Live #002: Trilha de Especialistas - Carlos Hoyos | Líder de Elite

In this 2021 YouTube live, host Marlon Silva Domingues interviews leadership coach Carlos Hoyos. The conversation revolves around the pitfalls of excessive knowledge without action, the core of autoliderança (self‑leadership) defined as self‑influence toward a clear result, and the twin pillars of clarity and discipline. Carlos stresses that purpose, clarity, and disciplined habits are essential for anyone in career transition, acceleration, or re‑employment. He introduces a practical framework – the 5 Ps (Purpose, Priorities, Projects, People, Next steps) – and later expands it with four additional Ps (Progress, Plateau, Losing‑hand, Final point) that he tracks daily in a journal. The dialogue also covers the importance of asking for help, delegating, and mentorship, illustrated with personal stories (cancer at 14, a challenging stint in China, the Starbucks coaching office, and the founding of Evolve Coaching). Carlos shares his daily rituals (diary, emotional projection, gratitude, health habits) and his broader vision of scaling elite leadership across Brazil. The interview ends with practical calls‑to‑action: Carlos’s social‑media handles, upcoming masterclass on the 10 Pillars of Autoliderança, and a preview of the next live on limiting beliefs.
Chapters
Vamos lá, tentativa número 1000. Instagram aqui com a gente de novo. Mudei de lugar aqui, vamos ver se vai. Tentativa número 548. Ô Aline, tô aqui na sala, então segura o timão aí, Cabela, que eu vou falar mais alto agora. Bom que Aline tá online aí. Acho que a Bela tá dormindo já, mas a casa dá eco agora aqui. Tá me ouvindo bem aqui, Carlos? Tá legal. Então vamos lá, eu tava dizendo sobre esse mindset, né, de de que não adianta, né, as pessoas terem overdose de conhecimento. E aí eu falei que eu lembrei de uma frase muito interessante, que é: o excesso de conhecimento, ele pode vir a se tornar uma maldição, né, porque ele te trava se você não coloca em prática, se você não entra em ação. Então acho que é legal pontuar isso, né, não adianta você simplesmente dizer: "Poxa, se eu tivesse a oportunidade de voltar atrás, eu faria isso, faria diferente." Se você voltasse atrás, não praticasse, não entrasse em ação, nada mudaria, nada faria sentido. Tá bom, tá bom, meu caro. Seguinte, a gente falou um pouco do passado, você falou que isso aí é bullshit, não tem como voltar na linha do tempo. Eu queria, eu queria que você acabou falando, né, pô, se eu pudesse dizer algo para alguém hoje, né, para qualquer pessoa sobre no que investir, eu diria autoliderança. Que outra habilidade, além da autoliderança, você julga essencial, primordial, para quem tá no momento de transição de carreira, aceleração de carreira ou recolocação no mercado? O que que você acha essencial para esse público?
São tantas coisas, eu não acho que é uma coisa só. Duas coisas que para mim me vêm com frequência, né? Eu fui muito influenciado por Brian Tracy, um livrinho se chamava The Power of Self-Discipline, que é o poder da autodisciplina. Se você tem disciplina, muita disciplina, mas você tá indo na direção errada, você tem um problema. Você vai cavar disciplinadamente para o lugar errado, né? Vai cavar um túnel na direção errada. Agora, se você tem clareza Você tem muita clareza daquilo que você quer e você tem disciplina, na hora que você encontrar um problema, você vai ter disciplina para aprender, você vai ter disciplina para estudar, você vai buscar clareza. Então eu vejo que clareza e disciplina são duas coisas muito importantes em qualquer área, né? Porque a disciplina vai nos permitir transformar rituais em hábitos e o hábito vai nos transformar em quem nós queremos ser, né? De novo, tá? Se hoje eu não sou quem eu sou, que eu tenho um conjunto de rituais e hábitos que me levam para o buraco, em vez de me levar para onde eu quero ir. Mas se eu não tenho clareza também, é uma dificuldade. Mas é muito difícil. Por isso que eu, para mim, assim, só tem uma coisa mais difícil do que a liderança, que é empreender. Porque para você empreender você precisa liderar. Então você leva no buy-out, buy-out, e são todas outras tantas disciplinas. Mas, cara, você precisa de inteligência emocional, você precisa ter autoconhecimento. Você precisa saber lidar com as pessoas, você precisa se comunicar bem. Muito difícil hoje você crescer na carreira se você não sabe se comunicar com concisão. Honestidade, integridade, ética, por incrível que pareça, as pessoas não têm. As pessoas falam uma coisa e fazem outra. Elas não são transparentes, a comunicação não é fluida. Você conhece um pouquinho de linguagem corporal, você vê como as pessoas tão matando. Então é uma das coisas também que eu acho que eu sou contracorrente, né? Eu não acredito numa única, uma bala de prata. Por que que a autoliderança para mim faz muito sentido? Porque eu defino, eu roubo a liderança, empresto a definição da liderança de Kevin Kruse, que é o processo de influência social para maximizar os esforços dos outros para atingir um resultado. Quando uma API para isso, para autoliderança, é o processo de me auto influenciar para atingir um resultado, né? Maximizar o meu esforço para atingir o resultado. Então, primeiro precisa ver qual é o resultado, precisa ter clareza. Para maximizar meu esforço, eu preciso trabalhar alta performance, produtividade, né? Pareto. Você vê a quantidade de conceitos que tem. Então, se eu penso numa carreira, a pessoa tá fazendo uma transição de carreira, ela quer crescer na carreira, ela precisa saber o que que ela quer. E muitas vezes o processo, ela precisa saber o que ela não quer. E para mim, o que foi primeiro, eu sabia que eu queria, e cara, fui embora. Só que aquilo não me trouxe felicidade. Aí depois, tá bom, eu sei que não é isso. Que que eu acho que é? Eu acho que é isso. Manda pau. Não, não é bem isso, mas eu acho que é isso. Então manda pau. E já puxando aqui, é, por exemplo, eu acho que é fundamental, você tem que adorar estudar, adorar estudar e colocar em prática aquilo que você falou. Conhecimento por conhecimento pode causar constipação intelectual, né? Mas ação sem direção também pode Pessoa se afoga, né, mas não pouco, né, nadando cada braço numa direção, não dá certo. E eu acho que uma coisa que eu tava pensando enquanto você tava falando, eu acho que uma das coisas do meu mindset, eu tenho muita ação, eu faço muita ação, e eu estaria mais longe se eu planejasse um pouquinho mais antes de colocar tanta ação. Então eu sou muito intuitivo, Sou sensível a uma série de coisas, vou no feeling, eu tenho muita intuição, eu vou embora. E às vezes eu acabo batendo cabeça porque eu faço muita ação, porque falta planejamento. Porque eu tenho muito resultado, porque eu tenho muita ação. Quando eu acredito no negócio, eu sou bruto, eu trabalho para caramba, não tem limite de horas, eu não me canso, eu tenho um zeste, uma energia brutal, tá? Numa das minhas forças de assinatura, né, energia, vitalidade. E aí o que acontece? Eu compenso a falta de estratégia, a falta de inteligência estratégica, com força bruta. E como eu tô adorando a jornada, falei: beleza, alguma hora sai. E sai. Então, mas o que me ajuda, como eu tô sempre estudando, é sempre pequenos ajustes, né? Eu sou um dos caras que se entopem em treinamento, mas eu entro em ação muito. Eu uso tudo? Não, mas E é uma coisa que eu mudei, tá, um ponto de vista alguns anos atrás. Não vale a pena ler livro se você consegue pegar o pareto do livro. Mas a razão pela qual gosto de ler o livro inteiro e o contexto inteiro e o áudio inteiro, isso buscar o porquê das coisas, porque que a pessoa fez o que fez. E todo conhecimento que você agrega no seu cérebro, você cria novas conexões neurais, mesmo se você não pratica, tá lá. E aí, quando você menos pensar, a informação tá lá, né? Aquela história, cada livro que você lê, ainda que você utilize 10%, 5%, de alguma forma tá no seu subconsciente. Então, na dúvida, eu digo: estude para caramba e entre em ação para caramba. E uma das coisas que você não deveria me modelar é aquilo: cara, planeja um pouquinho mais para trabalhar um pouquinho com menos esforço, né? E hoje, depois de muito bater cabeça, eu planejo um pouco mais, eu peço mais ajuda, Eu delego mais, eu monto a minha equipe, independentemente se é uma equipe de funcionários ou terceiros, mas é um daqueles, né, o que não fazer, né? Planeja um pouco mais, mas ação direcionada, clareza. Eu não sei, são muitos detalhes, cara, não é uma coisa só.
Legal, legal, muito massa, muito massa. O ponto que eu também me chamava muita atenção, você vai falando, eu fico me conectando com as dificuldades que aparecem no dia a dia, que as pessoas trazem relacionadas à carreira, né? Uma delas que que você falou aí é sobre saber o que você quer, né? Pô, tem uma visão, eu sabia o que eu queria. Esse é um ponto que as pessoas vivem me dizendo: cara, não sei o que eu quero, como é que eu faço para descobrir o que eu quero? Então essa é uma pergunta que eu quero te fazer, mas segura aí. É, pô, e as pessoas que não sabem o que elas querem, né, que elas fazem? O outro ponto, cara, que você falou aí, que é bem interessante, é esse lance do do pedir mais ajuda. E eu vejo que essa é uma das travas corporativas. Eu posso falar do mundo corporativo, é uma das travas corporativas. As pessoas ainda acham que a carreira, que a jornada, ela deve ser solitária, ou que os ganhos e frutos devem ser solitários. Então quando você fala: "Cara, eu mudei um pouco minha perspectiva e tem esse lance de pedir mais ajuda, delegar mais", pra mim isso mostra a coerência que você está tendo em relação à autoliderança. Então fala um pouquinho sobre essas duas coisas que eu levantei. Primeiro, a visão. As pessoas falam demais: "Cara, não sei o que eu quero, o que tem que fazer?" E depois sobre esse lance de pedir ajuda.
Levanta a mão. Tá, acho que a visão tá relacionada com propósito, de saber o que quer fazer, né, de clareza. Como é que eu descubro isso? Acho que foi a primeira parte. E sobre pedir ajuda, é isso, né? São os dois pontos. Isso, cara, existe toda uma discussão áurea no mundo do desenvolvimento humano, e você deve ter acompanhado pessoas que falando, não, que você precisa ter propósito, senão você não precisa ter propósito. Cara, eu acho que não existe uma bala de prata. Eu posso dizer a minha experiência, experiência de algumas pessoas que eu vi com e sem propósito. Quando a pessoa, ela tem um propósito que ela é muito, ele é muito relacionado a si mesmo ou só a família, a família boa, eu quero também saúde da minha família e eu quero também. O que eu vejo É que o esforço, ele é muito limitado, que essa pessoa faz. E é o que acontece, o ser humano precisa de esforço para crescer. Não que precisa ser um esforço burro, mas senão a gente definha, né, pra gente florescer, né, usando de novo o termo da psicologia positiva. Cara, você precisa sair da sua zona de conforto. Alguém mencionou aqui o flow. Você só vai entrar em flow se você se desafiar, se você continuar lutando. E é muito difícil você sustentar ao longo de anos ou décadas um esforço fora da sua zona de conforto se você não tiver uma razão maior para isso. Porque eventualmente a gente vai ter sucesso, cara. Se você entrar numa faculdade hoje, fizer tudo de uma forma mediana, cara, você vai ter sucesso, você vai crescer. Talvez não seja tanto, mas você vai ter sucesso. E aí o sucesso é, talvez seja a pior coisa que alguém pode ter, porque acomoda a pessoa, né? Então o que eu vejo é, quando eu comecei a ter clareza de que existia algo maior do que era só o que era para mim, cara, é como se tivesse uma chama dentro de mim insaciável. É um negócio que você não consegue apagar. Tem alguma coisa, eu não sabia o que era, eu não sabia. Primeiro eu achava que era produtividade, porque, puta, as pessoas estão jogando o tempo delas fora, então você tem que saber aproveitar o tempo. Depois eu achei que era relacionamento, depois eu achei que era inteligência emocional, depois eu achei que era networking. Daí eu cheguei ali, tem nada mais complexo do que isso, você precisa de tudo isso. Caralho, o que que vai me deixar em chamas, né? Que é o tema da minha próxima, próximo ciclo da mentoria reset, em chamas, cara. Se a pessoa não tá pegando fogo por algo, se ela não tem entusiasmo, se ela não tem tesão, se ela não tem paixão, a vida dela é, né, cara? Você é um cara que tem tesão, você tem paixão, cara, você sempre tá criando coisas novas, você vem, você traz as pessoas. É a pessoa do cara, vamos fazer uma live para aprender como pentear macaco, me chama, porque eu quero estar com pessoas como você. Porque eu vejo entusiasmo, vejo tesão que você tem pela vida. A vida não dá para ser vivida a médias, né, cara? Vive intensamente. E aí o ponto que eu trago para realidade, que eu vejo para mim, que algo que aconteceu, é a motivação por quase morte. Eu com 14 anos eu tive câncer. Então, cara, especialmente depois de uma cirurgia que eu não sabia se eu ia acordar, ou quando eu acordei Fudeu, essa perna não vai dar certo, vou ter que amputar, vai ter que ter uma razão maior para isso. Cara, cada dia novo é uma dádiva, cara. Você tem sol de novo, você tá vivo, você tá respirando, você tá no jogo, você tem que fazer algo, cara. Porque eu poderia ter morrido, né? E quantas pessoas poderiam ter morrido e infelizmente parece que a vida continua da mesma forma. Então eu não sei se é genético, se eu tive um contexto que me ajudou, mas isso é uma coisa que me nutre muito, Marlon. Existe esse algo mais E a hora que eu fiz o lock-in, né, fechei, cara, é isso, né. E para quem não conhece, entra no site liderdelite.com para ter uma ideia do que que eu gostaria de ajudar a impulsionar, porque não sou eu sozinho, eu sozinho não faço porra nenhuma, preciso das pessoas. Esse país tem tudo para ser uma, não uma potência mundial do ponto de vista bélica, mas uma potência mundial do ponto de vista intelectual, de ajuda ao ser humano. Pensa num povo que se fudeu que é, cara, foi saqueado, continua sendo saqueado, sendo roubado, e quando sai para fora do país, exemplo em tantas áreas, na área de invenção, na área de trabalho, nos esportes. Eu falo: e por que que esses caras têm que sair? Por que eles não podem desenvolver o Brasil aqui, cara? Isso é uma coisa que me inflama, isso é uma coisa que me dá tesão. Só que enquanto você não tiver uma coisa que te dá tesão, que você fala: cara, você vai morrer na jornada, eu sei que eu vou morrer nessa Jornada em algum momento, e talvez não chegue nem um décimo disso. Tá tudo bem, porque eu tô me divertindo para caramba no processo. Mas se você tem algo que você— ah, eu não sei o que eu faço— procura o que você detesta na vida. Cara, eu não aguento mais morar sozinho. Cara, você tem um próximo propósito, que é arrumar alguém para você morar. Vai morar numa república. Cara, eu não aguento mais o Brasil. Então vai morar fora para você ver a grande maravilha que tem lá fora. É lindo morar nos Estados Unidos. Você tem muito dinheiro, só que as pessoas não se conectam. As pessoas não se abrem. Vai morar na Europa para você ver que massa que é. Você acha ruim aqui? Vai conhecer outros países da Ásia, frio da porra, cara. Então a pessoa, ela só olha a grama do vizinho. Então assim, procura uma área que você tá extremamente desgostoso, desgostosa na sua vida, e inverte. Aí não gosto mais de dinheiro, cara, aprende a ganhar dinheiro. O Jim Rohn falava: você precisa aprender a ser milionário não para você ter dinheiro, mas para você ser um novo tipo de ser humano em que você consegue gerenciar seus gastos e você consegue criar riqueza para outras pessoas. Quando eu entendi isso, um dos grandes propósitos que eu quero ser é milionário. Por quê? Porque para eu chegar no nível milionário, não é que eu roubei de nada, porque eu precisei me transformar num ser humano que agregou tanto valor na vida de outras pessoas que eu me transformei em milionário. E aí você vai adicionando propósito na sua vida. Ah, meu relacionamento tá ruim. Cara, o que que você precisa fazer para ter um relacionamento vivo e que se ele morrer ele acaba e você vai para o próximo? Porque a vida você tem que ser de vida intensamente. Então Quando alguém tá numa carreira muitos anos, fala assim: cara, o que que você não gosta? Ah, não gosto disso, tá, mas tá morno, cara. Busca intensidade na sua vida, não é loucura, busca intensidade. Se essa live aqui tá morna para você, cara, vai procurar outra live. Mas você tá aqui porque essa live tá inflamando você de algum jeito. Então leve esse fogo que você tem para o resto da sua vida. Mas se os filhos é ruim, com a namorada é ruim, com o marido é ruim, com os pais é ruim, a vida financeira é ruim, a saúde é uma bosta, na cama o cara não serve para nada, Cara, vai estudar, mas é sério, você consegue ser especialista no que você quiser. E o que é absurdo é as pessoas, elas acham que elas só podem ser especialista numa área. Você pode ser especialista em muitas áreas, você talvez não vai ser o melhor do mundo em todas as áreas, mas você consegue ser muito bom na área de saúde, você consegue ser muito bom na área de finanças, você consegue ser muito bom na sua carreira. Se você não tiver paixão ou tesão, o que que vai tirar da cama? O que que vai tirar num dia que está chovendo, num dia que tiver difícil? Ah, eu preciso fazer porque eu preciso pagar as contas para os meus filhos. Cara, eu falo assim com muito amorzinho no coração, mas às vezes me inflamo: que desperdício de carbono! Se a gente veio nessa vida para ter uma vida mediana, cara, para quê? Tanta gente que morreu com 2, 3, 4 anos que gostaria de estar vivo, e a gente tá vivo aqui com oportunidade maravilhosa de fazer poder de transformação. Então o que eu digo para as pessoas é, cara, eu não sei o que funciona para vida das pessoas, mas na minha vida e o que eu vejo na vida de outras pessoas, quando elas têm um propósito que transcende a própria vida, a própria família, essas pessoas elas são felizes, que sempre tem o próximo passo, sempre tem o próximo passo. E aí o que acontece quando você percebe que o propósito é muito maior do que você mesmo? Você vai pedir ajuda. Qual é a ajuda que eu peço para as pessoas que vão no Líder de Elite? Divundam a ideia! Vamos transformar esse país até 2050, vamos colocar 2 milhões de pessoas com a mentalidade de liderança de elite. O que é liderança de elite? Não para as elites, não os riquinhos, nada disso. Vamos ser a melhor versão de nós mesmos e vamos aprender a autoliderar para a gente poder liderar outras pessoas. Nós estamos com 200 e tantos milhões de pessoas nesse mundo, nesse Brasil. Cara, cada líder tem um impacto fodido na vida da família, da sociedade, da organização. Imagina se a gente tivesse, que é a proposta do site, um líder verdadeiro em cada família, um líder em cada escola, um líder em cada sala de aula, e aí eventualmente a gente teria líderes em todas as esferas governamentais. Porque o que que a gente faz? A gente não escolhe esses líderes, e aí chega uma porcariada para a gente escolher, e ele fica, cara, tem que botar no ruim ou no pior. É óbvio, a gente não praticou liderança. Como é que a gente vai chegar lá com uma puta liderança? Não chega, não tem como. Por isso, a minha, o que me move é, cara, educação do jeito que existe hoje, ela, ela é passiva. Liderança é ativa. Você não consegue ser líder só com informação ficar com você. Você precisa estudar, é o que você falou, você contribui. Então, para mim, uma coisa vem da outra. Se você não tá pedindo ajuda, é que você não tá crescendo o suficiente, você não tá querendo fazer algo grande o suficiente. E talvez esteja faltando propósito. E uma coisa que eu aprendi a duras penas, quando eu teimei para querer fazer as coisas sozinhos, eu gastei anos da minha vida jogando um jogo medíocre, jogando dinheiro fora, jogando meu tempo fora, até que eu falei: sabe o quê, Carlinhos? Pede ajuda. Larga a mão de ser egoísta, não, qual a palavra, prepotente, arrogante, achar que você tem que saber tudo. Cara, você pode estudar muito, vai ter coisa que você nunca vai saber porque não vale a pena, porque você não quer aprender. E aí você pede ajuda de um especialista e essa pessoa, essa pessoa leva você para frente, essa pessoa, essa pessoa que arrebenta. Peça ajuda e encontra essa chama dentro de você.
Que massa, hein, Carlos? Jogos Vorazes, hein, cara?
Em chamas!
Espetacular, cara, espetacular! Eu me conecto muito, você entrou numa energia muito massa aí. E você falou, né, pô, minha força de karatê, a vitalidade, energia é minha também. Então eu fico aqui na pilha, né, só não posso gritar mais alto que senão tomo cagada aqui em casa. Mas sensacional, cara. Eu acho que você trouxe à tona o verdadeiro combustível de encontrar uma visão e um propósito, né? Pô, você tá ruim, olha para o outro lado da parada, o que que você quer? E me conectei com o meu mindset. Eu voltei, você falando, eu fui parar lá em 2009 quando Eu tinha, eu sentia dor de barriga em trabalhar, tinha problema fisiológico, cara, doía minhas tripas em trabalhar porque não era o que eu queria, de verdade, dava caganeira mesmo. E em algum momento, é muito louco isso, porque em algum momento eu perguntei, cara, existe o contrário disso? Será que tem uma jornada contrária? Será que tem, existe um movimento de eu estar indo trabalhar e eu sentir o oposto disso? É felicidade, energia, vibração. Porra, eu percorri pra caralho, cara, um caminho só poder chegar nisso. E existe, existe. Quando você para e você pergunta o que que você quer, o que que é o oposto disso. E é muito massa, cara, você se permitir vivenciar esse mindset, você vivenciar essa visão na real, na, na, se sentir isso passando pelas tuas veias mesmo, né? Essa adrenalina, essa energia toda de fazer aquilo que te coloca em chama. Eu gostei desse termo, que te coloca em chama. Então, então, muito legal. E sobre pedir ajuda, cara, eu vejo o quanto que isso é uma barreira, a barreira mental para as pessoas ainda levantar a mão e dizer, cara, eu preciso de ajuda. E quando você falou, né, vai morar em outro país, né, e você acompanhou minha jornada na China, né, o Carlos foi meu coach enquanto eu tava na China, cara. Eu falava de madrugada com ele pedindo ajuda, né. Ele foi um baita de um guia para mim mesmo no processo, no mundo que era totalmente oposto ao meu e diferente, né. E o cara: "Vai passar frio." Cara, eu passei frio, passei dor, porque a cama lá na China era diferente. E olha que interessante, eu vou até fazer um aponte, que eu lembrei de algo que você me falou. Não sei se você pegou o ponto aqui. Eu tava com uma baixa performance do caramba, né? Acho que era o primeiro mês meu na China. E o Carlos lá, fazendo uma sessão de coaching com o Carlos, ele falou: "Cara, qual que é o problema?" Aí, sei lá, acho que eu falei um, dois problemas superficiais. Ele falou: "Cara, qual que é o real problema?" "Ah, cara, tá uma bosta dormir, cara. Não tô conseguindo dormir, tô dormindo pouco." "Por que você tá dormindo pouco?" "Porque a porra do meu colchão é isso aqui, cara. Eu durmo num pedaço de pau, na verdade." "Por que você não foi lá pedir um colchão novo, cara?" E você fala: "Por que eu não fui lá pedir um colchão novo? Por que eu tô dormindo nessa porra dessa cama dura ainda?" E aí, outro dia eu fui comprar um colchão, cara. Voltei com um colchão nas costas, porque você faz acontecer, né? E parece que essas coisas tão bestas, óbvias, e a gente não faz. A gente não entra em ação, a gente não faz acontecer. E acho que tem um pedaço muito grande também sobre o pedir ajuda. Tava lá perdido querendo fazer zilhões de coisas. Eu queria aprender mandarim, eu queria fazer meu serviço, eu queria juntar grana. E o Carlos lembro que ele me falou: cara, para que que você foi parar na China, velho? Qual que é o principal objetivo aí na China? Cara, vim aqui para desenvolver pessoas. Então para de encher o saco com essas coisas. Ah, eu tenho que guardar dinheiro, eu tenho que— vai para puta que pariu com tudo isso, foca no que você tem que fazer. E isso foi muito, muito poderoso, muito poderoso para trazer meu foco. Então assim, fazendo uma ponte, cara, é É muito bom quando a gente se permite pedir ajuda, a gente levantar a mão e dizer: cara, tem uns zilhões aqui de pontos que eu não enxergo, me ajuda a olhar para isso. Então, além da história, gratidão, cara, por aqueles momentos que me ajudaram para caramba. Foi muito, muito legal, muito importante. Galera, para quem não sabe, eu já contei várias vezes a história da Starbucks e ficar fazendo coaching na porta dos caras da Starbucks. Carlão, é verdade ou não é essa porra aí? Porque não sei se as pessoas acreditam, cara. A gente só não, sei lá, não foi preso Starbucks, a gente alugou aquele negócio sem as pessoas saberem, porque virou nosso escritório de coaching por muito tempo lá dentro.
A gente tomava um café, ficava 3 horas lá.
A gente chegou a fundar um grupo chamado Evolve Coaching, né? Só fazendo uma ponta aqui para a galera saber, né? Eu conheci— como é que eu conheci o Carlos? 2012, eu tava na CIT já, eu já tinha feito minha primeira formação de coaching, eu queria trabalhar essa parada, mas não tinha ninguém que queria falar de coaching comigo. Era um negócio, era um mundo muito solitário, né? E aquela época, né, 2009, 2003, o coaching era um negócio muito bacana no Brasil, não era a idiotice que virou, era um negócio muito bacana, era uma coisa muito massa. E aí me liga um cara e fala assim: "Ó, eu sou o Carlos e me indicaram você, eu queria saber se você quer falar de coaching." É como se fosse aquele cara desesperado para arranjar namorada, né? Tipo: "Cara, eu quero falar de coaching também, irmão." E olha que massa, né? O Carlos, ele teve várias Várias participações especiais na minha vida. E eu lembro, de novo, né, a gente fazia, a gente ficava trocando experiência em coaching. Então fazia coaching com ele, fazia coaching comigo. E aí teve uma sessão, né, sentado tomando café lá no Shopping Galeria, e eu tava nessa, cara, eu continuo uma trilha sendo Scrum Master ou eu jogo tudo e quero trabalhar com coaching? E de novo, né, nesse vai e vem, eu lembro que o Carlos falou para mim, cara, Você vai morrer um dia. Imagina que você morreu hoje. Pô, esse é o Carlos, no impacto, né? Imagina se morreu agora, tipo, você tava tomando um café, ele fala para você imaginar que você morreu. E aí tem duas lápides na tua frente, cara. Uma tá escrita assim: aqui tá o Marlon, Scrum Master, top blaster. Aqui tá Marlon, o cara que ajudou 12 mil pessoas, top blaster. Qual é o túmulo que você quer estar, cara? E foi muito impactante porque foi aquele dia que eu falei, cara, eu não quero mais trabalhar com projetos na operação. Quero ir para essa linha. E foi no dia seguinte que eu fui falar com o VP da CT dizendo: cara, eu vou sair da empresa porque eu quero trabalhar com isso. Ele falou: cara, quando é que você começa no RH? Então as peças que estavam, que estão presentes na minha história de vida aí, o Carlos é uma figura muito importante que me ajudou muito, me ajudou muito. Eu levantei muito minhas mãos para ele, ele me ajudou bastante a desenhar meu caminho, né? Então Cara, sou eternamente grato aos teus conhecimentos, aos teus puxões de orelha e a tua alavanca, né? Várias alavancas.
Cara, um prazer enorme. E o que eu acho massa do que você tá falando é que a gente não sabe o impacto que a gente tem nas pessoas. A gente não sabe. Eu tava fazendo meu trabalho lá, a gente tava se apoiando. E eu só consigo fazer isso e consegui fazer isso para te ajudar porque eu não tô lendo a sua história. E quando eu não consigo resolver minhas coisas, eu preciso dos mentores, eu preciso dos meus coaches. Eu não tô vendo as minhas coisas que são óbvias. Quando alguém fala: cara, por que que você não faz isso? Você tava falando, eu lembrei de um negócio que achei muito engraçado também. Um cara que tava internacionalizando a empresa, puta cara de tecnologia, genial, o cara professor de pós-graduação na universidade. E o cara: eu não sei qual dessas alternativas eu faço, que isso é tão bom e essa é super bom e essa não sei o quê. Eu falei: cara, você já fez uma análise SWOT? O cara, oh, mano, olha esse suorte! Quase que saiu, me deixou sozinho. Tipo, é óbvio, porque ele não fez uma análise desse suorte. Ele tá tão dentro que ele não consegue ver. Então é massa o que você tá falando, agradeço. E assim, a gente se ajudou muito na jornada, você também me ajudou muito, de muitas formas diferentes. E fico feliz de ter contribuído contigo, cara. Prazer enorme.
Muito massa, muito massa. Vamos parar com essa rasgação de seda, senão a gente começa a chorar aqui no papo.
Já chorei antes.
Marlon Silva Domingues, é uma outra coisa que me marcou muito das diversas coisas que aprendi com você. Teve uma vez que te levei palestrar lá na CIT e você trouxe um negócio à tona que para mim foi animal. Eu usei bastante isso e você tinha, se eu não me engano, o seu 5Ps, era isso? E aí deixa eu ver se eu lembro ainda, era pessoas, produtividade, processo É quase isso. Não é exatamente. Não, não é.
Você sabe que eu tenho evoluído, mas esse, esse, eu tenho feito outros P's agora, né? Eu cheguei a um nível meio hard, eu fiquei umas semanas fazendo.
Não vai falar que tem 20 P's agora que vai umas 12 lives.
Não, não, assim, eu durante várias semanas, acho que uns 2, 3 meses, eu fiz 40 perguntas que eu respondia todos os dias. Era coisa de 2 horas por dia. Hoje eu falo para o senhor o que que eu faço. Eu continuo fazendo 5 Ps, mas tem mais 4 Ps que eu recomendo. Então, se você acha que for legal, a gente coloca os 9 Ps hoje.
Mas fala primeiro dos 5, fala para a galera se ambientar.
Os 5, idealmente, o que que você faz de manhã?
Primeiro P, galera, anota essa parada de verdade, pega um papel e caneta agora, anota essa parada aqui, porque vocês vão sair com uma ferramenta dessa live. Vai lá. 5 Ps.
Então, primeiro P é propósito, né? Como você falou, sabe que eu sou viciado nesse conceito de propósito. E veja, se você tá na jornada e você tá descobrindo qual é o seu propósito, talvez o seu propósito é: meu propósito hoje é ser feliz. Ou propósito dessa semana é eu fazer o bem. Meu propósito da semana é eu não matar ninguém. Suponha que você tá no, sei lá, ficou muito estresse, ou simplesmente ficar quieto. O meu propósito é ter paz. Mas tem um propósito maior É como se isso regisse todas as outras coisas. Depois do propósito, você tem o segundo P, que são as prioridades. E aí, a forma que eu faço as prioridades são: quais são as áreas mais importantes na sua vida? Para mim, é algo que eu levei um certo tempo, elas mudaram, e depois elas simplesmente sistematizaram. E eu vou dizer por que que eu faço todos os dias, mesmo sabendo que as coisas não mudam: porque eu me esqueço. Porque eu sou muito humano, eu sou muito fraco, sou muito frágil. Se eu não relembrar todos os dias do que é mais importante para mim, a tendência é trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, esquecer de outras coisas, porque eu sou tarado por trabalhar. Adoro fazer o que eu faço, é muita chama. E aí eu queimo algumas pessoas perto de mim, né? E é uma coisa que eu queria colocar: quanto maior for o seu propósito, mais sacrifício você vai ter na sua vida. Então talvez você não queira um propósito grande, né? Porque você vai ter que ter muito sacrifício com isso. Então as prioridades, por exemplo, é saúde, família, Pode ser sua espiritualidade, tua área financeira, o que você quiser colocar. Mas eu digo assim, sempre lembra de colocar você antes das outras coisas. É muito comum falar com executivos: qual coisa mais importante para você? A minha família. Segunda coisa? Meu trabalho. Terceiro? A minha saúde. Falei: tá bom, então se tiver em coma, como é que você cuida da sua família, do seu trabalho? E o cara fala: tá bom, quantas horas você investe no seu trabalho? 12, 14 horas por dia. Com a sua família? Não adianta você falar de prioridade se o negócio não é prioridade. Então, o segundo P, o P de prioridade, é para a gente tomar consciência do que a gente tá fazendo na real. O terceiro P são projetos. Por quê? Porque se a gente começa o dia fazendo todos atividades, coisas para fazer, você não tem a visão de projetos. Eu gosto de trazer o conceito de projeto, que, por exemplo, eu tenho um projeto que pode ser meu projeto é um dia feliz, por exemplo, final de semana. Quando eu penso nos meus filhos, eu quero ter um dia de paz com os meus filhos. Ou é um projeto que eu tô trabalhando, por exemplo, na mentoria de autoliderança, que é meu projeto, é o reset, que é mentoria reset. Quando me separei no ano passado, reset é um projeto que é recorrente. Como é que eu dou meu reset? Quando eu, como é que eu continuo bem? Como eu continuo feliz? Aconteceu o que aconteceu, como é que eu continuo com mindset? Então meu projeto reset é o que vai fazer funcionar para você. Pode ser o projeto de mudança de carreira, pode ser o projeto pode ser o projeto de promoção, pode ser o projeto de melhorar seu relacionamento. Você que vai definir seus projetos. E note que até agora nós não colocamos nenhuma atividade. O quarto P são pessoas. Quais são as pessoas que vão ajudar você no seu propósito, que vão te ajudar a honrar as suas prioridades e que vão te alavancar nos projetos? Só depois que você considerou isso que você vai para os próximos passos, que é o quinto P, os próximos passos. O que que você vai fazer? Veja, normalmente a maior parte das pessoas saem fazendo, coloca uma lista de to-dos, às vezes prioriza, às vezes não prioriza, mas prioriza com o que é mais importante, mas não tem uma visão maior, mais macro da vida. O que que é mais importante? E o que é legal é quando você começa a olhar isso uma, duas, três semanas, você começa a perceber que existe uma aglomeração de atividades, os próximos passos que você vai fazer naquele dia, que estão nula ou duas prioridades. Aí você percebe, cara, Você percebe que colocar uma coisa como prioridade e você não fazer nada, ou você não tem nenhum projeto que honra essa prioridade, é balela. Então, para mim, fazer esse tipo de coisa são tapas na cara o tempo todo. E aí, qual que foi a minha evolução, né? Então, vamos lá: propósito, prioridade, projeto, pessoas, próximos passos. E a minha evolução hoje é— hoje vai completar 1139 dias ininterruptos de diário. Uou! A hora que eu bati os 1000, eu falei: quero chegar nos 10.000, quero ver que tipo de transformação tem em mim. E eu posso dizer, cara, minha vida só tá hoje por causa do meu diário. É um negócio que eu posso estar exausto, mas eu completo ele. Para mim é muito importante. E é o que eu percebi.
Todo dia, à noite, você faz isso aí?
Todo dia. Às vezes eu faço de manhã, às vezes eu faço de noite, né? O ideal é o que eu falo, eu sei o que seria ideal para mim, mas eu não faço o que é ideal. Sou humano, eu falho para caramba. Mas todo dia eu faço isso, faço outros P's também, tá? Hoje eu tô fazendo uns 15 P's, eu tô sempre estudando, avaliando o que é interessante. Mas os outros 4 P's que eu gostaria de deixar aqui é: esses 5 P's não mostra o tipo de crescimento que eu tenho. Então quais são os outros P's que eu acho relevante? O P de progresso. Onde que eu desenvolvi, que eu cresci, que tipo de resultado que eu tive? Porque se eu penso em projetos, eu só tô pensando em atividades, mas qual o projeto real que eu tô tendo? Pô, fechei um novo cliente, nossa, ou eu tive uma negociação boa, ou fiz uma live com Marlon Silva Domingues, cara, isso tá alinhado com meu propósito. Então eu tive um progresso, eu falei para, sei lá, meia dúzia, 10, 20, 50 pessoas, isso eu progredi. Onde eu estou em plateau é o segundo P, onde não vai nem para cima nem para baixo. Cara, minha saúde, eu cuido muito bem da minha saúde, mas eu sei que tem um próximo nível que eu tô meio que, sabe, empurrando com a barriga que eu preciso me comprometer um pouco mais com malhar de uma forma sistemática. Que eu tomo muita água todos os dias, eu me alimento muito bem, tirando final de semana, né, que desse em particular, viagem, família, enfim, tá na jaca. Mas de uma forma geral, uma paella ali, né, até bem razoável, bonita, hein, bonita, legal. Faço um jejum intermitente, faço os ritos tibetanos, tudo bem. Minha saúde está muito boa, eu aguento muito bem o "Mas eu sei que tem um próximo nível, tá faltando flexibilidade, tá faltando musculatura." Então eu sei que a minha saúde tá no meu platô, quase todo dia eu coloco: "Saúde tá no platô." Qual que é o terceiro P? Onde estou perdendo a mão? Ou seja, imagina que você tem uma cenóide, onde você tá progredindo, onde você atingiu um platô e onde você tá perdendo a mão, quer dizer, onde você tá caindo. Fala: "Pô, meu relacionamento com meus filhos, hoje eu faltei com atenção com eles, hoje eu percebi que eu tava estressado, não fui amoroso com a minha filha, ou não fui paciente com meu filho." ou sei lá, minhas finanças se descontrolaram esse final de semana, alguma coisa que eu tomo consciência de que eu tô perdendo a mão. E por que que eu prefiro tomar consciência quando tá aqui? Eu não quero chegar no fim do túnel, no buraco, para tomar consciência. E aí o quarto P, eu começo a fazer uma avaliação, e às vezes eu não acho, tá, algo óbvio, mas qual é o— eu preciso dar um ponto final. Então, onde eu tô progredindo, onde atingi o platô, onde eu tô perdendo a mão, onde é o ponto final, onde eu falo assim: eu preciso parar com isso agora. É um mau hábito, é um vício, ou é um padrão de pensamento, é uma crença limitante. Eu tenho trabalhado muito crenças limitantes, tipo, eu quero acabar com o conceito de escassez. Eu cresci, e é essa responsabilidade única e exclusivamente minha, não é de ninguém mais, mas eu cresci com um mindset de escassez em muitas áreas da minha vida. E quando eu identifiquei isso, eu percebi o quanto que isso afetava Minha saúde, meus relacionamentos e minhas finanças. Então, às vezes, aquilo que eu venho destruindo todo dia e a forma que simbolicamente eu represento é escassez, eu faço um X grande que eu quero dar um ponto final nisso. E aí eu trabalho com outras coisas, eu faço afirmações, eu trabalho visualização, lei da atração, caramba, um monte de coisa. Mas esses 4 Ps é uma evolução que eu começo a focar, ver O que que eu tô mudando de verdade? Senão é só trabalho, né? Só coisa, só progresso. São coisas, é bacana, mas onde que eu tô tendo progresso? E o progresso não deixa de ser uma espécie de Era da Gratidão. Eu tô progredindo aqui, aqui, aqui. Isso foi bom, né? Eu tirei um tempo para fazer uma paella. Hoje eu curti porque eu encontrei, por exemplo, uma praça onde eu não esperava encontrar uma praça. Isso é um progresso. Eu tirei um tempo para curtir o verde. Então isso são coisas que eu venho trabalhando para trazer mais gosto para vida e para me reconhecer nesse processo.
Que massa, que massa! A Lídia colocou aí os P's: propósito, prioridades, projetos, pessoas, próximo passo. Aí vai para o plus aí, né? Progresso, platô, perder na mão e ponto final. Tá certo, caramba! Show de bola, que massa! Valeu, Lídia! Legal demais! Olha que massa, galera! Então assim, uma baita de uma dica. A Thaynara também postou aí os P's. A baita de uma dica para vocês conseguirem começar a praticar isso de uma forma a perceber mudanças. E Carlão, por que que isso gera mudança nas pessoas? Ou fazer o diário, cara, o que que isso dá? Aonde que se começa? É uma mudança, é uma elevação de consciência na tua visão? O que que rola?
Quando você para para— eu vou dizer algumas coisas que aconteceram comigo, e eu percebi que eu tenho vários níveis de propósito, por exemplo. Porque todo dia você vai escrever: meu propósito é— qual é o meu propósito? Meu propósito é evoluir minha alma. Às vezes é isso. Meu propósito é ser feliz. Meu propósito é ajudar a transformar o Brasil pela liderança. São coisas que eu não tô repetindo, eu paro e vejo o que vem, e eu registro aquilo. Eu tive uma cliente minha que ela percebeu que ela descobriu o propósito mais afinado de tanto fazer esse exercício. A questão das prioridades para mim é tomada de consciência, porque existem prioridades reais e prioridades aspiracionais. É aquilo que eu quero versus aquilo que eu tô fazendo, né? Eu gostaria que fosse, né? Seria bonito. Então, por exemplo, uma das coisas que eu tinha essa visão, né? Família vem em primeiro lugar, mas essa tomada de consciência que se eu tiver em coma eu não ajudar minha família veio antes do diário, mas toma consciência de ver assim: a minha família realmente tá vindo antes do meu trabalho. E às vezes eu percebo o que eu mostro com a minha agenda, que eu mostro que tá acontecendo, é que realmente a maior parte do tempo eu coloco meu trabalho antes da minha família. E aí eu lembro que o meu propósito transcende a minha família. Meu propósito não é só minha família tá bem. E aquilo que eu falei é um sacrifício, é um preço que eu pago, né? Só que eu vejo o resultado, vejo, por exemplo, meus filhos estão conectados comigo, eu vejo que a minha filha tem orgulho de mim, que ela Ela fala de mim e ela me apoia no meu propósito, ela me desafia no meu propósito. Eu não sei se você tem acompanhado, mas eu entrei no TikTok por causa da Clara. A Clara falou: pai, por que você não começa a fazer TikTok? Cara, filha, isso não é para mim. Ela falou: mas você fala de liderança lá. Eu falei: cara, se o futuro do Brasil é através da liderança e o futuro do Brasil tá no TikTok, eu preciso ficar falando de liderança no TikTok. E aí eu comecei, e aí me colocou no movimento forte. E essas reflexões vêm muito porque quando ela fala comigo, eu registro aquilo. Esse é um progresso. E aí eu coloco também pensamentos, são frases que me vêm, eu gosto de provérbios, quote que eu leio, registro, às vezes eu faço desenhos. Então isso é o mínimo. E quando eu tô no papel escrevendo, tem mais um monte de coisa, tem uma série de coisas, por exemplo, que me avalio diariamente ou semanalmente, que são testes de precisão, que eu faço as contagens. Que eu faço, eu vou contando qual é o meu sprint, de quantos dias eu fico, por exemplo, sem tomar álcool. Eu gosto de tomar álcool, mas eu sei que eu não posso tomar álcool indefinidamente. Então eu fico, vou ficar 2 semanas sem tomar, 2 semanas sem tomar álcool, aí você toma uma cerveja, aí zera. Então eu tô o tempo todo me divertindo comigo, né? E é o fato de eu todo dia tá na frente do papel com uma caneta que eu começo a pensar nisso. E às vezes um dos P's que eu tenho é planejamento, encho 2 páginas de planejamento Vou escrever o que que eu coloquei aqui, vou preparar para essa live, algumas ideias, um bloco de planejamento. Então é o fato de eu ter o costume do papel na caneta que me traz a reflexão, né? Durante um bom tempo eu falei: eu preciso trabalhar um pouco mais de visão de futuro. O qual que era meu P? Paraíso. O que que é o paraíso para mim? Que que é o paraíso para o Marlon? Que que é o paraíso para Tainá, para Carla, para Andréia, para Roberta? Para Dani, o que que é o paraíso? Paraíso para mim é independência financeira, eu tenho um amor maravilhoso do meu lado, eu tenho saúde, a minha empresa roda sozinha e meus filhos me amam e estão bem de saúde. Cara, isso para mim é o paraíso. Se eu tiver isso, eu tô no paraíso. Só que eu sei que eu não tenho isso e que talvez eu nunca tenha isso, mas é a direção na qual que me projeta a visualização. Então assim, é só fazendo mesmo para você perceber a percepção que você vai ter quando você fizer. E a outra coisa também, quando eu faço todos os dias, eu sei que isso é uma disciplina que eu tenho. E aquilo que você perguntou, né, uma das coisas que poderia ajudar as pessoas na mudança de carreira é ter disciplina. Se todos os dias você escreve algo, se todos os dias você registra o pensamento, se todos os dias você avalia se você tá crescendo, cara, você vai ser um ser humano melhor. Como consequência, você vai ser um líder melhor. Como consequência, você vai ser um profissional melhor. Mas se você perde por um caderno, o que que vai acontecer na vida real quando você tiver grandes desafios? É uma das razões pelas quais eu faço jejum todos os dias, que eu tomo banho gelado todos os dias, porque eu fico me criando essas disciplinas. Eu não posso perder para essas coisas tão pequenas. Se eu perder para essas coisas pequenas, a hora que vier um tratorzão na minha frente "Meu Deus, o que que eu faço?" Então o diário, só como disciplina, é algo que eu recomendo para pessoa falar assim: "Não, isso aqui eu domino." Legal, legal. Eu domino isso aqui.
Muito massa, muito massa. Como é que a gente pode chamar esses P's? São os P's da produtividade? Era assim que você chamava ou não?
Cara, eu chamava assim: P's da produtividade.
É, eu lembro que era esse nome.
Eu comecei a alucinar, cara. Por exemplo, Eu desenvolvo vários diários, né? E quando a gente fez a palestra, alguém falou, comentou que me conheceu na palestra que eu fiz para a CET, inclusive, né? Você me indicou, agradeço, para o Dia dos Pais. Eu fiz os 5 P's da paternidade. Eu continuo fazendo isso todos os dias, eu continuo fazendo, porque é uma coisa que me deixa— quais são as prioridades? Qual é o meu propósito maior para os meus pais, para os meus filhos? Amar e servir. E aí vai. Eu reescrevo. Então eu tenho um diário dentro de outro diário. Então eu já não consigo chamar o que que é. Para mim são práticas. Eu tô pensando em, sei lá, gravar uma live só para isso, fazer um curso baratinho só para explicar o propósito de escrever diário, né?
Legal, legal.
E aí um desses que eu fiz foram as mentorias de inteligência emocional da Supremacia Emocional que eu fiz. E uma das coisas que eu fiquei, né, às vezes eu trabalho vários meses, eu fico com algumas coisas. E são duas coisas que eu faço. Eu começo de manhã ou para o dia seguinte. Qual o estado emocional preponderante que eu quero ter nesse dia? Então, por exemplo, eu chamo isso de projeção. Qual é a projeção emocional que eu quero ter? E eu vou dizer uma das coisas que eu aprendi. Normalmente, quando eu coloco uma projeção emocional antes de dormir, no outro dia aquilo fica— não sei se fica impresso no meu subconsciente, mas quando eu vou olhar no final do dia, nossa, Eu vivi a maior parte do tempo assim. Então eu gosto de ser alegria, eu gosto de ser a paz, eu gosto de ser a serenidade, eu gosto de ser uma pessoa esperançosa, eu gosto de ser uma pessoa amorosa. São coisas que eu preciso praticar, porque a minha tendência natural é ser rabugento, ser preguiçoso, é beligerante. E ao final do dia, a gratidão, né, o Diário da Gratidão, que eu coloco como minhas plenitudes, né. O que que foi pleno ao longo do dia?
Então é muito P, mas Começa com sim, começa com gratidão, que é uma força de caráter do ser humano e todo mundo pode exercitar, né? Muita gente que já fez lives comigo para falar de força de caráter, então só trazendo à tona a conexão, porque todo mundo tem, né? É algo que é bem poderoso para gente. Cara, que massa, Carlão! Acho que apesar do Instagram que cai a gente 3 vezes aqui, esse pedaço, esse trecho aqui da live foi muito poderoso, porque eu acho que a gente tocou num ponto aí desse fez. E para mim eles fizeram muito sentido, me ajudaram a trazer algumas coisas à tona e relembrar de alguns ensinamentos que fazem diferença. Então vai ficar gravado esse pedaço, vai ser muito bacana as pessoas se empoderarem desse assunto e conhecerem um pouco mais de você, meu querido. Para a gente poder fechar, eu te agradecer, eu queria que você deixasse teu contato aqui. Como é que as pessoas podem saber mais sobre você, sobre os teus cursos? Como é que as pessoas podem chegar até o Carlos? Como é que funciona? Conta para gente.
Eu, se você for aqui em cima na live, eu acho que não sei no replay como é que fica, mas é Carlos Hoyos LDE, de liderança de elite. Carlos Hoyos com HY LDE, é o mesmo nome em todas as redes sociais, Instagram, LinkedIn, Facebook, canal do YouTube, Twitter, Twitter bem devagarzinho, mas enfim, todas as redes sociais é Carlos Hoyos LDE. Se você quer algo Mas imediato, amanhã, eu vou estar fazendo uma mentoria aberta que vai ser uma masterclass, os 10 Pilares da Autoliderança. Vai ser uma sala Zoom, que é a forma de divulgar a mentoria reset, que é uma mentoria de autoliderança, que para mim é o ponto de entrada para se trabalhar, né, pelo menos dentro do que eu tenho aprendendo e a metodologia. E aí a gente vai falar do Enxamas, né, que vai ser esse novo ciclo. Mas cara, me chama no direct, eu adoro conversar. E se você tem meu WhatsApp, me chama, me manda no email contato@carlosoios.com. Me chama que eu respondo, eu adoro interagir com as pessoas. E Instagram, volta e meia eu tô publicando coisas aí do que tá vindo pela frente.
E a live amanhã, como é que a galera se inscreve?
Link na bio, você se inscreve e vai ser que para sala Zoom. Então o limite é da sala Zoom, dificilmente fica lotado. Mas então a ideia é que seja uma reunião, todos os mentorados, e aberto para outras pessoas conhecerem como é que funciona a metodologia. E vai ficar gravado como bônus para os mentorados, né, porque os 10 Pilares da Autoliderança é um negócio que leva um certo tempo a gente trabalhar, né. E para quem quiser conhecer um pouco mais do que eu faço, do meu trabalho. E dentro desse, dentro dessa live, eu vou fazer uma oferta. Então as pessoas vão poder entrar na mentoria com desconto. Legal, pode ser que seja interessante.
Que massa, show de bola! Para quem não sabe também, o Carlos, a semana passada eu acho, fez uma mentoria de umas 25 horas, galera. Eu tentei assistir ali, mas não acabava.
Foram 5 horas, 25 não, 5 horas.
Tá lá no YouTube, né? Tá no YouTube. Ele e uma galera de elite lá, foi bem da hora, bem da hora mesmo. Então quem quiser também mais conteúdo aí tem no YouTube do Carlos, pode se conectar lá. Valeu, Carlão! Muito obrigado de coração. Obrigado aí, cara, por você ser quem você é, por você contribuir, colaborar tanto com o ser humano, por você ter tido a coragem de mudar de carreira e tá fazendo o teu coração ficar em chamas todos os santos dias. Então, meu queridão, valeu demais, viu? Muitíssimo obrigado mesmo. E galera, para quem não tá seguindo o Carlos, segue o Carlos lá, aproveita, se conecta. Essa jornada é poderosíssima.
Gratidão, Marlon. Super honrado de estar aqui. Gratidão à sua audiência, os comentários, pessoas maravilhosas. Deus abençoe vocês, amo vocês, paz.
Vamos junto, show de bola! E para fechar, galerinha, amanhã tem live meio-dia e 15, no qual vou falar sobre Crenças, crenças limitantes, suas crenças, suas regras. Se conecta comigo lá que vai dar um sabor ainda maior para esses aprendizados todos que vem acontecendo, nossas interações.
Beleza?
Aquele abraço, beijo, se cuidem, vamos, valeu!









