Ambiente é o Meio #29: Florestas secundárias são capazes de sequestrar até 80% de carbono
9 Mar 2022 · 26 min
Neste episódio da série Ambiente é o Meio, o apresentador Marcelo entrevista a professora e pesquisadora Jarsilene Silva de Almeida, bióloga especializada em ecologia vegetal da Caatinga. A conversa começa com a trajetória acadêmica de Jarsilene, desde a graduação em Pernambuco, passando por mestrado no Rio Grande do Sul, doutorado no Canadá e seu retorno ao Nordeste, onde desenvolve pesquisas sobre eco‑fisiologia de plantas xerófitas. Ela descreve as adaptações das espécies da Caatinga ao regime hídrico extremamente irregular – armazenamento de água em estruturas como xilopódios, estratégias de perda e recuperação de folhas, e comparações com a dormência de plantas em climas frios. A entrevista destaca a forte pressão antrópica sobre florestas secas (extração de lenha, queimada, conversão para pasto) e o risco de desertificação induzida pelo homem. Em seguida, Jarsilene apresenta os resultados de um estudo publicado na Science coordenado por uma rede internacional (Second Forest) que analisou florestas secundárias em três continentes. O estudo mostrou que, quando a perturbação é baixa ou média, florestas secundárias da Caatinga podem sequestrar até 80 % do carbono armazenado por florestas maduras, embora o estoque total ainda seja menor. A regeneração ocorre mais lentamente que em florestas úmidas, mas a biomassa acima do solo e a rápida decomposição da serrapilheira devolvem nutrientes ao solo, aumentando o carbono orgânico do solo. Jarsilene também comenta trabalhos paralelos que monitoram fauna (morcegos, aves, insetos) em áreas de regeneração, evidenciando aumento de biodiversidade animal à medida que a vegetação se restabelece. Ela enfatiza a importância de envolver comunidades locais – escolas, quilombolas, agricultores familiares – em educação ambiental e em práticas que evitem a perturbação de áreas em recuperação. Por fim, reforça que o objetivo não é incentivar novo desmatamento, mas apoiar políticas que protejam e permitam a recuperação natural de florestas secas, reconhecendo seu papel crucial no sequestro de carbono e na manutenção de serviços ecossistêmicos.
Chapters
Está no ar. Ambiente é o meio.
Uma conversa sobre as questões do nosso dia a dia. Ambiente é o meio.
Boa tarde, ouvintes da Rádio USP. Hoje conversaremos no programa Ambiente ao Meio com a professora e pesquisadora Jarsilene Silva de Almeida. Nosso assunto são florestas e regeneração. em específico umas tais de florestas secas. Será isso, hein? Professora Gersilene, ou Gersilene, muito obrigado por ter aceito o nosso convite, agradecemos muito a sua participação, e para iniciar a nossa conversa, a nossa prosa ambiental, gostaria que você, de maneira sucinta, senão vai o programa todo, contasse um pouquinho sobre a sua trajetória profissional. Muito obrigado mais uma vez.
Boa tarde Marcelo, é um prazer, essa oportunidade de conversar com os ouvintes, divulgar um pouco o que a gente faz é sempre muito importante, esse elo da pesquisa com a população, cada vez mais se faz importante ser presente, estar presente, para que as pessoas entendam o que a gente faz, o que a gente pesquisa. Eu sou bióloga, tanto bacharel como licenciada pela Universidade Federal de Pernambuco, E durante a minha graduação, logo no primeiro período, eu fui pega por uma greve de três meses e fui buscar estágio. Aí comecei estagiando e já fui me interessando por pesquisa. O primeiro estágio foi no departamento de biofísica. E daí fiquei quase dois anos, mas é interessante que meus colegas diziam sempre que eu era da turma aquela que gostava mais das plantas. E tinha uma professora, professora de loza, que estava querendo estagiar os voluntários para ir a Caatinga, que é uma mata seca aqui, nossa, do Nordeste, Pernambuco, Agrécio, Sertão, né? E lá fui eu pra Lagoinhas, que fica perto de Pesqueira, como voluntária. E aí foi amor à primeira vista. Me encantei com uma floresta que, dependendo da época que você vai, ela é completamente cinza, mas a mesma floresta tem um esplendor de cores, um verde que você não acredita. E fiquei com essa professora, fiz o meu trabalho de iniciação científica com uma planta que se chama Maitenus rígida, que é uma parente do Maitenus que vocês têm aí em São Paulo, que foi bastante utilizada para combate do câncer. Saí, terminei minha graduação, fui me aventurar nos Pampas Gaúchos, fiz o meu mestrado com Eva Matte, sempre buscando ir a campo, apesar de ser um trabalho de laboratório, eu não, sempre digo que eu não conseguia me realizar ficando entre quatro paredes, então eu precisava ser apresentada à planta, precisava conhecer a Eva Matte. Quando eu concluí o mestrado, eu fui fazer o doutorado na Universidade de Sherbrooke, no Canadá, com Ecologia Vegetal. E aí é interessante a gente fazer essa comparação das florestas que estão sujeitas ao inverno, como é o inverno do Canadá, com temperaturas que podem chegar a menos 50 graus e as plantas elas perdem as folhas completamente porque a água fica congelada, então ela não consegue circular na planta. não consegue transmitir a seiva e nem o chilena. Tanto que no Canadá, o símbolo da bandeira do Canadá, aquela planta que é a sessacaro, que produz o xarope, o sirope do maple, Ela é justamente na primavera, quando começa a descongelar, então volta a circular aquela seiva e extrai. E isso, né, fazia eu me lembrar muito das nossas plantas aqui da Caatinga, que também perdem as folhas durante o período da seca. Só que diferente da seca fisiológica, ou seja, aquela seca porque a água está presente, mas no estado de gelo, a nossa planta aqui da Caatinga, ela não tem a disponibilidade hídrica. E, gente, vocês imaginem a beleza de uma planta, a adaptação que ela tem que fazer para passar semanas, meses sem água. Quando a gente olha o perfil cloviométrico da distribuição de água das chuvas no Nordeste, onde a Caatinga está presente, é interessante ver que a gente pode ter períodos de três a quatro meses com chuva e todo o resto sem chuva. Mas mesmo nesse intervalo de 3 a 4 meses, essa chuva é distribuída de uma forma muito irregular. É como se a gente estivesse com muita sede, chegasse e bebesse 2 litros de água, E depois passasse três dias sem beber água, e daí bebesse uma caneca, depois passasse mais duas semanas e bebesse três litros, e aí passasse o resto do mês sem beber água. Imaginem! que planta ela pode usar, que estratégias ela tem que ter para poder crescer, produzir folhas, frutos e ainda se deparar com essa irregularidade de água. Então muitas das plantas da caatinga vão ter estruturas que vão armazenar essa água, como as plantas suculentas que hoje estão tão em modas. Mas o umbuzeiro, para quem nunca teve a oportunidade de provar do fruto do umbu, eu recomendo. É um sabor parecido com cajá, que já é mais popular. O umbuzeiro forma verdadeiras cumbucas. Ele forma o que a gente chama de batata de umbu, que são estruturas, que a gente chama de xilopódio, que armazena água. E é onde muitas vezes o sertanejo consegue, batendo no solo, ele vai identificar onde estão aquelas raízes que armazenam aquela água em grande quantidade, parece um cantil realmente, e muitas vezes foi assim que os sertanejos conseguiram fazer percursos matar a sua sede. Então vejam que fantástico, claro que só podia me apaixonar. Então eu trabalhei com a parte de ecofisiologia, que é quando a gente tenta entender como que as plantas se adaptam, como que elas fazem uso desses recursos, onde elas estão. Hoje, eu tenho alguns projetos que envolvem trabalhos mais amplos, não mais só olhando uma planta, uma espécie, uma população, mas tentando ver o todo, o trabalho de comunidades. Com isso, vários pesquisadores começaram a se interessar pelas florestas secas de uma forma geral. Onde nós temos essas florestas secas? Como eu já falei aqui no Brasil, no Nordeste, que é a nossa Caatinga. Mas nós também temos em outros pontos da América do Sul. Nós temos na África, nós temos na Austrália. Então vejam que essas florestas, assim como as florestas tropicais de uma forma geral, elas tem uma pressão do ser humano muito grande, o que a gente chama de pressão antrópica. Imaginem vocês, uma floresta tropical úmida já recebe uma pressão, geralmente as pessoas desmatam, vão substituir para fazer a agricultura ou pasto. Agora, se a gente pensar que boa parte da população, principalmente em países em desenvolvimento, estão morando em florestas secas, a pressão aumenta mais ainda sobre essa floresta, porque essa população humana vai recolher a lenha, vai usar aquilo como combustível, vai ter normalmente uma ação extrativista dos frutos. Geralmente, essas florestas secas, quando elas são cortadas e queimadas, diferente do cerrado, vocês que estão aí no centro-oeste, diferente do cerrado, que o fogo é um aliado, na Caatinga não é. A Caatinga não tem estrutura para sobreviver, ou não é um estímulo para ela germinar. Então, hoje, o ser humano está fazendo Muita devastação. Se nós já tínhamos uma pressão grande sobre as florestas, impressionantemente, nas últimas décadas, apesar do ser humano ter mais acesso ao conhecimento, mais pressão, mais devastação vem acontecendo. E quais são as consequências? A consequência nós estamos vivenciando agora uma delas, essa pandemia. A pandemia é um retrato de um impacto ambiental causado pelo ser humano sem precedentes. E isso pode estar cada vez mais, estarmos sujeitos a outras pandemias, a outras situações que nós estamos sendo responsáveis. Mas vamos voltar às florestas secas. O professor Marcelo me convidou por conta de um artigo que a gente publicou na Science falando sobre A grande novidade que é o fato de florestas secundárias serem capazes de sequestrar até 80% de carbono quando a gente compara com as florestas maduras. Gente, a gente tem que ter muito cuidado quando a gente fala sobre isso. Não é para sair cortando o árvore para ir desmatando porque a floresta secundária vai produzir mais. Pelo amor de Deus, nada disso, ao contrário. Essa atenção foi dada porque geralmente os financiamentos, os projetos, eles eram voltados para estudar a floresta virgem, como a gente fala, a mata virgem. Só que aí, principalmente aqui na região neotropical das Américas, muito do que a gente tem de floresta são florestas secundárias, que já teve uma interação, uma intervenção humana. E muitas vezes elas são deixadas de lado. Quando a gente começou no estudo de cronossequência, ou seja, quando você tem acesso a diferentes áreas que estão com idades de abandono, a gente começa a estudar o que está acontecendo com isso. Vamos lá. Muito tempo. Vocês imaginam que são várias árvores, diferentes árvores, geralmente o filme de Tarzan mostra aquela exuberância. Essas são as florestas úmidas, mas nós também temos as florestas secas nas regiões tropicais. Será que elas se comportam da mesma forma? Para isso, o estudo de uma rede composta por centenas de pesquisadores, que a gente chama de Second Forest, que tem como objetivo entender o que uma floresta secundária é capaz de fazer. A floresta secundária é aquela floresta que surge depois de uma perturbação. A pessoa vai lá, cortou uma árvore, selecionou determinada espécie ou cortou tudo para plantar ou colocar o gado. Depois de um tempo essa floresta é abandonada e aí ela vai se recuperar. Então a regeneração natural que é baseada no banco de sementes ou seja aquelas sementes que ficaram ali no solo ou a chuva de sementes que são aquelas sementes que são trazidas das florestas vizinhas. Tronco que ficou lá e rebrotou. Então ela começa a de novo se erguer. Então é isso que a gente viu, que a resiliência, essa capacidade, essa habilidade que a floresta tem de retornar a um ponto parecido com aquele que ela era antes do nós, seres humanos, chegarmos lá. e tentar fazer o que a gente pretendia fazer, geralmente um uso abusivo. Mas a gente viu que quando essa perturbação é baixa ou média, a floresta se recupera rapidamente. É diferente uma floresta que tem disponibilidade de água, ou seja, tem chuva, e a chuva é importante porque vai molhar o solo, o solo tem nutrientes, esses nutrientes aqui vão fazer as plantas crescerem juntamente com a luz solar. Então nas florestas secas aí a gente tem um complicador. O complicador é justamente essa disponibilidade hídrica por conta da irregularidade das chuvas. Mas mesmo assim a gente viu que a floresta seca ela sim é capaz de se recuperar. Vai demorar um pouquinho mais do que a floresta úmida mas se deixar ela quieta Não precisa, digamos assim, investir tanto dinheiro e isso para em termos de políticas públicas, a nível global, para recuperação das florestas é super importante, porque se você deixa ela lá, Isola para que os animais o gado o bode não esteja lá comendo as plantas jovens. Ela vai se recuperar e ela vai chegar a um estado muito parecido com aquele que ela tinha. E aí foi visto que esse crescimento rápido faz com que ela consiga sequestrar até 80 por cento do gás carbônico da atmosfera. Mas como eu falei Não é para sair cortando. Por quê? Porque a floresta madura tem um estoque de carbono muito maior do que a floresta secundária. Então essas informações precisam ser vistas com muita responsabilidade. E o bonito desse trabalho, dessa rede, que isso foi visto em três diferentes continentes, foram vários sítios, tanto na América Central, América do Sul, como o Oeste da África. Então, com diferentes idades de abandono e geralmente o uso da terra anterior tinha sido para pasto ou para lavoura. As nossas aqui, aquelas que eu estudei que contribuiu com essa conclusão, ela se localiza na Paraíba e eu não sei se vocês sabem mas a Paraíba foi uma produtora de algodão e exportava só que aí num determinado momento chegou o bicudo que é um inseto que atacou as plantações de algodão o algodão nosso aqui do Nordeste era perene E isso obrigou que os plantadores abandonassem suas terras. Então muitas dessas terras foram substituídas para a criação de gado. Então elas se transformaram naturalmente em pasto. Mas como tem essa questão da limitação da água também não é interessante criar gado aqui. Então muitos deles também foram abandonados. Eu consegui juntamente com uma equipe que me antecedeu um local particular uma fazenda que o proprietário ele saiu comprando dos pequenos produtores e aí é quando a gente sabe exatamente o tempo de abandono daquela terra. e o que ela era usada anteriormente. Nesses casos de que ela foi usada para lavor ou pasto, a probabilidade dessa recuperação, desse crescimento secundário, dessa floresta secundária é grande. É claro que quando a gente fala que a floresta está se recuperando, Não imagine que de pronto, em 20 anos, 30, 40 anos, ela já vai ter a mesma composição de espécies. Então, essa riqueza, essa composição de espécie, essa chega um pouquinho mais tarde. Mas a gente já consegue saber que as plantas crescem, as árvores crescem, então se a gente tem biomassa acima do solo, Essa biomassa, as folhas vão cair, vão para o chão. Então isso é a serrapilheira. Essa serrapilheira, que é o que a gente também chama da lixeira, ela se degrada rápido. Com o calor e com a umidade, ela degrada e isso significa dizer o quê? A volta de carbono, de nitrogênio, ou seja, todos aqueles elementos que as plantas precisam e aí esse solo vai sendo recuperado também. Então esse solo ele vai adquirindo também carbono orgânico. Então vejam que esse estudo ele mostrou pela primeira vez todos esses atributos relacionados à planta ao ecossistema tudo integrado e aí foi quando a gente pôde ter Então, essa conclusão de que florestas secundárias, essas que estão em crescimento rápido, conseguem sequestrar até 80% de carbono.
Selene, deixe-me fazer uma consideração. Então, é possível e ela recupera Claro, se recuperará mais em função da proximidade de outras espécies, dos bancos de semente, da disponibilidade de pássaros, morcegos, essa turma toda que semeia, alguns mamíferos. Sim, ela é possível, portanto, melhorar a questão de sequestro de carbono e tal. Vocês fizeram algum estudo que pudesse indicar também esse aumento de biodiversidade, não apenas de flora, mas também de fauna, que eu fico imaginando que uma vez a flora existente, existindo, a fauna vai também chegando, vai se aproximando e vai vegetando e repovoando aquela região toda. Chegou a verificar alguma coisa nesse sentido?
Então, professor, esse trabalho, especialmente, ele foi voltado para, digamos, organismos césseis, as plantas, que aí fica mais fácil de a gente ver o que está acontecendo. Mas, em paralelo a isso, um projeto cisbiota, até coordenado por um colega da Universidade de Montes Claros, o professor Marcos Espírito Santo, tinha na equipe pessoas que estavam avaliando justamente a questão dos morcegos, das aves, dos insetos, de uma forma geral. E neste ambiente onde eu estou estudando, É interessante que lá tem zoológos trabalhando e alguns animais que já não são tão facilmente vistos em outras áreas de Caatinga, eles começaram a aparecer e aumentar a sua população nessa área, como por exemplo o Mocó. que ele também age como um dispersor de semente. Mocegos também foram identificados. Agora, pela proximidade muitas vezes dessas parcelas entre uma floresta, digamos assim, madura e uma floresta que está em crescimento, veja que a distância para eles muitas vezes é curta. Então, a gente coloca as redes para capturar e identificar eles, tanto na floresta madura como na floresta que está em crescimento, e eles estão presentes. Mas o que faz é por conta da distância, o voo deles, eles conseguem alcançar, o que é muito importante. E aí é onde entra os trabalhos que a gente desenvolve junto à comunidade de educação ambiental, para não afugentar esses animais. Então, assim, normalmente quando a gente chega nessas áreas para estudar, a gente tem o cuidado de procurar as escolas, as secretarias, conversar com as pessoas e fazer um trabalho de educação ambiental muito interessante. Por exemplo, em floresta aqui em Pernambuco, com outra parceria junto com a Alemanha, nós desenvolvemos um trabalho também vendo essa questão da dinâmica tanto dos animais como das plantas em relação a um gradiente da distância do rio, das áreas úmidas, E um dos trabalhos mais bonitos que a gente fez foi justamente essa conversa com os estudantes. Então, a gente trazia para a feira local, feira mesmo, de rua, a gente levava os animais, conversava com eles, mostrava a importância daqueles animais das corujas, dos mocegos, dos lagartos. de uma forma geral, para que a população dos anfíbios, que são importantíssimos com essa mudança de temperatura, são os primeiros a nos sinalizarem que alguma coisa está errada, porque eles são bem sensíveis. Então, nós fizemos trabalhos junto à comunidade quilombola, junto às crianças, Sempre o retorno era muito grande. Também envolvemos os agricultores familiares. Por quê? Porque justamente nos quintais, nessas farmácias populares, feita à base de plantas, que muitas vezes pequenos animais, eles encontram seu refúgio.
Muito bem. Bom, professor Gersilene, temos então um cenário bastante interessante, constatado cientificamente, de que a caatinga, como uma modalidade de floresta seca, ela se recupera e traz funções ambientais importantes, inclusive, para esse sistema como um todo. Isso é bastante interessante, porque se o sertão vai vir a mato, se as pessoas quiserem, o sertão pode retornar a ser floresta também, né? Exatamente.
Nós não temos núcleos de desertificação natural. Os nossos núcleos de desertificação no sertão são de ação antrópica. que estão levando essa desertificação, esse processo de desertificação.
Excelente, muito interessante a pesquisa, de resultados práticos, muito interessantes, e que vocês também proporcionam à população acesso a essas informações, e mais que isso, a própria participação dessa recuperação. Jacilene, infelizmente, o nosso tempo se esgotou. Tanta coisa para ainda conversar, não é mesmo? Mas, enfim, o prazer é nosso e, certamente, teremos outras oportunidades de trazer temas tão importantes quanto esse.
Agradeço pela oportunidade, agradeço por ter exposto um pouquinho da Caatinga para os ouvintes e espero que um dia possam visitar ou viajar em algum documentário.
Muito bem. Bom, quero agradecer mais uma vez a participação da professora Jacilene Silva de Almeida, agradecer também a participação da nossa querida estagiária da Sohena Zenia, os trabalhos técnicos do Gabriel Soares, José Marcelino e eu, Marcelo, agradecemos então a todos os ouvintes, em especial a nossa convidada, Jacilene. Muito obrigado, Jacilene, até uma próxima Obrigada
e uma boa tarde.
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