Segurança Emocional - Live

Nesta live do RH Mentoria, Marlon Silva Domingues e Ivan Neves conduzem uma conversa informal sobre segurança emocional (ou psicológica) no ambiente de trabalho. Eles introduzem o conceito, citam a obra "Organizações Sem Medo" de Amy Edmondson e o livro "Segurança Psicológica" de Timothy Clark, e explicam que a segurança emocional está intimamente ligada à saúde mental e à inteligência emocional. Os apresentadores apresentam um modelo de quatro estágios de segurança psicológica – pertencimento, aprendizagem (questionamento), colaboração e inovação/transformação – ilustrando cada estágio com exemplos pessoais (filha na piscina, situações em hospitais, experiências de liderança) e práticas de onboarding (camisetas, presentes, integração de novos membros). Também discutem a importância de usar as forças de caráter para aproximar pessoas que se sentem fechadas, e apontam que líderes muitas vezes falham ao tentar impor inovação sem garantir que o colaborador já tenha passado pelos estágios anteriores. O diálogo inclui anedotas, interações com a audiência, dicas práticas e reflexões sobre como criar ambientes onde as pessoas se sintam seguras para falar, errar e inovar. Além disso, destacam que o Google popularizou o termo segurança psicológica através do Projeto Aristóteles (2004), identificando a segurança emocional como o primeiro dos cinco pilares de alta performance. Discutem ainda a relação entre mindset de crescimento e segurança psicológica, enfatizando que ambientes seguros potencializam o aprendizado e a inovação, enquanto líderes com mindset fixo podem gerar ambientes inseguros. O convite final é que os espectadores compartilhem o conteúdo para ajudar colegas que se sentem travados ou sofrendo, reforçando a prática e a disseminação da segurança emocional nas organizações.
Chapters
Boa noite, meus amigos do RH Mentoria!
Cá estamos nós, Ivan Neves aqui. Vamos lá para mais uma live no nosso RH Mentoria. Olha lá, já chegou a turminha fera ali, olha lá, ó, Tomzinho, Mel.
E aí, gente, tudo bem com vocês?
Como é que estão as coisas?
Espero que vocês estejam bem. Vou colocar aqui meu fone de ouvido para ficar melhorzinho para vocês.
Assim eu espero.
E aí, vocês estão bem? Graças a Deus?
Então tá bom, show de bola.
Marlon Silva entrou, Marlon Silva entrou. Vamos convidar Marlon Silva para bater um papo aqui hoje. Cadê, cadê?
Nós temos nós.
Chegou!
Rapaz, você tá jantando?
Hora dessa, quarta-feira eu saio da mentoria, entro para cá e outra. Aí, cara, bateu a larica agora. Fala, Bianquinha!
Cá, Bianca! Boa noite!
Boa noite, boa noite, boa noite, boa noite para você, Ivan! Eu não te vi hoje e a razão é que eu tô de férias, é por isso que eu não te vi hoje.
Eu não entendi até agora, eu tinha entendido que você ia sair de férias hoje, mas de repente você não apareceu. Pô, que diabo é isso?
Cara, eu sou o cara que eu tenho paixão no trabalho, então eu vou trabalhar nas férias mesmo. Mentira, hoje eu saí de férias, eu tinha que resolver umas coisas. E aí?
E aí, Tamara! Tudo bem, Letícia? Só para turminha boa e turminha que já fez com a gente mentoria lá, galera fera demais. E o Tom? Quando o Tom vai fazer mentoria conosco? O Tom...
Não sei. Eu já respondi formulário de 360 do Tom, já fiz tudo, cara.
Então estamos aí. Pois é, até isso eu recebi. Mas ô, Tom, não preenche ainda não, hein? Chegou lá ainda, chegou lá. Senão dá melhor tempo. Vamos contar uma historinha pra vocês.
Você já avisou que o Vini não tá aqui hoje? Já fez o jabá?
Vou fazer agora, né? Você chegou praticamente junto comigo, então vou falar agora. Galerinha, hoje Vini não tá com a gente. É, Vini hoje está, como diz um amigo meu, primeiro que vem primeiro. Hoje é aniversário do Antôniozinho, filhinho do Vini, 2 aninhos. Ele tava comemorando com a família dele e curtindo muito lá esse moleque. Então vamos dar os parabéns para galera aqui, para ele. Bora, galera! Bora lá, coraçãozinho para ele, coraçãozinho para Tom. É o Tom, é o Tom. Tem Letícia e tem Antônio.
Tem uma filha Letícia. Letícia, Letícia.
Ele fala assim, Letícia. E aí a outra coisa que não vai acontecer hoje é uma mentoria ao vivo, galera, porque a gente tinha acertado com uma pessoa que era o César, mas ele Ele teve um imprevisto de saúde e precisou ir pro médico correndo. Então vamos ver se semana que vem ele participa. E aí eu e o Marlon estávamos lá pensando na vida. E aí, o que faremos? O que faremos, Marlon Silva? Estávamos aqui discutindo isso e pensamos em falar qualquer assunto.
Estávamos à toa na vida, o meu amor me chamou pra ver a banda passar cantando coisas de amor. Se não fosse tarde, Se você não fosse tomar cagada, Tomoye, eu ia falar para você tocar piano para galera, mas você já tomou cagada na semana passada, então é melhor não mexer.
Foi depois da live, graças a Deus, não foi ao vivo.
Galerinha, para quem não sabe, depois que acaba a live, a gente fica falando, eu, Ivan e o Vini, a gente toma umas brejas, troca ideia, fala do caminhar da Mentoria de RH. E o Ivan fala baixo pra caramba, a mulher dele teve que vir dar uma cagada nele. Foi bem engraçado pra mim, pro Vinão.
Até pra mim foi engraçado, vou ser honesto. A Bia falou pra gente não cantar não, Marlon. A Bia parece que nem participou do último encontro do time de people lá do CT, que teve cantoria, música e tudo. Acho que eu não canto não, não.
Vocês vão mandar bem para caramba. Não sei cantar, mas toca piano bem para caralho. Eu cantei no dia.
Ó, o cara tá dormindo em pé, não é possível. Mas vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos fazer uma coisa que a gente nunca fez. Vamos embora, esquece isso aqui.
Vamos fechar os olhos agora.
Cara, poderíamos falar umas coisas nesse sentido, Marlon Silva Domingues. Sabe o que eu tava pensando?
Diga.
Um assunto que eu e o Ivan conheço pouco, mas que você tem estudado muito ultimamente.
Isso, para jogar nas minhas costas.
Não, não para jogar nas suas costas, eu quero aprender. E quero aprender, eu quero palpitar também, porque eu sou palpiteiro, né, mano? Então eu queria entender um pouquinho, cara, sobre segurança emocional. Pouca coisa, não precisa ficar uma hora falando disso não, mas se você pudesse falar um pouquinho de segurança emocional para a galera, acho que ia ser legal, que eu acho que é um tema que a gente ainda não tratou Em nenhum momento, nem no boteco. É que eu acho que talvez seja legal. Agora, o que que eu queria te perguntar sobre segurança emocional? Esse negócio existe mesmo, Marlon? É possível ter um negócio desse no ambiente de trabalho? Qual que é a sua visão?
Legal, cara, vamos falar. Acho que é bem legal o teu tema, a gente não falou mesmo isso aí aqui não. Esse tema, vamos lá, começando do começo, esse tema ele ganhou bastante força no final do ano passado no Brasil, e tá com uma força gigantesca agora dentro da minha mãe aí.
Oi, mãe!
Dentro do ambiente corporativo nesse momento, né? O tal da segurança emocional, ela se conecta com a tal da saúde mental. Então vira um bolo ali onde as empresas começam a ter agendas para poder falar desse tema. Eu confesso para você, quando o tema chegou na minha mesa ali para a gente poder falar melhor dele, a gente abranger mais ele. Eu tive dificuldade de entender o porquê, sendo que na minha concepção isso já era algo que eu considerava. Eu sempre considerei essa questão quando criando, elaborando treinamento, o próprio treinamento do Lean Coach Master, que é uma coisa que a gente fez por muito tempo na CIT, ele prezava por isso. Mas eu percebi que a gente precisava fazer algo que ficasse mais explícito, falar mais diretamente do tema, trazer mais conteúdo sobre estratégias, se existe modelo, se existe bibliografia. Então a gente começou realmente a debruçar sobre esse tema e a gente, o primeiro contato que a gente teve com o tema de um autor foi do livro chamado Organizações Sem Medo, que a autora, na verdade, né, a Amy Edmondson, ela tem TEDs inclusive bem bacanas, ela escreve um livro que ela conta conta a história de um hospital no qual demonstra as consequências de você não ter estabelecido segurança emocional para as pessoas. Por que isso? Porque uma pessoa que ela é insegura emocionalmente, ela não se comunica, ela não se antecipa em relação a problemas, a erros. Então imagina num cenário hospitalar quando alguém não se sente que tem liberdade, que tem ambiente para poder falar as coisas, o quanto de erro, o quanto de problema, o quanto de morte acontece relacionado a isso. E é isso que ela conta no livro dela. Como, por exemplo, enfermeiras poderiam ter evitado consequências se ela tivesse tido a liberdade de falar com o médico. E aí tem casos que a enfermeira fala, só que o médico tem— o médico não tem a consciência emocional, ele pode Ele fala: não, quem sabe mais aqui sou eu. É você é médico, é só eu. E aí vai para ignorância, a pessoa não sente segura, aí ela recebe o feedback desse uma vez, ela não passa a não falar mais. É muito doido isso, né? É muito doido porque, cara, assim, ó, eu não quero desvalorizar médico não, né? Mas hoje, cara, as enfermeiras trabalham para caramba no hospital, elas fazem 99% do trabalho que os médicos têm que fazer. As outras profissionais também. A Line, minha esposa, ela trabalhou muito tempo em UTI, ela foi por muito tempo fisioterapeuta respiratória. Cara, a Line era chamada pelos médicos para poder falar sobre o sistema respiratório. Então assim, se a pessoa não tem essa liberdade, esse caminho para poder falar o que ela pensa, o que ela acha, o que ela sente, ela é podada, não existe um ambiente para poder fazer isso, a gente começa o quê? A se fechar.
Absolutamente.
E aqueles problemas vão passando na nossa frente, você fala: não vou falar porque senão vou tomar cagada, né?
Não adianta nada também, então falar, vamos ignorar, vamos chutar.
Exato, exato. E aí, Ivan, vou remeter agora todo mundo, galerinha, vocês estão aqui, eu acredito que muitos de vocês, ou melhor, depois dá um joinha quem já, quantos de vocês aqui já tiveram uma experiência lá atrás de estar na escola, ter uma dúvida, a professora ou professor perguntar quem tem dúvida levanta a mão, e a gente não levanta a mão. Você vai embora para casa com dúvida cabreiro ou cabreira, cai na prova a bendita questão, você se ferra, mas você não levanta a mão. A minha pergunta é: por que é que nós não levantamos a mão, Ivan?
É, eu acho que a resposta tá bem clara mesmo, acho que o próprio livro diz bastante disso, né, que você tá falando. E cara, sabe o que é interessante? E eu também fico pensando segurança emocional não é um negócio que você conquista rápido. Eu acho que quando os líderes tomam consciência de que tem alguma coisa errada— isso aconteceu comigo também, tá, inúmeras vezes— quando a gente toma consciência de que tem alguma coisa errada e a gente não tá permitindo que as pessoas de fato deem opinião ou façam do jeito delas ou de verdade sugiram alguma coisa ou percebam que tem alguma coisa errada, levantem o dedo e falam: "Ó, eu acho que tem alguma coisa errada aí, que a gente precisa melhorar." a gente cai nessa história do "eu acho que eu sou o único aqui que sabe tudo", né? E uma hora a gente se sente como líder, uma hora a gente se sente sozinho também. Eu me vi nessa situação algumas vezes. Eu acho que eu aprendi com isso, obviamente, porque o tempo vai passando, você vai aprendendo, você vai vendo que quanto mais voz você dá para as pessoas, melhor é, melhor você constrói um time de verdade. Eu sinto isso hoje no CT. Na realidade. E percebo que mesmo com você, mesmo quando a gente dá o espaço, né, e a gente demonstra que dá o espaço, e várias pessoas dentro do time contribuem, levantam a mão e falam que, cara, isso aqui não tá legal, precisamos resolver, bora lá resolver. Mesmo assim tem algumas pessoas que elas se fecham de um jeito que você fala, cara, por que que eu não consigo acessar essa pessoa, né? Por que que eu não consigo ler essa pessoa, por que que ela não consegue dar uma opinião? Aí você faz a autoanálise e fala: pô, será que eu tô fazendo alguma coisa, ou já fiz alguma coisa com ela no passado que de repente pode ter gerado esse negócio? E eu confesso para você, Maíra, que essa é uma dúvida que eu tenho, sabe? Porque também eu acho que tem gente que não curte entrar nessa jogada não, assim, talvez porque o histórico de líderes que essa pessoa já teve foi sempre de líderes muito podadores, né, aqueles cara que, meu, "Ah, aqui você não tem chance de jeito nenhum." Mas eu percebo às vezes com pessoas que estão trabalhando comigo há 5, 6, 7 anos, essas pessoas às vezes também não conseguem entrar, né? Eu não sei se esse livro aborda um pouquinho dessa situação também, mas se não, eu acho que é um tema legal da gente falar, porque me intriga, às vezes me intriga. As pessoas que eu não consigo ler me intrigam. E me intrigam no sentido de que, cara, se eu não consigo ler, como é que eu confio, né? Se eu não consigo Como é que eu dou liberdade, inclusive, para a pessoa falar mais, né? E eu tive, eu vivi uma situação há pouco tempo atrás muito interessante, que talvez eu posso compartilhar, e aí você responde essa pergunta, que eu tenho certeza que você tem uma resposta para ela. Há um tempo atrás eu trabalhava num outro contexto, não no contexto que eu tô agora, e eu percebi nitidamente que uma pessoa era muito difícil de ler, mas muito difícil de ler. E a gente chegou numa situação, num embrole, que eu falei: cara, agora não dá mais, eu preciso conversar com essa pessoa, preciso me abrir, preciso falar para ela que isso "Isso aí não tá legal." E marquei um papo, fui bater esse papo. Foi um papo difícil porque eu fui meio que dar pra ela a real de que eu não conseguia lê-la, entender ou saber o que ela tava pensando quando a gente falava ou expunha alguma coisa. E a pessoa, por incrível que pareça, ela não foi reativa nesse momento. Ela foi completamente oposta àquilo que eu vinha percebendo dela quando a gente tava em grupo. E aí eu fiz uma conexão e falei: "Caraca, velho, que doido isso." Quando as pessoas estão em grupos, e grupos cada vez maiores, né, mais difícil a pessoa se expor. Nesse papo que eu tive com essa pessoa, ela abriu tudo, cara, ela falou tudo. Eu pude dar os feedbacks, ela me trouxe feedbacks também, a gente conversou sobre eles, e a partir daquele momento a coisa andou, sabe? Uma coisa impressionante. Mas ainda assim, quando a gente vai para grupos maiores, a gente percebe que a pessoa, ela se fecha de novo, se contrai ali. Talvez por timidez também, obviamente, tem várias outras coisas, mas esse é um negócio que passa pela minha cabeça, que é a questão do OK, quanto menor o grupo, mais fácil de ter segurança emocional, certo? Tô falando besteira?
Cara, muito bacana os seus pontos. Vamos falar de cada um, um pouquinho de cada um deles. Só deixa eu colocar só mais um ponto aqui assim, ó, acho que o Gilberto perguntou ali, inteligência emocional e segurança emocional. Relação deles. Na verdade, para a gente desenvolver inteligência emocional, vamos falar do ambiente profissional, é preciso ter segurança emocional. A palavra segurança emocional, ela não é a mais correta. O original é segurança psicológica, tá, gente? É que muitas vezes é difícil falar esse termo na empresa, porque algumas vezes pessoas falam: ah, mas é psicólogo falar disso? Nada a ver uma coisa com outra, mas o termo original é segurança psicológica. Pra que tenha inteligência emocional é preciso ter segurança psicológica. Nós entendemos na CIT há algum tempo que pra desenvolver liderança, e essa liderança que é um conhecimento que você transfere pras pessoas, ele tem uma vida útil de longo prazo, é preciso ter segurança emocional. Muitas pessoas adquirem conhecimento, elas vão pro dia a dia corporativo, elas não praticam Porque elas não se sentem seguras para fazer isso, ou porque elas tentam praticar e o líder pega e fala: "Ó, aqui não, beleza, bonitinho isso aí, mas volta para o trabalho." Olha, eu tenho exemplo de pessoas que eu conheço que já me relataram o seguinte: a pessoa vai, tenta demonstrar criatividade na empresa, tenta demonstrar o pensamento fora da caixa, pensamento disruptivo, e ela ouve o seguinte: "Você não é pago para pensar nisso, foca no teu trabalho." Isso acontece hoje em 2021 ainda. Uma pessoa como essa se sente segura em relação a isso, cara?
É muito difícil, não tem condição, impossível.
Exatamente. Então assim, ó, agora indo para o teu caminho, né? Muitas pessoas, a gente tem dificuldade de ler. Existem diversos caminhos para chegar em Roma, né? E Roma é a gente conseguir tornar o ambiente que as pessoas estão o mais seguro possível para que elas possam se desenvolver. E quando eu falo de segurança emocional ou ambiente seguro, eu não tô falando do lance da CIPA não, tá, galera? Tô falando de um ambiente onde as pessoas psicologicamente elas possam se sentir que elas podem falar, que elas podem se manifestar, que elas podem colocar as ideias delas, elas podem ser feedback, como elas também podem dar feedback, tá tudo certo. Esse é o grande ponto. Isso é ter um ambiente seguro, é onde eu posso contar minhas coisas essas coisas não vão ser jogadas a quatro ventos depois. Quando eu posso relatar coisas, pessoas sabem que eu preciso de um respeito delas. Então isso é um ambiente seguro, isso é poderosíssimo, tá? Aí, o que que acontece, Ivan? Muitas vezes o líder tem a boa intenção dele de querer ajudar a pessoa a se sentir segura, mas a pessoa é fechada, não consigo ler essa pessoa. Então tem muito a relação com as experiências anteriores dessa pessoa. Então às vezes ela tá muito armada porque ela sente que é sinal de fumaça, né? Aí você: ah, beleza. Tudo começa sempre assim, né? Vem aqui, tá tudo certo, pode falar. Eu vou falar, leva pancada, leva bordada. Então a pessoa começa a fazer que ela é gato escaldado, né? Tem medo de... como que é gato escaldado? Tem medo do quê? De jaguar, alguma coisa assim. O gato tem medo de alguma coisa.
Sei lá, acho que é isso.
E aí o ponto é, uma das formas que eu acredito que cria aproximação com as pessoas, mesmo elas tendo barreiras emocionais, é a tal das forças de caráter. Lembrando da definição da teoria, forças de caráter são uma linguagem comum universal para se falar daquilo que há de melhor no ser humano. Então, de novo, forças de caráter são uma linguagem comum universal para se falar daquilo que há de melhor no ser humano. Então assim, ó, Ivan vem para o meu time, eu não conheço nada do Ivan, o Ivan é gato escaldado. Se eu tento ali fazer qualquer movimento de aproximação, ele já tá meio arisco comigo. O que que eu posso fazer? Eu uso da minha comunicação para falar com ele através das forças de caráter. Existem 24 forças. Ele provavelmente tem essas 24 forças, alguma delas vai conectar com ele. Então quando eu faço aproximação, approach, eu falo: Ivan, cara, o que que você acha de você ir com o time aqui almoçar? A galera, pô, a galera é humorada, a galera, pô, eles curtem as reuniõezinhas ali, tá junto, social. Eu tô falando de força de humor, tô falando de inteligência social. O Ivan, essa galera inclusive, cara, os caras vão lá e na hora do almoço aproveitam para ficar trocando ideia de livro. Essa galera curte estudar para caramba, cara. Esses caras têm a força de aprendizagem. Então assim, eu utilizo de mecanismo de forças de caráter para colocar a pessoa num contexto onde ela começa a falar assim: pô, pera aí, você tá falando um negócio que movimenta aqui, que é legal, então deixa eu lá, né? Vou lá fazer, vou lá experimentar. Então esse é um approach, esse é um mecanismo, esse é um caminho. Mas o que que acontece, Ivan? Muitas vezes também é preciso olhar para outra perspectiva. A A maioria dos líderes, isso nossa pesquisa de campo recentemente, eles não sabem como gerar segurança emocional. Então eu acho que eu estou fazendo um movimento de tornar o ambiente para Bianca um lugar legal para ela ficar. Cara, só que a forma que eu tô fazendo, vamos imaginar o seguinte: a Bianca vai trabalhar comigo, tá? E aí eu acho que se eu enfeitar a sala com um monte de unicórnio, coraçãozinho, encher de vela, incenso, Minha visão, eu vou agradar ela. Ela chega e fala: pô, que porra é essa, cara? Que que esse negócio aqui, Marlon Silva Domingues, tá fazendo? É que, né, que loucura é essa sua? Então assim, o meu achismo, ele é um baita de um sinal de fumaça perigoso. Eu preciso, antes de querer começar a criar um contexto, conhecer minimamente da Bianca, valores da Bianca, funcionamento da Bianca, modelo de mundo da Bianca. Experiências que ela possa relatar. Isso é muito importante. A Bianca não gosta de unicórnio, então não ia funcionar de verdade.
Marlon nunca definiria estratégia.
Você gosta de Star Wars? Posso levar os Star Wars para você se quiser?
Leva, leva! Leva vários Star Wars!
Então, Ivan, existem estágios que o líder tem que ter consciência para poder ajudar a pessoa a entrar no contexto que ela possa se sentir segura. Eu vou dar um exemplo aqui, galera, vai mandando pergunta que estiver aí, vai interagindo. Imagina, imagina não, um caso real, tá? Inclusive ontem eu vivi de novo isso aí, bem interessante. A minha filha, a Isabela, ela sempre teve receio de entrar na piscina, de mergulhar na piscina, de pular, de ficar ali toda livre, solta, mesmo de boinha, morria de pânico, né? Então assim, malemá você conseguia às vezes trazer ela no colo e você dá uma brincadinha. Ela queria ficar no lugar que ela conseguia ficar de pé somente, nos arrasindo os lugares. E como um pai muitas vezes idiota, você quer forçar a criança a fazer uma situação que ela não quer. Então esse é um exemplo do que os líderes fazem com as pessoas. A segurança psicológica tem 4 estágios. O estágio número 4, que é o último estágio, é o estágio da inovação transformação. A tradução para minha dinâmica com a Isabela é que eu tava tentando jogar ela na transformação, na inovação. Quando eu falo para ela: porra, você consegue, porra! "Ô Bela, pula, cara, tá tudo bem, papai tá aqui pra segurar você." Eu tô querendo jogar ela, "transforma, você consegue, inova, você consegue." Só que ela não tem recurso pra isso. Aí dá o quê? Dá pane. A pessoa fica stuck.
Pane e pânico, né?
Pane e pânico. E a tendência de uma pessoa sem recurso, no caso minha filha, uma criança sem recurso, o que ela faz? Ela vai guerrear. Ela vai usar aquilo que ela tem. Ela vai gritar, vai chorar, vai espernear.
Vou fazer, não quero, não vou fazer.
Exatamente. Exatamente. Num contexto corporativo, a mesma coisa. Travei, você travou, voltou. O que que acontece? O que que acontece? Ok, entrou na live, Aline entrou na live aí. Aline trabalha num café aqui em Campinas, depois você conhece todo mundo. Melhor café aqui para tomar, pô, coado, animal. Depois deixa aí, Aline, os contatos, conhecer a Aline. E aí, o que que a gente precisa ter consciência? O que a gente precisa pensar como líder? O estágio número 1 da segurança psicológica ou emocional é o pertencimento. Se a pessoa não está se sentindo pertencente àquele contexto, não adianta, ela não vai performar, ela não vai ter uma atuação diferenciada, ela não vai conseguir levantar a mão para a Tia Mariazinha e falar: eu tenho uma dúvida. Então por que que lá atrás acontecia essa merda na jornada de todo mundo? A professora, aquela postura dela, né, cara, aquela bitela daquela régua na mão, ela falava: alguém tem alguma dúvida aí, né? Você tava vendo ali já o, a tia Má, né, do, para quem é das antigas, da Caverna do Dragão, né? E aí tá, claro, claro que você não ia levantar tua mão, porque a escola, elas não foram preparadas lá atrás. Eu não sei como tá hoje, mas aqui eu acredito que não esteja muito diferente. Lá atrás nem Nenhum professor era preparado para fazer com que os alunos pertencessem àquele contexto. Você ia para escola, você tinha obrigação de aprender. E aí, muitas vezes—
Vou só te passar um negócio, uma informação que eu acho que é importante. Não tô dizendo que são todas as escolas, mas várias escolas fizeram esse movimento. Eu sinto hoje, por exemplo, com a minha filha, que tem 8 anos de idade, vai para escolinha, tem até uma aula de como lidar com sentimentos. O que são sentimentos. Isso que você tá sentindo agora, você sabia que isso aí se chama raiva? Por que que você tá sentindo isso? Você tá sentindo raiva porque o coleguinha fez o quê com você? Conta aqui pra tia. Cara, é muito legal. Esse é o tipo da coisa que eu falo assim, cara, as crianças estão sendo preparadas hoje em algumas escolas, obviamente não são em todas, entendo eu, mas para esses modelos que você falou. Primeiro, você pertence. É o primeiro, né? Primeiro você pertence, depois você começa a querer interagir mais, né?
Tem muitas abordagens novas assim, estão ganhando mais força, tipo Montessori, Waldorf, que tem essa filosofia dessa educação focada no emocional. Isso é lindo, isso é maravilhoso. Mas lá atrás a gente não tinha, cara. A gente ia com a obrigação de ter que estudar Tem que aprender. E assim, se o professor perguntar, se você fosse mais ousado e falasse não entendi, às vezes tomava cagada ainda por perguntar, mas não entendeu por quê? Não prestou atenção? Isso que dá ficar conversando, hein?
A culpa é sua, né?
Pronto, carimbou ali o movimento que nunca mais se repete. Porque ela fez o quê? Fez você passar vergonha. Ela não te deu o pertencimento. Se ela pega e fala o seguinte, uma situação como essa, vamos lá. O Tom levanta a mão e fala: eu tenho uma dúvida aqui, Professor Vinícius Lucas, né? Vamos usar o Vinão como professor. Vinícius Lucas, porque ele é um cara, né, polido, né? Um cara, um Lorde, né? O Vinão vai falar assim, o Vinão, o Vinícius falaria assim: Tom, que legal a sua pergunta, obrigado por você ter se manifestado. Olha, gente, que bonito, Tom.
Cara, sabe de uma coisa que você me fez refletir?
Ele ia falar assim: "Pô, rapaz, uma vez Letícia fez um negócio desse em casa." Aí eu disse: "Não, beijo, depois vê a live que você vai rir." Então assim, pode falar, pode falar.
Não, eu ia perguntar do segundo estágio que você falou.
Segundo estágio. Então, primeiro estágio é pertencer. Eu preciso ajudar as pessoas a pertencer. Então, chegou alguém em casa, chegou alguém na CIT, chegou alguém na empresa, que você trabalha, o mecanismo é como é que eu ajudo essa pessoa a pertencer. Segundo movimento é o segundo estágio, é o estágio onde a pessoa tem a capacidade, ela se sente livre para fazer o quê? Para começar a perguntar. Ela pode questionar. Esse momento ela pode começar a questionar.
Ela começa a perguntar: ah, legal, por que que isso funciona assim?
Por que que isso funciona desse jeito? Por que que isso tem esse ponto aqui? E tá tudo bem na pergunta, ela não vai fazer porque é assim, porque assim que funciona, porque alguém definiu assim, tudo certo. Que nem eu, cara, tive uma situação que é, por que que falaram toda, porque é tudo Inception, todo sprint zero Inception dá ruim? Eu vou lá e falo, mas por que que dá ruim? Não pode dar bom? Porque é assim, é métrica de mercado. Tipo, cara, foda-se, não tem nada de libertade, você tá louco. Então já ouvi coisa dessa, tipo assim, zero pertencimento, zero pertencimento. Então estágio 2 eu tenho a capacidade de começar a falar. Por quê? Porque eu pertenço.
Deixa eu comentar um negócio aí que a Bianca falou, que quando ela chegou na CIP ela perguntava tudo. E aí eu acho que você vê, né, como é doido, né, a capacidade das pessoas de entrar num contexto entender aquele contexto rapidamente e já pular de estágio. Porque eu entendo o seguinte: quem já vivenciou isso em outras experiências provavelmente consegue fazer o primeiro estágio, que é o pertencer, ser mais rápido. Tem gente que tem facilidade em pertencer, já reparou isso? Tem gente que tem uma facilidade louca em entrar num time e ali já, puf, tô aqui, já tô falando com todo mundo, já conheci todo mundo. Dá 2, 3 semanas, a pessoa já tá perguntando. A Bianca falou isso aí, eu fiquei pensando nisso, né? Nessa habilidade que as pessoas têm às vezes de pertencer. E tem pessoas que têm dificuldades de pertencer, demora, né? Demora para a ficha cair, leva um pouquinho mais de tempo e assim por diante também, né?
E ó, eu quero aproveitar e parabenizar o seu time, o time da CIT, porque esse é o movimento que hoje, para quem chega na empresa, Ele acontece inclusive na pandemia. Se você acompanha o LinkedIn, você vê as pessoas tirando foto que ganhou camiseta. Cara, esse momento parece besta, mas é um movimento inicial de pertencimento. Eu visto a camiseta, eu tenho ali o slogan da minha empresa, tem uma caneca da minha empresa, eu tenho— o que que é algo para o ser humano? Identidade. Ser humano precisa fazer parte de grupo. Então eu tá numa, cara, A pior experiência que eu tive, e não pelo trabalho, mas experiência que eu tive, foi trabalhar de body shop, porque não pertencia porra nenhuma. Eu não tava na empresa, eu tava num cliente, o cliente curtia eu, e o cliente chamava tipo palestrante internacional, ou posso ir lá, cara? Tua hora é cara pra gente, não dá pra ir não, cara. Então não podia pertencer ali também, cara, tipo, é uma merda. Então assim, a gente precisa estar em grupo.
Grupo.
Pertencimento é muito importante. Saber quais são as pessoas do meu grupo, quem, quem, quem, quem que são as carinhas aqui. Por isso que é importante hoje abrir câmera, olhar, né? Isso é muito legal. Então, segundo estágio, eu tenho a liberdade de perguntar. Estágio 3, estágio 3 é o estágio da colaboração. Eu tenho condição de dar as minhas vivências, contribuir com as minhas experiências, falar, ó, Vocês vão fazer esse movimento aqui. Vocês estão pensando em começar a contratar pessoas nesse caminho aqui. Sabia que eu já vi algo assim? Eu queria contar para vocês esse movimento. E eu não sou desprezado, não é jogado fora. É aquela ideia de: se eu sou a pessoa mais inteligente da sala, cara, eu tô na sala errada, preciso ir para uma outra sala. Esse é o grande ponto. Então, se a pessoa tem algo para contribuir, cara, eu tô aqui, eu tenho, eu posso ter algo para aprender, eu preciso aprender a escutar essas pessoas. Estágio 3 é estágio da colaboração. A pessoa sente que ela pode colaborar, fazer alguma coisa diferente. E aí sim, com esses 3 estágios alimentados, o que pode acontecer? A pessoa se sente ali apta a experimentar, a inovar, a errar. Porque inovação, transformação tem a ver com erro, tem a ver com teste e repetição. Vai dar erro o tempo todo. Exato. Então assim, pensa comigo, volta lá atrás. Eu coloco alguém para inovar, transformar.
A Siri tá falando alguma coisa aqui que ela acha que você tá falando merda, Marlon. Não é isso que você deveria estar falando.
Então assim, imagina, vamos voltar lá atrás. Eu volto para o estágio que eu contratei alguém, trago para empresa e de cara eu coloco essa pessoa para transformar e inovar. Vai lá no cliente São Paulo e você precisa conversar com eles, vai fazer um inception, vai pegar lá requisito. Cara, eu nem sei quem é meu time, velho. Aí o que que eu vou lá, eu sou colocado à prova, eu tenho que errar, eu tenho medo de errar, não levanto a mão, fico tímido, pronto, eu volto para cá.
Aí, cara, a pessoa começa a questionar a própria capacidade de lidar com as coisas que ela faz no dia a dia, com maestria.
Às vezes com maestria, ela fala assim: cara, será que eu desaprendi tudo?
Fudeu! Ou seja, ela perde segurança psicológica. Exatamente.
E sabe o que que é legal? Segurança psicológica baixa, inteligência emocional cai. Então assim, nós temos inteligência emocional. Exatamente, exatamente. É impossível a gente conseguir modificar comportamentos e emoções diante de ambientes extremamente estressantes. Então assim, se eu sou colocado no cliente, o cliente vai lá falar assim: ah, você veio aqui? Ah, você que vai resolver? E aí eu tô, eu começo a me sentir sufocado, cara, eu vou trazer a pior parte de mim. Esse é o ponto.
Isso aconteceu comigo quando eu cheguei na CIT depois de um tempo atuando no cliente, 4 vezes por semana para São Paulo de busão, acordando 4 horas da manhã, chegando 8 horas da noite. Os caras me colocaram tipo um mês e meio depois de eu estar na CIT: vai lá para o cliente agora, você fica lá dentro, tá? Relaxa, relaxa. Fiquei maluco, fiquei maluco. Eu comecei a parar de dormir, cara. Os caras cobravam tanto, enchiam tanto o saco que eu perdi a capacidade de reagir. Eu tive que ir para terapia, fiquei 7 anos na terapia cuidando desse negócio. Não foi um negócio fácil não. E por quê? Perdi completamente a segurança psicológica, emocional, né? Você tava completamente abalado. E o que resolveu de fato foi muito testado nesse ambiente, completamente e além disso tinha uma questão externa que era a história do cara, eu vou, eu preciso voltar a ser quem eu era, não tava conseguindo ser quem eu era, um negócio maluco. E a questão externa que eu tava falando é porque é o seguinte, eu tinha acabado de voltar daquele período sabático de empresas em que a gente, em que a gente, eu fiquei 3 anos fora, né, das empresas para empreender, e eu Perdido tudo, jogado o dinheiro todo fora, perdi tudo completamente. Eu voltei para trabalhar e eu falei assim: cara, não posso perder esse emprego de jeito nenhum. Foi a primeira frase, crença que ficou na minha cabeça. Eu juntei isso com a questão da responsabilidade excessiva dentro de um cliente. Eu estava numa empresa que eu conhecia pouco, eu não sabia como era feito naquele momento, um mês e meio, dois meses. Cara, isso juntou na minha cabeça, eu vou ser honesto com vocês, gente, Você não dorme, você perde a capacidade de dormir. Eu rolava na cama por 4, 5 horas, que eu tinha que dormir cedo, que eu podia acordar 4 horas da manhã. Rolava na cama 4, 5 horas, não aguentava mais rolar e levantava da cama. Eu fiquei assim uns 20 dias sem dormir. Você imagina uma pessoa ficar 20 dias sem dormir, trabalhar no outro dia e lá aguentar o cliente botando pressão. Teve um dia que você não tem noção do que eu que eu fiz. Só para vocês terem uma ideia, eu tava em Campinas, eu nem tava em São Paulo, nesse dia o telefone tocou numa sexta-feira, 6:30 da tarde, e eu besta atendi. O cara começou: 'Não, tô ligando para saber como é que estão as coisas aí e tal.' Eu falei para ele: 'Tá tudo bem com o depósito, vai dar tudo certo, segunda-feira a gente vai.' 'Ah tá, mas o diretor aqui pediu para a galera trabalhar esse fim de semana.' Eu falei: 'Mas trabalhar para quê? Tá tudo pronto, segunda-feira a gente vai subir o negócio.' 'Ah, mas o diretor pediu.' Eu falei assim: 'Mas desde quando você simplesmente aceita o que o diretor falou?' Aí ele falou para mim assim: ah, se quiser eu ponho na linha aqui. Falei: põe, pode pôr. Nessa hora, velho, eu já tava pistola. Põe ele aí na call que a gente vai dar um jeito, cara. Ele não pôs, obviamente, que ele não é idiota, que ele sabia que eu tava alterado, que eu ia fazer uma merda. E aí ele virou para mim assim: não, mas então você não vai fazer o que ele tá mandando? Eu falei: não vou. Se você quiser, você liga para quem você quiser, até para o Paco você pode ligar, que eu não vou fazer, porque Isso que você tá pedindo é idiota, você não tem capacidade de entender o que você tá pedindo. Cara, eu cheguei nesse nível porque eu já não aguentava mais, eu já tava pra lá de bagunçado. Quando eu terminei, quase desliguei na cara dele, porque eu desliguei na cara dele também só pra ajudar um pouquinho. Na hora caiu a ficha, né? Eu falei: cara, eu não tô legal, eu não tô bem, eu preciso me cuidar. E isso que eu fiz agora, eu corri o risco de perder meu emprego, que é aquilo que eu falei que eu não queria. Então pera aí, tem alguma coisa errada. Caiu a minha ficha, eu falei: vou atrás de ajuda, porque não tem condição mais. Aí percebam, né, eu fui colocado, fui jogado aos leões naquele momento. E eu tava preparado para isso? Então malemattia completa, eu era incompetente para aquela situação específica, completamente incompetente. A galera já queria que eu fosse lá inovar, que é exatamente esse exemplo que você tá dando, que é o quarto estágio.
Foi colocado lá para—
exato, exatamente. Para quem é igual a história que você falou da sua filha, pula, filha, eu tô aqui, o papai vai pegar, poxa vida. E ela lá chorando, eu era essa criança chorando desesperada, e o pai lá falando, não, vem, vem que eu te seguro, vem que eu te seguro. Aí ela, como que eu vou, meu amigo? De jeito nenhum, né? Muito legal. Vamos relembrar os 4 estágios para galera, Marlon?
Vamos lá, vamos lá. Primeiro estágio, o primeiro é pertencimento. Inclusive é por isso que a CIT tem uma área chamada belong, né? Porque, cara, se não tiver isso se você não alimentar isso nas pessoas. E até um ponto interessante: em 2013, a Great Place to Work, ela trouxe um conceito, né, à tona no mercado chamado Gift to Work. O Gift to Work foi a maneira que a Great Place to Work encontrou de fazer o quê? De tentar ajudar as pessoas a encontrar o movimento, a tentar achar seu achava um negócio giftwork para compartilhar, é para trazer segurança, um caminho de pertencimento. Então, o que eles falavam na definição do giftwork? Tem que ser algo simples, rápido e barato. Simples, rápido, barato. Então assim, cara, tá chegando alguém no teu time, deixa um bombonzinho com post-it escrito welcome, o nome da pessoa, welcome fulano, welcome Beltrano. Lembra do Gouveia? O Gouveia foi no Boteco Terapeuta fazer entrevista para gente, O Gouveia tinha uma estratégia, cara, como CEO da Cielo. Imagina o cara, CEO da Cielo, ele ligava para todo mundo no aniversário. Sei lá quantos mil funcionários era na época, 5 mil, 6 mil. Ele falou, cara, a estratégia é simples: a minha secretária colocava no meu Outlook o aniversário da empresa inteira, dava ali no Outlook, eu pegava, ligava, e ligava em 2 horários estratégicos. Ou na hora do almoço, que o cara tá com os amigos, ou na hora da janta, para o cara falar: "Oh, o Gouveia tá me ligando!" Cara, você quer mais do que peito em cimento? Tipo, cara, o presidente da empresa me reconhece!
É muito massa mesmo. Então, network eu consigo explicar, é muito fácil mesmo, cara. Essa é uma das coisas mais sensacionais que a Great Place to Work criou na minha visão, porque É um negócio que ajuda a gente na questão do pertencimento, mas ajuda a gente também a se sentir acolhido, né? Esse acolhimento e pertencimento tá tudo conectado. Muito legal. Esse é o primeiro, pertencimento. O segundo, Marlon Silva Domingues Domingues?
O segundo foi o que eu falei para— exatamente, exatamente, que eu faço ele perguntar. Esse pilar também é conhecido como o pilar da aprendizagem. Acho que esse é o nome mais correto. Primeiro é pertencimento, segundo é aprendizado. Então na aprendizagem eu tenho capacidade de fazer o quê? De perguntar.
Perguntando é que a gente aprende.
Exato, exatamente. Então uma vez que eu me sinto pertencente ao local, eu sou capaz de aprender coisas novas. Como que eu aprendo coisas novas, gente? Perguntando. Perguntando.
Pergunta, não sabe pergunta, gente. Aliás, essa é uma dica Dica valiosíssima: não sabe, pergunta.
Exatamente, exatamente. 3, nível de contribuição. Então eu consigo fazer o quê aqui? Colaborar. Eu consigo contribuir com todo mundo. Todo mundo tem uma bagagem de experiência e as pessoas são sedentas por compartilhar conhecimento, só que elas não fazem quando elas não se sentem que elas podem fazer isso. Então o terceiro estágio é contribuição, é o estágio que eu colaborar com as minhas pessoas, com as minhas ideias, cara. Coisa mais gostosa que tem é você tá num time, você pode falar merda, você vai falar merda, assim, eu posso falar qualquer besteira, sendo certo ou errado, as pessoas falam: não, beleza, não é assim, mas eu te ouço, te escuto, tá tudo certo, sacou? Do que eu falar alguma coisa e ser limado de cara: não, pô, nada a ver, nada, não, desencana, né? Esse é o movimento mais comum.
Aliás, eu acho sensacional, depois que você terminar o quarto estágio, vou falar um negócio que me veio à cabeça aqui, vai, quarto! E quarto estágio é o estágio transformação, estágio da inovação.
Esse é o último estágio, é o estágio de pensar fora da caixa, é o estágio de produzir, é o estágio de experimentar.
E a gente erra nesse estágio, errar pra caralho. Exatamente, esse é o estágio onde a gente mais erra, né? Olha só que legal, vamos fazer um vínculo com uma coisa aqui. Todo mundo aqui sabe que a gente trabalha na CIT. As siglas da CIT são: Colabore, Inove, Transforme. Quando a gente fala aqui de colaborar, inovar e transformar, nós estamos falando dos dois últimos pilares. Como é que a CIP faz para ser aquilo que ela é? Na minha visão, acho que ela tem trabalhado muito bem os dois primeiros pilares, que é o pilar de pertencimento e o pilar de aprendizado. Pergunta, não sabe, pergunta, pergunta, pergunta, pergunta. Isso faz com que a gente aumente esses dois pilares, não estão no nome da empresa. Mas eles estão enrustidos na nossa cultura. E eu acho que isso é muito legal, porque com esse negócio enrustido na cultura, a primeira coisa que você vai fazer são essas coisas. E o colaborar, inovar e transformar vai vir para o final. E nesse final, aí você já tá um craque em fazer isso, porque você já pertenceu, você já perguntou, você já aprendeu um monte de coisa. Agora você vai começar a ensinar. Colaborar e ensinar. E ensinar também significa errar. A gente erra pra caramba. Faz uma vez, repete, repete, repete, erra. Repetição em prática, a gente fala isso aqui o tempo todo, né? Muito massa, hein? Putsgrilo!
Agora só compartilhando um negócio, a gente tá recebendo no nosso time uma pessoa nova, né? Uma menina que tá vindo da Dexa, nossa aquisição. A primeira coisa que a gente decidiu fazer foi em conjunto, foi: a gente precisa aplicar os 4 estágios nela. Ela tá vindo de um outro lugar, uma empresa que foi comprada. Qual é a situação? 'Olha, você tá vindo para um lugar onde as pessoas se dão super bem, já tem a tribo deles ali, eu sou nova na parada, eu tô vindo de uma empresa que acabou de ser comprada, cara, a pessoa deve estar— e aí, e aí, e aí?' Cara, a gente criou todo um esquema para fazer ela pertencer: camiseta, cesta. Não só ela, como ela mora em outra cidade, não mora em Campinas, mandamos uma cesta para ela usufruir com o marido dela. Então, presente para os dois, tá ligado? Então um presente para os dois, livro. Tem um livro que é nosso, livro do time de cabeceira. Ganhou também esse livro, cara. Apostou no Instagram, olha aqui, eu tô no time. Esse é o ponto, cara, esse é o ponto. Então assim, esses são pequenos movimentos que a gente pode fazer, que são assim, são nada, para você evitar depois dores de cabeça futuras de ter que depois falar, pô, não tá dando certo, tenta aqui. Você fala, não sei porque tá dando certo. Porque a pessoa não se sente segura.
No nosso time a gente vai receber 20 pessoas da Dextra, né? Obviamente que é um contexto um pouco diferente você receber uma pessoa de receber 20, mas dá para montar estratégias diferentes.
Dá para montar, exatamente.
Para equipes grandes. Então, por exemplo, uma equipe grande, a primeira estratégia, cara, cria uma equipe de engajamento dentro do seu time que convida essas pessoas logo no primeiro dia para sentar junto e vamos brincar. O que que é brincar? "Pô, cria um Kahoot lá, a gente vai fazer, vocês vão responder perguntas, vocês vão mandar foto da infância." A gente fez isso no nosso time lá dentro. Legal, legal. Aceitei na Dextra também. E agora tem uma segunda etapa que é: "Tá bom, como é que a gente faz para fazer essas pessoas de fato se sentirem pertencidas?" E aí tem a história de: "Pô, vamos incluir quanto antes nas nossas listas de distribuição, nos nossos chats, nas nossas reuniões onde a gente conta histórias, nos nossos AMAs e assim por diante." Ou seja, é exatamente esse estágio. Para equipes pequenas é uma coisa, para equipes grandes é outra coisa, né? Ou são outras coisas. Aí dá para fazer e não precisa gastar muito dinheiro não para fazer, sacou? Não precisa gastar muito dinheiro. Às vezes não dá, né? A empresa às vezes não tem dinheiro para fazer isso, cara. Tá tudo bem. O que dá para fazer? Vamos ser inovador. Nós já estamos aqui dentro, nós já estamos no fase da transformação e da inovação. Dá para a gente dizer o que dá para fazer para fazer as pessoas se sentirem pertencentes É muito legal, muito legal, cara, muito show.
E é só para fechar, aí um item importante, e é um pouco do mindset Lean, que nada num time simplesmente sustenta de você fazer estágio 1, 2, 3 e 4, deu. Isso aqui tem que estar em constante melhoria, kaizen, kaizen, kaizen, kaizen. Por que que eu falo isso? Primeira vez que eu tive a consciência de olhar para minha filha na questão da piscina, com a cabeça dos estágios, ela nadou. Até filmei, ela foi bom emocionante. Ela entrou no final, ela entrou na piscina de boinha nadando. Passou um bom tempo, ela ficou sem entrar na piscina, ficou doentinha e tal. Aí ontem a gente entrou de novo, ontem de novo. Que que vem à tona?
Medo. É louco, né?
Primeira vez, pula, pula, bela, lá. Cara, já falei, ela tá no momento dela, ela precisa pertencer. Então ela precisa fazer o quê? Ela precisa sentir que esse é um local seguro. Ela pegou os brinquedinhos, começou, começou, começou. Eu peguei a boinha dela e pus no meu braço. Aí ela falou assim: eu acho que eu quero ir na piscina com você. E aí ela colocou e foi de novo. Então é preciso recordar isso, é importante.
Você contou isso da sua filha, eu lembro quando eu consegui convencer o Arthur meu filho tem 2 aninhos só, quando eu consigo convencer a fazer as coisas do jeito que eu quero que ele faça, invariavelmente são quando eu me ajoelho no chão na altura dele, converso com ele, conto alguma coisa ao pé do ouvido e falo: se a gente fizer isso vai ser muito legal, porque você disse isso, isso, isso. Cara, ele limpa, ele vira o foco na hora. É muito doido. E nas crianças isso é muito visível, né? A gente percebe nitidamente que isso é muito visível. Elas mudam rapidinho, aprendizagem muito rápida.
É tão visível. E aí eu, como pai de primeira viagem, né, dou inúmeras cabeçadas. Acho que você deve continuar dando também, mesmo que você não seja um viés, você continua dando. Mas eu dou muitas cabeçadas. E tem uma coisa que os pais cagam pra caralho, cara. Isso talvez devia ser uma coisa de ter para poder ensinar mesmo assim. É a comparação, é inevitável, a gente compara. Então, você vai numa festinha, é isso.
Exatamente.
A minha filha tem duas amiguinhas que nasceram próximo delas e os pais são grandes amigos nossos. E, cara, a Bela, ela foi a criança que ela não engatinhou, ela andava de bunda, depois ela andou, né? A Bela, para chegar numa festa para se relacionar, ela demora ali uns 10, 15 minutos. No começo era aquela coisa: pô, Bela, vai lá, né? Vai lá, a gente tá brincando. Quando eu comecei a estudar a segurança emocional, eu percebi que, cara, a Bela precisa pertencer em todo lugar que ela vai. Se ela vai num shopping, se ela vai na casa dos avós, e os avós tem aquela mania, né, criança chega e vem: que que a vovó, isso é o quê, cara? A Bela, ela assusta. Assusta. Então assim, uma vez que eu instalei esse software, esse, abaixei essa app, né, no meu sistema, que calma, ela precisa chegar, e ela chega aí, ela sempre entra, ela vê tudo, aí, cara, aí toca terror, aí vira outras manias depois também, aí não segura o negócio. Mas é legal isso aí, porque uma criança fazer bagunça é o inovar, é o transformar, é quebrar tudo, né?
É esse negócio, tô vendo aí o Carlão Falar da questão de comparar e tal, é que é natural do ser humano comparar, viu, Carlão? Por mais que a gente evite, por mais que a gente tente evitar, a gente compara. Só quando você, depois de muita prática e muita repetição, você começa a perceber que não tá funcionando, aí a gente acaba vendo: isso aqui não funciona, tem que mudar esse bagulho, tem que ir embora.
Na verdade, o simples fato de você evitar é porque tua mente tá comparando. Então assim, já tá ali. Esse é o grande ponto. Se eu tô lutando para evitar uma comparação, é porque esse negócio tá aqui. Isso é um programa do ser humano, é natural. Exatamente, natural. O grande ponto é como é que a gente tem a capacidade de externalizar, porque é muito louco, aquilo que você reprime torna-se uma obsessão, né? Qual que é a frase que Tony Robbins fala que é muito bacana? Obsession turns to— eu não lembro agora, mas tudo aquilo que você reprime vira obsessão. Então quanto mais você impede, impede, impede o sentimento se manifestar, uma hora ele sai.
É igual aquela história de eu falar para vocês aí: ah, não, não pensa num gato cor-de-rosa não, primeira coisa que vem na cabeça é o cocô de gato cor-de-rosa.
Exatamente, a nossa mente trabalha dessa essa plataforma. Então ela vai querer cumprir a parada aí.
Muito bom, turminha! Parece que a turma aí tá animada. Tem pergunta hoje? Tem pergunta hoje? Vinícius Lucas, não sei se ficou não, viu?
Mas também não vou te fazer pergunta porque Instagram liberou 4 horas de live, hein? Liberou 4 horas!
Eu falei para os cara, vamos fazer uma livezinha amanhã, 4 horas.
Momento descontração, galerinha, para vocês pensarem na pergunta. Voltamos a trabalhar na CIT presencialmente, resgatei uma caixa minha cheia de Nespresso. Essa cápsula aqui só funciona na CIT, não tem máquina para isso. Aí cheguei na CIT lá, tinha uma fila da galera tomando a máquina, cafezinho lá. Eu falei: galera, vocês querem essa cápsula? Ah, tá vencida. Tá bom, eu vou tomar. Aí daqui a pouco: ô Marlon, tem uma cápsula aí, cara? Tem uma Tá aqui, ó, tá uma caixa. Então se você tá na CIT, quer tomar, eu tenho uma caixa sobrando aqui.
Só que ele não tá na CIT agora. Se você precisar dessa caixa aí, a gente vai ter que pedir, vai trazer no dia seguinte.
Ó, deixa eu falar um negócio aqui. A Bianca perguntou do livro. Qual que é o livro de cabeceira do time ali? É o livro do Richard Barrett, que fala sobre valores e cultura, que é Organizações Dirigidas por Esse livro é sensacional.
Esse é o livro que a gente tá usando para fazer aquela certa de corrida lá que a gente tá fazendo. E o Marlon Silva Domingues continua esse trabalho, tá sensacional para a gente fazer. Muito, muito bom.
Perguntas, perguntas, perguntas. O Carlos falou alguma coisa aqui: meu filho tá treinando taekwondo. E aí eu falo para ele sobre isso, não se compare seus colegas, mas veja como eles fazem para você, para que você vê como que faz. Mas compare sempre com você mesmo. Legal. Só vou te dar um toque, tá? Uma dica: quando você fala para o teu filho não se comparar, automaticamente a mente vai fazer comparação, porque a nossa mente não trabalha no negativo, cara. É aquela coisa, propaganda lá de 2000 e bolinha: se beber, não dirija. Cara, a galera se matava porque todo mundo é big e ia. Então é um chamado, na verdade, para isso aí.
É, e os caras não aprenderam nada ainda porque a propaganda continua da mesma coisa. Deixa eu falar uma outra coisa, o Carlos, o que você pode fazer com essa frase é simplesmente começar ela a partir do momento: "Vem ver como é que eles fazem para você ver como se faz." Isso acabou o compare. Tire o compare da história porque ele vai evitar a comparação. Tipo: "Olha só, observa como é que ele faz." se aprende alguma coisa. É isso, acho que esse é o toque que você tem que dar para ele. Muito massa! Mais perguntas, moçadinha? Perguntem!
O Dianin perguntou aqui, ó: passa a store, Marlon, precisa atualizar o software. Passo a store, chama-se Autoconhecimento e Mentoria com Ivan, Marlon e Vini.
Vem para nós que nós mata esse bagulho aí rapidinho. Gostei demais dessa live, foi só eu aqui, não?
Essa live merece ser publicada de uma forma diferente. A gente vai ter que mandar essa live para agência, hein, Ivan, para a gente trabalhar num negócio bacana para nós. Ficou bom para caramba mesmo.
Acho que nós não vamos poder publicar ela como live não, porque depois não faz nada com ela. Desgraça!
Ficou legal, cara, ficou um negócio bacana da segurança emocional. A gente nunca tinha falado disso aí e uma puta conexão bacana.
Acho que tem um motivo, cara. Vini não tá aqui hoje. Eu acho que ele vai falar isso.
Ele entrou, deu uma espiadinha aqui, deu uma espiadinha e vazou. Sei desde que ele foi no banheiro. Ele falou, vou no banheiro, pegou o celular lá. Ó, deixa eu dar uma dica para vocês, para quem quiser de repente mergulhar mais no conhecimento Conferência Nacional. O autor hoje de sucesso do negócio chama-se Timothy Clark. Ele escreveu o livro mais recente chamado Segurança Psicológica. Cara, minha garganta tá custando demais, tô perdendo a voz. Eu fiquei gravando curso essa semana, a voz tá indo para belê-léu. Ainda bem que tirei férias para audição, senão já ia É porque eu falo baixo, exatamente, eu nem estresso a minha garganta. Então, primeira dica: Timothy Clark, o livro é Segurança Psicológica. E aí, para quem quiser ter uma curiosidade legal, adivinha quem tornou esse termo público, ganhou força no mercado? Eu vou dar algumas chances para vocês. Número 1: Amazon. Número 2: Apple. Número 3: Google. Qual foi a empresa que trouxe esse tema da segurança psicológica com força? Recentemente foi resgatado, mas isso aconteceu em 2004. Quem que vocês acham? Google. Quem mais chuta? É Google ou Amazon? Ou foi o Elon Musk?
Sei lá, sei lá. Vai chutando aí.
Aliás, responde aí logo, Marlon, que a turma Cara, para de enrolar, fala logo, porra! Cara, foi o Google. O Google criou um projeto chamado Projeto Aristóteles. Esse projeto, eles queriam descobrir quais eram os padrões de times que atingiram alta performance. Eles descobriram 5 pilares. O pilar número 1, eles perceberam que era comum a segurança emocional.
Muito louco isso, né? Dá uma tossida, até pois não muda. Agora tentou, foi mais forte. É foda.
Quem quiser depois procura no Google sobre o Google, digita Projeto Aristóteles, tem os detalhes lá. É muito legal. Inclusive tem ali as principais características de cada item.
Se você não achar o Projeto Aristóteles, que é do Google, no Google, o mundo tá acabando, amigo. Aí você dá tchau para a humanidade e se suicida, porque muito esguio, velho. Não é possível não achar esse projeto do Google no próprio Google. É incrível, viu? Outra coisa importante que eu ia falar, eu ia falar alguma coisa, mas eu falei essa merda que eu falei agora. É foda aquela hora, joinha para você também. Ô moçada, mas acho que é isso. Ó, nós estamos chegando aí no finalzinho, a gente fica em torno de 1 hora e meia, tem 4 horas, tá, galera? Pelo amor de Deus, 2 horas. Aí agora ontem eu tava vendo uma live, que virou 1 hora e 58.
Ó, eu vou fazer um pedido para vocês. Muita gente falou que essa live foi legal. Esse é um tema que ele realmente é muito importante nos contextos corporativos, de verdade. Esse é um tema muito importante. Então assim, se você puder, compartilha com as pessoas que hoje você acredita que, pô, Essa pessoa tá travada, tá parada, tá sofrendo. E esse é um caminho, tá? A nossa proposta aqui é mostrar alguns caminhos. Não quer dizer que é o mais correto, mas são caminhos que a gente já testou, né? O Ivan falou, é uma coisa que a gente vem estressando em estudar, em pesquisar, porque é algo que a gente pratica. Então fica aqui o convite.
Olha, respondendo a última pergunta que a Bianca fez aí, se a gente acha que o ambiente seguro ajuda no mindset, ou o rumo fixo, rumo de crescimento, vai ser ajuda no mindset. Eles olham sempre, né? Ambiente seguro ajuda em qualquer coisa, ajuda em tudo. Você tem oportunidade de crescimento, você tem oportunidade de falar o que pensa, você tem oportunidade de perguntar. Quando a gente pergunta, a gente aprende. Quem tem mindset fixo não quer perguntar nada, então não adianta um ambiente seguro que ele não vai resolver porcaria nenhuma. Mas quem tem um mindset de crescimento, um ambiente com segurança emocional e psicológica, vai crescer absurdamente. Não tem como, porque Cara, tem tudo a ver. O que que a pessoa quer? Quem tem uma mindset de crescimento quer o quê? Crescer, aprender, vencer novas coisas. Esse é um ambiente propício para isso. Quem tem mindset fixo, na maioria das vezes, sofre muito com a coisa, sofre muito com a coisa, entendeu? Muito bom.
Por isso, por isso que o trabalho, um trabalho de liderança, é importante, porque o líder que tem mindset fixo, ele ferra totalmente o sistema. Ele vai produzir um ambiente inseguro, fixo, travado naquela ideia dele. Então liderança tem que ser desenvolvida, trabalhada. Atitude de liderança, esse negócio é importante. There we go!
Essa atitude evolutiva, chega de asneira por hoje. Estamos muito felizes de ter contribuído com alguém. Alguém que deve ter saído daqui melhor do que entrou. Ou não, né? Ou nós mesmos também. Às vezes a gente entra mal e sai bem. Hoje é um muito legal. Valeu demais, Marlon Silva. É sempre um prazer essa troca.
Queridão, massa demais, obrigado.
Muito bom, viu? Binão, você vai ver essa live, que eu sei que você não aguenta. Um beijo, queridão. Beijo no Antônio. Ó, aniversário do Antônio hoje, 2 aninhos. Olha que espetáculo, velho, sensacional. Moleque é a cara do Vinícius. Uma pena, devia parecer com a mãe dele, que o menino é feio pra caralho. Sacanagem, tô brincando. Beijo, turminha! Valeu por tudo, a gente se fala.
Valeu, galera! Até uma próxima! See you!









