Mentoria de RH

Letícia Carvalho, transitioning from journalism to employer branding, works with mentors Vinícius Lucas and Ivan Neves to move from survival mode into a concrete action plan. They map specific job targets, tackle her fear of networking, and build a one-week strategy around authentic outreach to recruiters and companies rather than mass LinkedIn applications.
Chapters
Aí, Vinão, faz as boas-vindas aí. Hoje você que comanda.
Ah, coisa boa! Bom dia, boa tarde, boa noite para quem tá assistindo a gente no YouTube. E para quem tá vindo de outra rede social também, tá bem-vindo e vai poder acompanhar com a gente essa mentoria de hoje com a Letícia. Letícia Carvalho, de Belo Horizonte, galera. Vamos lá, daqui a pouquinho o pessoal já tá chegando, vai acompanhar a gente. Letícia, se você quiser também já pode fazer a chamada do seu Insta, da sua mídia social favorita, pode chamar as pessoas. Ah, o Tom! Ah, Tom tá demais!
Boa noite, amigo! Tom, cara que acompanha a gente há um tempo aí, ele acabou de entrar na CIT. Então, um cara que veio aí, né, de consumir nossos conteúdos. E pô, muito legal, muito legal a jornada dele também, sempre tá aqui prestigiando a gente.
Bacana demais, obrigado aí. Então já chama a galera para acompanhar também, dêem as boas-vindas para Letícia essa noite fria que tá no Brasil, essa frente fria que tá chegando, mas vai ser divertida de aquecer o coração aqui. Maravilha, boa noite Letícia!
Acho que a gente pode chegar, a gente pode começar aí com a Letícia. Tem galera chegando aí, ó, a Sissa também tá na área, que massa, Sissa! Bem-vinda, boa noite. Conta para gente, Letícia, um pouquinho quem é você, o que que você faz, da onde você é, para galera também ir conhecendo você depois que a gravação tem isso registrado.
Olá, pessoal, boa noite. Meu nome é Letícia Carvalho, sou jornalista com formação em comunicação social, com formação em jornalismo. Hoje atualmente eu trabalho com com comunicação interna, assessoria de imprensa, né, e produção de conteúdo para web. Mas eu estava, estou buscando a transição de carreira para a área de employer branding, que eu acho assim que apesar de estar muito atrelado às ações de comunicação das empresas, maioria das pessoas que eu conheço que fazem esse trabalho de employer branding já são jornalistas ou da área da comunicação. Então, mas eu já venho tentando, não de uma Não sei se é uma forma infeliz ou não sei como, já faz uns 3 anos e ainda não consegui me recolocar nessa área que eu tanto gosto, sabe? Então eu falo que eu faço algumas ações nas empresas que eu trabalho, que eu faço de employer branding, mas o cargo em si, a empresa em si que eu desejo entrar, ainda não consegui. Eu espero com a ajuda da mentoria de vocês ter um Clareamento assim maior sobre o meu objetivo profissional.
Que massa, que legal, hein? Novidade, uma jornalista na área aqui.
É verdade.
E a galerinha que tá chegando, vai dando boa noite para a gente saber quem que tá aí, porque aparece só que tá entrando gente, a gente não consegue ver o nome. Então quem tá chegando aí na área, dá um boa noite para a gente saber quem tá aí. O Ivan acabou de chegar. Fala, seu Ivan!
Tá na área!
Agora sim, time tá completo!
Fala, moçada! Oi, Letícia, tudo bem?
Oi, Ivan, tudo bem com você?
Desculpa, mas eu me enrolei aqui, me enrolei, não consegui entrar. Falei, agora vai!
Faz parte, faz parte.
A gente faz isso toda semana e não aprende.
Eu vou ligar o Instagram aqui para chamar a galera.
Ivan Neves, saudade de você, meu lindo.
Vinícius Lucas, Marlon Silva Domingues, é nós, é nós.
Show de bola!
A Letícia já começou a falar quem ela é.
Eu vi, eu vi. Eu tinha o link errado, eu tava no link errado.
Show de bola, Letícia! Agora acho que o próximo ponto para a gente aqui é que esses motores é o que que você tá buscando? Fala para a gente assim, que é que O que seria seu próximo passo? O que você gostaria de sair aqui hoje dessa sessão? Qual é a clareza que seria bacana para você?
Então, eu sou uma pessoa, apesar de as pessoas me considerarem que eu sou uma pessoa espontânea e tal, sou uma pessoa que sou muito tímida e não gosto muito de me mostrar assim profissionalmente. Às vezes eu posto alguma coisa ou outra no LinkedIn quando eu tenho um insight, mas eu sou muito insegura, tem muito medo de ser julgada, de assim, de as pessoas acharem alguma coisa assim, nossa, essa pessoa tá forçando a barra no LinkedIn fazendo isso e assado. Então assim, eu fico assim sempre nos bastidores. Então assim, às vezes eu tenho medo de, eu faço algum networking e tal em alguns momentos, mas assim, a maioria das vezes eu fico com bastante receio, tenho medo das pessoas acharem que eu tô aproximando de alguma, por exemplo, alguma empresa, alguma vaga por interesse. E esse nervosismo às vezes me atrapalha muito, mas assim, muitas pessoas que conhecem o meu trabalho e tudo mais assim precisam me conhecer no dia a dia mesmo para saber quem eu sou. Então eu me candidato em muitas vagas Tem empresas que eu tento entrar faz anos, eu tenho mudado meu currículo, fiz alguns cursos para ensinar o passo a passo para fazer o currículo, mas eu não me senti bem porque ensinam a criar um currículo padrãozão e eu falo assim: eu não me encaixo nesse tipo de currículo, eu quero mudar um currículo para uma vaga específica que eu quero. Então acaba que eu não tô respeitando muito o curso que eu fiz e tô tentando seguir mais o meu coração agora. E eu cheguei no momento, igual você falou, você apresenta suas redes sociais e tal. Então tô no momento que eu tô só no LinkedIn, mas eu posto quando eu sinto muita segurança. Às vezes eu tenho vontade de postar algumas coisas e eu falo assim, ah, eu acho que eu vou ser julgada, não sei se eu posso e tudo mais. Saí recentemente do Facebook, do Instagram, porque essa questão da vida perfeita das pessoas, as pessoas estarem muito felizes e alegres e postando uma positividade tóxica, tava tava me fazendo muito mal. E eu optei momentaneamente por sair do LinkedIn, do LinkedIn, sair do Instagram e do Facebook para poder fazer um detox. E tem me feito assim muito bem, na verdade, e tem me ajudado um pouquinho. Mas eu ainda preciso me sentir mais segura para postar na minha carreira e no que eu quero, sabe? E às vezes eu falo assim, vejo um curso, falo: será que eu faço? Não faço? Sou muito indecisa, entendeu? Apesar de que quando eu tô num trabalho, eu tô num serviço, mesmo que eu não saiba alguma coisa, eu corro atrás e acabo conseguindo. Mas quando envolve uma exposição maior ou envolve assim, eu tenho que aproximar de uma pessoa para poder conversar sobre uma vaga ou me candidatar. Ou às vezes eu vejo uma vaga com uma descrição gigante e eu falo assim: poxa, meu Deus, mas se é uma vaga de comunicação interna, por que que eles estão pedindo tudo isso? Isso aqui eu acho que a empresa consegue me ensinar, mas a maioria das vagas, por exemplo, eu chego e vejo: ai, tem 300 candidatos. Eu falo assim: poxa vida, "Quem sou eu na fila do pão para essa vaga?" Essa descrição. E por mais que eu sei do meu perfil, que se eu não sei eu corro atrás, as pessoas, na verdade, os recrutadores, as pessoas de talento das empresas não sabem quem é Letícia. Eu sei quem é Letícia. Eu sei que eu vou acabar fazendo uma coisa no dia a dia, conseguindo e correndo atrás, e mesmo que eu gaste horas para fazer um determinado trabalho novo, Mas as pessoas que eu preciso chamar atenção, eu sei que eu não faço da forma certa, entendeu? Então eu preciso de ter mais confiança, de chegar chegando mesmo, e eu não sei como fazer isso, sinceramente. É basicamente isso.
Deixa eu te perguntar uma coisa.
Claro.
Você até comentou um pouquinho, mas eu queria aprofundar um pouquinho mais. O medo da exposição, até mesmo de não aparecer tanto no LinkedIn e tal. Esse medo é de fato do quê, Letícia? O que que você teme?
Não, eu acho que é o medo, assim, é o julgamento. Eu sempre fui pessoa assim, eu fiz um curso que todo mundo resume o curso em ser repórter de TV. Eu sempre fui a pessoa dos bastidores, eu sempre fui a pessoa que que gosto de comunicar com as pessoas, de passar uma mensagem boa, de passar, fazer relacionamento com as pessoas internamente, gerenciar aquelas pessoas dentro das empresas. Por mais que eu não seja psicóloga, mas eu acho que dentro da área da comunicação, se você dentro da empresa quer comunicar alguma coisa bacana, você acaba que você tem que usar um pouco da psicologia da coisa para fazer funcionar. Mas eu sinto que o meu medo, eu não sei, assim, eu me comparo muito com as outras pessoas, com os meus amigos que estão tendo um sucesso diferente do meu. E eu sinto que o tempo meu é diferente do tempo das outras pessoas. E muitas vezes, assim, não é desmerecendo outras pessoas e o trabalho de outras pessoas, mas eu falo assim: "Poxa, eu sou tão competente quanto essa pessoa, por que essa pessoa conseguiu?" Que às vezes a pessoa é cara de pau, assim, no sentido bom, tá, de chegar chegando numa empresa e correr atrás e fazer isso. Eu tenho medo de ser julgada, sinceramente. Eu não sei explicar a origem do medo, entendeu? Eu já tive um dos estágios que eu fiz, eu já sofri algum tipo de assédio mesmo assim. Ah, menininha do coração bom, às vezes você tinha que agir friamente, calcular, às vezes Às vezes você tava cobrindo uma matéria, por exemplo, jornalística, que envolvia morte de família e você tinha que abordar a família de uma forma assim: "E aí, como é que você tá?" Falei assim: "Cara, desculpa, perdi meu filho aqui, você vai me perguntar como é que eu tô?" Lógico que a pessoa tá mal. Então às vezes o jornalista, ele, para dar notícia, ele acaba sendo inconveniente. E eu era muito, e eu sou uma pessoa muito sensível, muito humana, e eu às vezes eu não conseguia lidar com isso, aí falava assim: "Ah, você não vai conseguir, Letícia, desse jeito. Você tem que agir mais friamente, você não pode misturar as coisas." Eu falava assim: "Para eu fazer a minha comunicação, eu posso ser humana sim, eu posso tentar trazer o meu jeito de ser para a vida das pessoas, mas não é o que a maioria das empresas quer." Aí foi um momento da minha vida que eu decidi: "Eu não quero jornalismo de TV, de rádio e tal. Eu quero jornalismo uma comunicação para empresa. Então quando eu saí da minha faculdade, logo em 2014, eu já tinha para mim que eu não queria trabalhar com impresso, rádio, TV, que eu queria trabalhar com empresa e trabalhar com o clima da empresa, porque eu não vivi experiências boas no meu, minha época de estágio. E aí eu entrei, eu até recebi uma oferta logo que eu saí da Que eu saí do meu estágio, eu formei, eu recebi uma oferta para cobrir férias. E eu só que eu precisava de dinheiro, não cobrir férias para mim não era o suficiente. Eu tinha, eu até tinha experiência, né, era uma TV, uma TV grande, tudo. Eu queria ter essa oportunidade lá pelo status, mas eu falava assim, será? Não sei, eu preciso de ter um dinheiro entrando na minha conta. E para mim, um mês de férias e a pessoa falar tchau, Letícia, melhor um pássaro na mão do que dois voando. Aí eu, dois voando. Então eu entrei numa empresa, numa agência de comunicação, e gostei de comunicação interna. E eu assim, para mim, sempre lidar com as pessoas e gerenciar a comunicação das empresas, levar o bem-estar, a comunicação de uma forma positiva para as pessoas internamente, para mim foi sempre uma missão, objetivo de vida. E por mais que eu faça trabalho de produção de conteúdo, que eu posso fazer assessoria de imprensa, eu posso fazer outros tipos de trabalho, eu tento sempre levar esse lá, essa comunicação positiva para os meus relacionamentos. Só que eu vejo que isso não é suficiente, entendeu? Eu vejo que isso não é suficiente. Muitas empresas não estão preparadas para receber uma pessoa que quer levar uma comunicação positiva. É uma empresa que tá trabalhando com foco em resultado, foco em resultado, mas não foco em resultado barra pessoas. Isso tudo sempre me incomodou. E aí a pessoa: "Ah, Letícia é boazinha, Letícia é isso e tal." Eu não sou boazinha, eu posso ser boazinha e ser boa de serviço ao mesmo tempo, uma coisa não impede a outra. Por que eu vou tratar fulano e ciclano de uma forma humanizada? Eu tô errada? E aí, recentemente, num trabalho que eu estava, também sofri uma série de assédios e tudo mais. E não era para mim. Acabou que eu nem— eu descobri no meio do percurso que não é o perfil, não era o meu. E a pessoa também é da empresa, acabou também falando, ah, não é o lugar dela e tal. Mas aí nesse meio tempo que eu fiquei na empresa, um ano e seis meses, se eu não me engano, eu sofri muito, muito mesmo. Em janeiro de de 2021, né, este ano, eu saí completamente desconcertada dessa empresa, com a autoestima lá embaixo. E eu falava assim: meu Deus, e eu, o que que eu preciso fazer? O que que eu preciso fazer para fazer essa transição de carreira? E aí eu falei assim, eu ainda falava: eu preciso pagar minhas contas e tal, mas ao mesmo tempo eu não quero trabalhar em uma empresa que trabalha com foco em resultados, mas não trabalha com foco nas pessoas, porque para mim o foco nas pessoas geram resultados. Isso para mim é um fato. E acabei que eu voltei para agência que eu trabalhava há mais anos atrás, porque eu sabia, eu precisava entrar, voltar, dar um passo atrás. Não considero um passo atrás porque o meu atual chefe me valorizou muito quando eu voltei para lá. Ele gosta do meu trabalho, tudo, só que eu precisava saber onde eu tava pisando, porque onde eu tinha pisado anteriormente praticamente destruiu minha autoestima inteira em relação ao sofrimento, o lado de pensar sempre entregar, independente, trabalhar fim de semana. Você tem que ter "tá grata por estar empregada", e ora nenhuma você mereceu o seu emprego, entendeu? Você tem que estar pegando o boi de estar empregado. Era esse o estilo da empresa que eu trabalhava. Você tem que estar pegando o boi de estar trabalhando e tá ganhando seu salário. E isso eu falava assim: "Eu não tô pegando, eu mereci, eu fiz uma prova, eu passei". Inclusive essa pessoa fez a prova e ela me entrevistou, então se eu tô ali é porque eu tenho um mínimo assim de merecimento, mínimo não, eu tenho um merecimento de estar ali. E na verdade depois eu descobri que eu não merecia estar nessa empresa. E no primeiro, antes de entrar nessa empresa, eu ganhei uma viagem para Floripa no RD Summit. Ganhei com tudo pago num evento. Eu tive que subir no palco Fizeram uma prova lá, eu criei coragem, acho que foi um dos poucos momentos da minha vida profissional que eu criei coragem. Eu tava precisando de celular, isso foi num RD itinerante que teve em Belo Horizonte em 2019, e aí tinha uma prova para fazer assim, vai ter uma prova que vai ter uma premiação no final do dia do evento, e eu falei com minha colega, eu falei assim, nossa amiga, E se for um iPhone, eu tô precisando de celular, eu tô precisando, eu vou meter nessa prova e vou fazer. Aí eu tirei uma foto no evento e tudo mais, aí a foto ganhou, ficou lá no top 5. Subi no palco e aí tinha que falar o seguinte: vamos jogar várias palavras aleatórias no telão aqui e você vai ter que formar frases que façam sentido. Que vai convencer o dono do evento aqui e tal, o dono da empresa, de que você merece contudo pago para Florianópolis, no RD, Santos. E aí eu falei assim: meu Deus do céu! E meu chefe lá, ele falou: mais de 1000 pessoas no Palácio das Artes. E eu falei: tinha Bacardi, tinha Pastel, tinha o William Bonney, Tinha guaicurus, acabou, né? Então eu fiz e acabei ganhando, sabe? E aí nesse meio tempo eu fui convidada para fazer esse processo seletivo e eu já tinha tentado fazer processo seletivo nessa empresa algumas vezes e quando eles me chamaram para fazer entrevista eu não contei que eu ia nessa viagem, até porque faltavam o quê? Faltavam 4 meses para o evento, eu ia entrar em setembro, na verdade o evento era em novembro, era um evento da área de comunicação. Eu falei: "Sim, para que que eu vou falar, me antecipar tanto numa entrevista que foi em julho, falar de um evento sendo que eu nem sei se eu vou ser contratada?" E é um evento da área de comunicação, né? Então assim, minha chefe vai deixar eu ir. Pensei comigo, né, estou levando conhecimento para empresa. No segundo dia que eu entrei, fui lá conversar com ela, falei: olha, mano, eu ganhei essa viagem, tudo, nananã, gostaria muito de ir, eu acho que eu tenho muito a contribuir com a empresa. A partir desse dia, essa pessoa me assediou de todas as formas possíveis, e até um dia antes do evento eu já tinha para mim que eu queria ir nesse evento, esse evento era o meu sonho, se eu fosse desembolsar tudo que eu ganhei, eu ia pagar, sei lá, R$8 mil, R$7 mil. Eu já tava decidida que eu ia, só que ela tava lá, como diz o pessoal, encebando, falava assim: ah, vou pensar, que não sei o que lá, eu acho que não sei, você acabou de entrar, você ainda não mostrou todos os resultados que você tinha que mostrar, que não sei o que lá. E aí foi de decidir a um ano e meio, todos os dias fazendo assim o possível e o impossível para me atrapalhar. E aí eu falei com ela: "Olha, independente da sua decisão, eu vou, é o meu sonho que tá em jogo, eu quero muito ir, eu sinto que eu preciso dessa capacitação, eu posso contribuir muito." Aí ela falou assim: "Então vai." Fui no evento, ela me ligou todos os dias do evento, todas as palestras, eu não consegui prestar tanta atenção igual eu gostaria. E quando eu voltei cheia de ideia, cheia de coisa e tudo, as pessoas lá me diminuíram.
Ah!
Isso aqui não dá para aplicar na empresa não, isso aqui é sonho, que não sei o que lá e tal. E aí ela chegava para mim e falava assim: é, Letícia, então vamos que vamos, né? Você chegou e tirou uns dias de férias. Falei assim: poxa, como se 3 dias hardcore de evento com muito conhecimento, porque você frita, né? Você fica no evento assim, tem a galera que fica só andando nos estandes para pegar brinde, mas eu fui lá para aprender. E aí, a partir do momento que ela falou que era férias, aí eu falei: "Sim, ponto final, era férias, então o que eu aprendi lá vai ficar para mim." E aí eu fiquei um ano e meio, aí eu fiquei estática, eu fiquei paralisada, então eu não consegui fazer, eu tinha em mim que eu tinha que fazer uma capacitação, que eu tinha que melhorar, acabei entrando num curso de MBA de psicologia positiva, que eu acho que poderia contribuir ainda mais com o meu propósito, Mesmo todas as pessoas duvidando de mim e falando que ser uma pessoa boa não é bom na empresa, que você tem que ter foco em resultado, não em pessoas, eu fui e fiz. E entrou a pandemia, entrou a pandemia, e essa minha chefe ela era mais velha e ela não dava conta de lidar muito com a situação da empresa e das coisas, a novidade assim do home office em si. Chegou um colega meu, que é a única pessoa que ela praticamente, eu acho que ela respeita e gosta na empresa, falou assim: você toma conta da Letícia, que eu não consigo gerenciar muitas pessoas, a Letícia tá aprendendo ainda, então não quero. Praticamente assim, eu acho que ela deve ter falado isso: não quero. E aí o que que aconteceu? Essa pessoa muito boa para mim, sempre solícita, ajudava e tal, mas assim, todo mundo falava 'Fica com o pé atrás dessa pessoa, fica com o pé atrás dessa pessoa, fica com o pé atrás dela.' Não, mas eu tô fazendo o meu trabalho. Entregava tudo, trabalhava muito, trabalhava fim de semana, respondia ela 10 horas da noite quando ela conversava comigo. E aí em janeiro, quando ela me demitiu, né, falou que era crise, que a gente ia demitir mais pessoas. E aí eu falei assim: 'Se vai me demitir, deve demitir outras pessoas também, né?' Sempre tem as pessoas que são ameaçados a tempo a serem demitidas, e principalmente no ambiente hostil. Eu falei assim: nossa, me demitiram, deve demitir outras pessoas. Eu comentei com duas pessoas que eu considero bastante nessa empresa apenas, e ela falou assim: não, até agora não demitiu ninguém não e tal. Aí no mesmo dia, 3 horas da tarde, no mesmo dia que eu fui demitida, 3 horas da tarde, uma amiga minha do mesmo setor me ligou e falou assim: "Aqui, não foi a crise que ela te demitiu, não. Nada do que você estava fazendo, inclusive, estava chegando para ela. A pessoa que estava olhando por você para tentar ajudar ela nesse tempo todo de pandemia trouxe a esposa dele para dentro do setor. Então eu vou estar no seu lugar." Então a pessoa trouxe a esposa para o meu lugar, não tinha nada a ver com o meu serviço, foi uma rasteira. Então assim, de lá para cá eu falei assim: "Não vou me candidatar em nenhuma empresa que eu não saiba que tenha um cuidado comigo, porque eu não consigo mais sofrer mais nada desse tipo." Falei assim: "Não é para mim, não era o meu ambiente." Eu já tinha chegado no meu limite também lá, eu sabia que não era, mas eu estava esperando um momento de conseguir alguma coisa melhor e tudo mais. E aí eu busquei um reconforto, uma coisa. O meu atual chefe, que é um grande amigo, falou assim: as portas estão abertas para você novamente. Então quer dizer que o meu trabalho, que eu já trabalhei nessa agência por 4 anos, não foi em vão. Ele me valorizou. Então assim, eu fiquei 15 dias desempregada, desempregada assim, né? Foi muito bom, estou nessa empresa até hoje, mas não é a área que eu quero atuar, entendeu? E aí, essa questão do medo, da insegurança, eu sempre tive muito medo de aproximar das pessoas e acharem que era interesse ou de sair forçada das situações. Então eu tô seguindo, aí eu tô tentando trabalhar mente, corpo, dando detox de rede social, entregando, tentando entregar no meu limite e fazendo.
Mas assim, eu vou te interromper um segundo porque eu só não queria perder aqui o timing da coisa. Acho que tem, eu já tenho duas coisas que eu preciso te falar urgente. Depois vocês, cara, vai ter mais um milhão de coisa aí para te falar, tem certeza absoluta. A primeira coisa, eu queria te dar a real. Tá, essas empresas aí do tipo que essa que você trabalhou, elas não são maioria, tá. Tem empresas muito boas e que valorizam muito as pessoas. Existe uma— é o que a gente vive às vezes marca tanto a gente, mas marca tão profundamente que a gente começa a generalizar. A gente começa a achar que todo mundo, todo lugar é igual. Estas empresas e essas pessoas, graças ao Deus Pai, elas não são maioria, tá? Eu acho que é importante que você comece a refletir sobre isso, porque senão daqui a pouco você tá achando que não tem lugar para você no Brasil, no mundo, porque o ser humano tem mania de generalizar. E a gente obviamente quando sofre algo muito marcante é mais fácil generalizar, né? É natural fazer isso. Acho que essa é a primeira coisa que eu queria te dizer. Então, para o seu bem, para o bem geral da nação, existem empresas muito boas que gostam de pessoas, que cuidam de pessoas e que vão dar a você aquilo que você quer. Mas elas não vão dar para você aquilo que você quer enquanto na sua cabeça existir a pulguinha atrás lá da orelha de que será que essa empresa realmente é tudo aquilo que eu imagino que ela é, tem uma coisa que passa na cabeça, eu acho que é a segunda dica que eu queria te dar, que é a seguinte, ó: não é a gente atrai muito, mas muito mesmo, para gente, as coisas que a gente mais tem medo de que aconteçam com a gente. Por quê? Porque a gente fica ali, ó, tá o tempo todo aquele reloginho rodando e você pensando naquela situação, você pensando naquilo, pensando naquilo. E aí começa a vir a história do: ai, aquela situação é muito ruim, aquilo é muito ruim, eu não quero que isso aconteça comigo de novo, isso não vai acontecer de novo, não quero que aconteça, não pode acontecer. O que acontece? Exatamente aquilo que você não quer que aconteça. Porque você tá com foco tão grande nesse negócio, você tá, a sua mente tá tão enfurnada naquilo que por mais que você não queira aquilo, você tá pensando naquilo. Na PNL tem uma coisa que a gente, o Marlon é mestre em PNL, ele pode dar mais dicas do que eu nesse sentido, mas tem uma coisa na PNL, na programação neural, ele disse que diz assim: se você quer que alguém "não pense em determinada coisa" ou "aja de determinada maneira". Vou te dar um exemplo. Se eu falar para você aqui agora: "Não pense num elefante rosa". Qual a primeira coisa que vem na sua cabeça?
Um elefante rosa.
É óbvio. Se eu falar para você: "Não pense que em Curitiba nós temos uma fileira de carros, cada um de uma cor diferente, andando por lá e fazendo os sons mais variados do mundo". Cara, a imaginação da gente, ela vai lá, ela vai lá, não tem jeito. Então, se você quer que uma criança não enfia o dedo na tomada para não tomar choque, você fala para ela: não põe o dedo na tomada. A primeira coisa que ela faz é enfiar o dedo na tomada. Então, tudo aquilo que a gente não quer trazer para gente, a gente precisa parar de pensar sobre, ou pensar nesse jeito, tá? Isso eu acho que isso é muito importante. Me deu uma sensação aqui que, olha só, a sua fisiologia mudou completamente. Quando você foi falar da sua subida ao palco para falar, para fazer o desafio, porque você queria um iPhone ali. Você criou, você usou todas as suas forças para poder subir naquele palco porque você queria um negócio. Quando você contou, você abriu um sorriso, você fez assim, você levantou a cabeça. Meu, é incrível! Este é o momento que você tem que preservar.
Esse é o momento.
Em dois desses mesmos momentos você citou a palavra coragem.
É, eu ia falar disso, que eu ia complementar.
Exatamente no momento.
Marlon Silva, "coragem".
Foi a hora que você falou: "Cara, eu tive a coragem de subir lá no palco." E depois você teve a coragem de confrontar a pessoa que não queria te levar pra lá, mas por quê? Porque você tava se colocando pro seu sonho.
E a hora que você voltou pra falar da empresa que você não gosta, você fechou o corpo assim, já começou a baixar na cadeira, já começou... É impressionante. Por quê? Porque o corpo da gente de fato mostra aquilo que a gente está sentindo, mesmo que a gente às vezes não esteja falando, né, botando para fora e tal. Essas duas dicas importantes assim, não pode existir.
Muito boas.
E a outra é: para de pensar naquilo que você não quer, pensa naquilo que você quer.
E sabe uma coisa, Letícia, que eu tô percebendo aqui também? Não sou psicólogo, acho que nenhum de nós são transformação psicológica. Nem vou me atrever a ir lá, tá? Mas na hora que você fala dos medos, acho que você voltou até seu período de estágio. Eu imagino que deva ter alguma coisa no seu passado dessa questão do medo de julgamento. Então provavelmente alguma coisa que remeta a situações onde você sofreu essa visão do julgamento. E isso você carrega com você até hoje aqui. Mas ao mesmo tempo, cara, que que eu acho que é muito legal, que você falou de psicologia positiva. Então assim, acho que nós três aqui temos muito essa característica da positividade e paixão por pessoas. Então acho que você tá no meio de pessoas que estão te entendendo e estão muito empáticas com você aqui, sabe? Agora, um ponto que eu acho que é muito legal é que assim, você citou em alguns momentos que você tinha uma certa timidez, uma insegurança, mas os momentos onde você falou da coragem foram os momentos que parece que mais te marcaram, né? Sim, porque você trouxe isso com uma paixão de, cara, era isso que eu queria, era aquilo que eu gostaria de fazer. Teve algum momento que você parou de sonhar, que você parou de buscar o que você realmente quer? Porque parece que ainda hoje tem travas aí, porque você falou que, olha só, olha que interessante, você falou que quando você recebeu o primeiro Primeira porrada da sua antiga chefe ou antigo chefe, teve um momento que você travou assim, você ficou um ano e meio procrastinando, tipo, cara, não sei o que eu faço. Ficou até que chegou esse movimento onde você falou, não, não aceito mais isso. Então essa decisão, outra decisão corajosa, olha só que legal. E aí você falou, cara, eu vou enfrentar porque isso não É aquilo que eu quero. Então tem um aspecto ali que você tem objetivos. Agora, o quanto que ele tá claro para você? Tipo, cara, o que que você precisa fazer? Porque você tomou a última decisão, agora você tá na frente de um passo novo. Qual que é esse passo agora?
Então, eu resolvi, eu tava assim com muita urgência de Resolver a vida, aquela coisa toda. Eu sou uma pessoa mais cautelosa, de respeitar mais os meus limites, as minhas questões. O fato de eu falar: "Ah, não quero isso, não quero", é bom para eu também tomar cuidado, tomar um— não só, por exemplo, ir para uma vaga por empresa. Por exemplo, eu aceitei a vaga do meu primeiro trabalho Porque eu precisava de dinheiro. Hoje eu ainda preciso de dinheiro, quem não precisa? Todo mundo precisa. Mas eu sou mais cautelosa com relação assim, por ter esses enfrentamentos e saber dos meus limites e também dos meus medos, eu sou mais cautelosa, eu não tô com pressa se eu quero emprego. Lógico que eu quero trabalho assim, eu acho que não existe a questão do trabalho dos sonhos, mas eu trabalho que você chegue e sente motivado e que encontra pessoas igual você motivadas a fazer e tudo mais. Então eu tô fazendo aos pouquinhos. Logicamente que a gente, os traumas, a gente demora um pouco a curar e tudo mais assim. Eu acho que não é de uma hora para outra igual, mas eu vou, eu tenho esses receios sim. Eu acho que não deveria pensar neles assim o tempo muitas vezes, mas é saber o que eu não quero também me ajuda bastante. Então, por exemplo, eu me sentir confortável no ambiente, para mim é muito importante. Às vezes, por exemplo, na empresa que eu trabalho hoje, eu executo bem as coisas, eu faço, eu gosto das pessoas, eu tô no ambiente que eu tenho, consigo ter uma liderança, atuar, e eu tô, gente, com os altos cargos da empresa que eu faço a gestão, a assumo a conta. Isso me faz bem. Não é o que eu quero, não é o fim da linha para mim ainda, não é o que eu quero. Então assim, eu tô buscando, mas eu tô agindo muito cautelosa. Eu sinto que eu tenho mais, falta mais a coragem que eu falei quando eu subi no palco. Mas o meu momento é de ir devagar. Eu preciso de ajuda, obviamente, tal. Acho que todos precisam de ter alguma válvula de escape, alguma ajuda e tudo. Mas eu acho que o fato de reconhecer os meus limites, para mim, já foi muito importante esse ano.
Então, só me fala uma coisa: você quer fazer essa mudança?
Quero!
Quer fazer essa mudança?
Quero, com certeza!
Você vai fazer essa mudança?
Já estou fazendo!
É isso aí! Olha só, olha só, Letícia, você falou, eu tô percebendo que você tá dando mais ênfase no que você tá com medo, nessas atitudes que estão te prendendo, do que nessas mais ousadas, sabe? Então, ó, você falou da timidez, você falou da insegurança, você falou da cautela, e pouquíssimas vezes você citou aquelas que, tipo assim, que te levam para frente. Você quer, você vai fazer acontecer, você vai fazer acontecer. Mas se você ficar prendendo, se prendendo a Tô pensando, tô com cautela, indo devagar. Isso vai te prender, isso vai te fazer procrastinar. Você está procrastinando.
Procrastinação, temos um episódio do Boteco Terapêutico para você ouvir de procrastinação inteiro.
Posso trazer algumas percepções aqui?
Claro, deve.
É o seguinte, tá preparada?
Não, não vou, mas vamos. Com medo, vai com medo.
Letícia, o Ivan foi muito certeiro nas coisas que ele falou, foi muito legal, parece que ele tava lendo minha mente aqui, né? É o seguinte, a gente não reage à realidade, a gente reage às nossas experiências. Você contou uma série de experiências para a gente, e certeza que a tua mente ela reage aquilo que você vivenciou, né? Então, quando a nossa mente ela reage aquilo que a gente já experienciou, a gente reage, a gente não age, a gente reage, a gente entra na defensividade. Então assim, uma coisa que eu consigo ver claramente aqui nos teus olhos claros é que você tá com uma armadura. Sabe por quê? Tá claro isso aí, porque uma pessoa que fala que ela tá buscando a mudança, mas ela fala que ela é cautelosa, aí, minha amiga, é uma coisa que você fala que você quer nadar, mas você não quer se molhar. Não existe mudança confortável. Essa é uma coisa clara que eu tenho que falar para você. Não existe mudança confortável. Você precisa querer se desconfortar se você quer mudar. Esse é um padrão, eu tô afirmando para você assim com propriedade que não tem como. Ah, eu quero mudar, mas eu quero estar confortável. Então alguma coisa tá errado. E esse o que tá errado é o quanto que isso é prioridade na tua vida, porque se isso não tiver em primeiro lugar, não tiver aqui, ó, aí de verdade, se eu for lá fora tá gelado. E se para poder pegar minha meta tem que sair lá fora, tem que estar disposto a passar esse frio, a me molhar. Então esse ponto é importante. Segundo ponto, uma outra coisa é assim, vou só refrazear o que o Will falou, né? A gente atrai, atrai aquilo que a gente tá buscando mentalmente. Por quê? Porque de uma forma ou outra as tuas histórias são histórias de rejeição.
Rejeição.
Então esse trabalho não deu certo, fui rejeitado. Ser humano não suporta rejeição. Ser humano não suporta rejeição. Nós aqui, nós três, você, a galera que tá aqui no chat, ninguém suporta rejeição. E sabe o que que acontece? Rejeição vira obsessão. Todo mundo que é rejeitado se torna obsessivo. Então a gente fica querendo fazer aquele negócio acontecer porque fui rejeitado. 'Ah, que merda é essa? Como assim você me rejeitou? Não pode.' Então a gente fica em busca desse negócio o tempo inteiro, procurando lixo. A gente vive aquela situação de, cara, eu já vi várias histórias, né, tipo amigas dizendo: 'Eu nunca mais vou sair com homem porque esse homem me trai. Eu nunca mais vou pegar homem que é sem vergonha.' E aí ela tá saindo com o cara que tá botando o chip. Por quê? Porque ela quer provar para ela mesmo que ela tá certa, sacou? A gente vai no lixo para provar para a sociedade, para o mundo, para a humanidade que a gente tá certo. Então assim, tem uma questão forte de você mudar o teu foco, de você atualizar o teu programa. E esse programa é: você precisa entender que é necessário ficar um pouco às vezes até muito desconfortável para aquilo que você quer. Por quê? Porque isso não é eterno, isso aí é uma passagem. A passagem, desconforto é uma passagem para o que eu quero fazer de maior. A tua história me lembrou ontem, tava conversando com o pessoal na empresa e a gente fala muito de coaching, a liderança baseada em coaching e a vantagem que isso tem. A vantagem que isso tem em relação a outros modelos de liderança é que o coaching, ele não é, ele é ilimitado, né? É a provocação no outro. Mas por que que as empresas não compram isso? Por que que as pessoas não compram essa ideia? Porque as pessoas não querem pagar o preço. E esse preço é o quê? Eu aceitar inicialmente que alguém erre. Nenhum líder quer pagar o preço do erro. Não pago o preço do erro, me mantenho onde eu tô. Então assim, um ponto é que você tem que trazer é qual preço você, Letícia, tá disposta a pagar para você realizar aquilo que você quer. E logicamente, quando eu falo preço que está disposto a pagar, é algo ecológico, é algo que tenha que respeito teus valores, fuja, né, que seja ilícito, que seja esqueminha, que seja algo que não, não nutra as suas necessidades. Esse é um ponto sobre o preço a pagar. O outro ponto aí é uma pergunta que eu quero te fazer: provavelmente você, com seus conhecimentos, com a tua agilidade, com aquilo que você fez, com a tua coragem, de frente para o próximo passo, e aí apareceu alguma coisa que te deu medo. Qual é o passo que você sabe que você deveria dar, mas te dá medo ainda hoje em Quer dizer, qual é o passo que você sabe que tem que dar, que ele é diferente de tudo aquilo que você já fez? Que a gente sabe isso, só que você já chegou assim, nem fodendo, é o capeta, que aí você fechou, aí você volta e fala, ah, mas dá para ficar aqui, né, que é mais quentinho, gostoso. Que é que aparece que te dá medo?
Deixa eu entender esse trem.
Então, eu não é o medo, né? É qual o passo que você vai dar que te gera o medo.
É isso, é o passo que você sabe que deveria dar e você já olhou, esse treco me paralisa, me dá medo.
Entendi. Então, quando eu vejo, quando eu vou me candidatar em uma vaga no LinkedIn, por exemplo, e eu vejo uma lista gigante de atribuições Onde, por exemplo, eles escrevem, vamos lá, analista de comunicação interno pleno. Não, assim, vou falar uma coisa que aí é onde abre margem para muitos erros de recrutadores e tal: analista de marketing. Aí você tem que ser analista de marketing, você tem que fazer assessoria de imprensa, comunicação interna, comunicação externa, você tem que conhecer o pacote Adobe e fazer isso. É meio, é muitas empresas assim, pelo menos as empresas que eu vejo, que eu acompanho, quando coloca na lista de marketing, eles não sabem segmentar a comunicação. E aí, por exemplo, quando eu sei o que que a vaga tem e estão pedindo muito mais, eu já falo assim, não consigo, não vou. E eu às vezes eu não vou pelo medo, mas hoje uma abilidade que eu estou assim, estou estudando, estou aprimorando, estou enfiando a cara e que ainda me gela assim o coração, é o inglês avançado. Recentemente surgiu uma oportunidade, um conhecido meu, eu mandei o meu currículo para ele e ele falou assim: "Ah, seu currículo é bom e tal, vou ver "Quando surgir uma oportunidade aqui eu te falo." E aí passou 1, 2 meses, aí essa pessoa me procurou e falou assim: "Olha, seu perfil é muito bacana, eu acho que pode ser que dê certo, só que você precisa comunicar em inglês reuniões e tudo e tal." Eu falei assim: "Olha, eu vou ser bem sincera com você, eu tenho as atribuições necessárias para a vaga, mas se precisar chegar amanhã numa reunião e falar inglês fluente, igual você tá me pedindo, eu não consigo, porque eu não tenho o desbloqueio. Eu tenho curso, eu fiz curso, eu assisto, eu compreendo o inglês muito bem, tipo assim, de série, de filme e tudo mais, mas eu não tenho bloqueio da conversação, porque eu não tenho experiências no exterior assim que eu fui exposta ao inglês. Então é um entrave na minha vida o inglês, porque aí eu não entrei nessa empresa porque eu precisava disso, mas eu tinha todas as outras competências. E eu ainda falei: gostaria de tentar, e eu gostaria muito de ter uma oportunidade de destravar o meu inglês nesse sentido. Porque o que eu vejo muitas pessoas é: você tem que estar exposta ao inglês para você seguir e você destravar.
E aí, coragem para dizer eu me viro, sim, nessa hora, porque lá dentro da sua cabeça provavelmente tava passando exatamente isso que você falou agora.
Eu queria falar, eu me virei.
Se você tivesse dado o passo de falar sim, eu me viro, o que que aconteceria com você?
Internamente? Eu ia fazer igual todas as situações da minha vida, eu sempre me virei. E assim, tem coisas que chega para mim da minha empresa e eu falo assim: meu Deus do céu!
E você disse não antes mesmo de saber se era qualificada para a vaga?
Não, ele falou para mim assim: você tem, você chegaria numa reunião tranquilamente e conversaria em inglês e tal, assumiria o posto para conversar em inglês, Mas assim, primeiro, é uma pessoa que eu admiro muito. A questão de decepcionar mesmo a pessoa e tudo mais, assim, a vaga, ainda mais quando você é mencionado na vaga, a pessoa passa o seu currículo para aquela vaga, mas você não tem aquele item. E se eu entrar assim, realmente, eu falo, eu me viro. Na atual vaga que eu estou hoje, apesar de ter voltado para a mesma empresa, Eu assumi um cargo, uma função que eu nunca tinha assumido na minha vida, mas o meu chefe falou assim comigo: "Eu sei que você se vira, eu sei que você é dentro aqui do espaço dessa empresa especificamente, você corre atrás." Então ele falou isso: "Eu sei que você corre atrás, você vai conseguir, você precisa saber escrever bem." E agora hoje eu faço roteiro de TV e roteiro de rádio, e eu nunca tinha feito. Então, se você sabe escrever bem, entende o português, sabe editar, então é isso que você precisa. Se você nunca tiver feito ou não, eu sei que você vai dar seus jeitos, e eu dei meus jeitos, entendeu? Mas nesse caso específico do inglês, o entrave, aí dá essa—
você deu o seu jeito?
Sempre que eu precisei, eu dei meu jeito. Nunca assim, viu?
Ou seja, se você tiver que seu jeito no lugar que você tiver, você vai dar o seu jeito.
Eu assim, se eu tô na luta, eu não desisto, isso é fato. Mas se eu tenho que dar um passo maior, eu vou com— eu, o medo que me— o medo e o medo de decepcionar as pessoas também, aí isso me impede um pouco. E é o que eu quero mais mudar, entendeu? Recentemente eu me candidatei para uma vaga, inclusive eu estou ainda passando pelo funil dessa vaga. E eu tô indo com coragem, não só coragem, eu tô indo com conhecimento que eu sei que eu tenho, eu sei que eu sou competente para entrar nessa vaga.
Letícia, você conhece rapidinho a Jennifer Coutinho daqui de BH?
A Jennifer Coutinho? Conheço, eu tenho, eu tenho, eu já, ela fez um trabalho comigo, ela é da Cidade Didática Mulher.
Se candidate mulher. E você sabe por que que existe esse "se candidate mulher", na essência?
Na essência, você poderia me falar? Porque eu sei a lógica mais ou menos, mas aí você falou na essência, eu falei assim: "Ah, não vou falar que eu sei na essência, porque vai que eu sei só superficial." Não, não tem problema, provavelmente a gente sabe a mesma coisa.
É porque assim, é bastante comum no mercado de trabalho que as mulheres, é igual você acabou de falar pra gente, que Você vê um perfil de vaga e você acha que não tem todas as competências que estão descritas ali. Isso te elimina das vagas. E muitas vezes isso não acontece com um homem quando ele se candidata.
Sim.
Então é um movimento muito de empoderamento, de falar assim: se candidate, deixa a escolha para quem tem a vaga, deixa a Não se sabote antes do jogo começar. Então é um movimento de empoderamento. Eu acho que o que a gente tá vendo aqui é: existe um espaço grande para você se empoderar. Porque, cara, você citou muitos exemplos aqui para gente onde, quando foi preciso, você foi lá, encarou, você fez acontecer. Então assim, na hora que você me fala que você vê uma vaga de analista pleno e você vê 80 mil requisitos ali dentro, você tá deixando de se candidatar, tá deixando de se candidatar. E a gente tá falando aqui porque a gente trabalha em área de recrutamento também. E aí eu até vou num caminho que é interessante, talvez contrário que você esteja pensando. Existem empresas que descrevem mal as vagas?
Existem.
Agora, existem muitas empresas que colocam tudo que envolve aquele papel. Não quer dizer que seu full-time job ele requeira todas aquelas habilidades. Pode ser que seu full-time job, 80% dele vai ser com conjunto X de habilidades e outros 20% são acessórios. Então, só que eles não vão deixar de colocar isso aqui na descrição da vaga. Agora, se está te afastando, você tá perdendo oportunidade. Então acho que tem um espaço aí para tentar entender, ou até deixar de ter esse receio antes mesmo de se aplicar, sabe? Eu sei que você tá, você colocou muita questão do julgamento. A pessoa fala assim, cara, você não é bom o suficiente, mas é melhor saber Porque não saber, deixa as pessoas saberem. A gente fez uma mentoria com, na última semana, nas duas semanas atrás, com a Mônica. Foi uma mentoria muito poderosa. A gente acompanhou, inclusive, pessoal, queria dar esse feedback para vocês, estão ouvindo a gente, tem acompanhado. A gente tá fazendo acompanhamento com a Mônica offline desde então e tem muitos aspectos que a gente tá aprendendo, tentando fazer um trabalho com ela. Mas eu acho que um dos pontos que me remeteu muito a Mônica aqui, Letícia, é: você precisa encarar e deixar a decisão para as pessoas que vão te entrevistar. Não é exatamente potencial, é: você tem o potencial, você sabe, você acredita, você falou isso várias vezes também, sabe que você é boa, sabe que você se vira.
Agora, deixa quem tá te ouvindo contar E Letícia, tem um negócio interessante, né, dessa última, esse último relato seu, você trouxe à tona todas as questões relacionadas às habilidades, né, a itens de que você aprende, você estuda, você aprende, mas ao mesmo tempo fica muito claro que não é isso, não é esse o ponto, porque você sabe a tua capacidade, você sabe que se você, pô, se o negócio é, qual que é o ponto? Eu vou me matricular, eu vou contratar um professor, eu vou fazer alguma coisa, eu vou assistir vídeo na internet, então não é habilidade, Mas tem uma palavra que você solta o tempo inteiro: decepcionar as pessoas. Tem uma questão também que pareceu muito forte durante o teu conto aqui todo: o errar. Então assim, uma das coisas que é muito claro, a gente observa bastante das pessoas, as pessoas que têm medo de errar. Esse medo de errar é o que trava processo, a jornada, mudança, aceleração, o medo de errar. Porque o errar exige do quê, Letícia? Exposição. E a primeira coisa, nos primeiros 10 minutos, você falou sobre medo de exposição. Então tá, aonde tá a conexão? Então assim, de novo, não dá para jogar esse jogo se você quiser ficar confortável. Não dá para jogar esse jogo se você não quiser se expor, porque é isso que é o ponto. E assim, ó, é doido, né? A nossa mente leva a gente acreditar que a gente não vai, não vai ter, que não tem, não tem perigo, né? Ah, se eu continuar aqui, eu não vou, eu não vou me expor. A vida vai te colocar em situação que faz mal e fala: agora é hora de sair, vamos embora para outro lugar. Aí você tá no outro lugar, quentinho, gostoso, né? Ali tá seguro. Aí vem de novo a vida. Então assim, isso é fato. É a hora de você pegar e falar: cara, quem manda essa porra dessa vida sou eu. E se tiver, e assim, ó, na boa, e não der certo, se as pessoas não gostarem, ó, negócio legal, se as pessoas se decepcionarem, é elas que se decepcionaram, elas, não você.
Tem nada a ver com você.
Tem aquela charge daquele Calvin lá que é muito massa, né? Parece no jornal, tem várias um que a mãe dele tá brigando com ele assim, né? Isso aparece sempre a parte de baixo da mãe, nunca tem a cara da mãe dele, né? Ele tá olhando para ela e ela falando: eu estou decepcionada com você. Aí ele fala: ah, eu não posso fazer nada, né? Quem tá decepcionado é você. E é isso, tipo, você não pode fazer nada se as pessoas se decepcionaram, problema dele. Mas você tem que estar bem, que você fez o teu papel, que você falou, pô, eu vou, eu faço daqui, deixa eu testar. Oi Letícia, foi ótimo, cara. Pô, que inglês foi esse? Pô, desculpa, eu achei que era suficiente. Então eu tenho que, tô vendo que eu tenho que fazer melhor. Esse lance de inglês assim é tão, é tão, na verdade, mal interpretado por nós brasileiros. Eu trabalhei no começo da minha carreira com um cara que ele falava zero inglês, ele entrava na reunião Então assim, não é sobre o idioma, é nossa capacidade de exposição. E as clientes que falavam inglês sempre elogiavam ele, dizendo que ele era fera. Por quê? Porque ele trazia humor, alegria, ele fazia o máximo dele para fazer as pessoas entenderem ele. O que gerava, que era engraçado, que misturava as palavras. Mas aí que tá a beleza. Se você se comunica com o teu corpo, você comunica com a tua beleza interna, Não tem erro, não tem, não é inglês, pode ser chinês. Eu morei na China, não falei uma palavra de chinês e eu me fazia comunicar. Eu pegava avião na mímica, mas as pessoas entendiam. Então vai além do idioma, vai da tua coragem. Aí, não, já puxa o livro ali, ó. Agora, tua coragem de ser imperfeita, tua coragem de ser imperfeito, você tem que bancar isso aí. Você já leu isso, meu? Coragem de ser imperfeito.
Hoje não pode.
Eu conheço esse livro, sim. Nunca li não, mas eu sei qual livro é.
Assiste o TED, o documentário tem Netflix, chama Call to Courage. É para você esse documentário, Call to Courage, lá da Brené Brown. E esse livro, Seja a Oportunidade, esse livro assim pode te ajudar para caramba.
É isso, coragem não é perfeição. O Call to Courage diz tanto que é assim: coragem você já tem. Quando você disse, contou as histórias que você falou, coragem, coragem, coragem, coragem, isso é seu, é seu, coragem você já tem. O que você precisa? Você precisa do chamado, de um chamado a ter coragem. Esse TED realmente é muito legal, ele vai contar uma história muito bacana a seu respeito, você vai falar assim: caraca, isso aí sou eu! É bem massa mesmo.
E se eu puder complementar com uma coisinha, Letícia, assim, O que muitas vezes colocam a gente em ação, e você é prova disso, é quando você colocou o seu sonho na frente. Então talvez uma das coisas que você mais possa usar para poder fazer essa mudança é falar assim: cara, meu sonho vale mais do que isso.
E ó, tem uma outra coisa que é legal, Uma coisa que é legal, e aí um pouco da minha experiência, minha jornada. Eu fui cagão por muito tempo, viu, Letícia? Eu fui cagão para caramba, cara. Eu era um zero à esquerda na coragem. E hoje posso falar para você que às vezes até exagero assim, porque eu vou mesmo, meto a cara, depois eu falo: vixe, caguei, cara, fiz merda. Só que algumas vezes, mas posso afirmar que eu tenho hoje muito mais frutos de meter as cara do que eu tinha antes, né? A vida passou, em vários momentos lá atrás eu falava, pô, né, não fiz isso. Mas tem uma coisa interessante que eu aprendi, que essa jornada não precisa ser solitária. Quando você cria parcerias e você encontra pessoas verdadeiras, pessoas honestas que compartilhem de valores como os teus, e você Pede para essas pessoas o apoio no sentido que, ó, eu vou arriscar e pode ser que eu meta a cara no chão, eu preciso somente que você me dê a mão para mim levantar, você topa? Se você encontrar pessoas assim, eu tenho certeza que pelo menos 5 pessoas assim você tem, eu tenho certeza disso. Então esse combinado, esse combinado, ele é lindo. Quando eu comecei a aprender a fazer um monte de arriscada na empresa, esse foi o primeiro combinado que eu tive. Eu fui comer café com a minha gerente, falei, ó, eu vou começar a riscar porque eu acredito nesse negócio aqui. Só que se eu cair, você estende a mão, estenda a mão, o braço e a perna. Ela falou, e aí você vai, você começa, e aí as merda vão acontecer, vai acontecer. Só que você fala, cara, você olha para pessoa, a pessoa ri para você, você ri para ela, fala, putz, fiz merda, né?
Você sabe que esse negócio de você, esse negócio que você falou do, ah, o o outro vai pensar, ou decepcionar o outro, não sei o que tal. Esse provavelmente é um dos motivos pelos quais até você saiu das redes sociais onde você tava, porque é muito, é muito forte, saca? Assim, isso na gente, quando pega, quando pega é foda. A gente acha que a gente não é. Tô vendo aquele monte de gente lá fingindo que é feliz, mandando aquele monte de post legal para caramba. Ah, meu fim de semana, tô aqui viajando, que bacana, que legal. E ao invés de eu olhar para aquilo e falar assim, ah, beleza, né? Aí, se eu tô nessa vibe, eu olho para aquilo como assim, puta, meu, eu acho que eu deveria, eu deveria ter isso também, eu deveria fazer isso também. Ah, mas eu não tenho coragem de fazer isso porque isso não é, não é minha cara, isso não é minha cara. E aí é mais fácil sair de lá porque você tá vendo um monte de gente fazendo coisa que você não gosta, né? Agora Caga e anda para essas pessoas e continua lá para ver o que acontece, né? Caga e anda porque os outros estão falando de você ou estão pensando a seu respeito, para você ver o que acontece. A sua vida vai andar, vai para frente, porque aquilo já não vai te afetar mais, não vai fazer sentido mais, sabe? Então assim, eu acho que esse é o ponto principal dessa live aqui, dessa mentoria, na minha visão, meu, dá para você usar a sua coragem com mais frequência. Dá para você fazer as coisas com mais frequência, permitir isso, saca? Dá para você se permitir ser corajoso o tempo todo. Dá para você dizer para aquele cara que perguntou: você teria coragem de entrar amanhã tranquilamente na reunião em inglês? Ah, cara, na boa, tranquilamente não, vou estar um pouquinho nervosa, mas eu dou conta. Eu duvido que esse cara não te chamaria, porque você tinha todas as outras competências e essa você não tava negando que tinha.
E ó, entendeu? Vou dizer mais, que a tua vulnerabilidade seja tua força. Porque às vezes a gente acha que coragem ela é só, ah, cara, tua coragem é isso que você tá fazendo aqui já. Essa exposição é tua coragem. Então, que a tua vulnerabilidade seja tua força. Você possa pegar e usar dessa necessidade de falar: pô, eu não sei, mas eu posso aprender. Você topa? Você compra minha ideia de aprender, né? Porque eu tenho outros talentos que eu acho que você precisa, recrutador precisa. E esse ponto eu tô disposto a aprender. O que que você acha? Vamos bancar juntos aí, sacou? É você que vai, é você que põe e fala: cara, eu me mereço, eu tenho direito de escolher. Quem escolhe o trabalho tem que ser você. Então a coragem, e a coragem tem a ver com vulnerabilidade, você aceitar a tua vulnerabilidade para virar tua força. Esse é o teu ponto importante.
Mas aí, ó, tá muito nítido isso, viu? Você é honesto, você, nós três aqui estamos falando a mesma coisa, tá muito nítido quando você conta a sua história, que você tá preocupado com o outro.
Mas eu sou uma pessoa que quando eu me sinto segura, ou às vezes assim, ah, eu vou Eu não tô parada no tempo desde 2014, quando eu formei, sem mandar nenhum currículo para as empresas, alguma coisa assim. Eu, mesmo que às vezes eu não— eu, tipo assim, tem empresas do sonho, tem empresas que eu tenho vontade de trabalhar, que eu, assim, tem anos que eu tento entrar e tudo mais. E aí eu fico— aí essas empresas você fica meio assim, Ai meu Deus, não posso decepcionar, eu tenho que me aperfeiçoar, eu tenho que ser perfeita para entrar nessa empresa.
Tá errado isso, vamos parar aí, vamos parar a frase aí, tá errado isso. Esse negócio de perfeição é uma crença sua.
Eu tô errada, eu sei que eu tô errada.
Luciana, de novo, você tá errada.
Tem as empresas que tem que ficar, pô, essa vaga aqui eu acho que tá ok, vai. Mas não vai também, entendeu?
Tipo assim, por quê? Não vai. Não, mas como que com currículo a pessoa vai me conhecer?
Porque eu me candidato, eu não, eu deixo de me candidatar em vagas que eu quero, mas tem algumas vagas que eu até entraria e eu me candidataria com mais segurança, mas assim, eu não recebi tantas ofertas de trabalho assim, não, assim, desde que eu formei, por exemplo, eu estive nessa agência, depois eu fui para uma outra empresa, aí eu comecei a fazer os freelancers, né, que é para dar uma desenvolvida e tal. Mas as empresas em si que eu, que eu contactei, que eu entrei em contato e que eu mandei currículo, cadê elas? Eu tentei elas, entendeu? Foram muitas.
Entendi. Não, que eu tô querendo dizer é o seguinte, ó, de novo, você acabou de falar, tem empresas dos sonhos, nessas empresas eu fico meio com medo É, né, eu tenho medo de mandar o currículo, tem medo de me candidatar a vaga. Então eu vou, mas eu me candidato a outros que eu acho que eu tenho mais chance. É aí é que tá o lance, o sonho precisa estar na frente, o sonho não pode ser deixado para trás, o sonho não pode ser deixado para trás.
A verdade é que você tá jogando sempre no plano B, tipo, eu tenho um plano A, Mas eu vou no plano B. Vamos, plano B. Porque quem, quem, imagina eu, Letícia, merecer o plano A?
Nem a pau, né?
Com qual mensagem? Com a mensagem de que, cara, eu mereço. Exatamente, exatamente. E é muito claro, tipo, eu vou lá, cadê Ivan? Aí eu vou para casa do Ivan com a cara de que eu queria estar jantando com o Vini. O Ivan olha e fala assim: cara, vai à merda, olha tua cara, tua cara tá contando, por isso você não podia estar aqui. Então esse é um ponto muito importante.
O que me faz pensar, por exemplo, por exemplo, estar na empresa em que você está hoje, apesar de você gostar para caramba do seu chefe, gostar para caramba de você e assim por diante, é o plano B. Tanto que você tá aqui de novo, você tem um plano B. Qual é o plano A? O que que de fato você quer? Foca nesse cara aí, é esse cara que vai resolver o problema.
É isso, exatamente.
Você sabe o que é o plano A, mas você foge dele. Como é que você vai conseguir o plano A? Não vai nunca, vai ficar no plano B a vida inteira.
E ó, nem que seja o plano A seja o Roberto Justus. Foda-se desse tribunal Roberto Justus, tá? Foda-se, dane-se. Mas aí que tá, e se o plano A for Roberto Justus, cara, foca no plano A, foca no plano A de verdade. Você precisa colocar o teu sonho à frente, cara. O teu sonho tem que estar em primeiro lugar, é a tua vida. Isso tem que estar em primeiro lugar sempre, sempre. E aí assim, se meu sonho é entrar nessa empresa, cara, eu vou fazer o meu melhor possível, fazer tudo, tudo que for possível para entrar lá.
Se eu entrar lá e me decepcionar, foda-se essa empresa, vou procurar outra.
Exatamente.
Mas você entrou, você foi lá, você fez o seu trabalho, você fez isso na outra empresa que você foi assediado, você queria trabalhar lá, você foi, você entrou, foi legal, foi uma bosta, beleza, mas não vai ser assim para sempre. Então se tem outra empresa, qual é a empresa, né? Você tem outra vaga, qual é a vaga? É essa que você tem que focar. E aí que você tem que entregar seu currículo. Não é para empresa meia-boca, não. Você não merece a meia-boca. Você merece aquela que você quer. Meia-boca você já tem, porque meia-boca as pessoas aceitam. Você é maior do que a empresa nesse caso, por isso que elas te aceitam. Agora, quando você acha que você é menor que a outra empresa, aí você fica com medo. Mas você não é.
Depois pega um tempinho para ler todos os comentários do chat, que a galera tá animada, falando muita coisa para você aqui. Acho que você vai curtir. Estamos chegando no final e eu queria saber de você, Letícia. E aí, como que você tá para fazer seu próximo passo?
Então, o não eu já tenho, né, gente? Então eu vou continuar. E assim, essa coragem que eu tanto citei aí no decorrer da live é colocar pôr ela mais em prática e pensar mesmo no plano A e não no plano B. Porque esse fato de me virar também, eu cheguei, eu vejo muito como às vezes eu vejo assim, a Letícia se vira, é uma qualidade, mas talvez não deveria ser tanto uma qualidade, porque se eu me viro, eu tô me virando há quantos anos no plano B? Tô pagando minhas contas a quantos anos o plano B? Eu tô fazendo de fato o que eu quero há quantos anos no plano B? Então, às vezes eu não quero me virar, às vezes eu quero brilhar no plano A e não me virar. Eu quero ter um sonho concreto, um propósito. Eu já sei o que muito bem, o que eu gosto e o que eu não gosto.
Se virar tem que ser só uma força sua, entendeu? Isso é uma força que eu tenho, independente de onde onde estou, eu vou me virar. Então eu quero estar no A e não no B.
Você tem um plano A hoje?
Tenho um plano A.
Legal.
Eu tenho medinho de falar que tenho um plano A, você notou?
É muito massa.
Tenho, tenho.
É muito louco, é muito louco, porque é muito claro que dentro de você E aí, por uma série de razões, tem essas crenças, tem alguma crença muito forte que é quase que, é quase que é o plano A. Tipo, meu, como assim falar do plano A? Então percebe, tipo, tem um plano. E agora meu ponto é, você tem um plano A, você falou, tem um plano A, cara, em uma semana, o que que você consegue fazer com esse plano A? O que que você consegue fazer? Eu espero que muita coisa, porque eu espero a paz no mundo, espero ganhar na loteria, eu espero um monte de coisa, espero que o Ivan fique mais bonito, eu espero muita coisa. Agora, só esperar, a vida passa. O que que você faz?
Eu espero executando, entendeu? Eu espero colher os frutos da execução das minhas ações para o plano A. Então eu vou executar, nesse executar eu vou esperar conseguir o que eu quero.
Legal, entendeu? Eu vou conseguir o que eu quero, eu vou conseguir o que eu quero.
Essa meeting, se eu não, a gente não ajustar esse pensamento nesse momento, de novo falar de novo para você, em uma semana o que que você quer fazer em relação ao plano A? Em uma semana, uma semana, o que que você quer fazer em relação? E é para falar o que que você quer fazer sem medo de ser feliz. Não tô dizendo que é certo, errado. Tipo, Marlon, em uma semana eu vou mandar e-mail, uma semana eu vou ligar, em uma semana eu vou bater na porta, não sei. O que que você quer fazer? Que você gostaria de fazer sem medo de ser feliz em uma semana?
Primeiro, tem essa, essa uma vaga que eu quero muito, não queria não, quero muito. Hã?
Tem seu nome essa vaga.
Tem meu nome essa vaga, exatamente. Eu vou dar o meu melhor para conseguir, já estou dando, porque assim, eu já passei num funil muito interessante. Eu não sei, assim, surgiu em mim essa coragem assim, e eu fui com tudo nela. E foi logo quando, pouco depois que eu conversei com o Vini, e aí Isso já me fez ir de cara, e eu tô indo e tô me entregando para poder dar o meu melhor e conseguir o plano A, entendeu? E espero fazer isso também se esse plano A não der dessa vez, mas eu vou mapear todos os meus planos A. Por exemplo, essas empresas que eu falo que antes era um sonho e agora elas devem se tornar o plano A, e eu devo fazer mais execuções do que pensar negativamente coisas que, sei lá, que vão acontecer. Por exemplo, ah, mas se eu não conseguir essa vaga? Ah, mas se eu não der conta de falar inglês nessa vaga? Então eu vou tentar os caminhos, vou tentar conversar com os recrutadores, vou tentar fazer mais conexões no LinkedIn e mandar real para essas pessoas mesmo. Eu acho que ser quem eu sou de verdade, porque assim, é muito fácil você tentar conhecer a pessoa pelo currículo. Quando você vê ali mais de 500 candidaturas no LinkedIn, dá um medo mesmo. Mas eu sei que eu consigo. E aí eu só que, se eu for sincera, por exemplo, com a pessoa que está gerenciando a vaga, que tá à frente da vaga, será que eu não dou um plus, entendeu? Pelo menos ela não enxerga o meu currículo, porque o medo meu, a pessoa nem vê meu currículo porque eu não me candidato.
Aí não é medo, aí é realidade, né? Você não se candidatou, ninguém vai ver seu currículo.
Aí uma última diquinha, viu, Letícia? Ó, cara, eu, crença, tá? Posso estar muito errado, mas talvez por a gente tá lidando muito com esse contexto tecnológico, tem escassez. Na hora que eu falo, que eu ouço assim, pô, me candidatei, tô lá com 500 pessoas, cara, normalmente não é o meio mais efetivo de você conseguir uma posição. Então, se você quer realmente essa vaguinha, procura outros meios, procura outras pessoas para garantir que você realmente tá fazendo parte do processo, que realmente tá evoluindo.
Para as pessoas do chat, no LinkedIn, tenta descobrir quem tá tocando a vaga, conversa com essa pessoa. É ralar mesmo, rala, rala, que vai dar certo. Você não teve coragem para fazer um monte de coisa legal, tem que ter coragem para ir lá ralar também. O Marlon tá impaciente ali ainda porque você não falou, você falou para ele mais ou menos, mas eu entendi o que ela vai fazer. Se eu tiver errado, ela falou que ela vai focar muito nessa vaga onde ela tá, porque essa empresa que ela tá participando do processo é um plano A, é uma empresa que ela quer, e se essa não der certo ela vai mapear todas as empresas que ela quer participar de processo seletivo e procurar vagas lá. É isso que você vai fazer?
É isso que eu vou fazer, e não somente candidatar, mas realmente buscar conexões que façam sentido, entendeu? Se esse medo que eu tenho de— ah, porque assim, realmente, não é questão de ser um interesse ruim, as relações sociais todas são interesses. Se eu tô namorando com uma pessoa, eu tenho interesse nela, não é um interesse financeiro, é o interesse de estar com a pessoa. Se eu tô numa conversando com uma pessoa, eu tenho um interesse na amizade dela, interesse na parceria, o interesse são habilidades, gostos, coisas em comum. Então assim, a vida é o interesse. E às vezes eu enxergo assim, muitas vezes a pessoa, ah, você é interessada, né, nessa pessoa aí, nesse negócio, nessa conexão e tal. Pô, mas eu tenho interesse, a pessoa tem, compartilha as coisas muito muitas coisas que eu gosto. A pessoa tá sempre falando de saúde mental no trabalho, falando de pessoas e falando das ações de comunicação voltada para pessoas. E olha que eu admiro essa pessoa, entendeu? E aí assim, não é um interesse ruim, é um interesse tipo poder compartilhar, de estar perto dessa pessoa e querer construir ou não algo junto, nem que seja jogar uma conversa fora, tomar uma cerveja no bar, ou qualquer coisa. Então assim, desmistificar essa questão do interesse. Eu tenho, entendeu? Porque eu tenho medo de achar que eu tô aproximando as pessoas e as pessoas acharem que eu tô com interesse, mas assim, estou interessado nessa pessoa só puramente pelo lado. E sinceramente, eu não, não faz o meu perfil. As pessoas não sabem, mas quem precisa saber sou eu, entendeu? E às vezes eu penso muito no outro, mas com a live de hoje eu entendo que eu tenho que entender que eu não tô chegando nessa pessoa por interesse puramente de trabalho, de network, porque para mim é conexão. Para mim, se eu gosto tanto de trabalhar com pessoas, vai além do interesse, vai, eu tenho que gerar uma coisa.
Sim, a carinha da Letícia, você em primeiro lugar.
Só tirar uma dúvida, a vaga que você tá hoje olhando, tá no processo seletivo ou não? Legal, legal. Você tá no processo seletivo? Você já fez entrevista então? Você já fez alguma entrevista?
Fiz entrevista com RH, fiz prova. É, foi, fiz uma conversa com aí, passei no próximo, no funil dos currículos. Aí o RH conversou comigo, fiz uma entrevista, e agora eu tô, aí fiz a prova, passei na prova, e agora a pessoa quer obviamente para certificar que eu fiz a prova, quer que eu apresente essa prova como se fosse uma proposta, entendeu? E aí eu tenho que apresentar a minha prova porque é um plano de comunicação interna. E o que mais me atraiu assim na vaga foi que a temática era uma pesquisa que essa empresa lançou no mercado para falar de relações de trabalho da mulher na pandemia e os desafios especialmente das mulheres no trabalho da pandemia. Então assim, eu me senti assim, eu não sou mãe e tudo mais, mas assim, a gente tem os desafios sim por ser mulher, muitas ocasiões e muitas vezes. E aí eu fui total, falei assim, cara, vamos, uma empresa que tá trazendo essa temática assim vamos. E eu tô indo com muita firmeza, entendeu? Eu tô considerando que o funil que eu já passei é muito positivo e não vou desistir.
Ó o que o Tom falou aí, ó, achei legal o que ele falou agora, dá para você ler? Então semana que vem tu volta aqui e fala para a gente que tu entrou no trampo.
Ai, meu Deus do céu!
Convite está feito.
Se rolar, certeza você vai entrar aqui no comecinho da live dele, vai contar para nós, tá bom?
Sim, é o que eu muito, é o que eu mais espero, entendeu? Eu sei que eu consigo, eu sei que eu posso, mas eu tenho que pensar mais em mim e menos no que as pessoas pensam.
Para com esse negócio do que é o que eu espero. Não é o que você espera, o que você quer. É o que você vai conquistar. Isso aí, muito bom, gente!
Muito bom!
A cara dela tá muito melhor do que quando a gente entrou. Ela tava com uma carinha assim, tá legal demais!
Motivação, gente, me deu motivação, energia, energia!
Lembra da psicologia positiva que você já sabe?
E ó, virtudes e forças de caráter, eu aplico isso assim, tento aplicar isso todos os dias da minha vida, assim, sabe? E eu faço esse teste das virtudes, da força de caráter, uma, duas vezes no ano, porque pode mudar uma coisa ou outra de posição. Uma virtude sua pode mudar. Nunca muda tanto.
Usa isso aí, tá? Usa suas forças de caráter. Uma delas eu tenho certeza que é coragem.
E exatamente. E uma das coisas que eu tenho para agradecer, às vezes assim, Eu tenho um namorado e uma família que me apoia muito, isso já é muito importante, entendeu? Então assim, vibra muito comigo, então isso me dá força, mesmo quando eu acho que eu não tenho força, me dá uma força assim de pelo menos deitar no travesseiro assim tranquila, sabe? Porque eles acreditam muito em mim, então eu quero mostrar que não é acreditar não, é que eu vou conseguir, então é isso.
Não precisa mostrar para ninguém.
3 na tua lista, acredita em você. Põe mais 3 aí, já é o mínimo.
É nóis!
Total! E não precisa, Letícia, ó, não precisa mostrar para ninguém. Isso é para você, lembra disso. Isso aqui não é pelos outros, é por você. Você pode, você quer, você vai. Você em primeiro lugar, vai! Então não se preocupa, você tem suas forças, você já mapeou, você sabe que você tem. Então sim, vai tranquila, é isso, é isso, é a sua essência. Então agora é ir lá e arrebentar, ó, todo mundo aí, ó.
Gente, amei de verdade estar aqui com vocês e somente agradecer. E é isso aí, o que eu puder, né, muito bom contar com vocês. E eu digo que reciprocidade, o que vocês puderem contar comigo, tamo junto.
Show!
Conecta com a gente no LinkedIn aí, no Instagram, tudo quanto é lugar.
O Vini, eu já sou fã do Vini, né, Vini? Já fiz post pra ele aí.
Ah, eu vejo! Você é fã do Vini então?
Vini é o queridinho da humanidade.
É doida!
É o Vini da CIT, tem várias pessoas da CIT que eu tenho conectada, mas assim, de modo especial, o Vini e o Daniel Matos. Sou apaixonada mesmo, gosto muito assim. Vocês dois, né, que eu conheci no Dev Day em 2018.
Muito bom, muito bom. Valeu, Lê, tamo junto.
Galerinha que tá aqui sempre com a gente, obrigado de coração, que massa! Vocês são super especiais pelos feedbacks, pelas mensagens. Apareçam sempre, toda quarta-feira tamo aqui junto.
Valeu, galera, valeu demais!
É, valeu, gente, muito bom!
Muito obrigada, pessoal, e obrigado pelos comentários também, gente, amei!
Valeu, beijo, beijo, tchau tchau!









