisas, porque é uma transição. E é por isso que eu acho que um cara de uma startup tá liderando, o cara de tá com, tá ali mesmo, microempresário, ele precisa de um acompanhamento, de um mentor focado que nas suas human skills ou nessas inner skills, soft skills, um termo que eu não gosto, que de soft não tem nada. Nessas habilidades, porque, cara, se eu colocar na mesa aqui a pauta de inteligência artificial ou de segurança psicológica, todo mundo cai aqui, porque isso aqui gera dinheiro, isso aqui mostra resultado, só que tem dashboard, tem número, tem indicador, indicador. Você é psicólogo, você fala assim: tá bom, Marlon, eu sei que a pesquisa de Harvard mostra, e a ciência, eu não compro essa ideia. Perfeito. Então essa é, esse é meu ponto, sabe? Você fala assim: Marlon, me dá me fala uma habilidade que um microempreendedor, o cara da startup, o líder hoje precisa aprender, eu diria para vocês: vulnerabilidade. Porque é isso que falta de levantar a mão e falar: cara, preciso de ajuda, velho, não dá. Ou eu não sei, não sei, não sei, não sei é a palavra, não sei é a palavra. E eu posso afirmar, inclusive meus amigos vão assistir esse podcast, vão ficar cabreiro porque eu debati com eles isso. Não sei, a gente tá no movimento novo na empresa onde a gente vai ter atribuições novas. E cara, eu tenho que dizer não sei, velho. Primeiro movimento que eu fiz foi chamar as pessoas que eu vou trabalhar, os diretores, e falar: Oi, Marlon, eu não sei. É isso, é isso, cara. Isso vai fazer com que a jornada seja leve. Isso é ativação da vulnerabilidade. Em 2019 eu tive a oportunidade de realizar um sonho. Eu fui palestrar nos Estados Unidos na metodologia de coaching que a gente criou na CIT, que a CIT tem a sua própria metodologia de coaching. A gente chama de coaching in 10 minutes, né? Porque colocar coaching na agenda dos líderes, colocar mais uma coisa, não vai funcionar. Isso tem que estar dentro da agenda dos caras, naquilo que eles já fazem. Então coaching tem que ser um veículo de comunicação e não uma parada obrigatória semanal com uma hora por 6 meses. Não vai rolar. Tem que ser algo na comunicação. Tem que aprender a me comunicar através dessa habilidade. Então as pessoas têm que estar aptas a fazer coaching em 10 minutos ou menos, caso contrário vai dar ruim, vai dar ruim, cara. E aí através desse movimento, né, dos nossos líderes conseguirem realizar isso, eles precisam ativar essa vulnerabilidade, o dizer eu não sei, eu não consigo, porque senão, cara, se eu não faço isso, se eu como líder não me coloco essa disposição "Como é que eu vou cobrar o meu time de fazer isso?" Eu adoro ver as pessoas aplaudirem quando elas leem ou quando elas ouvem dizer que o time é reflexo da liderança. Ou uma outra frase que eu também vejo as pessoas aplaudirem, compartilharem, mandar para os amigos. Top trends. É, quando está escrito assim: as pessoas, elas não saem da empresa elas deixam as suas lideranças. Cara, você vê isso aí a rodo. Só que aí você chega e fala para o líder que tá trocando ideia com você: cara, as pessoas não deixam a empresa, deixa a liderança. Não, mas essa pessoa é insubordinada, essa pessoa tem uma disfunção. Aí não rola, né? Quando é comigo não rola. Mas eu compartilho essa frase, eu falo para meus clientes, inclusive. Puta, pitch bonito, cara. Se eu não consigo, se eu não cheguei lá em cima ainda, Como é que eu vou cobrar meu time, cara? Eu tô subindo a montanha com meu time ou eu tô simplesmente dizendo para eles: sou bom, se vocês sobreviverem eu vou atrás de vocês? E esse é o ponto, esse é o ponto, cara. Liderança precisa aprender a ser vulnerável. E vulnerável não é você simplesmente: ah, vou me despindo, gente, eu sou esse problema. Não, cara, é você ter a capacidade de dizer: eu não sei. 'Não sei, vou descobrir. Vamos fazer junto, vamos fazer junto.' O líder não tem que ser o cara mais inteligente da mesa, não. Se for, tá errado, tá errado, tá errado, cara. Ele precisa conseguir colaborar. É por isso que essa habilidade de coaching que as pessoas tanto temem, ela é importante, porque se você tem ela, você é capaz de fazer as provocações corretas numa sala. Esse é o grande ponto.
E, Marlon Silva Domingues, você acha que o termo coaching, ele no Brasil, ele teve alguma influência negativa por quem não sabe, não soube aplicar muito bem a metodologia? Você acha que isso acabou prejudicando ou ajudando essa ciência? Essa metodologia?
Acho que as duas coisas, né? Para mim foi muito bom. Até hoje eu recebo meme de coach da galerinha engraçadinha, até hoje. O coach da montanha, o cara lá do Danilo Gentili lá, que tinha não sei o quê, o coach lá também que fazia as piadas, cara. E assim, existem dois movimentos que zoaram. O Brasil vive de meme, né? Então é importante ter algo para banalizar, fato. A gente tem que ter alguma coisa para virar meme. E acho que o excesso, acho que as mídias também distorceram bastante. Teve um cenário de uma novela que foi lá e, pô, levou a pessoa para uma regressão. Isso não tem nada a ver com coaching, cara, não tem nada a ver com coaching. Mas beleza, pegou, as pessoas querem zoar, vamos zoar. O lance da montanha, pô, o cara, beleza, tudo bem, o cara ele tem essa formação, mas ele é muitas outras coisas. Ele é pastor, inclusive, mas ninguém fala o pastor sobre, não, é o coach, cara.
Presidente, né?
Tentou, tentou, tentou ser. Então assim, várias coisas acontecem. Eu acho que tem a pessoa que ela é impactada e não vai buscar informação para conhecer, e aí ela deturpa, ela passa para o vizinho, passa para o outro, ah, isso aqui é coaching, não sei o quê. E tem a pessoa que por não se aprofundar, não entender, não ter uma responsabilidade com aquilo que tá fazendo, ela começa a usar de várias coisas e fala que é coach. E aí também as pessoas vão compreender aquilo que elas estão recebendo, né? Então isso fez com que houvesse essa deturbação da palavra no Brasil, que é muito respeitada fora, cara. É muito engraçado isso aí, né? Você vai nos Estados Unidos, cara, isso aí é um negócio natural, ele é natural. Um líder tem que ser coach. Os caras não falam: ah, eu tô— I'm leading, I'm coaching. É natural, cara. É natural e é valorizado, porque não tem zoação, porque lá eles entendem que isso é uma habilidade essencial. Inclusive, né, pai da inteligência emocional Daniel Goleman cita no seu livro que dentro das 8 habilidades de liderança que ele mais considera importante, coaching é uma delas. Está no livro dele de inteligência emocional. Então esse é o ponto assim que você precisa aprender a surfar, né, quando acontece essas coisas. Ou você vai vender lenço ou você vai comprar o lenço.. E eu acho que consegui utilizar muito bem isso na empresa. Eu fui um evangélico de coaching na empresa, chato para caramba. Andava com a Bíblia do coaching lá na empresa, querendo converter todo mundo. Então as pessoas falavam: ah, tô fazendo coaching. Então conta para mim, o que que é coaching? Qual que é a definição? Cara, chato para caramba, manja? O exagero inicial da carreira, porque ele defendeu o negócio e tudo mais para não cair na banalização ali dentro. Eu era delegado também de de coaching. Mas eu acho que eu consegui, não, talvez não para todo mundo, mas para grande maioria, trazer a mensagem real do que que é o coaching, como é que ele é poderoso.
Por quê?
Porque apliquei em mim primeiro. Eu fui minha própria cobaia, cara. Você sabe como é que eu treinei coaching na minha vida antes de ir para China? O grande treino meu foi ficar na Starbucks todo dia, cara, oferecendo coaching de graça para as pessoas. Eu ficava lá no Cambuí, eu saía da empresa 5, chegava no Cambuí às 6, eu ficava lá das 6 às 10, ofertando coaching para as pessoas. Eu fiz muita sessão de coaching com pessoas que eu nunca mais vi na minha vida ali, mas tomei muito não, mas ganhei muito cafezinho também. Por quê? Porque eu queria treinar essa parada, cara. Eu queria ver o quanto que esse negócio era real, não era real. E aí eu fui mais fortalecido para China porque eu já tinha praticado esse negócio, cara. Por isso que não é intuitivo. Muita gente sai de formação, acho que é intuitivo porque eu li um livro, porque eu fiz um curso, "Ah, e eu quero aplicar nas pessoas." Aí ela se depara com o quê? Com uma situação muito crítica, com alguém que tá ali com uma questão até depressiva, e você quer enfrentar isso porque você é coach. E aí você leva as pessoas para um buraco. Aí essa pessoa vai dar um feedback em rede social que ela teve um coach que falou isso para ela e piorou mais a situação ainda. Pronto, ferrou. Esse é o grande ponto, cara. Eu tenho muitas pessoas na empresa que eu conheço que tiveram eu tenho situações muito negativas com famosos coaches. Por quê? Porque foi lá e queria um movimento, e o coach se empolgou demais, quis bancar o médico, psiquiatra, psicólogo. Esse é o ponto. De novo, a identidade. Eu sei que o coach não é um— eu não vejo mais o coach como hoje um papel, o cara do boné. Não, é uma habilidade. Eu tô aqui como líder, e como líder eu tenho essa habilidade aqui. De fazer perguntas, de começar, de ter estratégias que eu vou provocar você pensar fora da caixa. Se você disse sim ou não, cara, é com você. E muita gente não suporta essa habilidade, sabe por quê? Que ela exige que você se despeça, dentro do mundo corporativo, de um treco chamado ego. Quando eu aconselho, eu ganho louro, cara. Eu te aconselhei, você deu certo, mas eu sou o cara. 'Esse cara sou eu, né, vem para mim, cara, porque eu conselhei, falei para você, ó, vai lá e faz esse movimento, vai lá e fala isso.' Aí você vai e faz, você fala: 'Tá vendo, eu que influenciei você.' Quando você faz o coaching, cara, é com você, o protagonista é você, é protagonista é você.
E para muito líder colocar as pessoas em evidência, acho que aquela palavra que você acabou de dizer é o que define o coaching, né? Coaching é provocação. É isso, tá ali o tempo todo só provocando.
E é conseguir ajudar as pessoas a dar o próximo passo, não resolver a vida delas, é o próximo passo. É assim que a gente criou o assunto de hoje na empresa. Por que 10 minutos? Porque eu não tô aqui para resolver tua vida, amigão, eu tô aqui para ajudar você a dar o próximo passo. Você tá travado num passo, está um passo de poder sair disso aqui. Então vamos lá, em 10 minutos é uma conversa, é saber da mentalidade. E por que que as pessoas não conseguem fazer em menos de 10 minutos? Ou as escolas não ensinam isso? Porque elas entram na curiosidade do problema. A primeira vez que eu estudei coaching, eu sentei com uma psicóloga e uma advogada. Eu tava ali como observador. Eu sabia que ia dar ruim aquilo ali. Cara, a advogada disse: "Ah, o meu problema é porque eu estou achando que o meu marido me trai." A outra já soltou: "Você tem que divorciar hoje. Você é mulher, empodera-se, vamo!" Cara, é só fazer perguntas. É só fazer perguntas. Mas não, vou lá e dou conselho. E se ela não quer? Mas aí, pelo calor do momento, ela faz, sacou? É isso que ferra todo esse processo de coaching que as pessoas aprendem por aí. Mas não é, cara. A primeira pergunta deveria ser: como é que eu te ajudo? Como é que eu te ajudo? O que que você quer ter da nossa conversa hoje? Você quer sair desse papo aqui de 10 minutos como? Se sentindo como? Pô, é isso, cara. Então repete para mim o teu problema. A pessoa repetiu, ela aprende de novo. Repete mais uma vez, não tá claro para mim. A pessoa repete, aí ela fala para você: pô, sabe que deu insight? É isso. Mas você não se sustenta porque: mas como é que isso aí? Não, esquece insight, vamos de novo, eu tenho que conseguir ajudar você. O próximo passo é isso, cara. Às vezes é uma pergunta A pessoa fica quieta. E as pessoas: mas Marlon, não aguento esse silêncio, né? Vou lá e desço 50 perguntas, a pessoa não consegue responder nada. Então tá vendo que é uma habilidade, cara, que exige prática, treino, repetição, porque senão você vai virar qualquer outra coisa, cara.
Por isso que é um desenvolvimento, é um desenvolvimento, não é algo.
E para ser um bom coach, um bom líder, você precisa envolvimento para ter o desenvolvimento. É assim que uma criança é formada na barriga da mãe, ela se envolve e depois ela se desenvolve. Liderança é isso. A gente conseguir adquirir uma nova habilidade, a gente precisa se envolver, estar dentro de comunidades, de mentoria, de pessoas que conheçam do assunto para que a gente possa se desenvolver. Esse é o processo. Talvez esse seja o pilar que muitas vezes falta quando você fala em desenvolver líderes, desenvolver pessoas. Porque existe um envolvimento antes, que é a aquisição de conhecimento, é eu me espelhar em alguém, é absorver uma nova habilidade, e depois eu ter alguém que possa me observar e dar feedback. E feedback é outra coisa que também é temida no mundo, né, receber feedback.
E falando um pouquinho sobre o desenvolvimento, você tá com um produto digital, né, sobre desenvolvimento humano?
Tenho, cara, tenho.
Fala um pouquinho.
Vamos até agradecer aqui, ele trouxe para gente aqui, ó, um presente. Muito obrigado, viu, cara?
Como eu falei para vocês, é uma lembrancinha para vocês aí. Pode usar até para dormir se quiserem.
A camiseta é da formação, é, os alunos recebem isso aí, inclusive.
E o que é o EDH?
EDH, esse é um, cara, olha que louco, né? Ano passado, hoje eu não sei dizer se eu tava em burnout, você estava próximo de um burnout, Mas eu entendi que eu tinha que fazer uma parada, eu tinha que dar uma parada mesmo assim por um tempinho, né? Eu peguei duas semanas, depois peguei minhas férias e eu fui para Patagônia sozinhão. Fui para Patagônia, eu já tinha conhecido o Ushuaia, e aí depois eu falei: "Cara, eu quero conhecer mais para cima ali, né? Na parte das geleiras e tudo mais." E fui lá, fiquei acho que 5, 6 dias lá. E eu me amarro demais, né? Em montanha, essas coisas, neve, eu acho muito massa.. E eu fui para lá sozinhão com essa ideia de eu preciso ter um novo insight. E lá me deu insight que eu precisava criar uma formação. Algumas pessoas já me falaram: cara, Márcio, você pensou em fazer uma formação, cara? Mas não é, não é coaching, cara, não é PNL, não é só comunicação, é uma formação mesmo, cara, trazer um conjunto de habilidades aí. E teve um cara que me cutucou bastante, o Tom, inclusive, bração, Tom me cutucou bastante. Eu falei: pô, Beleza. E aí um dia, caminhando mesmo lá, lá na Argentina tem o Lago Argentino, que é o maior lago que cobre quase todo o país, né, de ponta a ponta. Ele fica congelado e eu tava andando sobre ele com cachorro do meu lado, cena de filme. Tem até a foto disso aí, que foi um momento muito massa andando com ele. E aí eu falei, cara, eu preciso criar uma formação focada em estratégia, porque não pode ser essas coisas de abraçar árvore, tem que ser um negócio prático e tem que contemplar outras coisas. Aí eu falei, cara, EDH, velho, Estrategista em Desenvolvimento Humano. Existem os estrategistas digitais, né, e estrategistas corporativos, né, ser humano. Estrategista de ser humano é a pessoa que consegue o quê? Ela consegue lidar com as pessoas de um jeito estratégico, pensado, que foi estudado, que não é à toa, e que engloba o quê? Os 4 temas que mais aparecem dentro dos RHs: comunicação, segurança psicológica, saúde, bem-estar e felicidade, e liderança. E foi assim que eu desenhei. Voltei da Patagônia e aí, cara, em 1 mês eu falei: "Vou pôr isso aí." E aí em dezembro consegui 18 pessoas, comecei em janeiro a turma que tá nesse momento. São 6 meses de acompanhamento.
Ah, legal!
6 meses de acompanhamento.
É uma formação mesmo.
Formação. De novo, não é um curso de fim de semana, não é um curso gravado.
Que legal!
É via Zoom, ao vivo comigo, 2 encontros por semana. Então toda segunda e sexta eu encontro minha galera via Zoom, no qual a gente debuia todos esses temas aí com conhecimento e prática. Então eu faço muitas vezes intervenções neles ali ao vivo para que eles vejam também.
E essa formação, ela tem turmas?
Tem turmas, tem turmas. Então a gente fecha uma turma. Essa turma aqui que eu tô tocando nesse momento, ela vai finalizar em julho. Legal. Fecha, a gente fecha em 8 de julho. Então, ao final da turma também acontece um evento presencial aqui em Campinas. Então, no dia 8 de julho eu vou ter um evento com a galera no hotel aqui, no qual todo mundo vai se conhecer. Tem 2 alunos da Suécia comigo, tem pessoas do Brasil todo. E aí a gente se conecta para poder fazer um fechamento mesmo e também tocar em alguns assuntos que online não permite muitas vezes. Então tem essa lapidação desse dia todo dentro de um hotel comigo. E aí dia 17 de julho já começa a turma nova, tem 3 pessoas inscritas nesse momento aí para poder começar essa turma aí, e que vai ter 6 meses de duração também.
Quando o Eduardo Bambrilla veio aqui, ele comentou de uma formação dele também que é de comunicação, né? A pessoa perder o medo de falar na frente da TV, na frente da câmera, colocar para fora, né, os conhecimentos dela, mas se comunicando, aprender a se comunicar. E eu fiz Eu fiz um desafio com ele, falei: cara, um desafio para a gente poder participar disso com você e talvez levar isso para os nossos clientes também. Eu acho que isso aqui é fundamental, cara, para toda a nossa base, não só de clientes, mas stakeholders.
Eu tenho um sonho com isso aqui, de verdade.
Eu acho que isso aqui é a base, cara.
Para mim, eu não criei à toa, eu sei que eu não criei à toa isso aqui. Para mim, isso aqui tem que estar dentro dos RHs.
Exatamente.
Sabe por quê? Porque Hoje nos RHs o conhecimento é de gestão. MBA em quê que você tem? Em gestão de recursos humanos. E o quê? Eu fiz administração. Estratégia em pessoas, velho. Eu conheci de estratégia de pessoas, aprender a tocar o coração, a emoção, com respeito.
Show!
Com respeito, sabendo o teu limite, sabendo o limite das pessoas. Cara, essa formação a gente explora ali na veia. O que que é importante para você, cara? Para você, quais são seus critérios reais de valores? Por que que você tá onde você tá hoje? Uma pergunta que eu fiz na última sessão: por que que você não recebeu aquilo que você tá buscando ainda? Ou a promoção, ou cargo novo. Por que que ainda não aconteceu? O que que te impede fazer isso? Então, se eu tô treinando pessoas para que elas sejam especialistas em pessoas, só que elas passam pela parada, cara.
Show de bola!
Elas passam, elas são desafiadas a fazer com elas.
Agora eu que vou fazer um desafio com ele. Marlon, vamos trazer essa formação aqui com uma condição bem bacana para os nossos parceiros e clientes?
Bora, junto!
Vamos colocar isso como benefício, como assessorando?
Com certeza!
Então, a partir de hoje, então, parceiraço nesse projeto. Eu tô junto com você.
Tamo junto, cara, conta comigo. E pô, maior prazer. Dentro da formação tem um assunto que é a segurança psicológica.
Legal.
Essa é uma outra coisa que eu tô obstinado. Isso tem que estar dentro das escolas, cara.
É isso que eu ia comentar.
Eu criei até um curso online à parte. Eu tava até a semana passada vendendo esse curso a R$97 para todo mundo poder comprar essa parada, velho. Pais, educadores, líderes têm que conhecer essa parada aí. Segurança psicológica. Vocês já leram o livro do Napoleão Hill lá, que ele fala sobre Como que é mesmo? Ele entrevista o diabo. Como que é o nome do livro?
Mais esperto que o diabo.
Mais esperto que o diabo, cara. Esse livro é animal. E logicamente, a metáfora do diabo é a mentalidade das pessoas. Sendo spoiler aqui, mas tem uma passagem no livro que é muito massa, que ele fala, cara, quais são os 3 diabos? Educadores, religiosos e os pais. E ele faz um parênteses: todos os influenciadores de pessoas. É isso, cara. Então a gente precisa aprender a compreender mais sobre nós, sobre a nossa mente, porque a mente mente, coração faz a gente agir. Esse é meu, a minha conexão, essa é minha convicção. Isso tá tão legal que a minha esposa é terapeuta e ela toca grupos com mulheres mães empreendedoras, né, com, com ali, com várias vivências.
Que legal!
E Ela me deu um espaço de começar a trazer um pouco disso dentro, literalmente.
Que legal!
Porque ela tá, ela vai para um nível mais profundo.
Que legal!
Mas se não voltar para ação, para implementação, cara, não vai funcionar. Não tem mágica, não tem mágica. É massa descrito mágica, vocês estão ligados, tem que entrar em ação. Essa mágica acontece quando as pessoas praticam.
Exatamente.
Elas colocam a mão na massa, elas experimentam, por mais que elas errem. E esse é o ponto aqui, esse é o ponto aqui, cara.
E é um fluxo sempre de melhoria contínua, né? É sempre, é um processo que nunca pode parar. E tá tudo certo errar, aprender, corrigir, melhorar.
Esse é o pilar número 3, a liderança. Inclusive vocês viram na apresentação lá, melhora contínua, cara. Eu tenho que saber implementar isso aí, eu tenho que ter essa disposição em olhar e falar, cara, que dá para ser melhor, que que eu aprendi com isso, O que eu posso fazer diferente?
E acho que isso vai muito de encontro ao que você fala sempre, né, que feito é melhor que não feito.
Antigamente o pessoal falava que feito é melhor que perfeito. Falei: não, cara, tem uma coisa errada aí. Feito é melhor que não feito.
Começa a fazer e vai melhorando.
Cara, é animal, animal. Gostei, vou usar isso aí no meu treinamento, cara.
Pode usar. Porque ficou muito normal no meio digital aí: feito é melhor que perfeito. Falei: não, feito é melhor que o não feito.
É porque o pessoal já olha para perfeição e fala: cara, mas ninguém é perfeito. Aí você vai nessa seara toda aí, né. É, mas exatamente, cara, feito é melhor que você não ter feito nada. Exato. Você já fez alguma coisa, massa, massa, cara. E esse é um outro item que os líderes precisam aprender a valorizar as pessoas, apreciar aquilo que elas fizeram, por mais que não tenha tido resultados.
Cara, você falou de uma coisa lá que, isso que eu falo, né, quando grava fica registrado no nosso DNA, né. De você saber reconhecer a ação da pessoa. Quando você falou, poxa, valoriza o esforço, cara, valoriza o esforço, cara. Aquilo, aquilo ali para mim foi um, acho que mudou meu DNA, cara.
Vocês estão ligados que não é comum, né? Não, o comum é apontar o erro.
Exatamente.
Olhar, fala assim, pô, Duca, mas cara, podia estar, pô, o cara trabalhou para caramba, olha o que ele montou aqui.
Até aquela sua palestra, Marlon, confesso, cara, que eu utilizava de técnicas, mas eu sempre olhava aonde tá falhando. A partir daquele dia, cara, meu mindset mudou.
Que massa, cara!
Eu valorizo o esforço.
Que massa!
Valorizo o esforço.
E é um ajuste, né?
É uma coisinha básica, e é isso que os líderes deveriam se atentar.
Eu tô aqui para ajustar, ajudar você a ajustar a tua rota, e não para dizer o que você tem que fazer, nem para ficar cutucando, cara. Mas olha esse problema aqui, "Olha esse report aqui, ele tinha que estar nesse formato." Cara, fala sobre o esforço, valoriza o esforço.
E hoje, antes de vir para cá, né, nós temos uma equipe lá e, cara, eu tô vendo já um erro acontecendo já há vários dias, né. Se fosse antes da sua palestra, eu ia: "Pô, por que vocês não viram? Por que não corrigiu?" Cara, eu mapeei as inconsistências que eu identifiquei e falei: "Agora eu preciso que vocês resolvam isso para mim." 'Como vocês vão fazer? Vocês têm os melhores métodos, melhor do que eu, para resolver isso. Eu só identifiquei. Agora, por favor, corrija isso para mim. Na hora que eu retornar para o escritório, eu quero ver como é que foi feito.' Que massa! Então ali foi uma virada de chave, cara. Eu acho que essa, essa formação é fundamental, cara, para o humano.
Tem um aluno na formação que ele Ele se propôs a praticar mesmo, colocou energia nisso e começou a oferecer um papo, dois papos com pessoas desempregadas no LinkedIn. Semana retrasada ele mandou um áudio dizendo que um dos meninos que ele falou conseguiu emprego, cara.
Que da hora!
É isso, velho, é ativar. É o que eu falei para você, não é sobre resolver a vida de ninguém, é o próximo passo. É isso que tá impedindo, tem uma pedra ali, é uma pedra, não é montanha. Porque se for montanha, esquece, você não vai mexer, é uma pedra, cara. Às vezes eu não tenho instrumento e às vezes não tenho nem a condição de ver que é uma pedra. Eu tô identificando isso como algo muito maior. Então ajusta, segue o fluxo, deixa a pessoa ser feliz, cara. É isso, cara. Eu falo muitas vezes, eu brinco, eu falo, cara, é muito triste se ver pessoas desempregadas, mas eu não me conformo em ver pessoas ETI desempregadas. Tem espaço para todo mundo, cara. Tem, velho, tem, cara. Então tem alguma coisa que tá bloqueando, tem alguma coisa que tá bloqueando. E muita— na pandemia eu montei um podcast chamado Boteco Terapêutico com outros dois amigos, e era um papo, era para ser um papo, e evoluiu para mentorias. E a gente começou a fazer mentorias online com pessoas, totalmente gratuito. Então a gente pegava só lá hashtag open to work no LinkedIn e convidava As pessoas, algumas vinham e algumas dizem assim: ah, mas eu queria mesmo emprego, sacou? Cara, as pessoas não estão predispostas a serem provocadas para que elas possam também dar o próximo passo. E aí a gente não interfere, cara, é o controle, manja? Eu não tenho controle sobre isso. Ela não quer, eu aceito, eu aceito, e tá tudo bem, tá tudo bem. E tinha pessoas que vinham ali, a gente provocava elas. Tem pessoas, ele deu relato que mudaram de emprego, conseguiram emprego por um papo de uma hora numa live no Instagram. Porque você faz as perguntas certas, cara. Você mexe onde tem que mexer. Mexe. Tony Robbins fala isso, cara. O pessoal pergunta para ele: você não tem medo de falar as coisas que você fala? Fala: não falo. Eu não falo nada para as pessoas. Eu observo a fisiologia, eu vejo o que que o corpo tá dizendo. Quando eu consigo encontrar uma congruência ou uma incongruência Eu vou na Jaguar, que é ali que tá o problema.
Eu provoco.
Exato.
Então acho que é essencial esse papo aqui, né, cara? Todo mundo tem que assistir podcast.
Ó, que honra te conhecer, que honra, que honra. Agora a gente se aproximar de você, queremos que além de só um convidado, que a gente se estreite aí e que a gente se conheça.
Eu quero virar cliente de vocês. Já viu alguém falar isso? Quero virar cliente, cara, eu gostei demais do hub de soluções que vocês têm. De verdade, cara, eu acho que hoje eu vivo, né, duas realidades de profissional, uma como CLT, como executivo, e a outra como empreendedor. E aquilo que eu falei para vocês, né, acho que um dos pontos importantes é reconhecer que você não consegue fazer tudo, nem deve, cara. Saúde mental em primeiro lugar. Você tem ambientes, tem soluções que ajudam a facilitar isso. E muitas pessoas não empreendem por não querer tocar em certos assuntos, como muito tempo eu fiquei, cara, eu não gosto de contabilidade, 'Não quero mexer com isso, cara. Nossa, não, cara.' Se tem pessoas sabem fazer isso, e eu tô sentindo e vendo aqui quanto que é que vocês fazem isso também de coração, pô, já quero para mim, velho.
Cara, muito legal, muito legal, muito massa, muito massa, de verdade. Eu acho que a ideia mesmo é essa, trazer soluções, né? Fazer com que você viva o seu propósito, e aquilo que está, que faz parte do seu propósito, a gente tem ali qualidade para poder te entregar energia naquilo que você faz bem. Exatamente. Foca Aquele que você entrega valor e o resto a gente cuida aqui, te dá todo subsídio para que você não tenha problemas ou inconsistências aí com outros fatores, né?
Massa, massa!
Cara, que honra, que papo foda, né?
Não, a gente tivemos numa aula, eu digo assim, às vezes eu busco, né, mentores muito da minha área, né? O cara que já alcançou lá os seus 5 mil clientes e tal, eu tenho mentor assim Anderson Elias, parabéns! Mas cara, ter mentores assim como você me disse, né, chegar no lado humano mesmo, de entender aonde você pode melhorar como profissional, como pessoa, como pai. Sou pai de dois pequenininhos, aí a gente gera até esse rapport, né.
Até o Darth Vader no último filme ele tira a capacete e mostra o lado humano dele, cara.
É maravilhoso aquilo, né, cara. Ali eu chorei, cara, falando sério.
Inclusive Vamos mostrar a tatuagem que você fez aí, cara.
Tá saindo já, tá saindo da filhinha.
5 anos, colocou o D2R2 aqui, cara. Eu achei demais, até falei, cara, acho que eu vou mandar fazer por cima aqui, deixar real esse negócio, legal. Mas é muito bacana isso, olha, de parabéns também com o ambiente aqui, viu, cara? Acolhedor para caramba, espetacular esse espaço aqui, muito massa, gostei demais.
E a construção do bicast, né, foi nesses bate-papos É porque eu falo, cara, vou confessar uma coisa aqui agora. Sou contador desde 2001, né, me formei em técnico, depois fui para faculdade, fiz contabilidade, e eu fui me especializando dentro da corporação como o cara de controladoria. Então é o cara dos indicadores, não sei o quê. E, cara, a questão burocrática ficava com o departamento de contabilidade lá que resolvia. E quando eu comecei a empreender, a Bicont surgiu dessa forma. Começou como bi-performer, que eu ia e eu fazia, cara, coaching de negócios com os empresários. Pô, mas por que que o seu resultado não tá aquilo? Mas aonde que lá no comercial você pode melhorar? Mas o que que você não fez que você pudesse ter feito? Sabe aquelas? Eu fui fazer isso, cara. E aí um dia, um dono de uma grande corporação aqui de Campinas, do segmento de arroz—
não posso falar o nome—
de arroz e feijão Ele virou para mim e falou assim: o que que você faz? Eu sou contador, cara. Mas o que você fez comigo aqui não é contabilidade. Eu falei: não, não é. Mas, cara, e por que que você não faz contabilidade? Puta, ali virou uma chavinha na minha cabeça, porque eu tinha crenças limitantes. Porque quando eu tava lá na empresa, eu olhava para a contabilidade, fala: putz, departamento da burocracia, do fisco, do ICMS e tal. Eu não entendo nada disso porque eu sou controller. E aí eu, bom, virou a chavinha na minha cabeça. Falei: cara, por que que eu não faço contabilidade? Sou contador, tenho essa possibilidade de ter uma interação, de conversar. Pô, preciso entregar contabilidade. E foi uma chavinha que foi virada. E aí hoje a gente aplica, né, esse bate-papo de colocar a pessoa para ação, de fazer os negócios Cara, quando eu percebo que o cliente tá reclamando, ah, porque o governo, porque o imposto, isso aqui é para a gente compartilhar, meu amigo. Se você tá pagando imposto, para, fecha. E se você acha que você só é um pagador de imposto, você fecha o seu negócio, prepara um bom currículo, faz uma boa formação e vai procurar um emprego. Porque o imposto, quem paga não é você, você é apenas um agente recolhedor. Você tem que colocar tudo isso no seu custo, você tem que ter estratégias de venda, estratégia de de como melhorar o seu mix de produto para que você tenha rentabilidade e margem. Imposto não é você que paga, você só é um agente que recolhe. Então a sua mentalidade tem que mudar. Então para de reclamar do governo.
Percebe que vai para mentalidade? Exatamente. De novo, cara, as áreas contabilidade, saúde, se entender isso, muda o jogo, cara.
Qualquer coisa muda o jogo. E o jogo Tudo muda, cara, no momento que você toma a decisão de querer mudar. Porque enquanto você coloca lá, é o governo que é ruim, é não sei o quê, é o meu mercado, é o meu produto, é o meu fornecedor, você não— pera aí, não é você que tá mudando, né? Então eu acho que aí entra o nosso foco. A Bicont ela surge dessa minha mentalidade que, pera, é trazer ação para gerar resultados. E aí a gente consegue fazer com que os negócios cresçam, que as empresas contratem, que a economia gire e a gente fique dependendo muito menos do algo externo, né, que é do fisco, que é da economia, se o dólar subiu, cresceu. Cara, eu tô pouco me lixando para isso. Então são pequenas ações que todo empreendedor pode fazer hoje, amanhã, depois.
Ou seja, o que eu tenho controle, né, o que eu tenho controle, né.
Por isso que eu fiz muita questão de trazer você aqui, mano, para a gente trocar essa ideia e levar esses insights para os pros empreendedores, ou para quem quer empreender, ou para quem tá no nosso meio, né, quem tá criando aí uma startup. Porque às vezes para numa crença, para. Exato, exato. Às vezes é um projeto tão legal, cara. O Thales, lá da, que criou aquela empresa do táxi, né, como é que chama, Easy Taxi, o Thales sempre fala isso: pô, se eu não tivesse acreditado no meu projeto, cara, talvez não estaria, não teria criado, né.
Então muito louco, né, porque às vezes a Expectativa tá tanto no externo, no que as pessoas vão falar, do julgamento, que eu não concretizo aquilo que eu tô, tá no coração.
Exatamente, exatamente. Eu acho que você veio com muitos insights para isso. Te agradeço de coração, galera.
Foi animal, obrigado.
Mas antes da gente encerrar, tem aquela perguntinha de praxe, todo episódio.
Eu acho que aí a gente percebe se o convidado assistiu todos os episódios.
Aí todos, todos já você se viu, você é honesto.
Não.
Os episódios, né, são alguns aqui, tem um papo que já durou quase 2 horas, até mais.
Já 2 horas e 15, foi o recorde.
E cara, no final eu faço uma pergunta aqui, talvez aí é uma pergunta de coaching para coaching. Marlon, o que que te move?
Que me move, cara, muito doido, né? Dá para gravar mais uma hora aqui para poder responder a pergunta? Cara, eu acho que eu tenho, eu tenho uma obstinação em desbloquear a mente das pessoas, cara. Eu sou obcecado por isso, de, mas assim, não é uma obsessão de estar todo lugar fazendo isso, é de estar preparado quando as pessoas precisam dessa ajuda e de levar essas informações que permitem que as pessoas tenham uma vida mais tranquila. Acho que a gente sempre, talvez se você parar pensar na tua história de vida, o que te fez empreender nesse ramo, tem alguma coisa lá atrás que te cutucava para isso. Eu percebo que as pessoas que empreendem hoje é porque elas viveram alguma coisa muito profunda disso. Eu vivi uma jornada profissional no começo da minha carreira muito trágica. Tive essa demoral, por quê? Por falta de conhecimento, cara. Quando eu entrei para CIT e eu fui me preparando, porque o ambiente também me permitiu me preparar, cara, minha jornada só aconteceu, decolou, decolou. E acho que é uma coisa até que eu falo pouco, cara. Poxa, eu cheguei num cargo executivo sendo um cara com TDAH que não consegue focar que esse é o estereótipo, não consegue focar e é difícil ler livro. Cara, eu cheguei lá, velho. Mas por quê? Porque eu aprendi sobre ser humano, aprendi sobre mim. Então eu acho que o autoconhecimento ele precisa chegar em todo lugar, mas autoconhecimento de qualidade, não só as baboseiras, não só as frases bonitas de para-choque de caminhão, encontre seu propósito. Não, cara, é com guiança, é com carinho, é com cuidado, é com respeito. É valorizando as pessoas e permitindo as pessoas serem quem elas são. Eu acho que esse, esse para mim é o que faz acordar de manhã, saca? E trabalhar. Eu posso estar sendo hoje um facilitador na jornada de alguma pessoa, fazendo essa pessoa parar de trabalhar. Cara, tem vários casos. Último caso de coaching individual que eu atendi mesmo, o cara ele achava que o assédio moral que ele tinha na empresa dele era ok. Que as empresas eram assim. Por tanto tempo que ele tava na empresa, pela elevada idade dele, ele achava que o mundo era assim, que não existia outras oportunidades. E o cara sendo massacrado, cara. Os líderes ganhando todos os elogios de coisas que ele fazia, ele lá quieto na dele. E aí começa a cutucar, falar: valores, vamos entender valores, seus valores, seus valores, que que você quer de verdade O cara tá em outra empresa hoje, velho. Ele tá em outra empresa. Esse é um case assim, concretizando que você me perguntou. Case 2: fui palestrar numa grande organização financeira do Brasil sobre liderança. Ao final, uma mulher pede demissão lá e vem me contar porque a palestra deu o clique que ela precisava, senão ela ia morrer, ela ia ficar doente naquele lugar. Cara, esse foi o dia que eu não sabia se eu comemorava ou se eu falava: ferrou de vez, cara. Tô ferrado aqui, porque, mano, não tem preço, cara. Você libertou alguém, saca? Você, tipo, cara, instrumento, a pessoa vai fazer agora o que ela ama fazer de verdade. Então, para mim, essa sensação é, ela é maravilhosa, ela me preenche. É o fulfillment, cara.
E pessoalmente falando, ali você me desbloqueou também essa questão do valorizo o esforço, cara.
Sim, parabéns.
Eu lhe devo gratidão mesmo por esse insight. Foi uma virada de página para minha vida ali.
É isso que me preenche, respondido agora. É isso, cara.
Parabéns!
Não vou falar mais, senão vou chorar.
Marlon, muito obrigado pela visita, muito obrigado pela vinda. Valeu, galera! Show de bola! Curtiu?
Porra, demais! Top, top, topzera!
Cara, e vamos primeiro, antes de encerrar esse episódio, eu acho que é importante a gente falar de quem nos ajuda, cara, a produzir isso aqui para acontecer. A presença do Marlon aqui é importante, né, é para que a gente consiga sempre levar também o melhor conteúdo com qualidade. Hoje a gente tá no estúdio muito bacana, equipamento legal, a gente consegue conversar bacana, qualidade, é porque nós temos aí patrocinadores que nos ajudam.
Exato. Duca Estúdio Podcast, o melhor estúdio de podcast de Campinas e região. São 3 ambientes ambientes climatizados. É, Duca mesmo. Então, galera, produção de podcast. Legal que o Duca não faz só a produção, ele ajuda também com roteiro, ele dá uns toques se não tá muito legal, que que a pessoa pode melhorar. Então ele tem essa visão e consegue te ajudar. Lembrando que para associados para membros aqui da Assessorando, tem aquele valorzinho especial, né, Duca? Então a gente vai deixar o contato aqui embaixo, só procurar o Duca e falar que veio pela Assessorando. Beleza? E o segundo é a Buritis Brasil Confecções, proteção de roupa UV. Então se você que costuma ficar no sol o dia inteiro, motorista de Uber, fica aquele bração para fora, motoboy, enfim, jogador de beach tênis, ciclista, é proteção com roupa UV para não— massa, bem legal. A Buritis tá com site novo, então se você ainda não conhece, buritisconfecções.com.br, é isso.
Campinas, Campinas, uma empresa aqui em Campinas, a sede dela tá aqui no Cambuí, né? O foco delas é mesmo essa Empresa legal, se você quer colocar aí a sua marca, cara, você quer um insight legal. Às vezes você tem aí um produto e quer divulgar aí a sua marca, você pode fornecer aí o manguito com a sua marca. Você, dermatologista, dono de um society, de um beach tennis aí, pode ter a sua marca e a Buritis pode te ajudar.
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E agora a formação, né, o Marlon já vai falar, já tá com a gente, já vamos colocar na assessorando especial para quem vier trabalhar.
Sensacional, cara, isso aqui é um presente, é um presente, tá?
Coração, gratidão, muito bom.
É isso, pessoal, é muito obrigado por ter acompanhado a gente até aqui. Se inscreva no canal, ative o sininho, Vou deixar aqui na descrição o para vocês seguirem todo mundo aqui, o Marlon Silva Domingues, enfim.
Esse episódio vai estar no YouTube e no Spotify, para você que tá aí ouvindo no carro, você já pode ouvir no nosso episódio, né?
É isso aí, é isso. Muito obrigado, valeu, e até a próxima, valeu!









