Ambiente é o Meio #152: Estudo da USP detectou a presença de metais tóxicos no leite materno
6 Nov 2024 · 24 min
A USP study found toxic metals in breast milk from São Paulo mothers, with about 30% of samples containing lead, mercury, or arsenic. Infants exposed to these metals showed delayed language development, though cognitive scores were unaffected. Researchers say breastfeeding should continue but call for urgent policy action and more research.
Chapters
Está no ar, ambiente é o meio. Uma conversa sobre as questões do nosso dia a dia. Ambiente é o meio.
Olá, ouvintes da Rádio USP. O programa Ambiente ao Meio de hoje conversa com a pesquisadora Natália Ferrazo Naspolini, que é doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e pós-doutoranda no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o ICB, juntamente com a supervisora do seu pós-doutorado, que é Carla Romano Tadei, professora associada do Departamento de Microbiologia do ICB. e vamos discutir a presença de chumbo no leite materno e sua associação com problemas no desenvolvimento de bebês. Boa tarde, Natália e Carla. É uma alegria grande tê-la com a gente aqui no Ambiente ao Meio. E vou pedir para vocês começarem falando um pouquinho da trajetória de vocês, sua formação. Vamos conversar pela professora Carla.
Boa tarde, tudo bom? Prazer estar aqui falando com vocês. Eu sou farmacêutica de formação, querendo viajar pela USP, querendo viajar de São Paulo e aí eu logo entrei na microbiologia para fazer na área de análise clínica, fui fazer microbiologia clínica, fiz meu doutorado, meu postdoc, especialização tudo em microbiologia e tô na USP como docente desde então trabalhando com microbioma Muito bem, agora você, Natália.
Eu fiz meu doutorado na Fircruz, no Programa de Saúde Pública e Meio Ambiente, e fui há três anos no laboratório da professora Carla, que é o Laboratório de Microbioma Humano, estudando a relação entre exposição a poluentes ambientais e o início da vida no microbioma humano. Primeiro, obrigada pelo convite, pela entrevista.
Muito bem. Continuando com você, Natália. Como é que surgiu a ideia, eu sei que você já estava há um longo tempo no tema e agora no laboratório da professora Carla, mas essa ideia de pesquisar a presença de metais no leite humano e sua relação com o desenvolvimento neuropsicológico de bebês.
Bom, desde o doutorado eu trabalhei em uma ponte de exposição ambiental, onde foi avaliado diversos tipos de tubolentes, incluindo os metais, mas também derivados do plástico, agrotóxicos. e o efeito nisso da vida, na saúde do bebê, incluindo o desenvolvimento e o desenvolvimento da microbiota. Quando a professora Carla me convidou para vir para São Paulo para participar de um outro estudo de esporte, também de bebês, a gente tinha disponível amostras de leite porque era do interesse da professora estudar o microbioma nessas amostras. Digamos, o disponível ao interesse do laboratório para estudar a exposição materna e infantil. a poluência, então como a gente tinha as amostras de leite disponível, a gente em parceria com o INCQS, Matheus Cruz, a gente dosou alguns metais. Tudo bem, eu te perguntei um pouquinho
agora, só no sentido assim, você explicar um pouquinho os principais metais que são encontrados no leite humano, No Brasil, se há diferenças entre outras regiões do próprio país, em outros países do mundo, como é que está essa situação da contaminação do leite humano?
Bom, tem alguns estudos em outros estados que encontram esses metais que a gente avaliou, que são o arsênio, o fulg, o mercúrio e o cádmio. Nas amostras aqui da população de São Paulo, a gente não encontrou cádmio, mas a gente avaliou em 180 amostras, então possivelmente com um N maior esse metal poderia ser encontrado também, porque, por exemplo, no Rio de Janeiro foi avaliado em mais amostras e o cádmio estava presente em quase 80%. E também depende um pouco da classe sócio-econômica. A Colt de São Paulo vai estar numa classe sócio-econômica um pouco mais alta, então o nível de detecção foi menor. Em janeiro, por exemplo, que a Colt era uma classe sócio-econômica econômica mais baixa. Então, esses são poluentes de dispersão global que fala, eles são muito frequentemente encontrados. O arsênio depende um pouco da questão geográfica, mas o chumbo e o mercúrio é amplamente encontrado por ser de alta dispersão atmosférica. É muito utilizado pela indústria, está presente na condução do carro, do motor, quando Então, ele vai para o ar, que leva a contaminação humana. Então, é muito frequentemente encontrado, não só em amostras de leite, mas no sangue, sangue de cordão umbilical, sangue na perna. Então, é bem comum encontrar esses poluentes em amostras humanas.
E por que o chumbo na pesquisa?
Bom, porque o chumbo é bem demonstrado na literatura que ele tem um efeito neurotóxico. E um dos principais objetivos dessa fonte é estudar o neurodesenvolvimento. Então, como o chumbo atravessa a barreira hematocefálica, digamos assim, ele ocupa os canais de cálcio e a atividade do cálcio no sistema nervoso central, Então ele tem um papel importante, conhecido por ser neurotóxico. O mercúrio também, mas de outra forma, outro mecanismo. Mas o interesse foi por isso, assim, né? Pra ele já ser conhecido que ele pode ter esse efeito teletério.
Eu me lembro, inclusive, a questão do uso do chumbo como antidetonante na gasolina, né? Foi toda uma luta exatamente pra retirada do chumbo, né? E o álcool aí, o etanol, teve um papel importante nesse sentido, né?
Sim, das tintas de pintura em casa também, teve acho que anos 50, que foi tirado primeiro nos Estados Unidos e depois no Brasil, mas como tem o coisas anteriores às legislações dessa época permanecem aí, permanecem no ambiente.
Bom, e aí vamos ver o desenho da pesquisa, né? Quer dizer, como vocês montaram, você já falou um pouquinho da amostra, a professora Carla fica à vontade também, como foi desenhada, quem são essas mães, né? Que forneceram, digamos, o leite, o perfil, né? É um pouquinho isso, e como é que foi o desenho da pesquisa? Quer dizer, como é que vocês analisaram esse desenvolvimento, né?
Esse projeto, essa corte, foi uma corte de vários institutos da USP que se uniram para estudar o neurodesenvolvimento e os Neuros Mil Dias de Vida, então nós acompanhamos 500 bebês ao longo dos primeiros dois anos de vida junto com as mães, então as mães vinham com esses bebês para avaliações de neurodesenvolvimento, avaliações eletroencefalograma, eles faziam alguns questionários de desenvolvimento cognitivo, de linguagem, de interação mãe-bebê, com o pessoal da, do Instituto de Psiquiatria da USP, né, esse projeto foi liderado pelo professor Guilherme Polanski, e aí outros docentes, nós entramos para fazer essas análises por adjacentes. Então, nós aqui avaliamos o microbioma, o pessoal avaliou a genética, o pessoal avaliou a nutrição. Então, a gente tentou fazer uma análise bem ampla do desenvolvimento desses bebês durante o primeiro dia de vida. Então, nós acompanhamos os bebês em alguns momentos durante esse período. E como é meu interesse avaliar a interação mãe-bebê, microbioma, desenvolvimento, saúde, aleitamento materno, eu coletei amostras de leite materno dessa corte aos três meses. Então, quando o bebê chegava para fazer a primeira consulta, a primeira avaliação, a mãe doava o leite materno. Então, a gente tinha essas amostras de leite materno aqui, a gente tinha as amostras de fezes dos bebês, e aí a gente tem aí todo um trabalho avaliando operação mãe-bebê, desenvolvimento, quais são os perfis, quais são as variáveis maternas que influenciam o desenvolvimento do bebê, do microbioma e, consequentemente, a gente está avaliando qual é o perfil primeiro desenvolvimento com relação a essas exposições. E aí teve, então, essa proposta de avaliar a contaminação do leite materno, né. Então, a gente tem essa colaboração com o professor com o professor lá da Fiocruz, e aí a gente avaliou em 180 amostras esse perfil de contaminação. E como a gente já tinha os dados de neurodesenvolvimento, o que aconteceu? A gente foi unindo os resultados, e aí a Natália sentou e reanalisou esses resultados com relação a esse perfil de neurodesenvolvimento.
Interessante. Primeiro eu vou só perguntar assim, que eu acho que é importante, qual é o grau de contaminação que vocês encontraram nessa amostra e parece que também tem dados aí sim de pesquisa que mostram, acho que a Natália tinha iniciado a fala, mas concluiu sim outros locais no Brasil, o nível de contaminação é maior ou menor, tem relação com o perfil socioeconômico, pode ser. Então qual o grau de contaminação encontrado? E aí sim, quer dizer, o resultado, quer dizer, o que vocês encontraram do ponto de vista do desenvolvimento?
Bom, então, na corte da população de São Paulo, a gente viu uma, teve uma detecção dos metais de torno de 30%, foi detectado alguma quantidade, e aí essa quantidade variou com algumas amostras com uma detecção grande, outras uma detecção baixa. Isso é relativamente uma detecção baixa, de 30%, quando comparado a uma conte de uma classe socioeconômica mais baixa, como foi o caso no Rio de Janeiro, que o nível de detecção foi de quase, foi acima de 80%. e não tem uma relação com o nível socioeconômico, porque pode estar relacionado com o local de moradia, se é muito próximo de rodovias, aquela família, a pessoa pode estar mais exposta do que quando é residente de uma em um local mais afastado de rodovia, de tráfego intenso e tal. Mas essa análise específica a gente não fez, só conseguiu ver que o estado socioeconômico realmente interfere, favorece a uma maior exposição a esses metais.
E aí vamos agora então aos achados, né? Quer dizer, o que vocês encontraram? E aí eu gostaria de saber, quer dizer, vocês compararam bebês diferentes ou compararam com o que as pesquisas gerais mostram do ponto de vista do desenvolvimento que seria o esperado, explicar um pouquinho essa questão dos achados.
Bom, então como a detecção foi em 30% das amostras, o que a gente fez foi separar os bebês e stratificar por expostos e não expostos. Então a gente não viu a quantidade exata, numericamente a exposição, mas sim a gente viu dois grupos, expostos e não expostos, e comparou ao longo do tempo como que se dava dois domínios do neurodesenvolvimento, que é a linguagem e a cognição. Na cognição, a gente não viu uma alteração, mas a gente viu uma alteração no desenvolvimento da linguagem dos bebês, que é o que o artigo que foi publicado na Frontiers in Public Health mostra.
Então, justamente a gente comparou quem foi exposto e quem não foi exposto dentro da mesma coorte. Essa coorte, ela tem um nível socioeconômico diferente do que a coorte do Rio de Janeiro, justamente porque a gente estava trabalhando com voluntários. E aí, esses voluntários foram recrutados em redes sociais, em ambiente universitário, numa rede de colaboração. Então, a gente teve a inclusão de voluntários com um nível socioeconômico um pouco mais destacado, um pouco mais alto do que quando a gente compara os resultados com o Rio de Janeiro.
Até porque a gente sabe que São Paulo, a questão da poluição do ar, ela é muito mais crítica nas periferias. Exatamente. Ajuda a entender. Bom, então vamos explicar um pouquinho o que foi esse atraso no desenvolvimento da linguagem, porque nós estamos falando de bebês. Como nós estamos falando para o grande público, o que seria esse indicador de atraso de linguagem nesse desenvolvimento?
Bom, então o estudo, ele aplica diversos testes de melhor desenvolvimento entre eles, é um teste que é muito usado na pesquisa, que chama BAIL, que é uma ferramenta de screening, não é um diagnóstico, que vai acompanhando os marcos, o chamado de marcos mesmo, do desenvolvimento infantil. Então, numa determinada idade, o bebê é esperado que o bebê sente, engatine, Então, existem esses marcos e as consultas de acompanhamento da pesquisa vão verificando esses marcos no neurodesenvolvimento. Então, o que a gente fez foi relacionar a exposição com esses testes que foram acontecendo nas consultas que eram realizadas por psicólogos treinados. Então, o B, como você comentou na pergunta anterior sobre outros países, é um teste que é usado muito amplamente na pesquisa e foi possível que a gente comparasse com estudos realizados em outros países e tem diversos estudos que relacionam, inclusive com a linguagem da exposição ao chuva e atraso no neurodesenvolvimento nesse determinado domínio de desenvolvimento. Então, em quantidades maiores ou menores, inclusive os níveis de estudo que a gente detectou não são considerados muito altos, mas mostra que nenhuma quantidade é segura.
E dá para dimensionar, é claro que a pesquisa é exploratória, né, a amostra não era muito grande, mas quer dizer, em termos, o atraso é um atraso significativo, eventualmente, e aí, professora Carla, parece que você trabalha com o conceito também de, quer dizer, é algo que essas crianças têm um potencial de recuperar, quer dizer, dá para, dá para trabalhar, discutir um pouquinho isso, ou ainda estamos no início?
Eu acho que é muito preliminar ainda, porque isso também não foi o foco da pesquisa. A gente não está fazendo diagnóstico, a gente está fazendo uma associação de dados,
de uma coorte, enfim.
A gente sabe que o desenvolvimento é marcado por esses pontos chaves e tem vários fatores que vão ajudar ou atrasar o desenvolvimento. Então, a gente tá só pontuando que a exposição a esses contaminantes é um fator que pode atrasar o desenvolvimento. Mas qual é a consequência disso? A longo prazo, a gente não sabe. Então, precisava de mais estudos e a gente não tem essa informação. Essas crianças estão sendo acompanhadas por mais algum tempo, então a gente não sabe se daqui a um ano, dois anos, a gente vai ter uma associação dos achados que a gente teve agora com algum outro score, com alguma outra ferramenta que for usada para poder avaliar isso. Eu acho que o importante é ressaltar que existe uma contaminação ambiental e essa contaminação ambiental está refletindo no desenvolvimento dos bebês. Então eu acho que o alerta é, como a Natália falou, não há valores seguros de contaminação. Qualquer contaminação é contaminação.
Um princípio básico na questão ambiental é o princípio da precaução. Então esse é sempre o cuidado. E o que fazer, né, gente? Esse programa sempre trabalha muito no campo da política pública, né? Então, quais as... Quer dizer, do ponto de vista, seja pensando as mães, né, que estão grávidas e com certeza se preocupam, né? Quando uma matéria como essa que nós estamos construindo aqui. E também, obviamente, o poder público, que é o grande responsável, né, por ações de médio e longo prazo, né? Até porque muitas vezes não é opção das mães, né?
Assim, uma coisa que é muito importante a gente ressaltar, e eu acho que isso tem que ficar muito claro, é que a mãe precisa continuar amamentando. Não importa se alguma nós estamos falando
que não é para amamentar.
Mesmo porque a gente sabe que existe uma interação muito grande na relação mãe e bebê com o leite, o leite materno ele é muito rico em nutrientes, Ele é muito rico em carboidratos e ele é rico em bactérias que vão ajudar a formar o microbioma do bebê. Isso é insubstituível, essa relação entre o leite materno e o movimento do bebê. E a gente sabe que existem mecanismos bacterianos de proteção. Então esse trabalho foi um trabalho piloto em que a gente observou isso. Mas a gente está continuando a pesquisa
para avaliar um pouco quais são as
bactérias que estão presentes nesses grupos e será que tem alguma bactéria que está. A gente já sabe que tem microorganismos que tiram, que eliminam os contaminantes de tecidos. Será que as bactérias do leite não estão fazendo isso?
Então, em momento algum, a gente está
falando que o leite é contaminado. Não, a gente está dizendo que vamos continuar a amamentação, amamentação é o principal alimento que o bebê precisa, o leite humano é o principal alimento que o bebê precisa, vamos continuar a amamentação, mas precisamos abrir os olhos para a questão das políticas públicas que falam em valores de contaminação.
Então, isso fica claro, acho que nosso
trabalho contribui para mostrar que não há valores seguros, qualquer contaminação é contaminação, e é isso que tem que ser reavaliado pelas políticas públicas. Aquilo que se considera um valor X, seguro, abaixo disso que é seguro, não. Qualquer contaminação é contaminação.
E mais uma pergunta, agora a gente já está caminhando para o final. Outros impactos também foram encontrados, do ponto de vista do desenvolvimento desses bebês, e o tempo também que durou. Você disse que a pesquisa continua, obviamente, mas para chegar nesses resultados, eles foram acompanhados por que período?
Esses bebês foram acompanhados aos três meses, aos seis meses, ao um ano e meio, dois anos e agora nós vamos para a coleta das amostras dos três anos. Então, o que acontece é que esses bebês, eles estão, a gente vai aplicando essas ferramentas, né, de avaliações ao longo do tempo e a gente vai avaliando como que esses valores vão se comportando ao longo do tempo. Então, a gente espera que exista uma progressão no desenvolvimento cognitivo, linguagem, desenvolvimento motor e tudo mais. A gente não tem como precisar falar qual é o impacto disso que a gente ainda não chegou lá e não é o objetivo. A gente tem várias informações que foram coletadas, a gente tem uma É um estudo muito sêmplico, porque tem vários pesquisadores envolvidos, e a gente tem muita informação. Foram 500 bebês analisados durante dois anos de vida, então a gente tem muita informação coletada, e agora nós estamos na fase de analisar esses dados. Então, vamos relacionar o desenvolvimento com a alimentação do bebê, com o desmame. A gente já viu um pouco sobre o aleitamento, o tipo de parto.
Então, a gente tem aí um chão,
a gente tem análises para fazer, a gente tem dados para ser analisados aí por um bom tempo. A gente vai, o objetivo do estudo acadêmico, da pesquisa em ciência, é divulgar, é trazer isso para a informação de divulgação, então, nos próximos anos aí, a gente vai ter bastante coisa para mostrar com relação a esses dados.
Muita entrevista para a gente fazer, né, professora?
Vamos lá, muita entrevista no futuro.
Eu vou fazer uma perguntinha agora que eu acho que vai um pouquinho além, mas talvez vocês possam responder. A gente falou muito sobre o leite materno, o leite humano, mas vem a preocupação do leite de origem animal. Quer dizer, que eu acho que talvez seja uma situação, eu sei que vocês não estão com os dados disponíveis, né? Mas eu acho que também é algo que demanda estudos, né? Demanda pesquisas, né? Quer dizer, eu posso dizer que também há esse risco, né? Embora, obviamente, eu saiba que não é o tema da pesquisa de vocês. É isso, ô Natália?
Eu acho que o ambiente contaminado é o ambiente contaminado. O animal tá lá, o animal tá se contaminando também. Eu não sei se tem algum dado analisando contaminação em leite de vaca.
Eu não sei se tem isso. Olha, isso depende muito do contaminante. Como ele se acumula no corpo, por exemplo, o chumbucia acumula no tecido ósseo. Em outros compostos, a organa florável, que está muito na agricultura, se acumula no tecido gorduroso. Então, as carnes mais gordurosas vão ter mais. Então, depende muito do poluente que está sendo avaliado. e da cadeia prótica, porque às vezes um animal maior vai se alimentar de animais menores e aí vai bioacumular. Então, realmente depende, mas é isso. Assim como a gente encontrou no leite humano, possivelmente esses poluentes estão dispersos em todos os segmentos ambientais, no solo, na água, no ar e nos animais.
Muito bem, o programa Ambiente é o Meio de hoje. Teve o prazer de conversar com Natália Ferrazo Naspolini, que é doutora pela Fundação Oswaldo Cruz e pós-doutoranda no Instituto de Ciências Biomédicas da USP e sua supervisora, professora Carla Roman Tadei, que é professora associada do mesmo ICB. Agradecemos muito, já temos pautas aqui para outros programas, né? E fica aí o alerta para a população e fiquem à vontade para despedir dos nossos ouvintes.
Muito obrigada pela oportunidade de a gente poder discutir um pouquinho sobre esse assunto. Foi um prazer, espero que possamos nos encontrar novamente. E lembrando, vamos continuar a aumentação.
Aumentação, muito importante para o desenvolvimento das crianças.
Muito obrigada.
Obrigada.
More from Kayo
Ambiente é o Meio #172: Falta de coleta de lixo favorece descarte irregular e contaminação ambiental
Ambiente é o Meio #165: Falta de planejamento aumenta problemas socioeconômicos de cidades litorâneas
Ambiente é o Meio #162: Projetos acompanham evolução da saúde da população de Brumadinho
Ambiente é o Meio #158: Créditos de carbono geram financeirização do meio ambiente
Ambiente é o Meio #150: Malefício de agrotóxicos é maior em áreas com mais plantação, aponta estudo
Ambiente é o Meio #145: Faltam iniciativas para a preservação das línguas de povos originários
Ambiente é o Meio #140: Estudo mostra como o Estado brasileiro estimula desastres ambientais
Ambiente é o Meio #124: Ciência tem papel importante na mitigação dos impactos das dunas
Ambiente é o Meio #114: Exploração do pré-sal põe em risco maior área de restinga do Brasil
Ambiente é o Meio #104: Memória indígena é instrumento de preservação do meio ambiente