Mentoria de RH

Cissa Maria Cecília, 49, left 20 years in physiotherapy for a junior QA role in tech after job loss. The hosts discuss her path to people management, recommend the free Lean Leadership course from Fundação Bradesco, and push back on her doubts about technical skills, arguing her soft skills and decision to change are already her hardest wins.
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que as pessoas não conseguem. Só eu consigo dirigir com vocês. Você e as pessoas não vão conseguir ver nada, não sei eu, tá? Então não adianta mandar mensagem aqui no Instagram, vai lá no YouTube. Aqui é só para atrair a galera para ir para o YouTube. Estamos aprimorando, né? Daqui a pouco a gente consegue fazer um estúdio, um cenário melhor. Assista, voltou aqui. Boa, boa, boa, boa! Gano, boa noite! Isso é show de bola! Deixa eu dar boa noite para galera que tá aqui já.
Enquanto isso, vou dar boa noite para turma do Instagram meu aqui. Aguenta aí que eu já venho.
E eu vou fazer a mesma coisa para você que tá no Instagram.
Boa noite, galera!
Boa noite!
Tamo ao vivo! E agora eu tô mudando a capinha para você conseguir acessar a gente no YouTube. Aí agora você já sabe onde que a gente está. Mentoria de RH, o link tá na bio. Pode acessar que a gente já tá online com a Cissa, Maria Cecília, que vai contar muito da história dela aqui pra gente, tá bom? Se liga que vai ser sensacional.
Nem pra pôr no mudo o cara presta, viu?
Te falo. Tá vendo, velho? Ô Cissa, acostuma-se aqui. Essa é a loucura, tá? Essa bagunça aqui. Mas vamos lá, vamos para nossas formalidades. Bora lá, super! Você não tem noção como que é.
Vamos começar, todo mundo!
Galera que tá assistindo a gente ou aqui no Instagram ou no YouTube, sejam todos bem-vindos, sejam todas bem-vindas. A gente vai começar mais uma mentoria de RH, esse quadro que todas as quartas-feiras religiosamente acontece comigo, com Ivan e com Vini, onde nós aqui damos um tempinho da nossa agenda para ajudar as pessoas que estão buscando acelerar, mudar, fazer transição de carreira, realocação, o assunto que seja da carreira, nós estamos aqui disponíveis a ajudar, a mentorar, a guiar o próximo passo da pessoa. E a gente tem um formulário que fica online. Quem tem interesse em participar dessa mentoria, é só se inscrever, é gratuito. A gente segue lá a ordem, que entra em contato com as pessoas. Quem fala: 'Não, tô disponível, vamos', a gente traz para cá então nas quartas-feiras. Então hoje nós temos nossa convidada especial, Cissa Maria Cecília. Ela vai se apresentar do jeito que ela acha melhor, mas seja bem-vinda, obrigado pela tua presença aqui, minha querida.
Olá, gente, valeu! Eu agradeço vocês pela, por essa oportunidade, por essa mentoria, esse trabalho muito legal que vocês estão fazendo de ajudar as pessoas, que como eu tô numa fase de transição de carreira, então fiquei muito feliz de ser convidada para poder conversar com vocês. Bom, eu sou a Cecília, a Cissa para os mais próximos, tenho 49 anos, a minha formação, minha primeira formação foi em fisioterapia, trabalhei muitos anos na área, mais de 20, inicialmente como fisioterapeuta assistencial, depois como gestora de equipe, e aí as coisas começaram a mudar na minha vida em 2019. Que aí eu sabia que a empresa que eu tava, tava passando por um processo de transição, que eu ia ser dispensada uma hora ou outra, eu ia ser dispensada porque os outros gestores já tinham sido. Então comecei a pensar no que fazer. Eu sabia que eu não queria empreender porque não era uma vontade que eu tinha. Comecei a conversar com as pessoas para pensar e ter ideias do que fazer. E aí a minha enteada, que trabalha na área de tecnologia, na parte de RH, começou a me incentivar. Por que não a área de tecnologia? E aí eu resolvi encarar. E aí prestei vestibular, entrei na FATEC de Campinas. Foi um primeiro grande desafio porque fazia 30 anos que eu tinha saído do ensino médio. E aí prestar vestibular de novo foi bem desafiador. Comecei Fiz a faculdade em fevereiro de 2020, assim, primeiro impacto ali, né, como é que eu vou integrar com essa galera, moçadinha nova, eu quase com 50 anos, a turminha de 18, mas assim, na prática, a hora que a gente vê, todo mundo é aluno igual, e aí tá ali para aprender. Tinha outras pessoas com mais de 40, com 30, então acabou que eu fui descobrindo que eu não era a única que estava nessa fase de transição de carreira, que tem muita gente que passa por isso, e fui aprendendo, como eu estava até, como já conversei um pouco com os meninos, né, a faculdade foi um desafio muito grande, porque o conhecimento técnico que eu tinha da área de fisioterapia não me ajudou em nada nessa fase, nessa nova fase, né, de entrar para a área de tecnologia, Então, a faculdade está sendo um desafio assim diário, que é bom, aprender muita coisa nova, eu tô gostando bastante, mas a minha dúvida acabou ficando na questão de que para que caminho eu vou. Eu vou para a parte técnica, eu tento ir para área de gestão, se eu for para área de gestão, em que momento Isso, eu poderia pensar nisso. Então assim, eu queria muito ajuda de vocês nesse sentido para ajudar a clarear as ideias aí, que eu realmente penso um pouco nisso, mas fico bastante em dúvida de como seguir daqui para frente.
Mas conta para mim uma coisa: o que que o coração diz neste momento?
Então Eu sou muito racional, né? Então o coração diz, eu preciso aprender.
Então, Clara, é perfeita, foi para ser isso, tá perfeito.
Eu preciso aprender a escutar o coração, porque acho que assim, eu sou muito pé no chão, eu falo que eu gosto de correr riscos controlados, né? Então eu tenho um desejo de seguir na parte de gestão na área de TI, mas eu acho que eu não tenho conhecimento suficiente no momento. Eu acho que, pelo menos pelo que eu imagino, que muitas coisas do que eu imaginei foram sendo desconstruídas nesse 1 ano e pouco aí que eu tô na área de TI. Mas uma das coisas que eu acho é que eu preciso entender mais da área para tentar entrar aí na parte de gestão. E, ah, esqueci de falar uma coisa, eu também estou estagiando, estou estagiando na área de testes Comecei agora em fevereiro, e então eu tô começando assim a lidar um pouco com a parte mais técnica mesmo, né? E a parte de testes, que aí é uma parte de qualidade, eu gosto. Então, falando um pouco do que eu tô gostando, eu tô gostando dessa parte de teste.
Que bom! Diga, Marlon.
Deixa eu perguntar aqui, só vamos levantando as mãos porque senão nós três a gente se mistura na hora de perguntar. Cissas, deixa eu ver se eu entendi, só para a gente resumir aqui o comecinho que você tá trazendo para gente, até galerinha que tá chegando aqui também pegar, porque é bacana que a galera que assiste a mentoria também surfa com a gente na mentoria e você acaba ajudando algumas pessoas a ter insights. Então assim, a Cissas tá vindo aqui com a gente contando que ela fez uma transição de carreira, saiu da fisioterapia Foi para TI, está em TI agora, e ela está nesse momento estagiando na área de testes. O Ivan perguntou para ela o que que faz o coração aí pulsar. Ela disse que tem uma vontade, tô sentindo cheiro na gestão, mas ela tem aí algumas, alguns pensamentos, crenças sobre não sei se eu tenho os conhecimentos necessários para isso. É isso mesmo? Captei?
É isso mesmo, é isso mesmo.
Tá bom. Legal, legal, show de bola.
Uma bagunça isso aqui, vai, mano.
É que eu tô com delay, eu acho que eu tô com delay aí, o cabo. Por isso que eu falei, só mais uma perguntinha só para entender o modelo de mundo da Cissa. Hoje, quando você fala que você quer gestão, o que que é que você tem na cabeça sobre o que é trabalhar gestão? Que que vem à tua cabeça quando você fala, ah, eu quero ir para gestão?
Pessoas, pessoas, trabalhar com pessoas, né?
É isso aí, pessoal. Legal. E na tua visão, gestão e liderança são coisas diferentes ou são coisas iguais? Como é que você vê isso?
É por isso que é bom, né, conversar com vocês. Eu nunca tinha pensado nisso, mas são coisas diferentes. Diferentes, não são? Que liderar pessoas, eu acho que talvez elas estejam ligadas, né, muito ligadas. Mas assim, num primeiro momento, eu acho que liderar pessoas é conduzir pessoas, e gestão é você, envolve mais que pessoas, vamos dizer assim, envolve mais a parte administrativa. Vamos falando aí, gente, se eu tô falando coisa errada.
Não, que vale.
Olha que interessante. Então, olha que interessante. Deixa eu só fazer as conexões aqui, aí eu prometo que eu paro de falar para os meus amigos perguntarem. Você falou que você quer ir para gestão. Eu perguntei: o que que você tem de gestão na cabeça? Você falou: pessoas. Aí eu perguntei: liderança e gestão são coisas iguais ou separadas? Você falou: ah, liderança é mais pessoas, gestão é mais processos, projetos. E aí você falou que você quer pessoas, então como é que tá essa? Cutuca agora aí, Vini, cutuca agora aí, Ivan.
Parece misturado, não, tá misturado mesmo, né? Eu na verdade tenho uma curiosidade, porque quando a gente fala de trabalhar com pessoas, isso pode ser tanta coisa, porque assim, você trabalha com pessoas hoje, não trabalha?
Ou você trabalha com robôs?
Não é? Então assim, isso teoricamente o sonho tá cumprido aí, né? Ou não?
Sim, sim, é a forma de dizer, na verdade, né? É a forma de dizer.
O que quer dizer? É que para a gente entender e poder te ajudar mais, a gente precisa entender o que quer dizer trabalhar com pessoas. O que é isso para você?
Para mim é liderar, como o Marlon Silva Domingues falou, acho que eu usei a palavra errada, é ajudar a pessoa a crescer e ajudar a empresa a crescer com essas pessoas. Eu sempre tive essa visão de que a gente precisa associar o que é bom para o funcionário, o que é bom para empresa, então para os dois crescerem, para que se cresça juntos, né? Então isso foi sempre uma preocupação que eu tive, que precisa ser bom para o funcionário e precisa ser bom para empresa. Então assim, quando na época que eu fui, que eu me considerava gestora de equipe, mas talvez eu era líder de equipe, Foi uma preocupação, era uma preocupação que eu sempre tinha, né, de que precisava tá bom para as pessoas, né. Então eu tentava fazer o ambiente de trabalho melhor possível, mas dentro do que era o que a empresa precisava, né, de fazer a união dessas coisas, essas duas coisas.
Esse é um, vamos dizer assim, é uma competência que você tem. Liderar pessoas, né? Parece claro aqui para mim. Tudo bem, em outro ramo, em outra área, mas quando a gente fala de liderar pessoas, liderar pessoas em qualquer ramo, uma pessoa pode ser capaz de liderar pessoas em qualquer ramo. Ela pode não entender absolutamente nada, nada de uma área específica, mas se ela já liderou pessoas, ela tem condições de fazer isso usando as as melhores competências e habilidades que essas pessoas têm para entregar aquilo que é necessário. Então nada é impossível. A crença de que— foi a crença até que você comentou no começo do papo— a crença de que eu não sei se eu tenho as competências para liderar pessoas aqui em TI é uma crença, né? É claro que o técnico contribui muito, né, da gente ter mais segurança daquilo que a gente tá fazendo, entender do que o time tá, onde o time tá trabalhando, faz muita diferença, claro, contribui muito. Mas isso ao longo do tempo você vai ganhando também, né? Eu acho que é importante. Semana passada a gente fez uma mentoria aqui que a gente trouxe a Letícia e a gente tava falando muito LinkedIn dela, que ela tava procurando emprego e tal.
Sim, eu assisti.
Então a gente falou para ela, né, quais são as competências que você tem? Seu LinkedIn hoje tá dizendo basicamente que eu não tenho experiência. O que que você quer que as pessoas saibam sobre você, né? Eu acho que é isso, é que é você trocar esse mindset na sua cabeça. A liderança eu sei, então eu preciso deixar claro isso para quem, para quem, para quem são os meus gestores ou líderes, enfim, para que em algum momento do tempo uma oportunidade possa surgir, se for isso. Que você quer para sua carreira. Vai, Vini!
É isso, você me deu o gancho perfeito, Ivana. A gente combinou, combinado isso aqui hoje à tarde. Ô, Cissa, tem algo que tá martelando aqui para mim, de um pouquinho do que a gente começou a falar nos bastidores antes de entrar aqui, que o seu motivo número 1, quando você falou da transição, Foi uma questão de empregabilidade, né? Você tinha acabado de perder o seu emprego, né, na área de saúde, e por uma conversa com uma pessoa você viu que o mercado de tecnologia ele tem uma alta empregabilidade.
Sim.
E lá você já trabalha, trabalhava com gestão, com essa liderança que a gente tá falando aqui agora, né? E aí acaba que o seu caminho foi: vou fazer uma faculdade, me capacitar pela empregabilidade que eu posso ter. E agora você tá nessa jornada, né, já tá estagiando, então tem um caminho, uma carreira para ser trilhada ali. O quanto que essa carreira que você tá desenhando agora, que é entrando pela parte técnica da TI, tá alinhada com o seu sonho, seus objetivos?
Então, eu acho que tudo começou com os meus objetivos. Assim, eu tinha a intenção de mudar de área. Eu não queria, eu queria trabalhar com outra coisa. Então, um dos objetivos que eu tinha era esse, eu queria trabalhar com outra coisa. Outro objetivo, assim, pensando um pouco no pessoal, eu não queria ir para outras cidades, cidades distantes, deslocamentos. Eu até vi algumas oportunidades mas em São Paulo, em Piracicaba. E aí, na época que eu, logo depois que eu fui desligada, e isso era uma coisa que eu não queria. Então eu queria alguma coisa que eu pudesse ficar perto da minha família, que eu não precisasse sair da minha casa assim, viajar longas distâncias por dia para ir para o trabalho, né, uma coisa diária de deslocamento de Campinas para São Paulo todo dia, por exemplo, de Campinas para Americana, para Piracicaba todo dia. Eu não queria isso. Então eu queria um, eu tava procurando uma nova profissão e eu queria que eu conseguisse ter uma qualidade de vida melhor, vamos dizer assim, nesses sentidos que eu falei. E eu brincar, eu já falei algumas vezes, eu brinco, né, que eu queria mudar de problema, que problema da área da saúde meu jeito por mais de 20 anos. Então eu queria alguma coisa para mudar o problema, porque a gente, problema é coisa da vida da gente, né, do trabalho da gente, a gente sempre vai ter os desafios aí. Então eu queria mudar o tipo de problema. E aí essa questão da empregabilidade da área de TI foi uma coisa realmente relevante, porque eu poderia tentar começar uma carreira, já que eu queria fazer uma coisa diferente, em qualquer outra área, Mas acho que quando eu, pelo menos, eu quero trabalhar, eu quero ter meu salário. Então é uma coisa importante. Já basta quando eu escolhi fisioterapia, que eu nunca tinha visto um fisioterapeuta na minha vida, eu nunca tinha passado por nenhum tratamento de fisioterapia, nem conheci ninguém que tinha passado. Peguei o manual do de, como é que chamava? Bom, vocês também acho que nem lembram disso, de um Manual do Estudante que era impresso na época. Foi lá, comecei a ler, as profissões, falei: essa aqui que eu vou fazer! Muito louco, né? E assim, na época nem pensei em procurar algum fisioterapeuta para conversar, para nada. Não, é isso que eu fui, me dediquei, acho que eu fui bem-sucedida na minha profissão, me considero que eu fui bem-sucedida na na minha profissão de fisioterapeuta, mas me deu realmente vontade de fazer outra coisa. Acho que pensar que a gente escolhe uma profissão com 17 anos e tem que passar a vida inteira trabalhando nessa profissão. Agora é a oportunidade. Acho que eu tava numa situação que eu podia tentar alguma coisa diferente. E aí eu falei: "Vamos lá, parada de tecnologia. Acho que no raciocínio lógico eu não tô tão ruim, porque eu passei em algumas provas de estágio." pela prova de raciocínio lógico, então...
E conversou com alguém da TI antes de tomar essa decisão?
Então, a minha enteada, a minha enteada, ela na época ela era TA da Sensídia, então com ela eu conversei bastante, então com ela eu conversei bastante assim para entender um pouco de como funciona, e assim eu fazia umas perguntas engraçadas, né, para ela, tipo assim: Ela falava para mim: "Aprende Java." Eu falei: "Tá, mas e aí? O que eu faço? Compro um curso de Java e vou fazer?" Aí ela: "Não, espera aí que eu vou perguntar para os meus amigos." Aí ela vinha e depois falava assim: "Não, não é assim não. É melhor você ter alguma base." Então assim, mas foi uma coisa mais conversada, né? Mas de qualquer forma, foi o dia a dia mesmo assim, entender um pouco mais, foi na faculdade mesmo que eu conheci, comecei a conhecer um pouco mais da área, né? E agora no estágio que fica tudo um pouco mais palpável.
E você vai se sentir suprida com essa carreira que está desenhando, Cissa?
Cara, eu tô muito feliz, isso eu posso dizer para você. Sim, eu não sinto falta da minha profissão de fisioterapeuta. Eu acho que eu fiz a faculdade, eu fiz a pós-graduação, eu fiz o MBA, então acho que assim trabalhei muito tempo. Então assim, eu acho que eu cumpri a minha missão de fisioterapeuta. Então, e assim, se eu precisar voltar, eu volto, porque assim, é uma coisa que eu acho que eu faço, eu acho não, eu sempre fiz bem. Mas realmente, eu, o meu objetivo é fazer alguma coisa diferente que não seja na área de saúde, a não ser que eu possa juntar algum dia com a tecnologia, mas também não é uma condição condição que eu coloquei. Então não é uma situação que eu coloquei: não, eu vou para tecnologia, mas eu vou precisar juntar com área da saúde. Não, se isso acontecer vai ser ótimo, porque eu vou conseguir juntar dois conhecimentos que eu tenho, mas não é uma condição para mim.
Legal. Agora deixa eu só verificar uma coisa. Bom, primeiro assim, ó, nada, nenhum conhecimento é desperdiçado, tá? A vida faz um negócio muito louco. Daqui a pouco você vai estar de repente na área de teste mesmo, testando sistemas voltados à saúde, ou que sabe, né? É, nada é desperdiçado. Mas, ó, dentro da área de TI, nessa, a gente começou falando, começamos esse papo falando sobre liderança e gestão. A área de TI é uma área extremamente gigantesca, ramificada, de inúmeras possibilidades, né? Se você vai para uma ramificação mais técnica, chega no momento que você pode se tornar um líder técnico, né, relacionado àquela tecnologia. Se você tá envolvida com teste, você pode daqui a pouco se tornar líder de teste, de repente, de uma empresa. Ou se você acha que gestão realmente é o caminho, você vai fazer gestão, gerente de tecnologia, ou, quiçá, virar se tornar alguma pessoa, algum papel relacionado à gestão de pessoas em TI. Então assim, o guarda-chuva ele é imenso, as possibilidades são imensas. E uma coisa é fato: TI está extremamente aquecido no mercado e eu acho que isso jamais vai desaquecer, né, vai cada vez ficar mais aquecido. Então assim, você tá numa área que ela é uma área aceiteira, é fato. Agora, meu ponto para você aqui é: o que que você tá buscando nessa sessão? O que que você gostaria de sair dessa sessão de mentoria? Qual é a clareza que seria bacana para você ter aqui com a gente?
Eu queria entender um pouco mais essa questão, que até eu já comecei a falar. Se eu quiser liderar pessoas, que trilha que eu tenho que seguir? Se eu quero liderar pessoas em tecnologia.
Legal, você fala trilha do que saber, de conhecimento?
Isso, isso.
Legal.
Isso, o que eu tenho que aprender? Porque assim, o Ivan falou um pouco isso, acho que foi o Ivan, não foi o Vini, de que a gente tem o conhecimento técnico da segurança para a gente fazer, ser líder, de fazer uma liderança. Então, para mim, isso é importante. Então, eu realmente acho importante a questão do conhecimento, de você ter uma base para ajudar a fazer uma liderança com mais certeza, vamos dizer assim. Se certeza é a palavra certa, não sei, mas assertividade.
Eu vou começar, antes da gente dar o peixe, aqui a gente gosta de ensinar a pescar, então antes da gente dar o peixe e falar faz isso aqui, deixa eu te fazer uma pergunta. O que que você acha que você tem de talento, que você faz muito bem, independente da área? O que que você tem de melhor assim, em termos de contribuição? Fala para gente.
Falando em pessoas, eu acho que eu sou uma pessoa muito preocupada com as pessoas assim Deixa eu tentar reformular a minha resposta. Eu me preocupo que as pessoas no ambiente de trabalho, elas estejam satisfeitas. Isso sempre foi uma preocupação que eu tive. Então, isso eu acho que é uma qualidade que eu tinha como líder. Eu não simplesmente queria metas e resultados da equipe, eu me preocupava com as pessoas. E eu acho que eu consigo também lidar com tranquilidade, conversar com tranquilidade com as pessoas, mesmo quando, mesmo que seja numa situação mais difícil. Eu acho que eu não sou uma pessoa que sou explosiva, então eu tenho uma tranquilidade para lidar com situações mais difíceis sem perder o equilíbrio, vamos dizer assim. Eu posso até estar borbulhando por dentro, mas eu assim, eu não sou uma pessoa explosiva. Então eu acho que isso é uma qualidade, porque eu acho difícil, porque eu já convivi com pessoas explosivas e não é muito fácil de você lidar no dia a dia. Então eu acho que eu sou uma pessoa que que não sou uma pessoa difícil de lidar no dia a dia, eu me considero fácil, mas na verdade a gente não é muita referência para se avaliar nesse sentido, né? Mas eu acho que eu tenho uma facilidade de lidar com as pessoas, né?
Legal.
E de que elas se sintam bem, né? Se sintam apoiadas. Eu acho que talvez uma palavra é apoiar as pessoas mesmo e ser acessível. Uma preocupação que eu tinha na época que eu era líder, era de que as pessoas precisavam ter facilidade de acesso para conversar comigo, não tivessem receio de conversar, seja lá o que fosse.
Legal.
Posso já fazer um só? São duas perguntas, mais uma eu vou pedir até ajuda de quem tá assistindo a gente. Eu tô vendo que a gente já tem aí umas 17 pessoas aí, que combina um pouquinho com Até com a minha pergunta anterior, Cissa, que você falou que quando você teve que tomar a decisão de ir para fisioterapia, você não conhecia ninguém para poder te dar uma referência do que que é esse trabalho. E na TI você teve a sua enteada, cunhada, minha enteada, que te deu algumas direções. Você conhece, ou vou pedir o pessoal aqui para dar essa dica para gente, escreve para gente aí referências de boas lideranças nessa área técnica que podem ajudar a Cecília a entender um pouquinho mais como foi a jornada dessas pessoas na liderança. Porque aí já é um para casa, a gente poderia falar um monte, tudo que a gente passou aqui, viu, Cícera? Mas acho que aqui até para você também ir lá entender como que essas pessoas são funcionais. Então, pessoal, dá uma dica aí, passa uns nomes, e depois a Cícera entra no LinkedIn, já começa a stalkear. E a minha segunda pergunta, Cícero, é mais assim: você falou dessas habilidades, né, satisfação de equipe, tranquilidade, serenidade, né, essa questão de apoiar, ser acessível, e você vai entrar na base. Então a gente vai te ajudar o que que é esse caminho para liderança, mas você vai começar na base. Como que você vai, como que você vê esse trabalho, como que você pode usar essas habilidades suas enquanto você trabalha na base para isso te levar para essa direção que você quer?
Nossa, agora você me apertou, porque eu acho que eu não entendi muito bem sua pergunta.
Vou reformular: como que você usa esses pontos fortes seus na base? Porque você tá entrando como estagiário na empresa, como QA, E quando você entrar na empresa, seja como estagiária ainda ou efetiva, você vai fazer parte de um time que vai ter outra liderança, enfim, vai ter sua cadeia de gestão para cima. Ou seja, você vai entrar como parte de um time. Então você, sua primeira entrada vai ser como parte de um time usando as suas habilidades. Sim, como que vai ser isso para você e como que você pode usar essas suas habilidades para chegar na liderança?
Vou falar um pouco da experiência que eu tive até agora, né, porque eu tô passando por isso, né. Quando eu fui entrevistada no estágio, no processo seletivo, a pergunta que me fizeram foi como é que eu ia lidar com um profissional que seria provavelmente mais jovem que eu, que iria me liderar. Para mim, isso Não tem problema nenhum, foi o que eu falei. Para mim não importa a idade das pessoas, importa a forma com que lidera, a forma com que a pessoa vai me conduzir, né? Não a idade que ela tem.
RHs, não façam essas perguntas nas entrevistas. Não façam essas perguntas nas entrevistas.
Porque a pessoa não vai ser sincera. Não, eu achei bem... Não fiquei surpresa com a pergunta, na verdade. Mas hoje, assim, a minha mentora no estágio, ela tem 27 anos, então ela é muito mais nova do que eu, só que ela tem uma vivência em TI enorme, né? Então assim, eu aprendo muito com ela. E recentemente eu tive um feedback dela, né, dentro da empresa tem o processo de feedback, eu tive o meu primeiro, né. E eu acho que as coisas que ela me falou vêm de encontro um pouco do que eu conversei. Ela fala muito da qualidade do meu trabalho, que eu— ela não se preocupa com as coisas que ela me— como se diz— me delega, porque ela tem visto que eu faço as coisas realmente bem, com qualidade. Ela já me falou algumas vezes que ela acha que eu me comunico bem, então que isso ajuda, que é uma coisa importante que ela acha que no time, porque as pessoas normalmente TI não gostam muito de conversar, né, tirando Marlon, né, Marlon? Mas que as pessoas de TI são mais reservadas, né. E que ela diz que eu tenho um jeito muito tranquilo de lidar com as pessoas, tanto com os outros colegas de estágio que eu tenho, também são novinhos, né, como com ela, com a Jael Líder, com os devs, com o resto do pessoal da equipe, que a gente acaba sempre conversando, tratando, conversando sobre os bugs, os problemas. Então eu acho que Que na base eu tô tranquila assim nessa parte de TI, que eu um pouco do que acho que a gente tinha falado assim, as habilidades que a gente aprende independente da área que a gente trabalha vai com a gente, né? Para a área que a gente tá.
Na live já teve mudança na fala, na live já teve mudança na fala, começou dizendo eu não sei se eu "Tenho as competências para ser líder." No meio do caminho se mandou. Então a gente leva com a gente as competências que a gente tá. Então beleza, já respondeu a primeira pergunta.
É por isso que era um dos meus, assim, dos objetivos que eu tenho, que eu tinha quando eu me inscrevi, foi esse. Porque vocês instigam a gente a pensar de um jeito diferente, de enxergar as coisas de um jeito diferente. Isso é muito legal, muito legal.
Ó, eu tô, vou puxar aqui agora um negócio que eu vou dizer para você. O Marlon tá com delay aí, eu vou deixar, pode falar aqui. Mas é que eu acho assim, ó, eu acho que o primeiro passo que as pessoas têm quando vão fazer transição de carreira é justamente, é justamente o passo mais difícil. É quando você decide que não quero mais aquilo, eu quero um negócio novo. Eu ainda não sei se esse negócio novo que tá na minha cabeça agora é o negócio certo, mas para eu saber eu tenho que me jogar e fazer. E é muito difícil alguém conseguir algo que você conseguiu. Então eu queria primeiro te parabenizar pela coragem de fazer o que você fez. Tipo assim, cara, vou largar uma carreira de 20 anos, vou largar um negócio de 20 anos e eu vou mudar completamente de carreira para um negócio que talvez me brilha os olhos. Eu não tenho nem certeza se são brilhos nos olhos. Então eu acho que o mais difícil você já fez, tá? Porque eu levei 4 anos para tomar essa decisão. Você, cara, você foi desligada de uma empresa, de uma grande empresa, de um perfil extremamente importante para área de saúde, e 4 meses, 5 meses depois você tava fazendo uma faculdade nova numa área que você não conhece. Então essa coisa é mais difícil. Então o primeiro passo para mim já foi dado, ele é uma realidade. E outra, você já conseguiu um estágio nessa área. Então você tá começando a carreira nessa área, nesta área sim, mas você tem muita experiência que as outras pessoas já perceberam que você tem. Isso vai com certeza ser útil para você, você vai usar isso em algum momento. Uma outra coisa que eu queria falar É que você falou de um agile leader aí. Você tá no Venturus hoje, né? Legal. Eu trabalhei muito tempo no Venturus, trabalhei por 7 anos no Venturus, foi um tempo antes de eu vir para a CIT. E eu acho que o Venturus deu passos importantes na questão de agilidade. E agile leadership, na realidade, nada mais é do que você entender como que esse mundo ágil funciona. Então você pediu dica, pô, como é que eu, que que eu tenho que aprender? Com certeza ágil. E aí a gente pode dar um milhão de dicas, esses cara aí tem uns livros bom para caramba, mas tem um treinamento que o Marlon é o cara que criou o treinamento, que chama-se Lean Leadership. Esse treinamento tá disponível por aí, né, Marlon, na internet. Pela Fundação Bradesco. Ele é gratuito. Aí fica a dica para um monte de gente que tá aí na live com a gente agora.
É sensacional.
Coloca o link aí, Marlon, para galera ver. Esse aí é um que pode contribuir muito. Você vai entender um pouquinho de lean. E lean tem a ver com enxuto, né? E o enxuto, na realidade, ele tem muito a ver com agilidade. Quanto mais enxuto for, teoricamente, mais ágil é. Tá, então se tem um treinamento em liderança ágil que você pode fazer, é esse. Ele é gratuito, você faz, você vai adorar. Dica para todo mundo que tá assistindo a gente aqui, tá? Vamos dar também, também queria te dizer o seguinte, ó, eu acho que o tempo vai te dizer que caminho você pode seguir, né? Parece óbvio às vezes a liderança porque você já foi líder antes em outro contexto. Mas eu acho que a própria vivência aí no dia a dia, né, com as pessoas. Hoje você tá atuando como estagiário em teste, daqui a pouco você tá craque em teste, daqui a pouco você pode ser uma líder de testes, daqui a pouco você pode, você pode ter infinitos caminhos, né. Então acho que o mais importante é você entender, o primeiro passo está dado, E ele é o mais difícil de dar. O resto é muita consequência do seu esforço, da sua dedicação, do que você quer estudar e assim por diante, tá? Eu queria já dizer isso aqui desde já para eu não esquecer, porque às vezes a gente fica com aquela assim: ah, mas tá tão difícil as coisas. Difícil foi o que você fez lá atrás, agora tá fácil, né?
Difícil é o que você já viveu ali atrás, faz pouco tempo inclusive.
É, dá o primeiro passo.
Marlon Silva, deixa eu te falar um pouco do que eu segui na minha transição, ou até mesmo, eu fiz duas transições na minha carreira. Acho que a primeira transição foi querer, não querer mais trabalhar com programação e querer me dedicar à liderança. Acho que essa foi uma primeira transição. E a segunda transição foi sair da operação de TI para RH. Na empresa. Então, duas transições. E aí tem coisas em comum que eu consigo, que eu usei e eu uso, continuo usando até hoje, replicando o modelo. É o modelo que acho que funciona. A primeira coisa que para mim, assim, eu sempre vou dizer isso para todo mundo, porque é a diferença que faz a diferença, é ter o autoconhecimento extremamente aguçado em você. Por que que isso é muito importante? Porque você saber dizer para as empresas o que é que você tem de melhor ajuda as empresas, empresas boas, a traçarem um caminho para você naquilo que faz sentido para os teus talentos. Então, se a Círcula me contando aqui que ela tem um talento, que ela tem a cautela, paciência, o care com as pessoas, eu não vou colocar ela no cenário onde isso não seja possível. Essa é uma inteligência que as empresas têm que saber. Então, empresas que estão assistindo, por favor, se atentem a isso. Olhem para os talentos das pessoas. Então você precisa saber disso para você poder trucar as empresas em relação a isso. Então autoconhecimento é extremamente importante para você saber o teu caminho, para você saber os teus limites, e também você impor respeito. Os seus valores, a clareza dos teus valores fazem você demonstrar respeito e você colocar o respeito no ambiente que você está. Isso é muito importante. Então autoconhecimento Primeiro pilar. Segundo pilar, uma coisa que eu fiz muito e faço ainda é modelar pessoas que já estão lá. Então assim, aonde eu quero ir? Eu quero chegar numa posição executiva. O que é que um executivo faz? Como é que ele se comporta? Qual é o mindset dele? Então esse segundo ponto para mim que eu observo muito, mas muito mesmo. E o terceiro ponto é: tenha uma rota ou tenha um modelo a seguir. Um modelo o quê? Um modelo de como fazer, né? E o Ivan falou ali do curso de liderança Lean. Para mim, esse é um modelo simples de liderança, por isso que a gente usa tanto ele, porque ele tem 4 pilares, né, que é o autoconhecimento, que é ajudar pessoas a se desenvolverem, melhoria contínua e metas. Então assim, eu me conheço, eu consigo ver o que as pessoas que que eu admiro, que estão nesse lugar, que eu quero estar, fazem, e eu possuo esse mapa, o meu caminho é certo. Aí eu preciso só de um ingrediente, que é o ingrediente que as pessoas muitas vezes trilham, que é prática, erro, repetição, prática, erro, repetição, prática e repetição. É assim, se eu for para você, a receita, a receita é, na minha, a minha receita, minha receita que o Marlon utilizou e utiliza é essa. Mas eu coloco, eu trago sempre essa provocação do autoconhecimento, né, forte. Ele é a porta de entrada para jornada. E aí, uma pequena ajuste na tua linguagem: quando você fala, ah, eu sou muito preocupada com as pessoas, tenta mudar um pouco a palavra, eu sou muito preocupada, porque uma líder preocupada é uma líder controladora, é uma líder que vai ficar ali em cima. Então, essa preocupação de repente eu tenho uma atenção diferenciada, eu tenho uma cautela para as pessoas. Acho que verbo, porque a verbalização, a nossa linguagem reflete nosso mindset. Então se eu sou uma pessoa preocupada com pessoas, eu posso transparecer medo para as pessoas em algum momento, né? Então só esse toque desse ajuste na tua linguagem na hora de você contar os teus talentos, porque eu saquei o que tá por trás disso, né? Eu não quero muito muito forte, cuidado com o ser humano. Não é à toa que você tava na área de saúde. E isso é assim, hoje em dia isso é ouro no mundo de TI, né? Hoje isso é ouro, é verdade, né? A maior preocupação hoje das empresas, que que é? Saúde mental, segurança emocional. É isso que tá em pauta, né, na mesa dos grandes diretores. Então ter pessoas que conhecem disso, isso é uma coisa que você conhece, Isso também é um ponto de diferença. Por isso que eu falo, nenhum conhecimento desperdiçado. Verbaliza isso. A tua história é um baita de um poço de conhecimento.
Sabe como que eu até junto isso aí, Marlon Silva Domingues? Aí, para si, talvez seja um caminho legal. A gente cunhou um modelo que a gente chamou de career hacking, hack de carreira, tá? E isso que o Marlon falou de autoconhecimento, rota e modelagem— a modelagem não, acho que modelagem é algo que o Marlon adicionou aqui, que é incrível o que a gente tá falando, né? Agora para pensar, né? Acho que consolidando muito o que a gente vem falando aqui: existe um eu aqui que é a Cissa, que tem uma série de competências, que tem a sua história, que não dá para ser ignorada. Você tem uma vivência profissional que te agregou uma série de habilidades, forças e talentos. Então, o que a gente tá falando aqui, e isso contribui para quem você é hoje. Então, a Cissa não é só uma estagiária, é uma estagiária composta de outros talentos que já foram agregados ao longo do tempo. Então, com isso, tem o que você é. Existe um outro lado, que é a necessidade das empresas. Hoje você tá num lugar em que você tem uma função. As pessoas esperam alguma coisa do seu trabalho nessa função. Então, uma das coisas muito importantes são: elas esperam que você responda por esse trabalho. Então, quer queira quer não, você tem sua rota, você já sabe seu objetivo, você tem sua rota traçada. Agora, isso vai acontecer desde que você verbalize, outro ponto que o Marlon Silva Domingues falou aqui, que esse é o seu objetivo, mas parte da sua rota vai ser fazer muito bem o que você faz hoje. Então, nessa trajetória, tem essa parte que é muito importante, que é as expectativas em cima do seu trabalho. Então, se você hoje é uma QA, as pessoas esperam que você responda como QA, não adianta você ir lá e querer exercer todas as habilidades de liderança que você tem "Porque senão vai dar pau também." Então nessa hora é fazer muito bem o que você faz, mas ambicionar e demonstrar que eu vou usar as minhas habilidades para me levar para lá. Então na hora que você juntar essas perspectivas e expectativas das outras pessoas, o feedback, igual você falou, você tá numa cultura que favorece o feedback para sua melhoria contínua, e isso vai culminar com esse plano no meio do caminho, que é o encontro do eu e do outro. Onde tem o nosso, que é o seu objetivo, com o plano para poder chegar lá. Então consolida muito essa visão da rota. Então, para mim, é algo que se a gente conseguir pegar e falar: "Beleza, se você tem alguma coisa para fazer, cara, tem esses elementos da perspectiva, da verbalização, do autoconhecimento." Então acho que consolida isso tudo e faz muito bem seu trabalho, você colher o resultado lá na frente. Tá no caminho muito legal, porque assim, cara, acho que o Ivan também foi mágico na hora que falou: o que você tinha que fazer mais difícil já foi feito, e você tá com uma clareza. Então agora, ó, contigo.
O caminho já tá trilhado, na realidade. Acho que é só uma questão de ajustes de rota mesmo. Mesmo. Mas eu acho que eu falei isso porque eu fiquei pensando aqui, pô, eu levei um tempão para fazer, o Marlon levou um tempão para fazer, o Vini também, para ter coragem de fazer isso. E a gente fez isso dentro da mesma, teoricamente, dentro da mesma área. Então é um negócio que se fala, cara, isso que você fez é muito mais complexo do que você fez, muito mais difícil. É, o Marlon falou, quando você falou de preocupação, eu me lembrei aqui de uma palavra que eu acho que talvez diga bastante, que talvez você possa usar, que é a questão do carinho pela pessoa, né? Eu tenho um carinho por gente, tem um carinho por isso. Eu acho que isso é uma palavra mais, mais potente do que a preocupação. E preocupação no líder é preocupante, porque o que acontece é que quando você Quando você se preocupa, você fica com tanta coisa na cabeça e você demonstra isso para as pessoas que estão embaixo, e elas percebem que você tá a mil por hora porque você tá o tempo todo preocupada com alguma coisa. E aí fica difícil de pensar estrategicamente, de pensar na linha de frente, como é que as coisas vão acontecer, assim por diante, né? Então acho que o uma palavra mais positiva.
Realmente, acho que preocupação não cai bem, e às vezes a palavra certa não vem, né? Mas eu acho que a palavra seria atenção mesmo. Eu sempre atento às pessoas. Eu acho que não é só, não é preocupada, né? Atenta, realmente. Mas legal.
Eu arrisco dizer, eu arrisco dizer, eu arrisco dizer que você tem uma força em você que chama bondade. E eu tô pensando aqui nas forças de caráter do ser humano, né? Nós temos 24 forças. Você já fez esse teste das forças de caráter, Cissa?
Não, fiz não.
Não, link na descrição.
É um exercício lindo para você fazer, porque as forças de caráter, além de trazer à tona o que é que você tem de melhor, ela é uma linguagem universal para falar sobre o que o ser humano tem de bom. É um assessment que ele traz à tona só o que são forças, não tem fraqueza ali dentro. Então nós temos 24 forças, cada ser humano tem a sua hierarquia, um difere do outro, e as 5 primeiras forças representa a tua essência. E aí quando eu te escuto falando daqui, você falando da preocupação, eu traduzo pela palavra que tem lá, que é bondade. Eu acho que essa bondade é o que você tem, esse olhar bondoso para o ser humano. Então eu vou até compartilhar daqui a pouco, compartilhar a tela aqui para vocês verem. A galera também que tá assistindo, que quiser fazer, esse é um assessment assim ouro para você entender um pouco mais inclusive do que você tem de melhor. Nossas forças são os nossos combustíveis, aquilo que a gente consegue transformar em comportamento poderoso. Então assim, se eu tiver clareza do que é a minha força, eu tenho mais condição inclusive de ter visão ou mais clareza do meu caminho mesmo, né? Por exemplo, eu sei que eu tenho uma força, eu, Marlon, tenho uma força que é a vitalidade, energia. Então não me põe no lugar que eu vou ter que ficar quieto, não me põe no lugar silencioso que vai— e é exatamente por isso que o Marlon não conseguia ser um programador. Você imagina eu, energia, e aí tô lá, ponto e vírgula, compilador, Java, 'Ah não, cara, deixa eu pensar.' Cara, eu queria morrer, eu queria surtar. Aí eu levantava, cutucava as pessoas, as pessoas falavam: 'Cara, deixa o programa quieto.' Falar: 'Cara, tem alguma coisa errada comigo.' Mas se eu tivesse compreendido isso antes, eu teria muito mais, talvez acelerado mais a minha carreira ainda. E aí, só fazendo um parênteses do quão é legal isso, eu tive uma passagem na faculdade, assim, eu me formei, aí teve uma matéria que eu me formei com excelência, banco de dados. Aí eu fui chamado pelo presidente de uma empresa para trabalhar banco de dados, entrei na empresa, fiquei 2 meses, fui mandado embora. Mandado embora por baixa performance e porque eu tava falando que eu tava nem aí pra paçoca. E não tava mesmo, que eu não conseguia performar no lugar que exigia. Era assim, era 50 pessoas, todo mundo quietinho no computador, e eu falava: meu Deus do céu, tem que ter vida nisso aqui. E aí eu fiquei muito mal por ser mandado embora, porque eu falava: "Cara, eu tô errado, eu tô quebrado, eu sou estranho, como assim, né?" E hoje eu entendo perfeitamente que é uma questão da tua biologia, né? O que a tua biologia conta. Então, quando você fala da bondade, isso é algo que tem que ser contado pros quatro cantos do mundo. Essas qualidades têm que vir à tona, é muito importante as pessoas saberem.
Ah, muito legal! Eu acho que uma coisa que me falta é esse tipo de clareza. É difícil eu dizer: ai, quais qualidades eu tenho? Quais são meus pontos fortes no dia a dia? Não sei se as pessoas se perguntam isso, mas eu acabo não me perguntando. E acho muito legal esse despertar que vocês estão fazendo comigo e com as outras pessoas que eu assisti nas lives de vocês. Autoconhecimento, verdade, muito legal.
Você sabe que tem um negócio muito famoso no mundo da psicologia que é a tal da síndrome do impostor, né? Não sei se você já ouviu falar, ou se não ouviu, a gente aproveita e passa aqui também. Marlon vai colocar na tela da Atena, por favor. Eu vou jogar aqui o link para você ver. Tem um TED Talk de um rapaz que eu achei sensacional nesse sentido e que vale muito a pena. Vou compartilhar com a galera aqui, ó, esse aqui, esse link gigante aí. Mas é muito bom, é muito bom mesmo, de verdade, que eu já assisti, que fala basicamente disso, né, do quanto a gente às vezes fica criando coisas na nossa mente para para fugir de tomar uma decisão que de fato faz sentido, né? E esse rapaz chama Mike Cannon Brooks, é o nome dele, lá no TED, lá na Austrália, em Sydney. Ele falou como é que você pode usar a síndrome do impostor a seu favor. E quem tiver por aí, tiver a fim de ver, fique à vontade, que vale a pena também, é um negócio bem bacana, tá? Também tem a ver com o que a gente tá falando aqui, porque às vezes a gente fica assim nessa história do, do, ah, não sei se é isso que eu quero. Porra, velho, pera aí, você já tomou uma decisão tão legal, bora, continua, né? Vai, vai, segue. Se lá na frente você descobrir que você tomou o caminho errado, isso vai servir para alguma coisa também. Tudo é aprendizado. Tudo é feedback. Esse negócio da gente ficar procrastinando para fazer as coisas, na verdade, faz com que a gente simplesmente perca tempo.
Não faça, né?
Faz o negócio e vê lá na frente. Você deu com a cara no muro, para e analisa. Pode ficar triste, fica triste primeiro, chora as petecas, mágoa toda, beleza, não tem problema. Mas dá com a cara no muro, para e pensa: o que que eu aprendi com isso aqui? Eu aprendi o quê aqui? O que que eu faria diferente se eu tivesse Para você entender o que eu tô falando, eu tive a oportunidade de sair do Venturus 2007. Eu fui montar 3 negócios próprios, os 3 deram na água. Fiquei 3 anos fora do mercado de tecnologia, os 3 negócios deram na água, eu perdi tudo. Mas pensa assim, ó, você tem uma conta de R$95 para pagar amanhã, Se olhar na sua conta, não tem um real para você pagar essa conta. Se não fosse minha esposa, graças a Deus, que é professora de inglês, manda muito bem, eu tava lascado, não teria dinheiro para pagar a conta de luz no dia seguinte. Então eu, e aí eu fiquei pensando assim, tá bom, cara, eu fiquei mal para caramba, eu fiquei muito mal. E não, no momento da tristeza você fica lá pensando assim, cara, Eu acho que eu— que merda que eu fiz lá atrás, não era esse o caminho. Pô, pensei errado, não era isso que eu tinha que pensar naquela hora. Eu tinha que pensar naquela hora assim: o que que eu aprendi com esse negócio? Então, você me perguntar hoje o que que eu faria diferente, eu faria 1 milhão de coisas diferentes, porque eu parei para pensar em relação ao que que eu deveria ter feito diferente e o que eu vou fazer da próxima vez, porque eu não acho que acabou aí. Como Marlon disse no começo desse papo aqui, a gente nunca sabe quando a gente vai usar aquilo que a gente aprendeu no passado, né? Quando comecei minha carreira há 20 e tantos anos atrás, lá no IASEG, dentro de uma salinha pequenininha, arrumando computadores para ajudar os alunos a estudarem inglês, eu não tinha a menor ideia, a menor ideia do que aquilo faria para mim depois. Eu tive oportunidade de trabalhar numa escola que tinha 37 professoras e 2 homens, eu e mais um amigo, trabalhando no centro de recursos. E eu falava: gente do céu, como é difícil, porque as mulheres pensam muito diferente da gente, e a gente às vezes tem dificuldade no trato. E como é que as coisas— meu, eu aprendi tanto. Hoje eu e Vinícius trabalhamos com 51 pessoas. Das 51, acho que 4 ou 5 são homens, o resto é tudo mulher. Você fala, serviu. Olha só como a gente vive determinadas coisas que nos contribuem, né, a ser melhor depois. Então eu acho que se der com a cara no muro, você vai aprender com isso, vai fazer diferente da próxima. E aí você fala assim, ah não, mas eu, não, mas eu já tô muito velha para isso, eu não quero isso, não Não, cara, ninguém é velho para nada, ninguém é velho para nada. Eu fui ser pai pela segunda vez aos 43 anos de idade. Ah, tá ruim? Não, tá bom para caramba. Tô cansado? Tô cansado, mas ué, qual o problema, né? É uma delícia que eu tô vivendo, né? Então assim, eu acho que a gente mais difícil já foi mesmo.
Cissa, Cissa, estamos chegando no final do nosso papo aqui.
Eu sou muito rápida.
Se pudesse, a gente ficava aqui eternamente. Agora, acho que é importante você fazer para a gente. O que que você tá saindo dessa mentoria agora? O que que você vai fazer? O que que tá levando na sua segunda-feira?
Bom, é uma coisa que eu preciso pensar um pouco mais no tipo de palavra que eu uso, porque o significado pode dar a entender coisas diferentes, que foi o que o Marlon falou, que ele entendeu o que eu quis dizer, né, mas nem todo mundo vai entender. Que eu preciso continuar nessa minha base que eu tô fazendo, que é importante. Então, que eu preciso ter foco no que eu quero, mas eu não posso querer dar um salto. Eu preciso continuar trilhando, que é o que eu tô fazendo, né? Eu acho que eu tô dando um passo de cada vez. Então acho que eu preciso continuar dando esses passos. Eu vou ver o Liderança Lean que vocês falaram, que até o Marlon já tinha me mandado no e-mail, mas não deu tempo, foi rapidinho que vocês me chamaram, né? Não deu tempo. Nossa, muita coisa assim. O papo de vocês realmente é muito legal de pensar diferente, né, de tentar não limitar os pensamentos. E que eu preciso continuar aí na minha batalha. Acho que não tem um pozinho mágico, né, que defina, olha, o que mostra, olha, o que tem que ser seguido é isso. Mas foi muito, muito bom falar com vocês. Então assim, para segunda-feira eu vou fazer o curso da Liderança Lean. Acho que nem segunda, vou aproveitar o feriado.
Muito bom, muito bom. Quem quer faz, quem não quer dá desculpa. É isso mesmo. E para fechar, Eu queria te recomendar um livro, não sei se você gosta de ler. Esse livro aqui, ele vale muito a pena, tá? Ó, é o próximo passo, é a sequência. Se você gostou desse, faz sentido, vai para esse.
Não, chegou hoje, não li ainda.
Ah, não leu ainda?
Então, então Não, começa com esse aí.
Aliás, a tua história é esse livro, A Coragem de Ser Imperfeito.
É isso aí, vale a dica para quem tá assistindo.
O pessoal falou, tem Netflix também, tem Netflix, ela fala sobre como ela criou esse livro aí.
Cultured Courage, super legal. Cissa, querida, obrigado, obrigado pela presença, pela disponibilidade, pela coragem de estar aqui mostrando todas as suas facetas, imperfeições, os talentos, né? E essa coragem de recomeçar, que é lindo. Então obrigado, obrigado de coração mesmo.
Eu que agradeço vocês três, é o que vocês estão fazendo é muito legal assim. Ajuda muito. Eu aprendi na minha live, mas eu aprendi nas outras lives que eu assisti de vocês também, várias coisas. E assim, cara, vocês estão muito de parabéns, porque o que vocês estão fazendo é espetacular, espetacular mesmo.
E vou continuar os amigos aí para seguir a gente.
Pode deixar, eu mandei para um monte de gente, mas eu não sei quem entrou, né? Vou divulgar assim porque o trabalho de vocês é espetacular e agradeço muito mesmo, fiquei muito feliz. Um dos meus desafios foi me expor porque assim eu sou bem reservada, é a primeira vez que eu participo de uma live e vocês foram ótimos, assim, me deixaram super à vontade, foi muito legal.
Ó, tem uma palavrinha a mais que deve ser uma força de caráter animal sua que é coragem. Viu? Guarda isso aí porque é muito importante.
Você é muito legal, muito legal. Show de bola, valeu!
Semana que vem tem mais, hein? Quarta-feira, 21 horas, a gente tá aqui de novo com mais alguém, com mais uma mentoria de RH. Muito obrigado, valeu demais, Marlon! Beijo, Cecília, muito obrigado! Vini, beijo, meu amor!
Valeu, valeu, valeu, de verdade!
Valeu, tchau, tchau!









