Líderes Bons Têm Todas as Respostas

The video opens with a brief lyrical rendition of “Lean on Me,” establishing a theme of mutual support. The host, Marlon Silva Domingues, then launches into a live discussion about the pervasive corporate myth that “good leaders have all the answers.” He explains that this belief creates a heroic “cape” for leaders, feeding the drama‑triangle dynamic (hero‑victim‑villain) and leading to burnout, loss of identity, and mental‑health issues. Marlon argues that leaders must abandon the expectation of omniscience, learn to say “no” with constructive alternatives, and embrace vulnerability as a source of strength. He links psychological safety, self‑knowledge, and authentic presence to sustainable high‑performance teams. Throughout, he shares anecdotes, calls for audience interaction, and offers practical recommendations for recruitment, coaching, and personal development, emphasizing that leadership is fundamentally about people, not just technical skills.
Chapters
Sometimes in our lives we all have pain, we all have sorrows. But if we are wise, we know that there's always tomorrow. Lean on me when you're not strong. I'll be your friend. I'll help you carry on. Oh, boy. It won't be long till I'm bored of being somebody to lean on. Please swallow your pride. If I have pain, you need to pull my rope. Oh, no one can feel those loving knees that you won't let show. You just call on me, brother, when you need a hand. We all need somebody to lean on. I just might problem, but you'll understand. Hey, we all need somebody to lean on. Lean on me when you're not strong. I'll be your friend. I'll help you carry on.
Oh.
It won't be long. I'm gonna need somebody to lean on. You just call, call me brother when you need a hand. We all need somebody to lean on. I just might have a problem. That you'll understand. We all need somebody to lean on. If there is a load you have to bear that you can't carry, or I ride on the road, I'll share your load.
Microfone aqui dizendo bom dia, bom dia, bom dia, bom dia, galerinha do Instagram, galerinha do LinkedIn, galerinha do YouTube e galerinha do Facebook. Fazia milhões de anos que eu não sabia o que que era mexer no Facebook, mas eu ativei hoje. A live também está sendo transmitida no Facebook. Bom dia, bom dia para quem tá chegando agora para iniciar a conversa de hoje. Só colocar aqui, vou pedir para você aí tá chegando agora, já pega teu café, pega tua água, que a gente começa a bater um papo muito legal hoje. Sobre os líderes, líderes bons, líderes que dominam tudo. Esse é o líder mais valorizado do planeta. E manda para as pessoas, manda aí para 3, 4 pessoas que você conhece que deveriam estar nessa live aqui hoje com a gente, para a gente poder explorar esse tema aqui. Então vai lá, em 30 segundinhos para a gente começar a aquecer, aquecer. Manda, manda! Fica aqui, galerinha do Instagram, manda esse aviãozinho aí para 3, 4 pessoas que você conhece, que seria muito bacana estar nessa live aqui. O tema de hoje é: líderes bons têm todas as respostas. E aí, o que que eu quero dizer com esse tema aqui, hein? E você que tá aqui comigo no YouTube, no LinkedIn, no Facebook, pega o link aqui da sua live agora, manda para as pessoas que merecem assistir isso também, porque o papo aqui vai ser muito bacana, muito bacana. Legal, bora lá. Só conferindo se todas as transmissões estão ok. Se você está no YouTube, no LinkedIn, quiser me mandar uma mensagem, é só escrever aí para mim, tá bom, que eu consigo responder para você. Bom dia, bom dia a todos que estão chegando, a todas que estão chegando aí. Deixa eu me apresentar então. Eu não sei se todo mundo me conhece, eu me chamo Marlon Silva. É um prazer imenso ter você aqui comigo às 6:55 da manhã para a gente poder falar sobre assuntos que podem ajudar, podem empoderar você na sua perspectiva profissional. Eu sou estrategista em desenvolvimento humano, eu tenho uma empresa hoje com foco em desenvolver pessoas, desenvolver lideranças. Eu crio treinamentos que você imaginar, me chama aí que eu consigo arquitetar aquilo que você precisa na tua empresa, no teu contexto. Pro teu gerenciamento ser melhor, para tua liderança ser melhor. Eu atuei por mais de 15 anos no mundo corporativo, fui executivo de RH, e hoje eu dedico meu tempo full time aí às estratégias que podem acelerar a vida das pessoas de um jeito muito sustentável, tá? Bom dia, Matheus, bem-vindo aí, cara. Obrigado, show, show, show de bola. Ó, vamos lá, esse tema aí É, acho que quem leu, relê aí, ó: líderes bons têm todas as respostas. Você acha que esse tema aí com a intenção de mostrar que esse é o caminho certo, ou tem um sarcasmo nisso aí? Claro que tem sarcasmo, né, gente? E é isso que eu quero trazer aqui para vocês hoje. Bom dia, Patrícia! É isso que eu quero trazer para vocês aqui hoje. Essa narração aí, né, líderes bons têm todas as respostas, nada mais é do que o quê? É um baita de um mito do mundo corporativo, um baita de um mito das lideranças, principalmente para as lideranças de primeira viagem. Então, se você é líder de primeira viagem, você tá começando a sua jornada como liderança, se você está, tem essa expectativa, né, de ser uma liderança futuramente, eu digo para você, fica aqui nessa live. Para você já virar essa chavezinha relacionada a esse mito que toda liderança tem que ter as respostas. Porque esse é um dos itens que mais vai consumir a tua energia ao longo da tua jornada, ao longo da tua caminhada, se você não cuidar disso. Só para o pessoal saber, eu tô virando meu corpo a toda hora aqui porque eu tô com algumas telas e eu tô transmitindo para outros canais, tá? Então não achem que eu tô doidão aqui, não. Tô só olhando para as diferentes câmeras aqui. Ok, bom dia! E aí, pessoal, vocês já tiveram essa experiência de estar numa posição de liderança e vocês serem cobrados nessa perspectiva de que você tem que saber a resposta, você tem que ter as respostas? Ou você já viu, ou, né, na perspectiva de um liderado, de um colaborador, uma colaboradora Você tendo, você percebe que a tua liderança joga esse jogo de ele ou ela tem todas as respostas? Já perceberam isso? Já tiveram essa experiência? Pois é, isso é muito comum. Eu diria para vocês assim que as lideranças 40+, as lideranças 40+, isso é quase que intuitivo. Porque vem de um padrão de funcionamento onde era exigido isso deles e delas. É quase que natural. O líder, né, 40+, aí eu falo líder 40+, mas eu tô chegando lá, daqui a pouquinho eu serei um líder ou um ex-líder 40+. E líder 40+ tem esse mindset mais fixo, né, de que, pô, se eu tô aqui à frente, eu tenho que dar as respostas, eu Eu tenho que saber, eu tenho que fazer. Líder também tem vida, líder também escova o dente, líder vai no banheiro, líder pode ficar doente. E aí, quando chega nessas ocasiões, o que é que o líder faz? Se ele tem que saber tudo, se ele tem que dizer tudo, se ele tem que ter todas as respostas, como é que ele guia um time à distância? Como é que ele guia um time no remoto? Como é que ele se ausenta para tirar férias? Ele fica gerenciando as pessoas enquanto tá passeando com a sua família, ou ele tá criando problema com a família porque ele tá tendo que gerenciar sua equipe? Esse é um ponto muito comum. E você sabe que eu vi a Adri aqui, Adri, uma especialista aí na parte de saúde mental. Aí, Adri, eu lembrei da Adri porque esse é um dos itens que faz o seguinte movimento de puxar as lideranças para essa seara da pauta de saúde mental, que é um dos trem que tá assombrando as pessoas hoje em dia. Sabe uma coisa interessante? Essas últimas semanas, muitos executivos, né, pessoas no cargo de diretoria, até de vice-presidência, tem me procurado na perspectiva de um coaching individual. E era muito comum antigamente as pessoas solicitarem coaching na vertente de: eu quero empoderar a minha liderança, eu quero elevar a minha performance, eu quero entender como que eu posso cuidar do meu time ou destravar as pessoas, eu quero uma aceleração de carreira, eu quero transição de carreira. E sabe o que que tem? Vem de pedido agora: pertencimento. Marlon, como é que eu posso ter mais pertencimento na minha jornada? Marlon, eu perdi meu protagonismo. 'Como é que eu arrumo esse tal do protagonismo de volta?' E o último ponto: 'Marlon, eu preciso cuidar da minha saúde mental.' Altas lideranças, gente, pessoas mais do que 40+, tá? 45+, 50+, com esse tipo de pedido. Por quê? Porque é uma vida, é uma vida com esse escopo, com essa roupa, com essa capa de liderança onde eu, por alguma razão, compreendi que eu tenho que dar todas as respostas. E aí depois, mais para frente, o preço é caro, a conta vem. Pode ser que agora, né, e até por isso que eu tô falando, né, se você é líder de começo de jornada, a sensação que você pode ter nesse momento é que você aguenta. Pô, aguento tranco, eu sei, eu respondo, tô aqui, me ligaram de madrugada, eu vou atender, eu vou resolver, porque eu aguento. Claro, você tem energia, Só que a conta vai vir com o tempo. E por que não você já fazer um caminho diferente, orientado por uma outra possibilidade? Gente, vários caminhos leva a Roma. Você não precisa pegar o padrão comum que foi utilizado lá por Dale Carnegie em 1700 para poder liderar. Você pode aprender os princípios por trás, mas não o comportamento que tava ali naquele momento, que aquele contexto pedia aquele comportamento. É isso que a gente precisa entender. Que lá atrás líderes agiam de formas que agiam porque o contexto exigia um tipo de comportamento, muitas vezes para poder se proteger, muitas vezes em defesa própria, muitas vezes por falta de autoconhecimento. A gente vive na maior era do conhecimento, não tem mais necessidade a gente empacotar nossa saúde mental em honra, em amor, ao vestir a camisa da empresa e jogar isso no lixo. Dá para fazer uma jornada profissional corporativa. É isso que eu quero que as pessoas entendam, que dá para fazer uma jornada corporativa com saúde, com equilíbrio, compreendendo principalmente quem é você. Faz sentido, gente? Tem alguém mandando mensagem aqui. A Kajano, eu tenho essa ideia. Dá um mês que eu me tornei líder de uma equipe e estou me cobrando muito. Esse é o ponto. Parece que é tão interessante esse ponto que você colocou aí, que a gente parece que cria uma expectativa em se tornar líderes. Por quê? Porque vai trazer reconhecimento. Eu posso contar para minha família que eu sou líder, não sou mais um peão de obra, um analista, um chão de fábrica. Isso muda status quo. Então tem essa expectativa. A minha mãe vai contar para vizinha agora: meu filho é líder, minha filha é líder. Só que aí você vira líder, aí o que que acontece? Você fala: que droga, o que que eu tô fazendo aqui? Por quê? Porque não é compreendido. Ainda existe o mistério da fé sobre o que é ser líder, o que é ser gestor, o que é ser carrasco, comando e controle. Gente, liderança, eu um tempo atrás eu falava: pô, eu não quero mais ter que ficar falando o que que é líder, porque eu entrava nessa seara de: deixa eu explicar o que que é líder para vocês. Mas é necessário, ainda é necessário e vai continuar sendo necessário as pessoas compreenderem o que é ser líder. E se eu tiver que fazer esse movimento repetido, eu vou fazer. Se eu puder ajudar pessoas através desse meu pitch, desse entendimento, o que que é ser líder de verdade, o equilíbrio que é necessário ter. E pegando esse ponto, né, desse mito, né, líderes bons têm todas as respostas, eu já ouvi isso muitas e muitas e muitas vezes. Eu tive a oportunidade de trabalhar com culturas diferentes, e esse é um item que ele é enraizado em diversas culturas. Agora vamos começar a desmistificar isso. Vamos pegar esse ponto, né? O líder que ele tem todas as respostas, o que ele acha que ele tem que ter todas as respostas, ele tá fazendo um movimento, ele tá colocando uma super capa nele ou nela um herói ou uma heroína. Herói e heroína no mundo corporativo é a maior— acho que eu posso falar, né, essa palavra aqui, mais chula, não sei se vou ser cancelado, mas é a maior cagada do universo. É a maior cagada do universo você querer vestir a capa de herói, heroína. Se você já vivenciou isso, escreve aí, ó: eu já tomei desse veneno. Sabe por quê? Porque existe uma dinâmica oculta, principalmente dentro dos mundos corporativos, que se chama triângulo drama. Ah, lá vem o Marlon Silva Domingues de novo com essa história. Sim, eu vou aqui falar de novo essa história. Líderes que estão vivenciando essa roupagem, essa capa de herói ou heroína, eles estão passando o quê? De uma forma muito inconsciente, às vezes, Sabe o que eles estão fazendo? Eles estão arrebentando seu time. Sabe como? Criando vítima, vítima. Então, criando vítimas, vítimas corporativas, as pessoas dodói, as pessoas que não assumem a responsabilidade, o protagonismo da carreira. Por que, Marlon? Porque sempre tem alguém ali salvando a pele dessa pessoa. 'Ah, não, não, pô, coitadinho de você, não, você não tem condição, né? Você chegou agora, deixa que eu salvo você, deixa que eu resolvo para você.' E o líder vai só fazendo o quê? Afundando a própria carreira e colocando essa pessoa de lado, descanteio, aos poucos. Eu fiz uma live na semana passada que era sobre a única razão das pessoas serem demitidas. Depois, se você quiser, confere ou me manda mensagem aqui que eu te mando o link. Mas o ponto é, se você, na perspectiva de um colaborador, de uma colaboradora, tem uma liderança e você permite também ter um líder herói, heroína, você tá assinando o teu contrato de saída daqui a pouco. Gente, põe na cabeça de vocês: não gerou valor, tá fora. Não gerou valor, tá fora. O mundo corporativo é um jogo, é um jogo. Você tem que aprender a jogar as regras desse jogo se você quer continuar lá. Você quer crescer na tua carreira, eu não tô dizendo que você tem que abandonar os teus valores, não tem que dizer, não estou dizendo que você tem que ser antiético, que você tem que fazer as coisas erradas. Eu estou dizendo que existe um jogo, conhecer as regras do jogo faz com que você possa tomar decisões de querer estar ou não. Pegaram meu ponto aqui? Então, primeiro ponto da liderança, muito importante entender, que Líderes que vestem a capa de herói e heroína estão não só se prejudicando, porque o peso disso vai ser grande, mas também estão alimentando uma outra persona dentro do contexto que você tá. O vitimismo vai aparecer, o vitimismo vai aparecer. Faz sentido, gente? Pensa um pouquinho aí. Essa live tem que ser uma troca entre a gente, tem que ser tranquilo, mas também tem que ser Algo, sabe, que gere valor para vocês. Pensa no dia a dia de vocês aí, o quanto que vocês vêm se vitimizando, o quanto que vocês têm esse herói, heroína aí no dia a dia de vocês. Enquanto eu olho aqui se tem alguma mensagem, pensa aí. Então eu quero, eu quero muito desmistificar para vocês que posição de liderança não tem que ser esse movimento de purgatório Tem que ser uma jornada leve. Liderança é uma dança. Até rimou! Liderança é uma dança. Escreve aí: liderança é uma dança. É sobre conduzir, é sobre observar, é sobre ser conduzido às vezes também. Líder pode aprender muito com seus liderados. O que eu gosto de enfatizar para as pessoas é que o líder, ele precisa sim está pelo menos 1% acima dos seus colaboradores no mindset, nas atitudes, na autoridade. Mas ele não precisa ser o dono de todas as verdades. Ele pode dar espaço para as pessoas colaborarem, pode aprender com isso também. Então, primeiro ponto aqui é esse mito do líder sabe tudo, na capa do herói, da heroína, tá? Compreende isso aí, que se você tá fazendo esse movimento Uma vez, eu gosto de falar das coisas que eu vivi, que são reais. Uma vez estava dando treinamento lá nos Estados Unidos e a gente estava falando sobre essa questão do triângulo drama, herói. E triângulo drama, ele é composto por 3 pilares: vítima, vilão e herói, tá? Essa, existe essa retroalimentação. Aliás, eu tenho uma live completa sobre isso. Depois, se vocês quiserem, me manda aí, manda mensagem para mim no LinkedIn, no Instagram, fala: Marlon, quero a live do triângulo drama. Te mando aí depois, tá bom? Ela não tá, ela não tá liberada, tá em private. Então eu mando para você se você quiser depois. A situação é a seguinte: tava dando treinamento, tava explicando sobre Triângulo de Amor para as pessoas, e teve uma pessoa que falou: cara, será que isso é real mesmo? Será que funciona? E pô, explicou, trocamos uma ideia, e aí ok, fechamos treinamento. Aí na noite daquele treinamento, essa pessoa que tinha me perguntado, ela acabou ali fazendo um plantão, né? O contexto tecnologia, tinha que subir um sistema, né, deixar o sistema ao vivo ali, né, em produção funcional. E no outro dia a gente conversando, ela falou: cara, eu saquei esse lance do triângulo drama na pele, na dor. Falei: é mesmo? Porque ele falou: cara, eu ontem eu falei para vocês que eu ia ficar de plantão para poder ver o sistema subir em produção, mas não precisaria ter feito isso. Eu poderia ter deixado meu time fazer. E ao ficar ali bancando o herói, eu simplesmente alimentei um monte de vítima. Começou a ter problema no sistema e tudo caiu no meu colo para eu resolver, sendo que deveria estar liderando. E é isso que acontece. Ser super-herói, ser super-heroína, tem um preço gigantesco. Porque com o tempo as pessoas vão vir sempre buscar respostas em você. E sabe o que que acontece? Vai chegar um momento que você como líder vai estar sobrecarregado ou sobrecarregada. E o peso disso, preço final disso, é você se desconectar de quem você é, você perder a sua identidade. Que é isso que tá acontecendo com as pessoas hoje em dia. Identidade. Você sabe por quê? Sabe por quê que é tão difícil? É tão difícil você demitir uma empresa, é tão difícil você tomar decisão de sair de um lugar muitas vezes que é tóxico. Tem, ok, tem várias razões, mas posso dizer uma para você, uma pontual, que é um problema com as pessoas, porque elas não têm clareza. Elas não têm clareza do que elas querem. E sabe por que elas não têm clareza do que elas querem? Porque elas não têm clareza de quem elas são, porque elas não conhecem a sua própria identidade. E sabe por quê? Por causa de uma vida, de uma jornada, aonde eu vim fazendo tudo aquilo que as pessoas queriam e eu não cuidei do meu, eu não olhei para mim. Aí chega uma hora que você vai olhar, tentar buscar sua CNH, seu RG, E você não sabe onde tá. Tem um monte de gente, mas você não sabe qual é o teu. Pessoa sem identidade não tem clareza. Escreve aí: pessoa sem identidade não tem clareza. A clareza, a clareza de uma jornada Ela não é simples. Muitas vezes as pessoas podem ter clareza, mas a clareza ela vem de uma forma orgânica quando você sabe quem é você e o que que você faz de bom. Esse é o ponto. É natural, é gostoso, o salto é tranquilo. Posso dizer para vocês com propriedade isso aí. Então Cuidado com o excesso da capa, tá bom? Segundo ponto, quero contar para vocês aqui, que é, tá dentro desse lance do líder sabe tudo. Líderes não sabem dizer não, gente. Líderes não sabem dizer não. Parece que é um pecado mortal, parece que a pessoa tá agredindo a família dele ou dela falando não sei, eu não sei. Aliás, nem é sobre o 'eu não sei', é sobre dizer 'não', 'eu não posso', 'eu não vou', 'eu não consigo entregar isso agora'. Sabe uma outra coisa que é crise no escopo da liderança? Nesse lance de dizer não é o seguinte: cenário comum, tá, cenário real aqui, vida real. Eu, Marlon Silva Domingues, sou um diretor, tá, vocês são minha equipe. Aí eu venho aqui e vou e pego Pega aqui a Tami Prado. Peguei você como exemplo, tem prazo. Você é a minha líder, a minha líder mais sênior no meu time. Eu sou diretor da equipe. E aí eu pego e falo assim: eu também, é o seguinte, nós temos uma entrega para ser feita para um cliente, ele vai pagar super bem para gente, mas o prazo dele é muito apertado. Esse cliente contratou uma Ferrari e a gente precisa entregar essa Ferrari em 30 dias. Aí você já começa: meu Deus, uma Ferrari em 30 dias! OK, e mais do que isso, como você, o time, ele é muito pequeno, a gente vai contratar pessoas novas agora. E aí o Marlon Silva, diretor casca grossa, chegou e falou: você tem que fazer uma Ferrari para mim em 30 dias e eu vou te dar um time novo. Pensa comigo, um time, um time, ele necessita de entrosamento, de aculturamento, de conhecer de processo, de esquentar o motor. Aí, 30 dias, um time novo para poder fazer uma entrega, vai funcionar? Não vai funcionar, gente, não vai funcionar. Pode falar o que você quiser, mas eu já vi, não vai funcionar. Vai ter guerra, vai ter luta, vai ter chororô, vai ter briga, vai ter escalação. E sabe qual que é o ponto aqui? A Tami, como a minha líder direta, precisa saber dizer não. Precisa saber dizer não. Mas muita gente vai falar: mas aí, se eu digo não, eu tô na rua. Aí que tá o ponto. A palavrinha que vocês precisam se conectar, e é uma das coisas que eu mais fui presenteado na minha vida corporativa, é aprender esse tal do jogo, o jogo do valor. É como é que você conecta as suas concordâncias corporativas e as suas discordâncias corporativas com negócio. Porque só dizer não, você tá fazendo a maior cagada do universo, tá errado. Eu como diretor ficaria putaço da vida de ter um colaborador falando assim: não, não posso fazer. Não é esse o jogo. O não precisa vir respaldado de uma possível solução, 2, 3, 4 caminhos alternativos. Se você não pode fazer: ó, eu não consigo entregar isso hoje, mas pela urgência tô colocando uma analista meu aqui Ele tem condição, ele tem capacidade, ele vai estar sob minha supervisão, não precisa passar por você. Ou um não precisa vir respaldado com a clareza de que, ó, esse caminho, nessas condições, esse time está me dando, a gente pode fazer. Só que eu não consigo entregar em 30 dias para você uma Ferrari. Em 30 dias eu vou entregar o capô. Eu entregaria com essas condições aqui em 90 dias para você uma Ferrari. Em 30 dias é só o capô. Ah, mas não, mas o cliente quer. Então a gente precisa conversar com o cliente. Eu posso me prontificar, explicar para o cliente junto com você, ou a gente pode pensar junto aqui em como levar isso para o cliente, porque a gente poderia ter pensado junto antes de fazer a promessa. O não é importante, mas o não ele precisa vir com uma conexão. Não precisa vir com conexão, certo? Pegaram o ponto aqui? Então essa é a segunda cilada, né, desse contexto do líder bom, é o que sabe tudo, que tem todas as respostas. Líder, principalmente você, galerinha, que é líder de primeira viagem, escuta o 40 Mais aqui. Posso te ajudar nisso? Não funciona. Você se calar e não falar nada, e não funciona. Você simplesmente só dizer não, não. Esse não precisa vir estruturado, não com qual que é a solução, qual que é a possibilidade. E o não, o dizer não, ele te ajuda a melhorar essa condição de qual é a expectativa. Pro meu time, o que que vai ser esperado de mim. Isso impede que você caia nos tiroteios necessários depois. Então, cuidado com heroísmo. E agora é preciso aprender a dizer não. Ah, Marlon, mas eu vou, chego nesse momento do não e alguma coisa me trava. 'Não sei o que que é, não consigo dizer.' E a gente pode aí de repente explorar isso, né? Tem o que que, qual que é o ponto, né, de não dizer não? É o medo. O não, se eu dizer não, eu tô parecendo o quê? Fraco. Isso é o que mais aparece. Ou dizer não causa nas pessoas a sensação de que ela ou ele é uma liderança fraca. E aí eu vou querer dizer que eu sou um líder fraco? Imagina aqui na empresa onde todo mundo tá, né, correndo atrás. Eu não sou líder fraco, não. E esse é um outro mistério da fé. A gente precisa urgentemente acabar com esse, com essa ideia da fraqueza através do não, da fraqueza através da vulnerabilidade. Eu vou falar uma coisa para vocês aqui com muita propriedade, tá? Se você tá dentro de um ambiente corporativo, se você tá diante de inovações que vem acontecendo, que são fatos, a inteligência artificial tá aí. Se você vive esse mundo hoje e você não compreendeu ainda que uma das grandes habilidades para esse mundo, para esse movimento funcionar, É a vulnerabilidade da liderança. Você tá mais do que fadado ao fracasso, já fracassou. Entenda, vulnerabilidade é um dom, vulnerabilidade é uma força. O teu time só vai ser vulnerável se você, líder, for também. Então não tenha medo de se sentir fraco, use da tua vulnerabilidade, da tua sinceridade, ó. 'Eu não consigo fazer isso, eu não tenho conhecimento, eu preciso me capacitar. Pô, me ajuda aqui, vamos pensar junto.' A gente vive uma era tão acelerada, todos os produtos são sobre aceleração. Inclusive, inclusive, eu senti no meu coração de verdade, a minha próxima mentoria que eu vou abrir agora em julho não vai ser sobre aceleração de carreira, não vai ser sobre liderança, vai ser sobre ser humano. Vai ser sobre a identidade das pessoas, reconstrução de identidade. Chega de acelerar, galera, o mundo já tá acelerado. É preciso se acolher, é preciso se conectar mais com quem você é, buscar suas próprias clarezas. A gente não merece, a gente não, ninguém merece viver nessa perturbação, sabe, de estar de uma forma tendo um salário muito massa no mundo corporativo, com uma série de benefícios, mas tá jogando a saúde para o saco, é, mandando para o lixo isso aí. Daqui a pouco você tá gastando todo o seu salário só em medicamento, ou você tá ali, né, como que fala, afastado pelo INSS porque a casa caiu. Pensa nisso hoje. Isso não é mais um conto da um conto dos vigários, não. A saúde mental não é brincadeira, não. O burnout não é brincadeira. Encare o burnout como freio de mão, tá? Se você não tá significando esse freio de mão da maneira correta, daqui a pouco vem a parada mais brusca. Burnout é um aviso da vida, é um feedback, é um freio de mão. Cuidado, cuidado. Quantos freios de mão já foram puxados para você? Quantos, quantos avisos a vida já te deu sobre desacelerar? Olha que legal isso aí, provocação da sexta-feira: quantos avisos a vida já te deu sobre desacelerar e você não ouviu? Porque é líder teimoso, teimosa, casca grossa, carrancudo, carrancudo. Galerinha, 2024, não precisa surtar mais não, dá para fazer de um outro jeito. Então saber dizer não é importante, tá? Saber dizer não é importante. Se mostrar vulnerável é uma habilidade. Sabe por quê? Hoje Quando as empresas estão nesse momento buscando por inovação, por entregar mais inovação, por trazer, né, existe uma corrida hoje, né, uma corrida das empresas que estão fornecendo e consumindo inteligência artificial. Esse é o mundo hoje, tem essa consciência. O mundo está girando em volta desse tema, desse tema. Esse tema tem a ver com money, money, money, money, money. É isso. Consciência do mundo cooperativo, gente, põe os pés no chão. Se a gente não entender que para o movimento de entrega de inovação acontecer preservando a saúde das pessoas, a gente precisa ter mais consciência da tal da segurança psicológica. Lá vem o Marlon de novo, vou falar de novo isso aí. A gente não tiver consciência da segurança psicológica, não vai acontecer. Lembra de uma coisa, eu não vou nem entrar no assunto, mas lembra que 2020 aconteceu um evento global e todo mundo foi afetado com isso? A mente das pessoas não é mais a mente de 2019, que já tinha problemas. Que já tinha questões emocionais, já tinha as suas características. Depois de 2020, queridos e queridas, não é mais a mesma coisa. A pressão corporativa, ela causa, ela causa um outro impacto na mente das pessoas, e não é positivo não, tá? Não é positivo não. Se o ambiente corporativo não está falando sobre segurança psicológica Isso não faz parte da cultura corporativa, desculpe, a casa vai cair em algum momento. Ou as pessoas vão começar a pedir demissão, ou as pessoas vão começar a ficar doente, vai elevar cada vez mais aí o custo para empresa. E por que eu tô dizendo isso? Porque dentro da segurança psicológica, a vulnerabilidade é uma das habilidades essenciais a ser desenvolvida para que a coisa aconteça, para que o jogo funcione. Sem vulnerabilidade não existe uma construção de um ambiente psicologicamente seguro, porque segurança psicológica é sobre valorizar a vulnerabilidade das pessoas e não punir isso. Então olha a matemática agora. Pega aqui, pega essa ideia. Eu como líder tenho medo de dizer não. Eu como líder visto a capa de herói, eu visto a capa de herói, porque volta lá na capa de herói, sabe por quê? Você quer reconhecimento, tá? Ponto. Eu como líder tenho medo de me sentir fraco ou fraca. E sabe por que que tudo isso é aflorado em você? Porque a bodega do ambiente que você tá não traz segurança psicológica. E aí você fica buscando por estratégias disfuncionais para fazer o jogo acontecer. E quem se lasca depois é você. Deixa eu te explicar uma coisa. Inovação, inovação necessariamente só acontece através de uma entrega. Essa corrida para ver quem chega primeiro no topo da inteligência artificial precisa de equipes altamente eficazes, equipes de alta performance. Caso contrário, não é a equipe mais ali tranquilinha, paz e amor, que vai fazer esse jogo acontecer. Precisa disso. Equipes de alta performance não funcionam, não funcionam com líderes controladores. Líderes para serem transformados em líderes mais colaborativos precisam do quê? De ambiente seguro para poder fazer essa transição, essa mudança. Como é que eu vou me habilitar, vou me permitir a fazer uma mudança, uma jornada, sendo que esse ambiente aqui é tóxico? Eu vou sair do lugar que eu tô? Não, tem que pagar as contas, pagar meus boletos. Essas são as frases. Vou ficar na minha aqui. E aí eu não tenho a coragem, a ousadia de fazer aquilo que é certo. Vulnerabilidade, que habilidade bonita, sabe? É tão legal quando a gente tá diante de uma situação onde as pessoas têm essa capacidade de ser vulnerável. A vulnerabilidade, ela remove barreiras. A pessoa que ganha o jogo de verdade é aquela que consegue ser vulnerável com seu cliente, e o cliente que consegue ser vulnerável com seu fornecedor. Mas, Marlon, não existe esse mundo de conto de fadas não, cara. Não dá para ser vulnerável não. Dá sim, dá sim. O que falta para a gente é conhecimento, porque a gente pega uma ideia, mentalidade fixa, e fica naquilo. Porque aí o, né, o professor de Harvard que já tá ali, né, sete palmos, desde 1840 dizia isso, e a gente não renova nosso modelo de mundo. E aí dá ruim. Aí dá ruim. Precisa atualizar o mindset, atualizar o seu sistema operacional. Vulnerabilidade precisa fazer parte do teu escopo. É uma força, não é uma fraqueza dizer eu não sei. Líderes, faz o seguinte: você tá na sua casa aí sozinho, se liberte agora, fala eu posso dizer eu não sei. Aleluia, irmão, irmã! Se liberta disso, pô. Você pode dizer eu não sei, você deve dizer eu não sei. Seja coerente com as suas crenças, com os seus valores. Faz sentido, gente? Puxão de orelha mesmo. Eu não quero que vocês caiam num movimento que depois ele só vai ser custoso para você. Quem vai se lascar é você. E dentro de um ambiente que ele é cego, às vezes que ele é totalmente desconectado, o que ele vai fazer? Ele vai cobrar cada vez mais, ele vai falar que você, você que quis pegar aquela tarefa. Tô tendo uma experiência muito legal, um coaching corporativo que eu iniciei essa semana, e como a empresa que me contratou para ser coach de um gestor lá dentro Eu tenho que conversar, né, com os sponsors, com as pessoas que são líderes dessa pessoa. Eu achei tão bacana, tão diferente, tão algo inédito, né, ao conversar com o diretor dessa pessoa. Ele me falou: cara, ajuda ele cuidar mais da saúde mental, ele não precisa fazer hora extra não, tá? Eu não quero que ele fique na empresa, eu quero que ele cuide dele, que ele curta a família, que ele curta a esposa. O cara me falou isso. Um diretor que tá pagando um programa de coaching para o seu liderado, para o seu colaborador, e ele não tá falando que esse cara tem que bater meta, ele falou que esse cara tem que se cuidar. Eu não quero perder ele não, cara. Ele tem que entender que a empresa é só empresa. Gente, eu falei para essa pessoa no dia que eu tava falando com ela, falei que se você tivesse aqui, eu te daria um abraço agora. Postura, puta mentalidade de uma pessoa que tá atualizada, que tá atualizada, que entendeu que o jogo, o jogo do número, ele é importante, mas quem faz o jogo acontecer é as pessoas. Se eu não tô olhando as pessoas, lascou. E cá entre nós, se você é um líder mais old school, ou se você já é o 40+, se você não sacou ainda que essa, esse mito de vamos dispensar e contratar outra pessoa, isso não funciona, também tá fazendo as coisas para inglês ver. A gente falou aqui sobre a capa do herói, da heroína, que leva ao triângulo drama. A gente falou aqui sobre o dizer não. A gente falou aqui sobre o lance da fraqueza, da vulnerabilidade. E agora, entrando no último item, eu não sei. Diga eu não sei. Quando você fala eu não sei, você abre as portas para você aprender algo novo. Psicolíderes que estão iniciando a jornada, me ouçam aqui, pratiquem eu não sei, busquem adquirir conhecimento sempre.. E vou dizer uma coisa para vocês, tá? Eu vou falar uma coisa muito importante aqui: busquem autoconhecimento. Líderes que não têm autoconhecimento, você tá fazendo qualquer coisa, menos liderança, menos liderança de verdade. Desculpa, não é liderança, não é liderança. Liderança é sobre gente. Não tem autoconhecimento, você não consegue lidar com gente, meu querido, minha querida. Desculpa. Só ler um livrinho, ferramentas. Ah, eu fiz o curso de gestão da FGV. Legal, parabéns, mas você não aprendeu autoconhecimento lá, eu tenho certeza, eu tenho certeza, falo com propriedade isso aí. Você aprendeu ser um gestor, uma gestora, e espero que você faça bem esse papel depois de ter pago um carro num curso como esse, ou um apartamento até, né? E pior, você vai aplicar 5% do que se estudou no dia a dia que você tá. Autoconhecimento vem antes. Autoconhecimento vem antes, precisa vir antes, deveria ser incentivado a vir antes. Líderes de começo de jornada, não caia nessa tentação, não. Invistam em você. Tem uma frase que eu gosto, que é assim, ó: Quando você peca no recrutamento, você vai gastar para caramba em treinamento. Então também, recado para pessoas de RH aqui que fazem seleção: valorizem o autoconhecimento nas entrevistas, porque se você pecar no recrutamento, você vai gastar depois, a empresa vai gastar uma bolada com treinamento. Eu conheço uma série de pessoas que tem questões com autoconhecimento, que tem questões com as suas necessidades. E aí, o que você vai investir esse ano? Vai se cuidar? Vai, né? O que você vai se desenvolver? Vou fazer um curso de dados. Pô, legal, mas faz um curso de dados então com autoconhecimento. Sabe por quê? Deixa eu falar uma coisa para vocês. Faz o curso de dados, faz o curso de inteligência artificial, faz o curso de gestão, faz o curso de People Analytics, faz o curso, faz. Você tem que fazer, só que fazer só isso, sabe o que vai acontecer na hora que você for mandado embora? Será que as pessoas vão mandar embora você? Não é porque você não entregou a tabela, porque você não fez ali as condições de dados, ou porque você não soube mexer no aplicativo de IA. É por causa da caraca, louco, dos seus comportamentos, da tua comunicação, da falta de inteligência emocional. É isso que você vai ser questionado, questionada, tá? Ah, por que que essa pessoa foi embora? Porque essa pessoa aqui não tinha condição sequer de receber um feedback. Aí tá lá o curso online feedback que eu comprei há 6 meses, eu entrei só no seja bem-vindo. Faz a bobinha antiga, clichê, mas real: você vai ser contratado para suas capacidades técnicas. Infelizmente o mundo não acordou para isso ainda. E você vai sim ser kickado para fora muitas vezes pelas suas questões comportamentais e emocionais. O jogo, o jogo corporativo, ele vai além de uma competência técnica. Na boa, eu vivi o papel de um C-level na empresa. Eu sei que eu tô dizendo, o dia a dia não é sobre isso. Relacionamento, criar conexões, aprender a ter sintonia com as pessoas, aprender a fazer leituras sobre o que que é valor para as pessoas, o que que não é, sobre ter respeito. Isso deveria ser os MBAs da vida. E mais do que tudo, aprenda sobre o seu funcionamento. Quais são os seus talentos? O que é que você faz de bom? Sabe por quê, líder? E agora vem cá, líder de primeira viagem, tá começando agora, né? Se você aprender a falar sobre aquilo que você tem de melhor, eu tenho certeza que vai sobrar lugar querendo você. Porque quando você se limita, gente, a falar: eu sou uma pessoa coordenadora de RH, ou eu sou uma pessoa do financeiro, ou eu sou um analista de sistemas, você tá contando rótulo. Rótulo é igual roupa, uma hora vai te servir, uma hora eu vou ter que me despedir disso aqui.
Rótulo.
As pessoas são obcecadas por rótulo. Vai na empresa, anda na empresa hoje no corredor e pergunta: quem é você? Pergunta para as pessoas: quem é você? Eu sou consultor, eu sou executivo, eu sou diretor, eu sou o coach. Rótulo. E tá tudo bem você falar de rótulo, tá? Tá tudo bem. Só não esquece quem você é de verdade. Por trás dessa roupa tem um ser humano. Por trás dessa roupa tem talentos, os seus talentos, os seus pontos fortes. Gente, dentro de cada um de nós existe uma parte nossa que ela tá pronta para ser usada. A qualquer momento, qualquer momento. Se você tiver no lugar certo e se conectar com isso aqui, você vai sempre estar navegando em alta performance, gerando resultado, ganhando promoção. Eu comprovo isso para você. Existe uma parte tua que ela tá pronta para ser usada, mas também existe uma parte tua que ela é adormecida. Tô falando aqui de talentos, mas se ela for acordada, ela funciona. E tem uma parte sua que ela necessita de desenvolvimento. Então, dentro do mundo corporativo, dentro do mundo corporativo, sempre vai existir pedidos para você acessar aquilo que tá pronto para ser usado, mas não é na maioria das vezes isso. Vai haver pedidos para você acessar aquilo que tá adormecido, e vai haver muitos, inúmeros pedidos para você acessar aquilo que precisa ser desenvolvido. Só que você não tem essa consciência. E aí que você faz? Você fica igual um pirulito maluco, batendo a cabeça tudo que é lado. Quando a gente é cobrado ou cobrada excessivamente em só demonstrar aquilo que precisa ser desenvolvido, sabe o que que acontece? A tua energia vai para o espaço. E aí sabe o que que acontece? Vem a impaciência, irritação, a raiva, o estresse, o burnout, acabou. Se você primeiro de tudo aprende a reconhecer que existem esses três pilares dentro de você, que vai além do rótulo, Você começa a ter consciência dos pedidos que vêm para você no ambiente corporativo. Você começa a entender que, ah, esse pedido que chegou para mim, pô, eu consigo executar agora, vai, vai funcionar, bora lá! E você entrega. Mas de repente você começa a perceber que vem pedido de coisas que estão adormecidas, mas ok, você vai lá, dá um toquinho e acorda. Quando eu falo adormecido, vocês entenderem mais ou menos assim, Você já andou de bicicleta uma vez na vida, você parou, faz 10 anos, mas você pegar a bicicleta de novo, você vai andar. Essas são as forças do talento adormecido. Só precisa de um toque, ele vai voltar a funcionar. Agora tem aquilo que precisa ser desenvolvido, que você nunca desenvolveu. Você nunca desenvolveu. Eu, Marlon, eu nunca lutei jiu-jitsu. Então imagina que a empresa o tempo inteiro ela pede jiu-jitsu ao invés de dar palestras. Vamos colocar assim, dar palestras é algo natural. Eu acordo aqui de manhã e às vezes nem sei o que eu vou falar. Eu ligo e falo, eu ligo e falo, porque para mim isso aqui é natural, só que conecta as minhas principais forças. Fazer o que eu tô fazendo aqui conecta as minhas principais forças. Pedir: Marlon, vem palestrar aqui na empresa amanhã. Faço, tem na agenda, eu faço. Por quê? Porque acessa aquilo que tá pronto para ser usado. Agora, se a empresa fala assim: Marlon, é jiu-jitsu hoje. Aí eu falo: putz, jiu-jitsu, eu preciso desenvolver. E a empresa fala: ok. Aí eu falo assim, ó, o acordo é o seguinte: eu entendi que tem que fazer jiu-jitsu, só que eu vou levar mais tempo, tá tudo bem? A empresa pode dizer: tudo bem. E aí, ok, porque não é sobre você não fazer as coisas, é sobre você deixar claro como que você vai fazer as coisas. Pode levar mais tempo. Agora O ponto é, se a empresa pede só jiu-jitsu, só jiu-jitsu, só jiu-jitsu, chega uma hora que você vai falar: cara, é muito cansativo, drena demais a minha energia, porque não é natural, porque não é da minha essência. E aí, se você tem essa clareza, você pode fazer escolhas. Esse ambiente é o ambiente que eu quero estar. É assim que funciona. É assim que deveria ser feita uma boa transição de carreira, com essa consciência. E por que eu tô dizendo tudo isso? Porque se um líder, uma líder, em começo, meio, fim de jornada que seja, tiver essa consciência, lidar com heroísmo, com dizer não, eu não sei, com fraquezas, vulnerabilidade, passa a ser algo orgânica, natural. Porque o que vai prevalecer é aquilo que você tem de melhor. A fraqueza, eu não sei, eu não posso, não consigo, a vulnerabilidade está associada ao rótulo que você se dá. Eu sou um Scrum Master, eu sou um programador de software. Ali que tá. Você tirar esse rótulo em você. E em você esses itens não estão, porque não faz parte da tua biologia. Eu tô falando de algo aqui científico. Existe uma base de estudos mostrando que o ser humano tem 24 forças, mas isso não tá na nossa essência. Aí, eu nasci com eu não sei, ao não posso, a vulnerabilidade. Não, gente, isso aí é imposto através do quê? Da roupagem que você veste. Tira essa roupagem, reconhece quem você é, e esses itens aqui vão ficar muito mais tranquilos de se resolver, mas muito mais tranquilo de se resolver. Faz sentido, gente? Falei para caramba aqui. Tem alguma pergunta? Então, ó, a gente fechar, vocês começarem a sexta-feira de vocês de uma forma digna. Que que a gente falou aqui? Que que a gente trouxe aqui? O líder não tem que saber tudo. Líder não tem que ter todas as respostas. Não tem. Se essa é uma cobrança insana para você enquanto liderança, reveja o ambiente. Mas primeiro se coloque na postura de: peraí, Qual é a mensagem que eu tô passando aqui? Eu tô passando a mensagem do cara que tem que fazer tudo, resolver tudo, que eu já caí nessa tentação também. Teve um episódio da minha jornada enquanto gerente de projeto que eu dei o meu número de celular do WhatsApp para cliente. Aí o cliente mandava mensagem de madrugada, que já tava em fuso horário diferente lá nos Estados Unidos. E aí eu cheguei para o meu líder aqui no Brasil e falei: cara, não tô aguentando mais, essa cliente manda mensagem para mim todo dia, madrugada. Ele falou: pô, Marlon, Isso é chato mesmo, né? Mas quem será que deu esse telefone para ela? Porque não fui eu. Então, primeira coisa: você tá bancando isso? Marlon, meu chefe manda mensagem para mim na hora do almoço, eu respondo. Você tá bancando isso? Marlon, meu chefe manda e-mail para mim de madrugada, eu respondo. Você tá bancando isso? Então assume a tua responsabilidade nisso primeiro. Olha, rapaz do céu, até apareceu raios e trovões aqui no rojões aqui no Instagram. Então assume isso, é importante. E cuida do seu autoconhecimento, cuida desse reconhecimento de quem você é, gente. É isso que importa, aprender mais sobre quem você é. Não precisa de, não precisa, aliás, é mais gratuito do que estudar dados. De novo, não é que não é importante, isso é super importante, Mas faça em paralelo, não despreze uma coisa pela outra. Autoconhecimento tem que vir junto com as coisas. Faz sentido para vocês isso, gente? Tá conectando? Então cuidem da sua identidade, porque sem a roupagem você leva ela onde você quiser. Você pode se mudar de país, você pode mudar de cidade, você pode mudar de casa, você pode fazer qualquer movimento, você vai levar isso com você. Agora roupagem não. Eu acabei de deixar o mundo corporativo, eu deixei a vestimenta de executivo lá, eu tenho uma outra aqui. Se eu tivesse apego àquela roupagem, eu estaria sofrendo. Meu Deus do céu, e agora que eu faço da minha vida? Não sou mais um executivo. Eu escolhi deixar aquela roupagem lá porque eu tenho consciência Mas muita consciência do que tá aqui por baixo. Pegaram o ponto? Perguntas, minutinhos finais, perguntas. Alguém tem pergunta, dúvida, questionamento, treta? Como é que isso foi para você, gente? Escreve para mim aí. Deu clique, não deu clique, vai ser útil. Tenta aplicar uma coisinha hoje, uma coisinha hoje. Trabalha o dizer não. Ah, mas é muito pesado. Então trabalha, e você internamente, a pergunta: por que que isso é pesado? Lembra, o problema não é o problema, o problema que tá por trás do problema. É aí que tá a resposta. Beleza, queridos e queridas, uma ótima sexta-feira para todo mundo aí. Perguntas depois, fico à disposição aqui. Pode me mandar direct no Instagram, no LinkedIn, escreve aí, e eu assim que for possível respondo com certeza. Se cuidem, um abraço, valeu!









