Maximizando seu Potencial: Estratégias de Desenvolvimento Pessoal e Liderança

Nesta transmissão ao vivo, Alex entrevista Marlon Silva Domingues, especialista em recursos humanos e coach de carreira, para discutir como maximizar o potencial pessoal e de liderança. O diálogo aborda o burnout, especialmente em líderes que adotam o "herói" e acumulam responsabilidades, e propõe a delegação e a orquestração de equipes como antídoto. Marlon apresenta um modelo de autoconhecimento composto por necessidades humanas, valores pessoais, forças de caráter (as 24 virtudes) e inteligência emocional, recomendando terapia e cursos como ferramentas de desenvolvimento. Ele destaca a importância da inteligência emocional, citando Daniel Goleman, e diferencia liderança (foco humano) de gestão (foco em processos e recursos). A conversa inclui a promoção da segurança psicológica no contexto da campanha Setembro Amarelo, oferecendo um curso com desconto. Marlon compartilha experiências internacionais (China, Nova Zelândia, Canadá) que moldaram sua visão de liderança, enfatizando accountability e responsabilidade como pilares para o crescimento corporativo. Ao final, ele resume três princípios-chave: liderança centrada nas pessoas, responsabilidade e desenvolvimento contínuo, encerrando com agradecimentos e chamadas para seguir suas redes sociais.
Chapters
Yes!
Fala, pessoal! Como é bom estar de volta, como é bom voltar a produzir conteúdo, e agora com um convidado mais do que especial, meu grande amigo e querido Marlon Silva. Seja bem-vindo, Marlon! Que bom que você tá aqui, cara.
Fala, meu querido Alex! Beleza, brother?
Pô, tô feliz demais que você tá aqui, cara. Obrigado por ter aceitado o convite.
Satisfação enorme.
E hoje vamos bater um papo sobre maximizando seu potencial, estratégias de desenvolvimento pessoal E liderança. Ó, tamo em live aqui no Insta já, conectando aqui também.
Galera do Insta, tamo aí.
Acho que tem que abaixar o volume do seu celular, tá dando um backup, né?
E aí, alô, agora sim ficou bom.
Boa noite, pessoal!
Boa noite! Vamos dar uma boa noite adequado, né? Nós estamos transmitindo para vários lugares, né?
Boa noite então, são vários streamings, Instagram, YouTube, YouTube. Tamo geral, pessoal! Quem quiser uma qualidade maior pode ir para o YouTube, quem preferir e tiver mais comodidade pode usar o Instagram. Tô aqui com o Marlon, a gente vai falar sobre estratégias de desenvolvimento pessoal e liderança. Marlon Silva Domingues, que é um grande amigo meu e também meu mentor de carreira. É um prazer enorme tê-lo aqui, de verdade, eu fico muito feliz. Eu tenho uma admiração gigante por ele porque é um dos profissionais assim que eu tenho como reflexo e sempre tem me dado bons insights e me ensinado boas coisas. Pessoal, compartilhem o link dessa live, compartilhe com seus familiares, amigos, porque eu tenho certeza que vai ser top demais, vai trazer bastante insights e coisas positivas para todos vocês. Então simbora, Marlon! Quem é o Marlon, né?
Fala aí para o pessoal quem é o Marlon, cara. Quem é o Marlon Silva Domingues? Como é que eu me apresento hoje? Eu sempre me apresento de forma diferente. Alex, primeiro de tudo, cara, deixa eu te agradecer formalmente aqui. Você tá ligado que você falou que, né, pô, já tivemos oportunidade de fazer alguns trabalhos juntos e eu tenho uma enorme admiração por você também, meu brother. Você é um cara que eu tive o prazer de conhecer durante a pandemia com uma palestra mega motivacional na empresa, contando a tua história de vida, né, a tua jornada, os teus desafios, a tua coragem. Ousadia. E a partir daquele momento a gente começou a ter mais contato, né, conhecendo mais da tua jornada, suas aventuras, a sua vida na Irlanda. E pô, tem sido massa demais poder trocar com você, acompanhar um pouquinho da tua carreira, tua jornada, e poder te ajudar. Então obrigado, obrigado pelo convite aí, cara. Obrigado pela consideração. E vai ser, pô, vai ser muito massa poder trocar uma ideia aí, compartilhar com você um pouco de conhecimento, com a tua audiência também, cara. E respondendo a tua pergunta, quem é Marlon para Marlon, eu tô ouvindo uma música, não sei se vem de você ou se é meu aqui.
Eu coloquei um background.
Ah, beleza, só para saber se eu tô ficando doidão.
Não, é só para dar uma vibe, dar um background.
Show, show. Cara, como é que me apresento? Bom, eu sou Marlon, hoje eu sou um head de RH. De uma multinacional brasileira com foco em tecnologia. Tô há 14 anos nessa empresa. A empresa é a CIT, uma multinacional brasileira hoje com capital aberto na Bolsa de Nova York. É uma baita empresa que tem aí sido muito reconhecida, né, nesse mundo da transformação digital, na jornada de evolução, agilidade, software, e agora inteligência artificial. Eu comecei minha jornada aqui como um programador de software e com o decorrer do tempo, através de todo o processo de autoconhecimento, buscando propósito, buscando um direcionamento, querendo compreender cada vez mais sobre a minha carreira, o que eu poderia fazer de melhor, onde eu poderia ser melhor aproveitado, talentos, eu caminhei para uma direção mais voltada para liderança, aprendendo mais sobre liderança, fui evoluindo. Nesse tema, aprendi muito sobre esse tema, busquei muito conhecimento sobre esse tema, experimentei muita coisa sobre esse tema, tive a oportunidade de experimentar em culturas diferentes. Acho que é um negócio bacana no qual você vive hoje, né? Tive a oportunidade de experimentar diversos tipos de culturas sobre esse tema e hoje eu faço parte do corpo de people, do RH da empresa, como um dos heads executivos hoje com uma responsabilidade dentro da América Latina, junto com outras pessoas maravilhosas aqui. E eu tenho paixão por desenvolvimento humano. Eu falo que tem poucas coisas nessa vida que eu ouso a discutir, a realmente comprar uma boa troca de prosa. E acho que tem duas delas: uma é liderança, a outra é como fazer um bom hambúrguer. São os dois assuntos que eu compro uma briga boa aí para conversar. Então esse é um pouco de mim, cara. E que se vocês quiserem saber a jornada, a gente vai falando. Esse é um pouquinho do Marlon aí.
Deixa eu perguntar para você, como é que você vê essa intersecção entre liderança e desenvolvimento pessoal? Explica aqui para a gente, porque tem muita gente que eu tenho certeza também que não tem noção disso, e também eu recebi muitas perguntas que o pessoal fala: "Ah, mas liderança é sobre o cargo, é sobre a posição que eu tenho." Como que você vê essa intersecção entre liderança, desenvolvimento pessoal e quais são os principais benefícios, né, que todo mundo deveria investir em ambos?
Legal, cara, bacana. Eu acho que não é uma coisa ou outra, é uma coisa e outra, né? É liderança e desenvolvimento pessoal. Elas deveriam ser compreendidas que são coisas que elas se complementam, né? Esse acho que para mim é o principal ponto. Então acho que liderança, cara, ele Tem duas traduções bacanas aqui na perspectiva do desenvolvimento pessoal. Uma: liderança pode ser um grande veículo para poder te impulsionar. Então muitas pessoas têm alguns preconceitos sobre a palavra desenvolvimento pessoal, né, por de repente caminhar por um lugar um pouco mais íntimo, ou esse negócio é mais linha terapêutica, então as pessoas tendem a se assustar. Mas quem de fato se permite entrar no movimento de liderança não tem como não se esbarrar com desenvolvimento pessoal, porque liderança ela é uma habilidade voltada para o outro, para os outros, para grupo. Só que para você poder fazer esse movimento, precisa passar por você primeiro. Inclusive, né, citando aqui já uma grande obra que é referência no mundo da liderança, que é os 4, é o Pipeline da Liderança do Ron Charan. Não sei se você conhece, se as pessoas conhecem, um baita de um livro, Pipeline da Liderança, super famoso. E o Ron Charan ele traz uma uma trilha, né, uma esteira de formação de líderes. E primeiro, primeiro pilar ali que ele traz, primeiro lugar dessa esteira, é a autoliderança. Então é você com você. Então o autodesenvolvimento, buscar por autoconhecimento, é algo extremamente necessário para quem tá querendo entrar numa jornada de liderança, para quem quer se desenvolver como líder. E eu ouço dizer aqui para você, Alex, que um dos grandes medos das pessoas exercer liderança de verdade no dia a dia é porque eu tenho que me permitir entrar nesse movimento de me conhecer também, que é diferente, meu caro, de falar sobre gestão. A gestão de pessoas, gestão de pessoa para mim tem um, é necessário, é importante, mas é muito mais confortável. Você consegue vestir uma armadura em relação a isso e não se mostrar tanto, porque tem a ver com processo. Então assim, gestão de pessoas, cara, eu como seu gestor eu vou olhar como é que você tá, como é que você vem usando as suas horas no dia a dia, como é que você tá usando a tua performance, como é que você tá trabalhando, como é que você tá apontando aqui e tal, como é que você tá conduzindo reuniões. Eu vou olhar gestão, processo, é mecânico. Liderança é sobre ser humano, e para lidar com o ser humano eu preciso aprender sobre mim, não tem como fugir disso. Então esse é um ponto, tá? O segundo ponto, cara, é a gente entender que liderança é um resultado final. De novo, para eu me desenvolver como líder, então a primeira coisa que eu citei foi que liderança ela pode ser um veículo para aflorar o autodesenvolvimento. Você usa da liderança, você começa a ir para esses lugares, você fala, opa, "Você precisa me conhecer mais." E uma outra perspectiva, a liderança ela é um resultado final no qual eu busco me desenvolver como líder e já tenho a consciência que eu preciso me desenvolver como ser humano também. Então a liderança ela é uma habilidade, esse é um ponto importante, liderança é uma habilidade. E só para fechar aqui, liderança ela não é mais apenas uma posição nos ambientes corporativos, ela precisa ser uma disposição das pessoas, por isso que é um negócio importante.
Perfeito, Marlon. Eu recebi uma pergunta aqui de uns do pessoal do público e eles disseram o seguinte: o Ivo Aparecida, ele mandou aqui: como é que eu sei que sou um bom líder ou posso ser?
Boa, ótima pergunta, cara. E eu vou te dar, eu vou dar uma primeira resposta muito objetiva, né? A palavra é, a resposta é feedback. Então assim, não tem como a gente entrar em qualquer jornada no qual eu queira me tornar algo, no qual eu queira realizar uma ação, atingir um resultado, se eu não me permitir dentro desse processo buscar por feedbacks. Eu preciso ter esses inputs externos para dizer, cara, eu tô no caminho, não tô no caminho. E esses inputs externos eu somo com a minha autopercepção. Com a minha própria avaliação. E aí, A somado com B tá fazendo sentido? Eu tô no caminho certo? E esse é o primeiro ponto no qual as pessoas fogem. As pessoas fogem de feedback porque, uma, que tem um ponto que as pessoas também têm dificuldade em dar um feedback certeiro, né? As pessoas fazem outras coisas que não é feedback. E outro ponto é, as pessoas que recebem feedback também têm uma defensividade em ouvir muitas vezes coisas que vão contra aquilo que elas querem. Então muitas vezes pessoas pedem feedback querendo ouvir aquilo que agrada elas e não realmente aquilo que elas precisam desenvolver e melhorar. Então, primeiro ponto, Ivo, cara, você tem que estar aberto a feedback, velho. Você tem que se permitir buscar por feedback. E eu sei, esse é um movimento que muitas vezes desagrada as pessoas, porque eu chego para o Alex e falo: e aí, cara, como é que foi a live lá? Ele fala: Marlon, pô, precisa melhorar a tua oratória, cara. Eu falo: porra, velho, não vou perguntar mais não, me frustrei. E aí volta no quê, Alex? Na tua primeira pergunta, cara. Que a minha capacidade de me compreender, autoconhecimento, irmão. Por que que isso dispara em mim? Por que que a pessoa lá, o feedback, me dá um gatilho de eu ir para esse lugar? Então não tem como fugir do autodesenvolvimento. Então primeira coisa, feedback. Então como é que eu sei se eu, né, tô no caminho certo para ser um bom líder? Qual que foi o outro? Ah, o final que ele perguntou, como é que eu posso me desenvolver, é isso?
Como, pera aí, deixa eu subir de novo a pergunta. Ele perguntou como eu sei que sou um bom líder ou posso ser, né? Ou seja, como eu posso me descobrir? Opa, eu vou ser um bom líder.
Então assim, a primeira coisa, então, feedback, eu saber o que que eu preciso melhorar. Segundo ponto, né, que como é que, como é que eu posso ir para esse caminho? Eu preciso compreender de estratégias e modelos de liderança, que eu acho que é o que falta também. As pessoas tendem a ter modelos intuitivos ou instintivos, né, de liderança na hora, na hora que a coisa tá pegando fogo. Então a gente precisa se respaldar com conhecimento. Eu defendo muito a ideia de que liderança precisa ser um movimento estratégico, estratégico, da mesma forma que as pessoas muitas vezes param para fazer um curso relacionado a um hard skill. Vou usar aqui o exemplo do meu mundo, que é o mundo tecnologia, para estudar programação, para aprender sobre inteligência artificial. A gente para para estudar isso, mas as pessoas não param para estudar liderança, velho. Esse é meu ponto, sacou? Liderança precisa ser estratégica, precisa ter conhecimento, buscar por conhecimento. Depois eu preciso me dispor o quê? A praticar, a experimentar. Se eu não experimentar os movimentos relacionados ao conhecimento de liderança, eu não consigo evoluir. E estar disposto, aberto a recalcular rota. E por último, cara, tem um curso que eu posso indicar, chama Formação EDH, de um cara muito bom aí que ajuda pra caramba as pessoas se melhorarem como líder.
AKA Marlon Silva Domingues.
Top!
E ó, para te falar a verdade, eu considero essa parte de liderança ligado ao autoconhecimento intrinsecamente. Você mencionou isso e eu conecto-me com o meu passado, quando eu trabalhava na Marinha, por exemplo. Até fiz um post hoje, né? Antes de entrar para Marinha, eu sempre tive aquela visão de que o líder era aquela pessoa que mandava, que tinha autoridade. E que conseguiria fazer com que as pessoas obedecessem, né? E após ter começado minha carreira militar, eu tive uma outra visão. Eu tive a visão de que quanto mais eu me conhecia e quanto mais eu melhorava a minha comunicação, a forma como interagia com os meus colegas e os demais, até os meus líderes, nesse sentido, eu também tinha A visualização deles para mim era diferente. E claro, as minhas ações seguidas das minhas palavras, né? Se eu falasse, ah, eu não vou fazer isso, mas por trás, quando ninguém tá vendo, tinha uma atitude diferente, isso distorcia muito. Então eu percebi a importância de sempre tá ligado com isso, né? As coisas que eu gosto, os meus valores, e através desses meus valores não sobrepor os meus valores sobre outros, né, sobre os meus colegas, e Tentar ser empático nesse sentido. Essas coisas assim me ajudaram bastante a ser um bom liderado. E na Marinha a gente tinha até um ditado, né? Um bom liderado é um bom líder. Um bom liderado é um bom líder. Se você não sabe ser liderado, se você não consegue seguir ordens, se você não consegue não seguir ordem, vamos colocar do jeito, se você não consegue seguir regras, se você não consegue ter essa percepção, você nunca vai conseguir ser um bom líder. Porque você não vai ter essa visão de, sabe, do outro lado da moeda.
Boa, cara! Ó, você tá trazendo um exemplo muito legal. Inclusive, isso tem muito a ver com estilos de liderança. Muitas pessoas perguntam, né, cara, qual o melhor estilo de liderança? Qual que é a resposta? O que que você acha, Alex? Qual que é o melhor estilo de liderança, cara?
Bem, galera, põe aí, galera, no chat, põe aí, pessoal, qual o melhor estilo de liderança? Essa é uma pergunta frequente, cara. Pessoal do Instagram e o pessoal do YouTube, LinkedIn, qual o melhor estilo de liderança?
Manda aí para mim. Lembrando a galera do Instagram que aqui embaixo tem uma, tem uma interrogaçãozinha, vocês podem clicar ali que aí vem em formato de pergunta para a gente também, quem quiser.
O melhor estilo de liderança para mim, eu diria, Eu vou dizer sobre a liderança de ações. Eu vou falar sobre recentemente um caso que eu tive com o diretor da empresa que recentemente foi contratado. Durante o processo de entrevistas e etc., chegou no último nível e aí eu sentei com o CEO da empresa e também com a participação desse diretor. E aí ele falou: Alex, você sabe por que a gente tá te contratando? Aí eu fiquei meio assim, né? Eu falei: pô, e agora, o que que eu vou responder, né? Eu falando sobre mim mesmo, eu falei: pô, porque eu acho que os meus skills satisfazem que a empresa precisa, etc. E sabe, todo aquele bordão que geralmente a gente fala, que é receita de bolo. Mas aí ele falou: não, porque você é melhor do que eu. Pô, naquilo ali já minha barriga esfriou, deu uma suadeira. Falei, porra, o cara falou que eu sou melhor do que ele, e ele tem mais de 20 anos na área, sabe, cabelos grisalhos, experiente para caceta, manja demais daquilo. E ele teve aquela humildade de olhar para um moleque que sou eu, 20 e poucos anos, e falar, porque você é melhor do que eu. E aquilo me fez refletir muito, e aí me mostrou muito sobre a filosofia da empresa e ele como líder. E me fez, indiretamente, eu nem tinha começado a trabalhar para empresa, mas ter um respeito muito grande pela posição dele, de que se ele tem essa visão e se ele confia em mim, eu tenho que dar o meu melhor. Então acho que essa, essa coisa da liderança humilde, né, de reconhecer que você tem suas vulnerabilidades como líder e que o seu time ele pode sim te ajudar, ele pode sim agregar valor a você se você permitir, se você der espaço. E ele não teve medo nenhum, não teve problema nenhum em assumir que em alguns pontos, em algumas habilidades que eu tenho, na visão dele eu sou melhor, sabe? E na minha visão, eu tava assim, pô, tô de frente para o CEO e de frente para o diretor da empresa, e tipo assim, os caras são way too much, né, mais do que eu. Mas não foi assim. Ele se colocou nessa posição. E aí foi quando eu relaxei, eu falei, pô, que legal, que bom que ele tem essa confiança em mim.
Show, show, cara! Olha que massa, você contou aí, você falou um pouco do contexto que você tá chegando, certo? De um contexto ali, e você enfatizou o lance da humildade. Agora vamos voltar um pouquinho na tua história. Você veio de um contexto militar, Marinha, você tava sendo treinado, qual que é o objetivo ali? Se preparar para quê, cara?
Para desfile da pátria, combate sempre, e autoritário, cara.
É guerra, velho, você não tem que, você tem que agir, é ação, mano, é vai lá, faz acontecer. Não tem que, pô, cara, furou meu pneu, o que que eu faço? Espera aí que eu vou chegar, cara, troca essa bodega, sai fora daí, cara, vaza. Então esse é um ponto, cara, que assim, fugindo dos romantismos que tem, né, sobre, ah, esse é o melhor estilo, ah, esse é o melhor estilo, o melhor estilo é o estilo que o teu contexto precisa. O melhor estilo de liderança é o estilo que o teu contexto precisa. Então se a empresa vivencia um momento de crise, cara, você precisa mudar a tua forma de liderar, você precisa trazer um pouquinho mais desse olhar objetivo Esses dias eu ouvi um podcast do Bernardinho. O Bernardinho falou que ele só teve vitória e sucesso em tempos de crise. O primeiro time que ele pegou para ser treinador de vôlei era um time de uma cidade da Itália pequenininha. O time estava quebrado, falido. Ele vai lá e faz o negócio acontecer. Então ele aprendeu uma gestão baseada em crise. E a gestão baseada em crise é essa gestão mais agressiva. Agora tem um ponto importante. Ponto importante. A gestão um pouco mais agressiva, a gestão um pouco mais— o líder mais humanizado, A gestão do líder Lean, que eu já falei bastante desse tema, o líder coach-like, esses estilos de liderança, eles têm algo em comum, que é isso que eu defendo, que é isso que eu gosto de ensinar para as pessoas. Então, independente da roupa que você tá vestindo, existe aquilo que tá por baixo, e por baixo é a essência. Então, cara, beleza, eu sou um capitão aqui, eu preciso fazer esse negócio acontecer porque a gente tá em crise, ok. Mas se eu tiver consciência que tem ser humano, e como é que eu motivo essa galera, como é que eles funcionam, e que independente das coisas como elas estão funcionando, existem certas estratégias necessárias, como por exemplo criar um ambiente favorável para as pessoas se desenvolverem, para elas poderem pensar, elas poderem experimentar, elas poderem colaborar. Então são coisas que são essência e as outras são roupagem que o contexto vai exigir. E eu gosto de ensinar essência, cara, porque foi assim que eu aprendi. Porque a essência, sabe o que é legal dela? Você carrega ela para onde você vai. A roupa, cara, ela é uma variável. Que dependendo da empresa que você vai, vai exigir ali, né? Aqui você pode vir de bermuda e camiseta, aqui não, aqui é mais social. Mas a essência, brother, você carrega. E aí, com a essência, você consegue dizer se vale a pena continuar aquele lugar ou não, se vale a pena mudar ou ficar. E para mim, esse é o ponto principal da liderança, cara. Mais do que estilo, mais do que qual é a roupa que eu visto, é a tua essência. Então, um líder precisa conhecer muito bem de essência. Quando eu falo de estratégia, eu tô falando exatamente desse movimento da gente aprender a lidar com o ser humano numa outra perspectiva.
Ligado a essa pergunta, uma das perguntas que eu separei aqui é a seguinte: muitas pessoas buscam líderes inspiradores, né? Martin Luther King, Bill Gates, Elon Musk e vários outros por aí. Mas qual a importância da autenticidade na liderança? E como alguém pode desenvolver sua autenticidade sua cidade como líder?
Cara, maravilhosa essa pergunta, velho, maravilhosa.
Sabe o que que é interessante?
Esse é um outro ponto que dentro da minha jornada de liderança começou a ficar, começou a me incomodar, mas não incomodar do jeito ruim, incomodar de um jeito bom. Porque assim, nós aqui falando do Brasil, né, você é um brasileiro, mas você não tá nas terras tupiniquim, aqui no Brasil a gente tem esse esse movimento, essa devoção em buscar por literaturas estrangeiras, né? É o nosso movimento, né? O Virgílio acabou de escrever ali, ó, Start with Why, do Simon Sinek, uma baita de uma referência. Bene Brown, adoro esses autores. Mas tem um ponto importante, Alex: eles estão numa cultura diferente da nossa. O livro foi escrito através da vivência deles ali, da pesquisa deles ali. A galera mais renomada foi lá Harvard, Stanford, cara, pesquisou e montou ali uma trilha com aquele mindset, aquele modelo de mundo. Agora a pergunta é, cara, bacana, então vale a pena pegar a essência daquilo ali e você conseguir traduzir para aquilo que você faz? Então, para mim, esse é o ponto importante. Aí, um paralelo, né, como é que eu consigo criar autenticidade na minha liderança? Volto para primeira palavrinha que a gente falou: autoconhecimento. Existe um instrumento hoje muito poderoso, você conhece, eu uso bastante ele com equipes, times, com as pessoas, que é o assessment sobre Forças de Caráter. Então, Forças de Caráter é uma vertente da psicologia positiva, né, no qual, através de pesquisas e estudos, descobriu que nós, seres humanos, temos 24 forças, e cada um, cada pessoa tem uma hierarquia diferente dessas forças. Quando você compreende quais são as suas 5 primeiras forças, você entende o que é a tua essência. Então, para mim, um líder, ele precisa reconhecer, precisa compreender o que que é a essência dele. Ele transforma então o trabalho dele, o dia dele, orientado a essa essência. Vou dar um exemplo. Hoje vocês estão, vocês estão, quem tá me vendo aqui agora sabe, pô, Marlon se comunica com o corpo, ele tá toda hora aqui se mexendo, ele vem para frente da câmera, ele volta. Esse é algo que tá presente em mim. Se eu vou para um ambiente onde as pessoas falam que Marlon tem que liderar quietinho, parado, cara, quebra a minha felicidade. E aí que tá, porque muitas vezes a gente Lê ou assiste ou ouve um inspirador e ele tá lá no palco assim parado explicando ou dando aula desse jeito e você quer se modelar dessa forma. E aí não é algo que se conecta com você. Então o que que é seu? O que que é natural para você? O que é que você gosta de fazer? O que que você faz com maestria? Então essa, essa dosagem, né, e você precisa temperar essa liderança com essas essências que é você.
Pessoal, vai dando like aí na nossa live, compartilhem com os amigos, compartilhem com mais pessoas, vai chamando mais gente porque só insight top. Mandem também suas perguntas, não fiquem com vergonha de interagir. A hora de tirar suas dúvidas sobre liderança, desenvolvimento pessoal, é agora. O Marlon é expert nisso, é career coach, head of people, com uma vasta experiência. Quantos anos na área já, Marlon?
Cara, eu tô na área já um bom tempo, né? Se eu somar a parte que eu era programador, mas aqui focado em people mesmo, são aí 10 anos, né? 10 anos dedicado a isso, dedicado a desenvolvimento de pessoas.
Bom demais, Marlon. Agora me diz uma coisa: a resiliência, ela é uma qualidade crucial para líderes. Você pode compartilhar alguma experiência pessoal? Como a resiliência ajudou você a superar desafios na sua carreira e como isso pode de repente aplicar para outras pessoas também.
Caraca, velho, tenho centenas, tô vivendo uma no momento. E é sério, cara, assim, ó, toda mudança ela gera uma crise interna ou externa. Existe uma crise externa, você pode estar vivendo uma crise interna, mas toda mudança, qualquer mudança, cara, mudança de casa, de você, pô, você mudou para Irlanda, velho, você viveu as suas crises. Inclusive, a tua história sobre aprender meditação, é porque você tava vendo uma crise. Então a gente vive crise, e é muito louco, né? Porque esse lance da crise é um negócio massa. Eu aprendi lá na China, morei na China. Na China, pô, crise ela é escrita da mesma forma. Crise e oportunidade, elas são escritas da mesma forma. Então crise você pode escolher, essa filosofia do chinês, né? Você pode escolher vivenciar a crise ou vivenciar a oportunidade. A escrita é a mesma, é idêntico, é a mesma escrita. Crise de profundidade. Então isso aí, pô, então baita de um aprendizado isso, né? Como é que eu quero fazer? Então, mais do que a resiliência, né, aí já usando também algo que é talvez mais atual, é antifragilidade, né? A resiliência ela exige que você consiga desviar, né? Seja bom em desviar. E, ô, tô aqui de novo, né? Acho que a antifragilidade ela vem com de que você pode melhorar através da crise. Então você se melhora. Então recentemente tô vivendo, eu tô vivendo um desafio novo, né? Eu tava liderando uma área já algum tempo, então era um mundo para mim muito conhecido ali, né? Orquestrava um time, muita clareza. Agora eu tô no desafio novo, eu tô assumindo um papel novo. Então eu vivo uma crise, uma crise interna, uma crise com meu time. Eu preciso aprender com isso. E essa semana, inclusive, eu parei e fiz a seguinte reflexão: apesar da dessa crise que tá acontecendo, porque tem aprendizado, tem mudança, tem adaptação. O que que eu já aprendi com essa crise, cara? Essa foi a pergunta que eu me fiz essa semana. O que que eu aprendi? O que que já me trouxe de positivo ou de resultado essa crise? E aí eu vou, pô, eu aprendi coisa que eu não fazia a menor ideia que eu ia aprender, que eu jamais achei que eu ia tomar contato com esse tipo de assunto, que eu ia estar em reuniões que eu tô participando. Então a resiliência, o antifragilidade, elas nos permitem de, cara, simplesmente ir para um outro patamar, tá num outro nível, né? Você jogar um nível e olhar, falar: cara, isso aqui é algo que, pô, não me afeta mais. Então essa é uma habilidade assim extremamente essencial no desenvolvimento de líderes, cara. E durante a minha jornada, Alex, assim, acho que essa habilidade ela foi nascendo, ela foi se consolidando em mim devido àquilo que eu tava buscando. Então eu era o cara que, pô, entrei na empresa com objetivo muito claro que eu teria uma carreira sólida na parte técnica, mas no fundo do coração não gostava dessa parte técnica, né? Em outras palavras, de ser um programador, eu não me via nesse caminho de verdade sendo um programador, criando mais uma carreira sólida nessa jornada aí. E conforme eu fui me descobrindo e conhecendo outros mecanismos e conhecendo outros meios e tendo ali resultados, falando, pô, quero isso, eu comecei a colocar energia e colocar ali uma expectativa gigantesca, né? Agora as coisas vão acelerar, as coisas vão acontecer. E as coisas, né, não acontecem muitas vezes no tempo que você quer. Então, um ponto da minha história de resiliência, cara, foi essa minha ida para China, né? Eu não queria ir para China, não era o meu desejo, Eu me comuniquei de forma equivocada e ganhei de presente a China, mas na verdade eu tava, eu queria ir para os Estados Unidos e por um erro de comunicação, China. Na China eu fui lá e pude experimentar atuar mais como um líder coach-like. E aí, pô, gostei para caramba disso e falei, pô, é isso agora, cara, vou voltar para o Brasil e vamos consolidar nessa área, vou focar só nisso, algo que me deu barato, que eu gosto. Aí eu volto para o Brasil e, pô, volta atuar com aquilo que eu vinha fazendo antes. Então, de novo, né, não vai mesmo, né? E aí, pô, aparece a oportunidade dos Estados Unidos, fala: pô, que massa, beleza, voltei no que eu tava antes, mas agora eu vou para os Estados Unidos. Aí chega nos Estados Unidos, trabalha igual um maluco, né? Entra 8, sai meia-noite da empresa, negócio doido. Isso, fala: pô, não era isso também. Mas, cara, o que que eu posso dizer para você em relação— o que que mantém a pessoa firme na resiliência, cara? A clareza do que você quer, velho. Sem ter clareza do que você quer, a resiliência ela não para de pé, velho. Porque aí o ponto é: eu tô sendo resiliente para quê? Para que que serve isso?
Não sabe para onde está indo.
Exato, velho. Então assim, a resiliência ela é alimentada pela clareza de onde você quer chegar. E aí você entende se vale a pena ou não, se entende: pô, beleza, cara, deixa, eu fecho os olhos, atravesso essa nuvem aqui, essa fumaça, Eu saio do outro lado, eu saio do outro lado melhor. Mas por quê? Porque eu clarizo o que eu quero.
Desculpa interromper, a gente recebeu uma pergunta que é a seguinte: comecei a ser líder há 8 meses, qual dica você pode me dar para conduzir o time? No caso, né, vamos colocar desse jeito.
Comecei a ser líder há 8 meses, qual dica você pode dar para mim? Para começar?
É um líder recente, no caso.
Legal, legal. First-time leaders é um assunto massa para caramba. Ó, dica para você: precisa conhecer essas pessoas, tá? Eu diria para você colocar uma energia em máximo possível de momentos de agenda em conhecer as pessoas. Mas conhecer como? Conhecer o que que motiva elas, quais são os valores dessas pessoas. Quais são, o que que essas pessoas têm em mente em relação ao trabalho, o que que elas estão buscando, propósito mesmo, né, que dá gás nela, porque elas estão fazendo esse trabalho, objetivo futuro, conhecer a pessoa de verdade. Porque a partir desse movimento de conhecer as pessoas, você vai começar a conquistar algo chamado confiança. E ó, na boa, que que faz com, o que faz com que um líder não consiga engajar o seu time? A falta de ser, a falta de um ambiente seguro. Ambiente seguro é um espaço, é o contexto, é você tá no lugar onde você tem essa confiança mútua entre as pessoas. Então, se não existe essa confiança, não tem como você, numa hora que você precisa, você lá dar um feedback, pedir: pô, vamos lá, vamos junto, vamos fazer. Não, vamos, então tá todo mundo junto aqui. Ó, dei um feedback, não ficou legal. Confiança, para criar confiança você precisa dedicar um tempo em conhecer as pessoas. Dedicar um tempo em conhecer as pessoas. Então existem, claro, muitos caminhos, muitos passos, mas eu diria que número 1, aí é minha percepção, Marlon, é aquilo que eu acredito que eu faço, dedique um tempo em conhecer as pessoas o máximo que você puder. E vou colocar um outro adendo aqui, Alex, é: aprenda a utilizar da habilidade de rapport. Rapport é uma habilidade essencial. E o rapport, ele desafia aquilo que todo mundo acha que o líder tem que ter. E aí eu vou falar alto aqui para vocês, né? Não é sobre empatia, é sobre rapport, é sobre sintonia. Esse é um ponto muito importante. As empresas falam bastante sobre termos empatia, empatia, empatia, empatia. Empatia é algo super importante, mas na perspectiva de liderança tem que tomar cuidado, porque empatia, se a gente entender empatia, a palavra empatia patos vem do grego, né? Patia, patos, vem do grego, que significa o quê? Estar dentro de. Então, empatia, Alex, é o estar dentro do sentimento do outro, cara. Se eu tô dentro do sentimento do outro, eu me amarrei naquele mesmo sentimento, e aí não evoluo a pessoa nem a pau. Como é que eu vou liderar se eu concordo com o teu sentimento, velho? Então, líder, ele precisa estar numa posição, numa postura diferenciada. Então, por isso que o rapport é importante, que o rapport permite eu estar em sintonia, mesma frequência. Falando a mesma língua. E aí eu posso ajudar essa pessoa a caminhar de um jeito diferente, tá? De novo, não é sobre não ter empatia, é sobre saber que no contexto de liderança a sintonia ela é mais valiosa e mais poderosa do que empatia.
E o Marlon, vivendo aqui na Europa, eu tenho experienciado muitas coisas que eu não, eu nunca trabalhei no mundo corporativo latino, né, o brasileiro latino em si. E eu tenho muita curiosidade até porque minha carreira tem sido construída toda fora, aqui na Europa. E eu gostaria de saber uma coisa de você. Isso foi até pergunta que um dos seguidores mandaram para mim. Tem que abrir meu WhatsApp aqui, que é o seguinte: o que os trabalhadores, né, os empregados Por que eles têm que ter o take leadership nas suas funções? Porque isso é importante. Isso é uma das coisas que todas as empresas aqui pedem na Europa. Eu não sei como que é no mercado latino, como que é no mercado brasileiro em si, mas aqui todas as empresas, se você for trabalhar para uma Google, Microsoft ou qualquer small firm, eles também vão te pedir essa coisa de take leadership, né? Esperam que você tenha ownership, que você tenha o sentimento de dono da empresa e que você tome atitudes na ausência dos seus líderes. O que seria isso no mercado brasileiro, no mercado europeu? E como que seria isso, né? Como que os trabalhadores têm que fazer isso e por que é importante?
Legal. Essa mesma palavra aqui no Brasil, e como a gente também tem uma influência muito forte de palavras gringas, né, a gente usa muita palavra accountability. Então, né, traduzindo aqui no nosso dia a dia, seria a responsabilização. Então esse é um instrumento poderoso, independe de ser líder ou não, as empresas esperam isso dos colaboradores.
Por quê?
Porque assim, cara, vamos pensar, as empresas te contratam, as empresas contratam as pessoas com que objetivo? Você passa a fazer parte do quadro de uma empresa supostamente porque você tem algum talento, você tem alguma coisa que vai ajudar a resolver algum problema. Que essa empresa tá fornecendo serviço. E aí que acontece, mas às vezes pessoas vêm aqui, elas causam mais problema ainda, geram mais problema. Então, e aí, sim, quando a gente aprofunda nisso, por que que as pessoas trazem problemas? E elas, por quê? Porque falta accountability. E tem uma outra palavra que ela tá junto com isso aí, que é o que acontece no mundo corporativo, que é o vitimismo. Então não me responsabilizo por aquilo que acontece. Então sempre tem um vilão, sempre tem alguém que causou aquilo, mas não é eu. Então eu entro no modo de vitimização, ou seja, eu sou, né, o coitado. Pô, é sempre comigo. Pô, me deixaram aqui, me esqueceram aqui. E o que que essa empresa— eu vou falar aqui, cara, alto, claro. Você tá procurando emprego, se você tá querendo mudar, fazer uma transição de carreira, ouve eu aqui. Hoje eu posso falar numa posição de RH que houve uma coisa importante, cara. As empresas precisam de pessoas que tenham esse senso de accountability, senso de responsabilização. E que fique claro, muito importante, responsabilização não é culpa, cara. E acho que é esse o ponto que as pessoas se perdem, Alex. Pô, mas aí a culpa é minha, cara? Não tô falando de culpa, tô falando sobre responsabilização. E entendam, entenda uma coisa importante: você dentro de uma empresa, você tá fazendo parte de um sistema, certo? É claro isso, né? Você tá fazendo parte de um sistema, você tá entrando numa nova jornada. Você faz parte desse sistema. Esse sistema não está funcionando, você tem uma responsabilidade nisso, cara. Pode ser 0, 0, 0, 0, 0, 1%, mas tá ali dentro, você faz parte, cara. Então, quando as pessoas, Alex, elas têm essa disposição de falar: peraí, dentro desse time aqui, o time tá zoado, o negócio não tá sendo entregue, não tá funcionando, qual que é minha responsabilidade nisso, cara? Velho, isso é maravilhoso, é o que todo líder gostaria de ouvir. De novo, não é sobre culpa. Culpa vai para um outro lugar, tá? Culpa é uma outra história. Eu tô falando sobre responsabilização. A responsabilização, ela gera ação, cara. Ela gera ação, ação massiva. E esse é um ponto muito importante: ação massiva. Agora, a vitimização, ela faz o quê? Ela faz eu entrar em reclamação. Que que é reclamação? É clamar o problema de novo, reclamar. Reclamar, reclamar. Então esse é um ponto, a reclamação ela faz com que eu esteja, eu fique aonde eu estou. O accountability, a responsabilização, faz com que eu possa tomar ações, escolher fazer algo diferente. Então para mim essa é a beleza, né? E aí, cara, trazendo para roupagem de líder, isso é muito necessário, né? Muitas vezes você vê os líderes ali que tem um time orientado, acontece alguma coisa, o líder fala: cara, mas aí meu time, meu time tá arruinado, meu time quer zoado, meu time quer ruim. Amigão, liderança, time é reflexo do líder.
Tocando nesse assunto, o que que você acha então? Às vezes os líderes podem entrar em conflito, né, com a equipe. Isso acontece bastante. E qual que seria a melhor maneira de abordar e resolver esses conflitos de uma forma construtiva, de uma forma orgânica? Com menos damage? Como que você—
o líder que entra em conflito com o teu time é porque ele não entendeu o lugar dele. O líder que entra em conflito com o time é a mesma coisa que um pai entrando em conflito com o filho e discutindo de igual para igual. Simples assim, cara. Líder tem que saber onde ele tem que estar. O líder tem que estar numa posição diferenciada. O líder é aquele que ele vai carpindo aquele matagal e ele fala para galera: vem, vem que eu passei por aqui já. Cola, bora lá, vamos para cima. Agora, cara, você quer carpir junto e você que fala, pô, você não tá carpeando igual eu, você entra em disputa com teu time, aí tem uma necessidade desse líder, dessa líder, entender a real identidade dele ali. Qual que é sua identidade como líder? Você tá ali para poder ser um guia, ser uma inspiração, ser uma motivação, e não para disputar lugar com seu time.
Muito bom, muito bom, Marlon. Tocando num assunto que tem sido cada vez mais importante no mercado atual, que é a diversidade e a inclusão, que tem sido o foco das organizações, eu acho um tema muito interessante para trazer aqui. Como que os líderes podem promover isso em ambientes de trabalho que sejam mais inclusivos e mais diversos?
Show, cara. Alex, acho que existem vários e vários caminhos hoje. Falar sobre ESG, D&I, é algo extremamente necessário hoje. São pautas importantes nas empresas, pautas importantes para liderança. Mas eu vou resumir aqui numa palavra que eu acredito que precisa ganhar força na liderança. Essa palavra chama-se respeito. Primeira coisa que os líderes precisam entender é respeito. Pô, Marlon Silva Domingues, você descobriu o Brasil agora falando nisso, mas vamos lá, deixa eu explicar para vocês. Respeito é conhecer o teu time e conhecer os valores do teu time e saber até onde você vai. A Brené Brown, ela fala sobre um acrônimo que ela criou chamado BRAVEN, né, um acrônimo ali do livro dela, inclusive, do Coragem de Liderar, Dare to Lead, um ótimo livro também, vale super a pena as pessoas conhecerem. BRAVEN é um acrônimo que ela criou para ajudar as pessoas a criarem esses boundaries, esses boundaries da sua jornada. Até onde o teu líder pode ir? Até onde ele pode te provocar? O que que é valor para você? E acho que tem um negócio aqui que eu falei, inclusive essa semana, para o meu time: o que é que é inegociável para você, cara? O que é inegociável para você? Para mim, então, esse valor, esse valor aqui, ó, eu não, eu não, cara, não tem como. Então é importante os líderes conhecerem o que é inegociável das suas pessoas, porque a partir disso Isso você começa a compreender mais sobre o respeito. E a partir disso, quando existe respeito, existe mais o quê? Existe mais pertencimento. Bom, e a gente tá falando sobre o quê? Sobre inclusão. Inclusão é sobre permitir com que as pessoas pertençam, cara. É isso, inclusão, diversidade, é sobre pertencer. Então as pessoas, para elas poderem pertencer, a gente precisa aprender a saber até onde a gente vai, que não é não. Saber que as pessoas, elas querem ser chamadas assim, é assim. Então é simplesmente esse o ponto. A gente precisa aprender a respeitar, a respeitar a essência. E é claro, é óbvio, cara, que dentro de um mundo corporativo a gente precisa entender que existe o quê? Existe um teto da empresa que tem valores, que tem missão, que tem visão, que tem propósito. E a gente precisa sempre se perguntar se aquilo que a gente acredita tá conectado com aquilo, com esse algo maior. Esse é, essa é a bússola do colaborador. O meu pensamento, meu modelo de mundo, aquilo que acredito, faz sentido para essa empresa aqui? Aí eu fico. Caso não fica, eu preciso fazer alguma coisa, ou eu reajusto as minhas percepções, ou eu preciso tomar uma decisão de ir para um outro lugar, senão a minha vida vai virar um inferno. Então é preciso entender que respeito é algo muito importante. O respeito, ele gera pertencimento. E pertencimento, para mim, é a essência de inclusão, de diversidade, cara.
Tocando num assunto que você menciona muitas vezes, eu gosto bastante disso. Muitas pessoas, elas têm medo do fracasso. Como você aconselharia alguém a superar o medo do fracasso e abraçá-lo como parte de um processo de aprendizado, né? Porque o fracasso é normal. Aquele que nunca falhou nunca tentou. Essa é a minha visão. Quem nunca falhou, quem fala nunca cometi um erro, nunca tentou nada. Como que a pessoa, na sua visão, né, ela pode abraçar isso como parte do processo, como parte do aprendizado? E levando em conta também que há uma certa pressão Quando você é um líder, né, porque o líder tem aquele pensamento: eu não posso errar.
E aí, cara, esse é o pensamento mais destruidor dos líderes, né? O líder, o líder que ele tem essa visão ainda de: pô, eu tenho que ser a pessoa que dá as respostas, eu sou, eu tenho que ser a pessoa que direciona. É um líder defasado, né? A verdadeira liderança hoje em dia é o líder que consegue exercer a vulnerabilidade. Ele consegue dizer para o seu time, para suas pessoas: cara, não sei, eu vou buscar, vamos buscar, vou procurar, vou te ajudar, mas nesse momento você tem que dizer que eu não sei, não sei mesmo, sinto muito, não sei. Então essa é a coragem de ser imperfeito. E o que que acontece, Alex, nesse momento, nesse ponto do fracasso, cara? O medo do fracasso, isso aí tem a ver com rejeição, né? Tem a ver com a sensação. Então é muito sobre as minhas necessidades. Necessidades que eu tô buscando preencher nesse momento. Então, essa direção, né, numa empresa, né, o meu movimento de executar ações, experimentar, eu preciso entender que o meu crescimento ele vai precisar passar por momentos de erro, cara. Sabe por quê? Não existe novo aprendizado sem erro, cara, porque se não tiver erro não é um aprendizado, é simplesmente você garantindo aquilo que você já conhece. Então você fica sempre nessa, nessa jornada aqui, nessa estéril, né? Você vai só nesse movimento. Para poder ter um aprendizado, você precisa fazer o quê? A tua mente precisa fazer um cálculo. Pô, eu pensava assim, aí fiz isso, não deu certo, agora eu faço diferente. Pô, aprendi. Então aprendizado, ele precisa de erro, cara, ele precisa de experimentação. É claro que a gente pode minimizar tomar grandes riscos, grandes erros, né, e fazer diferente. Eu gosto de falar para as pessoas, por que que eu ensino, cara? Por que que eu ensino? Eu ensino porque eu quero fazer com que as pessoas não passem por certas situações? Não. Meu ponto não é dar atalho para as pessoas, cara. Meu ponto é aceleração. Aceleração não é a mesma coisa que atalho. Atalho faz com que você, pô, então, Marlon, me dá aí a fórmula de que, de como chegar onde você tá hoje sem ter que fazer tudo que você Cara, não tem como, velho. Agora, aceleração, sim, a gente pode trabalhar uma aceleração e você pode se prevenir e minimizar possíveis erros gritantes, né? Agora, não tem atalho. Então, o fracasso, ele pode ser facilmente compreendido como um mero resultado. Tony Robbins vai dizer, né, não existe fracasso, tudo é feedback. Olha que massa, não existe fracasso, tudo é feedback. Então o ponto é, o que que você faz feedback, Alex? Você interpreta ele como uma oportunidade ou como uma crise?
Cara, para encerrar esse raciocínio, eu gostaria de dizer uma coisa que eu aprendi numa experiência que eu tive com a Pinterest, que faz o seguinte: sometimes we win and sometimes we learn. Às vezes a gente ganha e às vezes a gente aprende. E isso para mim foi um turn, né? Porque eu fiquei pensando, pô, realmente, eu antes eu me colocava nessa posição de vitimismo que você mencionou no começo, pô, não tá dando certo, não tô conseguindo, e reclamava e reclamava, mas Mas eu passei a ter essa prática de entender, ok, não deu certo porque não tinha que dar, e ponto. Mas eu aprendi, e esse aprendizado me tornou melhor, melhor como profissional, me tornou melhor como pessoa, me tornou melhor como líder dentro do meu grupo, e me tornou melhor em diversos ciclos, né. Então fica aí, às vezes você ganha E às vezes você aprende.
Depois coloca para galera a música da Alanis Morissette: You Pray, You Learn, You Cry, You Learn.
O Virgílio, Virgílio Magalhães, ele mandou o seguinte: falar um pouco sobre o burnout na liderança, né? Eu não Deixa eu formular aqui uma pergunta nisso. Como que você vê então, Marlon, o burnout na liderança, os líderes sobrecarregados de repente?
Show, show, cara. Burnout, ele é um assunto atual, né? A pandemia, ela foi uma grande impulsionadora desse tema, né? As pessoas, a pandemia, ela tem todo o seu lado trágico, né, ruim que a gente viveu Foi algo que causou muitas coisas ruins, mas ao mesmo tempo, como a gente falou da escrita chinesa, né, crise de oportunidade, ela também permitiu muitas pessoas acessarem sentimentos, elas vivenciarem mais proximidade com suas famílias. E o burnout, ele vem junto com esse movimento devido a um movimento de empilhamento emocional que as pessoas estavam vivenciando, né? Pressão, muita emoção, eu não cuido, não lido, eu não sei externalizar isso. E aí uma hora o negócio estoura. E o burnout, cara, na liderança, ele tem uma característica muito forte do líder, que ele quer carregar uma mochila de problemas, de responsabilidade de todo mundo, né? O líder que ele não sabe orquestrar uma equipe com delegação, né, de atividades, que ele não sabe impulsionar as pessoas a buscarem procurar por soluções. Eu acho que esse é o ponto principal. Um líder, ele tá muito mais sujeito a um burnout quando ele tem essa necessidade de querer resolver tudo. É o líder herói, famoso líder herói. Ele põe a capa do super-herói e ele quer depois, pô, fui lá, eu que resolvi. Aí a galera vem, elogia, que massa. Só que a cada elogio é um nível de, né, igual videogame, é o nível de vida que abaixa, né, que abaixa. Vai diminuindo. Por quê? É sobrecarga, cara. Sobrecarga leva ao quê? À desconexão. Então quanto mais sobrecarga eu tenho, mais desconectado eu vou ficando de mim, daquilo que é essencial para mim. E a hora que esse negócio desconecta muito, aí é onde eu caio, né? Então o que que eu acho que é uma estratégia? Qual que é uma saída para isso, cara? Uma saída para isso é o líder aprender de verdade que ele precisa ser um grande orquestrador de pessoas, né, para que as pessoas possam elas aprender a resolver seus próprios problemas. A gente tem um mantra, né, na formação EDH, que é: o problema não é problema, o problema tá por trás do problema. Então, líder precisa ter essa consciência, precisa ajudar as pessoas a falar: peraí, ó, você tá com esse problema aqui, deixa eu te provocar um pouquinho, deixa eu te ajudar a ver como é que você resolve isso. E não eu ir lá, pôr a mão e falar: peraí, eu resolvo isso aqui para você. 'Olha, é assim que faz, ó, é desse jeito aqui.' Eu tô criando simplesmente pessoas condicionadas a sempre vir buscar coisas de mim e não tô ensinando ninguém a crescer, a se desenvolver. Então, para mim, a lógica de sair do burnout, cara, é você ter essa consciência que as pessoas precisam aprender a resolver seus próprios problemas, e você líder tem que se preocupar com as pessoas. Esse para mim é o ponto.
Perfeito, gente, estamos Encaminhando aí já com 50 minutos de live. Sigam Marlon Silva Domingues nas redes sociais, ele tem um curso top de desenvolvimento pessoal e também liderança. É um dos melhores profissionais que eu conheço na área. Também sigam meu perfil, eu estou agora voltando com meu podcast, tô voltando com mais convidados e trazendo assuntos interessantes voltado para carreiras, business, intercalando uma semana em português, uma semana em inglês. Essa semana é a semana em português, e aí novamente a honra de ter o Marlon aqui. E fiquem à vontade em mandarem suas sugestões, suas perguntas no chat. Eu vou estar lendo um por um, interagindo com vocês. Seguindo, Marlon, uma coisa que você falou, né, sobre o autoconhecimento lá no começo, e isso ajuda bastante a você se descobrir como líder. Me diz uma coisa, né, você falou, ah, beleza, o autoconhecimento, mas meu, e aí, qual é a ferramenta, né, ou práticas que você recomendaria para os líderes aprimorarem o seu autoconhecimento, ou para as pessoas que estão aspirando em serem líderes, né? Como eu posso me descobrir? Conta aí para gente.
Show, cara, show! Eu gosto de falar que o primeiro curso de liderança que eu fiz, ele chama-se terapia, né? Fui buscar por terapia quando tava querendo entender que caminho, o que que era ser um líder. E por que que foi buscar terapia? Porque por alguma razão eu compreendi que liderança deveria passar primeiramente pelo autoconhecimento. Então acho que você que tá buscando aí, você é líder de primeira viagem, você que tá está, né, se orientando para uma jornada, né, de liderança, é a primeira coisa que eu falo: é invista em autoconhecimento. Existe uma série de cursos, formações, não vou ficar fazendo jabá aqui do meu curso não, mas existem vários, vários, várias coisas bacanas, boas, né, que você pode buscar, que vai aguçar isso em você, né, se conhecer. Eu acho que tem algumas coisas que é muito importante as pessoas conhecerem, né. Primeiro, A que tipo de necessidade eu tô mais precisando nesse momento? Porque isso, as necessidades nossas, elas direcionam a gente para diversos caminhos. Então qual é a necessidade mais importante para mim nesse momento, para que eu possa preencher? Todos nós temos necessidades, a gente precisa só entender o que a gente precisa fazer em relação a elas. Importante é a gente reconhecer isso. Segundo ponto, Alex, é para mim é Todo bom líder precisa dominar os seus valores, conhecer os seus valores. Eu falei valores aqui umas 4, 5 vezes, então vocês já sacaram que esse negócio realmente é especial, tem um poder importante e é muito, muito poderoso na jornada de uma liderança. Então quais são seus valores? O que que é mais importante para você na tua jornada? Como é que esses valores te impulsionam, te ajudam a se movimentar? Terceiro ponto, diria que todo líder precisa conhecer das suas forças de caráter, cara. Precisa conhecer o que que são essas 24 forças, quais delas fazem mais sentido para mim, porque forças de caráter é como é uma forma de você expressar os seus valores no dia a dia, na prática, nas ações mesmo. Então acho que essa tríade para mim ela é essencial. Aí tem um outro ponto, cara, acho que para mim eu vou fechar essa, essa, essas dicas. Então falei sobre necessidades humanas, falei sobre valores, forças, E aí o quarto ponto, Alex, para mim esse é aquilo que faz o jogo mudar, é você desenvolver inteligência emocional, velho. Perfeito. Buscar desenvolver inteligência emocional, porque na boa, cara, no final do dia, o que tira um líder da jornada dele, cara, é a falta de inteligência emocional.
Tem um livro muito bom do Daniel Goleman, eu recomendaria para muita gente, Que é o pai de todos, né?
É o pai da inteligência emocional.
Inteligência emocional é mais importante do que QI. E eu acho que antes eu tinha uma visão muito cética sobre isso, né? Eu achava que as pessoas super inteligentes, aquelas pessoas geniais, tinham uma segurança muito grande sobre quem elas são. E ó, Fala da minha perspectiva, tá? Não sei como que é aí do outro lado, mas eu não me considero um profissional brilhante. Eu me considero muito esforçado, muito determinado em aprender e dar o meu melhor, mas eu tenho a frieza de receber o feedback quando eu tô ruim e de também receber o feedback quando eu tô muito bem e reagir da mesma forma, percebe? E E isso eu fui desenvolvendo com o passar de muitos anos, assim, entendendo essa ideia de que, opa, eu não posso deixar que a felicidade me deixe muito entusiasmado a ponto de ficar cego, de achar que eu sou muito bom, né, muito foda naquilo que eu faço. E também não posso deixar um feedback que deveria ser construtivo me derrubar porque eu fui sensível demais e não ouvi, né. E essa sacada do livro do Daniel Goleman, top! Fica aí a dica para leitura. Só para encerrar, recebi uma pergunta aqui da Isabel Marques: qual a diferença entre liderar e gerenciar?
Ótima pergunta, ótima pergunta! Essa é a confusão que existe ainda no mundo corporativo em relação à liderança, né? Existe essa mistura muito doida. Liderança é sobre ser humano, Isabel. Liderança. Eu lidero o Alex, eu lidero ele como ser humano, eu guio ele, eu ajudo ele a ser melhor como pessoa, a ser melhor com outras pessoas. Eu lidero ele na perspectiva dele explorar, alavancar, desenvolver mais habilidades, desenvolver mais inteligência emocional, a comunicação, a prover a ele um ambiente mais seguro para ele poder se desenvolver e trabalhar. Eu gerencio as horas trabalhadas dele, eu gerencio ele como um recurso, aonde ele vai estar alocado esse mês, aonde ele vai estar locado semana que vem, aonde que eu gerencio a jornada dele de carreira, ele tá sendo avaliado, não tá sendo avaliado. Então a gente gerencia projeto, né, tudo que envolve, que se torna um projeto, a gente gerencia aquilo que é mecânico, aquilo que é processo, mas o ser humano a gente lidera, as pessoas a gente lidera. Esse para mim é a maior diferença. Eu tenho um desenho depois muito bacana, né, um mapa assim que mostra tudo que tem gestão e tudo que tem dentro de liderança. Depois quem quiser me dá um ping lá no Instagram lá que eu compartilho. Aliás, tá na minha timeline do Instagram inclusive, entra lá, @marlondominguesilva, vocês vão pegar lá.
Deixa eu botar aqui de novo, ó, sigam lá o Marlon no Instagram. Marlon, o seu tá certo, não tá? Marlon Silva Domingues.
Isso aí, ó, aproveitando, cara, posso— pensei aqui agora, posso jogar um presente para galera aqui? Como a gente tá na semana— na semana não, a gente tá no mês de Setembro Amarelo. Setembro Amarelo conhecido mundialmente como, né, o mês da campanha contra o suicídio. E essa campanha tem tudo a ver com a questão da saúde mental. E saúde mental, ela pode ser fortalecida, ela pode ser melhorada através de ambientes mais seguros, onde as pessoas possam se desenvolver, onde as pessoas tenham espaço para poder se melhorar, para poder desenvolver habilidades. E quando eu falo de espaço seguro, eu falo sobre segurança psicológica. Lá no meu Instagram, lá no meu Instagram tem um link na minha bio, eu tenho um curso de segurança psicológica, é um curso que eu formatei, é um curso gravado 100% online onde eu ensino, tá, como que as pessoas podem se desenvolver, como é que elas podem compreender mais sobre segurança psicológica. Tem uma baita de uma dose ali sobre autoconhecimento. Esse curso hoje ele tá no valor aí R$970, mas para quem é da sua turma aqui eu vou dar um tá tendo desconto. Eu vou deixar por R$97 para quem quiser fazer esse curso. Para quem tá na sua live aqui, basta me mandar uma mensagem lá. Quem quiser, tiver interesse, fica esse desconto de presente aqui para galera da tua audiência que quiser embarcar no autoconhecimento, cara, aproveitando o setembro amarelo aí, uma oportunidade, tá bom?
Top demais! Não perca a oportunidade, vamos lá, manda mensagem para o Marlon, fala que viu aqui na live. E pô, sucesso, Marlon! Obrigado! Vamos fazer o ping-pong? Bora! Falando de vulnerabilidade, vamos para o ping-pong. Marlon, antes da gente começar o ping-pong, me fala aí, in nutshell, 3 pontos, só para o pessoal pegar esse raciocínio, né, o wrap-up do assunto, do que a gente falou de liderança. E desenvolvimento pessoal? Dá um overview aí para o fechamento, uma conclusão.
Show, cara. Acho que vamos lá rapidamente. Liderança sobre ser humano, tá? Liderança sobre pessoas. Liderança é uma habilidade necessária para qualquer indivíduo no ambiente corporativo. Não é porque você tá na posição de líder que você tem que ser— saber, você tem que saber de liderança de qualquer forma. Liderança é uma disposição das pessoas. Eu acho que terceiro ponto muito importante, cara, accountability, responsabilização. Precisa desenvolver, ter essa consciência no mundo corporativo, que ela é essencial para tua jornada de crescimento.
Maravilha! Esse é o Marlon Silva.
Marlon, é nós!
Muito obrigado. Vamos lá, me fala aí, filme preferido?
Star Wars. Star Wars, cara, todos, todos, velho. Porra, velho, como você faz?
Não tinha entrado nessa live, pessoal. Vamos voltar.
Star Wars, cara.
E agora me fala aí, o esporte. Você pratica algum esporte, Marlon?
Basquete, basquete, basquetinho, né? Sou um cara da NBA, cara.
O Marlon, ouvi falar que você é alto, cara. Bianca tinha mandado isso para mim, falou: o Marlon é alto.
Não tão alto, cara, mas eu sou 1,83m. Dá para jogar basquete.
Tá certo. O país assim mais foda que você já viajou, top, experiência foi animal?
Aí você me quebra, hein, Alex. Cara, eu tenho, eu tenho um amor muito forte pelo Canadá. Eu acho que Canadá foi ali a minha, a minha passagem, né, de aprender a viajar, conhecer cultura. Pô, tem um carinho animal pela Nova Zelândia, eu morei lá mais tempo. Então Nova Zelândia foi um lugar que sabe fazer isso aí mesmo, né, cara? Eu te enviei algumas aulas bem legais ali de gritaria. Vou começar a trazer isso para os treinamentos, acho que é uma boa. E eu acho que, cara, eu colocaria também a China aí como um lugar que foi uma pós-graduação na minha vida. Acho que foi a maior MBA da minha vida, foi a China.
Maravilhoso! Então é isso, gente, pessoal do Instagram, obrigado pela presença de todos. Marlon Obrigado aqui pela moral, por explicar de forma didática o que que é liderança, desenvolvimento pessoal. Não se esqueçam, galera, sigam Marlon Silva Domingues nas redes sociais, sigam também o meu perfil. Como eu falei, estarei trazendo convidados intercalados, uma vez profissionais internacionais e profissionais nacionais, para a gente discutir temas diferentes sobre business, carreira, desenvolvimento pessoal. Espero que vocês tenham gostado, um prazer enorme, fico muito feliz feliz de tê-los aqui. Muito grato pela atenção de todos. E assim, novamente, semana que vem teremos mais. Já vou anunciar o convidado novo na sexta-feira. Amanhã vou subir o nosso podcast no Spotify, ficará disponível. A live ficará gravada no meu canal do YouTube, então vão lá, se inscrevam, fiquem à vontade para dar um play novamente. Marlon, obrigado pela sua presença, foi enorme. Muito, muito obrigado. Ah, amanhã é feriado no Brasil, né? Feliz Dia da Independência para todos.
Obrigado, cara. Uma hora já, porra. Show de bola.
Boa noite.
Obrigadão, amigão. É sempre prazer estar com você, cara. Você é fera demais. Valeu, beijo, galera. Obrigado, abraço, tchau.









