Modelando Coaches Raiz #002 Marlon Silva 'Coaching + PNL'

Neste episódio do podcast "Coaching com PNL", André entrevista Marlon Silva Domingues, senior leadership coach na CIT e criador do Lean Leadership Center. Marlon conta sua trajetória de analista de sistemas e programador para coach, destacando uma experiência de intercâmbio na Nova Zelândia que o fez repensar sua carreira, a descoberta da Programação Neurolinguística (PNL) e a formação em coaching em 2011. Ele descreve como aplicou o coaching na empresa, desenvolvendo programas como Academia de Coaching, Lean Communication e Lean Coaching Mastery, e como conduziu sua primeira experiência de coaching na China, evidenciando a importância da comunicação não‑verbal. Marlon explica seu modelo de "coaching em 10 minutos" para C‑levels, baseado em três passos, mudança de estado emocional (fisiologia, foco e linguagem) e nos níveis neurológicos da PNL. Ele discute a resistência inicial ao coaching dentro de RH, a necessidade de modelagem, a integração de PNL, Design Thinking e Lean, e apresenta sua filosofia de maestria – conhecimento, prática e repetição. O episódio também aborda percepções negativas sobre PNL, a ética no uso das ferramentas, e oferece conselhos práticos para coaches emergentes, incluindo ser "lazy" nas perguntas, ser curioso sobre a pessoa e manter contato constante (bi‑offering). Marlon finaliza indicando seus canais de contato (site, Instagram) e reforçando a importância de aplicar coaching de forma autêntica e orientada ao próximo passo do coachee.
Chapters
Muito bem, muito bom. Estamos aqui para mais uma, mais um episódio do podcast Coaching com PNL, na busca dos coaches raízes, né, modelando coaches raízes, descobrindo o que que tem por trás da genialidade, a maestria do coaching, coaching com PNL. E hoje o convidado de hoje é muito especial, Marlon Silva Domingues, grande amigo meu. Marlon é estrategista sênior de liderança coaching na CIT, uma multinacional brasileira de soluções digitais. Ele ajuda os executivos de alto escalão da empresa e clientes a liberar e expandir sua mentalidade através de processos de coaching e treinamentos estratégicos. Criador do Lean Leadership Center na CIT, que apoia programas estratégicos como Academia de Coaching, Lean Communication, Introdução à Liderança Lean, e o mais solicitado, Lean Coaching Mastery. Atualmente ele treina todo o grupo de C-Levels da CIT, ajudando eles a implementarem verdadeiramente habilidades do Lean Coach diariamente. É Master Coach, também Master Practitioner em Programação Neurolinguística. Marlon Silva Domingues, muito obrigado, seja muito bem-vindo, muito obrigado por disponibilizar seu tempo para bater esse papo comigo e com a minha audiência, esses coaches que estão precisando, né, Todos nós, coaches, precisamos, em qualquer área, a gente precisa sempre evoluir, crescer, aprender mais. Então obrigado por disponibilizar suas expertise para dividir com a gente.
Ô André, cara, que prazer, obrigado. Quando você narra toda essa introdução aí, passa um filme na cabeça, né? Apesar de uma introdução, parece, né, pô, vou receber um diploma agora depois Todo esse comentário, né? Que legal! Aquela imagem hoje da internet, né? O que sua mãe vê, o que você vê, o que as pessoas veem. Mas falando sério, acho que quando eu ouço as pessoas contarem isso, pra mim toca o coração, porque essa é a minha trajetória, né? Essa é a identidade que um dia eu sonhei em escrever e ouvir você falando me remete a uma série de sentimentos e— Não é que esse negócio de coaching e PNL funciona mesmo? Porque funcionou para mim.
E funciona, né? E por falar nisso, vamos lá, então vamos falar como é que começou isso, como é que começou o coaching e a PNL na sua vida, como é que você entrou nesse mundo do coaching?
Cara, que massa essa pergunta, ela é valiosa. Bom, eu sou formado em análise de sistemas, eu trabalhei aí mais de, acho que, 8, 9 anos como na área técnica, uma pessoa técnica na área de programação, desenvolvi minha carreira nessa área, mas ao mesmo tempo eu escondia da sociedade que eu tinha outros desejos, mas eu mal sabia o que que era, mas eu sabia que aquilo que eu fazia não me trazia prazer, não me trazia de fato brilho no olho. E após uma volta de um intercâmbio, fui morar na Nova Zelândia, e quando eu voltei Eu tava procurando emprego, eu precisava voltar a trabalhar, eu fiquei 6 meses fora e eu fui pra Nova Zelândia muito preparado pra voltar e ser aquele melhor técnico possível na área de programação. Fiz vários cursos antes de viajar, falei: pô, eu tenho toda essa preparação técnica antes, vou lá, aprendo o inglês, cara, Microsoft, Google, vai ser fichinha, todo mundo vai me querer. E logicamente que não foi bem assim. Eu voltei pro Brasil depois de 6 meses fora, logicamente com o inglês aperfeiçoado, muito feliz, uma experiência maravilhosa, né? Sobre cultura e crenças, depois eu faço um pontaponte com isso. Mas eu voltei no Brasil, eu tinha um desejo forte de arrumar emprego e não tava acontecendo. E após 3 meses eu consegui, consegui entrar na empresa que eu trabalho hoje, que é a CIT, e entrei logicamente como engenheiro de software, né, trabalhar ali naquilo que eu tinha maior expertise ainda então. Porém, eu acho que algumas coisas a gente tem como um talento, E aqui eu já quero pontuar que liderança não é um talento, não é algo que se nasce, mas se desenvolve. Mas tem algumas habilidades que a gente tem mais propensão a estimular, a demonstrar para as pessoas. Eu acho que a parte da empatia, do rapport, de relacionamento sempre foi algo muito forte em mim. E passado 3 meses de ter entrado na empresa, eu consegui uma oportunidade de liderar uma equipe. Até então, meu desenho de carreira, de jornada profissional, seria me tornar cada vez algo mais excelente na área técnica. E quando surgiu aquela força interna...
Você era um técnico de informática?
É, na parte de programação, né, tá desenvolvendo código o tempo inteiro. Não vislumbrava uma área de gestão, não vislumbrava uma área de liderança, apesar da minha formação como analista de sistemas, ela direcionar para você ser um gestor de tecnologia, mas aquilo nunca passou na minha cabeça, porque eu aprendi fui um homem de código na faculdade. Então quando veio essa oportunidade de liderar uma equipe de pessoas mais velhas que eu, que tinham mais tempo de casa, eu falei: "Caraca, o que eu faço?" E aí aquela, eu brinco, todo mundo já conhece isso que eu falo, mas eu de fato fui até o Google e digitei lá: "Como resolver problemas de pessoas mais velhas que eu?" E o Google não me trouxe nada. Porque quando eu colocava questões técnicas, o Google me trazia, eu tinha um respaldo enorme. A programação, ela já não era mais intuitiva para mim, porque eu estudei, porque eu tinha método, porque eu tinha conhecimento, porque eu tinha uma série de pessoas que poderiam me ajudar quando eu me sentisse perdido. E aí que chega a liderança, André. E aí a liderança, já de cara, me incomodou. Por quê? Porque não tinha informação metódica ou mais estruturada, ou com metodologia, ou com passo a passo de como desenvolver uma boa liderança. E eu saquei naquele momento que não dava pra continuar desenvolvendo a liderança de forma intuitiva. E assim, eu não sou contra a intuição. Acho que algumas pessoas fazem bom uso da intuição. Mães fazem bom uso da intuição o tempo inteiro. Mas algumas coisas, elas podem ser aperfeiçoadas quando você mergulha, quando você vai atrás de conhecimento. "Eu sou um cara que eu amo churrasco e tenho certeza que você gosta também." Ok, fazer uma carne pode ser intuitivo, mas se você aprender, você começa a aprender sobre cortes, você começa a aprender sobre formas de fatiar a carne, temperatura da churrasqueira, e o negócio começa a ficar muito mais poderoso, muito mais atraente. Você consegue inclusive replicar isso aí depois. E esse é um ponto, acho que muito poderoso, inclusive conectando com a PNL. Quando você tem estrutura, quando você deixa de trabalhar intuitivamente, você é capaz de replicar um modelo que você— modelagem, estrutura, trabalha, modelagem.
Tecnologia da PNL, modelagem, descobrir o que funciona e replicar o modelo.
Olha que massa, olha que massa! E nessa época, André, em 2010, 2010, 2009, 2009, eu comecei a me perguntar Cara, como é que eu aprendo liderança? Quem que é referência de liderança? E eu pensava em livros aí, né, Stephen Covey, essas paradas todas, Monge Executivo, eu tinha conhecido James Serrante, né, Líder Servidor, mas eu falava, pô, mas como é que eu replico o que esses caras fazem? Não tinha, não tinha modelo, não tinha estrutura. E então, né, acelerando essa história minha, eu fui atrás de, bom, primeiramente terapia, que foi o caminho que eu encontrei para me conhecer, desmistifiquei a parada que esse negócio era alguma coisa mística ou pra gente que tava louca. E terapia é um baita de um processo de autoconhecimento maravilhoso que abriu as portas pra mim pro mundo extraordinário que tem sim. Aí que acontece a grande surpresa, né? Bom, fiz terapia por um tempo, comecei a me perceber, aí apareceu um tal de líder training, me envolvi nessa parada toda de líder training.
Peraí, deixa eu entender. Você era um cara super técnico, da tecnologia, programação, linha de código de programação, né? Super lógico, e de repente você cai no mundo da liderança e fala assim: agora, the noce, tô num ambiente aqui que tô fora da minha zona de conforto.
Perfeito, cara.
Aí você descobriu que existe mais do que só código e essa lógica seca. E foi se autoconhecer. Aí você foi buscar outros treinamentos de autoconhecimento.
Exatamente, André, exatamente. Um cara que eu tava assim obstinado a ter uma carreira racional, 100% racional, zero mimimi, esse negócio de emoção, negócio de codificar, pedir uma pizza de madrugada, vamos desvendar esse mundo tecnológico. Essa era a minha vibe de verdade. De repente eu caio num mundo em que a palavra autoconhecimento, e você mergulha dentro de si, começa a perceber uma série de padrões e falar: "Uau!" É o primeiro momento, aquele impacto, aquela sensação de que: "Meu, é o Matrix, né?" Parece que você tomou uma pílula de verdade ali e você fala: "Cara, que mundo é esse? Que coisa doida, né?" E eu achava que o caminho do Matrix era o caminho do pólio que eu tava. No fim, né, era outro caminho. E bom, depois me envolver com bastante curso de liderança, André, eu, dentro da própria empresa, havia um job description, havia um próximo nível que eu poderia crescer, que poderia me desenvolver, que chamava-se delivery coach. Mas o delivery coach dentro da empresa era o papel de gestor que ele cuidava internamente de um contrato, de um projeto. E existia, paralelo a isso, o gerente de projetos, que era o cara que estava mais ligado ao cliente. Então você poderia escolher esses dois caminhos se você estava numa trilha de liderança, isso lá atrás na empresa. E eu falei: pô, eu quero ficar dentro de casa, não quero ir para cliente, não quero ficar viajando, então eu quero me tornar um delivery coach. E nessa época, aí era o ano de 2011, eu vi um anúncio na internet Dizendo: "Forme-se como um coach." Eu falei: "Uau, cara! Pô, tem uma formação para esse cargo da empresa? Eu vou correr atrás disso, quero me acelerar, cara!" E eu acho que ninguém sabe isso ainda. Nossa, que legal! Fui fazer uma formação em coaching no ano de 2011 e eis que eu encontro um outro mundo. Nossa! Aí, de fato, eu senti uma mudança.
E aí eu estou imaginando aqui que essa formação de coaching que você fez não era exatamente aquilo que era o trabalho na empresa do Delivery Coach?
Zero, cara.
O Delivery Coach lá só tava como um nome do treinador, né? Como um coach do treinador, tá?
Isso, era o coach do treinador mesmo, né? O cara que tá ali para treinar as pessoas em assuntos técnicos, né? Esse era o linguajar interno da empresa, tá? Legal, bem tradução mesmo, né? Do coach, aquele cara que tá ali para ensinar, para ensinar e para direcionar.
Treinador.
E quando eu fui fazer essa formação, eu falei: "Uau, cara!" E de fato, aí tocou meu coração. Eu falei: "Caraca! Aquele negócio, aquele blá de que um dia você vai acordar com a sensação de que se encontrou alguma coisa, aquele negócio que não sei nem dar um nome na cabeça." Eu falei: "Não é possível! Eu tô sentindo um negócio muito diferente." Era um domingo, eu falei: "Cara, eu quero trabalhar com isso pro resto da minha vida! Que bagulho sensacional!" E aí eu voltei todo feliz para empresa dizendo para eles que eu ia pedir demissão porque eu queria trabalhar como um coach, que eu ia abrir uma empresa de coach. Isso no ano 2011. E aí eu lembro claramente de um grande mentor que eu tinha na empresa, o cara inclusive que me incentivou a ir para a sala de people e liderança e tudo mais. E ele me fala o seguinte: "Peraí, Marlon, deixa eu entender uma coisa, cara. Você tá dizendo que... que que é essa parada de coach? Me explica melhor." E aí naquela energia, aquela... Aquela sensação muito boa, falei: cara, resumidamente, coach trabalha com pessoas para desenvolver pessoas, se preocupa com pessoas, e é isso, cara. Ele ficou olhando para minha cara com aquela sensação tipo: cara, você libera pessoas hoje, para que que você quer sair? Só que eu demorei ali uns 25 minutos para cair a ficha de que ele tava tentando me dizer: Marlon, pratica aqui dentro, não vai para fora, não sai dessa porra. Até essa ficha cair de verdade foi assim meia hora, acho que ele ficou vendo minha cabeça indo para lá e para cá, até que eu falei: "Caraca, você tá me dizendo que eu posso praticar?" Ele falou: "Pô, Marlon, faz aqui dentro primeiro, se não der time, esse negócio não é sobre pessoas, pratica na galera." E aí foi que eu comecei a fazer algumas práticas informais de coaching e falei: "Será que dá certo mesmo?" Parece que um papo mais elaborado, sem tanta intuição, mas com algumas ferramentas, com algum conhecimento a mais, parece que você consegue ajudar as pessoas de uma forma muito diferente. Parece que elas têm um poder ali de encontrar a própria solução. E esse gostinho foi ficando cada vez mais interessante. Só que nessa mesma época, André, eu tinha um desejo muito forte. Eu queria muito ter uma experiência internacional pela empresa. Eu queria morar fora pela empresa. Eu já tinha morado fora, né, com os meus próprios recursos. Eu queria morar fora pela empresa. E eu cheguei para o meu pro meu diretor na época da área e falei: "Migão, seguinte, eu quero uma oportunidade fora do Brasil, mas ó, tá tudo certo. Se você não conseguiu uma oportunidade, cara, tá tudo bem. Aí eu vou repensar, vou ver o que eu quero." Eu tava obstinado a isso. E aí, anota aí, galera, essa é uma dica importante do PNL, tá? Eu demorei bastante tempo pra entender essa parada depois. Quando eu falei pra ele, veio pra ele, por exemplo, que eu queria uma oportunidade fora do Brasil, internacional, na minha cabeça eu estava dizendo dizendo: eu quero morar nos Estados Unidos, porque lá tava a galera da CP, porque lá tava a galera que eu conhecia. E na cabeça dele eu disse: pô, eu só quero morar fora. Passado duas semanas ele chega e fala: Marlon, cara, você vai ficar muito feliz, eu consegui para você uma oportunidade fora do Brasil.
Eu estava imaginando: eu consegui o que você quer, seu desejo foi ser realizado, cara.
E você pediu, ó, sou ponta firme, fui lá e corri atrás, Marlon, corri atrás. Aqui, cara, você vê como "Eu não tô aqui pra brincar." E eu pensando já: "Cara, que legal, embaixada, vou tirar o visto americano agora." E aí ele fala: "Cara, só que eu preciso que você se apronte, porque daqui 2 meses você tá indo pra China." Caraca! China?
Não era isso!
China é Estados Unidos, né? China é Estados Unidos, distância... Cara, até então, até então, aqui nesse mundo, a China era uma coisa assim, irreal. Quando que eu pensei que eu ia fazer uma viagem para China? Quando você pensa nas suas viagens, né, fala, pô, Europa, né, aí você pensa mais extremo, você fala, cara, Tailândia, né, aquele lugar mais exótico. A China, cara, acho que eu voltei a descobrir que a China existia no mapa, né. E eu fui parar na China, eu fui parar na China. Então aí deixa um highlight de aprendizagem, né. Se você não é objetivo, aquilo que você quer, você vai parar na China ou clareza, vai em qualquer direção. Clareza, cara, clareza de objetivos, comunicação verbal.
Exatamente, exatamente, tem que ter clareza.
Uma lição especial para mim, mas é uma lição de liderança inclusive. Pô, você como líder tem que aprender a se comunicar de forma clara, objetiva, específica, né? Coisas que eu demorei, mais tarde eu fui aprender com com a PNL. Mas aí, pô, jornada na China, fui pra China, mas falei, bom, já que eu vou pra China... Tem um paralelo, não sei se você assiste, o pessoal assiste Friends, né, o seriado Friends. Ontem eu tava revendo, tem um episódio que o Chandler, ele inventa que ele vai se transformar em um yami, né, pra fugir da Janice, e ele vai de fato, ele consegue encontrar uma alternativa. Foi eu, cara, não tinha outra alternativa a não ser ir pra China. Eu fui para China, mas já que eu fui para China eu falei para o meu diretor: "Cara, eu vou fazer coaching lá, beleza?" Ele falou: "Cara, não sei o que é essa parada de coaching aí, coaching, o que é esse negócio, mas a China tá em crise, preciso que você arrume lá a casa. Se for mágica isso aí, manda bala, cara." Massa, cheguei na China e consegui ali 7 líderes da base na China para começarem a fazer coaching comigo. E pô, não é que o negócio deu certo? 4 deles inclusive ao final do processo acabaram sendo promovidos e tal. E aí eu falei: pô, que espetacular, né? Minha primeira experiência de coaching foi na China falando inglês com o pessoal que fala um outro idioma, mandarim, e o negócio fluiu. Aí eu comecei a perceber uma outra coisa da PNL, cara, que é mais sobre linguagem não verbal do que verbal. É muito mais sobre essa conexão de estar ali one on one, tete a tete, muito mais sobre a empatia que você gera no olhar, né, Naná? Pô, todo mundo é ser humano. E aí que você começa a perceber que cultura não é barreira. Cultura não é barreira, cara. A gente é capaz de se comunicar de forma não verbal, nem que seja olhando no olho, nem que seja... Cara, eu pegava táxi pra ir pro aeroporto fazendo mímica, imitando avião, porque eu não conseguia falar mandarim lá. Então a comunicação, né, um outro item pilar importante da PNL, cara, é espetacular como a gente consegue de fato se desenvolver muito mais no verbal, porque o não verbal na verdade é mais poderoso que o verbal, né?
Sim, o verbal é segundo, 7% é verbal, 93% é tom de voz e linguagem corporal.
Corporal. Então aí já foi uma grande prova, um grande experimento PNL estando presente na minha vida sem eu saber. Olha que massa, né, cara? Como essa pegada da PNL, ela é um exercício de vida mesmo, né? Ela tá presente em qualquer momento, se você perceber, porque é sobre se comunicar, se relacionar, sobre você conseguir atingir resultados. Pô, quem que não tem isso presente na vida no dia a dia? Quem não se comunica, não quer se relacionar? Quem que não tá procurando atingir metas hoje em dia? Então, né, pô, você tá ouvindo aí, cara, PNL ela faz parte há muito tempo da vida da gente, só a gente não tinha essa clareza. Por quê? Porque eu aprendi também que liderança era uma parada intuitiva. Aprendi que liderar era aquela coisa, você vai no feeling, pô, faz isso porque alguém fez ou eu fiz e deu certo. Então, pô, essa aventura na China me rendeu vários frutos porque me abriu um caminho gigantesco. E agora vou dar um fast forward aí, porque senão tem muita história, mas Eu voltei pro Brasil, eu trabalhei um tempo como gerente de projetos num projeto gigantesco no ano de 2014, mas eu tava obstinado de fato a trabalhar com coaching, cara. Eu queria muito isso aí, eu entendi de fato aquele treco chamado missão ou propósito que bateu no meu coração, eu falei: eu preciso agarrar essa parada. E o legal é que quando você entende de fato, porque hoje, hoje, Propósito é um buzzword, como coaching, como PNL, como um monte de coisa, como essa questão de protagonismo, cultura, daqui a pouco vira um buzzword. Mas o propósito, quem se conecta com essa parada de verdade, entende a essência disso e como isso traz raízes, traz alicerce para a vida, é muito poderoso. E foi num momento como esse que eu tava meio desacreditado na carreira, porque eu falei: "Pô, fui investir no coaching, fui na China e voltei, parece que eu voltei para o mesmo lugar." E aí que eu saquei e lembrei do meu propósito, cara. Lembrando do meu propósito, eu falei: "Eu vou tomar uma decisão de forma leve agora. Eu vou sair da empresa, mas assim, ninguém deve nada para mim e vou procurar meu caminho. Me deram oportunidade aqui, foi massa, mas eu quero mais. Eu quero viver dessa parada aqui." E aí quando eu cheguei aqui na Missão foi quando abriram para mim uma oportunidade para poder desvendar e desbravar esse mundo do coaching dentro do RH da empresa. Aí eu tinha uma cozinha ali, vamos fazer analogia, gigantesca, eu tava cheio de ingrediente, cheio de habilidades, eu tinha ali praticado algumas coisas e eu queria esse laboratório, me deram laboratório, eu disse: pô, cara, eu posso experimentar isso.
Deixa eu só fazer um parênteses aqui. Eu tô ouvindo sua história e você tá falando muito de propósito e eu vejo a nossa vida, a vida de cada um de nós, como uma grande jornada de herói. Desde que a gente entra na vida, a gente tá na jornada de herói e a gente tem um chamado e esse chamado fica lá tocando a gente. Quanto mais a gente não ouve o chamado, mais a vida fica difícil pra gente. E olha, e é legal como as coisas vão acontecendo. Você viu um job description falando lá não sei o quê, coach. Você disse: "Esse negócio de coach, eu vou fazer um treinamento de coach." Que não tem nada a ver com aquele negócio. Mas aí aquilo te tocou, tocou teu coração. Você falou: "Não, vou seguir meu coração, vou seguir minha intuição." Follow your bliss, do Joseph Campbell. 'Eu vou seguir isso' e você vai contando sua história sempre, 'eu vou seguir meu coração, eu vou seguir o que eu gosto de fazer, eu vou seguir' e as coisas vão acontecendo. Quanto mais você tá contando isso, quanto mais você fala 'eu vou seguir meu caminho, que é o meu chamado', os caminhos se abrem. E é interessante ver que quem não segue o seu caminho, vai pelo 'não vou seguir meu caminho, eu vou fazer outra coisa porque dá mais dinheiro', ou porque meu pai quer, ou porque a sociedade tá demandando fazer isso, só se ferra. Tudo tende a ser mais difícil. Quando você segue, quando você ouve o seu chamado e segue o teu caminho, óbvio que não é fácil, né, mas ele tende, as coisas tendem a se desenrolar com mais fluidez, né. Então, cara, perfeito a tua história, e eu tô vendo a jornada do herói se desenvolvendo, se desenrolando aí. E eu precisava fazer esse parênteses aí.
Cara, sensacional, André! Sensacional! E eu consigo inclusive nesse momento fazer um paralelo com uma outra coisa que, cara, é a raiz da PNL também. Quando a gente fala de níveis neurológicos, esse negócio é um negócio tão poderoso. E aí o que eu vejo? Que por muito tempo, quando eu tava na área técnica, quando eu tava com TI ali, sendo programador, eu ficava mudando o quê? Comportamento, capacidade e ambiente. Eu ficava nesse ciclo. E aí é massa, por quê? Resolve, mas temporariamente. São mudanças imediativas. Agora, quando você se permite avançar, que eu falei pra você, pô, fui pra China e tem negócio de crença. Cara, na China escancarou as minhas crenças pra fora num ponto que eu não conseguia mais guardar, eu tinha que resolver. Porque você vai pra um outro lugar, onde as pessoas têm uma outra cultura oposta, não é igual ir pro Canadá, pros Estados Unidos, que somos latinos de uma certa forma. Não, cara, é uma outra pegada, cultura, forma de religião, espiritualidade. Então assim, eu tive que me virar com essa questão, porque o livro de crenças ele gritou, ele acendeu e falou: "Cara, ou você vai pra cima, cara, pra baixo é só se você se reorganizar." E aí quando eu volto pro Brasil, olha que massa, cara. Quando eu volto pro Brasil, eu sinto que eu precisava de algo mais poderoso. Porque tinha uma questão que ali eu não sabia mais quem eu era, qual que era a minha identidade, cara. Eu não sabia se eu queria ser coach, se eu queria ser programador, porque uma carreira técnica na área de TI ela é muito mais promissora, né, os salários, você não vê faltar oportunidade de trabalho na área de TI hoje em dia. Eu falava, pô, cara, eu vou largar a mão desse negócio que eu estudei, aquela coisa, né, pô, meu pai falou, vai estudar TI que isso aí é do futuro, e agora eu largo isso para ser "Coaching, cara? Pra trabalhar no RH? Não estudei pra isso." E aí que, pô, se não resolveu nível de identidade, vai pra cima, cara. E pra cima o que que é? Propósito. Propósito. Aí que acendeu essa luz e falou: "Cara, pra que que eu tô aqui, né? Quem que eu tô servindo? Pra que que eu tô servindo? Quem que é minha conexão maior?" E aí o legal é que você consegue, de fato, reorganizar, né? Uma vez que você entende.
Simples, é toda estrutura interna.
Exato, cara, exato. Então assim, como o nosso assunto é PNL, olha como a PNL é poderosa. Níveis neurológicos pra mim é uma das coisas mais poderosas, mais bonitas que existe presente na PNL. Que não é um trabalho do Dilts, né, depois na segunda geração ali, mas que entrou com força, né. Hoje você não fala PNL que você não tem níveis neurológicos.
Não tem como.
Não tem como. Não tem como. Então assim, sensacional. Eu me baseio praticamente em tudo, cara, em níveis neurológicos. Eu tô comunicando com as pessoas no coaching, fazendo, olha o poder disso aí, fazendo coaching com alguém, para mim é muito claro, os níveis neurológicos estão do lado, eu tô fazendo um paralelo, mas ela tá verbalizando. Cara, que nível!
Você já tá classificando em qual nível que essa pessoa tá trabalhando agora.
E logicamente que assim, né, não dá para ser certeiro, mas eu começo a ter pistas. E é mais fácil de eu ter as minhas intervenções e fazer as minhas aplicações, porque começa a ficar mais, e aí sai daquele nível de intuição, eu tenho um modelo aqui para seguir.
Você tem uma estrutura, você tem um framework para trabalhar.
Tem um framework, exatamente. E aí André, começa toda uma trajetória, todo um engajamento em querer construir algo que fosse cultura coaching na empresa. Como é que eu transformo o coaching em algo que é cultural aqui dentro. E aí eu tive diversos desafios, né, como cheguei dentro de um RH, uma área que tem bastante psicólogas que trabalham ali, e chega um cara que é de TI, que estudou um fim de semana coaching, e aí depois tem esse lance da PNL por trás, que é uma coisa que, cara, como ser psicologista? Tive que trabalhar muito a empatia.
Teve uma resistência inicial?
A resistência é grande, ela é grande. Só que se você reage ao evento externo, ao invés de você agir e acolher, e o rapport, essa dança de que, cara, deixa eu acompanhar, acompanhar. E eu acho que esse acompanhar, cara, ele é tão poderoso nessa minha trajetória, porque não foi uma semana, não foi um mês, cara, foi um ano. Foi 2 anos acompanhando, acompanhando, acompanhando, até um ponto que sim, existia trust, existia confiança. Aí você consegue trazer instrumentos poderosos. E aí começou a criar todos esses produtos que você citou aí, né? Pô, fui criar uma academia de coaching online para fornecer ferramentas para os líderes da empresa, demonstrando passo a passo como é que você faz. Se você, pô, desmistifiquei o uso da roda da vida no mundo corporativo. O pessoal começava a mandar e-mail Cara do céu, esse negócio aqui mexeu comigo, apliquei para minha esposa. Então foi muito poderoso, são coisas, ferramentas que muitas vezes caem, né, esse negócio, assim, extremamente poderoso para você ter uma visão, né, você ter mais clareza. Hoje um dos pilares que eu trago junto com a PNL, com coaching, é a filosofia Lean. E o Lean fala muito da gestão visual, né, tudo que aquilo que não é visual, teoricamente não é real, porque você não tá conseguindo ali, né, ter essa concretude. Como é que você resolve? Então acho que esse momento de você trazer uma ferramenta atônica, as pessoas conseguem verbalizar um sentimento, uma dor, tá ali, elas conseguem olhar, fica mais fácil de continuar a jornada, fica muito mais poderoso. E essa história, pô, coach, né, coach até então, mas eu sentia que eu queria mais, eu queria saber, pô, cara, tá, mas e aí? Como é que eu vou além? Até então, a minha primeira formação de coaching, ela foi um pouco mais robotizada, vamos dizer assim. Cara, eu sou grato demais pela primeira formação de coaching, não tô aqui pra criticar escola nenhuma, mas ela foi um pouco robotizada porque falava assim: cara, você vai fechar 10 sessões, você se saúda, você faz Ferramenta, ferramenta, pô, mas tá faltando alguma coisa, cara. E se chega alguém, e se chega alguém que de cara eu sei que tem uma crença ali. Ah não, não, tô falando de coaching, sem fazer as 10 sessões, lá na oitava você traz uma ferramenta de coaching, de crença. Caraca, vou ter que enrolar o cliente então até a oitava sessão. E aí que aparece a tal da PNL na minha vida, cara. Comprei um livro chamado Manual da Programação da Consciência.
Do O'Connor?
Você tem ele aí?
Tenho, é o do O'Connor.
Do O'Connor, esse mesmo, capinha roxa. Aliás, eu comprei dois, cara. Eu comprei um que era o Manual e comprei um outro que era Coaching com PNL da Andrea com o O'Connor, né?
Ah, da Andrea Lages, esposa do O'Connor.
Exato. O vermelhinho é o coaching com PNL. Isso, isso, vermelhinho é coaching com PNL, esse mesmo.
Tá aqui na mão, ó, esse aqui.
Esse mesmo, cara, esse mesmo, tá aí na mão. Coaching com PNL. E eu comecei a ver que, pô, cara, PNL é um negócio que parece que tem casamento com coaching. Aí estudando um pouquinho mais aparece um tal do Tony Robbins na minha vida e começo a ver que esse cara ter uma, assim, um maestro na compilação e o cara conseguiu transformar PNL em vivências, né? Ele conseguiu criar ali um produto muito massa e eu comecei a me aprofundar, ver que existia um mundo maior do que só aquela formação de coaching que eu fiz aqui no Brasil. E aí fui atrás de diversas coisas, diversos entendimentos, mas assim, como já te contei uma vez, antes da PNL aparecer na minha vida, eu tinha um preconceito com a PNL. Eu fiz uma vez uma palestra, eu fazia, eu tava na época ainda que eu não tinha contato com coaching, era programador ainda, e eu tava bem cabreiro um dia, saí da empresa e um dos lugares que mudam o meu estado emocional é biblioteca, livraria, eu gosto, parece que é a Piduzica do conhecimento ali. E eu fui numa livraria, num dos shoppings aqui em Campinas, chegando lá Um desses shoppings tinha um auditório, tinha um cara palestrando, não lembro o nome, não lembro nada. Um cara palestrando, eu tava bem, eu tava bem crash, tava bem saco, como diz minha avó. E entrei nesse auditório, o cara tava verbalizando a palavra PNL. Só que a hora que eu entrei no auditório ali, tinha umas 30 pessoas assistindo o cara. Eu entrei e nesse momento ele tava dizendo assim: A PNL é tão poderosa que eu posso nesse momento induzir vocês a fazer o que eu quiser. Naquele momento eu tava no estado emocional negativo, empurrado, enfesado, e ouço alguém falando isso, pode induzir ser humano a fazer qualquer coisa. Naquele momento, cara, assim, eu só não xinguei o cara porque seria too much, mas aquele momento eu falei assim: alguém um dia vier falar de PNL comigo, cara, vai ouvir. "Vai morrer pra vida inteira." E eu apaguei, risquei, cara, não quero saber desse treco de PNL. E olha como a vida é interessante, né? E como a vida é interessante, como cada pessoa tem a capacidade de poder utilizar qualquer coisa da forma que queira, né? E dentro do mundo do coaching, a PNL aparece na minha vida e eu fui entender, aprender a PNL, cara, manual do ser humano. Para mim essa definição é o framework que o ser humano necessita para viver uma vida mais digna, para poder se entender. É manual da mente do ser humano, PNL, cara. O resto, o resto, cara, são todos os outros ingredientes que somam. Mas para mim é o seguinte, André, você quer ser um bom programador? Cara, aprenda PNL. Você quer ser um bom médico? Aprenda PNL, cara. "Se quer ser um bom cara, confeiteiro, comerciante, empreendedor, aprenda PNL. Ela não substitui nada, ela só acrescenta e ela traz o quê? Solo, solo fértil, cara." Aí eu percebi que PNL não era inimiga de coaching, coaching e PNL se casavam muito bem, assim como a PNL casava com qualquer outras coisas, porque tinha a ver com o quê? Com trabalhar o humano, a mente, cara.
Os seus melhores recursos, né? Como você ser melhor, você se otimizar. Então é como você falou, você quer ser o melhor padeiro? Aprenda PNL, você vai performar melhor no seu trabalho. Então realmente você tocou no assunto de durante muito tempo no Brasil, PNL foi vista, e não só no Brasil, acho que no mundo, PNL ainda é vista como manipulativa, Uma coisa assim de, ai, vou controlar a mente das pessoas. E tá, tá, tá, mas quer saber, é muito mais fácil, pega uma arma, que é muito mais fácil eu te induzir a fazer alguma coisa com uma arma na mão apontando na sua cabeça do que com PNL, ou com dinheiro. Marlon, um milhão de dólares para você fazer aquele negócio lá que vai contra os seus valores, vai contra tudo que você acredita. Se você tiver apertado e precisando muito de dinheiro, talvez você aceite. Então, percebe, dinheiro também é manipulativo, é a forma como a gente usa isso, né?
Sim, perfeito.
Definiu muito bem. PNL é o manual do ser humano. Então qualquer pessoa que queira se otimizar, otimizar a sua performance em qualquer área, consegue isso com a PNL. Muito bem, deixa eu parar de te interromper aqui.
Não, cara, eu acho muito massa as suas colocações. E sim, cara, a vontade, muito legal. E assim, a Pena trouxe de fato para mim segurança, segurança, a segurança que eu não tinha antes como coach. Por quê? Porque comecei a entender que para saber de gente eu precisava aprender mais sobre mente, cara, sobre mindset das pessoas. E aí que para mim é grande diferença, né? Eu costumo dizer que você tá no meu, eu falo que É aquilo que a TV não mostra. Cara, coaching, coaching raiz, que é isso que você fala, coaching de verdade, a gente não faz no problema das pessoas. Não é sobre tocar no problema das pessoas. Aliás, galera raiz, galera que manja de NLP, de coaching, sabe que, cara, você consegue fazer coaching sem saber sequer o problema da pessoa. Isso é fato, isso é fato, cara. Então assim, Cara, existem emoções, existem crenças, existem estratégias. Esses três itens aí, eles drivam o sucesso ou fracasso das pessoas. Conhecer esses três itens, para mim, foi a coisa mais espetacular que aconteceu, porque aí eu saio daquele modelo que tem ferramenta A, B, C e D para, cara, como é que eu crio as estratégias. Hoje Como formador de líderes na habilidade de coaching dentro do mundo corporativo, eu costumo dizer que, cara, vocês não vão me ver ensinando vocês a decorarem perguntas poderosas de coaching. Que é outra coisa. "Ah, esse cara vai vir e perguntar..." Não! Eu vou ensinar vocês a criarem isso. Como? Entendendo estratégia, crenças e emoções. Aí você consegue fazer a pergunta correta Porque hoje, André, é muito fácil. Cara, decora 30 perguntas aí, passa a noite decorando. Você vai pegar o primeiro cliente, você vai pegar essas perguntas e falar: "Caraca, velho, não tá aqui, não tá aqui a pergunta." Porque você não sacou a parada, né? Conhecer de níveis neurológicos, conhecer de perspectivas, conhecer de timeline ajuda você a criar uma matriz poderosa de perguntas É, sai do feijãozinho com arroz.
Na verdade, não sai do feijãozinho com arroz, sai da estrutura fechadinha, sai da caixinha para ir para um— eu costumo falar, eu até brinco com meus alunos mais antigos, que a gente não faz mais— eu tenho uma coisa na minha formação, chamo de power sessions, são sessões onde a gente troca ideia e tal, e traz um assunto, e treina, e treina junto, Power Sessions, né, sessões poderosas. Só que o negócio ficou tão, chegou num nível tão elevado e tão profundo que a gente já não fazia mais. E como eram meus alunos mais de elite, né, os mais avançados, a gente já tava mais fazendo aquelas, as ferramentinhas, né, os padrões. A gente já tava criando novas técnicas, ferramentas, juntando coisas, né, e fazendo jazz aqui, fazendo jazz total, né. Pega Pega uma coisa, pega outra. A gente jogou fora todos os modelos da PNL, óbvio que a gente se baseou nos modelos, mas a gente jogou fora os modelos. E aí fazia jazz, e a gente começou a brincar que a gente não fazia mais power sessions, a gente fazia jam sessions, porque era uma coisa muito mais de pegar o problema e fazer meio que—
Que legal!
Milton Erikson, né? Utilização. O que meu cliente trouxe vou pegar, eu vou utilizar e vou criar uma ferramenta nova que eu só vou usar para aquele, porque é customizado, né? Então é isso que é o que eu chamo de maestria. Essa é a maestria. Então o que você tá falando, legal você conhecer as perguntas poderosas, mas depois você entendeu o porquê fazer cada uma dessas perguntas, larga elas E aí você vai fazer a pergunta, você vai mudar e você vai—
Você vai se organizar.
Exato. Você não fica mais preso às perguntas e vai ficar muito mais livre para fazer o que for que vai dar mais resultado naquela hora.
Exato. E porque se você fica preso no roteiro também, chega um momento que, pô, seu cliente ou seu coachee, né, o nome que você dá, vai começar a achar você, pô, né, peraí, você tá perguntando a mesma coisa, né, porque você recebe lá o formulário Às vezes tem a mesma forma de perguntar em 3 tipos, né? E aí, pela sua inexperiência, você pergunta os 3 tipos pro cara, você não entende o que é "ou", "ou", "ou". E aí você fala: "Cara, tipo, já não te respondi isso." Então, pra mim, você falou um negócio muito massa, mas pra mim também é isso. É quando você consegue quebrar a regra, você consegue fazer movimentos que são seus, com a sua cara, com a sua com o seu profissionalismo. Por quê? Porque você já conseguiu chegar num outro nível. E eu tive que passar por isso, né? Eu tive diversos mestres que eu gosto do modelo japonês, né, que fala shuuhari, né? Shuuu, siga a regra, encontre alguém que é mestre e siga o cara, aprenda com o cara, da maneira que o cara faz. Esse é o começo da modelagem, né, André? Na PNL, onde o Bandler e o Grinder, eles pegavam, olhavam ali Netflix, né, e modelavam inicialmente aquilo que era externo, né. Então os caras chegavam até com o macharuto, como os cara faziam. Eu fazia isso no começo, eu pegava um Tony Robbins da vida, como é que esse cara gesticula, como é que ele fala, energia do cara lá em cima. Aí depois eu conheci o Fernando aqui em Campinas, um cara muito mais calmo, centrado. Pô, tá ligado, mas o que que tem de igual? O que que o Tony Robbins com ele tem de igual? Tem que ter alguma coisa, os cara são mestres. Aí depois fui conhecer a Lynn Davis, depois Gilberto Cury, depois veio André Sampaio. E você fala: "Cara, o que essa galera tem de uau, cara?" Então assim, eu mergulhei muito na PNL, busquei diferentes cabeças para poder falar: "Pô, e agora eu sou capaz então de criar o meu modelo." E aí nesse mundo corporativo, poder falar a língua corporativa não bastava chegar só dizendo PNL ou coaching, tinha que ter um encapsulamento diferente. Aí que vem o Lynn, né, filosofia Lynn na minha vida. Junto com Design Thinking. E aí essa parada toda eu consigo construir aí o que eu chamo hoje do Lean Coaching Mastery, que se deu aí como hoje o carro-chave. Inclusive segunda-feira, amanhã, tô começando 3 dias novos aí de formação para novos líderes na empresa, no qual o meu objetivo é o quê? Ensinar a liderança, a alta liderança, a ser coach em 10 minutos. Esse é o que eu construí.
Vou pegar esse gancho aqui agora. É o seguinte, vamos lá, eu quero agora entrar na tua cabeça e eu quero saber como você faz coaching. Você falou que você desenvolveu um método de coaching em 10 minutos, né? E você é coach dos C-levels. O que são os C-levels? São os CEO, CFO, CTO, CMO, COO, tudo que é C, né? Resumindo, são os fudidores da empresa.
É o board, né? É isso, diretoria, né?
Em outros lugares chamam diretoria, vice-presidência, presidência. São os caras fera. Então você faz coaching só com altíssimos executivos em 10 minutos. Então vamos lá, quando você— e assim, esse pessoal não tá para brincadeira, eles não perdem tempo e não dá para enrolar, não dá para chegar lá, pera aí, deixa eu pegar uma uma questãozinha aqui. Quando você senta na frente do cara, ou pelo menos você sabe que você vai fazer uma sessão com o cara, qual que é o teu objetivo? Qual que é a tua meta para esses 10 minutos? O que você quer tirar de lá?
Legal, legal. Antes de eu explorar isso aí, deixa eu esclarecer um ponto, né. Hoje eu tenho duas vertentes de coaching. Uma são esses 10 minutos, vou explicar como que funciona essa parada, e também eu realizo coaching executivo a longo prazo, né, cadência 3, 6 meses. Mas só colocando aqui, quando eu faço um coaching executivo com essa camada, isso tá vinculado ao desenvolvimento de uma competência que tá linkada com 360, com alinhamento com RH. Então assim, coaching executivo, ele tem que estar vinculado ao desenvolvimento de uma competência que seja ali claramente identificada dentro da empresa, que faz sentido, porque de repente tá com crescimento. Então tem todo, é algo mais prático, né? Entendi.
Então a empresa chega e fala assim, olha, esse diretor tá precisando desenvolver a competência X, então Marlon vem cá, ajuda ele a desenvolver essa competência, e é o processo. Mas toda semana tem acompanhamento, aquele processo de coaching mesmo.
Isso, perfeito. Aí uma outra vertente que eu tenho, essa parte mais de ser um estrategista, é que eu ensino a alta liderança a desenvolver uma habilidade de fazer coaching de maneira informal que leva 10 minutos ou menos. E logicamente, para ensinar isso eu tive que vivenciar muito isso aí. Por quê? Porque de cara eu percebi que, cara, Coaching no jeito tradicional deixava esses caras, esse level meio para baixo assim, quando eles pensavam: cara, massa quando eu passo com você com isso aí, mas eu não vou fazer coaching aqui na empresa com cadência de 3 meses aí, né, encontros semanais. Como assim?
Vou parar meu dia a dia? É um processo demorado para o cara entender como fazer isso.
A palavra no mundo financeiro, cara, velocidade e tempo, brilha os olhos, né? Você conseguir trazer alguma coisa que você faz com que a pessoa tenha mais resultado em menos tempo, ó, né? Show me the money, né? Então eu resolvi ensiná-los a fazer o coaching de um jeito informal. Se vocês puderem, a pergunta foi essa para o CEO, se você pudesse fazer o coaching, um bate-papo e levar 10 minutos ao menos seria massa, seria massa. Nesse momento não tinha nada, mas eu joguei isso aí para o mundo, agora tem que me virar. E cai nos estudos, cara, vai atrás, aí é livro de PNL, é contato com pessoas. E eu me baseei basicamente assim em 3 grandes estudos para chegar nesse desenho, né. O primeiro, consultei muito a forma, porque a Aline ela tem um modelo de coaching, mas ela grande PNLista, né? A Eline, ela nasceu da PNL, né? Depois foi pro coaching, então assim, baseei muito na metodologia dela. Depois eu fui procurar estudiosos de terapia, olha que louco, eu tava modelando a galera sem saber. Terapia, e eu encontrei um cara que falava sobre terapia breve, terapia breve, e eu experimentei, porque o Fernando, que dá formação na NAPPS aqui em Campinas, ele trabalha com, ele é um psicólogo, trabalha nesse modelo. Então se você for consultar ele, ele vai fazer no máximo 4 sessões com você e ele fala: "Cara, bora pra vida, experimenta os novos recursos e vê o que dá. Não vai ficar comigo 2 anos aqui que, meu, isso aí é ultrapassado." Eu falei: "Cara, que ousado! Tô pagando e o cara não quer me ver mais?" Mas cara, olha que desafio para você poder de fato virar o jogo, né? Então eu lembro quando eu como terapeuta, busquei tese, cara, li tese de mestrado do cara falando desse lance do modelo da abordagem, né, terapia breve que ele chamou. E na sequência eu comecei a ouvir falar de um tal de Martin Seligman, que começava a estudar tal da psicologia positiva, que ele também falava o quê? Meu, eu não quero mais paciente vindo aqui e eu focando naquilo que os caras têm de ruim, Isso é começar a focar naquilo que os caras têm de bom. Aí ele traz a força de Karate e tudo isso foi fazendo a minha cabeça de um engenheiro de software tradicional a maquinar, maquinar, maquinar. Caraca, será que eu consigo bolar alguma coisa? E aí cai, cara, cai PNL, cai Design, daí vem o Lean, coaching com um encapsulador ali. E sai um modelo, um framework para as pessoas poderem aprender a fazer coaching em 10 minutos. Bom, mas para eu ensinar essa parada toda, que é em 3 passos inclusive, a pessoa tem que aplicar. Então eu comecei a praticar, cara, e é o negócio que mais dá barato hoje é o coaching 10 minutos do que o coaching tradicional. Eu tenho tesão porque criei esse produto, né? Se eu não gostar também quem que compra? E aí o que acontece, André? As pessoas começaram a me procurar e eu percebi que tinha duas coisas que eu podia fazer. Onde eu podia me amarrar nas pessoas e ajudar elas chegarem mais próximas do que o seu interesse, ou eu poderia fazer provocações naquele momento para elas darem o próximo passo. E, cara, se elas quisessem voltar atrás de mim, massa, se não, tá tudo certo também. Então o coaching 10 minutos tem um objetivo um pouco diferente do que o tradicional, no qual você acompanha a pessoa até um determinado momento, ou às vezes até a meta O coaching em 10 minutos foi criado para quê? Destravar o potencial, dar o próximo passo. Então, numa conversa eu não consigo resolver um problema, esse nem é o intuito do coaching. Se as pessoas não sacaram isso, precisa sacar que uma conversa, um papo coaching não é sobre resolver o problema, é sobre destravar a pessoa para o próximo passo.
Fazer ela dar um passo, só isso, só dar um passo, dar o próximo passo. Colocar ela em movimento.
Isso, cara. E sabe o que isso me trouxe? Aquela liberdade que eu buscava lá atrás de falar: cara, eu saquei que é uma crença, é uma conversa, é uma conversa. E aí, cara, aí eu comecei a fazer, aí eu falo para as pessoas, né, a máquina de café virou um escritório, porque eu tomava café, aparecia as pessoas, e aí era um papo.
É um trem genial isso, porque para quem está assistindo a gente aqui, olha só, é fato que os coaches, eu acho que a maioria dos coaches hoje em dia, tem o que eu chamo de síndrome do impostor. Eles se sentem, eles têm uma insegurança muito grande, eles não se sentem preparados, enfim, e acham que têm a obrigação de dar o resultado, né? Mas será que eu vou conseguir? Fazer essa pessoa alcançar o resultado dela no final de 10 sessões, né? Tem tudo isso.
Ou então fica naquela dúvida: o que que eu vou fazer numa sessão, na outra?
Pronto, se a gente pegar essa ideia, o teu objetivo do coaching 10 minutos, qual que é o meu objetivo dessa sessão, dessa intervenção, dessa interação que eu tenho com meu cliente hoje? Fazer essa pessoa dar o próximo passo.
Isso.
Em direção a quê? Aquele objetivo que a gente estabeleceu. O objetivo tá lá, então tem que ser nessa direção. Mas o meu objetivo agora é só dar um passo.
E aí ficou muito mais fácil, né, cara?
É lindo, fácil fazer a pessoa dar um passo, é muito fácil. PNL tá aí, qualquer ferramenta de PNL você aplica, a pessoa vai sair, não dá um só, dá 5, né?
Exato, cara. E aí que tá, essa excelência, quando eu comecei, aí me veio, pô, eu Uma coisa que eu sou apaixonado na forma que o Tony Robbins trabalha é porque ele é um estrategista, ele compila. E quando eu falei: "Cara, eu posso compilar aqui unindo inclusive aquilo que a empresa tem como nicho, aquele que é o objetivo dela. Pô, e por que não então fazer essas intervenções em tempos curtos, né?" Cara, e funciona bem pra caramba, funciona muito bem, porque a parada, a variável velocidade, cara, 10 minutos. Se não tem 10 minutos, você não tem vida. Então 10 minutos é tempo de você acompanhar alguém até o carro, é tempo de você estar na fila de esperar o seu almoço chegar e você tá batendo um papo ali, cara. E as pessoas estão pensando. O framework que eu criei permite a pessoa, inclusive ela mesmo, sem você fazer muita coisa, sacar qual que é o próximo passo. Porque tem um momento ali que a pessoa verbaliza para ela mesma o que que é o problema dela. E a tendência, o que que é? Você tem mais clareza, você especifica mais, você sai da generalização. Então todo o modelo foi criado com esse intuito do quê? De melhorar primeiramente a comunicação interna das pessoas. Segundo, melhorar a emoção das pessoas. Cara, se eu melhoro minha comunicação interna, minhas emoções, a tendência é fazer o quê? Eu transformo um pitbull num chihuahua. Aí eu faço o quê? Eu me aproximo daquilo que é um problemão, eu vou lá e falo: "Marlon, saquei, cara! Vou fazer essa parada aí, vou fazer agora!" E aí eu falo para as pessoas que hoje, né, hoje no mercado, se você olhar no mercado procurar como é que evidencia coaching no mundo corporativo, é uma incógnita. Eu pesquiso essa parada há um bom tempo, porque mundo corporativo, uma empresa de tecnologia, cobra-se indicadores, números. Só que ele é algo trivial, algo assim, cara, não é trivial. Porque você tá mexendo na experiência subjetiva das pessoas. Como é que você mensura isso aí? Aí uma coisa que pra mim não tem menos de coaching e mensura é quando eu pergunto: e aí, resolveu o problema? A pessoa fala: não. Falo: que massa, porque se tivesse resolvido, ou estaria sendo muito direcionador pra você, ou tava dizendo alguma coisa. Porque 10 minutos é o próximo passo. Aí pergunto: e aí, o que você vai fazer agora? Ah, eu vou fazer isso, ligação, ou não, vou tomar essa decisão agora, cara, é muito prazeroso. Show!
Então quer dizer, aí depois disso você, o teu procedimento de evidência de que você tá no caminho certo ou de que você alcançou o teu objetivo é, você pergunta: e aí, o que você vai fazer agora? E a pessoa vem com o próximo passo dela, tipo: não, já sei, vou fazer isso, vou tomar essa ação, vou tomar essa ação. Show!
Isso.
E quando o cara tá cabeçudo, ele não muda comunicação, ele tá frio, ele tá duro, ele tá uma pedra, ele não deixa acessar o sentimento, a emoção dele? E quando o cliente está resistente, o que que você faz?
Cara, tem técnicas, tem ferramentas, e tem clientes também. Tem aqueles que nunca mais voltam a falar com Marlon porque o Marlon questionou e o cara falou: "Mas eu achei que você ia dar resposta, essa não é uma coisa minha, né?" E tem aquele lance assim: "O cara tá vitimizando demais." Aí é uma outra história, aí tem toda uma jornada desse cara ainda sacar alguma coisa. Mas se a pessoa vem, ela tá no famoso estado crash dela ali, né? Pra quem foi no estado crash faz tempo, estado de reatividade, né? De contração ali. O cara não não consegue, por mais que ele fala: "Preciso de sua ajuda", mas não tá indo. Meu amigo, eu vou dar aqui de presente o meu segredo, da minha melhor e maior ferramenta, que ela não é minha, mas eu uso demais, que é mudança de estado emocional. É a famosa tríade do Tony Robbins. Isso aí, cara, em 10 minutos, isso aí faz— eu vou usar a palavra aqui— faz milagre. Faz milagre. Por quê? Se você entende o mecanismo de mudar o estado emocional de alguém, cara, você não precisa fazer mais nada. A pessoa, ao vivenciar um outro estado, ela já vai dar o próximo passo. E eu tô falando aqui especificamente e exclusivamente de que? Fisiologia, foco e linguagem. Três itens poderosos. André, na minha jornada esse ano, eu como coach, eu tenho, assim, que vida, tem um valor para mim muito poderoso, cara, não abro mão. Coerência. Quer ser coach, cara, você precisa estar no jogo, você precisa estar vivenciando essa parada o tempo inteiro, você precisa ter, cara, você tem que ser capaz de toda vez que você for ensinar alguém ter histórias novas, você tem que estar ali vivenciando atualização do processo em você. Então uma coisa que eu faço comigo todo ano é contratar um coach, eu contrato um coach, eu passo por coaching e esse ano eu falei, cara, oficial. E eu fui aonde? Liguei para equipe do Tony Robbins e resolvi contratar um coach deles, cara. Cara, eu dei minha alma, eu dei minha vida, tá em cheque lá assinado, quando que você vai pagar essa parada? Mas cara, que experiência maravilhosa que eu tive de passar por um processo de coaching com alguém da equipe do cara. E era muito massa porque no primeiro momento A minha crença em relação ao formato deles foi assim: nem a pau, né? Porque ia ser por telefone, cara. Como assim fazer coaching por telefone? Eu sou um cara visual, tem que ver a pessoa. Exatamente o que eu ia falar. Nesse nível, cara, nesse nível. Falando: não vai dar certo, não vai dar certo, não vai dar certo. Eles acham que isso é um golpe. Eles me mandam uma coach, cara, me mandam uma coach da Costa Rica e, cara, "Ela fez rapport comigo de voz assim instantaneamente, cara, instantaneamente." E eu falei: "Cara, que animal!" E ela me trouxe todo um aprendizado que eu encaixei inclusive nesse tema de Anticodes, que é fundamental. Ó, pra você ter uma ideia, estamos falando de uma intervenção, né, de um acesso de 10 minutos, só que pra construir esse mindset eu levo 3 dias Inspira mais as pessoas. Por quê? Porque é um dia inteiro sobre atualizar o mindset das pessoas. Porque as pessoas ficam: "Cara, 10 minutos? 10 minutos eu tô entendendo o problema." Ó como que vai a mente. Cara, você não tem que entender o problema, você tem que entender a mente dos caras. E a minha coach, Viviana, o nome dela é Viviana, ela... Eu chegava na sessão e a nossa sessão durava meia hora por telefone. E ela falava assim, eu começava a choramingar, e ela falava: Marlon, me desculpa, mas o que é fato, o que é história aí? Primeira vez que ela falou isso eu falei: Porra! Tô pagando caro e ela vai me cortar? What the hell? Cara, depois que eu saquei essa parada aqui, coaching é louco, cara, volta, volta. O que é fato nessa parada aqui, o que vale a pena olhar? Isso se tornou um recurso poderoso no tenerte coaching, porque fazer coaching nas emotes tem que saber ter esse momento também. As pessoas vão querer contar história e assim, olha que interessante, eu tô falando o que eu faço.
A gente se apega às nossas histórias.
Exato.
Nós nos apegamos, né? Nós, eu, eu, às vezes eu pego, caramba, é, realmente, eu tô apegado numa historinha.
Quem que não gosta de dar uma boa, né?
Porque Dá uma desculpinha e se sentir vítima e fala assim: "Ai, pronto, né?" Tira a responsabilidade. Eu conto uma história bonita, triste, eu sou a vítima, aí tira a minha responsabilidade. Eu me sinto bem, mal, vou para um lugar que eu estou mais bem porque não é minha culpa. Não é minha culpa nem minha responsabilidade mudar nada. Mas se eu quero mudar, eu tenho que apagar essa história e contar uma outra história, né?
Perfeito, cara. E ela me, assim, o bom que ali, né, no jogo muito aberto com ela, tava como coach, mas ao mesmo tempo tava aprendendo as habilidades dela ali como uma coach de Results for Results, Tony Robbins, né. E assim, ó, fala para você, cara, que ela trouxe milhões de ferramentas. Não, cara, essa mulher ela era assim mestre na triade, mestre na triade, cara. Então Pô, fisiologia, fórmula, linguagem o tempo inteiro. Eu saquei que o resultado, o resultado que eu tava buscando, cara, se eu não tiver com emocional positivo e poderoso, vai dar zica, é reflexo. Então que adianta fazer um monte de ferramentas, aquela coisa maravilhosa, se eu não tiver a capacidade de mudar aqui dentro? Então com ela aprendi muito. Então respondendo a sua pergunta, cara, se alguém chega meio a zero e tá disposto a mudar, porque essa é uma validação que eu faço. Ó, legal, tô entendendo que tá difícil, mas você quer? Você quer de verdade mesmo? Aí a gente faz esse modelo de triade, aí vai mudar a emoção. E, cara, é fazer esse movimento, na sequência faz uma pergunta e a pessoa ela anda, ela anda sozinha. Agora, diferente daquelas pessoas que elas estão reclamonas elas vão sempre vitimizar e elas vão sacar que a questão é dela. Aí, cara, aí paciência, todo mundo tem sua jornada. Eu não tô ali para fazer milagre, tô ali para ajudar as pessoas darem o próximo passo. E o próximo passo das pessoas às vezes é continuar empurrado, então, né, bora lá, paciência, paciência. Tem 3 princípios que eu criei dentro desse PNL Anti-Coaching Framework aí, cara. Primeiro, como coach, e essa palavrinha choca as pessoas às vezes é be lazy, be lazy, cara. As pessoas: mas Marlon Silva, você quer que eu chegue e faça pergunta de coisa? Não, cara, seja lazy com as perguntas, porque eu vejo a pessoa assim, ó, o cara tá ali processando, a galera começa aquele meteoro de pergunta sem parar, aí o cara começa a querer falar: e aí, e o que mais? Cara, às vezes é uma pergunta, uma pergunta que vai lá entra dentro e, cara, deixa. Se o zóio virou ali, apareceu o branco dos olhos, deixa, cara, deixa a pessoa, deixa ser humano. Então assim, primeiro princípio é be lazy, cara, one step at a time, né, vamos devagar. Segundo ponto para mim, cara, é curioso. Aí você fala: pô, Marlon, mas de novo, cara, você acabou de falar que não é sobre o problema e você tá falando ser curioso. Aí eu vou perguntar para o cara o que é o problema dele. Seja curioso com o ser humano, não do problema dele. Seja curioso, André, com as coisas, cara. E aí, ó, de novo, PNL, né?
Isso, isso.
Eu vou falar pra você assim, cara, o que que é a diferença do Marlon hoje como coach? O Marlon consegue conectar mente e coração no mundo executivo, coisa que é uma das coisas mais difíceis que esses caras têm que fazer. É racional, é racional, é racional. Ninguém fala de emoção nessa camada, ninguém se permite a se emocionar nessa não queria falar nada. E aí quando você vem e pergunta o seguinte: como é que você tá se sentindo em relação a esse problema? Cara, o mundo para. Às vezes elas falam: sabe quantos anos eu não paro para falar nisso?
Nem pensar, nem sentir, nem se permitir sentir.
Aí você fala: sabia que você tem emoção também?
Então as pessoas acabam se tornando robô, né?
Exato, tabu do mundo corporativo. Então quando você faz acessos como esse, perguntar como é que você se sente nesse momento, já começa a derrubar uma cortina, a criar ali um trust, né, o rapaz começa a acontecer. E aí também, né, é fácil. Então curiosidade sobre o ser humano, cara, não sobre o problema, mas sobre o sentimento das pessoas, para mim tem feito muita diferença nessa jornada, inclusive para as pessoas que praticam esse modelo. E por último, né, muito poderoso também é bi-offering, né, cara, não desapareça. Você fez um movimento com as pessoas ali, se colocou, querendo ou não, como uma pessoa que vai ser um modelo. E, ah, Marlon, mas 10 minutos não é algo mais informal? É, mas nada impede você mandar um chatzinho ali, uma mensagem dizendo: tá tudo bem com você hoje? Não precisa entrar, perguntar: você quer coaching? Não, cara, só pergunta se tá tudo bem. Você já abriu a porta. Se a pessoa quiser mais alguma coisa, ela vai dizer: posso tomar um café com você? Vamos almoçar? Trocar uma ideia? Só isso, né? Seja frequente, cara. Apareça, não desapareça. Porque tem um princípio no Lean que é importante estar dentro do meu framework, que a demanda de coaching tem que ser puxada pelas pessoas que querem. Porque principalmente lá atrás, ainda acontece em muitos lugares, coaching no mundo corporativo é empurrado. RH empurra, gerente empurra e nunca foi: "Vai lá e faz coaching no meu subordinado." Coaching nesse modelo eu cansei de fazer, porque foi um momento que eu tinha que ganhar campo de jogo, eu precisava criar confiança. Ele funciona? Funciona, funciona, mas você tira alguém que tá aqui embaixo e traz para um nível OK. Coaching você pega as pessoas que estão OK e joga lá em cima. Esse é o verdadeiro cliente de coaching. Por isso que coaching não é para qualquer um. O dinheiro para as pessoas que querem se acordar, que querem movimento, que querem ser desafiados, que querem crescer, né? Querem crescer, estão a fim. Então essa é a grande diferença. Então assim, be open, mas cara, garanta que a pessoa também tá vindo atrás, ela entende que depende dela. Caso contrário, vai ficar— aí tem um grande risco, tá? E eu, como uma pessoa que experimentou muita coisa, é óbvio que eu errei pra caramba, pra caramba, cara, pra caramba. E como coach teve algum momento que eu me apaixonei pelo problema da pessoa. Eu queria mais do que o cliente atingir aquela meta. E o que acontece? Crawl. Crawl. Você cai, cara. Você cai mais profundo do que o seu cliente. Muito mais profundo. Então assim, coaches que estão nos ouvindo aqui, cara, não se apaixone pelo problema. Se apaixone pela mente, pelo mindset que você for usando pela pessoa. Se você tocar no problema, o problema vai passar a ser seu também. Então, e essa necessidade de que, pô, tô ligando para você, que eu tenho uma sessão hoje, cara, o cara não apareceu. Feedback, feedback. Nosso coaching é assim, a gente não combinou agenda. E aí, ah, mas eu não consegui tempo, tá ligado? Então quer dizer que antes da meta tem algo a mais a ser reorganizado aí, né? Então, né, agora falando um pouco do coaching a longo prazo, as pessoas acham que coaching é um encontro por semana. Se você entrar em coaching no período de 3 meses, são 3 meses. Você se encontra uma vez com seu coach, mas se você não tiver ações, mudanças diárias, exercitando, não tem milagre. Aí o coach que leva, que o coach é ruim, o cara não fez milagre da fé para eu poder sair do estado. Então hoje eu vivencio esses dois modelos coach, André, onde eu trago para liderança uma habilidade. Então eu posso dizer que coaching no mundo corporativo é uma habilidade que todo líder deve ter, em fazer coaching nesses minutos. E aqueles colegas que necessitam de um desenvolvimento em alguma competência, aí a gente faz um coaching mais a longo prazo, né, com cadência e tudo mais.
Muito joia, muito show, Marlon! Espetacular! Eu acho que deu para gente aprender muito aqui, tirar várias sacadas.
Espero que tenha agregado. Caraca, são quase 10 horas, falo para caramba, André.
Agregou muito, agregou demais mesmo. Quero te agradecer muito, muito mesmo, a oportunidade, o compartilhamento. E você é um cara que eu admiro e você faz uso muito bem, né, do coaching com a PNL, com uso ético, com uso para ajudar as pessoas, ecológico. Você é um cara, um coach raiz, por isso que eu quis entrevistar você e trazer, apresentar você para a comunidade contribuir. Legal, Marlon, mais uma vez brigadão e a gente se vê.
Se quiser deixar alguma— Obrigado, meu coração.
Precisa deixar alguma mensagem para turma, para esses coaches que estão assistindo a gente?
Claro, Carlos, sempre. Primeiro, obrigado, cara. É muito bom ter essa possibilidade de ter acesso com você, trocar ideia com você, tomar um café com você. Você é um cara que transpira conhecimento, transpira ética. Então, pô, eu sinto o cheiro de pessoas assim, eu vou atrás. Eu vou atrás, eu cutuco, que eu quero que faça parte da minha rede, né? Aquela, de novo, né? Aqueles clichês: "Ah, você é assim, é o resultado das 5 pessoas." Cara, então beleza, deixa eu reciclar sempre a parada aqui. Então assim, obrigado de coração pelo convite, muito, muito agradável falar de algo que eu amo, cara. É muito bom falar disso. Bom, recado, cara, o que que eu posso dizer para quem para quem está nessa jornada aí é que vou deixar minha filosofia, tá? Três pilares: conhecimento, prática e repetição. Se você quer chegar nesse local que a gente fala que é maestria, e tirando um pouco daquela coisa que tem que ter 10 mil horas e parece que é distante, cara, foca nisso: conhecimento, prática e repetição. Pega alguma coisa, cola em alguém que manja para caramba disso, aprende o Geritão essa pessoa fazer. E aí tem um lance da crença, cara. Se você quiser sair do primeiro começo, que é o Beabá, e já cair para faixa preta, vai dar ruim. Então segue, aproveita, pratica o Beabá, pratica o Beabá devagarzinho, vai descendo, vai repetindo, até que uma hora você consegue estar na faixa preta, cara. Uma coisa que eu não contei, fechando rapidamente, eu pratiquei Coaching pra caramba. Antes de ir pra China, na Starbucks aqui em Campinas, eu parava lá e abordava a galera de braço, falava: "Tô aprendendo coaching, me ajuda aqui, só custa um café, só custa um cafezinho, cara." E eu fiz isso, cara, chegaram até a chamar a polícia uma vez lá, acharam que eu era louco, que eu tava abordando as pessoas. E aí explicando pra ela, mas assim, sabe quando você tá obstinado a aprender de verdade, cara? Conhecimento, prática e repetição, cara. Vai atrás, vai atrás. Quando as pessoas entendem de fato que aquilo que você tá fornecendo é algo bom, é algo que vai ajudar elas, não tem ser humano que negue, cara. Então é isso, meu querido. Obrigado de coração.
Espetacular, Marlon. Obrigado, obrigado, pessoal. Obrigado. Deixa seus comentários aqui embaixo, perguntas. Marlon, como é que as pessoas te encontram?
Ótimo, cara, tem várias formas, mas bom, primeiro eu tenho um site que chama, do meu lado pessoal, tá, fora a CIT, eu também sou empreendedor, eu tenho uma empresa hoje que chama ulean.com.br, u mudo, né, ulean.com.br, e ou pode me encontrar no Instagram que é Marlon D Silva, o D mudo, Marlon D Silva, pode me encontrar lá, pode mensagem, e eu tô lá disponível para poder responder o que vocês precisarem, o que vocês quiserem.
Espetacular, Marlon! Obrigado, valeu, pessoal!
Até semana que vem, obrigado, abraço!









