Mentoria de RH: Carreira, Empreendedorismo e Profissão

In this live mentorship session, Carla, a newly appointed Squad Leader at a multinational tech company (CIT), shares her 24‑year professional journey that began in technical support at a hospital network and evolved through programming, project management, and finally people‑focused leadership. She recounts how a supportive coordinator first introduced her to IT, how she struggled with programming but leveraged her communication strengths to transition into project and people management, and how discovering agile methodologies revitalized her career after a period of doubt. The mentors—Marlon, Vini, and Ivan—probe her motivations, explore the six human‑needs model (certainty, variety, meaning, connection, growth, contribution), and discuss how her values of connection, love, and contribution drive her desire to create impact both inside and outside CIT. Carla highlights CIT’s horizontal culture, open access to senior leaders, and robust diversity programs, which she sees as fertile ground for building inclusive initiatives. The conversation also covers practical career‑hacking advice: over‑delivery, purpose‑first actions, leveraging allies, and balancing short‑term goals with long‑term vision. Throughout, Carla emphasizes her LGBTQ+ background, the challenges faced, and her commitment to be a role model for under‑represented groups. The session ends with a call to define concrete next steps—generating impact now as a pathway to an eventual executive role.
Chapters
Oi, gente, eu tô aqui em Belo Horizonte, sou mineira, tô no mercado de trabalho há algum tempo, já venho numa jornada aí de uns 24 anos na área de tecnologia da informação, eu tô há 13 anos aproximadamente. Atualmente eu trabalho como Squad Leader numa multinacional incrível e eu trabalhei muito duro para conseguir chegar onde eu cheguei hoje. Hoje eu posso inclusive integrar aí um time, né, onde o Marlon faz parte também da mesma empresa. Mas a minha jornada, né, a minha trilha, ela foi bem árdua de fato. Eu entrei para o mercado de TI, eu costumo brincar que foi meio que de paraquedas. Não era uma área, tá, que eu ambicionava. Eu sempre atuei muito na área administrativa, né, Já fiz um pouquinho de tudo nessa vida. Não vou contar tudo para vocês, senão a gente vai ficar aqui— dá um livro, a gente vai ficar aqui alguns dias. Comecei muito cedo, como eu disse, né? Entrei na área de tecnologia a princípio como suporte técnico. Um coordenador, na ocasião, viu o meu trabalho enquanto supervisor. Eu trabalhava numa grande rede de hospitais aqui de Belo Horizonte. Eu era supervisora administrativa, um coordenador viu o meu entusiasmo, eu sempre fui muito entusiasmada, eu sou bem entusiasmada, ele viu o meu entusiasmo, eu trabalhava na supervisão de administração e de repente eu comecei a desenvolver, vi, né, mapeei ali a dificuldade do corpo clínico, o corpo clínico, os médicos, eles têm muita dificuldade com tecnologia, mapeando isso, apesar de não entender muito, eu decidi fazer alguns tutoriais ali, orientando como fazer, como usar a ferramenta. Eu estudei, comecei a estudar a ferramenta e criei uns tutoriais. E o coordenador de tecnologia da Rede Hospitalar viu aquilo, né, e falou: "Pô, pera aí, acho que você vai dar certo aqui no meu time." Aí eu falei: "Olha, eu não entendo nada de TI, gente. Eu tô aqui de curiosa, tô só tentando ajudar." E enfim, essa foi a minha entrada na área de TI, porque o coordenador me arrastou E falou: "Olha, você não entende nada de TI, tudo bem, tem problema não, a gente vai te desenvolver aqui dentro." E eu brinco que foi o meu primeiro grande mentor, né, que viu luz em mim. E foi graças a essa oportunidade, né, a essa pessoa ter visto algo que nem eu sabia, né, um talento que nem eu sabia que eu tinha, que hoje eu estou aqui tendo a oportunidade de estar participando dessa mentoria. Mas como eu disse, eu acabei entrando para uma área muito técnica e eu não sou uma pessoa muito técnica, nunca fui. Eu sou uma pessoa de pessoas, né? Eu sou bem people. Eu gosto da parte da comunicação, eu gosto da parte de desenvolvimento humano, eu gosto da questão, né, de trabalhar com pessoas, de me solidarizar, enfim. Mas a área de TI, a princípio, eu precisei desenvolver, me desenvolver muito como técnica, né? Programei, trabalhei na área de programação durante o início da minha carreira, passei por essa, por essa tortura. Eu brinco que é tortura porque assim, eu não gostava de programar, mas eu precisava. Enfim, e fui direcionando a minha carreira aos poucos. Mas é muito difícil, gente, é muito difícil quando você entra para a área técnica conseguir reverter isso virando para área people, ainda mais a área de tecnologia. Que há 10 anos atrás era muito técnica mesmo. Você não via pessoas na área de TI, você via mini robôs. Nós éramos mini robôs. Enfim, mas aos pouquinhos eu fui redirecionando a minha carreira ali para área de gestão de projetos. Eu tava sempre muito à frente, né, dos times, como líder mesmo, supervisionando, Atacando as frentes ali de comunicação com médico, que é um perfil— eu fiquei muito tempo na área hospitalar, tá, gente? Foram 9 anos na área hospitalar, 9 anos de área hospitalar. Então eu tinha uma facilidade de me comunicar com esse público, então me aproveitaram muito a minha comunicação atuando com o público multidisciplinar, né? Tipo, enfim. E aí eu vi a oportunidade de voltar para o que eu gostava, pessoas, né? Teve uma época que eu até pensei em fazer gestão de recursos humanos também, tá? Já tava, já tinha formado em TI, aí pensei em fazer um segundo curso, mas falei, gente, não tô dando conta, tá uma loucura a vida de trabalhar em hospital, trabalhava quase que todos os dias, enfim. Então eu acabei começando a redirecionar minha carreira para área de projetos. Que me permitia estar mais próximo de pessoas, né, fazer levantamento de requisitos, enfim. Mas ainda tinha muito techneza ali, ainda me incomodava um pouco. E há 2 anos, né, há mais ou menos 1 ano e meio, quase indo aí para 2 anos, 1 ano e meio, eu descobri a área da agilidade, que foi assim a minha grande descoberta de vida profissional. Tanto que eu brinco que me recuperou, a agilidade me recuperou na TI, porque eu estava prestes a desistir, tá? Eu já tinha falado em jogar a toalha e falado: não, não quero mais, realmente não dá para mim, vou ter que recomeçar, vai ser do zero, mas não vai ser na área de TI, então vou começar do zero. Aí eu já tinha desanimado, joguei a toalha, fiz até um curso de barbeira, comecei a atuar como barbeira, Já tava com vários planos, eu sou uma pessoa muito dinâmica, então assim, tava com um monte de plano já seguindo ali na pegada da barbearia quando eu descobri, aliás, agilidade me descobriu. Mais uma vez eu fui oportunizada por uma empresa, uma outra multinacional. Tive uma gestora, Ivana, que hoje está também com a gente, Marlon. Descobri recente que ela tá conosco lá na empresa. Ela me descobriu, também viu o brilho em mim e falou assim: "Não, pera aí, não vamos desperdiçar não, você não vai sair não, vamos te aproveitar aqui, vamos te recuperar." Eu falei assim: "Acho que não dá não, viu, vai ter que ter muito esforço, porque eu não vejo, eu não tô conseguindo enxergar futuro." E ela falou: "Não, pera aí, vou te apresentar aqui um método." E eu já tinha escutado falar de agilidade, mas nunca tinha adentrado de fato. E eu mergulhei desde lá, né? Eu venho mergulhando e eu já vinha buscando a oportunidade de estar na empresa que eu tô hoje, mas era um sonho distante, tá? Eu pensava assim: "Ah, gente, entrar nessa empresa é difícil demais." Eu me inscrevi centenas de vezes, eu não sei contar nem quantas vezes, e não tive oportunidade. E mais uma vez, recentemente, Para minha felicidade, há mais ou menos 1 mês e meio, 45 dias, exatamente 45 dias, entraram em contato comigo dessa empresa e me disseram: "Olha, queremos bater um papo com você, vem para cá." E a empresa é totalmente people, então assim, é por isso que eu falo com todo carinho, com todo amor, porque aí realmente eu falei: "Pronto, me realizei, estou me realizando", né? A gente nunca pode se contentar. Achando que a gente já chegou, já atingiu o cume. Eu sempre procuro mais.
Não zerou a vida não?
De jeito nenhum.
Que massa, que massa. Ô, Carla, eu preciso te revelar uma coisa aqui. Antes de mais nada, Vini, aonde você trabalha hoje? Qual que é a sua atuação?
Eu trabalho numa empresa multinacional de tecnologia. Que a sede fica em Campinas, chama SeiTe da Caso.
Obrigada, eu não sabia se podia falar.
Como exemplo de tecnologia, que começou na área de tecnologia e hoje está dentro do RH, na área de aquisição de talentos.
Faz aí um Ctrl+V, um Ctrl+C, Ctrl+V na minha, então vai, só para ficar, dizer que tá todo mundo aqui trabalhando Empresa.
Muito obrigada, gente. Eu não sabia se podia falar, então assim, né, a gente não preparou, tá vendo, gente? Pessoal que tá assistindo aí a live, ó, não tinha script. Quem sabe fazer ao vivo, não tem script, tá vendo? Eles não me prepararam, tá, gente? Então não tinha certeza.
A única coisa que acontece nos bastidores é o bullying entre Ivan, Vini e eu. A Carla tava assistindo aqui, mas tá tudo certo.
Eu não tava nem sabendo que isso tinha acontecido.
Mas, ó, que massa! Que massa! A tua jornada, ela me chama atenção, não só minha, mas do Ivan e do Vini também, porque é uma jornada semelhante à nossa, né, de carreira, tecnologia, de transição, de buscar paixão, de buscar aquilo que faz o coração bater e tocar mais alto, mais rápido, é aquilo que causa a chama, né, interna. Então, assim, que massa! Primeiro de tudo, parabéns pela tua pela tua obstinação. Acho que pra mim, do que você contou aqui, o que fica muito claro, muito forte, que você é uma pessoa extremamente perseverante, que você não desiste, você tá aí atrás e jogando o jogo daquilo que faz sentido pra você. Então que super massa isso, que legal. Deixa eu te fazer uma pergunta. Você contou aqui, você falou, já tinha conversado com você inclusive antes nos bastidores, você fez o curso de dança ali, E a gente começou a estabelecer um contato, uma conexão. Qual é o teu momento profissional hoje? Você acabou de entrar na CIT, você tá feliz, você tá contente, mas qual é o teu próximo passo? O que você tá buscando e como é que a gente pode te ajudar aqui hoje?
Bom, meninos, assim, a CIT de fato é uma empresa que de longe, tá, é uma empresa que eu estudo há muito tempo, né? Então de longe é uma empresa, eu falo, parece, eu brinco assim, parece demagogia, gente, mas não é. É uma empresa dos sonhos, de fato, né? A pessoa que trabalha na área de tecnologia da informação, que nunca ambicionou entrar na CIT, não tá trabalhando na área de tecnologia da informação, tá fazendo alguma outra coisa que não é a área de TI. E a CIT realmente, né, essa pegada people da empresa, que a gente sabe que é voltado para tecnologia, mas muito antes de se prender à tecnologia, ela se conecta a pessoas, né? Porque ela entende genuinamente que não há tecnologia sem pessoas. Então, o primeiro passo, conseguir entrar na CIT, para mim é um grande passo, porque eu vejo perspectiva dentro da empresa, porque é uma empresa que oportuniza para as pessoas, porque acredita Ela é feita, literalmente, ela acredita que é feita por pessoas e valoriza muito isso. Então hoje eu entrei como Squad Leader, dada a minha experiência de mercado, mas meu Deus, é muito diferente, tá? O mercado é completamente diferente. Então assim, eu brinco que eu tô aprendendo um monte de coisa nova. Aqui dentro assim, que eu já conheço, mas para mim aqui dentro é reformulado, né, a visão, a forma, as estratégias, as abordagens. A gente entra até numa trilha de carreira traçada, isso é incrível, nunca tive isso, né, em nenhuma empresa. E aqui dentro eu busco hoje me desenvolver mais para, mais ainda, né, voltando-me para área de pessoas. Por isso que eu sempre brinquei, né, Marlon, que Você foi e é uma grande referência nesse sentido, porque eu acompanho sua carreira, acompanho o Vinícius também, já vi o Ivan. Eu confesso que eu não me lembro agora, não tô me lembrando agora, mas eu acredito que com certeza eu acompanho também, porque acompanho praticamente tudo sem ter gente. Enfim, então aqui dentro a minha intenção principalmente é me desenvolver ainda mais, né? Nas metodologias ágeis enquanto líder, para ajudar pessoas, porque a CIT é uma grande transformadora de vidas, de pessoas, de oportunidades, e isso é delicioso, né? Sem contar o programa de diversidade que nós temos aqui dentro, que é incrível, é sem dúvidas de longe o melhor que eu já vi, tá, de mercado. Então a minha intenção aqui é chegar aí onde vocês estão.
Que legal, que legal! Kaline, agora te apertar um pouquinho para ser mais específica ainda, para ser mais específica ainda. Na hora que você fala de quero me desenvolver mais ainda em metodologias ágeis, quero continuar desenvolvendo pessoas, estar conectada com ações de diversidade, São louváveis algumas ações que você vê como desenvolvimento, mas o que você quer alcançar lá na frente? Se você falar assim: poxa, eu vou trabalhar, vou ficar muito boa em metodologias ágeis, vou continuar desenvolvendo pessoas, mas isso te leva para onde? O que você está buscando na sua vida?
Bom, eu me enxergo, eu enxergo assim como uma missão, tá, Vini? É, eu sempre fui uma pessoa focada mesmo em me desenvolver, claro, mas eu tenho uma paixão por ajudar pessoas, tá? Sempre fui uma pessoa envolvida em projetos, né? Gosto muito de me envolver em projeto social. Sou uma pessoa constantemente, né, procurada por familiares, amigos, colegas de trabalho. Para ouvi-los. E eu acho que é meio que um dom assim, tá? E eu vejo na oportunidade dentro de uma multinacional como a CIT, com tamanha visibilidade, com uma estrutura tão bem construída, eu vejo na CIT a oportunidade de equalizar esse meu potencial que eu tenho em Natura, sabe? Que é o de ajudar pessoas de fato, desenvolver pessoas. Mostrar para quem tá fora e para quem tá dentro que é possível chegar aqui, né? Uma menina que veio de uma, da periferia, de uma zona periférica aqui de Belo Horizonte, não, de Contagem, que é um município próximo, que estudou a vida inteira em colégio público, que não teve pais alfabetizados, que veio de uma jornada muito complicada que teve muito, sofreu muito preconceito, tanto a nível social quanto a nível sexual, né, de gênero. Eu sou lésbica assumida, isso causa um impacto muito grande, e eu já sofri muitas consequências com isso, principalmente na área profissional, tá, desoportunizações por ser mulher na área de TI, tá. E eu não dou esse tipo de de testemunho como vitimismo, tá? Muito pelo contrário, eu tenho orgulho porque eu passei por cima, eu venci todos. E através justamente dos exemplos que eu vivi, que eu criei, eu já consegui ajudar muitas pessoas, de pessoas olharem e falar: poxa vida, que legal, você conseguiu, então eu consigo, consegue. Então é realmente ganhar, criar uma visibilidade a fim de que essa mesma possa oportunizar outras muitas vidas, independente de sexo, de gênero, de idade. É isso assim, sabe? É uma meta de vida, sabe? Ajudar outras pessoas.
Ô Carla, mas o que que você entende um pouco do que você já fez? Mas o que que tá faltando? Eu ainda, ainda não ficou claro para mim o que que falta. Qual que é o próximo passo que você quer dar? E por que que você se inscreveu na mentoria?
Bom, a mentoria é realmente a fim de buscar, né, direcionamento, trilha para— porque eu sei onde eu estou hoje e eu tenho uma ideia de onde eu quero chegar, tá? É baseado no meu perfil, na minha história. Eu quero lapidar, né, ajuda para lapidar isso, para alcançar o meu objetivo. Te falar, Ivan, assim, qual que é seu objetivo final? É como eu disse, eu cheguei no cume, eu quero ir além. Então assim, hoje o meu objetivo é estar numa área executiva mesmo para poder ter mais autonomia ainda, para ajudar pessoas, para oportunizar pessoas, para ter voz. Hoje eu vejo que a CIT ela me dá isso já como squad leader, tá? É uma empresa que oferece isso, mas o mercado não oferece isso. E eu quero poder trazer visibilidade, né, criar, desenvolver um trabalho aqui dentro que possa impactar fora da CIT, sem ter que sair da CIT, tornar mesmo um trabalho referência, criar um trabalho referência e as pessoas falarem: nossa, lá na CIT tem uma executiva que veio de tal, tal, tal lugar, chegou em tal, tal, tal lugar e criou um programa lá dentro para ajudar pessoas. Poxa, a gente pode implantar isso aqui na nossa empresa, vamos tentar. Então assim, basicamente é desenvolver um programa de oportunização, sabe?
Legal. Você acha hoje que você— Só uma pergunta, Marlon Silva Domingues. Eu tô entendendo que você acha que a CIT já te dá isso de certa forma, mas o que que você, Carla, vê de oportunidade hoje, aquela mais próxima de você possível, para dar passos nessa direção? O que você já consegue enxergar que dá para fazer?
Bom, como eu disse, a CIT é uma empresa que ela tem uma estrutura assim, eu não conheço, tá? Falando parece utopia. Quando eu entrei aqui, tá, gente, no primeiro dia, no onboarding, eu falei: gente, é utopia, não existe, não tem como. A estrutura da empresa é incrível. Então, por isso que eu falo, a CIT ela já te oportuniza praticamente ali desde o primeiro dia. Porque é tudo muito aberto, as pessoas não têm porta. Eu acho incrível aqui como que não, como não tem essa coisa de crachá, sabe? O crachá, você é o executivo, você é o suporte júnior. Aqui eu já, eu tenho sentimento, né? Tem 20 dias, 22 dias que eu tô aqui, eu já consigo ter o sentimento de que assim qualquer um é acessível. Eu já conversei com diretor executivo, vários, né, na verdade não só, já conversei com 3, 4 diretores executivos como se eu tivesse conversando de fato com meu colega ali, sabe, que tá no mesmo crachá que eu. Isso para mim é estranho, a princípio eu achei estranho, tá, gente, porque como eu disse, eu vim de um mercado em que isso não acontece. Você mal, mal sabe o nome do diretor executivo, do superintendente, você não, você nunca viu Então assim, eu venho de um mercado bem diferente, né? Não sei há quantos anos todos vocês, cada um de vocês está na empresa, mas enfim, eu venho de um mercado, de um mercado que não permite você ter tão fácil acesso a alta gestão. Então, haja vista isso, é, com 20 dias eu vejo assim que eu já consigo falar com diretor executivo. Eu pingo ele ali no chat, ele me responde. Poxa, que bacana! E como é bom a gente ter o sentimento de pertencimento, sabe? Por eu ter acesso livre às pessoas da autogestão. Então assim, isso me faz ter o sentimento, me traz o sentimento de que eu tô no mesmo nível, né? Que eu tô ali numa gestão horizontal. Eu ainda não posso afirmar, né, com certeza, porque eu cheguei aqui há pouco tempo, embora acompanhe o trabalho da empresa há alguns anos, mas eu estou vivendo de fato agora. Até então, para mim, era uma visão externa. Agora estou tendo a visão interna. E como eu disse, no primeiro dia, no onboard, eu falei: gente, não é possível, isso é utopia, pera aí, deixa eu ver se isso é verdade. E venho vivendo esses últimos 20 dias falando: poxa, Não, não é utopia, é verdade. Eu acho que realmente aqui a gestão é horizontal. Que incrível, sabe?
Entendi que você tá dizendo pra gente tudo que a empresa pode te dar, né? E o que você acha que a empresa não pode te dar e que você tem que conquistar?
Bom, eu acho que— acho não, né? É uma questão até de princípios da minha parte conquistar, sabe? Sabe, conquistar o meu espaço. Por isso que eu disse, eu quero chegar numa cadeira executiva e eu sei que eu tenho um árduo trabalho pela frente. Eu tenho que mostrar a minha capacidade, eu tenho que demonstrar no cotidiano mesmo, né, na prática, do que eu sou feita e do que eu sou capaz e onde eu posso chegar. E eu não tenho medo nenhum Eu não tenho resistência nenhuma em lutar o quanto for necessário para isso, sabe?
Sempre respeitando os outros.
Você já tinha esse objetivo antes de entrar na empresa, Carla?
Sim.
Desse impacto que você quer gerar?
Sim.
Independente de qual empresa você quer mirar esse impacto via uma cadeira executiva onde você consegue influenciar mais pessoas?
Com certeza.
E aí, perguntinha, eu acho que a pergunta que o Marlon tava doido para fazer lá: você acha que você precisa dessa cadeira para poder fazer esses projetos?
Não, não necessariamente. Eu disse como eu disse, a gente precisa ter um objetivo. Eu tracei o meu, não significa que esse é o objetivo final, porque para mim nunca tem um fim, tá? Mas não, tanto não que eu já entrei me ingressando em vários, né, me envolvendo em vários Várias pautas: pauta da diversidade, pauta de liderança, pauta de onboarding. Já comecei a me envolver nas pautas de trabalho home office para estimular as pessoas, para fazer as pessoas entenderem como que é o processo, para trazer o sentimento de pertencimento para essas pessoas. Então eu já estou me envolvendo, já estou buscando formas de interagir com todos os tipos de grupos, que eu acho que não tem barreira, né? Com todos os tipos de grupos, justamente por isso, porque eu não quero esperar chegar na cadeira executiva. A cadeira executiva é só um plus que vai viabilizar um impacto maior extra CIT. Eu não pretendo sair daqui, eu falo isso desde que eu, desde muito antes de entrar. O dia que eu entrar, eu não pretendo sair, vai, só vou sair se me expulsarem, só se me expulsarem. Fora isso, eu não pretendo sair. Então assim, a minha intenção sempre foi entrar para causar impacto daqui de dentro lá fora, para mostrar para o mercado: olha, eu vim do mercado, agora eu estou aqui dentro e eu posso causar um grande impacto no mercado provando que é possível ser o que nós temos aqui, sabe? Mas a fazer a diferença é desde o primeiro dia. Eu cheguei no primeiro dia do onboarding já fazendo contato, já mandando mensagem para o BP, perguntando como que eu participava dos grupos no primeiro dia. Coitada da Laurinha, a Laurinha já tá sofrendo comigo. Laura, que fola que eu chamo ela quase todo dia.
O Carla, deixa eu te fazer uma pergunta. De tudo que você contou, tudo que você falou assim, eu vejo você no momento Muito mais focada naquilo que é possível, você tem uma clareza muito bacana sobre aquilo que você quer. E eu tô com uma curiosidade aqui: o quão segura ou o quão empoderada ou o quão consciente você tá sobre o teu autoconhecimento? Como é que tá o teu nível, o teu comprometimento com o teu autoconhecimento nessa jornada que você tá disposta a realizar? E aí em cima disso eu tenho uma pergunta, algo que pra mim é muito importante entender no mecanismo de funcionamento das pessoas. E em cima disso eu venho entendendo alguns padrões de comportamento das pessoas também, e que faz muito sentido ajustar em relação a uma meta tão ousada como essa que você tenta buscar. Então a pergunta que eu tenho aqui pra você é: das 6 necessidades humanas que nós temos, eu não sei se você lembra quais são as 6, se não vou passar aqui. Eu queria saber onde você acha que está a tua consciência nesse momento. Nós temos 6 necessidades humanas, que é a grande resposta do porquê que nós fazemos o que nós fazemos. Ela é a nossa mãe, a mãe que nutre os nossos comportamentos. Então, compreender nesse momento que você está num momento de vibração, de empolgação, de ousadia, de coragem, é muito importante entender também aonde está a tua consciência nesse momento. Porque a necessidade mais aguçada na nossa jornada, ela vai determinar os nossos comportamentos. Deixa eu ver se eu consigo compartilhar aqui e a galera pega carona também e olha para isso.
Compartilhar a tela. E já vou ler um comentário aqui para todo mundo, que é o primeiro ali do Felipe, dando parabéns pelo seu caminho para alcançar seus objetivos. Continue com essa gana de superar qualquer obstáculo e chegar onde você quiser.
Obrigada, Felipe. Isso aí não só para mim, para todos nós, tá? Todos nós somos altamente capazes, é, basta querer e ter objetivo.
Deixa seu recadinho para Carla aqui, galera. Aproveita no YouTube, é tudo na mão aqui.
Vocês estão vendo a minha tela aí, galera?
Sim, sim, tá compartilhando.
Show! Então essas são as 6 estados humanos, cara. Todos nós temos essas 6 necessidades humanas. Então a primeira necessidade de todo mundo é a certeza, a segunda é a variedade, a terceira é o significado, a quarta é conexão e amor, a quinta é crescimento e a sexta é contribuição. Essa é a ordem inclusive dela. Então assim, geralmente nós todos temos uma ou duas que são as mais prioritárias na nossa jornada. Na tua jornada nesse momento, o que que você acredita ser as necessidades que estão em primeiro lugar, uma ou duas que está mais aguçado na tua jornada. Se tiver alguma dificuldade, quiser saber o que significa, eu posso explicar. Mas batendo o olho, qual você acha que é a tua prioridade nesse momento?
Marlon, olhando assim para falar de cara, conexão e amor, não preciso nem pensar, tá, para falar. A gente não vive sem nos conectar e sem amor que nos move, né? Amor, paixão é o que nos move. Então, conexão e amor, não só agora, sempre, tá? E contribuição. Por que contribuição? Porque o meu principal objetivo enquanto ser é deixar um legado de contribuição no mundo. Então, assim, as duas com certeza são as minhas, os meus pontos focais neste momento, especialmente, tá?
Legal, show de bola! E a próxima pergunta para você então é: como é que você vem evidenciando conexão e amor e contribuição na tua jornada nesse momento?
Bom, conexão e amor, porque eu acho que, não sei se vocês já perceberam, eu tento passar isso a todo momento. Não tento passar, né, eu passo. Acredito veementemente que eu passo isso. Eu sou uma pessoa apaixonada, Paixão me move assim em todas as esferas da minha vida, seja na minha vida pessoal, emocional, familiar, profissional. Então assim, eu demonstro isso a todo instante. Eu tenho um trato especial assim com as pessoas, porque eu realmente acredito que hoje no mundo em que vivemos falta amor, falta empatia, falta acolhimento. Falta você ter bons ouvidos para escutar as necessidades do outro, para entender o outro. Falta perguntar como o outro está, como ele se sente. Isso eu pratico todos os dias, tá? Eu cheguei aqui na CIT, eu tô ainda como shadow da squad leader, né, que é a titular do time onde eu atuo, e não por isso eu deixo de chegar todos os dias e perguntar para as pessoas do time: "Como você tá? Bom dia!" Então, enfim, aí eu aplico o amor e a conexão, porque eu faço questão de estar próximo das pessoas para que elas se sintam confortáveis comigo, para que elas se sintam seguras em conversar, em se abrir, porque eu não sou capaz de ser uma boa líder se eu não passar para as pessoas segurança de que elas podem confiar em mim, tá? E contribuição é justamente, ele entra aí junto com o amor, né, a minha forma de contribuir para o mundo É entender as dores do outro para trabalhar com essa, com essas, em cima dessas dores, a fim de desenvolver as pessoas, a fim de que essas pessoas sobreponham as próprias dores. Mas tudo um trabalho, né, e diariamente, tá? Não acredito que isso é uma coisa que a gente faça uma vez na semana, uma vez a cada mês, duas vezes no mês, uma vez a cada mês. Não, isso é um trabalho diário.
Legal, show de bola, show de bola. Então tá dizendo que hoje as duas necessidades que estão mais evidentes na tua jornada é a necessidade de conexão e amor e a necessidade de contribuição, certo? É essas duas. E como é que você hoje, como é que se você tivesse um mecanismo de abastecer as outras demais necessidades, porque nós precisamos, senão elas cobram caro da gente. Variedade, significância e crescimento, como é que você criaria comportamentos que te dessem um retorno de abastecimento dessas necessidades? Um parênteses, por que que eu falo isso? Porque quando a gente foca muito em duas necessidades ou mais, e essas duas nos trazem retorno, a gente esquece de nutrir os restos, as demais. Isso é comum no ser humano. E a falta de nutrição nas outras necessidades nos leva a buscar isso de forma muitas vezes não ecológica, né? O que que é não ecológico? Eu me abasteço de um combustível que não é o aditivado, então eu faço movimentos momentâneos em busca fortemente apenas de alimentar o meu ego, mas não me causa nutrição. Então uma grande barreira muitas vezes, o desafio de uma jornada é você entender que você precisa nutrir essas necessidades ao longo do caminhar. Então, como é que você vê, por exemplo, a significância, o crescimento, a certeza sendo balanceada na tua jornada profissional?
Bom, assim, minha visão, tá, pode parecer até meio piegas, mas eu acho que é quase que um mecanismo automático ali quando você faz funcionar a conexão e o amor consequentemente, né, você contribuir com o mundo, né, auxiliar, você tá crescendo, tá? Porque quando eu dou, eu recebo em dobro. Eu acredito muito nisso, isso funciona, tá, na prática. Eu sei porque eu vivo isso na prática. E as demais também vão ser nutridas, tá, Marlon Silva Domingues? E eu acredito que realmente nós somos capazes Altamente capazes de fazer funcionar desde que a gente tenha pelo menos duas aí como objetivo principal, tá? Eu acho que, para mim, funciona como uma cascata mesmo. Se eu tenho conexão e amor, se eu tenho a contribuição ao mundo, naturalmente eu vou crescer e as demais.
Legal, legal.
Meu ponto de vista, tá? Outras pessoas podem ver de outra forma.
Tá tudo certo. Se isso faz sentido para você, tá tudo certo. Isso que é o mais importante. Legal. Tem uma pergunta aqui do Guilherme, ele fez para você, mas acho que você respondeu de certa forma, mas eu vou colocar aqui. Olha que chique, galera, tô aprendendo a deixar parada aqui, hein?
Olha que chique, gente!
O que você se vê fazendo como executivo aqui que você não se vê fazendo hoje?
Legal, Guilherme, boa pergunta. Na verdade, eu acho que eu consegui falar um pouquinho sobre isso, né, mas deixando mais claro, não sei se você tá aí, se você tá conosco aí desde o início. Na verdade, hoje eu já me vejo fazendo, tá, Guilherme? Eu já vejo possibilidade de fazer. Volto a falar, tem 21, 22 dias que eu cheguei, mas já pude perceber. Então, pouco que não há portas aqui dentro da CIT. Hoje nós temos acesso facilmente à alta gestão, então hoje eu vejo a possibilidade de já realizar muitas coisas, já estou me envolvendo, né, em muitos grupos voltados para atuação diversa dentro da empresa, de forma a impactar dentro e fora da empresa. Contudo, como executiva, sim, eu vejo maior possibilidade de que o impacto seja é ainda maior fora da empresa, sabe? De fazer com que as pessoas de fora vejam dentro da CIT referências mesmo. Poxa, lá deu tão certo, olha o trabalho que eles fizeram, então vamos aplicar aqui. Eu venho de um mercado muito conturbado, tá, Guilherme? Acho que não sei se você tá na CIT aí, tá, ou se tá no mercado. Eu particularmente vim de um mercado muito conturbado Então eu falo com prioridade que aqui dentro da CIT, especialmente falando, nós somos transformadores, sabe, agentes de transformação interna e externamente. E como executiva eu vou equalizar isso, entende?
Legal, cara.
Então aproveitando, ó, já te dá duas, dois caminhos. Você vai falar para eles Para todo mundo que tá aqui agora, qual que a gente faz agora? Desafios.
Boa!
Um é: você quer que a gente te ajuda a falar assim, cara, qual o caminho que me leva à posição executiva? Ou você quer qual o caminho que me ajuda a gerar mais impacto agora? Nas ações que você tem de ajudar as pessoas?
Com certeza o de gerar mais impacto, porque ele consequentemente vai me levar ao outro. Então, efeito cascata.
Maravilhoso, galera! Assim, ó, já começa a compreender o mindset dela, né? Já tá claro assim o mecanismo de funcionamento dela, né? Não sei se vocês perceberam que ela, ela tem um mecanismo quase que de cascata, ela encontra algo que é poderoso e ela tende a devolver isso aí para baixo. Isso é muito legal, são padrões, é bacana estar atento aos padrões. Muito bacana essa pergunta do Vini. Então, o de impacto que você falou, Carla, gerar impacto nas pessoas, é isso?
Com certeza, com certeza. E é inclusive pelo que eu comecei já me movimentar aqui dentro, né, para isso. Me envolvendo já nos grupos e a busca até por essa mentoria é justamente isso, sabe? Olha, seguindo aqui por este, né, atuando nesses grupos, nesse grupo tal, né, por exemplo, tá, gente, tô dando um exemplo aqui bem genérico, é a sua possibilidade de impactar e tal, trazendo a sua história, trazendo a sua experiência, É maior. Então assim, porque a intenção é justamente porque eu sei que causando os impactos, mas não só causando impacto, ah, porque eu quero ser a Carla do impacto. Não, gente, eu quero que realmente o que eu fiz com a minha vida, com a minha carreira, seja fonte de inspiração para outras vidas, para outras carreiras, e para mostrar que é possível. Basta você realmente querer, acreditar, investir e lutar por isso, né? Fazer acontecer, movimento.
Galera, she's driven by impact. É isso!
Total, total. Depois você tem que ler o livro que tá atrás da cabeça do Vinho lá, Faster Faster. É o livro da CP. Uau! Vamos fazer o seguinte, vamos fazer uma rodada aqui com a Carla Cada um dizendo aquilo que na trajetória para chegar na carreira executiva realizou, fez, que acredita ser algo que trouxe maior impacto na vida das pessoas. E a gente nutre ela, ela vê se faz sentido o que a gente quer dizer. E vou começar convidando o Ivan a falar o que que ele realizou, o que que ele acha que ele fez na jornada dele para chegar a ser um executivo que ele mais gerou impacto, mais causou impacto nas pessoas.
Eu acho que eu, bom, acho que se eu tivesse uma dica para te dar é que assim, a primeira coisa é que você realmente não precisa ser executiva para impactar a vida de ninguém. Eu conheço um monte de gente que não tem nem o primeiro nível de educação e que impacta a vida de milhares de pessoas através simplesmente do de querer ajudar. Então não acho que você precisa ser executivo para começar a fazer isso, como você bem disse. Acho que talvez hoje você esteja vinculando essas duas coisas com a maneira como você mesmo bem disse, assim, ah, cara, acho que como executivo eu posso mais. Eu queria quebrar essa crença. Para mim essa é uma crença sua que não precisa ter, assim, você pode começar a impactar agora e não depende disso, tá? Eu acho que virar executivo é uma consequência das suas atitudes, do seu trabalho, da sua dedicação, do do seu esforço, do seu, do impacto que você gera na realidade, muito mais do que o contrário, minha opinião, tá? Como que eu comecei na carreira para virar executivo? Eu digo para você que é o seguinte: eu nunca fui uma pessoa como você, por exemplo, que coloca uma meta e vai, eu quero aquela meta, eu vou atrás, igual nunca fui, tá? Primeira coisa. E aí você pode falar assim, pô, quebrou tudo que eu tô pensando aqui. Não, só tô te dizendo que tem outros meios, né? Não precisa ser um único meio, tem vários meios de se chegar onde se quer. Então, nunca fui, eu também nunca fui uma pessoa que quis morar no exterior. Morei um ano e meio no exterior também. Parece que as coisas foram acontecendo. E você fala assim, ah, eu deixei a vida me levar. Não, definitivamente não. Eu acho que eu fiz muitas coisas aconteceram, mas eu não perdi as oportunidades que eu tinha de fazer aquilo que eu queria fazer. Eu acho que a dica que eu te dou é essa assim, se você consegue vislumbrar da empresa onde você tá espaço para colocar o seu propósito de vida em ação, coloca amanhã cedo, às 8 horas da manhã, a hora que você acordar. Não vai esperar nem uma segunda, nem uma terceira, nem a quarta oportunidade. Vai esperar o cavalo passar daqui a 6 meses, que pode ser que esse cavalo não passe. Que oportunidade, o cavalo, na realidade, é você que compra. Ele não vem de graça, é você que faz ele acontecer. Então, na minha visão, assim, ó, aproveita seu dia amanhã cedo e reflete, faz uma listinha de coisas que você fala assim: como no meu papel atual eu posso impactar as vidas das pessoas? Será que é aqui dentro do meu trabalho, fazendo o meu melhor, é entregando para elas um pouquinho mais do que aquilo que elas esperam de mim? Esses dias eu tava conversando com o time, nosso time de attracting, e eu tava conversando justamente sobre isso. Eu recebi um feedback que, pô, Ivan, toda vez que eu te peço alguma coisa, parece que você me entrega essa coisa e um pouquinho mais do que aquilo que eu esperava. E aí eu fiquei pensando, pô, eu acho que eu tenho esse, acho que eu tenho esse desejo mesmo de entregar um pouquinho mais do que aquilo que a pessoa espera, e talvez pelo meu propósito de vida também e tal. E aí eu fiquei pensando, pô, isso é uma baita dica, né? Porque você entregar um pouquinho mais do que a pessoa espera é uma forma de delivery dela. É uma forma de impactar a vida dela positivamente, né? Então essa também é outra dica. E por último, que eu acho que importa, é assim: dá para fazer tudo aqui onde eu tô, sim, tudo, tudo. Você só precisa ter os aliados corretos, né? Você mesmo falou: eu tenho acesso a diretor, eu tenho acesso eu tenho acesso, legal. Quais são os aliados que você escolhe para te ajudar na sua missão de agora, né? Quais são as pessoas que você sabe que, pô, eu posso contar com tal pessoa, com tal pessoa, com tal pessoa para fazer isso, para fazer aquilo, ou para fazer aquilo, para me dar uma dica, né? E assim por diante. Acho que é isso, Marlon.
Legal, legal, show de bola. Qual é a tua dica, Vinão?
Cara, bom que você já conhece o ambiente de Belo Horizonte, da empresa, deve ter ido lá. Assim, acho que da minha jornada teve algo que eu acho que foi muito, muito determinante para me levar para a posição que eu tô, posição E eu acho que a primeira delas foi não focar no papel, por mais estranho que pareça. Eu tenho um hábito que é diferente, aliás, é muito parecido com o seu. A partir do momento que eu tô, que eu atinjo um objetivo, eu olho para o próximo. Eu também tenho essa característica. Agora, O que mais me trouxe resultado é quando eu decidi fazer alguma coisa por algo maior do que a mim mesmo, por uma missão que era maior do que a mim mesmo, e sendo bem específico, quando eu decidi, e eu falei isso em voz alta, abnegar do meu crescimento em prol de fazer alguma coisa que ia afetar positivamente as outras pessoas, eu fui recompensado. Porque em Belo Horizonte a gente teve um momento muito delicado onde a gente teve, a gente tava perdendo boas pessoas e aquilo tava começando a me machucar muito. Eu falei assim, cara, eu vou fazer alguma coisa, posso me ferrar fazendo isso aqui, mas eu vou fazer assim mesmo. E eu acho que por eu ter tomado a decisão de fazer Independente de qual que seria a consequência, eu sabia que eu tava fazendo aquilo pelos outros. Isso movimentou para quê? Para que isso fosse reconhecido, tipo assim: "Cara, então já que você vai fazer, essa é a sua missão. Toma, vai." Então isso aconteceu, foi extremamente importante na minha jornada, mas muito porque eu já tava decidido a atuar a favor das pessoas. E eu sinto que é um pouquinho da causa que você tá buscando. Então assim, cara, faça sem esperar de volta, só faça. Que eu acho que você tem a clareza muito evidente de que o mundo vai te retornar. Então leva essa certeza com você, faça sem esperar em troca, faça o seu melhor, que isso aí vai voltar lá na frente. Eu acho que isso da minha jornada é o que eu percebo que mais contribuiu. Claro que isso foi um dos movimentos, talvez o mais determinante, igual eu falei. Antes disso tem muitas outras coisas. Você tem que fazer um trabalho que entrega resultado, porque o que paga as contas são os resultados também. Então, no dia a dia, você tá sendo, você tem um papel, você tem um objetivo a cumprir, cara. Então entenda qual que é essa expectativa Entenda o que que você tá gerando de resultado, mobiliza as pessoas corretas, igual o Ivan falou, verbaliza qual que é seu objetivo, como que você vai fazer isso, que isso vai conspirando não só para o que você tá fazendo, mas também contribuindo para a direção que você, do que você tá querendo construir. Acho que são os meus two cents aqui.
Muito bom. Eu tô notando aqui, eu tô notando aqui essas características, porque é uma espécie de modelagem, né? Então, quando você pensar, cara, o que as pessoas fizeram para chegar em um determinado lugar, tem algumas características que se destacam. O Ivan, para mim, ficou forte, over delivery. Eu acho isso super importante. Esse é um mindset de sucesso. Então, pô, entrega sempre a mais, um pouquinho a mais, que isso faz muita diferença. O Vini traz a fala de fazer aquilo que acredita sem esperar nada de volta, né? Ele falou, cara, " Dane-se se isso aqui der ruim, eu acredito nisso, vou fazer." E ele falou também sobre: "Vou fazer de coração, não espero reconhecimento disso." Para mim também isso é um mindset de sucesso. O que eu quero te entregar aqui? Para mim, na minha jornada, uma jornada muito doida de reviravolta, de transição, de acreditar também naquilo que não era óbvio, pegar um caminho totalmente adverso daquilo que existia visível na empresa, que era essa obsessão que eu tive em algum momento de falar: "Cara, eu vou construir uma área de coaching, eu vou fazer esse negócio acontecer." Mas o que está por trás disso? Acho que era a coragem de ousar, era a coragem de errar. Acho que pra mim isso ficou muito marcante. Uma vez que eu descobri que o caminho pra se chegar naonde eu gostaria de ir— Carla, eu lembro claramente que no ano de 2014, quando eu fiz a minha transição de carreira pra RH, eu falei pra mim mesmo: Eu vou ser executivo de RH naquilo que eu acredito. Eu não vou ser o executivo de— eu não quero se tornar um executivo da empresa para assumir algo que é o caminho comum ou que é aquilo que está na cartilha. Eu quero ser executivo daquilo que faz meu coração bater. E isso tem a ver com pessoas, tem a ver com liderança, tem a ver com cultura, com segurança emocional. E isso é o que aconteceu. É isso que me tornei, um executivo nessas condições. E essa ousadia, esse medo de não errar, de fazer e aprender com o erro, porque aconteceu muito erro na jornada, mas aprender com isso foi a grande diferença para mim sobre: cara, errar é uma condição presente, eu quero algo futuro. Então isso eu preciso plantar. Vai chegar lá. E tem ficado cada vez mais claro para mim essa jornada da diferença entre você fazer algo hoje e viver dos ganhos de hoje, e você fazer algo para o futuro e daqui a pouco você tem isso aí como retorno. A jornada de ensinar as pessoas a encontrarem os seus próprios caminhos, elas buscarem as próprias soluções, é uma jornada considerada hard change, Porque não é simples mudar o mindset de alguém e falar: "Cara, você tem que deixar de ser um conselheiro, deixar de ser mentor e se colocar numa posição em que você provoca as pessoas a buscar soluções." E aí aparece um monte de medo, porque: "E se a pessoa errar?" "E se ela não fizer do meu jeito?" "E vai levar mais tempo?" "E se? E se? E se?" Só que esse "e se?" ele é um jogo que tem que ser jogado apostando no futuro. É você realmente abrir mão dessa condição, desse controle, e querer deixar com que as coisas aconteçam. Vai acontecer erro, sim. Vai atrasar projeto, sim. Vai ficar no zero, sim. Só que daqui 6 meses, 1 ano, 2 anos, as pessoas vão estar andando com as próprias pernas. Vai estar ok. Elas vão estar trazendo os próprios resultados. Eu não preciso mais levar bagagem de problemas para minha casa que são das outras pessoas. Então essa foi a grande aposta que eu fiz na minha jornada, nesse tempo, é ensinar essas pessoas a fazerem por elas mesmas e não através do meu movimento. Então eu até tive um insight esses dias pensando na relação da liderança com a minha paternidade, porque paternidade para mim é isso, é o investimento futuro. Se você pensa em se tornar pai e mãe pensando no aqui e agora, Cara, é a maior frustração, porque dobra os gastos da casa, começa a ter gritaria e choro que eu não existia antes, você perde o seu momento de Netflix, você perde acesso a um monte de coisas. Mas se você parar para pensar que isso é um investimento futuro, que daqui a pouco tem alguém que vai ser um companheiro, uma companheira, um amigo, uma amiga que vai te elogiar e te abraçar incontinuamente, você fala: cara, essa parada vale muito a pena. Vale muito a pena. E para mim, liderança é isso. Quando você pensa no agora, você lida agora, cara, é um saco. Mas se você tiver essa mentalidade de falar é liderança, para daqui a pouco essas pessoas vão voltar e falar obrigado, cara, agora entendi, faz diferença. Então para mim, o diferencial dessa jornada é isso.
É isso. Se eu pudesse dar um depoimento sobre os dois aí, é exatamente isso que eu vejo nos dois. Então, vejo, por exemplo, no Vini, já falei isso para ele de vez em quando, ele reconhece, não, mas eu reconheço para ele, não tem problema. Já falei para ele que a questão da generosidade dele é fortíssima. Então, quando você fala que ele entrega sem esperar nada de volta, é pura verdade. O Marlon, o Marlon, com essa questão do ensinar a pessoa a pescar, mas não pescar por ela, né, é muito forte também, é muito forte e é muito nítido. É nisso que ele pautou, vamos dizer assim, toda a carreira dele, né. E funcionou, então funcionou para um, funcionou para o outro, funcionou para mim também. Acho que são dicas, você vai encontrar o seu jeito também aqui, né. A gente tá aqui falando obviamente de mentoria, mas as perguntas iniciais elas são muito mais coaching do que de mentoria. Porque assim, qual que é o problema? Quem diz qual é o problema é você. Quem diz onde você quer chegar é você, né? Quem diz o que, como vai resolver, no final das contas, também é você. Não é sobre o Vini, o Marlon Silva Domingues, é sobre a Carla. E como a Carla quer resolver a situação? Como a Carla quer virar executiva? É uma jornada, vai ter tropeço. Vai ter coisa que você vai fazer que você vai achar que você andou 10 passos para trás, vai ter coisa que você vai fazer que você vai falar assim: andei 10 para frente. Aí vem alguém te dar uma rasteira, você cai de cara no chão. E aí você vai falar assim: pô, mas acho que no final vale a pena, vale a pena, porque é a sua história, entendeu? Assim como você tem orgulho da sua história hoje, você vai ter orgulho também quando você se tornar uma executiva, porque foi você quem construiu, não foi ninguém que fez isso por você. Acho que é isso que é protagonismo de carreira que a gente tanto fala, né?
Muito bom! Nós estamos em 56 minutos aqui, tem uma pergunta do Felipe, eu queria deixar ela aqui para a gente responder rapidamente, aí a gente chama a Carla para fazer o fechamento aqui, só para a gente não passar de uma hora. E a gente tem que ter problema de ser quicado aqui, mas depois fica muito longo, se as pessoas querem ver o vídeo. Então deixa eu jogar a pergunta aqui, eu acho que cabe para todo mundo, quem quiser Eu não respondi a pergunta dele.
Sensacional esse negócio aí, rapaz.
Uma pergunta sobre definições e metas e objetivos a longo prazo para a própria carreira. Além de autoconhecimento, vocês pontuariam quais dicas para ajudar a defini-los?
Olha que interessante. A gente cunhou algo aqui, né, Ivan, recente, que a gente chamou de career hacking.
É verdade.
Do Career Hack, a gente criou uma perspectiva pautada em 3 lentes. A primeira delas é a do eu, a outra é do outro, e existe o encontro delas que é o nosso. Autoconhecimento ele é um dos aspectos que estão dentro da lente do "eu". Porque se a pessoa não se conhece e não sabe quais talentos que ela tem, quais habilidades que ela tem, quais objetivos e ambições que ela tem, então tá faltando uma coisa. Então acho que tem esse primeiro aspecto do "eu". Agora, existe um outro que é da lente do outro aqui, que é: como que as pessoas reconhecem quem eu sou? O que que eu entreguei de resultado? Quais as expectativas do outro sobre o meu trabalho? E eu acho que na hora que a gente traz essas duas perspectivas e traz o "nós", a gente começa a ver o meio dessa junção, que é: OK, qual que é a missão? Qual que é o plano? Quais habilidades que eu tenho que desenvolver para poder chegar lá? Então, para mim, se você conseguir usar essa esfera desse career hacking que a gente cunhou, você tá com sua resposta aí. Beleza, Felipe?
Deixa eu colocar meus 2 centavos aqui. E aproveitando até o papo que eu tive com o Gouveia segunda-feira na entrevista, eu perguntei pro Gouveia qual é a dica que você dá pra galera que tá querendo aprimorar as habilidades, buscando emprego, transição, ele falou: aprendam a falar em público. Eu achei animal esse toque dele, pode parecer algo simples, mas eu acho extremamente necessário, só que eu conecto isso com a capacidade da comunicação, né? Autoconhecimento é uma coisa, a comunicação é outra, uma competência que tem que ser desenvolvida. E para mim também fez muita diferença no começo da minha jornada ter desenvolvido muito bem essa capacidade de me comunicar com times, com clientes, com as pessoas. Eu já contei para muitas pessoas que em algum momento da minha jornada eu me tornei Scrum Master sem saber o que era ser Scrum Master. Eu vivi como Scrum Master sem saber o que era ser Scrum Master. Como? Porque eu aprendi a me comunicar com as pessoas. Então eu sabia fazer perguntas para as pessoas, eu sabia utilizar aquilo que eu não tinha em mim, eu buscava através dos outros, como comunicação e relacionamento. Então, Felipe, eu acho que a capacidade de elevar nossa comunicação cada vez mais, em outros patamares, ela, para mim, é o maior superpoder que a gente deveria ter. Isso para mim é muito poderoso.
E eu vou dar uma também aqui, eu acho que se você ainda não sabe qual que é o seu propósito de vida, você tem que saber logo. Porque definir objetivo de longo prazo sem saber qual o seu propósito de vida vai dar merda, certeza que vai, porque você não tá olhando para as coisas que mais importam. Então assim, autoconhecimento, você pode falar, mas propósito de vida tá dentro de autoconhecimento. É, tá, tá, mas assim, eu acho que ele é um dos essenciais ali dentro. Se você não tem propósito, você não conhece seus valores, vai, você vai tropicar, vai tropicar num monte de coisa para chegar lá. É, e uma outra coisa, ó, quando a gente define o objetivo de longo prazo, a gente tem que definir objetivos de médio e de curto também, que estejam associados a eles. Então não adianta você definir o objetivo de longo prazo e sair fazendo de qualquer jeito, sabe? Tipo, qual que é o objetivo que eu começo amanhã cedo que me leva nesta direção que eu quero chegar então? Então defina o de longo, mas pensa aqui no que vai acontecer amanhã, porque senão ele fica muito distante. Tem que ter meta curta, cara. Coisa pequenininha, alcançável, que você consegue chegar e você ganha gás de novo, energia para ir de novo, chegar outra vez. Aí você chega de novo, você fala: caraca, consegui a segunda vez, eu vou de novo. Você define o outro, você vai. Aí o negócio anda. Se você deixar ele: ah, tá lá, um dia eu chego, vai demorar para caramba. Acabou, chega de dica, Marlon.
Show de bola, Cailinha, para fechar, minha querida. O que que você leva como aprendizado do nosso papo de hoje e o que que você coloca como uma ação que você pode fazer amanhã? Um aprendizado e uma action. Conta para gente.
Como é incrível entender que todos os dias podemos aprender, né? A gente nunca vai saber tudo, nunca. Ouvi o Ivan Vini, você, Marlon Silva Domingues. Eu já esperava, né, óbvio que seria um espetáculo, mas eu não imaginava que seria tão bom. É aquele tirar vendas mesmo, né? Por mais que tenham coisas que pareçam óbvias, né, às vezes parece óbvio, mas aí assim veio numa profundidade, sabe? Veio com sentimento, né, da vivência, da experiência de vocês. Então vou levar esse encontro aqui com certeza no caderninho assim do peito para lá na frente falar: olha, naquela noite eu ouvi Cici, olha, foi colocado em prática. E a ação não começa amanhã não, meu amigo, começa agora. Já tô aqui









