HSM NOW 2020 - Triângulo Drama: Você Atua em Incêndios ou Sinais de Fumaça?

Marlon Silva Domingues, com quase dez anos de experiência na CIT, apresenta uma palestra para o HSM NOW 2020 que conecta o clássico modelo do Triângulo Drama de Karpman (vítima, vilão, herói) ao desenvolvimento de carreira e liderança. Ele parte da premissa de que comunicação e relacionamentos são portas de entrada para o vitimismo, que impede o protagonismo profissional. Marlon explica como o mindset fixo alimenta o triângulo, enquanto o mindset de crescimento permite transitar para o papel de criador (protagonista). Usando a metáfora de veículo, combustível, rota e barreiras, ele oferece estratégias práticas – mudança de fisiologia, foco na solução, reformulação de linguagem, respiração – e apresenta quatro perspectivas de re‑enquadramento (própria, de alguém próximo, de alguém neutro, de sistema). Ele diferencia o herói do coach, detalha um framework de coaching de 10 minutos desenvolvido na CIT e propõe um processo de três passos (clareza, criação de oportunidades, ação) para líderes ajudarem suas equipes a sair da vitimização. A palestra termina com um convite à prática, perguntas da plateia e um chamado para aplicar imediatamente as técnicas aprendidas.
Chapters
Show de bola? Ah, beleza! Boa tarde a todos, boa tarde a todas, sejam bem-vindos a esse evento da HS Seminar. Meu nome é Marlon e eu vou estar aqui nesse momento com vocês pra gente conversar um pouquinho sobre estratégias bem poderosas para ajudar você de uma forma bem especial. Antes, deixa eu te falar, peço desculpas aí em nome da HS Seminar pela demora, né, a gente está num momento de de plataformas online, diversas coisas acontecendo ao mesmo tempo, mas acredito que tá tudo bem, agora a gente tá conectado. Então vamos seguir, vamos seguir com esse evento, vamos seguir com essa palestra. E deixa eu colocar algumas premissas para vocês que estão aqui. A gente vai abrir para perguntas ao final da apresentação para ficar mais fácil, tá? Então eu vou passar aqui, eu vou mostrar, demonstrar o conteúdo para vocês. Ao final da apresentação, então, a gente abre para vocês fazerem as perguntas. Vocês têm a opção de ir colocando as perguntas Assim que vocês forem tendo insights, dúvidas, perguntem, e através de joinhas aí, de votos, vocês conseguem dizer quais têm mais relevância, e no final eu abro um tempinho pra gente poder trocar. Quem tiver também vontade, intenção no final de abrir a câmera e fazer pergunta ao vivo também, levanta a mãozinha, sinaliza na plataforma, que a gente faz isso aí pra vocês. Legal? Bora lá então, vamos começar. Ah, mais um aviso, galera, seguinte: essa sessão vai estar sendo gravada. Mas a gravação dela é única e exclusivamente com a minha imagem, não tem imagem de ninguém que está assistindo o evento comprometida. É simplesmente para uso da CIT como material complementar. Legal? Obrigado! Então vamos lá! Deixa eu começar me apresentando para quem não me conhece. Eu sou o Marlon Silva Domingues. Eu trabalho na CIT há 10 anos, uma jornada longa aí de muita experiência, de muita conquista, e tem muito a ver com esse lance do protagonismo. O triângulo drama que eu vou trazer para vocês. Eu comecei minha carreira na CIT em 2009 como analista de sistemas, sou formado em analista de sistemas, entrei na CIT como engenheiro de software para trabalhar com programação. E durante essa jornada toda, né, dentro da empresa, eu comecei a perceber oportunidades que antes eu não tinha visibilidade ou sequer estavam próximas de eu poder almejar alguma coisa diferente. Eu tive logo no começo da minha jornada na CIT uma oportunidade, passado 3 meses ali na empresa, de exercer liderança. E eu vinha de um background totalmente técnico, um background de TI, e eu não sabia muito bem o que era liderança a não ser o livro que eu havia lido sobre o Monge Executivo. Para mim aquilo era referência de liderança. Mas como tinha um desafio bem interessante à minha frente, uma oportunidade, eu resolvi então dedicar um tempo E entender um pouquinho mais sobre o que era ser líder de verdade. Foi aí então que eu iniciei a minha jornada de autoconhecimento, de autodesenvolvimento e de pensar em como fazer isso com as pessoas. Nesse tempo todo, já são quase 10 anos aí trabalhando, focando em desenvolver pessoas, desenvolver líderes. Hoje na CIT eu trabalho especificamente numa área focada em estratégias de liderança e coaching. É uma área nova, uma área que a gente criou, uma área interna na CIT, no qual nós pudemos trazer muito, muito, muita bagagem, muito conhecimento para a gente poder explorar internamente a forma com que nós desenvolvemos os nossos líderes. E eu estou aqui nesse momento para compartilhar um pouquinho com vocês uma das estratégias que a gente vem utilizando recentemente na empresa para poder alavancar o protagonismo das pessoas. E é isso que eu vou fazer aqui com vocês. Nas minhas últimas duas aparições na HSM, agradeço à HSM mais uma vez pelo convite, aceitei também, Nas minhas últimas duas aparições na HSM eu foquei muito no assunto liderança Lean e Lean coaching. E esse ano eu venho aqui trazer um pouquinho de conhecimento e conteúdo mais voltado para o seu mindset. Legal? Então essa é a pessoa, Marlon Silva Domingues, e eu vou estar aqui apresentando para vocês um conteúdo sobre o triângulo drama. Não sei quem aqui de vocês conhece esse assunto, já teve interações com o tema, já leu a respeito disso, mas eu vou tentar trazer esse conceito do triângulo drama muito relacionado com o contexto corporativo, principalmente com a carreira. Legal? Então fica comigo aqui que eu tenho coisas legais para compartilhar com você. Vamos lá, muito importante a gente setar as nossas expectativas aqui, porque esse é um assunto da caldo. Se a gente pudesse explorar aqui durante 5, 6 horas, um dia inteiro de workshop, tem muita coisa que a gente pode trazer à tona relacionado a esse tema do Triângulo Drama. Mas eu quero ser muito específico com vocês aqui nesse tema conectado com a carreira. Qual é a sua carreira? Como é que tá sua carreira hoje? Tá feliz com a sua carreira hoje? É uma carreira que te traz oportunidades? É uma carreira no qual você se considera protagonista? É exatamente disso que eu quero falar. Eu quero construir com vocês aqui uma ideia poderosa sobre "Como é que eu faço pra sair da situação que eu me encontro hoje pra chegar mais próximo de uma situação de protagonismo?" É muito bacana que hoje em dia é muito comum as pessoas terem diversas fontes, formas, o coaching por aí pra poder tirar a pessoa de um lugar e chegar pro outro, ou simplesmente você deve estar cansado de ouvir que você tem que ser protagonista da sua carreira. Sim ou não? Provavelmente sim, mas o grande ponto é: quem é que te conta como que você pode fazer isso? Eu, na minha experiência, naquilo que eu já aprendi, lidei, experimentei, vencei em relação à liderança, existe muito pouco de conteúdo em livros ou vídeos relacionados à liderança ou protagonismo de carreira neste novo, novo, novo, novo normal. É importante dizer para vocês também que aquilo que eu vou trazer para vocês aqui está relacionado com o contexto atual que nós estamos vivendo, um momento que a gente está próximo a sair de um mundo pandêmico. Então é importante a gente saber o que é que a gente tem que conquistar, o que é que a gente precisa fazer. Então as expectativas estão relacionadas a esse cenário. Legal, gente? Bora lá! Seguinte, pra gente começar, pra aquecer os motores, um ponto muito, muito importante dentro da sua carreira, dentro das suas relações, no seu ambiente de trabalho, existem duas coisas que você não consegue, não pode evitar de forma alguma: é a comunicação e os seus relacionamentos. Como é que você hoje considera a forma com que você comunica? É leve? É clara? É transparente? É direta? É específica? É objetiva? Esse lance da comunicação é tão interessante, vou contar uma história, ela é longa, mas vou transformar ela numa história bem curta pra vocês. Comunicação tem um poder gigantesco. Durante a minha jornada na CIT, uma das coisas que eu almejava, que eu tinha um grande sonho, era poder ter uma experiência fora do Brasil, ou seja, trabalhar pela CIT, mas em outra base Brasil. A CIT hoje está presente em diversos países como China, como Japão, Austrália, recentemente Portugal e Estados Unidos. Lá atrás a CIT estava nos Estados Unidos e eu queria ter essa experiência de ir pra lá. Não só nos Estados Unidos, estava nos Estados Unidos e China, perdão. Eu queria ter a experiência de ir para os Estados Unidos. Eu tinha alguns amigos na CIT que já estavam fazendo esse movimento e eu almejava uma oportunidade como essa. Então eu cheguei pro meu diretor e falei: "Ó, tem uma obstaculação, tem um sonho aqui. Eu quero poder desenvolver um trabalho fora do país." Essa foi a minha comunicação. Foi isso que eu contei pra ele. E ele falou: "Pô, Marlon, legal, vou ver o que a gente pode fazer. Vamos pensar juntos, me dá um tempo pra eu poder observar as oportunidades e eu te retorno." Naquele momento eu achei que não fosse ter retorno, mas teve. Teve um retorno. E ele voltou para mim e disse: Marlon, tem uma notícia que vai te deixar muito feliz. Eu consegui aquilo que você queria, eu consegui uma oportunidade fora do Brasil para você. E eu falei: nossa, que legal, que bacana! Quando é que eu vou para os Estados Unidos? Ele falou: não, não falei Estados Unidos, você vai para China. Como assim, para China? Eu queria para os Estados Unidos. Não, Marlon, você falou para mim que você queria uma oportunidade fora do Brasil. E aí que eu me liguei no poder da comunicação. Eu não fui específico, eu não fui objetivo, e eu fui parar na China. Enfim, a China me trouxe uma série de coisas poderosas, oportunidades. Eu tô fazendo o que estou fazendo hoje devido à China. Mas eu quero chamar atenção pra vocês que a sua comunicação é muito poderosa, e a sua comunicação é a ferramenta principal pra você fortalecer relacionamentos ou você afundar eles. Talvez muitas pessoas que estão assistindo nesse momento estejam se perguntando: mas Marlon, esse assunto é só para profissão? Só para carreira? Não, isso aqui vale para sua vida, mas o meu foco aqui vai ser falar de carreira. Mas começa a se antenar e se perceber se algumas coisas que você consegue associar fora do contexto profissional aparecem, e tá tudo certo se aparecer, legal? Porque comunicação e relacionamento você usa em qualquer lugar. O que você vai aprender aqui provavelmente você vai conseguir se conectar em outras áreas sua vida também. Legal? Então, a comunicação e relacionamento, quando não estão muito bem aperfeiçoados ou claros ou muito bem tratados de um indivíduo para o outro, é a porta de entrada para os conflitos. Comunicação e relacionamento— guarda essa de cara aqui— comunicação e relacionamento são as portas de entrada para você não vivenciar um protagonismo de carreira. Faz sentido? Muito estranho ainda? Eu vou explicar melhor para vocês. Vocês provavelmente durante o dia a dia de vocês, vocês devem interagir com outras pessoas, vocês devem interagir com seus clientes. Hoje no mundo pandêmico, mesmo online, você tem que interagir com as pessoas e parece que dobrou ainda mais a necessidade de comunicação, ou triplicou, não sei. Mas você continua se comunicando. Agora, o grande ponto é: como é que você recebe essa comunicação? Como é que você manda essa comunicação? E por que que eu falo que comunicação e relacionamento são as portas de entrada para você não vivenciar uma carreira de protagonismo? Porque existe modelos de mundos diferentes, de pessoas para pessoas, de grupos para grupos, de corporações para corporações. Qual é o seu modelo de mundo hoje em relação à sua comunicação e em relação à comunicação das pessoas? Quais são os feedbacks que você tem recebido relacionado à sua comunicação? É muito importante a gente parar um tempinho para poder raciocinar em relação a isso. E aí o que acontece? Dentro da nossa comunicação aparece uma figura muito poderosa, comum, e que tenta o tempo inteiro vencer o protagonismo. E essa figura chama-se vitimização. Já ouviu falar disso? Já ouviu falar: "Ah, aquela pessoa tá se vitimizando", "Nossa, essa pessoa é muito vítima, tudo que ela faz ela se vitimiza". Já ouviu falar isso? Já recebeu feedback alguma vez que você estava se vitimizando? É disso que a gente vai falar agora. Pra poder contextualizar melhor esse cenário, eu quero passar um videozinho pra vocês. Ele é curto, tem 3 minutinhos, mas pra vocês entenderem sobre o que a gente vai lidar aqui. Legal? Se liga no vídeo! Show, show de bola, show de bola, show de bola, galera! Quem aqui de vocês, quantos de vocês que estão assistindo se identificaram por alguma forma nesse vídeo aí? Esse é o momento, vocês podem fazer assim: sim, eu! Porque ninguém tá vendo vocês, então tá tudo certo, vocês podem falar sem ninguém perceber isso ou causar mal-estar. Mas a gente faz esse movimento o tempo inteiro. Então eu tava falando pra vocês sobre a figura da vítima. A figura da vítima é a figura que impede vocês de vivenciarem uma carreira ou uma vida com muito mais protagonismo. Isso tem a ver com a forma com que você se relaciona, a forma com que você se comunica. E o que acontece muitas vezes é que se existe, existe uma vítima Existe também uma outra figura, que é a do vilão ou da vilã. Por quê? Porque a vítima se sentiu vítima porque alguém a culpou ou alguém colocou ela nessa situação. A gente vai falar melhor sobre isso. Deixa eu contar uma coisa pra vocês. Por diversas vezes em que eu ouvi a palavra vitimismo, ou você está se vitimizando, ou você tem que parar de se vitimizar, Eu pouquíssimas vezes entendi ou ouvi ou recebi modelos ou estratégias ou caminhos para sair da vitimização. Eu me vitimizo bastante, pra caramba! Sabe qual é a diferença? Hoje eu sei como sair disso. O tempo que eu fico nesse papel de vítima, ele é muito, muito menor do tempo que eu ficava anteriormente. E isso eu posso dizer pra vocês que é um grande aliado e ingrediente pra acelerar a sua carreira. Porque é aí que nasce o protagonismo. Deixa eu falar uma coisa pra vocês, uma coisa pra vocês importante. Se eu pudesse voltar atrás na minha jornada, eu pudesse pedir um conselho pra mim mesmo, pra outras pessoas relacionados a: como é que eu posso ser mais protagonista? Como é que eu posso vencer esse modelo de vitimismo? Eu provavelmente chegaria à conclusão de algumas coisas, como por exemplo: qual é o veículo que eu posso utilizar para poder sair do vitimismo? As pessoas geralmente não te contam isso. Se eu quero sair de um ponto A e chegar num ponto B, é isso que a gente mais ouve, você tem que sair de um ponto A e chegar num ponto B. Isso aí virou jargão. Mas o que eu faço para poder sair de um ponto A e chegar no ponto B? Você precisa ter um veículo. Você precisa ter um veículo. Como é que as pessoas, como é que a NASA manda os astronautas para a Lua? Tem um veículo. E tem um veículo próprio. Porque não é qualquer veículo que faz você sair da Terra para chegar na Lua. Não é qualquer veículo que faz você sair do vitimismo. Esse é um ponto importante de você se ligar. Uma outra coisa que é importante pra você pensar, caso você queira sair do vitimismo, é pensar que se tem um veículo, precisa ter um combustível. Combustível! Como é que seu veículo vai funcionar sem combustível? Então, se tem um veículo, e precisa ser um veículo certo, precisa ter um combustível certo pra fazer ele funcionar. Muito importante isso. Uma outra coisa importante pra ajudar você a vencer essa jornada? Você precisa ter uma rota. No caso contrário, qualquer caminho funciona. Qualquer caminho funciona. Se você vai sair da Terra para ir para a Lua, se não tiver uma rota, você vai parar em qualquer outro lugar, em qualquer buraco de minhoca, mas não na Lua. Qual é a rota? E um outro ponto importante, por último— eu estou me atrapalhando aqui com as câmeras, mas a gente se entende. Barreira. Quais são ou qual é a principal barreira que você vai encontrar na sua jornada? Porque isso vai acontecer. Então, recapitulando, gente, eu tô falando para vocês aqui que o que eu vou trazer para vocês nessa palestra para ajudar vocês a sair de forma prática, porque não adianta só ficar contando teoria para vocês aqui, eu quero que vocês conheçam algo prático, quero dar para vocês um veículo, eu quero dar pra vocês o combustível certo, eu quero mostrar pra vocês a rota certa e eu quero trazer à tona as principais barreiras que você provavelmente vai enfrentar se você quer vivenciar uma carreira com mais protagonismo, se você quer sair do seu modo vítima e ter mais responsabilidade pelas coisas que acontecem ao seu redor. Legal? Tranquilos até aqui? Se tiverem perguntas podem colocando aí. Vamos lá, deixa eu falar um pouquinho de uma coisa que é muito poderosa: mindset. Mindset fixo e o mindset de crescimento. Esse é um tema abordado já há algum tempo, né, ficou muito famoso em 2018 com o lançamento do livro da Carol Dweck, especialista no assunto, sobre a diferenciação das mentalidades, né, o mindset que nós temos aqui. Mindset nada mais é que a configuração da tua mente. Como é que a tua mente está configurada? Nós, a gente vem nesse mundo aqui sem um manual de instrução. Então decifrar isso com o tempo é uma das suas funções. Criar a sua regra, como é que você funciona, e as pessoas passam a te respeitar melhor quando você dá clareza para elas de como é que é o seu funcionamento. Então basicamente nós temos dois tipos de mindset: o fixo e o de crescimento. O que é o mindset fixo, gente? É aquele mindset travado em uma única estratégia. Numa única crença, que eu olho e falo: "Não, se não for assim, não funciona. Tem que ser desse jeito." E qual que é o mindset de crescimento? É o mindset que eu aprendo, que eu expando, que eu permito ganhar volume com coisas diferentes daquilo que eu acredito, mas eu experimento. Eu experimento. Como é que eu consigo dizer se uma pessoa tem um mindset fixo ou de crescimento? Quando ela me conta uma situação e me diz se as ações que ela vem tendo naquela situação estão levando ela pra frente ou mantendo onde ela está. É muito importante esclarecer aqui que você não tem um mindset fixo o tempo todo, você não tem um mindset de crescimento o tempo todo. Existem determinadas situações onde você exibe um mindset fixo, determinadas situações onde você exibe um mindset de crescimento. Agora o ponto é: para quais situações você acredita que você precisa trabalhar melhor o seu mindset de crescimento? Como é que eu sei? Os resultados. Como é que estão os seus resultados naquela área especificamente? Para comunicação e relacionamento, seu mindset é fixo ou de crescimento? Que que você acha? Não sei. Se pergunte nesse momento. Você vem tendo mais resultados positivos ou negativos em relação às suas ações nessas áreas de comunicação e relacionamento? Essa é uma pergunta bem poderosa para você refletir, você verificar que como é que tá o seu movimento, como é que tá o seu movimento. E aí aqui começa uma grande questão, gente. O mindset fixo normalmente ele é o mindset do vitimismo. Quando nós estamos vivenciando uma situação em que nós desejamos obter um resultado diferente, continuamos forçando e fazendo aquele único movimento que a gente conhece, a gente começa a sentir rigidez. Um mindset fixo, ele funciona da seguinte forma: reatividade. É o mindset reativo. E um mindset reativo faz o quê? Faz com que você fuja, que você lute ou que você congele. Um mindset fixo faz com que você fuja, você congele ou você lute. Então começa a se perceber se para situações de carreira, por exemplo, você se encontra em situações como essa. De fuga, de luta ou de travamento. E aí o que acontece? O mindset fixo ele te leva para um modelo e esse modelo chama-se Triângulo Drama. O Triângulo Drama, gente, é um modelo que foi criado pelo professor Karpman, um psicólogo, psicoterapeuta lá dos anos 70 no qual ele começou a observar padrões das pessoas, principalmente em pessoas que estavam envolvidas em relações, seja familiares, seja corporativas. Independente das relações, ele começou a observar alguns padrões. Se tem uma coisa que é poderosa na arte de desenvolver seres humanos é você observar padrões. Hoje de manhã eu tive um papo com um colaborador da CIT no qual ele tava me pedindo algumas dicas de carreira e falou: "Tô começando agora minha jornada na empresa." "O que você falaria pra mim?" E a primeira coisa que eu falei foi: "Observe o padrão das pessoas. Você está chegando num núcleo, num grupo. Observe como é que as pessoas se relacionam, observe como é que as pessoas se comunicam, observe os valores das pessoas." Então o Karpman, ele observou claramente muitas relações disfuncionais e começou a perceber que aquilo tinha um padrão. E esse padrão levava ele, levou ele a criar 3 arquétipos muito poderosos, muito poderosos. O primeiro arquétipo que aparece no modelo dele é a vítima. É a vítima, exatamente. A vítima é um modelo, é um arquétipo, é um padrão que normalmente Muito comum, diariamente, todos os dias vai aparecer na sua jornada. Quantos de vocês aqui já se vitimizaram hoje por alguma razão? Quantos de vocês aqui já se vitimizaram pela pandemia desde que ela começou? Tô falando alguma besteira? É óbvio, é normal, é padrão do ser humano a gente se vitimizar. Não tem problema em você se vitimizar. Novamente, é o quanto que você fica nessa postura. Então, para poder ampliar o seu mindset, o que que eu vou fazer, o que que eu tô fazendo com vocês nesse momento, gente? Eu quero ajudar vocês através desse modelo a vocês começarem a sair do mindset fixo e ir para o mindset de crescimento. Por quê? Vocês vão ganhar veículo, combustível, rota e entender melhor as barreiras. Deixa eu fazer um parênteses muito importante do porquê que é poderoso você conhecer modelos, conhecer padrões. Saber mais como sair de determinadas situações. Normalmente, normalmente, hoje em dia o que a gente observa é que as pessoas ainda tratam o desenvolvimento humano como algo intuitivo. Eu me peguei fazendo isso lá atrás quando comecei, quando eu era um cara técnico, quando eu era um programador, quando me colocaram para liderar, a primeira coisa que você faz é usar da tua intuição. Quando você usa a tua intuição, você busca principalmente as suas experiências de vida para poder dar um pitaco em situações que são apresentadas a você. Ah, então vem ali o Joãozinho, ele brigou com um companheiro dele, e aí você como líder tem que ajudar a resolver aquilo. O que é que você faz? Você busca as suas experiências prévias relacionadas a esse tipo de situação para poder sanar. Se você não encontra experiências corporativas, você busca experiências de vida. E aí você tenta solucionar um problema corporativo, muitas vezes com padrões familiares. E aí que mora o grande problema. O que eu quero dizer com tudo isso? Pra liderar, pra desenvolver pessoas, pra se autoconhecer nesse novo, novo mundo, é preciso entender que Desenvolvimento de pessoas não é algo intuitivo. Existem modelos, existem ferramentas, existem veículos corretos, combustíveis corretos. E uma das coisas que vai ajudar vocês a sair de um modelo de vitimização pro protagonismo é vocês entenderem um pouco melhor esse jogo social chamado Triângulo Drama. Legal? Muito importante esse ponto. Seguindo, a gente tá falando da vítima. A vítima é o primeiro arquétipo que aparece nesse triângulo drama. A vítima é a figura que, por alguma razão, ela se sente que ela está devendo sempre. A vítima, ela possui duas vertentes, ou seja, ela é a culpada por tudo, então tudo que acontece ela fala: "É culpa minha, o carro não parou no semáforo, a culpa é minha, o semáforo não abriu, a culpa é minha." Ou a vítima também tem um outro lado, da síndrome do impostor, é aquela pessoa que por mais que ela receba elogio, ela não consegue se reconhecer nisso. Então aquela pessoa que chega e fala: "Parabéns pelo seu trabalho, que maravilha, foi legal demais o que você fez." "É, show de bola, mas não fiz sozinha, não foi só eu que fiz isso." Ou: "Ah, mas não é para tanto também, é que só tinha eu, se tivesse mais pessoas eu não teria recebido esses elogios." Então as pessoas tendem a se boicotar, até mesmo com elogios. Essa é a característica de uma vítima, gente. Uma vítima. E uma vítima corporativa é aquela pessoa que passa 30 anos no mesmo lugar reclamando e sem saber do porquê que ela tá, dizendo que a culpa é do outro, é externa, procurando vilões e vilãs para poder dizer: é por causa dele que eu estou aqui. Foi ele ou ela que me colocou aqui. E sabe o que é mais interessante sobre a questão da vítima? A vítima, para uma vítima existir, tem que existir necessariamente um vilão, uma vilã. Mas não necessariamente um vilão, uma vilã são pessoas. Podem ser circunstâncias, podem ser situações. Então muitas vezes A gente simplesmente pensa como vilão e vilã: "Ah, cadê? Cadê o vilão e vilã?" Não, na verdade pode ser a cadeira que você passou, chutou, ela se torna uma culpada. "Por que ela estava no meu caminho?" Então uma vítima, para existir, ela precisa ter um vilão ou uma vilã. Esse é o segundo arquétipo do Triângulo do Drama. E o que o vilão faz? Ele culpa, ele aponta o dedo. Ele permite com que a vítima continue sendo vítima. Esse é o papel do vilão: fazer com que a vítima não saia dali, que ela continue se vitimizando, porque esse é o papel dela. Se a vítima, por alguma razão, começa a compreender que ela poderia fazer diferente, o vilão fala: "Não, mas você lembra que lá atrás você também fez isso? Desculpa." Então esse é o papel do vilão: culpar, culpar e culpar. Legal? E pra fechar essa dinâmica que existe, existe mais uma figura, mais um arquétipo, que é o herói e a heroína. Qual é o papel do herói, gente? Se existe vítima, existe vilão. Se existe vilão, vai aparecer sempre super-heróis, um herói e uma heroína. E o que o herói e a heroína faz? Salva a vítima. Esse é o papel do herói e da heroína: salvar. Sabe o que acontece se o herói aparece? Desculpa. Ele impede que a vítima cresça. Ele impede que a vítima aprenda. Porque ele vai lá e salva a pátria sempre. Ele fala pra vítima: "Oh, deixa, deixa que essa responsabilidade agora é minha, deixa que eu resolvo, coitadinho de você, imagine que isso aí é sua culpa, você não tinha culpa, você não tinha competência pra poder fazer isso, pobrezinho, pobrezinha." Esse é o papel do herói. E aí, quantos heróis você consegue identificar na sua jornada, que você nomeou como herói, ou que você permitiu que virassem seus heróis? E os vilões, consegue reconhecer algum? E vítima, já foi uma? Você no papel de liderança, se esse é o seu caso, consegue observar essa dinâmica acontecendo nos seus times? Onde existe uma vítima, existe vilão, vilã, existe herói, heroína? Pois bem, isso é mais comum do que você imagina. O tempo todo nós estamos diante desse triângulo drama, se existe relações acontecendo, se existe relações acontecendo. E o que que a gente precisa fazer para mudar essa dinâmica? A gente precisa ensinar a vítima uma postura diferente. "Ah, Marlon, mas se existe um vilão, eu não tenho que atuar nele? Eu não tenho que denunciar esse vilão pra qualquer coisa, pra RH, pra alguém?" O que acontece se você trabalhar numa dinâmica pra mudar o herói e o vilão dessa jogada? A vítima continua existindo. A vítima jamais vai ser protagonista. Cê pode até mexer no herói e no vilão, cê pode até dar feedback, eles podem até aprender, mas a vítima continua vítima. E essa vítima vai encontrar novos heróis, novos vilão e vilãs em outras situações. Por isso, o principal trabalho a fazer é você, se você está numa situação de vitimismo, é você se trabalhar. Se você é líder e está observando Esse tipo de dinâmica nas suas equipes, o principal trabalho é procurar quem é a vítima. É nela que você tem que trabalhar. É ela que precisa aprender. É ela que precisa mudar o mindset dela. Porque o mindset de vítima qual que é, gente? É o mindset de fuga, é o mindset de trava, é o mindset de luta. A vítima ela não tem foco em solução, ela foca no problema. Esse é o grande ponto, o foco da vítima é o problema, não a solução. Uma dica para vocês facilmente, é uma dica fácil de vocês compreenderem, é quando vocês forem verbalizar uma queixa para os seus gestores ou para qualquer pessoa que você se relaciona, vocês colocam essa sua queixa simplesmente negando ela Um exemplo simples, um exemplo bem simples aqui: eu não quero mais ter que fazer hora extra, tá? Cheguei com a minha queixa para o meu gestor ou falei para mim mesmo diante do espelho: eu não vou mais fazer hora extra. Isso aí é um movimento de protagonismo, Marlon Silva Domingues? O que vocês acham? Não. Por quê? O seu foco ainda está no problema. Você pode até afirmar isso: não quero. "Não vou mais fazer isso", mas a energia ainda é de negação. O que uma pessoa protagonista faz numa situação como essa? Ela expressa aquilo que ela quer ao invés disso. Se você não quer mais fazer hora extra, alguma coisa você quer no lugar disso. O que é que você quer? Então facilmente você começa a perceber sinais de fumaça Perceberam agora o título? Sinais de fumaça relacionado à comunicação das pessoas. Por que que eu coloquei no título, né, você trabalha em sinais de fumaça ou incêndio? Porque o que normalmente a gente faz é focar em situações ou ser procurados como líderes em situações que já estão pegando fogo. E aí é muito difícil de reverter. É possível reverter? É possível reverter. Mas dá um trabalhão, drena muita energia, envolve muita gente. E se a gente pudesse trabalhar em sinais de fumaça? Se o nosso mindset tivesse mais conectado com esse, com esse modelo que vocês estão vendo aqui? E vocês tivessem a capacidade de observar melhor as relações que vocês cultivam, que vocês venciam? Como é que seria isso pra vocês? Provavelmente vocês estariam um passo à frente do problema acontecer. Quando eu falo pra vocês que eu me vitimizo pra caramba, a resposta é porque eu sou ser humano. Mas o que faz eu agir de forma diferente? Ter clareza sobre um bom veículo, sobre um bom combustível. Eu tô trazendo pra vocês aqui um modelo, porque, de novo, liderança nesse novo novo mundo não pode ser algo intuitivo. Desenvolver pessoas nesse novo mundo não pode ser algo intuitivo. Você precisa trazer estratégias, estratégias baseadas em observações de padrões. O que funciona, o que não funciona? Eu estou há 10 anos fazendo isso. Seria muita alucinação eu não conseguir verbalizar para vocês que eu consigo observar claramente nas pessoas que eu trabalho os movimentos que levam elas a terem protagonismo de carreira e os movimentos que não levam. É observável, padrão do ser humano. E esse tema, esse assunto que vocês estão vendo aqui agora, é um dos assuntos do momento da nossa empresa, onde as pessoas começam a ter mais clareza de qual tipo de arquétipo eu venho praticando com mais frequência. Porque provavelmente se você é vítima, você também vai ser vilão, você também vai ser herói em diferentes contextos. Esse é um jogo social que acontece o tempo inteiro. Portanto, a sua função como protagonista da tua vida é identificar vítima, é identificar o seu vitimismo. Estou vitimizando. Tenha consciência disso, ponto. Porque muitas vezes a vítima ela fica inconsciente. Se tem uma coisa que pra mim é muito importante em doar pra humanidade, pras pessoas, é opção de escolha. E como é que você ganha opção de escolha? Conhecendo modelos, conhecendo ferramentas, conhecendo outras estratégias. Não tem problema você se vitimizar, contanto que seja uma escolha consciente. "Eu estou me vitimizando agora e tá tudo bem. Me dá 10 minutos, me dá meia hora, me dá um dia pra eu poder vivenciar isso e amanhã é outra história." Essa consciência faz de você um verdadeiro protagonista, uma verdadeira protagonista. Porque a escolha tá nas tuas mãos. Você traz a responsabilidade pra você e não coloca nas costas das pessoas. E tem um ponto muito importante, muito poderoso aqui. Essa dinâmica, todos que participam dessa dinâmica acabam sendo prejudicados, porque vilão fica sendo consumido o tempo inteiro por culpa. Muitas vezes o vilão nem sabe que é vilão. Por isso que eu trabalho na vítima. Se você tá sendo, se você tá se sentindo perseguido, ou se por alguma razão você sentiu que houve um abuso ali, deixa o vilão saber. Se não é com ele, encontra outro canal, mas ele precisa saber que ele está sendo um vilão. Caso contrário, continua se sendo vítima. O herói peça ajuda, mas peça uma ajuda consciente, uma ajuda de provocação, para que seu herói tenha uma habilidade diferente de te cutucar, para que você faça E não para que ele te dê as respostas e você execute exatamente aquilo que ele falou. Você vai vivenciar um outro modelo de mundo, o modelo de mundo do seu herói. Ou muitas vezes você simplesmente vai se colocar na posição de "ele faz tudo certo". Alguns estudos demonstram o seguinte: por que nós nos vitimizamos? Porque é um prêmio. A vítima consegue culpar alguém e receber um troféu de outro extremo, ou seja, alguém que me salva. E eu fico aonde, gente? Aqui, aqui é aqui onde está sua carreira hoje, é aqui onde está o seu crescimento hoje. O quanto que você hoje é capaz de me dizer que você vem vivenciando contribuição, significância, certeza, crescimento na sua vida profissional? O que que é esse seu aqui? Provavelmente é o seu mindset fixo, se você está aqui. E aí, Marlon Silva Domingues, tudo bem, entendi, você está me dizendo aí que existe um modelo, um jogo social, onde as pessoas ficam ali se retroalimentando e a figura principal desse drama todo é a vítima, porque através dos óculos da vítima que eu procuro um vilão, que eu procuro um herói, E por que que a gente fala de mindset, gente? Porque dependendo do que tá aqui é a forma com que você enxerga o mundo. Porque muitas vezes uma outra pessoa pode simplesmente dizer que aquela situação não é uma situação de vitimismo, tá tudo certo, é uma outra perspectiva. Então são os seus óculos que determinam o nível de vitimismo que você tá e quem são os culpados por isso. Legal, bacana, entendemos que existe esse jogo social, que ele é provocado por um mindset fixo, que são as nossas comunicações e relacionamentos que são gatilhos para isso, porque se eu não me comunico bem, provavelmente eu dou espaço para as pessoas me colocarem nessa situação, ou eu me coloco nessa situação. Mas como é que eu faço para mudar esse jogo, Marlon? Como é que eu faço para ter uma rota mais poderosa ou me antecipar em relação ao incêndio? É isso que a gente vai ver agora. Existe uma outra dinâmica, que é o inverso disso, que foi o que o Karpman estudou. Se existe um triângulo drama, se existe arquétipos que mantêm a vítima em seu estado de vitimismo, existe um outro modelo que é o inverso disso. Eu vou usar aqui a nomenclatura dos arquétipos, as is, como está no livro, mas eu vou trazer aqui a tradução que eu acho que faz sentido e que eu uso nas minhas interações. Então vamos lá, o que é o oposto da vítima? O que é o oposto da vítima? É você ser um criador, uma criadora. A palavra no livro em inglês é creator, né, be a creator. Mas aqui eu gosto de trazer a palavra protagonista. Um criador aqui não é: "Ah, eu tenho que virar Deus, criador." Não! Aqui é protagonismo, gente. Criador da minha realidade. Eu sou criador da minha realidade. Se eu estou vivenciando problema, o que eu quero ao invés disso? O que eu preciso fazer hoje para sair dessa situação? Caso contrário, o vitimismo vai continuar e eu vou continuar buscando meus heróis, meus vilões e vilãs. Então torne-se um criador, uma criadora da tua realidade. Você é quem manda no jogo, a carreira é tua. Você deve aprender a colocar os seus limites. Como é que uma vítima deixa de ser vítima? Coloque limites. Como é que eu coloco meus limites, Marlon? Aprenda sobre valores. Quais são os seus valores? Quais são os seus valores? Porque é através deles que você toma suas decisões diariamente. São os teus valores que determinam os teus limites. São os teus valores que fazem com que você se motive e você se desanime. São nos teus valores que a comunicação das pessoas, muitas vezes, quando não são muito bem trabalhadas, afetam, cutucam, machucam. E aí você entra na defensividade, vira vítima. Então você torna um criador da sua realidade, uma criadora da sua realidade. Legal! A pessoa criadora, protagonista, é: eu sou responsável, eu posso fazer, eu consigo. Eu não estou falando de culpa, estou falando sobre responsabilidade. É muito interessante que eu trabalho com diversos cenários de coaching executivo na empresa. E muitas vezes quando você pergunta para as pessoas: "Qual é a tua responsabilidade nisso?" Quase que 100% respondem: "50%." Porque tem 50% da empresa. Para com isso! É 100% daquilo que é 50% seu. Você tem uma carreira, ela é minha. E quais são os meus limites? O que eu posso fazer relacionado a isso? Se você perde ou desperdiça banda mental para saber que tem 50% de uma outra pessoa, Você não se mexe. É 100%, tem que ser 100%, caso contrário não funciona. Legal? Como é que eu neutralizo um herói? Como é que eu neutralizo o meu vilão? Vamos falar do vilão primeiro. Como é que eu neutralizo o vilão? Aqui o nome é desafiador, né? O inglês eles chamam do challenger. Então o que uma vítima precisa aprender a olhar? Como é que ela muda o mindset, os óculos dela? Porque se ela olhar toda vez aquela situação, aquelas pessoas como vilão e vilã, ela jamais vai conseguir fazer o próximo passo, o movimento de aprender com aquela situação. Pra mim, o vilão, olhar pro vilão, pra eu sair do estado de vitimização, eu tenho que transformar aquele vilão em alavanca. Independente da situação, e eu sei que pode ser profundo isso aí, você deve estar perguntando: Independente, Marlon? Independente da situação, independente da situação, se você tiver a capacidade de olhar para a situação que você está com gratidão, com perdão, você começa a olhar aquele vilão ou vilã como seu impulsionador ou sua impulsionadora. Lembra, vilão e vilã não são pessoas somente, situações, circunstâncias. O que que essa situação me permite fazer de diferente? Lembra da China? Eu fui parar na China e chegando lá, sabe o que que eu fazia? Eu lembro claramente, eu lembro claramente, cheguei na China, na primeira semana eu trabalhava, eu ia trabalhar a pé, era possível trabalhar a pé, eu trabalhava a pé e eu ia com a minha mochila nas costas andando pelas ruas dizendo: "Eu queria estar nos Estados Unidos, por que que eu vim parar aqui?" Eu juro para vocês, esse era o meu mindset. "O que que eu tô fazendo aqui?" "Eu poderia estar nos Estados Unidos, lá seria bem mais legal." Eu fiquei uma semana dessa forma, dessa forma. Quando eu saquei que eu poderia olhar para aquilo ali como uma grande oportunidade, e sabe qual foi o teste que eu fiz? Eu me peguei um dia pensando, eu lembro, eu estava sentado tomando um café, eu me lembro pensando o seguinte: "O que seria diferente, exatamente como eu estou hoje, se eu estivesse nos Estados Unidos?" E eu me vi andando na rua lá dizendo: "Eu queria estar na China, eu queria estar na China, eu queria estar na China." Ou seja, não é o ambiente. Então resolvi fazer o quê? Pegar aquela situação que eu estava e transformar num trampolim. E foi lá na China que eu tive a grande chance de exercer coaching executivo pela primeira vez. Foi lá na China que eu tive a oportunidade de conhecer o presidente da CIT e poder falar de coaching para ele. Que viesse a se tornar depois no futuro uma pessoa que passou pelo processo comigo. Quando na minha vida eu ia imaginar que um cara que saiu da área de desenvolvimento de software, que veio trabalhar com liderança, que se mudou para RH da empresa, viria a fazer coaching como presidente da empresa? Isso não passava, isso era um sonho, mas não passava na minha cabeça. Mas por que aconteceu? Porque eu peguei aquela situação e transformei num trampolim, no meu desafiador e não no meu vilão, na minha vilã. E por último, o que eu faço com a figura do herói? Exija uma posição coach. E eu vou trazer aqui uma explicação do que é o coach pra vocês, porque eu sei que vai vir na mente de vocês uma vozinha, a sua little voice dizendo: "Lá vem mais um cara falar o que é coach, ah!" Aguenta aí, segura aí. Aqui na CIT nós trabalhamos fortemente esse conceito. Nós não temos nada a ver com a banalização do mercado. Coaching para gente é uma habilidade de liderança e a gente trabalha fortemente isso aí. A propósito, vou trazer um presente para vocês aqui no final. Vou mostrar para vocês o nosso framework de coaching da CIT que permite a gente fazer coaching em 10 minutos aqui. A gente ensina nossos líderes a fazerem coaching em 10 minutos na CIT. A gente tem uma metodologia própria disso, porque a gente pesquisou muito, a gente mergulhou muito nesse assunto. Mas enfim, essa palavrinha não fui eu que inventei não, isso aí foi o próprio Karpman lá nos anos 70 que trouxe a palavra coach na sua essência, como ela é. Porque o coach, diferente do herói, ele questiona, ele não dá resposta, ele provoca. Ele desafia a pessoa a ir mais longe, ele motiva a pessoa a errar, experimenta, faz diferente. O herói, ele põe a sua capa, ele fala: "Senta aqui no cantinho que eu resolvo pra você." Por quê? Porque o herói, ele precisa de prêmios. O coach não. O coach quer ver a vítima brilhar. O coach quer ver a vítima dar o próximo passo. O coach quer ver a vítima ser protagonista da própria carreira. Então se você tá buscando mais protagonismo, se você tá buscando crescer na tua carreira, pensa nas suas influências. Quais são as demandas que você mais exige das pessoas? Pessoas que te tragam respostas o tempo inteiro? Pessoas para culpar? Ou você tá buscando pessoas que tragam para você um trampolim, um degrau para você subir, que você possa reconhecer como oportunidades e que te provoquem a ser melhor. Muitas vezes a provocação não é tão boa, né, gente? A gente quer respostas, a gente quer caminhos, clareza. Mas as provocações fazem um movimento muito poderoso, que é o de aprender. Não existe aprendizado quando você está executando alguma coisa. Vocês sabiam disso? Não é ali que está o aprendizado. O aprendizado, ele faz sentido na tua mente quando você olha para trás e pensa naquilo que você fez, seja um erro ou um acerto. Essa conexão de o que eu aprendi lá atrás que eu posso fazer diferente é o que gera aprendizado em você. Isso é muito importante. Legal? Então a figura do coach aqui é a figura que ela neutraliza o papel do herói, porque ela age de forma diferente. Legal, né? Muito bonito essa dinâmica desses modelos. Vocês estão bem aí? Dá uma respirada. Então a gente viu um modelo que é um modelo onde existe um jogo social que coloca a gente em estado de vitimização, né, um mindset de vitimização. Existe um modelo oposto que permite você pensar em quê? Em ser o criador da tua própria realidade, em protagonismo. Legal, muito lindo, Marlon Silva Domingues, bacana a teoria, vou pensar em pessoas ali empoderando, pessoas me provocarem, "Mas na boa, funciona? E se eu quiser aplicar esse modelo em eu, em mim mesmo? Como é que eu faço? Cadê a praticidade disso aqui?" É tão legal, eu faço essas provocações porque, gente, eu trabalho numa empresa de tecnologia. 99% das pessoas são de formação de tecnologia: engenheiros, engenheiras, analistas, cientistas. E uma das coisas que é poderoso na CIT É a gente pegar conceitos que às vezes são subjetivos e tornar eles mais palpáveis, estruturados, reais, praticáveis. Então o que eu quero deixar pra vocês aqui, de presente de coração? Prática. Porque pra mim é assim, você quer ser bom em alguma coisa, existem 3 pilares que você precisa realmente ter clareza. O primeiro é conhecimento, é o que a gente está fazendo nesse momento aqui. Tô dando pra vocês um roteiro. Um veículo poderoso. Sai da intuição! Lembra, existe um veículo, existe um triângulo drama, que é um jogo social, que as pessoas facilmente caem neles e elas vão se vitimizar. Existe uma rota para sair dela, essa dinâmica do empoderamento. Mas qual é o combustível, Marlon? Qual é o combustível real disso aqui? Eu quero dar para vocês o real combustível para vocês praticarem. Conhecimento é uma coisa, prática é outra, e o sucesso só vem com repetição. Conhecimento, prática e repetição. Esses são os 3 princípios que vão tornar vocês de verdade protagonistas. Uma vez que vocês têm um conceito, é preciso colocar isso em prática. Legal? Então vamos lá! Como é que vocês podem fazer daqui pra frente pra neutralizar o drama? Tô percebendo drama em mim, Marlon. Tô percebendo drama nos meus times, nas minhas relações. O que é que eu faço? "Rafa, eu sei que tem que procurar ali um coach, tem que tornar as situações mais como trampolim, mas não basta. Que que eu faço?" Legal, eu quero trazer para vocês aqui 3 estratégias, 3 estratégias poderosas para vocês aplicarem, que resolvem com muita elegância a questão da vitimização, tá? Então vamos lá, primeira coisa, gente, Uma vítima, ela se mantém no estado de vitimização devido ao seu emocional. Qual é a postura de uma vítima? É a postura assim? Uou, uou, uou! Não, né? A vítima tá sempre assim, cabisbaixa, né? Cabreira, cansada, ombros caídos. Essa fisiologia conta muito sobre o emocional. Você não vê uma pessoa que está vitimizando dizendo: "Ó, beleza, bom dia, tô vitimizando hoje, como é que você tá? Tudo certo? Vamos dar um high five aqui." Não. Uma vítima não tá nessa postura. Então a primeira coisa que você pode observar em você ou em pessoas que você acredita que estão se vitimizando é a fisiologia, é o corpo. O corpo fala. Fisiologia. Quer começar a mudar o emocional de uma vítima? Comece mudando a fisiologia dela. Ou a tua. O que é mudar a fisiologia, Marlon? É mexer o corpo de verdade. É você realmente mexer o seu corpo. É tirar seu corpo dessa postura de entrega. É fazer uma caminhada, é fazer atividade física, é nadar, é correr, alguma coisa. Ah, Marlon, mas eu não gosto dessas coisas. Então faz uma coisa que é muito poderosa, que muda a fisiologia: respirar. Respira, inspira, não pira. Respiração é uma das ferramentas que mantém você presente. O seu emocional está abalado porque você está em dois lugares: ou no passado ou no futuro. No futuro você cria ansiedade, no passado você cria depressão. Fica no presente, respira. Muitas vezes as pessoas vêm falar comigo, elas estão desesperadas. Primeira coisa que falo: calma, respira, respira. Esse ato traz a pessoa para frente, para o presente, e já muda a fisiologia dela. Esse é o primeiro passo para você mudar um estado emocional. Segundo passo é o foco. Lembra que eu falei para vocês? O foco da vítima está onde, pessoal? No problema. E sabe o que acontece? Vou dar um exemplo de uma situação com um herói, né? Vamos lá, eu, Marlon Silva Domingues, chego aqui no estúdio da CIT, Eu tô aqui com meu parceiro Leandro, vocês não tão vendo ele, mas tem um cara que tá manipulando tudo isso aqui, tá? Real! Eu chego aqui pro Leandro e falo: Leandro, seguinte, cara, acabei de ter uma treta em casa com a minha esposa e eu tô muito bravo, cara, tô muito bravo, muito bravo mesmo. Ou seja, começo a me vitimizar, claramente tem um culpado, tem uma vilã aí, minha esposa. E o Leandro faz o quê? Ele tem duas grandes possibilidades: ele pode ser herói ou pode ser o coach. Se ele for o herói, o que vocês acham que normalmente ele vai perguntar pra mim? Ou talvez o que esteja passando na cabecinha de vocês? Me façam uma pergunta que vocês me ajudam a sair da situação. Dando um tempinho pra vocês pensarem. Sabe o que normalmente vai vir? "O que é que aconteceu?" Sabe o que é isso? Curiosidade no problema dos outros. Não vai resolver em nada, você vai cozinhar ali a vítima, ela rodar no problema. Lembra que o foco da vítima é no problema? Se você faz uma pergunta do problema, onde que vai o foco dela? No problema. Se você quer atuar de forma diferente, se você foi questionado por alguém para poder ajudar, pergunte o que que ela quer ao invés disso. Pô, Marco, saquei, você chegou aqui triste, chateado, tá cabisbaixo. Deixa eu te perguntar uma coisa: O que você está buscando então? O que você quer ao invés dessa situação que eu estou vendo você? Aí é outros 500. Pô, cara, eu dei uma apresentação agora há pouco, quero ficar em paz, quero ficar centrado, tranquilo. Perceberam? Eu verbalizei aquilo que eu quero, tirei o foco do problema, vou pro foco na solução. É isso que protagonistas de carreira fazem, eles focam na solução. Legal? E terceiro ponto é a linguagem. A sua comunicação e o significado que você dá pra elas. Então se uma pessoa está vitimizando, ou se você está vitimizando, a primeira coisa é: qual é o significado que você está dando pra isso? Não, porque veja bem, Marlon Silva Domingues, lá em 2007 ou 97, a minha carreira estava estagnada. O que as pessoas estão fazendo normalmente? O significado de algo no passado. Geralmente é isso. É uma experiência que ela teve, não necessariamente naquele contexto que ela está se vitimizando, Mas ela tá trazendo uma referência. Ajude a pessoa a trazer o real significado daquilo. Você brigou com a tua esposa? E o que que isso significa? Qual é o fato? Qual é o fato? Porque se você deixar, as pessoas vão navegar em histórias, histórias ou alucinações, e elas não vêm pro fato. E aí eu crio outras imagens mentais. Tá? Então, quer mudar o estado emocional de uma vítima? Comece pela fisiologia. Ande, chama a vítima para tomar um café, vamos conversando, ande mesmo, sai de onde você tá, muda de contexto, respira, respira, verifica o foco dela. Aonde tá o foco nesse momento? Linguagem, o significado. Isso muda completamente nosso estado emocional, tá? Próxima estratégia: perspectivas. O que que mantém uma vítima como vítima? Usar o seu único e exclusivo óculos do mundo. Então existem 4 possíveis perspectivas que você pode transitar a vítima. A primeira perspectiva é dela. Qual é o seu problema? Me conta o que está acontecendo aqui. Qual é a sua definição desse problema? Ela vai ter a visão dela. Você pode ir para uma segunda posição. Nós chamamos de segunda posição a visão de uma outra pessoa que conhece o problema da vítima. Então, se eu estou aqui com o Leandro e ele fala: Marlon, para te ajudar nessa situação que você me trouxe aqui, deixa eu te perguntar: "Quem mais sabe desse seu atrito com a tua esposa?" Eu vou falar: "A babá da minha filha." Dando exemplo. "Ah, legal, a babá da tua filha. O que é que a babá da tua filha falaria se ela pudesse te dar um toque sobre a sua situação?" Eu vou ter uma outra perspectiva, de alguém com pensamento diferente. Uma terceira posição: "Marlon, me fala alguém que você confia muito, mas que não sabe dessa tua história, dessa relação." "Minha gerente, meu time." Legal. O que essas pessoas falariam? Poderiam te dar como dica, apoio? Neutro. Alguém neutro. O que uma pessoa neutra diria pra você? E uma quarta posição possível de você explorar com a vítima é um sistema. É pensar algo grande. O que é o grupo familiar? O que são os amigos? O que é empresa? "O que falaria para você se pudesse em relação ao seu problema?" Isso faz com que eu navegue em diferentes percepções aqui dentro e traga insumos para poder entender que alguma coisa eu posso mudar, com perspectivas diferentes. Então nós temos 4 grandes perspectivas que nós podemos explorar: a minha, a de uma outra pessoa que conhece a situação, a de uma outra pessoa que não sabe da situação e de um grupo de pessoas. Tá bom? Essas são as perspectivas que nós podemos explorar com a vítima ou nós mesmos, né, imaginarmos essa situação para lidar melhor com vitimismo. E por último, esse aqui, gente, tô abrindo para vocês o nosso framework, o framework que nós criamos aqui na CIT para poder ensinar os nossos líderes a fazerem coaching em 10 minutos. Por quê? Porque, gente, Liderança, liderança nesse novo mundo. Não só nesse, isso é uma coisa que a gente já falava antes da pandemia chegar, né? Mundo VUCA, novas gerações. A liderança tem que ser algo diferenciado. Liderar sem ter a habilidade de coaching, segura essa aí, liderar sem ter habilidade de coaching. Eu não tô falando de certificação, master blaster, não tô falando desses cursos de lá ficar gritando, pulando, dando em braço, não. Tô falando de uma habilidade de coaching. Liderar sem habilidade de coaching é a mesma coisa que você escovar os dentes e não passar fio dental. Nossa, Marlon, sabia que tinha que passar fio dental? Pois é, minha irmã é dentista, por isso que eu sei disso. Não tem eficiência, não tem eficácia nesse processo, gente. O líder do futuro, esse líder novo, esse líder de transformação essa era digital, ele é um líder que ele é dotado da habilidade de coaching. E a habilidade de coaching é algo muito particular, é muito específico, não tem muita história, mas é uma habilidade que tem que ser treinada, que é a habilidade de você questionar as pessoas de forma muito poderosa e ajudar elas a destravar o potencial delas. E nós temos um framework que nós desenhamos aqui na CT que ajuda muito a você tirar as pessoas da vitimização. E ele tem 3 passos, ele pode ser feito em 10 minutos ou menos, então é muito simples. Primeira coisa, a vítima tá ali com você, pergunta pra ela: você tem clareza naquilo que você quer? De verdade, qual é o seu true north? Onde você quer chegar? Qual é a sua meta? O que você está buscando de verdade? Verifique o entendimento com ela, se a própria vítima tem um entendimento real daquilo que ela precisa. Verifique com a vítima se ela tem consciência do que ela está sentindo, qual o sentimento. Quando eu falo de clareza no desafio, você precisa entender de verdade com a vítima o que ela quer, o que ela está buscando. Próximo passo é você ajudar essa vítima a criar oportunidades. Ou seja, não adianta você bater um papo com ela, ajudar a acalmar ali, e simplesmente falar legal, tá tranquilo. Não tá tranquilo. Ajuda essa pessoa a se comprometer com uma pequena ação. Baby steps, baby steps. Qual é o próximo pequeno passo que você pode fazer para começar a sair da vitimização? E aí tem uma palavrinha importante aqui que vai para o último pilarzinho, que é instigar a ação. O que é que você pode fazer hoje? Hoje, gente, quando as pessoas fazem coaching, se você não amarra isso com elas perguntando ao final de um papo coaching o que que ela pode fazer hoje, ela vai fazer isso sabe quando? No ano que vem, porque o Fulano, Beltrano, Ciclano estão de férias. Quando eles voltarem, aí eu vou questionar. E a vitimização continua. Para sair da vitimização tem que fazer algo hoje, e alguma coisa hoje você pode fazer relacionado àquilo que você quer mudar. Então, quer trabalhar com a vítima de forma poderosa? Tenha clareza, ajude, melhor, deixa eu reformular, ajude a vítima a ela ter clareza do que ela quer, ajude ela a criar novas possibilidades, porque normalmente a nossa mente mente, é fato, nossa mente mente. Então assim, a pessoa começa a entender que ela pode fazer diferente é porque a mente dela deu um um zigue-zague ali, mas a nossa mente tem um dispositivo dentro dela que é poupar energia. É poupar energia. Então verifica esse novo caminho que a vítima está disposta a fazer, perguntando até: "Isso é algo novo? É algo que você não experimentou?" Porque se for algo que experimentou, é a sua mente trazendo, poupando energia e mostrando um caminho já existente. "Ah, eu sei um caminho para chegar em São Paulo, vai por esse." Não, é caminho novo. É você experimentar um caminho novo mesmo. Se vai dar certo ou não, se vai chegar atrasado ou não, não sei. Mas é sobre experimentar um caminho novo, criar novas sinapses na tua mente. Legal? E por último, provoque ação. Se você quer ajudar uma pessoa a sair do vitimismo, ela tem que entrar em ação. Se você quer sair do vitimismo, você tem que entrar em ação hoje. "Ah, Marlon, mas o que eu preciso fazer pra sair do vitimismo tem a ver em conversar com fulano?" Ele não tá aqui hoje. "Massa, liga pro fulano, pra fulana e marca hoje, coloca na tua agenda hoje, faz algo hoje." Por quê? Porque a tua mente trabalha aí com um espaço de 24 horas. Se você não honra um compromisso que você falou que vai fazer com uma ação, isso vai por água abaixo. Esse é o funcionamento, esses são os padrões que a gente observa nos seres humanos, do porquê que funciona, porquê que não funciona, porquê que algumas pessoas crescem, têm carreiras meteóricas e outras não. Outras não. Por quê? Porque fica no vitimismo, fica no vitimismo. Pegaram, galera? Esse é o modelo. Inclusive, quem tiver curiosidade, tem uma palestra do HCM Expo do ano passado no YouTube que eu falo sobre detalhes dessa metodologia, tá? Chegamos ao final e eu quero saber qual foi o teu maior aprendizado hoje, o que que você leva desse nosso papo aqui O que você pode fazer hoje? Legal? É isso, muito obrigado de coração. Eu vou agora abrir para perguntas, quem quiser, vou responder perguntas se tiverem ali. Tem um tempinho ainda, gente, nem sei como está de horário. A gente tem um tempinho ainda, né? Deve ter uns 10 minutos aí. Então, vamos lá, vou pegar aqui o computador para olhar as perguntas. Eu vou olhar as que estão mais votadas para responder. Se alguém quiser fazer uma pergunta aí que eu abra o microfone ou a câmera, dá um toque, a gente tenta dar um jeito.









