Work From Home c/ Arline Davis

In this live Portuguese conversation, host Arline Davis interviews Marlon Silva Domingues, a ten‑year veteran of the multinational tech firm CIT. Marlon recounts his career shift from systems analyst and programmer to HR coach, describing how he built a coaching practice inside a company that previously lacked one. He explains the adoption of Lean Leadership—derived from Toyota’s philosophy—and how it intertwines with coaching, feedback, and the development of autonomous, self‑leading teams. The dialogue explores practical challenges of full‑time remote work (100 % home‑office for 2,800 CIT employees), emphasizing psychological safety, transparent communication, and reducing excessive dependence on leaders. Marlon shares three concise takeaways: allow vulnerability, study human nature, and discover personal character strengths (via the VIA assessment). Throughout, the conversation weaves personal anecdotes, cultural observations from Marlon’s international experience, and concrete actions (e.g., providing ergonomic chairs, fostering feedback loops) that illustrate how CIT sustains a safe, value‑driven culture while navigating digital transformation.
Chapters
Olá, mundo Instagram! Alô, mundo Instagram! E aí, hoje dia 8 de abril, nós temos aqui um convidado. Hello, Nívia! Já convidei Marlon para aparecer aqui para já conversar com uma excelente companhia. Tô vendo outra pessoa chegando. Trica, Tânia está aqui e estamos aqui, é nosso trabalho de aí, vem aí com energia, vai ficar uma energia hoje, né? Beleza, a âncora do Marlon Silva.
Isso aí é para colocar no estado Estado coach, isso aí para mim tem que gritar, falar, galera.
Sim, sim, é nossas senhas de acesso, né?
Nosso token.
Isso, isso, beleza.
E aí, mestra, como é que você tá?
Eu tô aqui inventando a vida, linda, maravilhosa, como sempre. Obrigado, querido. Que charme, que charme, gente! Marlon É um convidado especial, ele vai ter muito para contar das experiências de mundo digital, multinacional, multinacional com origem no Brasil, viajou o mundo, é liderança Lean, coach, um monte de coisas legais nesses relatos de 3 focos que estamos falando aqui: como fazer home office, E isso pode ser um relato do passado, pode ser o relato dos desafios presentes, aconteceu subitamente. Liderança também, como você se torna líder neste momento, torna não, como você mantém e amplia e transforma liderança neste momento. E também cada pessoa tem suas antenas, seu radar em algum lugar para poder falar sobre o novo trabalho, o futuro chegou. Então tudo isso está valendo para nossas conversas, inclusive vale perguntas da galera que nós vamos conseguir acompanhar. Fala, Marlon, apresente-se!
Legal, show de bola! Boa tarde, é boa tarde já, né? Boa tarde, eu sou Marlon, eu sou, não sei dizer o que que eu sou nesse momento, são infinitas identidades. Presentes nesse confinamento. Mas acho que vou seguir a boa e velha música: sou um eterno aprendiz. E é por isso que eu tô aqui. Bom, eu hoje trabalho, né, há 10 anos eu trabalho numa multinacional, é a CIT, uma empresa focada em tecnologia, uma empresa que se renovou durante seus 25 anos de existência, saiu de uma consultoria de tecnologia e passou a ser uma empresa focada em transformação digital, que traz junto nessa bagagem a transformação cultural, que faz uma linha de uma grande— traz uma grande necessidade de transformação pessoal, né? Então, dentro desse mundo todo, o Marlon se encaixa como um analista de sistemas de informação. Eu me formei em análise de sistemas um bom tempo atrás, eu atuei nessa área de TI, como programador de software por um tempo, mas não trazia, não tinha brilho em relação a isso. Eu gostava, achava esse mundo nerd é bem curioso, negócio que me instiga bastante. Eu acho interessante que, como o Steve Jobs disse, né, você só consegue conectar os pontos quando você olha para trás, né? E agora, quando você começa a olhar essa jornada, você começa a falar, cara, faz muito sentido toda essa trajetória que eu fiz. Eu tenho essa paixão por tecnologia, sim, mas não como um programador, mas como um apoiador, né? Eu gosto da mentalidade dessa galera de TI, é por isso que eu tô há 10 anos dentro de uma empresa de tecnologia atuando como coach. E acho que essa história em especial ela é bem interessante porque a empresa não existia uma área de coaching na empresa, né? A empresa, uma empresa ali que tinha logicamente seu departamento de desenvolvimento, treinamento e desenvolvimento, né? Como eram chamados antigamente, departamento de T&D, né? Existia isso aí, mas não era com tanta força, né? E de repente vem um cara muito doido, sai, deixa de deixar de projetos e levanta a mão, quer vir para RH com uma proposta de coaching. E que que é esse negócio de coaching? E a gente consegue estruturar então uma área de coaching dentro da empresa, uma área focada em coaching. E com o passar do tempo a gente conseguiu entender e aprender o quanto que o coaching poderia ser um grande veículo para alavancar, acelerar e cuidar da liderança Principalmente. Então, dentro dessas histórias, 10 anos da empresa, eu fui programador, eu fui líder de projetos, eu fui gerente de projetos, eu fui para RH, me tornei analista de RH, um mundo que eu não conhecia. E aí até eu conseguir assumir, né, aquilo que eu desejava, o manto de coach dentro da empresa, proporcionando treinamentos, cursos e fazendo sessões, né, trabalhando com sessões estruturadas com os executivos da empresa. E tive a grande oportunidade de fazer coaching com o presidente da empresa, inclusive, também. E dentro dessa jornada toda a gente conseguiu desenvolver nossa própria metodologia. Isso que é o barato, né, de trabalhar numa empresa de tecnologia, porque eles te colocam desafios o tempo inteiro. E o desafio é massa, bacana esse coaching, né, pô, 3 meses, um coaching executivo de repente 6 meses de cadência, né, porque exige, né, uma mudança de comportamento. Mas Marlon, né, isso é o presidente falando, mas Marlon, cara, eu não me vejo parando todo esse tempo fazer coaching com VP ou com diretor. E nessa, eu gosto de chamar meus 10 segundos de insanidade, eu perguntei para o presidente se ele tivesse 10 minutos ele faria coaching. E ele responde que sim. E naquele momento a minha cabeça falou: ferrou, e agora, o que eu faço? Mas ferrou, o que faço? Mas naquele momento eu tinha um bom arsenal de segurança, né? E um desses arsenais de segurança chamava-se Arlene Davis, com aquilo que ela me ensinou sobre nano coaching. Olha que massa, né? Eu fui conhecer a Airlene em 2014, logo na minha transição de sair da área técnica para RH, buscando uma reciclagem. Já tinha formações em coaching, mas buscando uma reciclagem. E por insistência de um amigo, fui conhecer tal da Airlene Davis, que tinha um negócio muito doido, que ela falava de micro coaching, nano coaching, macro coaching. Que porra é essa, né? E, cara, Airlene, você trouxe uma humanização na minha vida do processo de coaching que é formidável. A minha base de falar, né, de coaching, de desenvolvimento de pessoas, liderança, ela vem das suas raízes. Então assim, eu sou eterno grato, né? Você é minha mentora, mestra, pessoa que toda vez que eu tô no treinamento é citada, aparece foto, né? Faz parte da minha missão. Adotei o "intenção, atenção", né? Todo mundo rebola em palestra. Eu vou fazer palestra, as pessoas falam: "Cara, você vai fazer a galera rebolar?" Então já tem esse negócio aí que a galera quer fazer ali os 4 pilares. Então assim, esse é um pouquinho quem eu sou, a minha história, né? Atuo hoje diretamente com coaching ainda forte na empresa, mas durante a minha jornada eu aprendi uma coisa muito interessante com o mundo corporativo e com coaching no mundo corporativo, que simplesmente você pegar o coaching as is, como você muitas vezes aprende uma formação, não necessariamente vai fazer sentido para aquela organização, para aquele contexto, aquelas pessoas. Então acho que uma das grandes lições que eu tive no mundo corporativo foi aprender a adaptar a linguagem daquilo que eu aprendi para linguagem da empresa. Eu gosto de brincar, né, que eu era um grande evangelizador do coaching no começo, andava com a Bíblia do coaching querendo converter as pessoas, né. Ou se eu ouvisse a palavra coaching, eu colava e perguntava: o que é coaching? E se a pessoa não falasse, que era um processo estruturado, sair do ponto A para chegar no ponto B, eu já começava ali fazer a pregação. E com o tempo fui percebendo que não era bem assim, né, que existia uma série de crenças e valores organizacionais que muitas vezes a forma que eu trazia o coaching, ela ultrapassava, né, ela animava esses valores. Então fui aprendendo com o tempo a tornar um coaching o veículo e não o valor, sim, da empresa. E eu acho que isso deu muito certo quando eu tive esse insight, esse clique. Aí as coisas começaram a andar de uma forma bem poderosa. Então eu sou o Marlon Silva Domingues, sou hoje o coach, trabalho na CIT, trabalho com liderança, tenho programas de coaching dentro da CIT. A gente tem um foco muito poderoso na questão da liderança e tem a liderança Lean. Liderança Lean é algo que a gente também criou na CIT, porque a CIT hoje respira através da filosofia Lean de gestão. Para quem não sabe, né, isso nasceu na Toyota, a fama da Toyota, que ela criou para se organizar, se organizar, né, viver o pós-guerra e ter muito sucesso. Trabalhar com escassez, né, métodos enxutos, formas enxutas de trabalhar. E existe uma liderança por trás disso. Como é que eu sou um líder, né, que lida com a filosofia? E tem a liderança ali. E nessa busca do que é ser, nessa busca do que é ser líder lean, eu percebi que o coaching fazia parte dessa jornada. Lá atrás, né, os japonesinhos lá já sacavam essa parada de que Eles nem chamavam de coaching, mas a habilidade de você escutar mais as pessoas durante um processo de mentoria, ela é muito poderosa. Vem aqui. Ai, quem apareceu para falar um oi aqui, gente!
Bela! Ai, que coisa linda!
Meu nome é Bela. Olha lá o uau uau da tia. É a tia Lily Davis. Olha lá o uau uau dela. Fala coach. Como é que fala coach? Fala, coach!
Não quer falar, tá impressionado, tá olhando. Ai, que lindo! Ganhamos sorriso! Que legal! Que exemplo de home office, né? Estamos aqui trabalhando, 30 segundos de filha, se deu um sorriso no seu rosto.
Ela tava na rua, ela voltou agora aqui, agora ela viu eu e veio para cá. Mas é isso, né? A gente tem que— é para essa, um aprendizado do home office, né? A gente tem que aprender a lidar com essas vulnerabilidades, e que isso é parte, isso faz parte Não é algo que tem que separar, isso é uma coisa muito forte. Mas só fechando o papo da liderança Lean, então aprendi que na liderança Lean existia essa sutileza, esse cuidado do líder Lean. O líder Lean vem desafiar o paradigma da liderança tradicional, convencional, do líder que só serve, só serve, né? E não tá errado só em servir, a questão é que o servir demais impede que as pessoas aprendam, que elas aprendam por si só.
Fale sobre isso, essa relação que inclusive a remoto, que não tem a proximidade, possibilidade de verificar de meios tradicionais, é precisar soltar a pessoa na autonomia. Que que está custando ao modelo de mundo e paradigma dos líderes brasileiros neste momento? Talvez também com seus insights de ter viajado, você sabe como é diferente em países diferentes. O que você nos conta, comenta?
Total. Eu acho que paralelo a isso, né, a gente descobriu, a gente estudou bastante, né, por que que vale a pena mudar para uma liderança. Acho que tem que ter essa compreensão. Não sempre a gente oferecer algo novo para as pessoas, falar assim: ah, esse é o produto bonito para te vender agora, vamos vestir essa roupa. Não, mas qual que é a razão principal disso? E a gente estudou 3 principais razões ali em relação a isso, que ajuda muito nessa questão que a gente tá vivenciando hoje. E a primeira delas é o excesso de dependência das pessoas. Então, se a gente não prepara as nossas pessoas para que elas tenham autonomia, e aí a palavrinha do momento poderosa, o protagonismo, né, a gente começa a criar um excesso de dependência. Ou seja, eu tô ali como líder servidor e eu tenho orgulho disso, né, porque as pessoas vêm até mim, eu sei resolver os problemas, eu entrego para elas a solução e assim vai. Só que chega num determinado momento que essas pessoas, elas vão ficar Voltando sempre porque elas criaram em você esse ponto de apoio, essa referência, e você não ensinou elas também a buscar em outras fontes ou internamente com seus próprios aprendizados. Então, que a gente mapeou, né, como uma grande, um grande ponto de valor para poder mudar é você deixar esse excesso de dependência de lado, você criar mais protagonismo nas pessoas. Então esse é o ponto número 1, né. Imagina agora esse cenário Acho que isso, Arlindo, né, fazer um paralelo aqui, é o que torna a CIT diferenciada nesse home office. A CIT tem sempre, está com 100% das pessoas no mundo, estamos falando de 2.800 funcionários trabalhando home office, 100%, 100%, né. E agora o Japão acabou de declarar que eles estão na fase 3, né, ou seja, não tem como chegar no escritório, tá lockdown total no Japão. Então assim, estamos garantindo esse tipo de trabalho, então estamos garantindo entregas com cliente.
Por quê?
Porque a nossa mentalidade que já está focada nessa diminuição do excesso de dependência. E uma coisa interessante, que esse movimento interno ele já vem crescendo. A gente ainda logicamente não somos master blaster nisso, mas a gente aprendeu bastante. A gente começa a perceber agora o quanto os nossos clientes também começam a valorizar esse movimento que a gente vem falando há muito tempo. Olha que link legal, né? A gente cai agora no momento de momento de escassez de pessoas, que a gente é obrigado a aprender a trabalhar, né, work from home. E os clientes que estavam adotando a transformação digital mais com receio começam a ver o grande valor de verdade de você trabalhar essa autonomia e protagonismo.
Estão sendo atendidos por causa disso, continuam sendo atendidos por causa disso. Aí é um exemplo real e concreto podem mensurar a diferença, que eu acho que muito da transformação digital estava ainda teórico, preparar para um dia. O CEO de uma empresa ia para um curso de transformação digital, não implementava porque não era hora, mas ele ficou informado, né, pelo menos isso. Então foi muito no nível de informação que não virou conhecimento ainda, que as pessoas não debruçaram fez o curso, depois voltou para atividade normal. Muito menos uma habilidade, porque não praticou. E atitude, se não arrumar atitude agora, não vai adaptar no ritmo necessário na fase que nós estamos, com cenários que não se definiram ainda. Então vamos falar de modelagem, de casos de sucesso que fizeram. Já estava no pique da transformação digital, ainda Agora sim mudou mais ainda. Então, o que você encontra de exemplos positivos na sua empresa ou nas suas relações que está ajudando a pessoa a lidar com uma nova quantidade de home office? Quais são as crenças, as atitudes que estão ajudando as pessoas a ajustar comportamento rapidamente? Isso que precisa mudar.
Tem coisas, tem bastante coisas interessantes. Uma delas, acho que eu posso destacar dizer assim, é a postura do presidente, né? Porque se você começa a olhar, né, o capitão do navio e a postura que ele tem, é quase que inevitável que isso aí é contagiante, seja por positivo ou por negativo. E o presidente, ele tem se colocado numa postura desde o início disso tudo, né, se mostrando muito aberto, criando canais de comunicações para que as pessoas pudessem ter transparência sobre o que estava acontecendo, questões econômicas, questões de emprego, de manter. E acho que isso traz o que a CIT tem como valor, que é como é que eu crio ambientes safes para as pessoas, ambientes seguros. Eu preciso me sentir seguro num momento como esse. E como é que eu crio isso? A transparência é um dos grandes veículos. Então isso faz com que as pessoas comecem a ter canais. Por quê? Porque rumores crescem, nascem, as pessoas espalham. E agora, né, você tá aqui, você não tem nem com quem questionar. Ah, não é não? Você manda um WhatsApp e vai, né? Tipo as fake news do coronavírus, né? Só vai. Então acho que assim, que que aceita tem como postura? A gente preserva muito essa questão do ambiente safe. Olha uma coisa legal, a ACT disponibilizou para os seus funcionários quem quiser retirar cadeira de trabalho, porque são cadeiras mais confortáveis, para trazer para sua própria casa. Então as pessoas podem ir lá pegar uma cadeira, trazer. Então assim, percebe os gifts que a gente vai dando de tá ativando recurso nas pessoas, né? Elas começam a se sentir preenchidas. Então coisas como essa, atitudes como essa ajudam a criar o que a gente chama desse ambiente safe. E isso já começa a facilitar. Fazendo um paralelo, a gente pensar numa mudança de níveis, estamos falando do nível de ambiente, nível, é o contexto, é o primeiro nível que a CIT tá atuando, trabalhando com as pessoas.
É um nível bem concreto, é bem concreto o ambiente. É visível, audível, palpável e tem significado. Não é por ser um objeto concreto que não tem significado de valor. Na verdade, é supersistêmico. Em um objeto oferecido significa alguma coisa. O ato, comportamento tem significado. As pessoas derivam, assim se faz cultura, inclusive com os artefatos do dia a dia. E precisa de uma quantidade com repetição e consistência suficiente até que a empresa, as pessoas possam se encontrar no novo sistema. Agora te convido para uma viagem comigo para pensar, né, que no seu caso, para todos que estão aqui, conheço a empresa do Marlon, a instalação física, já conheci o CEO Marlon, né, é muito, muito convivência, muito papo, eu adoro esta empresa, né. Quando a última visita técnica que nós fizemos, as pessoas falam: vocês aceitam currículo? Que dá vontade de trabalhar lá. Agora, algumas pessoas que estão aqui acompanhando algumas conversas que vão multiplicar daqui, algumas pessoas que escutam não podem demitir seu CEO neste momento. E é possivelmente um líder aqui vai precisar articular uma comunicação, mesmo no exemplo negativo do seu CEO O que você orienta? O que você pensa, contempla uma possibilidade para um líder aqui trabalhar numa cultura que não mudou ainda, que está aos trancos e barrancos, num ambiente totalmente mudado? A cultura não foi preparada, não foi sensibilizada. A preparação que nós utilizamos como consultores não pode acontecer, não houve a preparação. E aí as pessoas podem se arrepender de não ter feito, mas chegou. Como que alguém, liderança, pode fazer transparecer sua intenção de safe ambiente quando empresa não está fazendo, ou sua alta liderança na empresa, quem está acima, não está fazendo?
Legal.
Então quebra-cabeça para a gente pensar, né?
Bem massa, bem legal esse seu ponto, Aline, porque isso tem muito a ver com os meus últimos trabalhos, até trabalhos atuais, né, mesmo estando remoto. Olha que legal, né, eu tive a oportunidade de concretizar um trabalho de coaching em grupo, algo que eu nunca tinha realizado antes, através do work from home. Então hoje eu atuo com diversas frentes, com 15 pessoas conectadas, e assim é sensacional. Mas enfim, o que que isso tem a ver? Tem a ver que com essas pessoas que eu não trabalho, que eu ando trabalhando, desenvolvendo esse trabalho de coaching em grupo, muito do que a gente vem desenvolvendo juntos é exatamente isso que está perguntando. Porque hoje a CIT, ela tem essa proposta de valor de negócio de transformação digital. Muitas empresas estão adeptas e muitas empresas sacaram que isso é o caminho, que isso é, né, a próxima próxima não, né? Já é atualidade, já é realidade. Só que isso não quer dizer que elas vão aderir facilmente a isso. Fato. Uma coisa é eu falar: eu sou uma empresa, né, sou um player forte no mercado, eu preciso porque meu concorrente tá. Não quer dizer que eu vou entrar nisso com flow, né? Então assim, isso é realidade. E aí, qual que é o papel do Marlon Silva hoje? É ajudar essas pessoas a quebrar essas barreiras com os próprios clientes ou com, até muitas vezes, com os times, né? O que que eu vejo como maior veículo? A comunicação, a nossa comunicação. Então, líder, ele tem que sacar alguns, alguns mecanismos que hoje eu acho fundamental para ativar essa percepção, essa motivação nas pessoas. Porque eu gosto muito daquilo que você me ensinou: tudo é feedback, tudo é feedback. O fato de alguém está numa defensividade em relação a uma proposta sua é "Put the feedback," certo? Isso tá contando uma série de coisas para mim. Se eu tiver ali atento, né, fazendo a minha, a minha total percepção, né, do que tá acontecendo, eu começo a perceber que, pô, que eu estou emitindo nessa pessoa que ela não está conseguindo se interessar ou se motivar ou comprar. E a partir dessas percepções eu comecei a entender que Para ensinar liderança para as pessoas, eu precisava ensinar algo mais de background. Porque tem uma coisa muito interessante, eu lembro que um tempo atrás, lá em 2015, eu comecei a estudar que tipo de assunto as empresas mais se interessavam na perspectiva de desenvolvimento humano. E eu fui atrás de algumas consultorias para entender, e as pessoas relatavam algumas Alguns reports falavam que era feedback, que a coisa que as empresas mais buscavam das empresas de desenvolvimento de pessoas era feedback. Inclusive, acho que cheguei a ver um report da própria Sociedade Brasileira de PNL falando que era a coisa que eles mais recebiam, né? De repente você pode falar, porque você foi a diretora ali da parte de treinamento. Era isso. Só que o que a sociedade vendia? Vendia uma formação, muitas vezes, em practitioner, né? Trazia, logicamente, como a gente vai ensinar vocês a terem feedback melhor, mas vamos ensinar alguns mecanismos antes. Isso é uma prática que para mim é o core do meu trabalho. Tudo que pedem para mim, se pedem para eu fritar um ovo, se pedem para eu ir lá e fazer uma comunicação com a China, eu volto sempre nessas, nesses ensinamentos, né, no grande manual do ser humano que a PNL ajuda você a identificar e ver como é que a gente pode ter formas diferentes de trabalhar. E hoje, Arlindo, nessa perspectiva de liderança, lidar com objeções, lidar com pessoas que estão trabalhando remotamente, com clientes, eu identifico 3 grandes pontos que têm ajudado não só eu, mas a equipe, inclusive coisas que eu venho praticando dentro de casa, porque eu acho que são conhecimentos universais. E o legal é que as pessoas mandam feedback dizendo assim: "Cara, o que você tá falando pra mim aqui, massa, mas cara, dá pra aplicar aqui em casa." Sim, eu não vendo isso, mas assim, se você tiver essa sacada, que massa! E que que são esses 3 pontos, Arlindo? Para mim, começa pelo entendimento que nós temos necessidades humanas. E eu gosto muito de trazer para as pessoas em treinamento, às vezes até como uma grande metáfora, um conto que você traz, né, de um terapeuta lá, que ele identificava que ele tinha uma necessidade dele de de reconhecimento com os seus pacientes, seus clientes, sendo que ali não era o contexto ideal, né, para poder fazer isso. Que que ele faz? Ele faz um combinado das pessoas ligarem para ele, sei lá, não me lembro se era semanalmente, mas dizendo que ele era foda para caramba, né?
Uma vez por semana com o clientes. Isso, porque um líder também, transportando isso liderança. Se o líder está inseguro, por exemplo, vamos criar um caso aqui, o que é isso? O líder está inseguro, ele busca segurança com a equipe, que ele quer saber que a equipe confirme para ele: não, chefe, vamos dar conta aqui, para ele ficar se sentindo seguro. Aí isso não é o papel da equipe assegurar, é o papel do líder com sua inteligência emocional E até inteligência emocional, se não desenvolveu até agora, nem consegue se perceber nessa carência emocional. E aí é aprender em tempo recorde, como outras coisas. Tem uma pessoa acompanhando hoje, Nívia, não sei se ainda está. Ela relatou da empresa de tecnologia dela que implementaram um projeto numa manhã, que normalmente levaria 60 dias, alguma coisa assim. E isso para mim se aplica ao desenvolvimento pessoal neste momento. Se alguém tem uma contação de história, não, que eu acho um saco, precisa ficar mimimi, é muito mimimi para cuidar das pessoas e tudo assim, esta atitude neste momento tem custo. Quando é mais um desafio do que antes, A vivência das pessoas de ajustar as suas casas e de ficar impedido de expressar sua necessidade, que não é somente de apoio técnico, é apoio relacional também. Então se alguém está achando que eu estou mimimi neste momento, ele pode estar tecnicamente correto. Aquele ser humano que eu tô criticando de mimimi talvez falte desse envolvimento humano. Mas não é relevante neste momento eu atribuir a causa a outra pessoa. É relevante eu ter inteligência emocional para eu lidar com isso e conseguir transbordar o suficiente para conseguir ter empatia para com outra pessoa. Senão não tem tolerância. Se a pessoa não está bem, como vai tolerar a carência do outro? Então às vezes está criticando o outro Quando cabia se dar um feedback, né?
Total. E essa identificação, esse entendimento das necessidades, para mim é o começo de tudo, né? Eu entender que eu tenho necessidades. E aí aquela boa e velha frase: não é sobre você ter vergonha de ter necessidade, é sobre não cuidar dela. Então se você não cuidar, aí que pega, né? E trazendo a tona, logicamente, acho que para toda audiência aqui, né? Todo mundo precisa de reconhecimento. Fato. Acho assim, já aceitem agora isso. Todo mundo precisa, né? Como é que você vem regando isso? Porque se você não está preenchendo essa necessidade, você vai cobrar caro em algum momento. Isso aí, esse é o ponto.
É, tem retorno, né? Voltando a outro momento, né?
Imagina você na figura de líder. Se isso não é preenchido, você começa a querer procurar em outras em outros contextos, forma de você adquirir isso. Esse lance das necessidades é tão verdadeiro e tão real que eu resolvi fazer um processo de emagrecimento na minha vida diferente. Eu queria de verdade, engajei, eu perdi 17 kg em 3 meses de uma forma, para mim, muito sadia, muito natural, muito sustentável, e tá tranquilo até agora. Só que eu fiz um movimento muito parecido com esse terapeuta. Eu nomeei 4 coaches na minha vida. Dentro da Centê para me ajudar nisso. Eu peguei uma pessoa para ser coach de generosidade comigo. Então essa pessoa, ela ia me cobrar cada vez mais que eu fosse generoso comigo. Se eu tivesse comido alguma coisa no dia ali, tá tudo certo, seja generoso. Eu peguei um coach que era um coach de comprometimento. Então encontrei uma pessoa que eu achava, pô, essa pessoa tem um viés de comprometimento muito poderoso. Então quero você. E eu fui lá, pedi para pessoa, contei Eu peguei uma pessoa para ser meu role model. Então falei, cara, corpo de quem que eu quero ter? Parecido com quem aqui? Eu escolhi uma pessoa lá, falei, cara, eu quero ter o corpo desse cara, eu acho massa. Esse é meu role model. E peguei uma coach de, vou falar aqui, de porrada. É a coach que quer me cobrar, quer falar, pô, vamos lá, né, tá querendo confete. E eu nomeei essas pessoas para que elas fizessem isso. E elas iam uma vez por semana na minha mesa fazer esse movimento, cada uma no seu papel, cada um no seu papel. E assim, cara, isso é tão poderoso, que supreende tanto, que você começa a ter flow, você começa a ter fluidez naquilo que você quer. Porque você tem— e o que que eu tô falando, Aline? Fazendo uma conexão que a gente falou sobre a liderança ali, e como que a CIT sustenta seus funcionários. Olha como a honestidade humana é massa. Eles começaram a criar junto comigo meu ambiente seguro. Então eu comecei a construir aquilo que você explica em relação ao coaching, né? Não é sobre tirar a pessoa da zona que ela tá, é sobre criar uma zona de recursos que eu possa me situar. E foi isso que eu fiz. Então assim, toda vez que eu tentei fazer um processo de emagrecimento pulando fora desse meu local, eu me espatifei, eu me quebrei, eu voltei, eu comia mais depois. Quando eu criei isso ao redor, eu comecei a dar passos e falava: opa, é seguro, né? E aí entra logicamente também o conceito de uma meta bonsai. Em vez de pegar a metona grandona e querer devorar, eu peguei a metinha que tinha todos os ingredientes de uma metona e comecei a usufruir aos poucos, aos poucos, aos poucos. E assim, rapidamente, né? Eu tinha pavor de jejum intermitente, eu tinha pavor. E eu lembro assim, quando eu fiz formação com você em 2014, você contou para mim, você tava falando que você fazia, fala 'Caraca, que maluca, porque a gente tá saindo para comer agora, ela vai ficar aqui vivendo de ar, né?' Cara, esse negócio virou um vício na minha vida positivo. E é tão assim, hoje é tão simples, é tão massa, entendendo todos os conceitos que tem por trás disso também, o que que isso te ajuda de benefício, começa a ficar poderoso. Mas por quê? Porque em vez de pegar a ideia de jejum intermitente, fazer 7 dias na semana, Aí, pô, comecei fazendo um dia, entendendo como é que eu colocaria horário. Então assim, aí foi poderoso. Então assim, necessidades, primeiro item, primeiro pilar que eu acho que um líder tem que conhecer. Primeiro, parte do princípio que você tem que entender sobre as suas necessidades para que você seja capaz de olhar para as necessidades do outro, né? Esse é o primeiro ponto das necessidades. A gente vai para uma outra esfera que eu acho Assim, é o— se eu fosse um vereador, prefeito, fazendo campanha, isso seria o tema de todas as minhas campanhas: valores. Para mim, esse é o ingrediente master blaster do ser humano: identificar os seus próprios valores, saber o mecanismo de funcionamento dele. E por isso, isso aí conta uma série de coisas. Por que que eu motivo? Por que eu desmotivo? Por que que eu entro em conflito com alguém? Por que que Eu chego gritando: fala, galera! Trazer todo esse conhecimento e saber que quando estou comunicando com as pessoas, as pessoas estão ali também recheadas de valores, e que os meus valores muitas vezes podem entrar em conflito com elas. Eu gosto muito da metáfora de valores porque eu acho tão importante. Todo e qualquer relacionamento, seja aqui dentro, seja na empresa, é como se as pessoas estivessem carregando baldes de Lego. Eu tenho um baldinho de Lego e esse é o baldinho que eu carreguei a vida inteira. É fácil e simples de montar porque eu conheço ele. Quando eu tenho que fazer com outro, a tendência inicial é sempre o quê? Eu falar que o meu é mais bonito, que o meu Lego é mais legal, ainda mais porque os meus são Star Wars, é mais bonito. Agora, como é que eu faço para poder montar um Lego junto, né? Eu tenho que jogar esse balde no chão, a pessoa jogar o dela também, temos que construir algo diferente. Esse é o movimento de liderança que tem que acontecer com os times. Esse movimento tem que acontecer com os seus clientes. Você ser capaz de fazer esse movimento. Eu gosto muito da metáfora seguinte: a gente, qualquer, qualquer empresa, qualquer empresário, qualquer empreendedor que disponibilize a fazer, a entregar um serviço, ele tá querendo ajudar uma pessoa a resolver um problema, né? Princípio de empreendedorismo. Só que muitas vezes a gente a gente chega, a gente tem tanta clareza e certeza que nosso produto é bom que a gente esquece que a gente tá entrando numa casa de alguém que ela foi construída há muito tempo. É uma casa que tem móveis, tem decoração, que foi herdada, né, passou por gerações. E você chega lá e fala assim, ó, arranca fora essa cortina porque tá horrível, tira esse tapete, quebra essa janela aqui. Isso vai na alma, isso vai na alma. Então esse é um processo, essa metáfora do que a gente muitas vezes a gente esquece de não perceber com os clientes. Não é porque você tem conhecimento que o cliente pagou por isso, você tem direito de chegar lá e derrubar a casa para baixo. Isso é uma coisa que eu experienciei fortemente na pele quando eu trouxe o conceito de coaching para dentro da empresa. Cara, ele tá 25 anos sendo um grande mentor, ele é. E o que ele falou foi: por que que eu tenho que mudar? Percebe? Então, se a gente não vem com o entendimento do que é valor para as pessoas, a gente tende a querer colocar os nossos em cima dos delas. Então assim, necessidades contam muito sobre valores, né? Das necessidades, vamos pegar uma grande necessidade humana, necessidade de certeza, tem a ver com valor de segurança, né? Pô, nesse momento quem não tá pensando o que que vai acontecer quando acabar essa parada toda? O ser humano tem isso. Então, das necessidades, a gente consegue ter mais clareza dos nossos valores. E aí, por último, uma coisa que eu acho, é, eu venho estudando bastante, venho trabalhando fortemente, são as famosas forças de caráter. As forças de caráter, ela é um trabalho do Martin Seligman, né, o conhecido como pai da psicologia positiva aí por muitas pessoas, que traz à tona como backbone da felicidade felicidade, né? É você conhecer as suas forças de caráter. E aí tem todo um estudo que ele fez. Todo ser humano tem 24 forças, né? E a gente tem hierarquia diferente. E aquelas principais ali, as 5 primeiras, de repente, são as suas forças de essência, de assinatura. Aquilo que se você exercer com mais fluidez, você tende a elevar o seu nível de felicidade.
Se sua vida conter, contiver essas forças, acontece felicidade naturalmente. Que aquilo que te alimenta profundamente Você tem experiências concretas diárias de dar o melhor de si mesmo e a vida dar o melhor de si mesmo para você, para todos, não é? Perfeito.
E as forças, Arline, elas vêm com uma sutileza de contar para a gente como é que a gente expressa os nossos valores no dia a dia. Então as forças, nessas forças de assinatura, são formas que você expressa seus valores, ou seja, são seus comportamentos no final das contas. Então essa cadeia, essa trilha é o que eu trabalho fortemente com as pessoas ensinando liderança. Eu ensino liderança através dessa trilha, eu ensino coaching através dessa trilha. Para quê? Porque eu passo a me conhecer e aí eu consigo chegar no outro de uma outra forma. E encapsulando tudo isso tem uma coisa que é muito importante, que é o estado de presença, que é algo que você vem trabalhando já há um tempo e vem fazendo lives, né, em relação a isso. É estar presente, é o mindfulness, é atenção plena, e consegue encapsular tudo isso de uma forma muito generosa, né, muito sustentável. Então, respondendo para essa pergunta, a minha dica é: tem que se conhecer. Essa é a proposta da Liderança Lean. A Liderança Lean tem 4 pilares para desenvolver um líder como líder Lean. Primeiro é o comprometimento com o seu autodesenvolvimento. Isso que a Liderança Lean fala: não adianta você querer acessar o outro se você não detém uma clareza sobre quem é você. O segundo pilar é: você agora precisa ser capaz de desenvolver novos líderes. E olha que interessante isso. Um líder tem que ser capaz de desenvolver novos líderes. As pessoas falam: mas e se as pessoas do seu time não querem ser líderes? E aí vem uma quebra de paradigma. Liderança daqui para frente deixa de ser posição e passa a ser disposição das coisas e das pessoas.
Boa frase esta!
É linda essa frase, é linda. Então esses negócios acontecem na minha cabeça, eu guardo, eu fico repetindo igual papagaio, porque tem efeito muito bacana. E é isso, né? Eu começo a ver um paralelo. Há muito tempo atrás, eu não sei se você teve esse desafio de ter que fazer entrevista em inglês aqui no Brasil, mas para os brasileiros, há um tempo atrás A gente tinha um desafio, né, de trabalhar em multinacional, inglês era exigido, era um negócio, pô, você tem que ter inglês, né. Hoje o inglês é algo que essa empresa já tem assim, cara, ele tem, não é possível que ele vai fazer uma entrevista sem ter o inglês, porque é algo muito mais natural, que as pessoas têm acesso ao inglês, né, falar o inglês. E a liderança começa a ser cobrada da mesma perspectiva, não cobrado que você tenha exercido um papel de líder no passado, mas que você tenha a disposição de liderança. São coisas diferentes.
Qualquer momento, acho que hoje em dia, falando do novo trabalho, a maneira que as pessoas aprendem, fazem redes, não dentro da empresa, fora da empresa também. Uma pessoa qualquer na equipe de repente sabe alguma coisa, que ponto-chave para um projeto ser realizado. E aí pode tomar a liderança de desenvolvimento de uma faceta, de uma solução. Então me faz todo sentido de liderança para todos, cada um liderando a si mesmo. Aí você já havia falado sobre a dependência. Então se cada um tem essa liderança por disposição, não depende do líder, não sobrecarrega o líder, líder não vai ficar ressentido, todo mundo vai ter melhor performance de inteligência emocional, e a empresa vai ter mais vida, mais viço, na minha visão do futuro.
Total, Arlene. E essa conexão que você fez, ela é fenomenal, porque o segundo pilar que a gente estudou do porquê vale a pena mudar para liderança Lean é o excesso de sobrecarga do líder. Então, se o time demanda demais de mim, eu vou para casa com a minha mochila cheia de problemas que não são meus. E isso é loucura, né? É querer resolver problema do mundo o tempo inteiro. Essa é a nossa mudança de paradigma na empresa, né? Logicamente. Mas o ensinamento que assim é forte da sua metodologia, que o foco do coaching que você acredita não tá no problema, tá nas pessoas. As pessoas que devem resolver os seus problemas. Isso aí para mim é um princípio E quando a gente fala disso, aceita, as pessoas regalam os olhos assim, porque tipo, como assim, cara? Não vou mais lidar com problema? Eu sou cobrado para isso, eu sou cobrado para ser um grande problem solver. Como eu não vou mais resolver problema?
Eu tenho orgulho porque eu resolvo problemas, né?
Total. Na verdade, o orgulho não é sobre resolver, é por ser o Mr. Answer, né? Porque quando você dá resposta, as pessoas tendem a te elogiar, te agradecer. No papel de coaching, é um, nesse aspecto, ele acaba sendo um papel de neutralidade, porque os créditos nem sempre vêm para você, nem deveriam, porque você tá habilitando alguém a resolver isso aí. Então acho que é uma predisposição que o líder tem que ter daqui para frente também, sacando isso aí. Isso começa por aí, essa mudança da liderança, né? Se eu quero, e aí as pessoas ficam me olhando assim, mas como é que eu consigo ajudar alguém sem mexer no problema de alguém? E aí que tá, volta para a caixinha de que você tem que aprender mais sobre ser humano, sobre pessoas, sobre o mindset das pessoas, né, as estratégias que elas têm aqui. É nisso que a gente se conecta, e não no problema delas.
É condição de aprender a aprender, porque a pessoa se vai realmente criar uma nova capacidade cognitiva de concatenar ideias, fazer um ser capaz de raciocinar sobre isso, de embutir valores nesse processo de solução, de pensar sistemicamente. Tudo isso a pessoa precisa debruçar sobre o seu próprio gap e solucionar. E aí a pessoa cresce essa competência, consegue desenvolver a solução numa situação. E o cérebro, graças a Deus, tem muitas qualidades maravilhosas. Uma capacidade de generalizar, Então, se o processo passou pela pessoa mesmo, os neurônios da pessoa, sistema de valores da pessoa, se pode mais ainda colocar sua identidade naquilo. Isso coube a mim, eu dei conta, compete a mim resolver isso, compete a mim. E aí está treinando no problema toda atitude de protagonismo, senso de dono, todas as outras coisas que estão sendo falado agora. Então, para transferir esses valores que estão sendo tanto expostos em palavras e imagens bonitas e tudo mais, é arregaçar as mangas e pensar em criar uma coisa neste momento, ajustado para este momento. E um toque que estava dando ontem, que se supuser que tudo vai passar alguém pode se colocar standby e perder essa janela de desenvolvimento. E me diz, Marlon, agora você tem um desafio que eu vou te jogar. Primeiro desafio que te dou na vida, né? Mais uma. O desafio agora é você identificar 3 sacadas de nossa live em frases sucintas, que vai virar uma peça que nós vamos compartilhar. Vamos compartilhar nosso conhecimento aqui. 3 sacadas do Marlon Silva Domingues. O que você nos diz?
Legal, acho que eu vou na primeira, trazendo esse cenário, né, de muito aprendizado e desafio, eu diria: permita vivenciar sua vulnerabilidade. Acho que tem tudo a ver com a transparência, com o lance do ambiente seguro. Então a vulnerabilidade é um negócio que se permita, se permita nesse momento, não se cobre, né. Segundo, quer desenvolver outros, quer trabalhar, desenvolvimento de equipe, quer desenvolver seus clientes, comece a aprender mais sobre ser humano, aprender sobre ser humano. E o terceiro ponto Eu vou deixar o terceiro ponto como um convite para as pessoas. Procurem conhecer as suas forças de caráter. E aí, para quem quiser, eu posso deixar o link, é só entrar no VIA, isso é characterstrengths.org. É um assessment lindo, porque ele não traz: "Ah, esse ponto aqui seu você tem que melhorar, isso aqui você é ruim." Não, ali são forças, né? Falar sobre suas forças. Então deixaria isso aí como uma provocação para as pessoas: conheçam as suas forças. Talvez isso seja o grande gatilho de você se conhecer mais, conhecer mais os outros.
E eu gostei extremamente, porque não diz você assim, o assado, você tem que pensar: será que eu sou? Só reflete de volta alguma coisa que é. Eu gostei de fazer, eu também recomendo. E para concluir aqui, uma das minhas forças top 5 É gratidão. Saiu na minha lista. Que massa, que massa!
Você sabe qual que é minha primeira? Você desconfia qual que é minha primeira?
Energia!
É a segunda. Energia é a segunda. A primeira é humor.
Ah, que legal! Que boa combinação, né?
A segunda é zest. E é isso, né?
Que palavra boa, zest!
É muito legal, é muito legal, é muito bacana, porque é uma palavra que vitalidade, né? Tradução acho que mais próspera é vitalidade, né? É o que mais a gente— inclusive eu tô estudando profundamente o uso das forças, e uma das forças de caráter que ajuda você a trabalhar mais a sua imunidade nesses relatos que eu tenho pego agora é o zest, né? Uma das forças que ajuda você a habilitar.
Ô Marlon, agora pedido, não é desafio, mas se eu digitar o link aqui enquanto recapitular suas sacadas aqui. Então, Marlon pediu, tem certeza que outras pessoas querem. Marlon vai digitar, eu vou recapitular as sacadas do Marlon deste dia. Sacada número 1: permita viver sua vulnerabilidade. Sacada 2: começa a aprender sobre o ser humano. Sacada 3: procure conhecer suas forças. De caráter. É isso aí, ok? Vem cá, pessoal, isso vira peça, tá? E aí vamos colocar no Instagram da gente, eu e Marlon. E seguimos aqui nessas lives aqui, meio-dia e 30, às vezes tem pequena variação de horário. Vale a pena seguir Marlon, que ele está sempre publicando eventos, falas e tudo mais. É referência. Eu estudei liderança Lean com ele, né? Eu fui aluna dele no workshop. Então, olha só, é para trocar todos os papéis. Então, gratidão mesmo. É muito bom fazer coisas que gratidão vem da sua forma mais autêntica, porque é de extremo valor que você compartilhou aqui. Então, para as pessoas, se não pegou desde o início, você volta, fica nos stories, nos meus stories, por 24 horas. E siga uma gente e pode continuar comentando aqui, manda inbox, uma coisa para qualquer um dos dois. Que é, não sei se está em alguma lista sua, mas eu vou dizer, vou me arriscar dizer, você tem muito comprometimento com a sua missão, seu propósito que está fazendo, e você é incansável. Então esse gesto aqui tá posto a um grande serviço, te agradeço. Tá bom? Beijos para o pessoal de casa, beijo para o pessoal da CIT.
Valeu, galera! Lavem as mãos e fiquem em casa.
Beijo, beijo, tchau tchau!









