Live Alex & Marlon

Marlon Silva Domingues, a CIT executive, talks about his path from computer science to coaching after stints in Vancouver, New Zealand, and China. He created a 10-minute coaching method and built a free course with Fundação Bradesco, arguing that coaching in Brazil is overused and misunderstood compared to its respected status abroad.
Chapters
1, 2, 3, começou! Fala, Marlon Silva Domingues, bom dia!
Fala, grande Alex, que prazer! Finalmente falar com uma figura que admiro tanto, cara, aí nas redes sociais, e o prazer de conhecer durante pandemia numa bela de uma entrevista.
Prazer todo meu, aliás, que coincidência boa, né? Quando eu pude ter a grande oportunidade de conversar lá com vocês na empresa, na Cianti. E através disso, o que mais me surpreendeu foi o seu interesse de me procurar nas redes sociais após isso. E dá uma satisfação de que, poxa, que legal. Porque pessoas que, quando você é reconhecido, quando você tem uma admiração recíproca das pessoas que você admira, porque acho que eu já te falei isso várias vezes, fica até redundante. Mas admiração que eu tenho, né? Tipo assim, o cara que você significa profissionalmente para mim, até uma figura enorme. Então eu comentei isso já no Instagram, comento com os meus amigos, eu falo: poxa, esse cara aqui é um exemplo, né, de profissional que eu quero ser na vida. É um cara que assim eu considero como um mentor, né? Eu sempre observo como ele se comporta, o que que ele faz. Então para mim, né, isso é uma grande honra. Maior honra ainda você poder participar, né, desse projeto que é o podcast que eu tenho começado recentemente. Na verdade, essa é a minha primeira entrevista, então é algo que eu tô aprendendo, passando por vários processos de aprendizagem. E poxa, feliz demais por você estar participando, né? E acordando cedo, aliás, para estar aqui, né? Porque no Brasil agora são 6 da manhã, aqui na Irlanda para mim é fácil porque já são 10 horas, estamos umas 4 horas de diferença aí de fuso. Então novamente seja bem-vindo, muito obrigado por estar participando, né? E aquele seu resumo de carreira, cara, que resumo! Porque quando eu comecei a ler, o cara tem experiências, né? Tipo, olha só, passou pela— não, porque acontece quando a gente fala assim, ah, vou entrevistar tal pessoa, né, a respeito disso, as pessoas geralmente, automaticamente, têm aquele julgamento: "Ah, mas o que vai agregar? Quem é essa pessoa?" Então, falando um pouco de Marlon, eu gostaria que você, Marlon, por si só contasse, porque eu fico até sem graça em fazer uma introdução com uma pessoa que tem como carreira desde 2009, passando por Coca-Cola, Pfizer, Johnson Johnson, morando na China, viveu na Austrália também, na Austrália não, Nova Zelândia, Nova Zelândia, Canadá, Austrália.
Eu tive uma passagem na Austrália também.
Jesus amado! Então, Marlon, por favor, introduza você, porque é uma honra tê-lo aqui novamente. Seja bem-vindo!
Que massa, Alex! Assim, antes de mais nada, eu queria também agradecer. Você falou ali do privilégio, né? Pô, você rasgou elogios aí. Eu fico super privilegiado, cara, de verdade, assim. Eu acolho, né? Acho que uma coisa importante é saber acolher. Então eu acolho com muita gratidão esse feedback seu, e é muito recíproco, cara. Quando eu tive a oportunidade de te ouvir palestrando, contando a tua jornada, eu de cara achei que você era um cara assim fantástico, um storytelling para mim, tipo, foi, cara, minha cabeça explodiu. Falei, cara, preciso conectar com ele, que ele é um outstanding, né? A tua história, a tua jornada. E assim, tem algumas coisas que me chamaram muita atenção em você, que é a tua ousadia. Então ousadia é um negócio que eu vou falar bastante aqui do Marlon E o que você fez, né, a tua obstinação em buscar um sonho é animal, né, tá aí na Irlanda morando. E uma outra coisa também que é fantástico é, cara, você hoje é um cara que vive, tem um conhecimento que ele, ele é algo tão precioso, que é a questão cultural, cara. Eu acho que a jornada cultural, ela é a maior das universidades, é o maior dos privilégios, e deveria ser para todo mundo. Todo mundo deveria ter oportunidade de ter essa essa vivência com culturas diferentes, porque isso, isso eu considero para mim um grande diferencial na minha jornada, que me trouxe onde eu tô hoje. Então eu também te admiro para caramba por tudo isso, cara. Mas vamos lá, vamos lá.
Obrigado, obrigado.
Eu já vi que nós dois a gente fala para caramba, e aí esse podcast vai ter 3 horas, tipo quase um podcast full aí de duração.
Vai ficar pequeno esse programa aí, cara.
Mas vamos lá, a gente faz uma, vamos fazer uma série aqui.
Marlon, me conta um pouco aí, cara, sobre como que foi esse início, né? Como que você escolheu? O dia que você acordou e falou: não, eu decidi, eu quero ser coach, vou atuar na carreira coaching. E como que foi isso, né? Como que foi esse início de carreira? O que te impulsionou para chegar aonde você chegou hoje? Conta um pouco assim do briefing, né, de como era o antes o que te impulsionou e qual que foi a virada de chave naquele start, tipo, é a partir daqui.
Show! Ó, para poder falar um pouquinho desse momento, eu vou contextualizar como é que a minha jornada profissional começou, né? Então assim, galera que tá ouvindo o podcast aí, eu sou formado em computação. A minha jornada começa com uma pessoa que, que, pô, tava fazendo uma baita de uma universidade bacana para caramba, mas tinha pouca perspectiva de sucesso. Eu não me via tendo sucesso nessa jornada de tecnologia que eu havia escolhido. Então tinha uma palavra chamada frustração que vivia me assombrando. Tinha, eu tinha frustração e eu não sabia se eu ia dar certo. Eu achava que, cara, eu era um fracasso. Essa palavra, sendo muito honesto com você, a palavra fracasso era algo que eu tinha tatuado na minha jornada em algum momento. E aí, por causa disso, cara, eu Eu achava assim, eu tinha sérias questões de, eu não tinha problema em achar trabalho, tá, Alex? Eu fiz uma faculdade muito boa, então assim, eu tinha, cara, uma carta de entrada muito legal no mundo corporativo, mas eu não sentia feliz. Isso é um negócio que chama atenção, esse negócio é muito importante, se sentir feliz no trabalho, né?
Olha que interessante, porque se eu não estou enganado, você estudou na PUC, né? A PUC é uma das faculdades que tem maiores prestígio no Brasil e na América Latina, se eu não me engano, inclusive tá aí no ranking top 3, né, do América Latina.
Inclusive, o curso de engenharia de software ficou entre os 5 melhores do Brasil. Acho que é essa semana, reportagem. Quando eu escolhi fazer PUC, o curso de análise de sistemas, ele era o primeiro do Brasil. Isso é uma coisa que muita atenção, tipo, olhei e falei, cara, análise de sistema. E eu escolhi análise de sistemas porque eu já achava que eu era um cara de TI, nerd, mas não tão nerd. Cientista, um engenheiro, né? Então eu fui atrás da bagagem de ser analista de sistemas. Enfim, vamos acelerar aqui, cara. Eu entrei em algumas empresas, trabalhei em multinacionais, mas eu não sentia felicidade, cara. Não conseguia encontrar esse treco, isso me incomodava. Eu acordava de manhã, tinha dor de barriga para trabalhar, cara. Eu passava mal, passava mal. Eu tinha tal da síndrome do Fantástico domingo à noite, né? Porque imaginava passava mal para caramba. É muito doido isso aí, né? Porque era uma âncora, tipo música do Plantão da Globo, sabe? Que alguma coisa ruim, música do Fantástico. Para mim era, puta, amanhã é segunda-feira. Então eu carreguei isso por um tempo, cara. E assim, ó, 2008, 2007, eu resolvi fazer meu primeiro intercâmbio fora do Brasil, fazer uma jornada no Canadá. E eu acho que ali Canadá foi a grande primeira escola de conhecimento. Olha que louco, eu tô contando isso pela primeira vez desse jeito, porque outras vezes eu entrei na CIT, fui buscar fazer terapia para me conhecer, porque eu queria trabalhar comigo. Mas antes da CIT houve o Canadá. Eu tava no Canadá e ali a primeira grande experiência de me relacionar com culturas diferentes, de encarar mindsets totalmente diferentes. No Canadá eu morei com uma família de filipinos E eu vivia com japoneses e coreanos no nosso basement.
Nossa, que maravilhoso!
Sabores e culturas, eu aprendi muita coisa ali. E Canadá tem um negócio no meu coração fantástico.
Onde você ficou no Canadá, Marlon Silva Domingues?
Eu morei em Vancouver. Eu fiquei em Vancouver.
Por quanto tempo?
Cara, foram exatos 30 dias, cara, de paixão naquele país.
É uma intensidade, né? Porque eu nunca fiz um intercâmbio de de curta duração, mas eu imagino que provavelmente, né, seja uma intensidade assim, caramba, tem que ir embora daqui a pouco, então tem que aproveitar, tem que fazer isso, tem que fazer isso.
Exatamente, descreveu perfeitamente. Quando chegou no dia de ir embora, eu tinha sensação que eu tinha vivido ali há mais de 6 meses, porque você tem na sua cabeça que vai acabar rápido, você vive as coisas com tanta intensidade. Então assim, meu dia começava às 6 da manhã, mas ele acabava meia-noite, 1 da manhã, cara. Aproveitando cada lugar, cada espaço, cada evento, né, cada atividade, cada relação com as pessoas. Muito bacana, muito bacana. Enfim, voltei para o Brasil, cara. Eu voltei, eu estava empregado já quando eu voltei do Canadá, porque eu tirei as minhas férias para ir para lá. E eu voltei já com outra, com uma outra espiritualidade, né, um negócio muito forte, tipo, pô, parece que acendeu uma chama em mim ali. E essa chama do aventureiro, né, do cara que gosta de ousar fazer as coisas. E o idioma inglês, ele trouxe ali uma possibilidade de relacionamento maior, né, de comunicação. Então, então ali eu comecei a já expandir minha mindset, cara. Canadá mexeu tanto comigo que eu falei, cara, eu não vou trabalhar mais, eu quero guardar dinheiro agora para morar em outro país. E olha que interessante, por querer morar na Irlanda, eu fui parar na Nova Zelândia.
Ô, louco!
6 meses de salário para poder fazer meu próximo intercâmbio, que eu achava que eu ia viver disso agora. Falei, cara, agora eu vou viver de intercâmbio, cara, esse negócio é mas e aí, cara, na época era bem caro, hoje ele tá mais caro, mas na época já era bem caro ficar 6 meses na Europa, né, ficar 6 meses em Dublin. E aí esse valor de, o valor que daria para ficar 1 mês em Dublin, eu conseguiria ficar 4 meses na Nova Zelândia, na época era muito barato.
E hoje você sabe que é o reverso, né?
É o reverso, tá?
Sim, sem dúvida. Aliás, a burocracia, né, para Nova Zelândia e Austrália aumentou. Aumentaram, né? E para a Irlanda diminuiu, porque se você comparar hoje, né, não só a moeda, mas o que eles levam em consideração é a quantia de dinheiro que você tem que apresentar para imigração nesses países, né? E eu acho que isso é o que quebra muito mais burocrático lá. Exato. E hoje trocou. E aí você foi parar na Nova Zelândia?
Para Nova Zelândia, cara, o dólar era 1,2, o dólar neozelandês era 1,2 reais, cara. Que delícia! E, cara, eu me juntei com outro amigo meu que tava na mesma vibe que eu. A gente arrumou a mochila e fomos parar na Nova Zelândia. E eu mal sabia o que era Nova Zelândia até pesquisar intercâmbio na Nova Zelândia, cara. E assim, foi uma outra, uma vivência de verdade, assim, para terra do nunca. Eu gosto de batizar com esse nome, cara, você para na terra do nunca, cara. E Alex, lá eu morei por 6 meses, cara. E aí, um mês o Marlon viveu numa intensidade, você imagina 6 meses, quão intenso foi essa jornada na minha vida, cara. Pô, lá eu estudei, dei continuidade nos estudos em inglês, depois eu fui fazer business na Universidade de Christchurch, que é na ilha sul da Nova Zelândia. Lá eu tive a oportunidade de conhecer ambas as ilhas, né, um país pequeno, pequeno, relativamente pequeno. Então mochilão é muito incentivado lá, né, onde você vai o pessoal fala: uau, fez mochilão, aluga carro, que é todo mundo faz isso aí, muito seguro. Esse é um ponto muito seguro. E de passagem, você ainda recebe as paisagens do Senhor dos Anéis, né, o país inteiro foi filmado, a trilogia toda do Senhor dos Anéis. Uma beleza fantástica. Enfim, cara, só para fechar, volta a Nova Zelândia em 2009, e através busquei alguns empregos, não consegui. Uma frustração imensa, né, de achar que, pô, agora vou terminar dominando inglês e não tenho trabalho. Entendi, cara, que loucura é essa? E aí aceitei, né, até escrever esses dias, aceitei, se tornou a top 5 no ranking das melhores empresas que trabalham no Brasil. E me lembrou a jornada, né, eu cheguei no Brasil 2009 e aceitei Sexta empresa que eu iria buscar oportunidade. Eu sonhava com Google, com Microsoft, sonhava com IBM, e assim tava ali, cara. Pô, se não der certo essa, que você vai aceitar? E eu tô aceitei há 11, 12 anos, 12 anos vai fazer agora que eu tô aceitei. E aceitei, ela traz para mim um caminho de muitas oportunidades, muita oportunidade. Uma delas foi chegar no que você, na tua pergunta, né, como é que o coaching aconteceu na tua vida? Foi porque eu entrei na empresa ali, eu comecei a me provocar em fazer que de verdade fizesse meu coração tocar. E nessa busca por recursos, por ter algo que me norteasse, eis que eu vejo na internet, no ano 2011, uma palavrinha chamada coaching. E aí eu vou aprofundar nesse assunto.
Uau, que trajetória, né? Parabéns! E eu não sabia, né, dessa parte dos seus intercâmbios, né, around, por onde você tinha passado. E o que é interessante, eu gostaria até de dar uma ênfase aqui, porque você falou que ficou um mês no Canadá e depois teve a oportunidade de ficar 6 meses na Nova Zelândia. Nessa época você já aprendia inglês por si só, né, tipo autodidata, ou já tinha feito algum curso previamente no Brasil, ou você foi aprendendo durante suas viagens assim? Como é que foi isso? E a importância do inglês que te impulsionou para sua carreira de hoje, né?
Cara, inglês é um negócio muito assim, por um tempo eu tinha até parado de falar nisso, mas essa pandemia a gente, eu voltei a falar bastante com o Ivan e com o Vini, inclusive meus amigos, um beijo para vocês que vão ouvir depois desse podcast. Eles sobre incentivar as pessoas realmente a buscar o inglês, porque o inglês abre porta. Para mim isso, inglês abre portas, cara. Eu sempre curti a cultura internacional americana, eu sempre gostei muito da MBA, Quando moleque, então eu vivia aprendendo palavrinhas, né, o nome dos times. Eu lembro de uma vez, cara, muito clara assim, minha mãe me dá uma chamada, que eu tava indo mal na escola. Eu falava: "Mãe, eu não consigo estudar." Ela falava: "Como que você não consegue? Você decora todos os nomes, todos os jogadores, todos os estados dos Estados Unidos, você sabe de cor salteado, você não sabe estudar história, né?" Tipo, ela me falando assim. Eu lembro que era um negócio que era tão poderoso, tão gostoso pra mim. E eu gostava muito de música em inglês, sempre gostei bastante de Beatles, Pink Floyd, Creedence, essa... Essas bandas dos anos 80, Queen, né, U2. Então sempre ouvi muita música em inglês, mas, cara, falar inglês já era uma outra história. Então assim, eu me deparei, minha mãe sempre me colocou em colégio de inglês, né, fiz todas essas escolas do Brasil que tinha na época, mas, cara, eu nunca aprendi inglês nesses lugares, nunca.
Era chato, era super boring estudar nessas escolas, que tipo era didática horrível, né, cara, horrível, cara.
Era um professor que nunca tinha morado fora, que não tinha sotaque, não tinha aquela troca, aquela empolgação. Mas enfim, eu fazia, completava ela, ia super bem na escola, nas provas de inglês. Mas a água bateu na bunda de verdade na faculdade, porque tava numa faculdade de TI onde os materiais eram 100% em inglês, né? Você queria buscar referências, era tudo em inglês. Então você se virava com a questão do inglês técnico, era fácil de se virar. Mas cara, a hora que começou a aparecer oportunidade, você falou: e agora, o que eu faço? E como eu sou um cara que gosto de ousar bastante, na faculdade eu me meti em fazer a tal da iniciação científica. E eu sou tão ousado que eu vou fazer uma matéria que eu nem tinha cursado ainda, que era inteligência artificial. Pensa num assunto que só encontra coisas em inglês. Então eu tinha que fazer uma tese sobre sistemas tutores inteligentes, cara, que só tinha material em inglês. E aquele negócio bateu forte, falei: vou me queimar legal na faculdade agora porque eu não vou conseguir traduzir essas paradas aqui. Tinha uma série de materiais buscando, né, de universidades. E aí eu lembro que eu paguei uma professora para poder traduzir para mim. E foi tão interessante que assim, ela super topou fazer a tradução, só que ao mesmo tempo tinha muita coisa técnica, então ela se perdia nas palavras. Então eu falei, cara, eu preciso dar um jeito disso aqui. Então passou, né, entreguei, consegui com muito suor, muita lágrima, né, entregar essa essa pesquisa. Mas depois eu falei, cara, eu preciso riscar esse problema da minha agenda, cara, eu preciso aprender inglês. Então assim, quando eu fui para o Canadá, eu não falava nada. Eu logicamente eu sabia ler ali, pô, coffee, hot dog, beleza, né, falar my name is. Mas eu cheguei no Canadá sem saber falar nada. Tanto que assim, uma das grandes confusões que eu fazia lá era eu ia comprar trem, me dava um ticket de ônibus, comprar café, me dava um chocolate. E assim, uma história muito cômica, eu Cheguei no Canadá, eu tinha um sonho. Todo filme que assistia tinha Starbucks, eu achava que era mais lindo Starbucks. Cheguei no Canadá, eu desci, né, e a minha mulher, que é da minha família lá, ela foi me buscar no aeroporto. E eu saí do aeroporto, comecei a ver Starbucks, Starbucks. Eu falei: uau, tem Starbucks aqui! Ela falou: tipo, uma em cada esquina, né? E aí, cara, uma das grandes gafes assim, comédias da minha jornada, foi que eu saí da escola, falei: hoje eu vou entrar em Starbucks, vou comprar um café. Café. Eu tenho que saber pedir esse café, cara. E aí eu saí da estação de trem que eu descia, tinha uma Starbucks de frente para mim. Fui na Starbucks, tinha uma moça coreana à minha frente, e eu comecei a ouvir o que ela tava pedindo. Ah, eu vi que ela pediu café, mas eu fechei meu ouvido depois, não vi que ela tinha pedido uma série de outras coisas. A hora que chegou a minha vez, eu falei, aprendi a palavrinha "the same please". Aí, cara, a moça saiu, eu sentei no caixa, a moça perguntou para mim: "E aí, o que que o senhor gostaria?" The same, please, cara. Mas eu gastei acho que uns $100, cara, porque eu só queria aprender.
Ave Maria!
E eu peguei tudo que a mulher tinha e comprei também. Mas eu saí daquela feira de Starbucks, eu bati essa meta, cara.
Animal, animal! Eu assim, dei ênfase ao inglês porque assim, geralmente as pessoas não dão atenção o quão importante o inglês na carreira, né? O quão muda isso. Hoje em dia. E a gente tá falando de um país, né, o Brasil em si, somos 230 milhões mais ou menos, e desses 230 milhões, 5% fala inglês. 1% de 230 milhões, 1% fala fluentemente, né, de acordo com os números Harvard. E aí você para para pegar esse número, é grotesco, porque, cara, desse 1% de 230 milhões, vamos dizer que a classe de status que fala inglês, etc., geralmente é a galera que tem um alto padrão de vida no Brasil. Você não consegue atingir, até por termos de custos, o baixo padrão. E eu tento incentivar as pessoas, as pessoas que eu conheço e também através das redes sociais, a galera: "Pô, aprenda inglês." Porque o inglês mudou a minha vida de assim, da água para o vinho, assim como mudou a sua, né? Você tá contando agora. Mas enfim, pulando essa parte, Marlon, vamos falar sobre coaching, né, que é a sua área. E inclusive, cara, que carreira, né? Eu gostaria de começar perguntando como, quais são os desafios mais comuns que chegam até você, né, através da sua empresa O que que a empresa chega em você e fala: "Marlon, a gente está passando por isso." E aí, olha só, você como o Executive Manager da empresa, você é a cabeça ali nessa área. E aí, como que você lidar com esse desafio? E quais são esses desafios mais comuns? E também, se você— Desculpa até a ignorância, eu não sei se tem esse problema também funcionário, tipo one-to-one. Se um funcionário chega para você com algum problema, como que é essa linguagem? E quais são esses problemas também os funcionários, né, chegam até você? O que que é o mais comum, né, para galera entender um pouco?
Que massa, show de bola! Ó, assim, hoje o Marlon está como Executive Manager na CIT e Head de uma área chamada Hub, que é uma área no qual tem a responsabilidade de distribuir conhecimentos, né, muito relacionado a mindset, a human skills, na CIT Global. Mas a minha jornada de coaching, ela começa, cara, com esse interesse que eu tinha de ajudar as pessoas a resolver problema. Que louco, né? A filosofia do coaching é essa: você se colocar numa postura onde você vai ajudar a pessoa a resolver problema. Então vou repetir aqui para audiência entender, porque esse negócio é muito importante: você ajuda a pessoa a resolver problema. Eu não me conecto ao problema, não me importa se for problema A, B, C, se ele é azul, amarelo, laranja, É você que eu tô preocupado, é a minha curiosidade sobre a tua cabeça, de como que você está estruturando isso para ser resolvido. Então, lá atrás, quando comecei a sentir o gosto pela liderança, até hoje vai sair um post sobre as armadilhas que quase me fizeram abandonar a liderança. Não tem uma parada que é a seguinte, Alex, lá atrás eu fiz a transição de carreira para ir para RH da empresa. Mas por quê? Porque eu já tinha o interesse assim, cara, legal, como líder eu consigo resolver um problema aqui, mas eu quero mais. Eu tinha sede de ajudar as pessoas a resolver os próprios problemas. Eu fui para RH da empresa e aí as demandas que inicialmente chegavam a mim eram demandas relacionadas a carreira, carreiras que estavam, né, estavam estagnadas, né, e era o que mais vinha. Então, Marlon, "Já que você veio aqui, vamos testar essa habilidade de coaching. Tem uma galera que faz essa parada que você faz." E obviamente que assim, hoje, quando alguém levanta a mão e fala que precisa de coaching, tem toda uma investigação, um diagnóstico antes para poder falar se tá preparado para coaching. Mas lá atrás eu precisava mostrar um pouco, né, de que realmente esse movimento do Marlon para o Regatier tinha valido a pena. Então assim, não importava para mim o que viesse, eu topava o desafio. E acho que isso me fez me tornar um, eu me considero um coach muito diferenciado do mercado, principalmente porque eu aprendi na prática mesmo, né? A minha, a minha vivência real de coaching, minha primeira escola prática de coaching foi primeiro a Starbucks, né? Eu ficava na Starbucks oferecendo coaching para as pessoas. Então eu ficava ali, né, tipo, quer saber o que é coaching? Posso te ajudar com coaching?
Sério?
Eu podia praticar "Quero ser coach, Deco, cara, eu queria." Então eu ficava na porta desse Starbucks aqui em Campinas oferecendo coaching para galera. Depois, a segunda escola foi a China, cara. Foi o primeiro lugar no mundo corporativo que eu pratiquei coaching, numa cultura totalmente diferente, fechada ao autoconhecimento. Uau! E falavam outro idioma, tinha que fazer em inglês. Olha o inglês aparecendo de novo. Então a escola foi essa assim, né? Então os principais desafios eram carreira, né? Pô, minha carreira tá estagnada, cara, minha carreira tá parada. Esse era o primeiro grande desafio. Segundo era um desafio tipo, a pessoa tá à beira de ser mandada embora, que não é legal para coaching. Isso aí não é um desafio legal para coaching, porque você vai, as pessoas, pô, você chega e fala assim, ó, essa pessoa tá condenada, tá? Vê se você consegue salvar a vida dela aí, né?
Era mais ou menos assim, cara.
Mas, cara, dava um jeito, viu? Nunca, eu confesso que na minha jornada aí desde 2011, quando teve desafios desse, mandando embora, acho que sei lá, cara, talvez um ou outro, um ou dois, vou ser muito sincero assim, tenha tipo, cara, deixa aí, né? Mas os demais a gente acabou conseguindo colocar uma recuperação legal. Então assim, Alex, esse era o começo, cara, começo muito focado em ajudar a carreira das pessoas. O coaching extravasa, mas ele dentro do mundo corporativo ele tem uma função muito legal e poderosa sobre carreira das pessoas.
Uau! E olha que interessante, Marlon, porque você realmente fez o skin in the game, né? Você se propôs à experiência em prol de, pô, tenho que agregar a mim mesmo para poder somar algo para o próximo. E eu acho isso fascinante porque você mencionou que também teve a experiência coaching na China, onde os caras falam mandarim, o cantonês, como a língua não padrão, porque eles têm outras línguas lá, outros dialetos dentro do próprio mandarim cantonês. Mas assim, eu acho que o mandarim é o maior, né, falado em maior número.
Isso.
E aí você fez isso em inglês. E assim, pô, quando a gente fala em inglês, muitas vezes, né, eu não sei você, mas no começo eu tinha, ainda tenho às vezes essa frustração de algumas coisas muito específicas que só tem em português, só na nossa língua. E aí a gente fica naquela coisa, como que eu vou explicar isso? Então a gente ditados, por exemplo, algum até gíria, alguma coisa do tipo. E aí você falou sobre essa sua carreira coach internacional que te funcionou mais ainda, né, como experiência. E aí eu tenho essa pergunta, né, como que foi essa experiência internacional, né? O que que ela agregou para você além dessa, como posso explicar, dessa experiência que você tava começando? E ao retornar para o Brasil, né, qual que foi o choque térmico, né? Tipo aquela coisa a sua percepção de mercado no mundo corporativo? Porque é uma linguagem diferente, né? A gente está falando dos asiáticos, na China. Então eu nunca fui, mas pelo que eu tenho estudado até na faculdade, os caras, eles têm uma dinâmica muito intensa de trabalho. E aí você vem para o Brasil, onde a gente tem uma cultura de empresa diferente no mundo corporativo. Como que foi esse choque térmico? Quando, ao voltar, como que foi lá e ao voltar? E outra perguntinha depois disso é sobre— vou deixar você responder, depois eu faço essa outra pergunta.
Vamos lá, manda bala! Top, top! A China, ela aconteceu por um erro de comunicação na minha vida, né? Por quê? Porque eu queria uma oportunidade fora do Brasil pela CIT e eu comuniquei para o meu diretor assim: cara, eu quero uma opportunitade fora do Brasil. Na minha mente, a palavra estava: eu quero morar nos Estados Unidos. Mas eu verbalizei: eu quero morar fora do Brasil para aceiter. Ele foi atrás de uma oportunidade para mim, aliás, um cara fantástico aí, adoro ele. E pô, ele fez o dever de casa, né? Você pediu, foi atrás. E aceiter tinha já muito bem distribuída alguns escritórios nos Estados Unidos. A gente tinha uma oportunidade Ele na Argentina, a gente tinha um escritório na Argentina que tava começando, e a gente tinha uma operação iniciando na China. Fazia 6 meses tinha aberto uma operação na China. Eu jamais imaginei que ele voltaria e diria para mim: cara, você vai para China? Eu tava assim, cara, você não vai lá nos Estados Unidos? Pô, Argentina aqui do lado, ó, que massa, aprender espanhol. Tava com isso na cabeça, cara, tava com a mala pronta ali para poder falar portunhol. Ele chega e fala: cara, consegui para você uma vaga na China. Ele falou um soco na cara, tipo, China? Tipo, eu descobri que existe Nova Zelândia há pouco tempo, agora também existe China? Tipo, tá louco? E enfim, cara, foi até legal que eu falei para ele, mas eu falei que eu queria ir nos Estados Unidos. Ele falou, não, você falou que você queria ir para algum lugar, cara, e algum lugar China se encaixa. Então, galera que tá ouvindo podcast, lembre-se, sejam específicos com os seus sonhos, caso contrário vocês vão parar na China, né?
A Fada do Dente não tem bola de cristal.
Eu falei, cara, mas ó, aquela velha frase, né, que o simples bater de asa de uma borboleta pode causar um tufão no outro lado do mundo, ela é real. A China foi um divisor de águas, né. Na China eu conheci o presidente da ACT, conheci o VP de RH da ACT, e lá para eles, na China, eu fui de coaching para eles. Olha que louco! Mas a jornada na China foi animal, cara, assim, essa questão cultural, porque eu aprendi, a primeira formação que eu tive em coaching foi em português, então todos os termos, os métodos em português. Então traduzir do português para o inglês e conseguir fazer conectar com a cultura dos caras era um exercício mental que eu saía a fumaça, né? Chegava a noite, eu precisava tomar uma Guinness para poder relaxar. Tinha lá, isso era muito bom, bastante pubs irlandeses e britânicos lá, era legal. Então assim, cara, essa experiência foi significativa para caramba. Mas assim, era como você falou, o povo chinês, a cultura deles lá, pelo menos onde eu morei, eles têm um script de vida. É, também tem um script diário, né, do acordar, os ritos. E aí você vem com uma proposta de open mindset para eles. E é tão louco, teve um colaborador que ainda tá na China, nossa base até hoje, hoje ele é um cara que já é manager lá, tal. Ele ficou tão, tão doidão com a possibilidade de que o mundo, ele é gigante, que ele resolveu fazer um mochilão, cara. Ele resolveu fazer mochilão. E eu falei, cara, agora eu vou ser preso, cara, porque eu tô incentivando um cara a viajar pelo mundo. Mas esse é o barato, né? Acho que tem um negócio assim de libertar mesmo as correntes da mente, né? Pô, o mundo é tão legal, cara, você conhecer culturas diversas e aprender com isso. E eu pude aprender bastante com o povo chinês sobre rigidez, Se o Canadá foi uma graduação da escola da vida, a China foi um pós-doc assim espetacular para mim sobre respeito, sobre respeito de povos, de culturas, de jeitos. Então legal, Alex, assim, né, eu amo a frase do Steve Jobs que ele fala: we can only connect the dots looking backwards, né? A gente só consegue conectar olhando para trás. Cara, eu tô fazendo o que eu tô fazendo hoje hoje na empresa, porque eu tive a China na minha jornada. Porque hoje um dos campos de atuação do Marlon Silva é sobre cultura, cara, sobre conexão. E olha que louco, né? Eu fui o cara que experimentei a China na pele, skin in the game. Eu me deparava ali, né, na nossa base, os chineses, eles tinham lá o hábito, depois do almoço todo mundo dorme, tem um nap time, cara, a cesta, né? Os brasileiros ficavam posses da vida porque ligava na base lá, porque a gente tinha o processo de follow the sun. Então o Brasil dormia, a China continuava operando, cara. Os cara tá dormindo, velho. E aí, cara, essa é a sabedoria, né, da empatia, de você falar: cara, isso é cultural. Chegar ali e falar assim, ó, vamos lá, levanta para trabalhar, que tá errado. Não, esse é o mindset da cultura deles. Respeita, aprende com eles. Sabe o que eu fiz? Para criar rapport, eu dormia também, cara. Eu dormia também. Então assim, cara, eu me conectei muito com os caras. Eu realmente saí de lá me sentindo chinês, que tava me vestindo como os caras. Eu tinha as mandalas, né, na mão também. Pô, eu comi exatamente o que eles comiam, provei de tudo assim, sem medo de ser feliz, tava mastigando já igual eles assim. Porque, cara, eu me conectei e eles tinham confiança confiança no Marlon, porque o Marlon começou a fazer parte da cultura dele. Então acho que uma das coisas que foi muito poderoso do coaching para mim é que eu não me limitei a conteúdo, eu não me limitei a formação inicial, eu me conectei com as pessoas. E isso para mim é diferencial em qualquer jornada, cara, você tentar se conectar com o ser humano que tá ali.
Uau! E olha que interessante, porque eu tava lendo recentemente, né, algumas coisas sobre expats, né? Quando você tem missões afora pela empresa e o investimento alto que a empresa faz para mandar um funcionário representando a instituição, aliás, sorry. E aí, pô, você então foi um investimento de sucesso para a Seiiti, né? Porque o retorno que você trouxe, né? Aí é onde eu falo que como que foi depois ao retornar, né?
Rafa, muito engraçado, cara, porque, ó, quando eu tava na China, eu fui com a proposta de ficar lá morando 6 meses. Eu morei numa cidade do interior da China, é chamado Ningbo, é uma cidade portuária assim, cara, movimenta milhões, bilhões lá. Todo mundo que tá lá tá fazendo trade de alguma forma, tem empresa. E aceitei, tava lá. E só que é uma cidade, por ser uma cidade do interior, ela uma cidade que assim dificilmente as pessoas falam inglês. Então eu sofria muito com isso da cidade, né, de eu me aventurar e não conseguir me comunicar. Mas eu aprendi, eu fiquei muito bom em mímica, fiquei muito bom. Só que aí eu falei, eu conheci, eu conheci Xangai. E Xangai é uma Nova York chinesa, cara, tem tudo que Nova York tem, tudo. Até os nomes das ruas são idênticos, tem Times Square lá, tem tudo, cara. O chinês é demais, né? Criatividade deles. Tem a ilha mesmo, de como se fosse a ilha de Manhattan ali, assim. E é um lugar onde você vê a Europa em peso na China, você vê a Europa em peso. Então o inglês ali flui uma maravilha. E eu falei para aceitar: pô, vocês abrirem o escritório aqui, eu moro aqui, cara, eu fico aqui, eu me apaixonei desse lugar aqui. E no fim combinou que aceitei. Não conseguiu abrir o escritório naquela época lá. Hoje a gente já tem um escritório em Shanghai, mas naquela época não. E passados 6 meses eu voltei para o Brasil. E eu voltei para o Brasil com a sede do coaching. Eu voltei para o Brasil, falei: agora, cara, não tem erro, né? Eu fiz, eu fiz o dever de casa aqui, né? Eu vim com a missão aqui na China, peguei, entreguei a mais, né? E quando eu volto para o Brasil, eu recebo a notícia: cara, você foi promovido! Falei: opa, agora sim! Aí ele deu projeto projeto de TI aqui, cara, de um evento chamado Copa do Mundo que vai acontecendo no Brasil em 2014. E aí vem um sentimento meio que de tristeza, porém falaram assim: mas tem uma coisa, você vai para os Estados Unidos agora, cara, você vai fazer isso. E aí, Alex, eu voltei um pouco frustrado, tive que voltar a colocar roupagem de gestor de projetos. Mas assim, eu sabia que seria diferente e eu também tava animado que eu teria oportunidade de ficar dentro da Coca-Cola Global, né, lá em Atlanta. E foi bacana, foi sensacional. Mas ali nessa viagem eu entendi que o propósito do Marlon tinha muito mais a ver com essa conexão de coaching, né. Era o nome que eu dava lá atrás, hoje eu tenho outros nomes para isso, mas era essa conexão lá atrás, cara. Eu entrei para trabalhar Coca-Cola, eu entrava 8 horas da manhã, eu fiquei no hotel de frente para a sede deles ali, eu saía meia-noite e ficava trabalhando Cheguei às 3 da manhã no hotel e eu falei, cara, eu, isso aqui não é a vida que eu quero, né? Apesar de estar nos Estados Unidos, a China trazia muito mais possibilidades do que está aqui. E eu voltei para o Brasil, eu me comprometi a entregar o projeto da Copa do Mundo, um baita projeto, tem super orgulho de ter participado desse projeto. Só que eu falei, acabou nesse projeto, eu vou chegar para o VP da CTI e vou dizer o seguinte: eu quero trabalhar eu quero trabalhar com coaching, eu quero trabalhar com desenvolvimento humano. Se aceita, não tivesse espaço, tá tudo certo, eu vou continuar nessa empresa, mas eu vou procurar meu caminho. E eu fiz isso. E quando eu fiz isso, ele falou para mim: quando é que você começa na RH da empresa? Então vamos tentar expandir esse conhecimento, crescer essa área, trazer um pouco mais empoderamento para os nossos líderes através do seu conhecimento. E aí a minha jornada mudou, né? Então eu voltei da China em julho de 2013 E aí em 2014, em agosto de 2014, eu me mudo para RH da empresa para poder atuar como coach de forma corporativa mesmo.
Uau, que incrível, que trajetória, né? E você teve o choque, né, da volta e não receber aquilo que você esperava. E é interessante que assim, para mim, né, como estudante, eu tenho lido bastante sobre isso, né, sobre como que é o expat, como que, como funciona essa função e como que os líderes, né, tem que lidar com o potencial do expat quando ele vai e quando ele retorna, né? Onde, qual vai ser a função que eu vou encaixá-lo, né? Qual que é o propósito que eu— então imagino também a dificuldade que foi para o seu líder, né, naquele momento. Tipo assim, porque eu tenho aqui uma pérola, né? Eu tenho Marlon Silva, e se eu não der o campo que ele precisa, ele vai embora, igual você mesmo tinha mencionado. Tipo, eu vou seguir "Eu quero seguir meu rumo, eu quero ficar, mas assim, vou procurando outros meios." E em contrapartida, né, assim, a empresa necessita, a empresa entende que precisa de você. Então é aquela história que você fala, né, sobre lidar com pessoas, sobre saber a hora certa. Não que também você vá prejudicar a pessoa com intenções pessoais, mas saber a hora certa que é conveniente para a empresa, né. E para carreira, o que que a pessoa possa agregar, né, para empresa.
E bem interessante, você percebe que eu falei que quando eu voltei, a empresa ela me ofereceu um cargo de gente-projeto. Não era esse cargo, não era sustentável, mas me deram outra coisa chamada do cara, você vai também trabalhar lá nos Estados Unidos. Ou seja, a empresa que saca, o líder que saca de necessidades humanas, isso E um negócio que eu defendo muito na questão da liderança, você olhar o que tá por trás do pedido das pessoas, que são as necessidades delas, que precisam ser atendidas, você mantém as pessoas. A CD foi muito inteligente de pegar e somar mais de uma necessidade. Ele quer voltar como coach, não tem como agora, a gente precisa de um gerente, mas ele também quer vivenciar outra experiência internacional nos Estados Unidos, a gente sabe disso, manda ele para lá. Então, temporariamente, é que ele serviu, eu peguei, relaxei até construir um novo caminho. Isso deu tempo para a empresa também respirar e falar qual é o novo caminho que a gente tem para esse cara. Então essa é uma sacada bem legal, cara, bem bacana.
Marlon, conta para a gente o que que é liderança lean, né? Porque assim, o que que uma pessoa que não sabe o que que é liderança lean, que é uma das coisas que você tanto fala nas redes sociais, né? E que eu confesso que você é um dos únicos que eu vejo falando sobre isso. Então explica pra gente o que é a liderança Lean, conta um pouco também sobre o seu curso, a respeito do seu curso, que eu tenho que tomar vergonha na cara e fazer, né? Tá lá disponível de graça. E fechando essa pergunta, que é a penúltima inclusive, cara, por que, né? Uma das coisas que eu tenho identificado também é por que coaching, as pessoas falam tão mal do coaching, porque ficou meio meio que banalizado no mercado o termo coaching, né? Então fala um pouquinho sobre Liderança Além, o seu curso, e por que, né, ficou meio que banalizado coaching, e porque as pessoas não entendem. Porque aqui na Europa, quando se fala coaching, tem um respeito, tá? É diferente. E no Brasil ficou banalizado. Então, e eu fico observando essa diferença, eu gostaria de entender, e que E quem está nos ouvindo, né, também clareia um pouco para gente essas coisas, por favor.
Ótimo, duas perguntas maravilhosas. Vamos lá, liderança Lean. Cara, eu acho que eu falo mais liderança Lean que o próprio Lean Institute, que é dono do nome, né. Alex, assim, em um determinado momento ali por 2015 na CIT, a gente se tornou uma das empresas que mais estava utilizando da filosofia Lean de trabalho, né, filosofia que veio do modelo Toyota de produção. E através disso a gente simplesmente estendeu o nome, que, pô, para a gente sustentar essa operação Lean que a gente vem realizando. E para quem não sabe, a palavra Lean no contexto corporativo significa enxugar processos e desperdícios e gerar valor real para o cliente. Então é isso que a gente tava vivendo. Então a gente precisa ter uma liderança Lean também, né? E o termo simplesmente conectou com isso. Porém, quando eu comecei a estudar, eu percebi que alguns autores, eles tinham uma consciência diferenciada sobre o que era ser líder Lean. E uma das coisas que me chamava atenção é que eles falavam bastante sobre a prática coaching do líder Lean. E eu comecei a falar: opa, tem ouro aqui, tem coisa interessante. Mas sendo muito honesto para você, eu consigo dizer com propriedade que eu evoluí tanto esse termo de liderança Lean que hoje a liderança Lean ela é uma atitude de liderança. Então para quem quer saber hoje o que que é a liderança Lean, ela é uma atitude, não é sobre posição de líder, é sobre disposição em liderar. Ou seja, eu como colaborador uma empresa, um dos requisitos que eu preciso desenvolver é uma atitude de liderança. E é isso que eu ensino dentro do que é a liderança Lean. É sobre você ter um modelo simples e prático de conseguir colocar essa atitude à disposição das pessoas que você se relaciona: cliente, colegas de trabalho, liderança, supervisores e tudo mais. Então, a liderança Lean, ela muito em cima dessa necessidade corporativa, mas eu vou pesquisando, eu vou adaptando, eu vou criando e eu vou trazendo muito para realidade, né? O líder Lean é o líder que tem a capacidade de colaborar, principalmente em colaborar e ajudar outras pessoas alcançarem liderança também. Esse é um ponto muito diferente, interessante. Eu me empoderei tanto do modelo da liderança Lean de um cara chamado Jeff Liker, que eu falei, eu cheguei a chamar no LinkedIn dizendo assim: Jeff, eu tô usando teu modelo para caramba em palestra, tá tudo bem? Tem alguma questão de direitos autorais? Ele só falou assim: só usa. Eu acho que hoje eu uso mais do que ele, cara. Assim, a gente mandou uma foto uma vez, uma apresentação, dizendo assim: vou fazer uma apresentação para um monte de gente, cara, tipo, tá tudo bem? Ele falou: só use, tá tudo certo. Hoje, cara. Bem legal, massa, foi bem legal esse feedback dele assim. Acho que, sei lá, se ele esqueceu do modelo dele ou se ele tá tudo certo usar mesmo. Mas a liderança ali então assim é uma liderança de atitude. Eu defendo isso, que todo colaborador deveria conhecer e ter atitude de líder. Você não precisa ser líder não, você não precisa tá liderando pessoas, tá nessa posição, mas a liderança de atitude tem a ver com o teu protagonismo, tem a ver com a tua vulnerabilidade, tem a ver com autoconhecimento. São coisas que todo mundo deveria conhecer dentro do mundo corporativo. Esses 3 itens aqui realmente me tiraram daquele patamar que eu falava eu sou um fracasso, para me tornar hoje um executivo de empresa, um head de uma área global, né? Então assim, eu defendo porque eu vivi na prática isso aí, é algo que construí com as minhas experiências. Então esse é a liderança Lean. A gente tem um curso hoje que eu criei na esse curso como base de formação para os nossos líderes. E a gente fez uma parceria com a Fundação Bradesco, que é hoje a plataforma no Brasil com maior quantidade de cursos gratuitos. Eu me conectei assim, eu senti uma emoção muito forte durante a pandemia da possibilidade de um monte de gente dos lugares mais remotos do Brasil estar acessando cursos nessa plataforma da Fundação Bradesco. Eu falei, por que não ter a liderança? Aí eu negociei com a CIT, aceitei que permitiu. Nosso curso tá lá hoje, gratuito, 100% gratuito, 100% online, à disposição de qualquer tipo de pessoa. Ontem eu recebi um e-mail da pessoa da fundação, a gente tá batendo 38 mil inscritos no curso. Então, assim, muito bacana, né? Faz o coração palpitar. E aí, Alex, indo para sua próxima pergunta sobre o coaching. Essa é uma pergunta bem, bem interessante, muita gente me faz. Eu confesso que assim, durante a minha jornada na CIT, ali em 2011, quando eu comecei com coaching, o coaching era algo super novidade no Brasil, super novidade no Brasil. Sim. E aí, com o tempo, você foi vendo esse negócio ganhar tanto volume que começou a virar piada, meme, né, portas do fundo e tudo mais. Você falou um negócio muito verdadeiro: na Europa, nos Estados Unidos, essa é uma palavra que é levado muito a sério. Se você assistir qualquer palestra, treinamento, se você for em qualquer consultoria, as palavras mencionam, porque eu tenho um coach ou um executivo de multinacional fora do Brasil, ele fala, não, porque a gente tem coach, eu tenho coach, né. Os grandes hoje, você pegar aí Michael Dell, você pegar Elon Musk, esses caras têm coach, né. O Google tem um diretor de executive coaching, você pode procurar lá, é Richard e alguma coisa, um cara sensacional. Internacional. E sim, que acontece no Brasil, como com outras coisas também acontece no Brasil, vira piada, né? As pessoas utilizam de forma muitas vezes exagerada, sem embasamento, sem contextualização, e aí vira, fica, fica deturpado. Isso aconteceu com coaching. Veja, o coaching fora do Brasil ele tem uma conexão muito forte com liderança, com o mundo corporativo, né? Dessa forma que ele nasceu nos Estados Unidos, né, um treinador de tênis, ele observou que além de capacidades técnicas ele precisava entender de capacidades emocionais seus atletas. Aí nasce o coach, Timothée Gawain, essa sacada dele. As pessoas observam um treinador de tênis fazendo isso, fala: cara, e se a gente fizesse essa mesma analogia no mundo corporativo? Você não depende simplesmente do cara, vamos pegar exemplo, codificar, mas também emocional dele. Pô, esse negócio colou no mundo corporativo. Executivo começou a ser os coaching, os coach de grandes empresas, né? O Tony Robbins tornou esse negócio evidente para o mundo todo, né? Ele é o cara que jogou esse negócio para o planeta. E no Brasil veio ao contrário. No Brasil, coaching, ele chega no life coaching antes do executive coaching. E aí começa a zica. Por quê? Porque ele chega de uma abordagem mais, mais aberta e começa a criar intriga com a psicologia. Porque se você chega e fala assim, eu sou coach de vida, cara, você tá colocando uma responsa na mesa para ajudar a pessoa gigantesca. Cara, os psicólogos se armaram, né? Saúde começou a questionar, mas como que você pode falar isso, fazer isso? E aí toda uma questão, eu tive que lidar muito com essa gestão da empresa, de, mas com outras psicólogas que fazem parte, faziam parte da empresa, porque é realmente era desgastante. Mas o coaching, quando ele é colocado como uma habilidade de liderança, e essa habilidade tem a ver com o quê, Alex? Tem a ver com eu provocar a pessoa a pensar fora da caixa. Eu tenho instrumentos, eu tenho técnicas, eu tenho conhecimento momento para poder produzir em você questionamentos, para você olhar para o próprio problema que está trazendo e dizer: cara, o que eu faço com isso? A minha função do mundo corporativo é conseguir acender aquilo que você tem. Você tem recurso, cara. Então assim, tem muita coisa que não tá enxergando. Então, papai de coach trazendo essa habilidade é fazer essa provocação, diferente do mentor, que o mentor traz uma vasta cadeia de experiência, né, de exemplos. O coach, ele vai na provocação, ele vai fazer você entrar em ação. Mas isso funciona muito bem dentro do mundo corporativo, tem todo um respaldo para funcionar. E aí no Brasil extrapolou, né? Aí, aí, puta, tem coach, aí você começa a ver coach de casamento, coaching de bebê, porra, cara, aí não tem nada a ver.
Aí bagunça toda, banalizou, né?
Exatamente. Exatamente, exatamente. Então o problema do brasileiro é isso, a gente tem uma cultura de pegar assuntos, né, de que estão muitas vezes, a gente herda muita coisa dos Estados Unidos e a gente não contextualiza isso de forma correta, na prática, fala aqui, olha isso, vamos tirar aqui, aqui, aí funciona. A gente pega as easy e começa a falar as easy, aí ferrou, né. Então essa é uma coisa que eu defendo para caramba, né. A liderança Lean, ela é a vivência prática do mundo real de uma empresa, não é simplesmente o tema de um livro. Esse negócio para mim é muito importante, é valor para mim, essa congruência, esse walk the talk. Então, coaching que eu conheço, coaching que eu pratico, coaching que eu defendo na CIT, é um coaching focado em líderes, né? A gente foi tão profundo no tema de coaching na CIT que a gente criou a nossa própria metodologia. A gente ensina na CIT nossos líderes a fazer um coaching com as pessoas, com os liderados, em 10 minutos menos. Por quê? Porque o coaching é um veículo de comunicação, não é mágica, não é presente, não é empreendedorismo de palco, não é ler livro, é prática. É você saber se comunicar com suas pessoas de forma eficiente, eficaz, ao ponto delas falarem assim: saquei, eu vou fazer algo, chá comigo. Por quê? Porque eu sou capaz de destravar o próximo passo da pessoa, eu sou capaz de provocar provocar protagonismo nelas. É isso que um bom coach faz, provoca protagonismo em suas pessoas.
Uau, que impacto, hein? Que mensagem! E detalhe, você mencionou, né, sobre esse conflito com os psicólogos, e algo muito comum, cara, muito comum. E eu achei interessante, né, você contando como é diferente, né? E eu tenho certeza que quem tá ouvindo agora, né, que não sabe nada da área, o mais ignorante, inclusive entendeu, né? Porque eu não posso falar para você que o que eu sei é a parte externa. Você tá me dando uma visão interna agora que eu não tinha, entendeu? Que eu não tinha. Então é igual um colírio, né? E agora a minha visão para coisa, ela ainda mais ampla, né? Então muito obrigado. E eu achei muito interessante. Inclusive vou usar isso para os meus próximos trabalhos aí da faculdade.
Show, show de bola. Tem um livro, ó, você quer Você é um cara de leitura, você ama ler. Tem um livro que chama A Trillion Dollar Coach, que é a história do coach do Vale do Silício, é o cara que fez coaching com galera do Facebook, do Google. É assim, cara, é animal. E a história começa todo mundo no enterro dele, né, todos os grandes cabeças fazem isso no enterro dele, no caixão. E aí eles começam depois contar as histórias do que que esse cara convocou eles, cara. Que animal! É bem bacana.
Marlon, pra gente fechar, né, agora são mais uma pergunta mais leve e simples e direta, né, que é o seguinte: como eu posso identificar, né, que eu preciso de um mentor na minha carreira? Qual que é a hora certa que eu preciso disso? E quais são os pilares mais importantes que todo líder precisa ter, né? Que tipo assim, as pessoas hoje falam muito sobre diferenças entre chefe, entre líder, né, fica até aquela coisa meio que, como posso dizer, copy and paste, né? Você vê isso muito no LinkedIn e eu até tenho aquele meio que ranço assim, sabe? Tipo, ah, o chefe é aquele que só manda, aí o líder é aquele que, não, nós vamos fazer. Isso daí assim é muito superficial, é muito shallow, né, dizendo. Mas quais são assim os pilares, né, as características que todo líder, por mais que ele não tenha todos, né, mas aquela coisa que todo líder você olha, você fala, pô, esse cara que ele tem um perfil de liderança. E como que eu posso identificar que eu preciso de um mentor, de um coaching na minha carreira, na hora certa? Porque assim, tem aquela história, você pode identificar isso no seu grupo, mas eu por si só também, durante a minha carreira ali na empresa, eu posso identificar que, por exemplo, alguma situação, algum sinal vermelho, né? Porra, agora eu preciso de ajuda, sabe? Eu preciso gritar aqui ajuda, help. E aí é onde eu chego até você no seu departamento, gerente ou alguma outra pessoa responsável pela RH e fala: ó, preciso de ajuda aqui. Como que isso funciona?
Legal, eu vou falar com muita propriedade sobre o mundo corporativo, tá? É o lugar que eu me arrisco falar e não tenho medo de falar sobre esse campo de jogo, cara. Se você puder ter na tua jornada profissional um mentor, sempre é um puta de um instrumento de sucesso. Desde 2011, quando eu fiz minha primeira formação de coaching, eu nunca abandonei o fato de chegar e contratar e pagar para ter um coaching ou mentor na minha jornada. Desde lá, cara, desde lá, todo ano eu contrato. Em 2018 eu tive a oportunidade inclusive de contratar uma coach da equipe do Tony Robbins. Foi um negócio assim, tipo, eu deixei minha vida ali de dinheiro, mas, cara, foi uma experiência animal. Primeiro porque assim, se eu trabalho com isso, eu preciso vivenciar isso. Para mim, cara, coaches que estão ouvindo aqui podcast, cara, eu acho que se você trabalha com isso, você tem que ter também, vivenciar isso na outra perspectiva. Então não abra mão disso, não abra mão disso. Segundo ponto, cara, quando a pessoa precisa, geralmente no mundo corporativo assim, se você tá buscando uma aceleração, é um puta de momento você ter isso aí, cara. Eu quero acelerar minha carreira, eu tô legal, carreira tá massa, "Mas, cara, eu quero mais combustível." Um coach vai te ajudar para caramba. Transição de carreira: eu quero transicionar de carreira, né? Eu apanhei para caramba para encaixar as peças sozinho. Isso aí, cara, assim, foi, podia ter sido mais rápido, podia, né? Podia ter sido com mais leveza, podia. Então, um mentor, um coach na transição também é muito propício, muito propício, cara. É uma pessoa me disse assim: "Cara, mas eu não quero mentoria agora porque eu tô Eu não quero aceleração, mas mentoria e coaching também ajuda você a o quê? Expandir os horizontes. Porque nós temos limitações sobre o que nós conseguimos executar, os nossos comportamentos, devido ao nosso nível de consciência. Ninguém tá com nível de consciência expandido o suficiente de falar: eu estou iluminado. Não estaria aqui, né? Então assim, se você tá aqui é porque essa tua consciência tem limitações. Fato é De fato, você tem uma série de crenças que às vezes estão jogando contra você. Um bom mentor, um bom coach pode te ajudar ao quê? A expandir, a dissolver essas limitações, essas amarras da mente, para você dar passos mais leves, mais ecológicos. E, Alex, vou trazer aqui para você agora um ponto muito importante que a gente vivenciou nesses últimos 2 anos. Um bom coach, um bom mentor ajuda também na questão emocional, né? A pandemia veio veio, sobrecarga de trabalho veio, filhos em casa, muita coisa acontecendo. Então, como é que eu me mantenho centrado no trabalho, continuo com as entregas? Pô, cara, pede ajuda para alguém. Hoje em dia tem muito terapeuta com a pegada coach, né? Isso eu defendo, as pessoas terem a pegada coach dentro do contexto delas, né? Um dentista deveria saber de coaching para ter uma pegada coach no seu atendimento. Um advogado, uma pegada coaching, eu acho que seria muito diferenciado. Então, se você tá passando por qualquer processo, né, na tua carreira relacionado à questão emocional, relacionado à questão de aceleração, a questão de transição, realocação, né, é um bom momento para você procurar um apoio.
Animal! Muito obrigado. E aí, a outra pergunta era que você fez sobre os pilares, né, mais importantes que todo líder precisa ter, né?
Legal. Aí eu vou falar sobre o que eu, Marlon, valorizo. Isso não é algo escrito em pedra, tá? Ok. Primeiro, primeiro, cara, eu vou trazer aqui que é você saber trabalhar a tua vulnerabilidade e torná-la ousadia. Eu aprendi a ser ousado para caramba, cara. Desenvolvi a minha estratégia dos 10 segundos de insanidade, né, que foi quando eu virei para o presidente da CIT e falei: posso ser seu coach? Então ali, uau, um outro ponto de inflexão na minha vida, né, no qual ele falou: pode, bora lá. E aí que nasceu o Coaching em 10 Minutos. Então a ousadia para mim é uma característica que todo líder deve ter, saber experimentar, não ter medo de errar, né, e ter uma rede de apoio para poder ajudá-lo quando ele cair. Então ousadia, número 1. Segundo ponto, cara, essa capacidade de destravar o potencial das as pessoas. Cara, tem muito líder por aí que não faz a menor ideia do que seja ajudar o outro a se desenvolver. Eu tô com um papel, eu sou líder porque eu sou um gerente aqui da operação, supervisor geral, tá? Mas o que que você tá fazendo para desenvolver essas pessoas? Eu tenho que desenvolver elas. Você tá achando que as pessoas vão ficar aí? Você assim, você só cresce quando essas pessoas crescem. Para você fazer elas crescerem Você precisa saber cutucar elas de uma forma respeitosa, humana e ecológica. Isso que eu defendo. E o terceiro, cara, eu acho que uma coisa que para mim é super massa é criatividade. Acho que um líder criativo é um outro líder, cara. É o líder que consegue fazer conexões, ele consegue pegar um livro, por exemplo, eu tô lendo um livro recente agora, The Culture Map, É bem bacana e você conseguir conectar com o dia a dia, traduzir para o seu time na linguagem que eles conseguem compreender. Então acho que criatividade também eu diria que é um pilar bem massa.
Animal, Marlon! Sensacional, cara! Sem mais perguntas, né? Temos o ping-pong aqui que eu vou te explicar já já, mas sensacional, cara! Que insight, que imersão, né? Eu acredito que quem está nos ouvindo agora tá Fritando, pegando fogo, cara, porque olha que bagagem, que informação rica, né? Muito obrigado por tanto. E agora, né, para a gente finalizar aqui o programa, o primeiro episódio, é uma coisa interessante que eu estarei fazendo, né, com todos os participantes, é um ping-pong, né? Só para a gente entender mais o Marlon, ser humano Marlon, não, como que é o Marlon, as características do Marlon. Então tem algumas perguntas aqui ping-pong que eu vou fazer, né, bate-pronto, né, padrão Marília Gabriela, né, nas épocas antigas, que é o seguinte. Então vamos lá, uma música?
Wish You Were Here, cara, Pink Floyd.
Ok, um país?
Pô, Canadá.
Uma data especial?
Pô, meu aniversário. 22 de julho.
Bacana. E se, né, no caso você, se eu fosse um animal, seria leão, cara, sem dúvida. E Marlon não é Marlon sem—
Marlon não é Marlon sem hambúrguer, cara.
Sem hambúrguer? Eu pensava que era sem boné também, mas hambúrguer Beleza. E por último, Marlon, se você tivesse oportunidade agora, né, imagina se você tivesse oportunidade agora de compartilhar uma mensagem no outdoor para o mundo todo, né, uma mensagem do Marlon para o mundo todo no outdoor, que mensagem seria essa?
Cara, boa pergunta. Acho que a frase seria: eu não vim, a vida passei. Aí, vírgula, porra, maravilha!
Esse é Marlon Silva. Obrigado, Marlon, muito obrigado, muito obrigado, enorme, cara, que delícia de entrevista, né? Primeira vez aqui, sucesso aí para você, tá bom? Para quem quiser, né, acompanhar o Marlon nas redes sociais, Marlon Silva no Instagram, né, @marlonsilva no Instagram, no LinkedIn também, Marlon Silva, é, pessoal, no Instagram, coaching Marlon Silva, né? E o seu curso tá disponível no seu link da bio, né, Marlon?
Link da bio do Instagram, entra lá, tem todos os links que você precisa para poder se conectar. E se quiser aprender mais comigo, só entrar no meu link da bio do Instagram, tá lá facinho.
Beleza, mais algum recado para galera?
Galera, foco e ação. Bora lá!
É isso, obrigado, Marlon! Beijo grande e até a próxima!
Abraço!









