Mentoria de RH

Marlon Silva Domingues and mentors Ivan and Vini work with Mônica Alejandra, an Argentine immigrant in Brazil, to pivot from tourism back to radiology. She faces age bias and credential gaps, but has bilingual skills and customer-service experience. They set a 20-day challenge with weekly check-ins to rebuild her LinkedIn, CV, and confidence.
Chapters
Transmissão iniciada. Sejam todos bem-vindos, seja bem-vinda, Mônica, Ivan, Vini. Boa noite!
Olá, boa noite! Junto, né?
Eu lembrei da época do Boteco Terapêutico.
Um falava, o outro falava em cima.
Muito bom!
Não melhorou nada, né? Continua a mesma coisa.
A gente não aprende, a gente não aprendeu nada.
Eu não sei, a gente tá aqui para ensinar as pessoas, ajudar as pessoas a evoluírem, a gente não evolui. Que desgraça é essa?
Muito bom! E hoje a gente tem uma convidada especial, né, gente? Temos a Mônica conosco, Mônica Alejandra.
É meus dois nomes, né? Não é o sobrenome. O sobrenome geralmente eu não utilizo porque fica assim um pouco difícil para a pessoa soletrar. Então, e o sobrenome eu não gosto muito, então não tô usando, pelo menos na rede, no LinkedIn, eu decidi não usar ele. Mas é meio engraçado, né? Na verdade, vocês já deram conta por meu sotaque. Que eu não sou brasileira, né?
Então conta para gente de onde você é e quanto tempo você tá aqui no Brasil.
Eu sou da mesma terra do Messi.
Excelente, excelente!
Isso aí, pena dos políticos que ele tem, né? A gente vive em um ótimo país, só que é, né, estamos na mesma, na mesma sintonia, infelizmente. Infelizmente.
E o que que aconteceu?
9 anos que eu moro aqui.
9 anos, que legal!
Ah, mas é pouco tempo, pouco tempo.
Você veio por quê, moento? Por que que você decidiu morar no Brasil?
Porque a situação lá, quando eu me mudei aqui no Brasil, em 2012, já tava sendo bem difícil. As pessoas já tavam sendo tiradas do trabalho fixo, trabalhando só, sim, por empregos temporários, a comissão. Eu sou casada e tenho um filho. Então, naquela época, o filho era bebê, mas meu esposo tinha deixado de trabalhar recentemente com trabalho fixo. E eu também. Então eu sou formada na área da saúde, mas aqui no Brasil eu sempre trabalhei na área do turismo, né, porque é o que o argentino mais tem chance de um trabalho, é sempre na área do turismo. Infelizmente, né, porque mesmo que a pessoa tenha capacidade para outras coisas, geralmente o imigrante que chega é procurado para essa área. Eu vejo um pouco ruim porque a gente traz uma experiência anterior, uma bagagem, né? Mas assim, não é tomado em conta às vezes, muitas vezes devo dizer, né? Que essa experiência que a gente tem anterior, mesmo que seja de fora, não é valorada, né? Hoje eu me vejo com essa dificuldade. Eu sou formada na área da saúde, sou radiologista. Me formei na Universidade Nacional de Córdoba, na província de Córdoba, né? Não sou de Buenos Aires. Então, eu sei que eu poderia me focar em outra área que não seja o turismo, mas é isso a dificuldade que eu vejo hoje, no meu caso, de querer trabalhar em outras coisas No só pela idade, também influi muito, né, porque eu me sinto invisibilizada aos meus 45 anos, né. Não pelo fato de ser mulher ou ter filho, porque ele já tem 11 anos, não é bebê, ele não depende exclusivamente de mim, então eu posso trabalhar sem problema de horário, nem não estou pendente de de que se a mamadeira, que se a enfermidade, que isso, que outro, não. Mas assim, eu me sinto deixada de lado pelo fator da idade, de ser imigrante e não poder ter uma retenção laboral em outro âmbito que não seja o turismo. Porque acho que 9 anos trabalhando na área da saúde Não é para desperdiçar isso, essa experiência que a gente traz. Porque não quer dizer que a pessoa aprendeu, que a pessoa se formou em outro país, que não vai ter a capacidade de fazer a mesma função, ter o mesmo desenvolvimento bom tanto fora como no outro país. No caso, seria aqui no Brasil. Eu acho injusto isso, as pessoas não visibilizarem isso. Então, já não sei, 100, 200 currículos que tenho enviado explicando minha capacidade, que mesmo não sendo formada aqui no Brasil, eu sei que sou capaz. Mas também que tá, a pessoa pode ver que tem capacidade, mas tem uma questão da idade, tem a questão da pessoa Pensar que porque eu não sou nativa daqui, eu não falo, eu não escrevo, eu não entendo. São preconceitos, né? Eu tô vendo muito isso agora na pandemia. Claro, antigamente, antigamente entre aspas, né, antes dessa pandemia eu tinha trabalho, tempo por temporada, mas Sempre me mantive ativa na área do turismo. Eu trabalhei em Búzios e no ano 2015 vim morar aqui em Santa Catarina, em Florianópolis, que é onde estou agora. Mas assim, fora da pandemia eu não tinha esse inconveniente de me sentir fora do sistema laboral. Sim, trabalho por temporada, são 4, 5 meses, 3 meses. Cheguei a trabalhar quase um ano também. Em Búzios também trabalhei mais de um ano, quase 2 anos, num emprego fixo. E recém-chegada em Búzios. Cheguei em Búzios no ano 2012 e já em 2014 até 2015 eu permaneci na mesma função um ano. Então, e era recém-chegada. Que a gente, quando começa a trabalhar num local que não conhece, com pessoas que não conhece, é mais difícil. Mas agora que já passaram certa quantidade de tempo, eu tô mais invisibilizada e me sinto mais fora do mercado laboral que faz uns anos atrás. E não é que era tão nova, né? Então assim, eu vejo que isso tem se acrescentado na pandemia. A pandemia se acrescentou muito essa diferença entre a mulher, a idade, ou se é preto, se é branco, se tem experiência, se não. A gente não tava vendo isso antes da pandemia, porque não é agora que eu tô vendo. Faz pouco tempo que estou no LinkedIn, mas eu leio, escuto, tô sempre na par do que acontece no mundo, no Brasil, tudo, né? Então assim, eu vejo que se tornou um impedimento a inserção laboral das pessoas. Não só por mim, tudo que a gente lê, tudo que a gente vê nos comentários, os milhões de desempregados que temos aqui no Brasil. Nem falar da Argentina, né? Mas focando aqui no Brasil, eu tenho visto muita diferença entre a classe social, entre aquele sempre empregado, a mulher, se é nova, se é certa idade, se tem experiência, se é branca, se é preta, se é índia. Por que essa situação? Por que essa diferença tão grande agora, né? E isso que eu vejo que vão passar 4, 5, 6 meses, um ano, e se continuar essa pandemia, essa mesma situação vai continuar ainda.
Não nos tá vendo, não nos tá vendo. Eu acho que eu tenho um comentário em cima disso que você tá falando, que é o seguinte: o Brasil nesse momento vive uma das piores crises de trabalho que a gente já teve por conta da pandemia. Então qualquer coisa que aconteça Hoje é motivo para ter gente desempregada. Então a gente tem muita gente desempregada hoje no país, e essas diferenças, elas, é como você falou, né, elas sobressaem muito mais rapidamente, né. Aparecem coisas que antes você não via acontecer porque tinha muito mais gente empregada e muito menos gente procurando emprego. Então eu imagino que seja bastante desagradável você estar no país como imigrante. Eu tive oportunidade, não como imigrante, eu tive oportunidade de morar fora e sinto bastante o que você está comentando. E a gente tá aqui praticamente colado, né? A gente tá coladinho, Argentina, Brasil. A gente se conhece há quanto tempo? A gente fala tanto de futebol, é o que mais nos conecta ou nos desconecta, muito provavelmente. Mas é uma coisa louca. Eu acho que a pandemia realmente fez toda a diferença na das pessoas, especialmente de imigrantes, porque realmente parece que nessa hora o país, sem perceber, ele se fecha e ele começa a priorizar quem é brasileiro primeiro, para depois pensar no imigrante. Eu imagino que isso realmente seja bastante dolorido, seja difícil de conviver, mas eu tô aqui para dizer para você que há esperança. Sim, imagino. Mas eu vi que você se inscreveu nesse 2020.
Eu vejo, Ivan, que é agora nessa pandemia eu visualizei isso, não estava acontecendo tanto assim. Claro que a pandemia afetou muito na área turística, então isso indiretamente afetou quem trabalha com o turismo, porque eu desde que estou aqui no Brasil sempre foi na área turística. Então, e sinto refletido isso muito aqui no sul, no Santa Catarina especificamente. Eu não sentia essa rejeição, esse rechaço, essa coisa de: "Ah, não vou falar com ela porque é estrangeira", sei lá, um monte de coisa que a pessoa pensa, né? Mas Já trabalhei em búzios com diferentes tipos de pessoas e não me encontrei assim com aquele murro que você dá contra a parede e se puxa. Não, é 2020, especificamente 2021, tô sentindo isso.
E Mônica?
Até no último emprego que eu tive, né? Mas o meu problema agora não é somente uma questão de ser imigrante. É uma questão da idade, que hoje eu não me sinto útil. Ou seja, eu sou útil, mas eu não me sinto atualmente útil para uma reinserção laboral.
Isso é legal, isso é legal. O Ivan já tá bem próximo de você aí nessa parte da idade também, tá? E aí, Ivan?
É verdade, eu não digo para você que seja fácil. Eu não tô procurando emprego, estou empregado, bem empregado, graças a Deus. Mas eu digo que eu entendo o que você sente.
Eu vou aproveitar para fazer uma perguntinha aqui de contexto ainda, tá, Mônica?
Deu.
Vou aproveitar e vou só fazer uma perguntinha de contexto para você ainda, tá, Mônica? Bem focado em dois pontinhos que você falou para mim aqui, do, da sua vida enquanto você estava na Argentina, na área de saúde, e por uma questão até de mercado, de mercado de trabalho, você veio para o Brasil para atuar no turismo, né? Se você tivesse falado do seu desejo seria sim na área da saúde, e se sim, eu queria ter mais uma visão de contexto, que é se existe uma equivalência da sua formação que você fez na Argentina com a que você tem no Brasil hoje.
Vamos por partes. Seria meu desejo, na verdade, é na área da saúde. A inserção que eu procuro hoje fundamentalmente, principal, seria na área da saúde, sim. Porque eu me formei como técnica em radiologia. Lá é uma licenciatura de 4 anos. Mas o equivalente aqui é isso, tá? Então eu não tive possibilidade de fazer, de exercer minha função lá, né, como profissional na Argentina por diferentes questões pessoais e familiares naquela época. Estamos falando do ano 2000, faz lá muito tempo. Mas meu objetivo hoje Seria esse, na área da saúde, né? Porque eu trabalhei aproximadamente 9 anos como recepcionista, que seria aqui recepcionista, mas lá é secretária médica ou secretária administrativa na saúde. Eu passei por clínicas, por hospitais, por centro de emergência, e fundamentalmente por minha formação em centros de imagem. Como sou formada nessa área, meu trabalho sempre foi lá fundamentalmente como secretária em centros de imagem. Então, isso é minha praia, né, como a gente fala. Não é que na área de turismo eu não tenho interesse, sim, mas isso da pandemia acrescentou muito mais a empregabilidade na área da saúde. Né, então tem vagas, tem poucas aqui, tô vendo em Santa Catarina, poucas, mais ainda, mais difícil ainda aqui em Florianópolis. Mas se eu tivesse que escolher hoje, eu vou escolher na área saúde porque não está sujeito ao fluxo do turismo. Não está sujeito a uma pandemia. Pessoas na área da saúde sempre faz falta, agora nesse momento ainda mais, né? Então não é que cansei do turismo, eu acho um nicho, né, muito bom, né, um mercado bom na área da saúde. E é o que eu gosto, porque minha base é essa, né? Então respondendo o Vini, Sim, meu foco hoje é isso.
Legal, legal.
Marlon Silva Domingues, você quer fazer uma pergunta? Senão eu já tenho outra aqui.
Quero, quero, queria pontuar algumas coisas que eu tava observando na linguagem da Mônica e tentando observar também o modelo de mundo dela, né, o mindset dela. Assim, primeiro, Mônica, é super legal E eu acho que você tem uma coragem imensa de estar aqui, né, expondo e buscando aquilo que faz seu coração bater. Isso é muito legal. Inclusive aqui na live, não sei se está aqui ainda, mas está a Maria Cecília, que foi a pessoa que estava semana passada aqui. Ela saiu da área de saúde, tá na área de TI, ela fez essa migração. E se eu não me engano, ela é inclusive mais velha que você, ela tá atuando como estagiária hoje numa empresa de TI. Ela era fisioterapeuta de uma grande empresa no Brasil de saúde, plano de saúde, e saiu, deixou e hoje está como estagiário. A Tavia, ó, eu, acabou de responder ali. E tá hoje estagiando na DTI. Então assim, essas transições elas acontecem a todo tempo, né? A gente que trabalha com RH, a gente vê isso o tempo inteiro acontecendo. Pessoas migrando, acabou de falar, tem 49 anos, ela escreveu ali. Pessoas migrando de todo que é setor, né? Porque além da pandemia trazer esse monte de questões, né, para a gente poder se perguntar, a gente observar, a pandemia trouxe a possibilidade do ser humano olhar para aquilo que faz o coração bater de verdade. Então muitas pessoas estão se colocando na postura de procurar fazer uma transição de carreira porque É aquele momento que, meu, a vida é isso aqui, né? Vem uma pandemia, parou tudo, eu não vou ficar fazendo aquilo que não é o que eu gosto de fazer. Então tem esse ponto. E as pessoas que eu observei que fazem ou estão fazendo ou fizeram transição de carreira, ela tem alguns padrões interessantes que a gente consegue observar. Um dos padrões interessantes dessas pessoas é onde que elas colocam o foco dela. Então assim, se eu quero alguma coisa na área de saúde, aonde está meu foco nesse momento? E quando você conta as histórias, uma coisa que você verbaliza bastante é a questão mais negativa da pandemia. Tá difícil, tá? E isso é uma verdade, isso é um fato. Eu não tô dizendo que é mentira, tá? Mas eu tô querendo alertar que onde o nosso foco está, a nossa mente vai junto. Então tudo que a gente foca aumenta. Tudo que a gente foca aumenta. E a pergunta que eu tenho para você é: na tua visão, na tua perspectiva, qual é a 1, 1 ou 2 ou 3 coisas que você acha que a pandemia te trouxe de muito positivo? O que a pandemia trouxe para a Mônica de muito poderoso e muito positivo?
Resiliência.
Resiliência, massa, massa. Ó, peraí, segura um ponto, segura um ponto. Resiliência, você falou a palavra que as empresas precisam hoje em dia, de pessoas resilientes. Legal, manda bala, que mais aí da resiliência que poderia trouxer para Mônica?
Muita coisa, mas principalmente o poder de empatia. Desenvolve muito empatia com as pessoas, e não tô falando de pessoas pessoas que eu conheço pessoalmente, nem amigos, nem família. Pessoas como vocês, como qualquer pessoa que conheço na rede, ou que simplesmente lê um post, ou que faça um comentário. Desenvolvi tanta empatia que eu chego a chorar com muitos, já chorei com muitos postagens. Eu me sinto muito tocada, profundamente, profundamente, não só com relatos, quando vejo um recente post que colocaram do garoto de 18 anos querendo se jogar num ponte lá, não sei onde foi, São Paulo, não sei, e a policial de joelhos pedindo para ele que não fizesse isso. Uma mulher que fez um baita escândalo no mercado e o policial sentou falar com ela e ela falou: "Olha, eu tô no fundo do poço, eu não tenho comida para meus filhos." E eu me coloco no lugar dessas pessoas porque eu tô na situação ruim, né? Então é isso que eu não acreditava que eu podia desenvolver tanta empatia por uma pessoa que não conheço. Porque uma coisa é atender pacientes, pessoas doentes que passaram, com as pessoas que eu atendi como secretária, mas eu via de longe, se sequer, né? Tava na frente, mas numa situação que não me chegava a atingir. Mas agora eu vejo que qualquer coisa que me chega me sensibiliza muito, me mobiliza. Então, e sou muito sincera, eu não posso evitar minha sinceridade e tento sempre confortar a pessoa, mesmo que não conheço, e tento ser empática. Então, eu sei que isso na área da saúde é mais valorada que na área do turismo.
Olha isso, olha isso!
Porque a pessoa que passa por turismo, você tem que deixar ela feliz, confortável, "Mas ela vem de férias." Uma pessoa que tá com uma doença é uma pessoa que já vem com uma bagagem, com uma tristeza, com um problema. Então a pessoa que tá do outro lado, a secretária, recepcionista, o mensageiro, quem for que está, o porteiro, tem que ter essa empatia para com essa pessoa, porque essa pessoa é especial, essa pessoa não vem de férias, Não vem para curtir praia, né? Vem para um tratamento, vem para receber uma má notícia, etc.
Então eu— Com certeza.
Só mais uma pergunta para Mônica. Mônica, uma vez eu ouvi de um professor um exemplo bem interessante. Ele perguntou numa sala quem queria ir para Disney. E todo mundo levantou a mão. Eu não conhecia a Disney, aí eu também, pô, levantei a mão. Eu nunca tinha ido nos Estados Unidos, levantei a mão. Pô, quero ir pra Disney, lógico que quero ir pra Disney. Essa foi a primeira pergunta, 100% da sala levantou a mão. Depois ele perguntou: quem pode ir pra Disney? E aí tinha 2 ou 3 que levantaram as mãos. Por quê? Porque pra você entrar na Disney você tem que ter passaporte, você tem que ter visto, você tem que ter conseguido bancar a passagem aérea. Então esse é um ponto interessante quando as pessoas colocam aquilo que elas querem versus a possibilidade atual do momento. E o que eu quero dizer hoje? O quanto que a Mônica hoje ela está aberta realmente para o mercado, para aquilo que ela quer atuar. Se hoje eu tivesse essa oportunidade que você estava dizendo que você está buscando pronta para você aqui e eu fosse buscar duas ou três opções no meu LinkedIn E eu tivesse a opção de ler o teu LinkedIn, por exemplo, você, na tua visão, acha que o teu LinkedIn é algo que me atrairia a falar com você?
No plano geral, eu acredito que não. Eu não sou muito crente em mim mesma, eu vou ser sincera.
Legal, legal, ótimo, ótimo.
Eu tendo mais a negatividade que a positividade. Eu posso ser sincera, né? Mas eu já fui muito criticada com isso. Sobretudo, eu não posso dizer que a pessoa que tá na área da saúde, empresa, recrutador, seja que for, vai se sentir atraído por meu currículo. Não, porque a minha bagagem, o primeiro que você vê, perdão, na área da saúde, porque a pessoa, o primeiro que vê no meu currículo é Turismo. Ah, ela só sabe atender hóspede?
Você tá dando boas respostas para gente, Mônica. Talvez para si mesma também.
Eu vejo isso, né? Não é que eu não enxergo que o currículo tá voltado para uma área, mas quem quer contratar uma pessoa que sua experiência não foi no Brasil? Ninguém quer.
Então deixa eu dar um toque, Mônica, eu acho que é importante para caramba isso. Acho que, nossa, essa ligação agora que fez total sentido para mim. Que que eu tô vendo? Estou vendo uma mulher que quer muito um emprego na área de saúde, mas que de fato procura qualquer coisa, onde tiver emprego. E tá tudo bem com isso, porque quando a gente tá precisando trabalhar, a gente faz isso mesmo. Mas eu acho que se você quer algo na área da saúde, você precisa, como Marlon disse no início, ter foco total na área de saúde. Não adianta você contar experiências da área de turismo procurando emprego na área de saúde. Então o seu LinkedIn, ele precisa refletir exatamente o que você quer. E se a sua experiência na área de saúde É a experiência que você teve na Argentina, é essa experiência que você tem que contar no seu LinkedIn. As pessoas querem sim ver o que você conhece, saber o que você conhece. O fato é que parece que você não está contando, você tá contando a parte do turismo, e aí ninguém vê aquilo que a gente não conta, ninguém vê aquilo que a gente não deixa as pessoas verem. Então é muito importante que esse movimento seja imediatamente, para que você dê foco naquilo que você quer. Se você, para você mesmo, estiver dizendo: eu não consigo arrumar um emprego na área de saúde e eu vou colocar meu currículo na área de turismo, então você precisa arrumar um emprego na área de turismo e deixar o seu LinkedIn com cara da área de turismo. Se você busca uma coisa e escreve outra, ninguém vai ler. É impossível, não tem como.
Tá?
Essa é uma dica que eu te dou, muito importante.
Eu entendo, eu entendo perfeitamente, Ivan. Você é a segunda pessoa que me disse a mesma coisa, e não é que eu seja burra, que eu tô naquela coisa, tem mosca, não, eu vou fazer o que eu quero, não. Seguinte, vou ser bem sincera, hoje Tanto eu como meu esposo, os dois estamos sem emprego, sem ajuda da família, sem ajuda do governo. Brasil tô falando, Argentina não existe para mim e eu não existo para Argentina nesse momento, né? Eu praticamente deixei de ser cidadã argentina desde o momento que eu me vi por aqui, tá? Então eu sei que meu foco deveria ser outro, eu sei que deveria replantear tudo de novo, mas uma coisa é o desejo, eu desejo sim, eu entendo, com todo meu coração, voltar na área da saúde, mas vamos fazer uma reflexão, porque eu vou procurar qualquer coisa hoje, fácil, Entendi.
Deixa eu te fazer uma pergunta para você refletir. Hoje no Brasil, uma das áreas que— é uma pergunta entre a área do turismo e a área da saúde, que são as duas que você tem experiência, em qual deles você vê a maior possibilidade de você arranjar um emprego no momento atual?
Sinceramente, pode ser que com um brasileiro seja mais fácil responder essa pergunta, mas comigo é incerto.
Vamos imaginar.
Se hoje eu fosse brasileira, 45 anos, eu te digo: sim, é o problema da idade. E te digo onde eu poderia, mas aqui seria novo.
Vamos esquecer os problemas agora, vamos pensar nas duas áreas só. Vamos pensar só nas duas áreas. No Brasil hoje, se você não tivesse os problemas, esquece os problemas agora, ok? Estamos falando no mundo perfeito. Na situação atual, você conseguiria arrumar emprego mais facilmente? Esquece. Vamos imaginar que você seja brasileira e você tem experiência na área de saúde e na área de turismo. É a sua experiência atual. No momento atual, onde é mais fácil arrumar emprego? Na saúde no turismo?
Com pandemia ou sem pandemia?
Com a pandemia, momento atual.
É mais para área saúde, porque área do turismo, ou seja, tô falando, se falamos no Brasil todo, com certeza área do turismo tá voltando, e isso sim que eu tô vendo. Né, aos poucos, bem devagar, mas tá voltando. Não aqui em Florianópolis, infelizmente. Volto a falar, infelizmente não aqui em Florianópolis. Mas a área da saúde, eu vejo sim que é um aumento de vagas. Ultimamente, nessa semana, desses 3 dias para trás, eu tenho me candidatado para Acho que umas 10 empresas e uns 15, 16 sites com vagas para atendimento em recepção em clínica médica.
Legal. E aí, quando a pessoa vai ver o seu currículo no LinkedIn, o que ela vê?
Meu currículo no LinkedIn está totalmente completo, desde Brasil e até Argentina. Ele não tá discriminado, só que meu currículo escrito, escrito em arquivo PDF, ele tá separado, com objetivo separado, com experiência separada, totalmente focado em cada um por separado. Então, se a pessoa quer visualizar meu LinkedIn completo, se dá o trabalho de ler ponto por ponto, experiência por experiência, e vai ver tudo, tudo que eu fiz. Mas se a pessoa ler especificamente o currículo que recebe, ele fala somente da minha experiência lá.
Vou dar uma outra dica para você. O currículo a pessoa só vê depois que ela vê um LinkedIn atraente. Se ela não ver um LinkedIn atraente, ela não vai te pedir o seu currículo. Então, o que você quer mostrar, tanto em turismo quanto em saúde, no seu currículo só será visto a partir do momento que o seu LinkedIn refletir o que você quer, o que você deseja. Se ele continuar dizendo que você tem as duas experiências e não tiver claro o que que você quer, A primeira coisa que passa na cabeça de um recrutador, e eu digo para vocês porque eu trabalho com isso hoje, eu tenho uma equipe de 50 pessoas recrutadoras, a primeira coisa que o recrutador vai falar para você é a seguinte: eu não sei o que ela quer. Se ela não sabe o que ela quer, não posso trazer ela para cá, porque ela vai refletir isso aqui no dia a dia, comportamentalmente falando. Então o seu LinkedIn precisa ter o foco que o Marlon falou, que é Saúde no momento, se você entregou seu currículo do LinkedIn ou o currículo físico para 10, 15 sites e 10 empresas na área de saúde, e é isso que você quer, o seu LinkedIn precisa estar refletindo a área de saúde, o seu desejo de trabalhar na área de saúde. Esquece o que você— não esquecer, tipo, esquece, apaga de lá, não. Você pode deixar as suas experiências em outros lugares lá, tá tudo bem, mas o foco primordial dele tem que ser as suas experiências na área de saúde, contando, sabe lá em cima aquele cabeçalho que aparece logo depois do seu nome, contando qual é o seu objetivo ali, em que área você quer atuar, por exemplo, recepcionista de clínicas médicas ou recepcionistas de radiologias ou qualquer coisa nesse sentido. E mais do que isso, embaixo, onde você tem um texto grande que você descreve um pouquinho do seu, do que você quer ali, você precisa refletir 100% na área de saúde, se você quiser área de saúde. Se você quiser área de turismo, você precisa fazer o contrário. Mas hoje as empresas contratam basicamente pelo LinkedIn, ainda mais pessoas experientes como você. E se ele tiver dando essa dupla interpretação, a cabeça do recrutador é: ela não sabe o que ela quer, eu não vou trazer para cá, tá? Aí também pergunta agora, depende de estar na Argentina, na China, na Colômbia, nos Estados Unidos, no Brasil, não interessa. A mente do recrutador pensa no comportamental e no técnico. Então, quando ele vê uma coisa escrita e vê uma coisa falada que são diferentes, distonantes, ele não traz para o processo seletivo. Então essa é uma decisão que você precisa tomar.
Claro, claro. Eu te entendi perfeitamente. Eu não é que não entendo, eu toco naquela coisa de Eu vou fazer a minha, não. Seguinte, eu vou ser sincera, mas profundamente sincera, do mais profundo do meu coração. Eu preciso de um emprego, porque se eu não achar um emprego, aproximadamente 20 dias vão me despejar de onde eu estou morando, com meu esposo e meu filho, para rua. Então, meu foco hoje é um emprego. E vou ser bem mais sincera ainda. Florianópolis, especificamente, os grandes centros como a Clínica Imagem e o Hospital SOS Cárdio, que é onde eu gostaria, né? Eu já fiz algumas conexões com pessoas de lá, obviamente nunca obtive resposta, um "noi", e isso foi muito. Então é Esse é meu problema hoje. Comida na mesa, pagar a luz, pagar o aluguel. Me falar do resto das coisas, os cartões e o banco que me estão ligando continuamente. E se entrar uma ligação que não for isso, eu vou me matar porque eu não vou saber quem foi que me ligou de tanta ligação. Assim que meu celular fica conectado Ela começa às 8 da manhã e finaliza no horário último que o call center tá trabalhando, ou seja, 8 da noite, 9 da noite, com ligação permanentemente. Não é por trabalho. Então eu gostaria de coração, obviamente, trabalhar nessa área, mas Florianópolis tá muito fechada nessa área. Os dois locais que te falei, tanto Clínica Imagem como Hospital SOS Cardio, que são locais bem importantes aqui, e o Bahia Sul, eles só têm o trabalho conosco. Você não existe, não existe de outra forma, você só tem o trabalho conosco. Já tentei fazer networking, não ficar balançado sobre a pessoa, não, estabelecer uma comunicação e logo passar uns dias curtir as publicações, fazer comentários, etc. Fazer um networking sutil, né, aquela coisa sutil. Não, você tem trabalho para mim? Não, eu não sou assim, eu não gosto, né. Eu sou uma pessoa bem respeitosa nesse sentido. Então isso é que é difícil. Se hoje vem uma proposta que me diz recepcionista para apostar X ou ter X, eu tenho conhecimento e essa proposta tá aberta, é uma candidatura simplificada ou está através de outro site, mas esse currículo chega diretamente ao recrutador, isso é bom para mim, tá vendo? Não vou deixar meu sonho de na área da saúde. Mas aí eu te pergunto, Ivan, que fazer nesse momento quando a pessoa tem uma certa urgência? Urgência, né, certa, é urgência mesmo, de fato, eu tô numa urgência, né, porque se vamos falar que eu tô fazendo coisa errada, já me candidatei até para cooperar, até para auxiliar de cozinha. Então a pessoa disse: ah, você é muito— eu já escutei isso de conhecidos e amigos também. Ah, mas você vai para qualquer lado. Eu vou para o lado onde hoje me deu um emprego, que me deu um salário para poder manter minha família com comida na mesa. É triste chegar um dia que teus filhos te falem: não tenho para isso. Então como faço o foco, Ivan? Eu te pergunto, como é esse foco para eu ter que tirar as coisas do LinkedIn, Voltar para trás, quantas vezes eu preciso modificar meu LinkedIn, né? Porque eu, por exemplo, sai uma vaga para recepcionista no Hotel X aqui em Florianópolis. Tudo bem, meu currículo tá ali, o LinkedIn tá aí certinho. É, mas aí às vezes não é por LinkedIn que eu obtenho essas vagas na saúde, é por outros sites que eu tenho. Deve ser uns 50, 60 sites que entra no meu e-mail com aqueles cadastros que eu tenho feito, né, das vagas. Aí, o que você recomendaria? Eu só envio aquele currículo que tenho no arquivo PDF?
Quando você vai entregar um currículo numa porta de algum lugar, por exemplo, vamos imaginar que você— imagino que você até isso já tenha tentado também. Quando você vai entregar um currículo na porta de um lugar, por exemplo, na área de turismo, muito provavelmente você já fez certo. Você tem dois currículos, um da área de turismo e você tem um da área de saúde. Então, dependendo da empresa que você vai entregar, você entrega um ou outro e tá tudo certo, porque eu entendo que você tem dois objetivos distintos em cada um desses currículos, um para área de saúde e um para área de turismo. Então, seu currículo tá ok, não me preocupa o currículo. O LinkedIn, ele precisa ter um foco. Não tem jeito, porque as pessoas procuram por ali. Uma sugestão talvez seja você ter dois LinkedIn, um para área de saúde e um para área de turismo. Dá para fazer? Dá para fazer. Qual que você envia para quem? Esta é a escolha que você precisa fazer quando você vai entregar. Você vai entregar para uma empresa da saúde, seu foco nela é saúde, você pode entregar o LinkedIn para saúde. E você pode ter um outro que é para área de turismo, tá? Eu entendo que se você vai se candidatar a uma vaga específica para recepcionista ou qualquer outra coisa assim, existem normalmente sites onde você vai fazer isso. Então, e lá você preenche os dados que você precisa preencher para aquela vaga específica. Às vezes nem vão te pedir currículo, ou talvez peçam E aí você vai entregar o currículo que você tem, que é o que eu já fiz aqui hoje na área da saúde e o que eu já fiz na área do turismo. Se for para recepcionista, muito provavelmente eu entregaria o currículo do turismo, que tá mais conectado com isso do que o currículo da saúde, a não ser que na área de saúde você tenha sido recepcionista, aí pode ajudar também, tá?
E no desespero, sim, sim, sim. Porque o sistema é similar. O que lá é secretária, aqui na verdade não existe como secretária, existe como recepcionista de clínica, recepcionista médica, seria o equivalente ao que eu fui lá. Então é a mesma coisa, secretária e recepcionista para aqui é quase a mesma coisa que lá.
Legal. Agora, com muita urgência, no desespero, eu acho que você está fazendo o correto para colocar comida na mesa da sua casa, você está fazendo tudo que for possível. Talvez a única coisa que você possa fazer diferente é começar a— e eu entendo que nessa situação é muito complicado, tá, Mônica? Eu entendo perfeitamente. Mas a gente precisa fazer um esforço para trazer o lado mais positivista para mesa. Eu sei que isso é difícil, mas isso é extremamente necessário, porque como Marlon disse no começo, se o nosso foco tá no negativo, o que a gente atrai é exatamente aquilo que a gente busca. Então, no desespero, eu continuaria entregando sim os currículos para as outras áreas, mas eu não deixaria de lado a história do foco. Porque vamos imaginar a seguinte situação: que você pense positivo, mais positivo do que você tem pensado ultimamente, que você consiga qualquer emprego que te tire dessa situação muito complicada que você está vivendo, Mas não seja o emprego dos sonhos, né? Você não pode parar por aí. Eu acho que o LinkedIn vai te ajudar a te colocar aonde você quer, e você vai continuar procurando emprego. Eu tenho certeza absoluta que isso vai acontecer se você mudar sua mentalidade, né? Assim, esquece que você tem 45 anos de idade. Você precisa esquecer primeiro. Se você não esquecer primeiro, as pessoas vão lembrar.
Mesmo que você não parece, de forma alguma.
Eu queria até adicionar um pontinho rapidinho, Marlon, só para falar. Esse pontinho que o Ivan falou, Mônica, para mim ele tem uma coisa muito importante que eu tô capturando aqui, cara. Minha última frase, você falou lá atrás, foi que você não acredita muito em si. E eu acho que na hora que eu olho o desafio que você tá tendo agora, e é o que a gente precisa resolver agora, é a sua questão da empregabilidade. Você tem 20 dias para resolver isso, e a gente vai resolver isso com as armas que você tem. Você vai buscar o seu emprego, você vai se recolocar para resolver o seu problema da sua necessidade mais básica, que é a comida na mesa. Então isso para mim é extremamente importante, que de fato seu sonho é voltar para a área de saúde, é voltar para a área de saúde. Isso tem que estar claro no LinkedIn, tem que estar claro no LinkedIn. Por questões de empregabilidade, você tem experiência na área de turismo também. Então existem essas dicas aqui. Agora você mandou os currículos, Você vai ser chamada para algumas entrevistas. Você não pode ir para essas entrevistas com a mentalidade destruída. Você vai ter que ir para essas entrevistas como vencedora. Você tem uma experiência que ela não é qualquer pessoa que tem. Esses seus 45 anos te deram muita bagagem essa resiliência te deram muita capacidade de lidar com pessoas, de cuidar das pessoas, de lidar com negócios, o próprio turismo. Você tem habilidades que você carregou nesses anos que trazem muito para outras pessoas. Então, como que você usa o que você tem de melhor para ir para essas entrevistas e falar como que você pode ajudar essas empresas ou esses negócios que estão precisando de pessoas. Então nessa hora não tem que entrar idade, não vai ter que entrar o ser uma pessoa de fora do país. Você vai ter que ir lá com seu melhor. Eu acho que na hora que você for para lá com seu melhor, e não, não pode ir derrotada, você tem que ir vencedora, vai mais plena que você puder, empodera, vai, põe sua melhor roupa, põe esse cachecol maravilhoso, vai para lá, você fala: essa é a minha vaga. Porque é esse espírito que você vai chegar lá e que você vai conquistar as pessoas que vão te entrevistar. E é isso que a gente tem que resolver agora. Então, para mim, tem esse aspecto que assim, esse estado que você tá agora, esse estado crash, ele vai te colocar numa questão sempre, inclusive na hora de fazer as entrevistas, de que tem as coisas erradas, que tá tudo difícil, a pandemia. Isso aconteceu, é verdade, isso vai continuar afetando. Agora, se você deixar isso fora do momento da entrevista, você tem mais chance de conseguir o que você quer.
Então, para mim, é importantíssimo. Agora, eu agradeço tuas palavras, eu entendo totalmente vocês. Fazendo uma pequena aclaração, quando eu falei que eu não acredito em mim, Eu não acredito em mim em relação às pessoas na frente, colocando vocês como se fosse o recrutador e eu na tua frente. Eu me vejo como que eu não sou suficiente aos olhos do outro, por mesmo fato de ultimamente eu me sentir como a gente fala lá na Argentina, não sei como fala aqui, sapo de outro poço. Acho que aqui é a mesma coisa. É como se a gente se sentisse fora desse local, desse lugar. É como se você viesse hoje, recrutador, me perguntar o melhor de mim. Olha, eu vou demorar um baita tempo. Eu sei que sou capaz, eu sei que sou boa, eu sei que tenho boa energia, eu sei que posso trabalhar 12, 13, 14, 15 horas seguidas, que eu já trabalhei. Mas eu vejo, tento ficar na mente da outra pessoa. Eu sei que não vou saber nunca o que a outra pessoa tá pensando, nem o que você tá observando de mim. Eu sei que posso, eu sou capaz, mas eu no fundo eu me vejo inferior a outra pessoa. Ou seja, candidata brasileira, candidata Mônica, eu penso Obviamente, ela não é candidata brasileira, não é candidata Mônica.
Eu acredito em você, eu acredito em você, eu também acredito. Então você tem que ir, você tem que ir para lá com essa pose. Se você não fez esse exercício, ó, vamos fazer agora para você. Se você não puder responder agora, anota, porque é isso que você vai ter que fazer. Escreve para gente quais são essas 3 habilidades que tem Escreve agora, pensa, reflete nelas agora. O que que você tem de bom e que as empresas estão precisando? Essas empresas, é isso que você vai responder. Estuda essas empresas e vai responder o que elas querem ouvir. A gente acredita, o Tom falou que também acredita em você.
Oi, vai me dar uma ótima notícia até o dia de hoje, gente. Eu não sabia que se podia ter dois LinkedIn.
Você pode ter quantos LinkedIn você quiser, você se cadastra com nome diferente, vai usar o seu sobrenome diferente, email, né, se cadastra em outro email, né, tem outro email vinculado a ele. É isso aí.
O próprio LinkedIn uma vez criou um outro LinkedIn para mim, porque ele associou o e-mail da empresa e ele ficava mandando mensagem pelo e-mail da empresa associado. Eu falava: "Ai, eu não tenho essa conta, então não é possível." Ô, Mônica, deixa eu te provocar numa coisa assim que é muito nítido aqui, né? Quando você fala que você vai para uma entrevista e se sente pequena, você percebe que isso tudo é uma construção interna que você tem. E aí eu posso afirmar para você com todas as letras possíveis que esse jogo Ele tá muito mais na tua mão do que o entrevistador, porque mudar essa visualização é o teu óculos, o teu óculos tá fazendo isso. E obviamente, quando você vai para uma entrevista e você se coloca numa postura de inferioridade, a pessoa que tá te entrevistando, ela sente isso. E obviamente, no jogo de escolher melhores currículos, a pessoa vai falar: pô, essa pessoa já se mostrou ali que ela tem medo, ela tá mais cabreira. E aí tem a parte de acabar tirando você da priorização. Agora eu pergunto para você, você falou para mim que fez, você falou para gente aqui uma série de entrevistas, sei lá quantas entrevistas, 10 você falou essa semana, ou mandou seu currículo, né?
Não, não, eu que mandei entrevista é bem poucas, né? E eu entendo isso, essa postura minha, mas assim, quando eu vou na entrevista, que na última foi para subgerente de uma pousada, Bombinhas, que eu não tenho medo, eu vou, se eu sei que me capacitar para isso, é gerente, subgerente, é eu, coloco a mão na massa e mando, vou. Mas assim, eu sou bem aberta nas entrevistas, eu tento dar o meu melhor, assim, eu não fico com pena de mim mesma. Só que o posterior às entrevistas, aí já começo a fazer toda uma história na minha cabeça, né? Passam os dias e aquela historinha vai aumentando, né? Não é no momento mesmo da entrevista que vou falar contigo e você: ai, não, eu não sei nada, eu sou pouca coisa. Não, eu vou com força, vou com energia, como eu tô falando agora, com ganas, né? Que a Josiane firmou, tive uma conversa com ele, me falou qual o feedback que as pessoas se passam quando você não entra, você não passa essa vaga?
O que que as pessoas te dizem para você que faltou? O que que é o feedback que vem para você?
Primordialmente nada, nada.
E você pergunta? Você pergunta para eles?
Um feedback, perguntar, primeiro que eu não sou de estar detrás do entrevistador uma vez que passou uma semana, eu esqueço, a vida continua, não fico detrás, não fico detrás, porque isso me faz pior, né, aquela coisa de ir atrás, olha, se o recrutador não tiver tempo, ou se esqueceu de mim, ou teve outro melhor candidato, ou sei lá que for o problema, aí o problema dele não ter me respondido, não vou continuar atrás da pessoa, "Ah, por favor, Marlon Silva Domingues, me dá uma posição." "Ah, será que eu fui bem?" "Ah, teria delicadeza de me passar um feedback?" "Me pode falar?" Eu já tentei isso com muita educação e sutileza, perguntar para a pessoa: "Você poderia me dizer qual foi a minha falha ou qual foi o problema porque eu não passei?" Muda! É um telefone sem som, nada.
Caiu a linha.
É assim, meu esposo também. Meu esposo, ao contrário de eu, tem um personagem totalmente diferente e em proporção ele teve o 50% mais entrevista que eu. Tudo bem, o pensamento dele totalmente diferente, personagem dele totalmente diferente. Eu sou super extrovertida, eu não tenho problema falar, como vocês veem. Então, assim, a pessoa não dá feedback. Tive uma vaga que me postulei, me candidatei, passei em duas entrevistas, reclamei, reclamei, uma forma de falar, né? Eu fiz uma observação porque já tinha passado os dias prudenciais que elas iam fazer um retorno e falei para elas: seria possível eu saber se ainda continuo no processo. A pessoa me disse, o encarregado da área 1 das pessoas, me disse: "Mônica, aqui tá muito puxado, foram muitas candidaturas, se você me aguardar uns dias." Aí, num piscar de olhos, a encarregada da outra área me enviou um email dizendo: "Já escolhemos outra pessoa." E aí eu perguntei: Qual seria, foi o problema? Qual é? Eu quero saber qual é o feedback real para eu melhorar esses pontos negativos, né? E ela me disse: não, o melhor candidato. Mas olha, eu tenho 45 anos, eu não creio nisso. O CEO da empresa, um dos CEOs da empresa, me fala que tava tudo bem, que até o momento tinha que aguardar só uns 2, 3 dias mais. E não chega a passar um minuto e a outra pessoa me diz que não. Tá, eles não gostaram de que eu tinha reclamado uma posição referente a isso, mas assim, eu gostaria de coração, eu realmente eu penso isso. Quando eu tinha, fui entrevistas aqui em Florianópolis pessoalmente, eu sempre antes de sair, eu: por favor, preciso que vocês me deram uma posição, né, e se puder eu gostaria de saber qual é a minha falha. Se for um não, eu quero saber por quê. Se for um sim, ótimo, vamos fazer uma festa.
Deixa eu te perguntar uma coisa: qual é o teu feedback pessoal quando você não consegue uma entrevista? O que que você acha que é possível, é preciso melhorar dentro da Mônica? E assim, ó, não vale dizer idade, não vale dizer porque eu sou da Argentina, porque na boa na boa. E isso não, isso não é a realidade. Mas o que que você acha que de fato faz com que as pessoas peguem outras pessoas e não você? Qual é o teu feedback pessoal, tirando a idade, tirando, tirando a questão que você é da Argentina? Senão nós vamos aí em Florianópolis pegar você agora.
Não pode falar isso.
Quisás, quisás a falta de experiência. Eu não tenho como medir minha experiência. Eu acho, eu não tenho como medir a experiência, ou seja, eu não posso inventar uma coisa que não é, nem mentir, falar: "Ai, trabalhei no Windsor Palace, no Copacabana X." Por que não, né? Mas aí que tá a dificuldade para mim.
Esse é um ponto que a gente fala bastante aqui na mentoria de RH com as pessoas, porque as pessoas batem na tecla. E aí não é só erro, né? Eu acho que os RHs ainda olham para isso, mas tem uma forma de você vencer essa questão de experiência. E aí tô dizendo para você, tem uma fórmula para você vencer essa questão de combater experiência, é você causar brilho no olho do entrevistador. E sabe como é que você causa brilho no olho? Não é nem com charme, não é nem colocando cachecol, não é nem o Ivan se produzindo. Você causa brilho nos olhos das pessoas quando você consegue—
Nem passar por urina, nada.
Nada, nada, não precisa nada. Não precisa nem a Argentina ganhar do Brasil, nem o Brasil ganhar da Argentina. Mas não vamos falar de futebol, né, que a situação tá feia pro nosso lado. O ponto é, Mônica, você precisa, ao comunicar com o entrevistador, vender aquilo que você tem de melhor. E sabe por que que eu sei que isso é verdade? Porque, querida Mônica, você é uma estrangeira no Brasil, você fala dois idiomas. Sei lá quantos por cento, Ivan, nem 60% das pessoas hoje têm dois idiomas. Não tem isso aí, você fala dois idiomas. Você falou para a gente, você tem residência, e você tem residência, mulher, você veio de um saiu de um país, tá morando em outro há 20 dias, não tem onde morar, está aí firme. Quer mais resiliência que isso? Então, sabe o que que supera a mierda da experiência? É você mostrar essa mulher parruda que você é, corajosa, que aguenta qualquer coisa sem medo de ser feliz, que tá aí batendo as caras e que fala: cara, você quer que eu fale com uma pessoa em espanhol? Eu falo. Você quer que eu fale em português? "Você fala português bem pra caramba, melhor que nós três aqui." Fala super bem português.
"Que quando é que você vai então começar a falar português, por favor?" Já fui catalogada tagarela quando eu fui trabalhar no último emprego que tive agora em 2021 aqui em Florianópolis. A pessoa que me recrutou, que não era pessoa de RH, nem psicólogo, nem nada disso, né? Ele se meteu lá, não sei. Aí ele disse, passou para a gerenta: olha, ele é argentino, ela é muito tagarela. Eu não faço questão, eu sei que sou assim, né? Mas eu gosto de falar com as pessoas, eu gosto de conhecer pessoas.
É minha personalidade, né?
Eu sou assim.
Você não é tagarela, você é comunicativa. Se você for, você colocar o foco nisso aí, você meu, você é uma pessoa que você pode trabalhar em diversos campos, né? Vendas, pô, comunicativa, vender coisas. Então assim, não, eu quero que você traga à tona, que você pense nisso, na questão de você arranjar alguma coisa, de você trazer a tua essência para fora. Porque quando você consegue mostrar a tua essência para o entrevistador e a pessoa consegue entender esse poder que você tem, que eu, nós três aqui estamos percebendo em você, cara, foda-se experiência, falando português claro, foda-se experiência. Eu quero uma pessoa no meu time para trabalhar comigo que ela é casca dura, que ela é parruda, que ela aguenta o tranco. Deixa isso claro na entrevista, não vai falar: ah, porque eu fazia radiologia. Foda-se isso, eu tô aqui. Você tem esse trabalho? É para trabalhar Madrugada? Eu vou trabalhar! Eu vou fazer! Eu não tenho medo não! É para falar japonês! Eu aprendo japonês amanhã! As pessoas hoje que vão para uma entrevista, elas não têm essa clareza de se mostrar abertas e protagonistas para os recrutadores. Elas vão no viés muito de: "Ah, eu tenho, sabe, eu aprendi a fazer isso aqui. Você tem isso aqui para mim? Ah, não tem? Obrigado então, boa noite!" vai para casa, eu fico triste, falo: que droga essa humanidade que não tem aquilo que eu queria. Foda-se, você tem outras características além do label que você aprendeu. O rótulo que você tem é só um rótulo, é um veículo, mas você tem coisas que são maiores do que isso. Você tem forças, você tem talentos, você tem valores. Essas coisas têm que ficar claras e destacadas para quem estiver conversando com você. É bater no peito e falar assim: eu sou isso, eu faço isso, eu faço qualquer hora. Logicamente, respeitando aquilo que é valor para você, né? Sem cair em qualquer tipo de esqueminha, que isso não funciona, mas você deixando claro: eu sou isso. E você entendendo que assim, pô, eu não entrei nessa vaga, o que faltou? Essa pessoa não foi capaz de dizer para você busque em você. O que é que faltou em mim?
O que que faltou?
O que que poderia ser diferente? Talvez o jeito que eu falei, o jeito que eu abordei, o jeito que eu perguntei ou não perguntei. Então essa conexão, Mônica, eu de verdade assim, observando você, eu não acho que é uma questão de experiência, é uma questão de você realmente abrir o armário e mostrar quem você é. Essa é a minha É o feeling, tá?
Mais do que as habilidades em si.
E só para fechar um ponto, você falou, concordo 100%, você tem 20 dias para fazer alguma coisa acontecer. E acho que esses 20 dias podem ser uma bomba de energia para você fazer algo acontecer. E quando você falou que você tem 20 dias para fazer acontecer, eu lembrei de uma frase de um filme, sabe o filme Perfume de Mulher? Não sei se lá na Argentina Marlon Silva Domingues, né, obviamente, a música, o tango, né, todo famoso. E o Al Pacino, ele vai dançar com a menina e ele vai lá e ele fala, né, você quer dançar? E a menina fala, não posso, tô esperando meu namorado. E aí ele fala, mas que horas que ele chega? Ela fala, daqui 20 minutos. Aí ele fala, fala para a moça, né, em 20 minutos as pessoas vivem uma vida. Aí ele começa a dançar com ela. Então, cara, em 20 dias você pode fazer um estrago, arrebentar a boca do balão, se você colocar o foco na essência e não na merda do problema da pandemia. Porque isso tá acontecendo e é fato, não vai mudar. Agora você pode mudar, você pode olhar para isso e falar: tá bom, é mais um dia, eu não consegui ainda, amanhã eu faço essa vai acontecer. E traz à tona o que você tem de melhor. Pergunta para o teu filho, senta no olho dele e pergunta: o que que eu tenho de melhor? Senta com o teu marido e pergunta: o que é que eu tenho de melhor? Essa é a resposta que você tem que falar.
A comida, a comida.
Vou falar de comida, tem um talento, tem um talento. A comida é o resultado de alguma coisa que você faz. E o que que você faz para comida ser boa? Talvez seja carinho, Talvez seja amor, talvez seja atenção, talvez seja apreciação da beleza nos detalhes para fazer uma comida. E com certeza deve fazer uma boa comida argentina, né? Deve fazer umas empanadas maravilhosas. Então assim, deve ter muito amor nessa parada aí.
Pena que a carne não é a mesma.
Faz sentido para você?
Faz mal, só que assim, eu posso dar meu melhor, mas outro lado, nem todas as vezes eu encontro um Marlon Silva e um Nipão.
E esse ponto, esse ponto, vou falar no português claro, aí cagou no pau, porque se você de novo for no outro, ah, mas se o outro, o importante é você, foca em você, porque o outro você não tem controle, nunca vai ter controle, você não vai encontrar.
Agora sim, deixa eu dar um exemplo.
Mas não sempre se encontram recrutadores receptivos. Vocês são receptivos, seja por seu trabalho, seja porque for, mas vocês são receptivos. Tem pessoas que—
Ô Mônica, desculpa te interromper, é que assim, ó, só falar um negócio para você. Eu tenho um time hoje de 50 recrutadores. Os recrutadores. Estas pessoas, na sua maioria, são time extremamente receptivo. Normalmente, o perfil de recrutadores que a gente traz para as empresas é um perfil receptivo. Você precisa parar de achar que o problema está no outro. O problema está contigo.
Não, não, não, o problema é até meu, não estou dizendo, só que eu tive a Ah, a sorte, vamos dizer, de encontrar. Mas eu fui entrevista assim, mano. Fui entrevista que só me perguntaram: ah, você que religião é? Acha isso uma entrevista?
Não, claro que não. Tem isso de uns montes, Mônica, mas tem muita coisa que você tem que estar pronto para os bons e para os ruins. É, tá pronta para quem?
Para quem vai fazer entrevista?
Para os ruins, os bons eu me dou, eu já recebi feedback bem negativo no final, mas logo da entrevista ter falado para mim: Mônica, você fala super bem, você acha que você se vai dar bem, se dá bem com as pessoas, se comunica bem, não tem problema de idioma, né? Sempre tá isso. E eu saio feliz da vida. Claro, logo tem um não, mas em proporção eu tive mais boas entrevistas que ruins.
Que bom, tá vendo? Há esperança.
Então é isso que a gente precisa nesses próximos dias.
É isso aí. Vini, nós vamos precisar terminar nossa live que já passou do tempo para caramba. Deixa eu falar um negócio importante para a Mônica aqui, o Marlon Silva Domingues. Encerra, tá? Coisa muito importante. Em novembro, vou lá atrás agora, tá? Em 96, em 1996, eu procurava o meu primeiro emprego numa escola de inglês em que eu estudava aqui nessa cidade onde eu estou hoje, que é Taubaté, no interior de São Paulo. É, na minha cabeça eu nunca arrumaria um emprego. Porque eu tinha todos os defeitos do mundo e não tinha nenhuma qualidade. Eu me colocava para baixo, eu não me colocava para cima de forma alguma. E alguém me deu um empurrão. Tem um amigo meu que fala que até um chute na bunda é um empurrão para frente. E alguém me deu esse empurrão. E eu decidi ir para aquela escola de inglês como aluno, chegar na recepção e perguntar para atendente: será que tem algum emprego aqui para mim? Eu não sei fazer muita coisa não, mas eu preciso trabalhar.
Sabe o que ela me respondeu?
Ela falou assim: você é um cara sortudo. Falei: é, por quê? Porque eu acho que tem um cara que acabou de sair por aquela porta, e ele era a pessoa que trabalhava no nosso centro de recursos, e eu acho que tem uma vaga lá. Eu falei: puta merda, será? Ela falou: você pode ficar aqui para você conversar com a dona da escola? Eu falei: posso. Em 15 minutos eu sentei na frente dela Ela conversou comigo, foi com a minha cara, e nesses 15 minutos eu digo para você que o máximo que eu pude entregar foi isso que o Marlon acabou de falar para você, que você precisa entregar nas entrevistas, que é você. Que que você conhece? Nada. Mas o que que você tá disposto a fazer? Qualquer coisa. Eu tô aqui para aprender. Eu saí dali com meu primeiro emprego, foi a coisa mais legal da minha vida, eu não vou esquecer nunca mais. Então acho que é isso que você tá precisando, tá bom?
Vai, Marlon. Ô Mônica, eu queria te convidar para um desafio. Você falou que você tem 20 dias para fazer alguma coisa com você. Eu queria te convidar—
Sim, para fazer 20 dias para eu não ter que ir de Florianópolis. Na ideia é não ter que sair de Florianópolis. Eu não dou no coração ter que voltar para Búzios. Não é que eu tenha algo lá, eu só tenho dois amigos conhecidos que eu sei que se eu passar o mesmo perrengue que aqui, eles não me vão deixar morar na rua. Um chão com um colchão com meu filho e meu esposo eu vou ter. Por isso eu que estou cogitando a ideia com meu esposo de ter que vender as poucas coisas que a gente tem e voltar para lá. Mas eu vi para uma melhora de vida, justamente mudei para Florianópolis porque é uma cidade que a gente gosta e que eu acredito ainda que tem mais possibilidades que lá, que é um local na praia para pescadores e isso, né? É uma cidade muito pequena, Bruce, eu de coração eu não quero voltar, eu às vezes passo as noites chorando O acordo chorando porque pensar de ter que voltar para lá, que as poucas coisas que eu comprei eu tenho que tirar tudo. E mais que tudo, Doe, não como eu adulta, senão como criar uma criança de 11 anos que não se merece ir de um lado para outro, de cidade para cidade, um país para outro, de um estado para outro, né? Ele passou de uma boa escola privada faz 2 anos para uma escola pública. Ele se adaptou bem, ele está ótimo lá. Foi melhor do que eu esperava a adaptação, a transição, esse tipo de transição. Ele é mais um nativo daqui porque ele chegou de bebê, então para ele sua língua maior é o português. Mesmo sem amiguinhos, ele se sente bem aqui, ele gosta da cidade. Então isso é a dor que dá, esse é o tempo que a gente tem, né? Porque a gente não pode estar aguardando mais. Eu tenho entrevista, mas a gente não quer sair daqui. Eu agradeço muito vocês, e já vou ter 2 linkedin, 3 linkedin.
Então, minha oferta para você é a seguinte, se fizer sentido, se você topar o desafio, a minha oferta é o seguinte: de você estar com a gente nas próximas 4 semanas Você volta para cá nas próximas 3 quartas-feiras para a gente continuar ajudando você. Eu tô falando isso sem combinar com o Vini e com o Ivan, nem sei a opinião deles, mas eu tô me dispondo porque eu tô disposto a te ajudar. Eu tô disposto a fazer você, ajudar você a se encontrar. Só que, só que, o meu ponto é: você vai precisar ralar offline com a gente. A gente vai passar tarefa para você, a gente vai passar, a gente vai passar coisas para você se desenvolver. Então, se tiver disposta a pôr a mão na massa com a gente, eu me disponho a te acompanhar nas próximas semanas aqui junto com meus amigos para ajudar a fazer essa coisa acontecer, porque eu acredito em você.
Você combina não, cara, essas coisas a gente faz aqui na lata, ao Marlon Silva Domingues.
Então fique com isso essa noite, fique com isso essa noite, relaxe. Amanhã a gente conversa, amanhã a gente já manda algumas coisas para você. E na próxima quarta-feira você tá aqui de novo, nas próximas quartas e quartas, tá? Você, no total de 4 quartas-feiras, você vai voltar aqui para a gente continuar nosso trabalho. A gente quer ajudar você naquilo que a gente puder. E galera que tá assistindo aí, vem, ajuda nas mensagens, nas energias, porque eu acho que isso aqui vai ter um desfecho bem bacana, bem bonito.
Desfecho vai ser o emprego que você tanto sonha, se Deus quiser. Vamos que vamos então, moçada, terminar por hoje.
Maravilha! Muito obrigada de coração. Eu me sinto super alagada, eu me sinto única, porque Eu acho que não deve ser muita argentina que sai num live vivo com vocês, né? Não sei se seria a primeira, mas gostaria de ser a primeira. Então fico muito grata de coração e espero que vocês tenham me entendido bem, que eu tenha me expressado bem. Peço desculpa por qualquer coisa e eu sou assim. Então, muito obrigada a vocês, agradeço de coração, porque isso é bom mesmo. A gente tá muito sozinho aqui, na minha família, então vocês são como meus amigos agora. Agradeço muito.
Conte com a gente, conte com a gente, estamos aqui para você.
Vamos que vamos!
Até a próxima então, valeu!
Obrigado, galera!
Valeu, moçadinha!
Um abraço para vocês! Good morning, you guys.









